sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Vista aérea do Posto Agropecuário de Macapá ( Fazendinha )

Nossa Foto Memória de hoje, mostra uma vista aérea do então Posto Agropecuário de Macapá, a vila de Fazendinha. O registro do acervo digital do IBGE, não especifica a data exata, em que a foto foi tirada. Mas, na obra  "Estudo Geográfico do Território do Amapá" (IBGE, 1954), o geógrafo Antônio Teixeira Guerra, dá uma indicação aproximada: final dos anos 1940.
O Posto Agropecuário da Fazendinha foi criado como uma estação de experimentação para aclimatação de espécies vegetais, embora seu solo não fosse tão rico.
Na época, informava Teixeira Guerra, a única fonte produtora de legumes e hortaliças para a cidade de Macapá era o Núcleo Agropecuário da Fazendinha. “A 'Fazendinha' fornecia a Macapá as hortaliças e legumes especialmente para os hospitais, escolas e para os diretores de serviço".
Fonte: Aloísio Cantuária (Facebook)
Foto: IBGE

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Pioneiros Francisco e Zilda Serrano

Nossa Foto Memória de hoje, foi postada numa Rede Social pelo jornalista João Silva, há três anos.
Uma relíquia fotográfica, sem data, do casal de pioneiros do Amapá: Sr. Francisco Serrano e sua esposa Sra. Zilda Serrano.
Francisco Serrano - paraense, descendente de tradicional família espanhola Serraños, nasceu em 1900. Dona Zilda Serrano em 1912, ambos já falecidos.
O casal gerou os filhos Zilda, Bivar, Willivaldo, Francisco Filho, Luis Serrano, Omair, Marlucio, Marlindo, Omaise, Isimar. Alguns nascidos em Belém, os mais novos já nasceram em solo amapaense.
Estão vivos e moram em Belém, Marlucio e Omaise. Isimar, mora em Curitiba-PR.
O casal ao chegar a Macapá, em 1939,  foi residir à Rua da Praia e no mesmo ano, abriu a Farmácia Serrano na Rua Cândido do Mendes; farmacêutico, Francisco Serrano ajudou as famílias pobres de Macapá com os seus fármacos; também deu emprego a jovens macapaenses, abriu pequena indústria de refrigerante (Super Guaraná); envolveu-se no esporte e no carnaval, ajudando a fundar o Amapá Clube e promover batalhas de confete diante de sua farmácia, eventos que animavam a cidade na quadra carnavalesca.
Francisco Serrano morreu dia 19 de abril de 1978 em Belém e, numa justa homenagem a quem dera grande contribuição ao Amapá, seu nome virou alameda com a modernização do centro comercial no governo de Annibal Barcelos. Um dos filhos do casal também virou nome de logradouro público em Macapá, Marlindo Serrano, como é conhecido hoje o complexo Turístico do Araxá, na orla da cidade.
Texto de João Silva, adaptado ao blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.
Fonte: Facebook

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Secretárias Executivas do Amapá, no Congresso, em Curitiba-PR

Em setembro de 1981, Secretárias Executivas de Macapá, representaram o então Território Federal do Amapá, em um Congresso da categoria,  realizado na cidade de Curitiba-PR.
Eloísa Cavalcante, uma das participantes do encontro, enviou ao Porta-Retrato o registro do conclave, que é nossa Foto Memória, hoje.
Da esq. para direita estão nas imagens: Marília Cavalcante, Sônia Amaral, Eloísa Lopes, Eliana Vales, Vera, Edinete Moraes, Iraneudes, Ana Laura e Oneide Batista.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Foto Memória da Beleza Amapaense: Amapá pela primeira vez no Miss Brasil

O primeiro certame de beleza feminina no Amapá foi realizado em 1958.
A candidata vencedora foi a paraense ILMA DA SILVA DIAS, primeira representante do então Território Federal do Amapá, na 5ª Edição do Concurso Miss Brasil, realizada em 19 de junho de 1958 no Ginásio do Maracanãzinho no Rio de Janeiro.  







ILMA DIAS, enteada do Sr. Carlos Morei Canalejas, irmã do Zamba, ex-atleta de basquete e do prof. de educação física e atleta, Ernesto Sebastião Dias Neto(em memória).
Ilma venceu concorrendo com quatro candidatas. O desfile aconteceu no Salão de Recreios da Piscina Territorial coordenado pela Federação de Esportes Aquáticos. Ela representou a Escola Técnica de Comércio do Amapá-ETCA. Promoção do Governo Territorial em homenagem a Janary Nunes, que aniversariava(1º de junho). Sua viagem para o Rio de Janeiro ocorreu dia 15 de junho de 1958 em avião do Loide Aéreo Nacional.
A informação foi repassada ao blog pelo historiador Nilson Montoril.






A Sra. Ilma da Silva Dias, aposentada, com idade avançada (77 anos) mas, bastante lúcida, reside em Recife, capital do Estado de Pernambuco.



MISS BRASIL - A vencedora do Miss Brasil 1958, foi Adalgisa Colombo, Representante do Rio de Janeiro (antigo Estado da Guanabara).
O concurso foi transmitido pela TV Tupi.


Fotos (carro e mesa) gentilmente cedidas por Eloísa Cavalcante.
Fotos menores: arquivo do Porta-Retrato.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense: Santana Esporte Clube

Foto Memória, compartilhada pelo amigo Edson Santos (Pratinha), relembrar um dos nossos bons momentos, da gloriosa equipe do Santana Esporte Clube se apresentando no Estádio Antônio Baena, em Belém, para enfrentar o Clube do Remo. Liderando a entrada, o saudoso Sabá (Sebastião Pereira da Silva), seguido do Breca(José Ferreira Bastos Monteiro), Haroldo e demais atletas entre eles o próprio Pratinha.
Fonte: Facebook

domingo, 24 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Pioneiros do Amapá

Esse simpático senhor, todo de branco, que aparece nas imagens de nossa Foto Memória de hoje, é o pioneiro Nelson Medeiros, destacado funcionário das Casas Pernambucanas que vendia tecidos e roupas na cidade, na época do ex-Território do Amapá.
A referida loja ficava situada na Avenida Presidente Vargas, entre as Ruas São José e Cândido Mendes de Almeida, Praça Veiga Cabral.
Nesse clique histórico Seu Medeiros aparece ao lado de Jurandir Benigno, um dos filhos do Sr. Adaucto Benigno Cavalcante, primeiro gerente da filial de Macapá.
Mais uma colaboração da amiga Eloisa Elena, diretamente do álbum de Lembranças da família Cavalcante.

sábado, 23 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Três ilustres pioneiros do Amapá

Com essa Foto Memória de hoje, o blog Porta-Retrato, faz merecida homenagem à memória de três ilustres pioneiros do ex-Território Federal do Amapá, reunidos em um raro registro guardado pela amiga  Eloisa Cavalcante, no Álbum  de Lembranças da Família.
Nas imagens a partir da esquerda: Zulair Pimentel, José Tavares de Almeida (Zequinha do Cartório Jucá) e Jurandir Benigno.
Fonte: Eloisa Cavalcante

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Pioneiros Sr. Adaucto Benigno e Sra. Netinha Cavalcante

Nossa Foto Memória de hoje, mostra um raro registro de família.
Nas imagens inéditas, o pioneiro Adaucto Benigno Cavalcante e sua esposa Dona Belizarina, mais conhecida como Dona Netinha, com o neto Ruan Carlos filho de Roberval e Eloisa Elena. O registro aconteceu em 1983.
Sr. Adaucto Benigno Cavalcante, foi gerente da filial em Macapá, das Casas Pernambucanas.
Roberval Cavalcante é piloto e baterista fundador do Conjunto “Os Cometas” e Eloísa, esposa de Roberval, é filha do Dr. Douglas Lobato Lopes(em memória).
Dona Netinha faleceu em 1990 e Seu Adaucto no ano 2000.
Ruan Carlos, hoje com 36 anos, é Oftalmologista Cirutrgião.
Informações de Eloisa Elena Cavalcante.
Foto: Álbum da família
(Última atualização em 25/11/2019)

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Fotos Memória da Mineração Amapaense: As Romisetas da ICOMI

As Fotos Memórias de hoje, relembram as ROMISETAS:
veículos triciclos para dois passageiros com uma única porta frontal,...
 ...que eram usados pelos hospitais de Santana e Serra do Navio,...
 ...no transporte de enfermeiras e médicos em atendimentos no campo de operações nas minas, ou em domicílios nas vilas da ICOMI.
Com o tempo, a política de transporte interno da empresa  foi mudando.  Os empregados passaram a ter carros próprios, e a mineradora reembolsava o consumo de combustível dos usuários, através da quilometragem usada, estimado, previamente, através do preestabelecimento de uma média mensal.
Hoje as Romisetas não existem mais, no Amapá. Com os desgastes do uso, não foram substituídas, e terminaram sendo compradas como sucatas,  pelo comerciante Antônio Pinheiro Lavoura.
Fontes: Mário Miranda e Altamir Guiomar
INFORMAÇÕES HISTÓRICAS
O Romi-Isetta foi um automóvel produzido no Brasil, entre 1956 e 1961, pelas Indústrias Romi S.A., com sede em Santa Bárbara d'Oeste, interior de São Paulo.
Em 1955, a Iso concedeu os direitos de produção do Isetta para a empresa brasileira Indústrias Romi S.A., fabricante de máquinas industriais e agrícolas fundada em 1930 pelo comendador Américo Emílio Romi e seu enteado Carlos Chiti, com sede em Santa Bárbara d'Oeste (São Paulo).
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução WEB
Lançado em 5 de setembro de 1956, o Romi-Isetta, equipado com um motor de dois tempos e uma única porta frontal, se consistiu no primeiro automóvel de passeio de fato fabricado em território brasileiro.
Ao todo, no período de 1956 até 1961, foram fabricadas cerca de três mil unidades no Brasil, muitas das quais ainda hoje permanecem nas mãos de colecionadores. (Wikipédia)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Memória da Mineração Amapaense: Jofre Antunes – Um cidadão de muitos predicados

Por Emanoel Jordânio
Jofre Antunes Ribeiro era um dos muitos operadores de equipamento da Mina de Serra do Navio. 
Embora tivesse Antunes como sobrenome, não tinha nenhum parentesco com o empresário da mineração Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes.
Seu Jofre, nasceu dia 10 de dezembro de 1932, na pacata localidade de Matapí, às proximidades de Santana. Seus pais eram lavradores, profissão honrosa que exerceu até os seus vinte anos, idade em que deixou a casa paterna para trabalhar nas obras do Governo em Macapá.
Cerca de um ano depois do seu primeiro emprego, Seu Jofre candidatou-se a um lugar de braçal na ICOMI. Ao lhe ser dada essa oportunidade, em 1º de fevereiro de 1954, vibrou de satisfação e prometeu a si próprio que tudo faria para melhorar a sua posição e firmar-se na Companhia.
De fato, se assim pensou e cumpriu. De braçal a motorista e desta categoria à de operador de máquinas pesadas, Seu Jofre logo se tornou um dos melhores profissionais no manejo de equipamento industrial da Mina.
Um cidadão alegre, solícito e cavalheiro com todos a quem atendia, in dependente de raça, cor ou credo. Tinha um tratamento único e gentil, fosse com chefes ou o mais modesto dos seus companheiros de faina.
Por isso era benquisto e respeitado.
Nunca o vimos esboçar uma palavra de descontentamento, nem mesmo ao relembrar os dias mais difíceis de sua vida, quando ainda se encontrava fora dos quadros da Indústria e Comércio de Minérios Ltda (ICOMI), enfrentando a rudeza de trabalhos cujos proventos mal chegavam para o seu sustento.
O curioso é que ele nunca arredou pé do Amapá durante o período de ‘ouro’ da ICOMI, nem mesmo às cidades mais próximas às margens do Rio Amazonas, mas sempre prometia que um dia conheceria lugares como Belém e Manaus.
Uma de suas maiores alegrias, como empregado da ICOMI, ocorreu em 08 de maio de 1964, quando recebeu o prêmio pelos dez anos de serviços à empresa: um relógio ‘Ômega’.
Em 1960, casou-se com Dona Francisca Bessa Antunes, de cujo enlace nasceram as meninas Francisca e Maria Odinéica, que sempre considerou seus maiores tesouros.
Seu Jofre faleceu no meado de novembro de 2019, aos 82 anos de idade, após algumas complicações de saúde, deixando um legado de trabalho e profissionalismo pioneiro que sempre será lembrado por aqueles que o conheceram. Em dezembro  ele iria completar 83 anos de vida.
Siga em Paz, Jofre Ribeiro!
Texto de Emanoel Jordânio, adaptado ao blog Porta-Retrato (com a devida anuência do autor), publicado em 17 de novembro de 2019, no blog SANTANA DO AMAPÁ, com o título: “Vá em paz, Jofre Ribeiro!”
Fonte: Facebook

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Conjunto "Os Cometas"

Meu amigo Nonato Silva, compartilhou na Rede Social, um registro fotográfico histórico do conjunto os COMETAS, em 1970.
Nonato acha que foi um baile traje passeio completo, em uma festa de 15 anos, na sede do Esporte Clube Macapá.
Nas imagens a partir da esquerda: Luiz Almeida (falecido) no contrabaixo, Walfredo (atrás – bateria); Célia e Nonato Silva (vocal), Zé Paulo e Jacy (guitarras).
Fonte: Facebook

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Lago Natural do Bairro do Laguinho

No bairro do Laguinho, em Macapá, existe uma área, em cujo centro se encontra um lago natural, situado entre a Av. Ernestino Borges, Rua Coronel José Serafim, Rua General Rondon, Av. José Tupinambá e Rua São José, local ao Norte e a aproximadamente 1200 metros do centro da Cidade.
Essa área foi, entre outras, reservada para parque de diversões e realização de certames e exposições.
Tal proposição foi concebida no Plano Urbanístico da cidade de Macapá, elaborado pela BRUMBILF DO BRASIL, em 1960.
Infelizmente, tal planejamento não saiu do papel!
Veja a área delimitada na imagem abaixo que é nossa Foto Memória de hoje:
Fonte: Livro sobre o Plano Diretor de Macapá - HJCole

Foto Memória de Macapá: Vista Aérea da Cidade de Macapá

Trata-se de uma Vista Aérea da Cidade de Macapá, na década de 70, com destaque para a Fortaleza de Macapá.
Observa-se também na parte inferior da imagem, o abatedouro de porcos que existia no Bairro do Elesbão, e pertencia ao senhor Pedro Pinheiro Borges.
Boas lembranças!
Fonte: Livro sobre Plano Diretor de Macapá - HJCole

sábado, 16 de novembro de 2019

Foto Memória do Amapá: OS SINOS DE CUNANI

Foto: Reprodução do Livro “Informações sobre a História do Amapá: 1500 a 1900”.
Hoje trazemos em nossa Foto Memória, a imagem de um dos históricos Sinos de Cunani.
Os sinos de Cunani, estavam, primitivamente,em sua capela de origem (que infelizmente foi derrubada e construída outra no mesmo lugar) pequenina, porém, era rica de tradição.”
Esses três sinos foram fundidos na cidade de Nantes, na França, “em ouro de melhor teor, especialmente para a Nossa Senhora do Guarany. Hoje eles se encontram na nova capela.”
Foto abaixo:
Foto: Reprodução do Livro “Informações sobre a História do Amapá: 1500 a 1900”.
“A antiga capela era coberta com telhas vindo de Marselha, onde no seu interior, no altar, havia lindos castiçais e crucifixos”.
“Debaixo da antiga capela há um subterrâneo. Os antigos habitantes de Cunani, afirmam que esse túnel é longo de vários quilômetros e vai até à serra que empresta o nome desse lugar.”
ORIGEM:
“A vila de Cunani foi fundada pelo francês Prosper Chaton, em data indeterminada.
A República de “Santa Maria de Guarany”, foi fundada em 1885, por um grupo de aventureiros franceses e brasileiros, que proclamou na faixa entre os rios Araguari e Oiapoque essa ‘Republique de la Guiana Independente’, chefiado pelo francês Júlio Gros e com sede de direitos nessa região mas, de fato em Paris”
Fonte consultada: Livro “Informações sobre a História do Amapá: 1500 a 1900” – de Estácio Vidal Picanço – Macapá.
Imprensa Oficial - 1981

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Foto Memória Esturantil de Macapá: CCA campeão de “bola ao cesto”, nos Jogos Escolares de 1965

Mais uma Foto Memória do Baú de Lembranças do amigo João Silva.
A relíquia histórica, traz um registro dos Jogos Escolares de 1965, em que o Pe. Paulo de Coppi entrega troféu de Campeão do Torneio de Basquetebol ao time masculino do Colégio Comercial do Amapá (CCA), a frente o cestinha e capitão da equipe, Célio Paiva, observado por José Figueiredo de Souza, o Savino; Expedito Cunha Ferro (técnico); Eromir e Carlos (Palitinho), jogadores.
Savino continua firme e forte em Macapá; 91 já está no plano espiritual; Eromir, Palitinho, Célio e Pe. Paulo de Coppi, ainda estão bem vivos. Graças a Deus!
Fonte: Facebook

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Foto Memória da Educação do Amapá: Antiga Escola Marechal Castelo Branco, em Macapá

Nossa Foto Memória, de hoje, relembra uma das mais tradicionais escolas da rede estadual amapaense.
Ela pertence ao acervo do amigo Rogério Castelo, e foi reproduzida do blog “Amapá, minha amada terra”.
Um registro histórico do prédio da antiga Escola Marechal Castelo Branco, hoje Escola Estadual José Firmo do Nascimento, situada na Avenida Clodóvio Coelho nº 145, esquina com a Rua Leopoldo Machado, no Bairro do Trem, em Macapá.
( Fonte: Blog Amapá, minha amada terra )

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Sr. MAMED, um dos pioneiros da arte fotógráfica de Macapá

AHMED MAMED, este é o nome do personagem homenageado, hoje, pelo blog Porta-Retrato. Falando assim, muita gente pode não saber de quem se trata.
Era um dos primeiros da cidade: “RETRATISTA (fotógrafo)! Isto mesmo! Surgiu nas plagas amapaenses, antes dos irmãos Cruz, (do saudoso Foto Cruz), ou dos irmãos Uchôa, (do Foto Lumiére), no Centro da cidade, sem contar com os Irmãos Marinho, no barro do Trem, entre outros que chegaram depois.
Seu Mamed - como era conhecido na cidade - foi um Lambe-lambe: fotógrafo ambulante que exercia a sua atividade nos espaços públicos como jardins, praças, feiras.
“O Lambe-lambe desenvolvia seu trabalho com uma câmera-laboratório: uma caixa de madeira com uma lente apoiada num tripé. A câmera era dividida em duas partes, sendo que a inferior continha os dois banhos, revelador e fixador, que eram utilizados ao mesmo tempo, para o processamento químico de filmes e papéis. As fotos eram reveladas ali mesmo, quase que instantaneamente, o que dava ao fotografo uma mobilidade incrível, uma vez que não precisava mais se deslocar ao laboratório para revelar os filmes.” (Blog Lambe-lambe digital)
Pelo nome pode-se notar que Seu Mamed era de origem árabe. Ele nasceu dia 7 de novembro de 1895, em Damasco, capital da Síria, uma nação localizada no Oriente Médio, mais especificamente no Sudoeste da Ásia.
Filho de Mamed Ganem e Vanda Ganem.
Após a 2ª Guerra Mundial, Ahmed Mamed veio para o Brasil. Passou por São Paulo, Rio de Janeiro e fixou-se em Aracati, um município do estado do Ceará, a 150 km da capital cearense Fortaleza, onde conheceu Dona Laura Barbosa Mamed com quem se casou e teve 16 filhos, sendo 14 homens e duas mulheres. Depois de algum tempo foi para Belém do Pará.
Devido a proximidade da cidade de Macapá, ele acabou indo bater fotos dos macapaenses, durante uma Festa de São José, na capital amapaense.
A falta de fotógrafos na cidade, obrigava a empresa ICOMI - que estava sendo implantada no Território - a procurar profissionais em Belém para completar fichamento dos candidatos a serem admitidos para os trabalhos operacionais em todo seu complexo projeto.
Ciente dessa dificuldade, Seu Mamed, que estava em Macapá, foi procurado pela empresa e imediatamente contratado para prestar esse importante serviço àquela mineradora.
Bateu inúmeras fotos dos fichados, principalmente nas regiões de Porto Grande e Serra do Navio.
Durante sua breve estada por Macapá ele sentiu a urgente necessidade que a cidade tinha, da presença de um fotógrafo, para atender à população local.
Foi aí que seu Mamed, ao voltar para Belém resolveu transferir-se, em maio de 1954, com armas, bagagens e a família, para fixar residência em Macapá e montar negócio no ramo da fotografia.
Segundo o jornalista Ernani Marinho, nessa época só existia em Macapá o Seu Daniel, um funcionário público que prestava esse serviço à população através do Foto Daniel situado na presidente Vargas, praça da Matriz, à época, ao lado do beco das Pernambucanas, também conhecido como "Beco do Abieiro".
Inicialmente Mamed montou um ponto em frente ao Café Canarinho, na Rua Cândido Mendes, depois atravessou para a calçada do Frigorífico Municipal, que ficava em frente, próximo ao Mercado Central, onde permaneceu até os anos 60, quando ficou muito doente.
Seu Mamed ajudou muitos outros pioneiros, tanto seus patrícios imigrantes do oriente médio (turcos, sírios e libaneses) que lá chegavam, quanto outros brasileiros que buscavam nova forma de vida rentável, e que se constituíram nos primeiros comerciantes do recém criado Território Federal do Amapá, entre eles os Irmãos Guilherme e Humberto Cruz, filhos do pioneiro Mário Cruz, comerciante ribeirinho que encontrou as primeiras pedras de manganês na região de Serra do Navio.
Após alguns anos em Macapá, Mamed, acometido de sérios problemas de saúde, foi obrigado a abandonar sua atividade.  O filho Mamed Barbosa Neto, assumiu a profissão, até a morte do pai dele em 21 de janeiro de 1968, aos 72 anos.
Dona Laura, nascida em 25 de outubro de 1921, faleceu em 21 de janeiro de 2016, com 94 anos, em Belém/PA, coincidentemente, mesma data do falecimento de seu marido, há 48 anos.
Dos filhos do casal estão vivos 5 homens e duas mulheres:
Mamed Barbosa Neto; Azizo; Vanda; Belém; Bazet; Sâmia e Eliezer, todos com sobrenome Barbosa Mamed, na faixa etária dos 60 aos 75 anos.
Ahmed Mamed está sepultado, no Cemitério de São José, no Centro de Macapá, em jazigo da família.
Dona Laura, descansa em Paz no cemitério Max Domini, em Belém do Pará.
Registro fotográfico da produção dos retratos para documentos no Rio de Janeiro (RJ). 
Fonte: FRÓES, Leonardo. Lambe-lambe. Rio de Janeiro: Secretaria Estadual de Cultura, 1978.
MAS,   POR QUÊ, LAMBE-LAMBE?
É importante, explicar para a geração das selfies, que a origem do termo é porque se lambia a placa de vidro para saber qual era o lado da emulsão ou se lambia a chapa para fixá-la. As circunstâncias exigiam tempo mínimo de lavagem e mínima quantidade de água. Aí, para garantir a qualidade do trabalho, eles tocavam a língua nas fotos durante a lavagem para avaliar a qualidade da fixação e da própria lavagem. Os clientes e passantes que viam aquela cena não podiam entender por que aquele homem a cada instante "lambia" as fotografias.
A História conta, que os fotógrafos ambulantes surgiram nas primeiras décadas do século XX, trabalhando em praças e parques. Eram quase sempre procurados para registrar momentos especiais, familiares ou para tirar retratos para documentos do tipo 3x4.
Eles usavam um equipamento fotográfico, conhecido como máquina-caixote, que era revestido com couro cru, madeira ou metal e coberto na parte posterior com uma espécie de saco negro, com três aberturas: dois orifícios para os braços e um para enfiar a cabeça na hora de bater e revelar as fotografias.
Além de ser utilizada para o registro fotográfico, também servia para mostruário, com as laterais cobertas de fotos.
Eles batiam a foto e revelavam na câmara escura da própria máquina.
Para se obter uma fotografia convencional eram essenciais o processo de revelação, fixação e lavagem.
A secagem acontecia ao ar livre com as fotos penduradas em um cordel, fixas por um prendedor de roupas. (Wikipédia)
Para a montagem dessa biografia contamos com a colaboração de Azizo Barbosa Mamed, filho do biografado.
 (Post atualizado em 24/01/2020 às 23h30m)

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense: Ypiranga Clube, nos anos 70

Encontrei essa raridade na página do Luiz Nery, na Rede Social e trouxe como nossa Foto Memória para os leitores do Porta-Retrato.
Um registro do futebol amador do Amapá: uma das formações do Ypiranga Clube nos anos 70.
Nas imagens, em pé da esquerda para direita: Babá, Pitel, Venis, Bandeirantes, Damasceno e Keka. Agachados: Rato, Aldemir França, Jurandir Pitiú, Bill e Leoremir.
Fonte: Facebook

domingo, 10 de novembro de 2019

Foto Memória de Santana: Banda Milionários R-5

Nossa Foto Memória de hoje foi compartilhada na Rede Social pelo amigo Altamir Guiomar.
Um registro raro da Banda MILIONÁRIOS R 5, no palco do Santana Esporte Clube. Da esquerda para a direita Deusdeth, Eládio, Gerônimo, Fiúza, Jonas, Edvaldo e Marlúcio Mareco.
Os Milionários R5 surgiram no início de 1970, com um repertório romântico e dançante e foram a alegria de muitos jovens de Macapá e Santana em bailes nos clubes sociais. Cinco rapazes, filhos de funcionários da mineradora ICOMI, moradores de Vila Amazonas, fundaram a Banda Milionários R5 formada pelos músicos Gerônimo (contrabaixo), Washington Ribeiro (bateria), Fiúza (vocais), Jonas e Edvaldo (guitarras). “Canário milionário do porto” era o apelido do time de futebol do Santana Esporte Clube, de onde saiu o nome da Banda, e cinco era o número de componentes.
Pelos Milionários R5 passaram inúmeros músicos até 1979 quando a Banda se desfez. (Alcilene Cavalcante)
Fonte: Facebook

sábado, 9 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: O Museu da Fortaleza

Por Nilson Montoril
Em solenidade realizada do dia 25 de janeiro de 1948, data que caiu num domingo, o governador do Território Federal do Amapá, capitão Janary Gentil Nunes, inaugura o Museu Territorial, instalado no pátio da Fortaleza São José, em Macapá. A majestosa fortificação bélica tinha passado por uma radical restauração, haja vista que se encontrava em ruínas quando o gestor territorial iniciou o processo de implantação da nova unidade federada. A instalação do governo ocorreu no dia 25 de janeiro de 1944, uma terça-feira. O Território fora criado a 13 de setembro de 1943. Além de inaugurar o museu, Janary Nunes assinou dois importantes decretos. Um ato nomeou o ex-pracinha da Força Expedicionária Brasileira, Newton Wilson Cardoso, para dirigir a instituição. Outro, instituindo o Regulamento do Ensino Primário no Território do Amapá. As instalações do "Museu Territorial" ficaram próximo a rampa de acesso para o baluarte Nossa Senhora da Conceição.
Onça Pintada e cobra Sucuri que se encontravam no Museu Territorial, na Fortaleza de Macapá
Entre a parede da rampa e parte interna da muralha, num canto coberto perto das quartinas foi colocada uma onça pintada. Na estrutura de madeira e telas, em frente à Casa do Comandante ficaram vários animais, devidamente separados. A maioria foi doada por moradores da região das Ilhas do Pará. Uma campanha lançada através da Rádio Difusora foi vital nesse sentido. A criançada gostava mais de ver os macacos.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Pioneiros de Macapá

A foto Memória de hoje, foi postada pela professora Carmem Maia.
Segundo o historiador Nilson Montoril, essa foto, dos anos 60, foi tirada na escadaria do Fórum dos Leões, em Macapá, onde ocorreu a solenidade de colação de grau dos concluintes do curso de Contabilidade do Colégio Comercial do Amapá - CCA (atual Gabriel Café).
Atualmente, o imóvel está sediando a OAB/AP.
Nas imagens a partir da esquerda, em primeiro plano: Sra Jesuína Monteiro, formando Luiz Monteiro e Sr. Teodorico Monteiro.
No degrau de traz o casal Jacy Barata Jucá (paraninfo do Luiz Monteiro na solenidade) e Sra Alice Araújo Jucá,  tabeliã de notas da Comarca de Macapá. Ambos falecidos.
Dona Jesuína e Dona Alice eram irmãs.
Sr Jacy Barata Jucá foi chefe do gabinete de Janary Nunes; Prefeito de Macapá nos períodos de 21.09.45 a 14.06.1948 e de 12.12.1962 a 07.02.1963; primeiro Vice-Presidente do Esporte Clube Macapá em 1944; presidente do conselho Deliberativo em 1946 e presidente do clube em 1948; membro fundador do Rotary Clube de Macapá em 1944 e presidente em 1952; membro fundador do Aeroclube de Macapá; membro da sociedade religiosa dos vicentinos; Presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá, Presidente do Conselho Deliberativo.  Fundou o PSD (Partido Social democrático), sendo eleito presidente do Diretório por diversas vezes. Apoiou firmemente o Deputado Coaracy Nunes e Hildemar Maia nas eleições para Deputado Federal e Suplente. Foi amigo e conselheiro dos governadores Janary Nunes, Teodoro Arthou, Raul Montero Valdez, Amílcar da Silva Pereira, Mário Luiz Barbosa, Pauxy Gentil Nunes e Terêncio Furtado de Mendonça Porto, merecendo o respeito e a admiração dessas autoridades.
Fonte: Facebook

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Jomasan e Nonato Leal, na Difusora de Macapá

Uma vez mais em nossa Foto Memória, um precioso registro do Álbum de Lembranças do nosso Jomasan com o acompanhamento harmônico na guitarra do professor Nonato Leal, grande artista e amigo, na inauguração do novo auditório da Rádio Difusora de Macapá, na Cândido Mendes, no começo dos anos 70.
Jomasan, como muitos outros garotos, começou a cantar no Clube do Guri, apresentado pela emissora da família amapaense.
Jomasan lembra ainda que no elenco também tinha o guitarrista Gato e muitos outros colegas músicos.
Fonte: Jomasan / Facebook

sábado, 2 de novembro de 2019

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Ponte da Pedra Branca

Nossas Fotos Memória de hoje, vão mexer com as lembranças dos usuários da Estrada de Ferro do Amapá, que sempre viajavam, ou moravam em Serra do Navio.
Até atingir Serra do Navio, a Estrada de Ferro do Amapá teve de vencer cinco rios. O principal deles é o Rio Amapari. Por isso, é lá que encontramos a ponte de maior envergadura. É a chamada Ponte da Pedra Branca, na altura do quilômetro 178. Bela obra de engrenharia, com quase 219 metros de extensão.
O registro, do acervo histórico da ICOMI, mostra homens trabalhando na sua construção.
Na segunda foto o aspecto dela depois de concluída.
A Estrada de Ferro do Amapá, construída para transporte de minério de manganês na década de 1950, possui a extensão de 194 quilômetros e foi inaugurada em 1957, cujo principal objetivo era o transporte do minério de manganês extraído e beneficiado na Serra do Navio-AP, para ser embarcado para exportação pelo Porto da mineradora, em Santana (AP).
A ferrovia começou a ser implantada em março de 1954 e foi concluída em janeiro de 1957.
Atualmente, está desativada. (Wikipédia)
Fotos reproduzidas da Revista Icomi Notícias nº 02 de Fevereiro de 1964.

Foto Memória de Macapá: Pioneiros de Macapá

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