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sábado, 15 de junho de 2024

MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ > CASA LEÃO DO NORTE



Dona Sarah Roffé Zagury e seus filhos fundaram a primeira empresa legalmente constituída da cidade, a Casa Leão do Norte, que vendia produtos como presentes, sabonetes, tecidos e mercearia. Uma loja sofisticada, com rendas francesas, sedas, camisolas de seda e outros tecidos de alta qualidade. 

Uma construção bastante antiga, do tempo em que Macapá era uma cidade que pertencia ao estado do Pará. Situava-se na esquina da Avenida Presidente Vargas com a rua à beira-rio, às margens do caudaloso rio Amazonas.

Foto: Cortesia Família Zagury

domingo, 9 de junho de 2024

MEMÓRIA DA MACAPÁ DE OUTRORA > ÉPOCA DO AEROCLUBE DE MACAPÁ

Segundo a amiga Josie Mengai, este é o registro de um evento realizado no Aeroclube de Macapá em 1968: Desfile de Jovens Elegantes daquela época.

Infelizmente, não conseguimos identificar todos os nomes das participantes.

A partir da esquerda: 1.Nazaré Bessa, 2.Josie Mengai; 4.Lourdinha Telles; 5.Nancy Bandeira; 6.Wanda Ribeiro; 8.Virgínia Crispo...

Foto: Josie Mengai

sábado, 8 de junho de 2024

MEMÓRIAS DE MACAPÁ – NOS BONS TEMPOS DO CÍRCULO MILITAR

Mais um registro memorável da década de 60, realizado por amigos de Macapá, nos bons tempos do Círculo Militar de Macapá, instalado atrás da Fortaleza de São José de Macapá, para matar a saudade dos leitores do blog Porta-Retrato.

Nas imagens da esquerda para a direita: Marilene e Raimundo Anaice; Sr. Mair Bemergui; Parady e Rui Menezes; Romeo e Kátia Harb.

Foto: Leão Zagury    (cortesia)

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

MEMÓRIA DA MACAPÁ DE OUTRORA - HISTÓRIA DA ONÇA PINTADA DA FORTALEZA

Um fato ocorrido nos idos dos anos de 1965 é lembrado e contado pelos Guardas Territoriais, com alguns desacordos, mas o acontecimento foi verídico, não sendo  “história de pescador”, muito menos “conversa pra boi dormir”. 

Por essa época, quando a cidade de Macapá ainda possuía muita vegetação em seu entorno, a presença de um felino não seria estranha, mas assustadora pela ferocidade do animal. Foi exatamente isso que ocorreu: uma onça pintada foi chegando de mansinho pela praia em frente à cidade de Macapá, capital do Amapá, numa manhã de sol brilhante, maré vazante e brisa suave. 


Foto meramente ilustrativa

Um senhor de nome Benjamim conhecido por "Beijoca", que havia chegado à noite em uma canoa de Afuá,  estava com uma diarreia daquelas e saiu da Doca da Fortaleza, pela praia, em busca de um local seguro onde pudesse fazer suas necessidades. Caminhou até a pedra do guindaste e quando estava concentrado "no serviço", percebeu um animal caminhando pela praia, vindo das bandas do Igarapé das Mulheres. A princípio, achou tratar-se de um cachorro... Já próximo, reconheceu que era uma onça, e das grandes. No desespero, Beijoca sai correndo, sem lembrar-se de limpar “suas partes” e vestir as calças. Encontra a porta de saída da fortaleza para o rio, adentra e pede ajuda. O Guarda Territorial, Orton Vieira de Castro, que estava de plantão, agarra seu fuzil e com um disparo certeiro, (aliás, na verdade foram três) abate a temida  onça pintada.

O episódio abalou a rotina dos Guardas Territoriais que estavam em serviço na fortaleza naquele dia.

A dita onça, empalhada pelo famoso e experiente taxidermista amapaense Newton Cardoso foi exposta à visitação pública, durante muitos anos no Museu da Fortaleza

Informados de que ela poderia estar em exposição no Museu Sacaca, mantivemos contato com Jade Rodrigues, bióloga da instituição, que gentilmente nos forneceu uma foto recente da onça empalhada. Comparando as fotos, não há dúvidas de que se trata mesmo da onça empalhada por Newton Cardoso.

Os Personagens:

O GT Orton Vieira de Castro, que era potiguar, natural do Rio Grande do Norte, já é falecido.

Beijoca, que contava para todos sua própria façanha, depois do incidente, trabalhou durante uns vinte anos como tripulante da canoa Paraense de propriedade do Sr. Alfredo Botelho, pai do empresário José Maria Botelho. Botelho confirmou que Beijoca faleceu em dezembro de 2022 aos 80 anos, quando já morava numa área de pontes no Igarapé da Fortaleza, na zona sul de Macapá, onde foi tirada esta foto.

Textos reproduzidos do livro Memória da Briosa Guarda Territorial do Amapá / Verônica Xavier Luna, Elke Daniela Rocha Nunes, Bruno Markus dos Santos de Sá. - Macapá: Editora UNIFAP, 2023. e da Rede Social do amigo empresário do Comércio amapaense e Agrônomo José Maria Botelho a quem foi contado o episódio repetidas vezes por Beijoca.

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Fonte: Facebook (https://encurtador.com.br/axzB7)

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Memória da Cidade de Macapá: Desfiles dos Tecidos Bangu

 Nossa Foto Memória de hoje, apresenta dez elegantes senhoritas amapaenses que foram modelos em um desfile dos Tecidos Bangu, acontecido em Macapá, mais ou menos em 1958/59, nos salões de eventos da Piscina Territorial.

Com a ajuda da prof. Eunice Viana, identificamos as participantes daquele evento, em ordem a partir da esquerda: Maria Flávia Dias( in memoriam); Marize Pimentel; Maria do Socorro Benigno; Francisca Dias; Eunice Viana; Maria Façanha, Ilma Dias; Ida Aymoré (in memoriam); Izabel Carolina Coutinho e Lígia (não sabemos o sobrenome).

Foto: Arquivo de Wank Do Carmo

Via Facebook

domingo, 25 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: VISTA AÉREA DA FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

Foto de 1952, extraída de um livro, nos revela a vista aérea da Fortaleza de Macapá, inteiramente restaurada. À sua esquerda vemos o Trapiche Eliezer Levy e o igarapé do Igapó, que depois passou a ser chamado de Igarapé da Fortaleza. A oeste, o local conhecido como Elesbão ainda não contava com a presença de moradores vindos da região das ilhas do Pará. Na faixa de terra junto ao Rio Amazonas existia o Parque Recreio, um lugar aprazível onde as programações governamentais destinadas aos servidores públicos eram realizadas.

Mais tarde, no lugar do Parque Recreio, funcionou o Círculo Militar de Macapá.

Texto e foto de Nilson Montoril

Arquivo do Porta-Retrato

sábado, 17 de abril de 2021

Memória da Macapá de Outrora: Dona Palmira Mendes Coutinho

Mais uma pessoa da família Coutinho, compartilha com o blog Porta-Retrato-Macapá, outras fotos do baú de lembranças de pioneiros de Macapá.

Agora foi Sophia Coutinho, que nos enviou registros históricos de sua mãe Palmira Mendes Coutinho.

Nossa homenageada Dona Palmira, uma amapaense da gema, nascida no centro histórico de Macapá, no dia 15 de janeiro de 1914, na residência de seus pais D. Sophia Mendes Coutinho e João de Azevedo Coutinho sobrinho,... 
...aquele prédio (que infelizmente foi demolido), situado na esquina da Avenida General Gurjão com a Rua São José, considerado à época, o prédio particular mais bonito da Macapá de outrora.

Era irmã da prof. Guíta.

Dona Palmira, estudou em colégio das freiras, trabalhou como professora de alfabetização dando aula em uma das salas do antigo casarão da família; tempos depois trabalhou na residência do então governador Janary Gentil Nunes.

Após o falecimento de seu pai João de Azevedo Coutinho, ela mudou-se para o interior do Pará, para o terreno chamado Tambaqui, onde lá trabalhou com olaria (fábrica de tijolos), extrativismo de madeira e palmito, tornando-se uma grande comerciante; mulher de fibra e de bom coração,  nunca se casou, porém, contou com a parceria do sr. Francisco Negrão Figueiredo que a ajudava na administração dos negócios.  Em 1961 aos 47 anos, adotou um filho e deu o nome de João Sérgio Coutinho Figueiredo; tempos depois comprou uma residência em Macapá.

Dona Palmira era uma pessoa conceituada e bastante conhecida na pequena comunidade amapaense.

Devido sua amizade de longas datas com o governador Janary Gentil Nunes, o mesmo resolveu homenagear o avô paterno de Dona Palmira, colocando o nome dele na rua onde ela havia comprado sua residência: Av Mateus de Azevedo Coutinho. Ela dividia seu tempo entre Macapá e seus negócios no interior. Em 1979 aos 65 anos, adotou uma filha e deu-lhe o nome de Sophia Coutinho Figueiredo.

Como a idade foi chegando e os problemas de saúde surgindo, foi impedida pelos médicos, de viajar de barco e voltou a morar somente em Macapá onde viveu até os 97 anos.

Dona Palmira faleceu dia 18 de junho de 2011. Causa de sua morte: septicemia (infecção em determinadas partes do corpo).

Sophia Coutinho, se refere com gratidão à sua mãe: “minha mãe foi um anjo em nossas vidas, abriu mão da vida confortável que tinha no interior para voltar à cidade e trazer os filhos para estudar. Obrigada, por homenageá-la”.

NOTA DO EDITOR:

O blog Porta-Retrato, agradece a colaboração e a boa vontade da Sophia, que nos municiou de informações e fotos raríssimas e inéditas dessa figura maravilhosa que tivemos a felicidade de conhecer, que foi Dona Palmira. Uma senhora carismática e devota fervorosa de São José.

Mesmo com pouca idade, à época, tive a felicidade e a honra de conhecer também Dona Sophia Mendes Coutinho, mãe de Dona Palmira, e avó da nossa colaboradora, Sophia.

(João Lázaro) 

(Última atualização às 14h30m, do dia 18/04/2021)

quarta-feira, 14 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DA CIDADE: SENHORAS PIONEIRAS DE MACAPÁ

Essa Foto Memória hoje, nos permite fazer uma merecida homenagem à cinco senhoras pioneiras da cidade de Macapá.

A partir da esquerda, vemos nas imagens: Dona Janiva de Menezes Nery (Nini), viúva do pioneiro Walter Batista Nery. Ela é mãe dos amigos Cléia, Célio, Carmem, Carlos e Conceição continua em Macapá, morando no mesmo endereço. Seu Walter, faleceu em 2 de abril de 2014.

Ao lado da Dona Nini temos a senhora Palmira Mendes Coutinho, filha do casal João de Azevedo Coutinho e Sophia Mendes Coutinho, irmã da prof. Guíta e da Dona Ninita  (Eglantina Mendes Coutinho de Assis), esposa do comerciante João Vieira de Assis, dono do Elite Bar.

A família sempre morou no casarão que ficava situado na esquina da Avenida General Gurjão com a Rua São José, considerado na época, o prédio particular mais bonito da velha cidade de Macapá.

A terceira na sequência, é Dona Iracema Menezes Coutinho ( Cici ),  esposa do  Sr. José Mendes Coutinho, ambos falecidos.

Em seguida, vem a Sra. Raimunda Mendes Coutinho ( Guíta ), uma pioneira do magistério amapaense. Exerceu a atividade de professora no Grupo Escolar de Macapá, (embrião do Grupo Escolar Barão do Rio Branco), no período de 1944/1949.

Ela mesmo comentava, que “Guíta”, foi um apelido carinhoso que seus familiares, amigos e alunos lhe deram.

Professora “Guíta” se sentia honrada de fazer parte do grupo de pioneiras, entre as quais as professoras Acinê Garcia Lopes de Souza, Maria Lúcia Brasil, Oneide Medeiros, Julieta Borges, Graziela Reis de Souza, Aracy de Mont'Alverne, Esther Virgolino, Predicanda Amorim Lopes, Annie Viana, Risalva Amaral e muitas outras que contribuíram com o progresso do Amapá. Ela faleceu dia 4 de novembro de 1998.

A última à direita da foto, é a senhora Dulcinéia Teixeira de Lemos, esposa do radialista Dorival Nunes de Lemos, o “Amazonas Tapajós", emblemático locutor da Rádio Difusora de Macapá.

A foto histórica foi compartilhada na internet, pela amiga Sabrina Coutinho, filha do nosso amigo José Maria Coutinho (Cutia). Muito grato!

Fonte: Memorial Amapá (Facebook)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Foto Memória de Macapá: Banda de Música do IETA

Amigo Clóvis Campos – um dos filhos do pioneiro Belisca a lua - remexendo seu Baú de Lembranças, encontrou e mandou para o blog, uma relíquia histórica da banda de música do IETA no ano de 1975, e destaca que “essa do trombone é Vera Lucia Nascimento Picanço hoje minha esposa”.

Obrigado ao nobre amigo pelo compartilhamento!

O inspetor Miguel, também aparece nas imagens.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Foto Memória de Macapá: Pioneiros de Macapá


Trazemos para o Porta-Retrato foto compartilhada pelo amigo Luiz Pessoa, com imagens de um evento social e esportivo, no início dos anos 1950, realizado na sede do Amapá Clube, em que se reúnem vários pioneiros do então Território do Amapá.
Identificamos agachados a partir da esquerda: Sr. Olivar Craveiro, Tenente Pessoa (e esposa);  radialistas Agostinho Souza e Manuel Raimundo  Veras (irmão do Sr. Ivaldo Veras); o de bigodinho parece o Dr. Edmundo de Souza Moura (a confirmar); ao lado dele o Capitão Euclides Rodrigues (e esposa).
Os demais não conseguimos identificar.

domingo, 3 de maio de 2020

Momento Família: Empresário Leopoldo Teixeira e filhos

Amigo Aluízio Teixeira, posta na Rede Social, uma lembrança com imenso valor sentimental e um significado muito especial. 
Aluízio conta ao Porta-Retrato, que essa foto, feita pela esposa Ana Lígia, num sábado de 1981, em Macapá, registra um memorável momento família,  dele, Aluízio, com o pai Leopoldo Teixeira e o irmão Carlos, que haviam saído da Automac (revenda de carros de carros e motos) para almoçar juntos na casa dele.
Leopoldo Teixeira, mais conhecido por "Teixeirinha" – pioneiro falecido em 1982 - foi um empresário do ex-Território do Amapá, sócio do Posto Guarany, na Leopoldo Machado, no local onde depois foi montada a Automoto. 
O irmão Carlos Teixeira,  faleceu em 2018.
Viúva, com idade avançada mas lúcida, Dona Graça Teixeira mora com o filho, Aluízio - autônomo no ramo de vendas - em Recife, capital de Pernambuco.
Fonte: Memorial Amapá (Facebook)

sábado, 25 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Um time de garotos da Casa dos Padres

Trago hoje para o Porta-Retrato, uma imagem rara de um recorte de jornal, que me foi compartilhada pelo Édi Prado, amigo e parceiro do blog.
Por ser uma publicação muito antiga, está com a qualidade bastante comprometida, pelo que pedimos desculpas aos nossos leitores.
Só estamos fazendo essa publicação como um registro histórico e memorial da cidade de São José de Macapá.
Segundo a legenda, são imagens do time do Boca Júnior Infantil – campeão de 1954 – composto por garotos que frequentavam as atividades religiosas e desportivas da Casa dos Padres.
A partir da esquerda, em pé: Faustino, Otávio, Tiago, Zeca, Bernardo e Pedrinho. Agachados: Zezinho, Enildo, Elimar, Beto e J. Ney.
Fonte: Édi Prado

terça-feira, 21 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá - Eles passaram pelo Amapá: Antônio Vasques, Terêncio Porto, Belarmino Barros e Luiz Gonzaga

Mais uma foto raríssima do ex-Território do Amapá, compartilhada pelo professor Daniel Oliveira. Uma relíquia do acervo histórico fotográfico do pai dele, o pioneiro Miguel Venceslau de Oliveira.
São imagens colhidas, por ocasião de um desfile nos anos 60, quando os mesmos ainda eram realizados na Av. Iracema Carvão Nunes,  nas duas alas da Praça Barão do Rio Branco, entre as ruas São José e Cândido Mendes, junto ao portão dos fundos da residência governamental.  
Em primeiro plano vemos o Dr. Antônio Clóvis Queiroz Vasques, que era médico veterinário do ex-Território e, atrás, a partir da esquerda, (o mais alto) o governador Terêncio Furtado de Mendonça Porto, que dirigiu o Amapá de 26 de novembro de 1962 a 7 de maio de 1964, em conversa com dois pioneiros: senhores Belarmino Paraense de Barros e    Luiz Gonzaga Pereira de Souza.
Belarmino Barros era o Diretor do Serviço de Administração; Antônio Vasques dirigia a Divisão de Produção e Pesquisa e o Luiz Gonzaga Pereira de Souza comandava o Serviço de Geografia e Estatística.
Até 1966, os desfiles de 7 de setembro foram realizados na Av. Iracema Carvão Nunes, sentido Rua Tenente-coronel José Serafim Gomes Coelho (Tiradentes)/Rua Cândido Mendes. Dia 13 de setembro, os desfiles estudantis aconteciam na Fazendinha. O General Ivanhoé Martins, substituto do Coronel Terêncio Porto determinou que eles fossem realizados na Av. FAB.
Informações do historiador Nilson Montoril
Fonte: Facebook
( Última atualização em 22/04/2020 às 17h30m )

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Aspectos da antiga Doca da Fortaleza

Nossa foto de hoje, vai proporcionar a todos que conheceram essa parte da cidade, de fazerem uma verdadeira viagem à Memória da Macapá antiga.
Meu amigo Daniel Oliveira, que também é professor, postou numa Rede Social essa foto rara da década de 60, que agora trazemos para os leitores do Porta-Retrato.
Nas imagens, em primeiro plano vemos o caminhão do Sr. Miguel Venceslau de Oliveira, pai do Daniel, sendo abastecido com mercadorias na antiga doca da Fortaleza, área onde hoje fica a agência do Banco do Brasil. Mercadorias que seriam levadas para a Cooperativa Agrícola do Matapi onde Seu Miguel era Presidente.
Seguem abaixo outras fotos que relembram a antiga Doca da Fortaleza:
Fonte: Facebook
Fotos: Arquivo do Porta-Retrato
( Última atualização em 21/04/2020 às 16h40m )

sábado, 18 de abril de 2020

Memórias da Macapá de Outrora: PEDRO OLDEMIR BARBOSA – Mestre “BATINTIN”

PEDRO OLDEMIR BARBOSA, nasceu dia 15 de junho de 1934 em Alenquer, no Estado do Pará.
Chegou a Macapá em 1948, aos 10 anos de idade. Cursou o ensino primário na escola Barão do Rio Branco. 
Neste período da infância participou ativamente do grupo de escoteiros Veiga Cabral no bairro do Laguinho. Lá iniciou seu aprendizado de bater tambores, surdo e tarol. Anos mais tarde se tornaria o maior instrutor de bandas marciais do ex-Território do Amapá. 
Tinha a função de puxar os pelotões nos desfiles de 7 e 13 de setembro, juntamente com Expedito da Cunha Ferro, o 91 que, fora seu colega de escotismo. Ainda muito jovem, tem seu primeiro emprego na Divisão de Obras no governo de Janary Nunes, onde trabalha na construção dos sistemas de tubulações e abastecimento de água de Mazagão, Oiapoque e Amapá. Permanece nesta atividade até 1956. Em 1961, vai trabalhar como inspetor de turmas no Colégio Amapaense.
Por ser um exímio batedor de tambor, é convidado por Maurício Bandeira para dirigir a banda marcial do Colégio Padrão, como era conhecido o Colégio Amapaense à época.  A partir de então Batintin imprimiria seu estilo inconfundível que o consagraria como o grande maestro da inesquecível banda marcial daquele educandário.
Inovou nas batidas, ritmos e evoluções que, trouxera do cerimonial do exército brasileiro, dando um toque refinado e harmonioso na banda do colégio padrão, que lhe renderam inúmeras medalhas e condecorações de honra ao mérito, pelo brilhante trabalho desenvolvido nessa atividade.
Cléo Araújo, advogado e ex-integrante da banda do CA, dá seu testemunho ao trabalho de Batintin: “Sob a direção de Pedro Oldemir Barbosa, inspetor de alunos, pude experimentar, desde os ensaios, um misto de empenho, seriedade, honestidade, coleguismo, solidariedade, bom paternalismo, dentre outros sentimentos. Muita gente queria participar da banda do CA, mas nem todos tinham pendores artísticos. Ali só entrava quem fosse avaliado pelo mestre da banda, que, após um crivo de qualidade, decidia se o aluno participaria ou não do rol de ritmistas. Ele não admitia atrasos e só em casos devidamente justificados, dava outra chance ao faltoso, pois aquele trabalho era de total dedicação. Do contrário, a banda não manteria seu honroso nome e não arrancaria aplausos por onde passasse.
Nossos ensaios eram regados a muito humor e alegria. Quem era da banda, de certa forma, possuía prestígio junto aos demais colegas, posto que éramos nós que ditávamos o ritmo dos ensaios e desfile na semana da pátria. Se alguém saia da cadência, apressando o andamento da banda, o Mestre Pedro Oldemir dava aquela bronca!
Cléo, conclui dizendo que, ” apesar de ríspido, Mestre Batintin sempre se mostrava compreensivo com os problemas dos jovens e, nos casos de pobreza de membros da banda, providenciava, junto à direção, sem alarde, o uniforme do aluno. Isso pouca gente ficava sabendo...”
Batintin realizou um grande feito nos desfiles de 7 e 13 de setembro de 1972, ao desfilar na Avenida FAB lotada com 132 componentes, quando o habitual era as bandas desfilarem com no máximo 50 integrantes. Inovou também quando introduziu as balizas que, eram duas belíssimas estudantes que desfilavam e faziam evoluções à frente da banda.
Uma das balizas à época foi a escritora e poetisa Alcinéa Cavalcante.
Diz aí Alcinéa?
“Bons tempos!
Quem confeccionava minha roupa de baliza era a mãe do Walter Junior.
Esta aí era vermelha, toda de veludo, e com detalhes em vidrilhos e lantejoulas vermelhos.
Nas vésperas dos desfiles, eu sempre fazia um ensaio de madrugada na FAB.”
Batintin permaneceu como instrutor da banda marcial do CA por 14 anos e, escreveu seu nome definitivamente na história Tucuju como um dos maiores instrutores que o Amapá já teve. 
Retirou-se da vida pública em 2003, com relevantes serviços prestados ao funcionalismo do Amapá.
Hoje aos 82 anos, vive em Macapá, com a família.
PEDRO OLDEMIR BARBOSA, por esses feitos, é justamente homenageado como um notável edificador, pelo Memorial Amapá!
Biografia por Wanke Do Carmo, historiador e colaborador do Instituto Memorial Amapá adaptado ao blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.
Fontes consultadas: Blog da Alcilene / Repiquete é Memória
Fonte: Facebook / Memorial Amapá

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Encerramento do Curso Elementar do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares

Nossa Foto Memória de hoje, vem do Baú de Lembranças do amigo Leão Zagury.
É um registro fotográfico histórico raro, de uma reunião de autoridades na festa de conclusão da turma de 1955 de alunos da 5ª série primária do Curso Elementar, do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares. 
O jovem Leão Zagury - este alto/magrelo que aparece bem na frente – diz que se orgulha muito desta foto-memória, por ele ter sido escolhido o “Melhor Amigo” do estabelecimento, vencendo um concurso que havia na época. Ele observa, também, que o outro aluno que aparece nas imagens, era o Claudio Cavalcante, eleito o “Melhor Amigo” do Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Leão não soube precisar se esse concurso se estendia a outros estabelecimentos de ensino do ex-Território.
Nas imagens conseguimos reconhecer, entre outros: Coronel Luiz Ribeiro de Almeida, (na época Diretor da Divisão de Educação); também o farmacêutico Rubim Brito Aronovitch; o comerciante Stephan Houat e as professoras Maria Cavalcante, Raimunda Virgolino (Virgó) e Terezinha Pimentel; mais à direita destacam-se Dona Icilia Barbosa (esposa do Dr. Mário de Medeiros Barbosa), Sra Belizarina Cavalcante (esposa do Sr. Adaucto Cavalcante gerente da Loja Pernambucanas); (junto à parede) o rádio técnico Manoel Raimundo Veras (irmão do Sr. Ivaldo Veras); Sr. Jacy Barata Jucá e a última à direita Dona Francisca Claudina Picanço (Dona Chiquinha esposa do Sr. João Batista de Azevedo Picanço - Tio Joãozinho, Tesoureiro do então Território do Amapá
Há outros conhecidos que precisam ter confirmadas as semelhanças.
Fonte: Facebook (Memorial Amapá)
( Última atualização às 20h30m )

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro Nady Bastos Genú

O engenheiro agrônomo NADY BASTOS GENÚ nasceu em Belém do Pará, em 3 de abril de 1915, época historicamente difícil, pois o mundo vivia a Primeira Guerra Mundial. Era filho de PEDRO DE ALMEIDA GENÚ – professor, historiador, filósofo - e LUIZA BASTOS GENÚ.
Ficou órfão de mãe aos dois anos de idade e, de pai, aos 12 anos. Sozinho, foi amparado pelos familiares. Tinha um desejo muito grande de aprender, de estudar, de crescer.
Em busca de seus sonhos, fez contato com um padrinho que morava em Santa Catarina. Pediu ajuda e foi atendido: fez a Escola Técnica Agrícola, em Santa Catarina, e, depois, foi para Passa Quatro (Minas Gerais) fazer Faculdade de Agronomia, diplomando-se em 28/11/1937. Nesse período, Passa Quatro foi palco de dois episódios militares do século XX: as revoluções de 1930 e 1932.
Após sua formatura, desenvolveu algumas atividades em Santa Catarina, trabalhando com a cultura de trigo, retornando depois para Belém, sua terra natal.
No Pará, desenvolveu muitas atividades na área de agrimensura (topografia, por exemplo) e, mais importante, conheceu Maria de Lourdes Pamplona de Carvalho, com quem casou em 1944.
O casal teve cinco filhos, 11 netos e oito bisnetos.
Dr. Genú tinha como principais características: a inteligência, a força de vontade, o estudo constante, a dedicação imensa ao trabalho e à família.
Em 1948, foi morar no Rio de Janeiro para fazer seu curso de especialização em Fitopatologia, na Universidade Federal Rural do RJ, onde permaneceu por dois anos.
Em 1950, voltou para Belém e, logo em seguida, foi morar em Macapá, logo após a criação do Território do Amapá. Ele foi convidado para compor a equipe de governo do Capitão Janary Gentil Nunes, como Diretor da Divisão de Produção. Trabalhou lá por dois anos e voltou para sua terra natal por motivos particulares.
Em 1955, foi designado pelo Governo Federal para ser Diretor da Colônia Agrícola de Monte Alegre – PA, onde ficou por 2 anos, retornando, no final de 1956, novamente para Belém.
Em 1958, ganhou uma bolsa de estudos para fazer outra especialização – Fitopatologia Tropical – na França. Passou seis meses em Paris e, a parte de campo, ele fez na Costa do Marfim (África), que era colônia francesa na época.
Já funcionário público concursado, lotado na Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura, Nady Bastos Genú foi convidado para trabalhar na SPEVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia), em Belém. Nessa mesma ocasião, ele era professor de Fitopatologia na Escola de Agronomia da Amazônia, hoje, Universidade Federal Rural da Amazônia.
Em 1967, ele voltou a morar em Macapá, aceitando o convite para trabalhar na ICOMI/IRDA.
Nessa ocasião, o governador Ivanhoé Martins pediu a cedência dele para o governo, para ocupar o cargo de Secretário de Agricultura do Território.
Dr. Nady Bastos Genú faleceu em 24/11/1998 e Dona Maria de Lourdes, em 10/04/2004, ambos em Brasília - DF e sepultados no Cemitério “Campo da Esperança”.
Biografia fornecida pelos filhos.

domingo, 12 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Baile das Nações Unidas

A revista Icomi-Notícias, edição de nº 33, de JAN/FEV de 1967, publicou uma matéria sobre o Baile das Nações Unidas, realizado naquele ano.
O Baile das Nações Unidas foi uma festa organizada pelas alunas do 3º Ano Pedagógico do Instituto de Educação do Amapá. Realizado com o objetivo de homenagear países amigos, o baile levou aos salões da Piscina Territorial um grande e seleto público, atraído principalmente pelo desfile que reuniu jovens amapaenses trajando vestimentas típicas dos países que representavam. 
Santana esteve no baile, com a senhorita Neide Cechinatto, professora da Escola Primária de Vila Amazonas, desfilando de holandesa. As outras jovens da sociedade macapaense que participaram do desfile foram as srtas. Graça Redig (Brasil), Emília Miccione (Itália), Reiko Fujishima (Japão),  Maria José Remédios (China) e Deise Moralles (Espanha).
Fonte: Revista Icomi-Notícias

sábado, 11 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Baile no Círculo Militar do Reveillon de 1978.

Esta Foto Memória compartilhada pela amiga Elizete Barbosa, é o registro de um Baile do Reveillon de 1978, realizado nos salões do Círculo Militar de Macapá.
Nas imagens a partir da esquerda vemos Wimêr, Heiliana Picanço, Moça, Abel Almeida e Íris, esposa dele, Elizete Barbosa e Peixinho.
O tempo passou: a Wimêr faleceu em 2019 aos 90 anos; a Moça mora em Belém; a Heiliana Picanço e o Peixinho moram em Macapá. Elizete Barbosa mora em Natal-RGN. Abel Almeida e Iris, moram em Porto Grande-AP.
Informações prestadas ao blog por Elizete Barbosa.
Foto: Arq. de Waldir Ribeiro, filho do pioneiro Waldomiro Demóstenes Ribeiro (em memória) e Sra. Boêmia Rodrigues Ribeiro.
Fonte: Facebook

domingo, 5 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Momento Família com Dona Sarah Zagury

Resgatamos nossa Foto Memória de hoje, do fundo do Baú de Lembranças da família Zagury.
Trata-se de uma relíquia histórica de 1951, em que aparecem nas imagens raras a empresaria Sarah Roffé Zagury, sua filha Meryan (de óculos escuros), Dona Clemência Zagury (esposa do Sr. Isaac) com os filhos Sarah e  Abraham ( em frente à avó Sarah) e o primo Simão Pecher (filho de Nathan Pecher e Dona Syme).
RESUMO HISTÓRICO
A empresária Sarah Roffé natural de Tânger, Marrocos, nasce em 1882 e naturaliza-se brasileira em 5 de outubro de 1945. Casa-se em 1897, com o marroquino e desbravador Judah (Leão) Zagury, e dessa união nascem Esther, José, Eliezer, Issac, Syme, Meryan, Abraham, Moisés e Ana.
Com o falecimento de Leão Zagury, em 1930, sozinha, cria os filhos que com o sacrifício dela se formam. Na mesma época em que Leão morre, Sarah adoece e enquanto Moisés estava em Belém, Isaac fica no Amapá sustentando a casa e ainda manda dinheiro para o irmão que estava em Belém estudando.
Restabelecida, Sarah recomeça a vida comercial, na qual tinha muita experiência pois sempre trabalhara ao lado do marido. Foi ela inclusive, quem fabricou sabão pela primeira vez no Amapá. Fabricava ainda o creme dental usado na casa dos Zagury. Obteve esses conhecimentos com o filho – José – farmacêutico. Aprendeu também a tratar de doentes de malária. Começou a trabalhar no balcão da fábrica de sabão e atender em casa aos doentes de malária e de outras doenças. O comércio Zagury era um lugar onde eram vendidos tecidos, sapatos, remédios e tudo mais. Os produtos eram vendidos em Macapá e para as ilhas, através do célebre aviamento, que era um tipo de permuta. A borracha era levada e trocada lá por mercadoria, ou então, se o comprador tivesse crédito levava a mercadoria e o débito ficava para futuros acertos. Era o famoso “aviamento quinzenal”.
Dona Sarah, faleceu aos 80 anos, dia 20 de novembro de 1963, no Rio de Janeiro, onde está sepultada.
Dona Meryan faleceu em 2016 aos 97 anos no Rio de Janeiro.
Dona Clemência Zagury, que na verdade se chamava Piedade Assayag, nasceu em Parintins/AM, filha de imigrantes judeus marroquinos.
Foi para Macapá quando casou com o pioneiro Isaac Zagury.
Viveu, boa parte de sua vida, cuidando dos empreendimentos da família e sempre era vista à frente dos atendimentos aos clientes - naquela época chamados de fregueses - da Casa Leão do Norte.
Após o falecimento de Isaac, em 1971, Clemência saiu da sociedade da família Zagury e fixou residência no Rio de Janeiro, onde faleceu em julho 1982, aos 64 anos.
Os filhos Sarah e Abraham, residem no Rio de Janeiro. O primo Simão Pecher  é médico e reside em Manaus, capital do Amazônas.
Fonte: Memorial Amapá (Facebook)

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