quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Foto Memória de Macapá: Chegada de D. José Maritano

Nossa Foto Memória de hoje, apresenta imagens da chegada de D. José Maritano em Macapá, em 18 de março de 1966.
O registro foi reproduzido do site  Mundo e Missão.
Entre as autoridades que o recepcionaram no Trapiche Eliezer Levy, destacamos em primeiro plano, a partir de esquerda: Pe. Vendramini; Pe. Ângelo Bubani; General Luiz Mendes da Silva, governador do Amapá à época; Dom José Maritano; Dom Alberto Gaudêncio Ramos, Arcebispo Metropolitano de Belém; Dom Aristides Piróvano, 1º Bispo Prelado de Macapá; Dom Ângelo Cerqua, 1º Bispo Prelado de Parintins e Dr. Marcelo Cândia.
(Fonte: Site Mundo e Missão)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense: São José - O Tricolor do Laguinho

A Foto Memória de hoje é mais uma do baú de lembranças do amigo João Silva.
“O tricolor do Laguinho, em foto dos anos setenta...Timaço custeado pela grana do mega empresário da construção civil, o paraense Alírio Rodrigues que apaixonou-se pelo futebol amapaense e pelo São José, assumindo a presidência do clube, levando o Padroeiro ao tricampeonato bancando times capazes de rivalizar com Remo e Paysandu, vencendo os paraenses várias vezes em amistosos disputados em Macapá e Belém do Pará.” 
“Anote a escalação desse timaço posando ao lado do presidente Alírio Rodrigues a partir da esquerda para a direita, em pé: Sabará, Antoninho Costa, Odilon, Alceu, Emanuel, Pennafort; agachados: Lauro, Deomir, Guara, Moacir Banhos e Timbó...”
Os dois mascotes são os filhos do Bento Góes (falecido) e do Helder Marinho (Formiga).
Fonte: Facebook

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Foto Memória de Macapá: Esporte estudantil

Reprisamos hoje post publicado no blog em 15 de dezembro de 2012, em que mostrava um registro de 1958, da equipe de basquete do Colégio Amapaense nos jogos ginásio colegiais, na Praça Barão do Rio Branco, gentilmente compartilhado pelo amigo José Dias Façanha:
Em pé, da esquerda para a direita: Francisco Lavor Benigno (Tinilo), José Façanha e Luiz Lavor Benigno.
Agachados: Cláudio Vasques (Ponta Fina) e Antônio Farias.
Com essa republicação prestamos nossa homenagem póstuma a Antônio Farias que aparece nessas imagens históricas, agachado ao lado do atleta Cláudio Vasques.
Nota Triste - Antônio Maria da Silva Farias faleceu em Niterói, na quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019.
O historiador Nilson Montoril, conta que Antônio Farias era paraense de Belém, nascido em 9 de maio de 1942, filho caçula do casal João Braga de Farias e Laura da Silva Farias. Iria completar 77 anos de vida. “Ele passou a infância e a adolescência em Macapá, para onde sua família se deslocou após a instalação do Território Federal do Amapá. Cursou o primário e o ginasial na capital amapaense, além de devotar-se à pratica do basquetebol, defendendo as cores do América Esporte Clube. Ele só deixou a cidade depois que seu genitor se mudou para o Rio de Janeiro. Sua genitora e demais irmãos já estavam residindo em outras paragens. Antônio foi casado com Maria Luísa Castellões Farias e o casal só gerou um filho, que lhes deu um neto. Maria Luísa morreu no final de mês de junho de 2018. Entre nós ainda há contemporâneos do Antônio, inclusive parceiros que integraram a equipe americana.”
Fonte: Facebook
Nota do Editor: As condolências do blog à família enlutada!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Foto Memória do Comércio Amapaense: Casa Líbia

Hoje, trago outro registro fotográfico histórico, do acervo da família Bessa de Castro.
Uma foto memorável da Casa Líbia - um estabelecimento comercial com uma enorme clientela - que se situava na confluência da Rua Cândido Mendes com a Av. Prof.ª Cora de Carvalho, tendo ao lado o escritório do despachante Negrão e, defronte, (do outro lado da rua) o posto Texaco do seu Assis (hoje dos Alcolumbres).
Fonte: Facebook

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Foto Memória de Macapá: Nove Pioneiros de Macapá ( em memória )

Encontrei essa e outras relíquias históricas, compartilhadas pelo amigo Francisco Bessa em sua página, na rede social.
Hoje escolhi para publicar no blog, um importante registro, reunindo uma plêiade de pioneiros amapaenses, que muito contribuíram com o Amapá e seu povo.
São nove senhores, que deixaram seus nomes na história do Amapá, com uma larga e profícua folha de serviços.
Pelo que conseguimos identificar, temos nessa foto sem data, a partir da esquerda para a direita, os senhores: Genésio Antônio de Castro (óculos escuros e calça branca); Murilo Moreira (terno claro); Nilde Ceciliano Santiago; Elionai Cesar da Silva; Raimundo Anaice (terno claro) e o farmacêutico Rubin Brito Aronovitch (terno escuro).
Os três no degrau de baixo, são: Francisco Miccione, Israel Marques Sozinho e Sebastião Leitão.
O grupo em questão, que  integrava o Rotary Clube de Macapá, já está no Reino da Glória.
Fonte: Facebook

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Foto Memória de Macapá: Violonista Nonato Leal e família

Nossa Foto Memória de hoje, vem do álbum de lembranças da Família Leal. 
Num só click, vemos Nonato Leal, Paracy Leal, Mary-Nancy Jucá Leite, e filhos: Venilton, Vanildon, Vânia, Vani e Verinha Leal (de tiara). E no carrinho a pequena Vanize. Doces lembranças!
Resumo biográfico: O vigiense Raimundo Nonato Barros Leal, ou simplesmente Nonato Leal, é um renomado violonista e compositor, experiente e prestigiado em Macapá, autodidata, uma figura ímpar da cultura musical amapaense.
Vive em Macapá desde fevereiro de 1952
Em 1945 se apresenta na Rádio Nacional – RJ no programa Papel Carbono (Renato Murce) e tira nota 10, imitando o violonista Dilermando Reis com a música “Se Ela Perguntar”. Em 1950, ingressa na rádio Marajoara (PA) e excursiona pelo interior do Pará com os músicos e cantores do Cast. da emissora.
Tocou com artistas renomados como Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Waldick Soriano, Carmem Costa, Carlos Galhardo, João do Valle, Luiz Gonzaga, Arnaldo Rayol, Agnaldo Rayol. Também com o Trio Muiraquitã, Sebastião Tapajós, Nilson Chaves, Walter Bandeira, Lucinha Bastos, entre outros.
Excursionou pelo interior do Amapá sob o patrocínio do Governo. Participou da Semana de Arte Amapaense em 1981 e 1984. Em 1958 fez vários programas nas Rádio Dragão do Mar, Verdes Mares e Uirapuru, no estado do Ceará. Compôs vários sambas-enredo para diversas escolas de samba do Amapá. Em 1982 e 1983 participou dos recitais de violão da Rede Nacional da Música (Funarte). Em 1987 participou também do recital didático Vi Lobos, curso de violão do Sesc. Foi professor de violão na escola “Walquíria Lima”, de 1970 a 1988.
Lançou 2 CD’s, sob a direção de Manoel Cordeiro, chamados de “Lamento Beduino” e “Coração Popular”.
O maestro Nonato Leal, de 91 anos, tem participação ativa no mundo musical amapaense e em eventos culturais de Macapá. (Fonte: Diário do Amapá)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Foto Memória de Santana: BRUMASA, Avanço Industrial da Amazônia

Em fevereiro de 1968, passava a funcionar em Santana a fábrica de compensados da empresa Bruynzeel Madeira S.A. (BRUMASA).
O empreendimento, teve como atividade principal a fabricação de compensados a partir dos recursos florestais locais, como também a exploração da virola (Virola surinamensis).
A partir de 1965 o projeto passou a tomar corpo, integrando a mais moderna tecnologia na especialidade. Isso foi possível pela feliz conjugação da capacidade empresarial e da especialização de cada um dos dois grupos associados no investimento: a empresa brasileira ICOMI, cujas atividades no Amapá eram a mais importante contribuição ao desenvolvimento da região, e o grupo holandês BRUYNZEEL cuja experiência em industrialização de madeiras tropicais e comercialização dos produtos no mercado internacional lhe deram renome inconteste.
Sua fábrica foi erguida numa área de quase 610.000m², chegando a manter uma produção de compensados em 1975 de 17.000m³, adicionando-se a essa mesma linha uma de sarrafeados, com capacidade de 10.000m³.
Em paralelo com sua produção, a Brumasa também executava um programa de reflorestamento com as espécies Virola, pinus, caribeeu, e em menor proporção, de eucaliptos e ginelina.
Em 1979, A ICOMI adquiriu a participação da Bruynzeel, passando a deter 100% das ações.
Dez anos depois – mais precisamente em fevereiro de 1989 – devido ao esgotamento da virola no Amapá, a BRUMASA foi vendida para a Indústria Trevo, que, mesmo após encerrar definitivamente suas atividades operacionais em Santana em novembro de 1990, a revendeu em 1991, para a Companhia Ibero-americana.
Atualmente sua área e antigas instalações estão integradas às da fábrica de cavacos da Amapá Celulose S.A. (AMCEL), na cidade de Santana, às margens do Rio Amazonas.
(Texto de Emanoel Jordânio – Blog Santana do Amapá )

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Memória da Cidade de Macapá: Colégio Amapaense

Essa primeira foto foi encontrada no site www.conradoleiloeiro.com.br.
Trata-se de um raro cartão postal do Colégio Amapaense, nos bons tempos do Território Federal do Amapá.
Em ambas as fotos vemos o Colégio Amapaense, com os dois pavimentos.
Síntese histórica - O Colégio Amapaense foi criado pelo primeiro governador do Amapá Janary Gentil Nunes, através do Decreto territorial nº 49, de 25 de janeiro de 1947. Recebeu inicialmente o nome de Ginásio Amapaense. Iniciou suas atividades em abril do mesmo ano, de forma condicional, até agosto, quando foi autorizado para funcionar pela Seccional do Ensino Secundário do então Ministério de Educação e Saúde, sediada em Belém (Pará), pela Portaria nº 367/47.
A matrícula inicial foi restrita à 1ª e 2ª séries ginasiais, tendo como sede o Grupo Escolar Barão do Rio Branco (Grupo Escolar de Macapá) em caráter temporário até a conclusão de seu prédio (primeiro bloco).
Em 12 de julho de 1950, o Ministério da Educação e Saúde expediu a Portaria nº 244, concedendo equiparação do Ginásio Amapaense, reconhecendo o ensino ministrado com validade para todo o país.
Em 25.01.1952, pelo decreto governamental nº 125/1952, o Ginásio Amapaense passou a se chamar Colégio Amapaense, recebendo alunos do antigo Curso Científico, que passou a receber a nomenclatura de Curso Colegial, correspondente atualmente ao Ensino Médio, funcionando em três turnos.
Em 13 de junho de 1952 passou a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na Av. Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas 9 salas de aula. 
(Texto: Edgar Rodrigues) 
Fonte: Governo do Amapá.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Memória da Cidade de Macapá: Macapá deixa de ser povoado

Por Nilson Montoril
Aproveitando o ensejo da viagem que realizou a Capitania de São José do Rio Negro, onde foi tratar das questões fronteiriças de Portugal com a Espanha, o Capitão General Francisco Xavier de Mendonça Furtado, Governador do Estado do Grão Pará, colocou em prática o plano de elevar as povoações mais expressivas à condição de vila e as aldeias indígenas ao nível de povoados. Antes de aportar em Macapá, Mendonça Furtado parou na aldeia dos índios Urucará, onde o Padre Antônio Vieira havia introduzido índios nhengaibas, perseguidos por escravagistas. No dia 24 de janeiro de 1758, a aldeia Urucará foi elevada à categoria de vila e testemunhou a instalação do Senado da Câmara. A denominação mudou para Portel. A comitiva do governador chegou a Macapá dia 1º de fevereiro e as delineações do espaço que iria abrigar a vila ocorreram imediatamente.
Este espaço corresponde as Praças Veiga Cabral (Largo de São Sebastião) e Barão do Rio Branco (Largo de São José/São João).As denominações dadas aos dois largos traduzem bem a intenção de Mendonça Furtado em homenagear não apenas os santos, mas também seu irmão Sebastião José de Carvalho e Melo e o Rei D. José I. é claro que o delineamento em questão não passou de uma simples escolha, sem compreender a limpeza total da área, que por ser de cerrado facilitou a empreitada. 
No dia dois de fevereiro, a cerimônia de posse dos membros do Senado da Câmara certamente aconteceu no núcleo pioneiro de Macapá. Nela havia instalações diversas e a população ali residia. Devido ao porte que Mendonça Furtado quis dar a Macapá, o Senado da Câmara foi formado por quatro membros: Francisco Espíndola Bittencourt, que exerceria a presidência e seria o Juiz Ordinário; Carlos de Melo, acumulando as funções de Procurador do Executivo e Tesoureiro; Thomé Francisco Vieira e Manoel José Paes como vogais. Todos eram açorianos, brancos e letrados. Finda a cerimônia de posse, a comitiva do governador, acrescida por militares do reduto fortificado e por populares deu vivas ao Rei de Portugal e desejou-lhe longa vida. A ligação entre o platô da fortificação e a área do atual centro histórico era feita através de uma ponte de madeira construída sobre o igarapé do Igapó e por uma estrada aterrada. A abertura de vias públicas data de 1761, correspondendo a nove ruas, nove travessas e passagens, dois largos maiores e um largo menor.
No dia 4 de fevereiro houve missa campal celebrada pelo bispo Miguel de Bulhões e concelebrada pelo Padre Miguel Ângelo de Morais. 
Encerrado o ato litúrgico o bispo do Grão-Pará assentou a pedra fundamental da Igreja de São José. A seguir, o Governador Mendonça Furtado convidou o Ouvidor Geral Pascoal Abranches Madeira Fernandes a conduzir o cerimonial que redundaria na declaração de elevação do povoado à categoria de vila, que o fez de maneira formal e marcante, a começar pela ereção do pelourinho, símbolo das franquias municipais. Em Portugal “o pelourinho era um pilar de pedra, de estilo burlesco, mas às vezes formoso. Servia de poste para o condenado receber açoites, como lugar de execução, do qual penduravam o criminoso, ou contra o qual se estrangulava e decapitava.” Na Amazônia bastava um grosseiro tronco de madeira com duas travas cruzadas no topo ou argolas. Aos romanos o denominavam pilori e o tinham como símbolo da autoridade e da justiça. O termo pilori evoluiu para pelouro, que era cada um dos ramos da administração de uma vila ou de uma cidade afeta aos vereadores da Câmara Municipal, onde se reuniam os vogais representantes do povo e entre eles o Juiz Ordinário e o Procurador. A franquia de que desfrutavam as vilas consistia na liberdade e direito de cobras impostos e ministrar a justiça em primeira instância. O vogal era o representante paritário da classe popular e tinha direito a voto. 
A direção da segunda vila a ser instalada por Mendonça Furtado foi exercida pelo Senado da Câmara, cujo prédio foi construído ao lado direito da Igreja, no espaço que hoje abriga a Biblioteca Estadual Elcy Rodrigues Lacerda.
Pouco a pouco, a contar de 1761, as casas destinadas aos moradores da vila e os prédios públicos foram sendo construído em taipa-de-mão. A área inicialmente habitada era delimitada pelas ruas Formosa (Cândido Mendes) e da Campina (Tiradentes) e pelas Travessas do Lago (General Gurjão) e da Estrela (Presidente Vargas). 
Por trás da Igreja de São José, que sempre ficou de frente para a rua São José, passava a rua dos Inocentes, interligando as travessas do Lago e da Estrela. 
O largo que demorava após a igreja também ficou rotulado pelo povo como Largo dos Inocentes. Com o passar do tempo, o quadrado compreendido entre a Rua São José, a rua da Campina e as Travessas do Lago e da Estrela tornou-se o ponto mais habitado de Macapá. O povo dizia que ali tinha tanta gente que mais parecia um formigueiro. A expansão no sentido do rio Amazonas ocorreu muito tempo depois. Neste dia 4 de fevereiro de 2019, comemoramos os 261 anos da elevação do povoado de Macapá à categoria de vila. Se contarmos o tempo desde o ano de 1751, período em que Macapá passou na condição de povoado, a existência de colonizadores nesta área sobe para aproximadamente 268 anos.
Texto publicado originalmente na edição de 02/02/2019 do Jornal Diário do Amapá

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Memória da Cidade de Macapá - A Pedra do Guindaste

A Pedra do Guindaste
Por Nilson Montoril (*)
(...)
O aspecto do litoral onde foi implantado o povoado de Macapá era bem singelo, chamando a atenção dos navegadores e colonizadores uma formação rochosa assentada na margem esquerda do Rio Amazonas. Nada de sobrenatural havia sobre sua existência. 
Era simplesmente uma pedra, com a mesma matéria encontrada nas falésias do platô da Fortaleza de São José de Macapá. Ela ornou a praia de Macapá até setembro de 1973. 
Desde 1970 existiu sobre ela uma imagem de São José, esposo de Maria e pai putativo de Jesus Cristo.
A importante escultura foi feita pelo luso-brasileiro Antônio Pereira da Costa, natural da Freguesia de Valadares, Conselho Vila Nova de Gaia, Distrito do Porto, em Portugal. Na comunidade de Valadares as atividades principais concentravam-se na agricultura e na produção de cerâmicas. Antônio Pereira da Costa e seu pai eram ceramistas e escultores de inegáveis méritos, com importantes obras realizadas no Rio de Janeiro, em São Luiz do Maranhão, Belém do Pará e em Macapá.
Na então capital do ex-Território Federal do Amapá, Seu Antônio Costa instalou sua oficina de trabalho no quintal da Augusta e Respeitável Loja Maçônica Duque de Caxias tendo recebido especial autorização de seus irmãos, que sempre o distinguiram como um invulgar “obreiro da paz”. Muitas das suas obras ainda são vistas e admiradas nas cidades de Macapá e Amapá: Grupo Escolar Barão do Rio Branco, Hospital Geral de Macapá, Maternidade Mãe Luzia, Fórum de Macapá, que hoje abriga a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, os Leões assentados na frente do citado prédio, a Estátua de Francisco Xavier da Veiga Cabral, em Amapá, o Busto de Tiradentes, o busto do Deputado Federal Coaracy Nunes, na Praça do Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre, o Tempo da Loja Duque de Caxias e a Imagem de São José que ainda permanece sobre um pilar de concreto ereto sobre as pedras menores da antiga formação rochosa derrubada pelo navio Antônio Assmar, em setembro de 1973. Outro leão esculpido pelo Senhor Antônio Pereira da Costa foi encomendado pelo comerciante Hermano Jucá Araújo, meu tio paterno e torcedor apaixonado do Clube do Remo. Pintada de azul, a escultura foi mandada para Belém e instalada no Estádio Evandro Almeida.
Em setembro de 1931, estando exercendo suas atividades na Promotoria Pública do Pará, o Dr. Otávio Meira foi designado para vistoriar todos os cartórios, juizados e prefeituras de Belém até Mazaganópolis, sede do município de Mazagão. Os municípios de Macapá e Mazaganópolis estavam sob jurisdição do Estado do Pará. É bem pitoresca sua narrativa sobre desembarque e embarque de cargas e passageiros em Macapá, pois ainda não havia sido construído o trapiche da cidade. Segundo o Dr. Otávio Meira, na maré alta, os barcos com menor calado podiam entrar no Igarapé do Igapó ou Bacaba, mas o mesmo não acontecia com os navios, que fundeavam e ficavam ao sabor das ondas. Tornava-se mais prático aguardar a maré baixa, que deixava inteiramente à mostra a Pedra do Guindaste. Em algumas oportunidades, quando a maré estava alta e as águas calmas, usava-se uma embarcação tipo barcaça para receber as cargas dos navios. Neste caso, elas permaneciam fundeadas próximo à pedra, sobre a qual, uma engenhoca tipo bate-estacas, equipada com moitão/roldana e corda fazia o papel de um guindaste, daí o nome atribuído à formação rochosa. Para vencer o estirão da praia era usado um carro puxado por dois bois. Foi graças aos termos do seu relatório, que o Interventor Federal Magalhães Barata liberou verbas para a construção do primeiro trapiche de Macapá.
O Intendente Municipal era o Major Eliezer Levy e a obra teve inicio em 1932. Tiveram início em 1969, as entabulações para a concepção de uma imagem de São José, padroeiro de Macapá e seu assentamento na Pedra do Guindaste. Sem alardes, as partes interessadas, envolvendo Dom José Maritano, Bispo Prelado de Macapá e o Governador do Amapá, General Ivanhoé Gonçalves Martins, tomaram todas as providências cabíveis. Ninguém contestou o fato de a imagem não carregar o Menino Jesus nos braços e ficar de frente para o rio mais caudaloso do globo terrestre. 
Devidamente iluminado, a imagem de São José não recebeu a missão de proteger a cidade. 
Como um importante símbolo do catolicismo ali ficou incólume. Porém, na noite de 23 de setembro de 1973, o navio Domingos Assmar, que fazia linha fluvial entre Macapá/Belém/Macapá foi arremessado contra a pedra, quebrando-a e lançando nas águas agitadas do Amazonas a apreciável escultura do santo padroeira da cidade.
Monumento reconstruído, com São José no topo
(Foto: Fabiana Figueiredo/G1 - Reprodução)
O cidadão Antônio Assmar, proprietário da embarcação assumiu os ônus pelo restauro da imagem e a construção de uma pilastra de concreto, para substituir a Pedra do Guindaste. Novamente entrou em ação o luso-brasileiro Antônio Pereira da Costa, recuperando sua obra de arte. Para erigir a pilastra foi contratada a firma Platon Engenharia e Comércio, então capitaneada por Clarck Charles Platon. Tudo voltou a ficar como antigamente, até o momento em que, apareceram os difusores de uma nova ideia, imediatamente refugada pela comunidade macapaense que preza suas tradições. Pretendiam os arautos do turismo trocar a atual imagem por outra bem maior. Também seria removida a pilastra pioneira por outra de maior diâmetro, da qual partiria uma passarela ligando-a ao trapiche Eliezer Levy.
A nova imagem deveria conter o Menino Jesus nos braços e ficar de frente para a cidade. Estas propostas não foram o ponto que fez despertar o descontentamento popular.

(*)Texto publicado originalmente no Jornal Diário do Amapá edições de 25/11/2017 e de 02/12/2017, respectivamente.