sábado, 18 de setembro de 2021

FALECIMENTO: Tia Biló – marabaixeira - morre aos 96 anos em Macapá

Tia Biló - única filha de Julião Ramos que ainda vivia entre nós, faleceu na madrugada do sábado 18 de setembro de 2021.

Segundo a família, ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Macapá e teve falência múltipla de órgãos.

BENEDITA GUILHERMA RAMOS, A Tia Biló, precursora, grande entusiasta e divulgadora do Marabaixo, cantando, encantando e repassando há várias gerações o legado deixado por seu pai, nasceu há 96 anos em Macapá em 10 de fevereiro de 1925. Filha de Julião Ramos, mestre do Marabaixo e Januária Ramos. Dona Biló - filha mais nova de 05 filhos, mãe de 7 filhos que lhe agraciaram com 16 netos e 20 bisnetos.

Seu primeiro emprego foi como zeladora em uns dos banheiros públicos, construídos por Janary Nunes; trabalhou também na Escola Azevedo Costa, foi transferida para o Colégio Amapaense e logo em seguida para o IETA – Instituto Educacional do Território do Amapá, onde hoje está instalada a UEAP – Universidade Estadual do Amapá.

Tia Biló, como era carinhosamente chamada, trouxe no DNA, a paixão pelo Marabaixo, herdada do seu pai, Mestre Julião Ramos.

Foi uma das precursoras dos grupos de Marabaixo que atualmente encantam várias gerações de amapaenses com esse ritmo contagiante e expressão maior da nossa cultura.

Teve o privilégio de conviver com grandes compositores de Marabaixo, dentre eles, Raimundo Lasdislau.

Seu corpo descansa em Paz, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade.

Fontes: G1 e Memorial Amapá

Foto: Márcia do Carmo (Diário do Amapá)

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

MEMÓRIAS DA CIDADE DE MACAPÁ: AMAPÁ – 78 ANOS MERCADO CENTRAL – 68 ANOS

Crônica de Humberto Moreira

Como não poderia deixar de ser fui ao Bar du Pedro tomar uma cervejinha em comemoração ao aniversário da Cidade que me viu nascer. Vi por lá uma ótima movimentação de pessoas, principalmente de jovens. A juventude precisa se inteirar da história deste lugar para poder ter orgulho do que ele representa para todos nós.

O Mercado Central é um local icônico da cidade. Antes da proliferação dos supermercados, quando só havia um açougue em cada bairro, era no Mercado que a cidade se encontrava para adquirir o alimento diário. Hoje quem tem condições faz estoque, mas naquela época as compras eram feitas todo santo dia. Na companhia de minha avó ou do meu pai (aos fins de semana) lá ia eu carregando uma sacola de pano onde eram colocados os gêneros comprados nos talhos daquele prédio. A cidade era menor e as pessoas quase sempre se encontravam durante as compras. Por causa do costume diário dava para saber os nomes de açougueiros famosos como: Joselito, Zeca Filomeno, Navegante entre outros, que trabalhavam na venda da carne verde que vinha do matadouro municipal em Fazendinha. Os Japoneses que traziam a verdura para a comercialização também eram bastante conhecidos. Os Fukuoka, Fujishima, Kawakami plantavam uma variedade muito grande de legumes. É correto dizer que nossa população cabocla nunca foi muito de comer hortaliças, mas durante muito tempo as famílias japonesas tentaram mudar essa tradição. Infelizmente não conseguiram e os que permaneceram aqui buscaram outros meios de vida.

Nascido no bairro do Trem eu tinha uma relação bem próxima com o Mercado porque minha avó morou por muitos anos na curva que liga a Feliciano Coelho com a Tiradentes. Janary Nunes deu a ela a casa que servira, antes do advento do frigorífico, de local para salgar a carne que sobrava do abate diário. O imóvel foi residência da família por muitos anos e continua sendo patrimônio de parentes. De lá para a Doca da Fortaleza era um pulo. Para um garoto de oito anos era muito fácil descer pela Pedro Baião até a esquina da Casa Califórnia, na São José. Por ali também funcionava a escola do professor Alzir Maia, uma das poucas escolas particulares da cidade. De lá era só seguir em frente e entrar no Mercado. Pela parte da tarde era chegada a hora da víscera. A partir das 03hs da tarde o caminhão do matadouro chegava trazendo coração, fígado, rim e bucho devidamente limpos para serem vendidos à população. A procura era grande pois os preços eram acessíveis às famílias de menor poder aquisitivo. Minha mãe me escalava uma vez por semana para ir ao mercado para comprar fígado ou coração e outros miúdos. Logo após às 13hs eu corria para a fila que se formava na lateral do prédio. Interessante que se marcava a vaga com uma pedra dentro do paneiro e ninguém mudava. Enquanto o caminhão não chegava dava para ir até a prainha por detrás da Fortaleza, para um banho refrescante. No Mercado também havia os fiscais da Delegacia de Economia Popular que estavam de olho nos preços praticados pelos talhos e açougues. Gente como Capa Branca e Praxedes ficavam de olho. Além do Bar Du Pedro, tradicional reduto da Boemia macapaense até hoje, havia também no mercado a Farmácia do Seu Bruno, a Barbearia e uma lojinha de venda de produtos de Umbanda que liberava no ar um cheio de defumação, que ficava queimando sob o balcão. No lado de dentro funcionava o Café do Seu Alberto, onde algumas vezes, já adulto, tomei o café da manhã na companhia do Bebeto Nandes. A gente havia emendado junto com Mário Lucien ou Rudnei Monteiro depois de tocar um baile com os Milionários e descíamos para o Mercado. O pai do Bebeto nos recebia sempre muito bem. Na administração esteve por muitos anos o Seu Marituba. Raimundo Pessoa Borges ficava num deck elevado, de onde observava tudo que acontecia. Ex-jogador do Amapá Clube, Marituba foi também durante anos juiz de futebol da antiga Federação Amapaense de Desportos. Depois dele veio o Laxinha, figura conhecida no bairro por sua ligação com o Trem Desportivo Clube.

E foram tempos maravilhosos em que a cidade era, sem dúvida, mais aconchegante. Nunca perdi minha ligação com o Mercado Central e seus personagens. Olhando agora de dentro do Bar du Pedro as lembranças desfilam na minha saudade. Para fechar vou citar aqui alguns nomes inesquecíveis que são a própria história do bairro:

Belarmino Paraense de Barros, José Malcher, Walter Banhos, Zeca Banhos, Chico Salles, Zé Crioulo, Celso Mariano, Miguel Pinheiro Borges, Durval Mello, Romeu Harb, Abdalla e Stephan Houat, Aziz Gamachi, Nely de Matos, Eurico Vilhena, Franquinho, Zê Valente, Walber Damasceno, Nonato Leal, Seu João do Brunswick, Inspetor Eli Ramalho, Seu Abalen, Seu Anaice, Professor Onualdes Feijão, Vadoca, Turíbio Guimarães, Professor Ricardone, Elza Franco, Dona Doninha... e muitos, muitos outros como o português da saboaria, cujo nome se perdeu nas brumas da minha memória.

Fonte: Facebook (reprodução)

sábado, 11 de setembro de 2021

MEMÓRIA DO RÁDIO AMAPAENSE: JACY DUARTE TAMBÉM PASSOU PELA DIFUSORA

 ICÔNICA PERSONAGEM DO RÁDIO

Por José Machado

Jacy Duarte (Arquivo pessoal)

JACY DUARTE, está entre os inúmeros personagens que contribuíram com seu talento e profissionalismo para a historiografia da Difusora de Macapá, 

Iniciou sua carreira profissional em radionovelas em Belém/Pa. São mais de sessenta anos ininterruptos de microfone e, representa talvez a mais longa e permanente carreira do rádio no Norte do país.

O fenômeno das radionovelas dívididas em capítulos, tinha como principal público-alvo o feminino, e havia total fascínio que a fantasiada ficção proporcionava.

As jovens e senhoras, se postavam junto ao receptor em dias alternados à espera da novela que teve grande popularidade e imensa aceitação, atraindo cada vez mais ouvintes. Vendia ilusões e esperanças em arrebatados dramalhões. 

Seguidos das radionovelas, surgiram os seriados que ressignificavam experiências emocionais, no melhor estilo folhetinesco que passavam a se mesclar ao imaginário dos ouvintes, já fidelizados a este novo veículo de difusão da indústria cultural.

Eram o carro-chefe das programações radiofônicas e, as emissoras iniciaram um processo de adaptação que o tempo exigia. Se no início os seriados e novelas eram importados, suas produções passaram a ser locais, gerando um novo nicho de mercado para escritores e jornalistas e aspirantes a carreira de rádio atores e atrizes.

À época, a carência de recursos humanos qualificados, obrigava as emissoras a selecionarem dentre seu próprio quadro de locutores, candidatos a essa modalidade profissional. 

Pauxy Gentil Nunes, então governador do Território Federal do Amapá e, colega de faculdade de Edir Proença (Rádio Clube do Pará), ao fazer uma visita ao amigo, manifestou a intenção de criar o cast de rádio atores (atrizes) da Difusora de Macapá.

Autorizado pelo governador, Mário Quirino, diretor da RDM á época, manteve gestões junto a direção da Rádio Clube, que liberou dois funcionários.

Foi assim, que em meados de 1955, indicados por Proença, os jovens (em idade) mas veteranos radialistas Jacy Duarte e Lindolfo Pastana, migraram para Macapá.

Jacy, à época integrante da Força Aérea Brasileira, pediu transferência para um destacamento avançado da FAB em Macapá, a fim de conciliar ambas as atividades.

Foi um período de intenso trabalho, mas bastante produtivo, inclusive na montagem da grade de programação da emissora, que funcionava no estilo “vitrolão” (música, prefixo) e poucas propagandas. Montaram um elenco com estreantes, que surpreenderam pela versatilidade e exponencial artístico.

Concluída suas missões, Lindolfo Pastana permanece mais alguns anos em Macapá e, Jacy Duarte, retorna a Rádio Clube do Pará PRC-5 e, cria “o Regatão vem aí”, sua marca registrada, que o tornou conhecido em toda a Amazônia e ficou na história da radiofonia paraense.

Inspirado no mascate que viajava pelos rios da Amazônia, comercializando gêneros de primeira necessidade com os ribeirinhos, na base do “escambo” (troca de produtos regionais, agrícolas e extrativistas), JACY, viu sua audiência subir vertiginosamente.

Teve grande aceitação pelo estilo irreverente, coloquial e regionalista de se comunicar, e o repertório sertanejo, entremeado com pequenas esquetes que ficaram consagradas no rádio.

Personagens memoráveis como o velho caboclo, de origem nordestina (muito esperto), o padre, o sacristão, tudo isso intervalado pela leitura das cartas dos ouvintes dos mais longínquos lugares da Amazônia e do exterior, como Noruega e Suíça, ouvido através dos clubes de rádio escuta. 

Tipos folclóricos que ficaram na memória dos ouvintes, tudo   feito de improviso. Um dos programas mais duradouros da emissora e líder absoluto de audiência no horário.

Há 65 anos no ar, “O Regatão vem Aí”, acompanhou a evolução tecnológica e adaptou-se a modernidade do rádio e da mídia digital.

Totalmente “repaginado” em seu conteúdo, as   viagens agora são limitadas pelo sinal da Rádio FM Cultura, e duram o tempo de uma hora.

Jacy, colocou o seu talento e conhecimentos que experienciou ao longo de sua carreira, à compreensão da cultura popular e da alma do povo amazônida através do rádio. 

Um ser humano especial, durante contatos que mantivemos, confirmou o perfil que haviam traçado sobre ele. Um indivíduo educado, atencioso e modesto.

Quando lhe, pedi que falasse sobre sua atuação na Difusora de Macapá, tamanha foi sua surpresa de como soubera dessa fase de sua carreira e, que poucos tomaram conhecimento e que ele julgava perdida no tempo.

Falei do meu propósito de homenageá-lo nesta data, quando do aniversário da RDM. Chegou a enfatizar, que pelo curto período, e o trabalho desenvolvido, não se achava merecedor de homenagens.

Não habituado com modéstia, fiquei surpreso, haja vista que poucos seres humanos estão à prova da vaidade de uma atenção interessada.

Preservar a memória da emissora, torna possível a compreensão dos períodos anteriores, da identidade e da cultura, além do trabalho que envolveram os seus colaboradores.

É importante pontuar que a consolidação, prestígio e conceito conquistados pela RDM perante seus milhares de ouvintes, foi graças ao cast transato, vanguarda de nossas alegrias e orgulho.

Essas figuras icônicas, abriram à várias gerações o campo de expressão artística local, um circuito voltado para o mercado nacional.

Não foram apenas o grande público e os artistas que ganharam, sobretudo, foi notável seu papel na formação de profissionais.

JACY DUARTE, é graduado em Direito e Administração de empresas. Aos 83 anos de idade bem vividos, esbanjando saúde, divide seu tempo entre a produção e apresentação de seu programa, e a Direção da agência de publicidade da família.

E, nas vagas horas, se dedica a Literatura. Publicou “Banco de Praça” que presenteou o articulista com um exemplar (foto) abaixo.

JACY DUARTE, é daqueles indivíduos, que sua   identidade biográfica confrontada com a travessia do tempo, ultrapassou os limites biológicos da finitude e da existência.

Ao ensejo dos 75 anos da Rádio Difusora de Macapá completados hoje, prestamos esta justa e mais que merecida homenagem, a uma icônica e eclética personagem, ainda atuante no rádio paraense e, talvez no Norte do Brasil.

JACY DUARTE, figura entre aqueles que com talento e profissionalismo, ajudaram a escrever a história, deram sentido e feição à pioneira da radiofonia amapaense. Seu contributo foi imensurável para a trajetória de sucesso da RDM, cuja história se confunde com a do Amapá.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

MEMÓRIAS DO RÁDIO AMAPAENSE – RADIALISTA DINA FIGUEIRA

 MUITO ALÉM DE UMA BONITA VOZ.

Texto: José Machado

O acaso fez o ingresso no Rádio, de OSVALDINA FIGUEIRA BARROS, conhecida artisticamente como “Dina Figueira”, levada pelo radialista Edvar Mota.

Meados dos anos 60, quando ao ser atendido por aquela jovem vendedora, com um timbre de voz característico em níveis harmônicos e padrão sônico atrativo, o veterano locutor de apurada audibilidade, teve a certeza de que estava à frente de uma grande promessa como locutora.

Convite aceito e aprovada no teste Osvaldina, integrou a equipe da ZYD-11 Rádio Equatorial, recém-inaugurada, hegemonicamente masculina. Se revezava ao microfone, com grandes profissionais da nova emissora, que foram alinhavando sua carreira.  -

Com a intervenção Federal, parte dos recursos humanos e do acervo técnico foram absorvidos e incorporados à Rádio Difusora de Macapá.

Algum tempo depois, sentindo que Macapá estava pequena para os seus sonhos Dina, buscou outras plagas, onde pudesse expandir seu talento.


Apostou na afirmação de sua carreira profissional, que lhe oportunizou transitar por outros meios de comunicação. E, em 16 de abril de 1967, foi contratada pela PRC-5 Rádio Clube do Pará.

Sua melíflua voz, passava uma sensação de tranquilidade e, ganhou destaque na radiodifusão paraense, uma grande comunicadora, um misto de dicção perfeita (alternâncias rítmicas das ênfases, clareza e expressividade).

Sabia usar a entonação certa que o texto exigia: forte, suave ou emocional-tendências estilísticas de uma boa locução que ampliaram as oportunidades e, passou a gravar comerciais para rádio e TV.

Começou a ser cobiçada por outras emissoras e, foi assim, que migrou para a RBA-Rede Brasil Amazônia, atuando na Rádio e Televisão daquele Grupo de Comunicação.

Em junho de 1974, Dina contraiu matrimônio e deixou o rádio paraense, fixando residência em São Paulo. Naquele mesmo ano, tentou ingresso nas Rádios: MULHER e AMÉRICA, optando pela segunda, que lhe oferecia maiores vantagens salariais e em termos de mobilidade – próxima de seu apartamento.

Com o tempo, a impossibilidade de conciliar maternidade e trabalho, Dina optou então por um afastamento, temporário, que se tornou definitivo, frustrando suas perspectivas profissionais. Sua trajetória, apesar de intensa, foi encerrada prematuramente.

Apesar da dificuldade de protagonismo Dina, foi uma figura proeminente que conseguiu, se destacou e marcou época. Abriu caminho para que outras mulheres viessem ingressar em um mercado predominantemente masculino, sob grande intimidação social.

Àquelas que ousavam pensar em trabalhar como locutoras, temiam as críticas maledicentes. Embora não houvesse nenhum caso explicitamente declarado, sempre havia uma insinuação de uma vida íntima mundana.

Histórias como da Dina, eram casos rotineiros em um País, que tinha forte “localismo” - apego a um conservadorismo demagogo de costumes sociais e culturais, opondo-se a qualquer tipo de movimentos progressistas.

E, quanto menor a cidade, maior os tabus e preconceitos, baseados em justificativas e padrões sociais construídos sob a ótica, de uma suposta   superioridade masculina.

Sua decisão, causou em sua família num primeiro momento, reprovação que o tempo, se incumbiu de provar que a preocupação era infundada.

Assim como Edna Luz, que ingressara um pouco antes na Difusora - Dina, experimentou o conflito do exercício da profissão, da crítica, às facetas do preconceito associados a esse meio de comunicação.

Encarou com denodo, todo tipo de tolhimento que as mulheres enfrentaram para alcançar seus sonhos e, de romper com os padrões estigmatizantes.

Entre recuos e avanços, Dina foi escrevendo a história de uma batalhadora, que se livra de todas as amarras opressoras sozinha e, se faz como uma mulher vitoriosa.

Fez carreira, história e dividiu as fainas diárias com seus colegas homens, sem sofrer nenhum tipo de hostilização ou constrangimentos.

Dina, viveu historicamente um período difícil profissionalmente e, precisou de ousadia para adentrar espaços de exclusão feminina.

Osvaldina Figueira, está entre as maiores revelações do rádio no Norte do Brasil. Profissional eclética, destacou-se como (DJ), apresentadora de jornais falados e informativos

Transitou e residiu em várias capitais, acompanhando o esposo que era bancário. Após esses exílios voluntários, retornou à Belém onde fixou residência e, atualmente goza de merecida aposentadoria.

A mesma personalidade forte, extrovertida que demonstrava diante do microfone ao vivo, também era vista por amigos e familiares.

O afeto e o carinho com que tratava os colegas e ouvintes, a exaltação do amor pela vida, não por acaso, explicava a paixão que ela sentia pela profissão.

OSVALDINA FIGUEIRA BARROS (Dina), uma moça simples, humilde que lutou contra as adversidades da vida, que se reinventou buscando conhecimento, à conquista de seu espaço e, se fez importante para muitos.

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Nota do Editor:

Muito oportuna e gratificante homenagem que o veterano companheiro José Machado faz à Osvaldina Figueira Barros, uma colega radialista que tive o privilégio de conhecer desde os primeiros dias nessa envolvente profissão.

Lembro, claramente, de Dina Figueira como locutora e discotecária, na antiga ZYD-11 – Rádio Equatorial de Macapá-(AM), a segunda emissora de amplitude modulada, que existiu na capital amapaense, no início dos anos 60.

Após o fechamento da emissora, que era clandestina, reencontrei essa brilhante profissional na Rádio Difusora de Macapá., desempenhando as mesmas funções na discoteca e ao microfone.

Com este meu testemunho, venho corroborar de forma contundente e irrefutável, a importante contribuição de Dina Figueira, ao Rádio amapaense, magnificamente homenageada por nosso confrade, neste belo texto, que, com prazer, trazemos aos leitores do blog Porta-Retrato. (João Lázaro)

Fotos: Reprodução (arquivo pesoal)