segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Momentos de Álvaro da Cunha


Recebemos inúmeras fotos que pertencem ao acervo da família do poeta Álvaro da Cunha, que nos foram gentilmente cedidas, via e-mail, por sua filha Hiléia Cunha, diretamente do Rio de Janeiro.
São registros históricos raros, do período de estada do poeta no Amapá, com inúmeras participações do mesmo, em eventos culturais da capital amapaense.
Estas primeiras imagens, com datas e locais desconhecidos, registram momentos de Álvaro da Cunha  em um único evento compartilhado com amigos e outros colegas intelectuais de Macapá. O palco, nos leva a presumir ter sido realizado num clube da cidade.
Nesta primeira foto, conseguimos identificar as seguintes pessoas, a partir da esquerda: Álvaro da Cunha ao microfone tendo ao lado o radialista Agostinho Nogueira de Souza, locutor da Rádio Difusora de Macapá, cobrindo o evento para e emissora oficial.
Na mesa (de branco), com sua esposa Iracimar, o Sr. Raimundo Osmar Pontes Holanda, que foi representante do Território do Amapá, em Brasília.
À direita, na mesa, está Armando Cunha(de terno escuro), um dos irmãos de Álvaro, que foi chefe de gabinete do governador. Além dele, haviam os irmãos Elza Cunha Craveiro, Emília, Alberto e Aluisio Cunha, todos falecidos.
Os músicos que estão por trás, no palco, integravam o conjunto da antiga Guarda Territorial. Reconhemos entre eles o Biroba (terno claro) junto à parede, na bateria; e à direita no palco de terno escuro, o músico Amilar Brenha.
Na foto 2 – Da esquerda para direita, poeta Alcy Araújo e o radialista Agostinho Nogueira de Souza. Ambos foram diretores da Rádio Difusora de Macapá. Alcy Araújo (1977) e Agostinho Souza em 1954 e 1962.
Na foto 3 – Agostinho Souza e Dr. João Telles, que foi Secretário Geral e Governador substituto do Território do Amapá.
Na foto 4 – Poeta Álvaro da Cunha.

domingo, 25 de novembro de 2012

Visita de leões e domadoras do Lions Clube de Macapá à Serra do Navio

Foto gentilmente cedida pelo amigo Aloízio Teixeira – de data desconhecida - mostra o registro de uma visita de membros do Lions Clube de Macapá – leões e domadoras - à localidade de Serra do Navio.
A partir da esquerda conseguimos identificar: a sexta senhora ( de saia escura e blusa listrada) Dona Miracy Souza, esposa do Sr. Alamiro Souza; atrás dela o engenheiro Clark Charles Platon e ao lado dela Dona Graça Teixeira (de fita larga no cabelo), esposa do Teixeirinha e mãe do Aluízio, dono da foto.
Dona Edna, esposa do Dr. Douglas Lobato Lopes é a sétima a partir da direita, atrás de um casal – ele careca e a senhora de cabelos pretos. À esquerda da dona Edna na parte superior das imagens, junto aos trilhos, Sr. Viana (que foi professor no CCA); Sr. Alamiro Rodrigues de Souza; engenheiro Douglas Lobato Lopes e  o último à direita é o Sr. Wilson Mendes, que era assessor de Relações Públicas da empresa, e ciceroneava o grupo de visitantes.
Na frente, entre duas crianças está o jovem Aluízio Teixeira, de camisa listrada.
Os demais não foram por nós identificados.
Quem souber, por gentileza, pode nos ajudar, via e-mail – jolasil@gmail.com -  para completarmos a legenda.
(Atualização em 03/12/2012)

sábado, 24 de novembro de 2012

LUIZ ALBUQUERQUE QUEIROZ BRASILIENSE – um odontólogo pioneiro de Macapá.

O pioneiro Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense nasceu em Belém, Estado do Pará, em 20 de outubro de 1921. Filho do odontólogo e farmacêutico pernambucano Dr. Luiz Queiroz Brasiliense e da cearense D. Marieta Albuquerque Brasiliense. Estudou o 1º e 2º graus no Colégio Nazaré em seguida ingressou na Faculdade de Odontologia do Pará, formando-se em Odontologia em 1941. Ingressou posteriormente na Escola de Instrução Militar em 1º de Abril de 1942, atuando até 04 de agosto de 1949, na cidade do Rio de Janeiro quando deu baixa com a patente de capitão R-2, do Exército Brasileiro, tendo prestado serviços na função de dentista, atendendo soldados aquartelados no 26º Batalhão de Caçadores (26ºBC) e recrutas convocados para o Exército praticando exames de saúde bucal. Atuou como dentista em Belém do Pará, no consultório de seu pai, que também foi odontólogo e farmacêutico, e com seu único irmão Dr. Humberto Albuquerque Queiroz Brasiliense, também odontólogo. No ano de 1945, antes do final da Segunda Guerra Mundial, serviu como comandante do Destacamento Militar na cidade de Óbidos, no oeste do Pará, às margens do rio Amazonas, onde conheceu Nilce Farias Brasiliense, de tradicional família obidense, com quem veio a casar-se em 09 de janeiro de 1946, com a qual teve 09 filhos: Luiz Queiroz Brasiliense Neto, hoje morando em Brasília, no DF; Iria Lúcia Brasiliense Leite, que foi governadora do Lions no Ano Leonístico 2000/2001 e mora em Macapá, Amapá; Maria Nilce Brasiliense Peruffo, médica e residente em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; Paulo Eduardo Farias Brasiliense, administrador de empresas, mora em Belém do Pará; Nelson Fernando Farias Brasiliense, engenheiro civil, residente em Macapá; Sérgio Roberto Farias Brasiliense, comerciante, mora em Macapá; Isa Helena Farias Brasiliense, médica, ginecologista, residente em Brasília, Distrito Federal; Ronaldo Brasiliense, conceituado repórter e jornalista reconhecido nacionalmente; Maria do Socorro Brasiliense Zortea, administradora de empresa, residindo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e Renato Silva Brasiliense, de outra relação conjugal. Sua esposa, Nilce Farias Brasiliense, faleceu em 1962. Com isso, o doutor Luiz Brasiliense ficou viúvo aos 40 anos com nove filhos menores. Luiz Albuquerque Queiroz Brasiliense chegou ao então Território Federal do Amapá em 1953, a convite do Governador à época, o Dr. Amílcar da Silva Pereira, amigo e companheiro de Exército, ingressando no quadro de funcionários do governo do Território em 10 de fevereiro de 1954, na Divisão de Saúde, na função de dentista, indo inicialmente prestar serviços na cidade de Oiapoque, onde nasceu seu filho Sérgio Roberto Brasiliense. Em 1955, foi transferido para Mazagão. Em 1956, foi removido para Macapá enquanto aguardava a vinda do Dr. Armando Limeira de Andrade para a capital quando iria substituí-lo na cidade de Amapá, onde prestou seus serviços odontológicos em 1957 e 1958. Finalmente, em 1959, foi residir de forma definitiva em Macapá. O doutor Brasiliense, como era conhecido, foi uma pessoa alegre, competente e dedicada. Andou por todos estes rincões das terras amapaenses, conquistando ao longo destes anos um grande número de amigos, dentre os quais o farmacêutico Rubim Brito Aronovitch, os médicos Mário de Medeiros Barbosa, Alberto da Silva Lima, Antônio Tancredi dentre outros; os dentistas Armando Andrade, Sylla Salgado; os enfermeiros Joaquim Bandeira e Margarida Freire, e toda a equipe de Hospital Geral de Macapá. Participou de todos os programas de saúde dentária nos municípios e localidades, tendo atendido 12.402 pacientes interioranos fazendo extrações e obturações durante o ano de 1956 acompanhando seus companheiros Armando Andrade e Sylla Salgado. Sua ligação de amizade com Sylla, dizem que parecia de cão e gato, falando alto e encrencando um com o outro por ocasião de suas partidas de pontinho ou canastras todas as noites ao longo de tantos anos, quando também se divertiam muito. Aposentou-se em 1989, transferindo sua residência para Belém do Pará, onde faleceu em 19 de maio de 1995. Foi um excelente profissional, um grande amigo, e um destacado pioneiro na História do Amapá.
Redação original de Coaracy Sobreira Barbosa, extraída do Livro “Personagens Ilustres do Amapá, Vol. III” – Edição digitalizada, não impressa graficamente.
A pedido do editor, o texto foi gentilmente revisado e atualizado pela Sra. Iria Lúcia Brasiliense Leite, filha do biografado, antes de publicarmos no blog Porta-Retrato.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Governador Ivanhoé Martins, com assessores

Encontrei esta foto, com data presumível do final dos anos 60, no Facebook do poeta Obdias Araújo, nos pedindo para identificar quem são os personagens que estão nessas imagens, rodeando o General Ivanhoé Goncalves Martins, na época em que  ele foi governador do ex-Território Federal do Amapá, de abril de 1967 a novembro de 1972.
Os mais conhecidos, foram assessores dele na administração amapaense.
Da esquerda pra direita conseguimos identificar na fila de cima: Carlos de Andrade Pontes, jornalista Silas Ribeiro de Assis, Coronel Adálvaro Cavalcante, (Diretor do SAG - Serviço de Administração Geral e Secretário Geral) ; Dr. Antônio Tancredi, (conceituado médico e Diretor da Divisão de Saúde); e o Governador Ivanhoé, (ao centro, de óculos escuros); o terceiro depois Gov. Ivanhoé está o Capitão Vale, (ex-diretor da Divisão de Segurança e Guarda). Os demais à direita da foto não foram identificados.
O primeiro da fila embaixo, no mesmo sentido, é Luiz Alberto Lavor Benigno, ex-diretor da Divisão de Produção; Engenheiro da SOSP Joaquim Vilhena Neto (ex-diretor da Divisão de Obras); professor Geraldo Leite de Morais(ex-Secretário de Educação) e Coronel Gerson de Araújo Góes ( ex-Secretário Geral; o último à direita é o Dr. Nady Bastos Genu.
O jornalista Ernani Marinho, nos lembra, via e-mail que "o Dr Genu é um dos pioneiros da agricultura no Amapá, sendo diretor da Divisão de Produção (hoje Secretaria de Agricultura) nos governos Janary Nunes e, ao que me ocorre, início do de Amilcar Pereira. Depois ficou muito tempo fora do Amapá, cedido a outros órgãos federais. Se não estou enganado voltou no Governo Ivanhoé e ficou à frente da Divisão de Produção até repassá-la ao Luiz Lavor Benigno e retornar à Brasília."

Na direção da porta da direita, (ao fundo)aparece o rosto do jornalista Euclides Moraes.
Nota do Editor: Se você identificar mais alguém por favor nos informe, via e-mail jolasil@gmail.com, ou deixe um comentário, que completaremos a legenda.
(Atualizado em 28/11/2012)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Uma Casa Ecológica - uma família feliz!

Casa da Família Araújo, em Macapá – toda em madeira, cercada de plantas por todos os lados. Uma casa ecologica, em plena Amazônia Tropical.
A casa continua lá, com as devidas modificações que o tempo impõe.
(Foto extraída do Facebook do amigo e poeta Obdias Alves de Araújo.)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ARINALDO GOMES BARRETO – homem de uma só palavra!

(Foto: Reprodução)
O Pioneiro Arinaldo Gomes Barrreto nasceu em 1939, filho de Luiz Gomes Barreto e Evença Gomes Barreto. Era pai do ex-Deputado Estadual e Vereador recém-eleito - Lucas Barreto e de José Cantuária Barreto, o Zeca Barreto, Promotor de Justiça do Amapá e blogueiro e também irmão da professora e artista plástica Nina Barreto Nakanishi, entre outros.  
Zeca Barreto conta que seu pai “era um homem simples, filho de nordestinos e, como não podia ser diferente, não levava desaforos para casa. Costumava receber amigos para um bom papo e passava horas conversando e se esquecia do tempo.”
“Era um homem cheio de vontade de viver. Sua inteligência, seu senso de humor inconfundível e sua sinceridade, eram dignos de causar vergonha a quem o acompanhava. Ele não conseguia mentir, tampouco fingir, simplesmente falava, contrariando o que ele sempre nos ensinava: “pense tudo quanto fale e não fale tudo quanto pense”. Ele falava tudo o que pensava, sem rodeios.”
“Tinha muitos amigos da sua difícil infância quando a família mudou para Macapá. Ainda era criança, apenas 5 anos, sem pai, que morrera precocemente, e pouco tempo depois, já ajudava na venda de pirulitos de maracujá que “Vó Evença” fazia.
(Foto ilustrativa/Google images) 

Colocava tudo numa tábua perfurada, pregada na ponta de um cabo de vassoura, e saia para vender com seu inconfundível bordão: “Olha o pirulito que bate-bate, pirulito que já bateu, quem gosta de mim é tua mãe, quem gosta da tua mãe sou eu!”. Era o Arinaldo, piruliteiro,...”
Os amigos de Arinaldo, daquela época “ainda se lembram das gozações e de quão bom ele era de peteca (bolinhas de gude). Era campeão e ganhava tudo, latas e latas, que também vendia para quem perdia. Mas, já adulto, sua principal diversão era a pescaria e tinha uma lista pronta com tudo o que deveria levar nas suas viagens para não esquecer de nada, inclusive os temperos para a comida. O grande problema era a “divisão” (como ele falava) do produto da pesca com quem era ruim de linha. Dizia: “esse parceiro é só blefe e eu ainda tenho que dividir por igual!”, seguido de uma gargalhada. Pura gozação!”
“Tinha verdadeira fixação por leitura e era muito bem informado. Passava horas lendo suas revistas e livros, principalmente de medicina veterinária, e discutia com os profissionais da área que davam assistência técnica na sua fazenda, empreendimento que era referência por ser a primeira a criar gado holandês puro no Amapá e a única que tinha ordenha de leite totalmente automatizada a vácuo, sem qualquer contato manual. Orgulhava-se de dizer que tudo o que possuía havia sido obtido com o esforço de uma vida de trabalho honesto.”
Arinaldo Barreto trabalhou por longos anos na Radional, que localizava-se em uma das casas na esquina da Av. Mendonça Furtado com a rua General Rondon no centro de Macapá.
Por ser técnico em eletrônica, participou da equipe que integrava a Sociedade Anômima Técnica de Rádio do Amapá – SATRA, que fundou a ZYD-11 - extinta Rádio Equatorial deMacapá, segunda emissora de amplitude modulada do Amapá,  que foi fechada pelo Governo Militar, em 1964. Após o fechamento da Equatorial, Arinaldo participou da primeira equipe que criou a Rádio Educadora São José de Macapá, terceira emissora de AM, de Macapá, que tinha como acionista maior a Prelazia de Macapá.
Zeca Barreto  assegura que seu pai “era um homem íntegro e de uma só palavra. Durante anos fiz a contabilidade da pequena loja de eletrônica que tínhamos (a Magnaton) e lembro que ele nunca pagou uma conta com atraso. Era extremamente cuidadoso com os seus negócios e tinha verdadeira aversão a dívidas, tanto que nunca tomou dinheiro emprestado em banco e sequer financiou os carros que possuía. Aplicava o dinheiro e quando já tinha o suficiente comprava à vista. Às vezes discutia com ele sobre isso, já era Economista, tinha uma visão diferente, mas era a forma como ele tratava os negócios e eu respeitava.”
“Meu pai era o mais novo de dez filhos e foi o primeiro a partir, aos 55 anos de idade no dia  6 de abril de 1995. Foi uma dor que parecia não ter fim, quase insuportável para todos nós, sobretudo para a mamãe que parece nunca ter superado a sua partida. Sofri muito e até abandonei o curso de Direito por seis meses por não conseguir me concentrar. Foi muito difícil, pelo seu sofrimento que o Lucas, minha mãe e eu acompanhamos de perto durante os quatro meses de tratamento. Mas deixou o Delmir, meu irmão mais novo, sua cópia fiel, para que nos lembremos sempre da sua presença.”
Adaptação do texto de Zeca Barreto (*)
(*) José Cantuária Barreto (Zeca Barreto) - Promotor de Justiça do Amapá e blogueiro - é filho de Arinaldo Gomes Barreto.
Texto original sob o título “Saudades de filho”, postado no domingo, 14 de agosto de 2011 no blog “Meu Pirão Primeiro” by Zeca Barreto.
(Última atualização dia 17/nov/2012)

sábado, 10 de novembro de 2012

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