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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

JOAQUINZINHO – O ETERNO MARINHEIRO – ETERNIZADO NO MUSEU JOSEFA PEREIRA LAU.

O Mestre Joaquim Picanço do Espírito Santo, nosso eterno Marinheiro, permanecerá imortalizado na memória do Museu Afro Amazônico Josefa Pereira Lau. 

Fotos: Reprodução

A roupa que ele usou nas grandes festas de Macapá, como o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, a Procissão de São José, o Sete de Setembro e o Treze de Setembro, permanecerá exposta ao público. Nazaré Lino Soledade, sobrinha do Mestre Marinheiro, filho do Rei Dom Sebastião, fez a doação. Aos 18 anos, Mestre Joaquim foi levado às profundezas do mar para conhecer a cidade encantada do Rei SABÁ. Ele foi orientado a usar sempre a roupa branca e, com uma exigência, usar a roupa até não poder servir mais.

Marinheiro, só” - figura conhecida na cidade por só andar de branco, vestido de marinheiro – era tido como místico, uma espécie de "pai de santo".

Fotos: Reprodução

"O macapaense Joaquim Picanço do Espírito Santo (Seu Joaquinzinho), mais conhecido como “Marinheiro" usava farda 24 horas por dia. Andava pela cidade com roupa de marinheiro sempre a rigor, com gorro ou casquete. Caminhava sozinho com suas botas negras de cano longo em busca de ervas e meizinhas (remédio caseiro) para tratar as pessoas que o procuravam na Seara Espírita São MiguelSanto de Deus e Virgem Maria - que ele atendia na Av. Salgado Filho, 600, no bairro Santa Rita. Ele dizia fazer parte da "Linha das Ciências Ocultas de Israel".

Ele morreu aos 96 anos, em 1º de dezembro de 2023, vítima de um câncer no pescoço. Seu corpo repousa em paz no Cemitério de São José, no bairro Santa Rita.

Fonte: Pe. Paulo Roberto Mathias, fundador do museu

Leia a história completa do Seu Joaquinzinho, aqui!

sábado, 15 de agosto de 2020

Foto Memória de Macapá: Três Pioneiros no Urca Bar

Um registro raro de 1959, uma relíquia histórica, pertencente ao acervo da família do Tenente Pessoa.

Nas imagens, 3 pioneiros de Macapá, em momentos de descontração no interior do Urca Bar.

A partir da esquerda: Tenente Armando Amaral, marido da prof.ª Risalva Amaral; Tenente Pessoa(centro) e à direita o comerciante José Júlio Ferreira, Alemão, proprietário do Urca Bar. A sra. ao lado é Dona Elza Ludovina Tavares Ferreira, esposa do Sr.José Júlio, e o garoto é o Antônio Fernando Tavares Ferredira, filho mais velho do casal, já falecido.

O Urca Bar, foi um estabelecimento comercial montado nos anos 50, pelo comerciante Durval Alves de Melo, na esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Eliezer Levy, no Bairro do Trem, que, anos mais tarde, foi repassado ao Sr. Alemão.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Memória da Cidade: Biblioteca Pública de Macapá completa 73 anos de existência

Texto: Paulo Tarso Barros
Uma das instituições educacionais e culturais mais tradicionais do Amapá completa 73 anos de existência. Afinal, são mais de sete décadas de funcionamento contínuo. Nela já atuaram, como gestores, nomes importantes da educação e da cultura do nosso Estado (Lauro Chaves, Aracy de Mont’Alverne, Ângela Nunes, dentre outros), pessoas que deixaram sua marca e que hoje são relembradas pelo muito que contribuíram com várias gerações de alunos que passaram pela Biblioteca, seja fazendo pesquisa ou lendo obras literárias, biográficas, ensaios, manuseando jornais, revistas e outras publicações.
Fundada em 20 de abril de 1945, desde então a Biblioteca vem cumprindo seu papel como entidade que abriga um valioso acervo responsável pela formação educacional de milhares de pessoas e de suporte à pesquisa. Aberta das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, sempre recebeu os estudantes e a comunidade com muita atenção. Seus funcionários, a maioria oriundos da SEED, têm experiência e treinamento para orientar, apoiar e encaminhar todos os usuários aos locais mais adequados a cada tipo de pesquisa que se faz necessário, da mais simples à mais complexa.
Atualmente, em pleno século XXI, a Biblioteca está cada vez mais sintonizada com as demandas da modernidade, sendo um dos points mais frequentados por escolas, entidades culturais e educacionais, associações, Academia de Letras, professores em busca de mestrado e doutorado e alunos de todos os níveis que  encontram o espaço adequado para suprir as suas necessidades num mundo em que o conhecimento e a pesquisa ocupam cada vez mais um lugar relevante.
A Biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 60 mil itens, entre livros, CDs, DVDs, revistas, panfletos, jornais (inclusive os primeiros jornais que circularam no Amapá, desde 1895 – no caso o Pinsônia) e os seguintes espaços: 
Sala Amapaense (livros e documentos com assuntos e temáticas do Amapá e da Amazônia); 
Sala Afro-indígena; 
Sala do Ensino Médio e Superior (que serve também como local de estudos e pesquisas); 
Sala Circulante (com obras literárias nacionais e estrangeiras disponíveis para leitura e empréstimo domiciliar); Sala de Artes; 
Sala Infanto-juvenil (que conta com o Grupo de Contadores de Histórias)...
e duas Salas com Jornais e Periódicos (com destaque para a Sala de Obras Raras); 
uma Sala de Braille e a Reserva Técnica (onde os livros são recebidos e distribuídos às salas).
A Biblioteca Estadual Elcy Lacerda é um espaço aberto, dinâmico, efervescente, muito democrático e o mais representativo das ações educacionais e culturais do Amapá. Seu atual gerente é o professor e escritor José Queiroz Pastana, que pela segunda vez ocupa o cargo.
Texto: Paulo Tarso Barros, escritor, editor e professor, funcionário há 14 anos da Biblioteca).
Fotos: Arquivo de João Lázaro, Paulo Tarso Barros e fotografias da Biblioteca.
Publicado originalmente em: escritoresap.blogspot.com.br 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Memórias da Praça da Matriz, em Macapá: Craque Jaime Lamas

Pegamos o gancho de uma crônica do jornalista João Silva, para extrair alguns dados e prestar nossa justa homenagem ao grande craque do futebol amapaense Jaime Lamas, que apareceu na imagem do time do Juventus publicada no Porta-Retrato, na quarta-feira, 11.
Jaime, nasceu em Macapá, há 72 anos,  em março de 1946, no tempo em que as noites na terra dos Tucujus eram iluminadas por lamparinas. Foi parceiro de pelada do Balalão, na infância feliz no Largo da Matriz.
É filho do folclórico carroceiro Ramiro Leite Lamas (em lembrança), que morava na esquina da Av. General Gurjão com a Rua Tiradentes, no antigo Bairro Alto, hoje Centro. Naquela época a Tiradentes se chamava José Serafim Gomes Coelho.
“Jaime jogou na FIJO (Federação Infanto-Juvenil Oratoriana), no Juventus, teve curta passagem no Manganês, de Serra do Navio. Excelente lateral-esquerdo, quarto-zagueiro, jogava também na meiuca e tinha duas esquerdas poderosas: a perna e o braço; perna para jogar com habilidade e o braço para nocautear quem pensasse que aquele rapaz tímido não era de nada. (...). Mesmo pobre estudou, formou-se bioquímico; há 5 anos sofreu um AVC, aposentou-se e decidiu morar longe da selva de pedra, das suas ruas barulhentas, cheias de carros e riscos de vida...Foi morar com a irmã no Distrito do Maruanum, perto da natureza, de onde nos chegam escassas notícias”. (João Silva)
                         (Fonte: João Silva, via Facebook)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Foto Memória de Macapá: antiga Praça da Matriz (hoje Veiga Cabral)

A foto que trago hoje, e compartilho com todos os nossos leitores, foi publicada em 1966, na edição nº 32, da Revista ICOMI Notícias. Em 2010 eu a publiquei no Porta-Retrato e agora o faço, dando um novo enfoque no mesmo registro fotográfico, raro.
Olhando do ponto de vista histórico, podemos observar, no ângulo em que foi feita a imagem, do interior do inesquecível Foto Cruz, como eram as velhas moradias e casarões de Macapá, no início do Território Federal do Amapá.
Quem se lembra muito bem desse trecho é o jornalista João Silva, amigo particular deste editor e parceiro do blog Porta-Retrato, que sempre morou nesse perímetro da rua General Gurjão desde que nasceu. 
Espero que ele possa acrescentar alguma coisa a respeito dessas edificações a que me refiro.
O perímetro fica ao sul da antiga praça da Matriz, agora Veiga Cabral, onde hoje está localizado o Teatro das Bacabeiras.

Ao lado das primeiras casas ficava a Usina de Força e Luz do antigo Território.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...