terça-feira, 16 de julho de 2019

Foto Memória de Macapá: Solenidade na Prefeitura Municipal de Macapá

Nossa Foto Memória de hoje, vem do Baú de Lembranças do amigo João Silva.
Trata-se de um registro do final da década de 70, na PMM, durante a gestão de Domício Campos de Magalhães.
A solenidade ocorre no Gabinete do Prefeito, que é saudado pelo servidor Ciro Damasceno Picanço na presença do Secretário de Educação do Município, Manoel Camarão. Domício Magalhães foi nomeado Prefeito de Macapá pelo governador Artur de Azevedo Henning, e sua gestão foi de 1978 a 1981.
Domício, que morreu em 2012 com 72 anos, foi secretário de administração e chegou a responder 18 vezes pelo Governo do Território Federal do Amapá. O professor Manoel Camarão morreu em 2014. Foi diretor do Ginásio Augusto Antunes, Presidente do Conselho de Cultura e Secretário Municipal de Macapá.
Texto: João Silva
Fonte: Facebook

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Foto Memória da Beleza Amapaense: A graça e a beleza de Themis Cunha – Miss Amapá - 1963

Hoje trazemos para o Porta-Retrato boas lembranças sobre a graça e a beleza de uma das misses inesquecíveis do Miss Amapá eleita no tempo em que os concursos de beleza eram carregados de magia e glamour. 
Falamos de Themis Köhler Cunha abrilhantando o Desfile do Dia da Raça na Avenida FAB, em Macapá, no ano de 1963. Bom lembrar que 5, 7 e 13 de setembro eram as datas cívicas comemoradas com mais intensidade pela juventude amapaense. Nas imagens, ao fundo o detalhe da fachada da Sede Social do Esporte Clube Macapá, hoje inexistente. A fotografia foi uma gentileza do jornalista Guilherme Jarbas – que aparece nas imagens integrando a banda marcial do Colégio Amapaense, ao lado do seu colega e depois médico Benedito Machado (em memória) - ao também jornalista João Silva.
Themis Köhler da Cunha, foi candidata pelo saudoso Sacy Clube, eleita Miss Amapá em 5 de junho de 1963, há 56 anos.
Themis Köhler da Cunha - teve como traje típico o “Marabaixo”, dança e procissão de origem banto. A representante da beleza amapaense no certame, apresentou modelo de blusa branca Saint-Tropez, saia de cetim branco e diadema do Divino Espírito Santo.
Themis, representou a beleza do Amapá, no Miss Brasil 1963, 10ª edição do concurso tradicional de Miss Brasil, realizada dia 22 de junho de 1963 no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Ieda Maria Vargas do Rio Grande do Sul, foi a vencedora do certame e representou o Brasil no Miss Universo 1963, onde conquistou o título pela primeira vez para o país. O concurso foi transmitido pela TV Tupi e teve apresentação do ator e radialista Paulo Porto.
(Foto: Arquivo pessoal)
Senhora Themis, advogada, é aposentada do Banco da Amazônia -  onde o pai dela e outra irmã trabalharam e se aposentaram também - e reside em Belém-PA; casou e se divorciou, e leva o nome Kuribayashi. Ela tem um casal de filhos e duas netas.
Na foto oficial aparecem 21 das 25 candidatas - Themis no círculo (Foto: Facebook)
Detalhes do Concurso - Primeiro as 25 misses desfilaram em trajes típicos. O de Ieda Maria Vargas foi escolhido o mais bonito. O Exaltação aos Pampas era realmente deslumbrante, foi criado pelo figurinista gaúcho Djalma Santos. Depois as candidatas ao título desfilaram de traje de noite e finalmente em traje de banho.
A comissão julgadora, foi presidida pelo Ministro Mauro Sales, e contou ainda com a participação da Miss Brasil de 1957 Teresinha Morango Pittiliani, da Miss Brasil de 1959 Vera Ribeiro Sêco Esmeraldino, o escultor Leão Veloso, os jornalistas Accioly Neto, Jacinto de Thormes e Justino Martins, o secretário de Turismo Vitor Bouças, a senhora Edda Lutti e o arquiteto Sérgio Bernardes.
 (Fotos: O Cruzeiro)
Fontes: Facebook – João Silva
Edgar Rodrigues com informações de Elizabeth e Cel. Köhler, irmãs da homenageada.
Fonte consultada: http://www.fernandomachado.blog.br/novo/?p=197562

sexta-feira, 21 de junho de 2019

MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ: ACADEMIA AMAPAENSE DE LETRAS, 66 ANOS DE FUNDAÇÃO

Há exatos 66 anos, era fundada em Macapá, a Academia Amapaense de Letras.
O histórico acontecimento ocorreu no domingo 21 de junho de 1953, na sala de estudos da Biblioteca Clemente Mariani, do Grêmio Literário e Cívico Rui Barbosa, entidade estudantil, que congregava alunos do Ginásio Amapaense, então instalado em dependências do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
A Academia Amapaense de Letras, foi composta inicialmente por 12(doze) sócios efetivos e cinco sócios honorários.
SÓCIOS EFETIVOS
1- Benedito Alves Cardoso (Professor de Português e Literatura)
2 - Gabriel de Almeida Café (Técnico da Educação e Professor de História)
3 - João Elias Nazaré Cardoso (Professor)
4 - Nelson Geraldo Sofiatti (Químico e Professor)
5 - Heitor de Azevedo Picanço (Contabilista e Professor)
6 - Amilcar da Silva Pereira Médico e Diretor do Ginásio Amapaense) 
7 - Célio Rodrigues Cal (Delegado de Polícia e Professor)
8 - Uriel Sales de Araújo (Juiz de Direito e Professor) 
9 - Oton Accioly Ramos (Promotor Público e Professor)
10 - Mário Medeiros Barbosa (Médico e Professor)
11 - Lício Mariolino Solheiro (Professor) 
12 - Jarbas Amorim Cavalcante (juiz de Direito e Professor))
SÓCIOS HONORÁRIOS
1 – Janary Gentil Nunes (Governador do Território Federal do Amapá)
2 - Coaracy Gentil Monteiro Nunes (Deputado Federal)
3 - Hildemar Pimentel Maia (Promotor Público e Suplente de Deputado Federal)
4 - Diniz Henrique Botelho (Secretário do Ginásio Amapaense)
5 - Altino Pimenta (Diretor do Conservatório Amapaense de Música)
PRIMEIRA DIRETORIA
1 - Presidente : Benedito Alves Cardoso(Professor de Português e Literatura)
2 - Secretário : Gabriel de Almeida Café(Professor de História e jornalista)
3 - Tesoureiro : Amilcar da Silva Pereira(Médico e Professor de Ciências).
4 - Bibliotecário :Heitor de Azevedo Picanço ( Contador e Professor de Contabilidade)
A posse da Diretoria aconteceu no dia 5 de julho, no Cine Teatro Territorial (anexo ao Grupo Escolar Barão do Rio Branco), ocasião em que o Governador Janary Gentil Nunes fez um belo discurso. Por mais de 30 anos o Silogeu ficou desativado, sendo reinstalado em agosto de 1988. Neste dia 21 de junho de 2019, a Academia Amapaense de Letras completa 66 anos de fundação. Já faleceram 33 dos seus membros. Atualmente o colegiado tem 22 sócios titulares. A atual Diretoria está assim constituída: Presidente- Nilson Montoril de Araújo; Vice-Manuel Bispo Correa; Secretário - Fernando Pimentel Canto;Tesoureiro- Antônio Carlos da Silva Farias; Diretor de Biblioteca - Luiz Alberto Costa Guedes.
O professor e historiador Nilson Montoril de Araújo, atual presidente, explicita em detalhes o surgimento da entidade:
“Estimulados por membros da Academia Paraense de Letras, notáveis servidores públicos do Território Federal do Amapá decidiram fundar um Silogeu com as mesmas finalidades da congênere parauara, na cidade de Macapá. Isso ocorreu no dia 21.6.1953, comemorando a passagem do aniversário do escritor Machado de Assis. Surgia dessa forma, a Academia Amapaense de Letras, uma entidade civil, sem fins lucrativos, que tem por finalidade implementar o desenvolvimento literário, cultural, científico e artístico do Brasil, conforme o estabelecido em suas normas internas. Decorrente de sua própria natureza, a Academia Amapaense de Letras funcionará por prazo indeterminado. Com sede e foro na cidade de Macapá, a AAL tem três categorias de sócios: titulares, correspondentes e honorários. Apenas o sócio titular goza do direito de votar e ser votado. A admissão de sócio titular, de caráter efetivo e perpétuo, dar-se-á por eleição, em escrutínio secreto, entre candidatos de qualquer sexo, inscritos previamente para preenchimento de vagas abertas com o falecimento de ocupantes anteriores, de uma das cadeiras indicadas no parágrafo 2º do Art. 4, ou que tenha mudado de categoria, ou abdicado de ser acadêmico, que tenha trabalhos publicados ou não, de reconhecido valor literário, cultural, cientifico, artístico ou histórico. Cada cadeira terá um patrono reconhecido como vulto ligado a história e cultura do Amapá. A solenidade de fundação do Silogeu amapaense aconteceu na sala de estudos da Biblioteca “Clemente Mariani”, do Grêmio Literário e Cívico Rui Barbosa, entidade constituída por estudantes do então Ginásio Amapaense, instalada no Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Os sócios fundadores foram: Benedito Alves Cardoso (Presidente), Gabriel de Almeida Café (Secretário), João Elias de Nazaré Cardoso, Nelson Geraldo Sofiatti, Heitor de Azevedo Picanço (Bibliotecário), Amilcar da Silva Pereira (Tesoureiro), Uriel Sales de Araújo, Célio Rodrigues Cal, Oton Accioli Ramos, Mário de Medeiros Barbosa, Lício Mariolino Solheiro e Jarbas Amorim Cavalcante. Cinco sócios honorários foram distinguidos: Diniz Henrique Botelho, Altino Pimenta, Deputado Coaracy Nunes, Dr. Hildemar Pimentel Maia e tenente coronel Janary Gentil Nunes, governador do Amapá. A instalação do colegiado e a posse de seus membros aconteceu no dia 5 de julho. Os sócios fundadores exerciam o magistério do Ginásio Amapaense. Em pouco tempo a entidade deixou de atuar regularmente e nenhum trabalho de estruturação foi realizado. 
No início do ano de 1988, fui procurado pelo Dr. Georgenor Franco Filho, Juiz do Trabalho de Macapá e membro da Academia Paraense de Letras, que demonstrou interesse em soerguer o Silogeu e gostaria de contar com minha ajuda. Tinha tratado do assunto com o advogado Antônio Cabral de Castro, que lhe falou a meu respeito.
Eu exercia a Presidência do Conselho Territorial de Educação e pude dispor do plenário do órgão para a realização da reunião preparatória visando à organização da Academia Amapaense de Letras. 
Na solenidade de posse dos membros da Academia Amapaense de Letras,
ocorrida no Salão Nobre do Palácio do Setentrião, em agosto de 1988,
o Governador Jorge Nova da Costa faz uso da palavra para enaltecer
a bela iniciativa e desejar sucesso ao Silogeu. Á sua direita vemos
 o Juiz do Trabalho, Dr. Goergenor Franco Filho.
Á esquerda, vislumbramos o Professor e
Adm. Nilson Montoril de Araújo, Presidente da novel instituição.
No dia 31 de agosto, às 20h:30min, na Sala de Sessões Plenárias Mário Quirino da Silva, estiveram reunidos: Georgenor de Souza Franco Filho, Nilson Montoril de Araújo, Antônio Cabral de Castro, Dagoberto Damasceno Costa, Estácio Vidal Picanço, Fernando Pimentel Canto e Manuel Bispo Corrêa. Analisamos um modelo de estatuto apresentado pelo Dr. Georgenor, relacionamos os patronos das cadeiras e decidimos que, inicialmente a Academia funcionaria com apenas 20 sócios titulares, salvaguardando-se o direito dos sócios fundadores. Dentre eles, somente Heitor de Azevedo Picanço residia em Macapá. Posteriormente, outros valores literários foram incorporados ao grupo, que ficou constituído por 22 membros. Até o presente momento, 12 sócios faleceram: Alcy Araújo Cavalcante, Aracy Miranda de Mont’Alverne, Estácio Vidal Picanço, Hélio Guarany Pennafort, Elfredo Távora Gonçalves, Jorge Basile, Arthur Nery Marinho, Heitor de Azevedo Picanço, Isnard Brandão Filho, José de Alencar Feijó Benevides, Amaury Guimarães Farias e Antônio Munhoz Lopes. Os sócios restantes são: Nilson Montoril de Araújo, Georgenor Franco Filho, Antônio Cabral de Castro, Antônio Carlos Farias, Paulo Fernando Batista Guerra, Don Luiz Soares Vieira, Dagoberto Damasceno Costa, Fernando Pimentel Canto, Manoel Bispo Correa e Luiz Alberto Guedes. Dia 12 de setembro, no Salão Nobre do Palácio do Setentrião, em sessão presidida pelo Governador Nova da Costa, 15 acadêmicos tomaram posse.
A posse da primeira diretoria se deu no dia 17 de outubro: Presidente, Nilson Montoril de Araújo; Vice-Presidente, Dom Luiz Soares Vieira; Secretária, Aracy Miranda de Mont’Alverne; Tesoureiro, Antônio Carlos da Silva Farias; Diretor de Biblioteca, Dagoberto Damasceno Costa; Comissão de Contas: Antônio Cabral de Castro, Antônio Munhoz Lopes e Paulo Fernando Batista Guerra. Infelizmente, o euforismo inicial cedeu lugar a acomodação da maioria dos sócios. Isso gerou sérios problemas para o pleno funcionamento da instituição. Podendo deliberar com a presença de pelo menos 5 membros, o Silogeu raríssimas vezes atingiu este número."
NOVA FASE
"Na noite de 27 de outubro de 2017, a Academia Amapaense de Letras (AAL) empossou, no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, mais 12 membros. Agora a AAL possui 22 acadêmicos imortais.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente da AAL, professor Nilson Montoril de Araújo, com o auxílio do secretário da entidade, o sociólogo e poeta Fernando Pimentel Canto. 
Também compuseram a mesa de honra do Silogeu, o vice-presidente, Manuel Bispo Correa; e o diretor de biblioteca, Luiz Alberto Costa, todos membros da direção da Academia Amapaense de Letras.
A belíssima solenidade marcou uma nova fase na existência do Silogeu (Casa onde se reúnem associações literárias ou científicas) do Amapá, que é a vanguarda da cultura amapaense e representa respeito e reconhecimento por aquelas que produzem e reproduzem arte e conhecimento através de manifestações literárias no Estado. 
Ainda durante o evento, foi anunciado um futuro edital, para mais 18 vagas nesta Academia.
Os novos acadêmicos imortais são:
Cadeira nº 01 – Gilberto de Paula Pinheiro (Patrono: Acylino de Leão Rodrigues e Fundador: Heitor de Azevedo Picanço; Cadeira nº 07 – Benedito Rostan Costa Martins (Patrono: Deusolina Sales Farias e Fundador: Amaury Guimarães Farias); Cadeira nº 14 – Piedade Lino Videira (Patrono: Hildemar Pimentel Maia e Fundadora : Aracy Miranda de Mont’Alverne); Cadeira nº 15 – Fernando Rodrigues dos Santos (Patrono Janary Gentil Nunes e Fundador: Estácio Vidal Picanço); Cadeira nº 20 – César Bernardo de Souza (Patrono: João Távora e Fundador: Elfredo Távora Gonçalves); Cadeira nº 25 – Alcinéa Maria Cavalcante Costa (Patrono: Mendonça Júnior e Fundador: Alcy Araújo Cavalcante); Cadeira nº 28 – Cléo Farias de Araújo (Patrono: Júlio Maria de Lombaerde e Fundador: Jorge Basile); Cadeira nº 29 – Manuel Azevedo de Souza (Patrono Paulo Euletério e Fundador: Arthur Nery Marinho); Cadeira nº 31 – Paulo Tarso Silva Barros (Patrono: Paul Ledoux e Fundador: José de Alencar Feijó Benevides); Cadeira nº 33 – Francisco Osvaldo Simões Filho (Patrono: Roque Pennafort e Fundador: Hélio Guarany Pennafort); Cadeira nº 38 – José Queiroz Pastana (Patrono: Vicente Portugal e Fundador : Antônio Munhoz Lopes); Cadeira nº 40 – Carlos Nilson da Costa (Patrono: Walkiria Lima e Fundador: Isnard Brandão de Lima Filho."
Fontes: Blog Arambaé de Nilson Montoril;  Blog De Rocha de Elton Tavares e Facebook.
Fotos de Nilson Montoril

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Foto Memória de Santana: JARBAS GATO E SEU PIONEIRISMO NO TRANSPORTE PÚBLICO PARA SANTANA

Por Emanoel Jordânio
O Amapá ainda chora a morte do empresário Jarbas Ferreira, ocorrida na noite da última terça-feira (11/06), em Macapá.
Jamais vamos esquecer que ainda jovem, mas com uma força de vontade em demonstrar sua capacidade, o paraense Jarbas Gato empreendeu em vários setores do Amapá, indo dos serviços de transporte público ao comércio de produtos inflamáveis.
Empresa de ônibus Canário do Amapá
(Foto: Reprodução do blog Santana do Amapá)
Nesse ramo do transporte, adquiriu em 1958 um ônibus que serviria por anos na condução de passageiros da cidade de Macapá até a pequena comunidade da Vila Maia (hoje município de Santana).
Numa entrevista concedida ao blog Santana do Amapá, em 2012, Jarbas contou que as viagens daquela época eram bem mais difíceis.
“Como a estrada (atual Rodovia Duca Serra) era de chão, só havia uma viagem por dia para Santana, saindo da Praça Veiga Cabral de manhã e retornava para Macapá por volta das 6h da tarde”, relembrou o pioneiro, que ainda acrescentou em dizer que essas viagens não eram diárias, mas sim, trissemanais. “Era um dia sim, e no outro dia não íamos para semana”.
No entanto, vendo que a demanda se tornava maior com o passar do tempo, Jarbas Gato decidiu então investir no ramo de transporte de passageiros para Santana e, em 1962, trouxe para o Amapá as quatro primeiras kombis que passariam a prestar serviço na linha Macapá-Porto de Santana.
Essas kombis seriam diariamente usadas para levar pessoas e até seus produtos agrícolas, já que muitos desses colonos desembarcavam semanalmente de trem pela estação localizada no km-09.
“Nessa época era fiel deixarmos uma Kombi na estação do km-09 por que haviam muitos colonos precisando de transporte, tanto pra ir para Macapá ou ficar próximo de algum ramal que adentrava pela rodovia”, detalhou.
Seu pioneirismo com as kombis – na qual durou quase uma década de circulação – levou em 1973 o então prefeito de Macapá Lourival Benvenuto a contratar a primeira empresa de ônibus a prestar serviço no transporte coletivo entre as duas cidades.
A entrada dessa nova empresa de ônibus não impediu que o visionário empresário Jarbas Gato continuasse a colocar novos empreendimentos voltados em Santana. Substituiu em 1975 as kombis com cinco novos ônibus e conseguiu a concessão da linha rodoviária para a cidade portuária, fazendo um itinerário diário entre Macapá-Fazendinha-Porto de Santana e vice-versa.
“Se víamos que estava havendo um crescimento de população, criávamos um jeito de colocar algum ônibus para circular naquela área. Fazíamos coisas tão simples e lucrativas numa época difícil que hoje não entendemos os motivos de não fazerem algo em situações fáceis”, enfatizou.
Ainda por Santana
Além de investir no transporte público – na qual ficou como ‘mentor’ e articulador empresarial da área por mais de 15 anos – Jarbas Gato também abriu outros empreendimentos em Santana numa época considerada ‘de ouro’ para muitos.
Em janeiro de 1971, instalou o primeiro posto de combustível que ficava no cruzamento da Avenida Santana com a Rua Cláudio Lúcio (na saída do portão principal da ICOMI), facilitando a comercialização e abastecimento de veículos que circulavam em Santana, demonstrando com clareza o crescimento no fluxo de veículos na região.
Também vale ressaltar que, em 1984, quando esteve no cargo de vereador macapaense, apresentou um projeto de lei ao Executivo, colocando nomes das ruas e travessas dos bairros Daniel e Dos Remédios, em Santana.
Texto de Emanoel Jordânio, adaptado ao Porta-Retrato, extraído do blog Santana do Amapá

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto de Santana

Registro histórico aéreo da frente do Porto de Santana, em 1950, quando as obras da mineradora ICOMI ainda estavam sendo implantadas na área portuária. Somente estava montado o porto flutuante de embarque de minério. Do outro lado do rio uma parte da Ilha de Santana.
Foto: reproduzida do blog Memorial Santanense

quarta-feira, 12 de junho de 2019

FALECIMENTO: Morre em Macapá, aos 87 anos, o Pioneiro JARBAS GATO

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento em Macapá, por volta das 20 horas desta terça-feira (11/06), do empresário, desportista, vereador e deputado estadual JARBAS FERREIRA GATO.
Foto: Arquivo pessoal
Doente desde 2013, Jarbas Gato já estava há duas semanas na UTI da Unimed. “Embora apresentando alguma melhora, seu quadro se agravou nos 2 últimos dias, quando, nesse período, chegou a sofrer duas paradas cardíacas,” conta a filha Marola. (Luiz Melo)
JARBAS GATO nasceu em Oriximiná, no estado do Pará, em 02 de dezembro de 1931.
Foto: Reprodução / Seles Nafes
Casado com Verônica Oliveira Gato – de quem estava viúvo - com quem teve 7 filhos que lhe agraciaram com 20 netos e 10 bisnetos.
Estudou o curso primário e ginasial em Belém em escola pública. Aos 14 anos aprendeu o ofício de mecânica na oficina da Secretaria de Estrada de Rodagem nos primeiros carros americanos que chegaram em Belém em 1945.
Chegou a Macapá em 1951, a convite do chefe de polícia à época, Tenente Wadih Charone, para fazer um teste no Amapá Clube, time do governador Janary Nunes.
Devido ao talento no futebol, foi imediatamente contratado como mecânico e motorista da Guarda Territorial. Ele foi motorista do violino, um dos primeiros veículos da segurança pública do Amapá, conforme podemos ver na foto memória, acimaAinda na década de 50, juntamente com um grupo de amigos, funda a UBMA - União Beneficente dos Motoristas do Amapá. Em 1955 ganhou o maior prêmio já pago pela loteria federal no norte do Brasil. Saiu da polícia e comprou dois veículos para rodar na praça como táxi. Começava aí, a carreira vitoriosa de empresário no ramo de transportes, em Macapá. Em 1960 construiu o seu primeiro Posto de Combustível ao lado Mercado Central e em 1961 comprou seu primeiro ônibus lotação e abriu a primeira empresa de ônibus urbano e interestadual. Firma contrato de aluguel de veículos com a ICOMI, a primeira mineradora do Amapá, para levar os funcionários da capital para o distrito de Santana onde trabalhavam. Depois ampliou seus negócios com a compra de Kombis e caminhões para prestar serviço à BRUMASA, multinacional holandesa que fabricava compensado. Em 1970 resolveu voltar a estudar para concluir o curso de técnico em contabilidade no Colégio Comercial do Amapá, antigo CCA. Logo depois, foi eleito presidente do Grêmio Literário Rui Barbosa. Participou do primeiro processo eleitoral para escolha de vereadores do município de Macapá onde foi um dos mais votados. Nesta época. Durante os mandatos como vereador do ainda Território, foi por 3 vezes eleito presidente da Câmara de Vereadores. Assumiu várias vezes as funções de governador, vice e prefeito de Macapá. Foi deputado estadual constituinte e até hoje é considerando um dos políticos com maior número de mandatos consecutivos. Foram 30 anos de parlamento. 
Foi presidente e reconstruiu o seu clube do coração, o Amapá Clube. Em vários campeonatos de futebol foi técnico, e torcedor fanático do alvinegro da Presidente Vargas. 
( Foto: Reprodução / Blog  Arambaé )
Em 1964 na época da revolução foi passar o carnaval no Rio de Janeiro com seu amigo Amujacy (eram sócios do Bar Gato Azul) e lá, saíram na Banda de Ipanema, e em 1965, fundaram o Bloco A BANDA, em Macapá, com alguns amigos, para desafiar o governador da época, General Luís Mendes da Silva.
Na singela homenagem que fez ao ilustre pioneiro, o jornalista João Silva retirou do baú de lembranças, um registro em preto e branco feito na sede da Federação Amapaense de Desportos recheado de dirigentes da melhor qualidade: o Jarbas Gato, jovem senhor ainda, ao lado de Brito Lima, Ubiracy Picanço e Bento Góes de Almeida observados por Juraci Freitas nos anos 70, a década de ouro do futebol tucuju.
Jarbas retirou-se da vida pública com relevantes serviços dedicados ao Estado, à política e ao esporte. Ultimamente, vivia de rendas e aposentadoria.
Seu corpo – sepultado na tarde desta quarta-feira - descansa em Paz, no Cemitério de São José, no bairro de Santa Rita.
JARBAS GATO, por esses feitos, é justamente homenageado como um Notável edificador do Amapá.
Fontes: Facebook / Luiz Melo / João Silva e  Memorial Amapá

sábado, 8 de junho de 2019

Fotos Memorias de Macapá: Imagens Memoráveis da Macapá de Outrora

Esses importantes registros históricos da educação no Amapá, foram clicados exatamente no espaço considerado Centro Histórico de Macapá. Foi ali, no antigo Largo de São Sebastião – ou Largo da Matriz – que, em 4 de fevereiro de 1758, aconteceu o fato que sacramentou a fundação da Vila de São José de Macapá. Foi erguido no local o Pelourinho, diante do Capitão General do Estado do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado.
Nessas imagens de 1946, vemos alunas do Grupo Escolar de Macapá (atual escola Barão do Rio Branco) em aulas de Educação Física, no Largo da Matriz, tendo ao fundo a antiga Casa Paroquial, ao lado da Igreja de São José.
Nessas outras vemos outros alunos da escola.
O registro fotográfico acima, é datado de 1950, sete anos depois de ser criado o Território Federal do Amapá, em 13 de setembro de 1943, de acordo com o Decreto-lei n° 5.812, durante o governo do presidente Getúlio Vargas.
Sem dúvida é uma preciosidade histórica que nos transporta aos tempos memoráveis da Macapá de outrora.
Os alunos da primeira turma da Escola Normal de Macapá, postaram-se bem ao lado do primeiro coreto de dois que existiram na praça, erguidos para celebração de missas ao ar livre e apresentações de músicas, com destaque especial para banda de músicas da Guarda Territorial.
Nota-se ainda, à esquerda da imagem, parte do telhado da Barraca da Santa, ainda coberta de palhas, onde eram realizados os eventos sociais decorrentes das festas religiosas em louvor à Nossa Senhora de Nazaré e ao Padroeiro São José.
Ao lado da igreja da Matriz, aparece também a edificação da antiga Casa Paroquial, tendo à frente, a frondosa e secular mangueira próxima a igreja, que fazia parte de um conjunto delas no entorno do Largo da Matriz.
Para melhor ilustração, publicamos uma imagem anterior do Largo de São Sebastião, hoje praça Veiga Cabral, registrada pelo brilhante fotógrafo Fidanza, em 1908. Tomando referência à condição geográfica de hoje, poderíamos dizer que esse trecho seria situado entre a avenida Presidente Vargas, e as ruas São José e Cândido Mendes, que só foram abertas a partir de 1943, quando o Amapá foi transformado em Território Federal. A foto foi tirada no sentido de Leste para Oeste.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Foto Memória de Macapá: Time da Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amapá

Esta foto foi compartilhada pelo amigo Rodolfo Juarez para lembrar o tempo em que ele jogava futebol.
Nela ele aparece pelo time da  Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amapá.
A partir da esquerda em pé: Aluízio Augusto, Joaquim Neto, Ernando Rosa, Waldenir Nobre, Aníbal Sérgio, Humberto Moreira e Almir Menezes.
Agachados: Nestor Silva, Fran Tavares, Aldemir França, Oscar Filho e Rodolfo Juarez.
Fonte: Facebook

domingo, 2 de junho de 2019

Falecimento: Morre, em Macapá, aos 80 anos, o ortopedista Raimundo Lopes

Faleceu nas dependências do Hospital São Camilo e São Luis, na cidade de Macapá/AP, às 14:30h deste sábado, 01 de junho de 2019, aos 80 anos, o Dr. Raimundo dos Santos Lopes, um dos pioneiros da medicina no Amapá.
(Foto: Arquivo pessoal)
Dr. Lopes, como era conhecido na cidade, teve sua história de vida marcada por superação e muito esforço.
Dr. Lopes deu importante contribuição para o desenvolvimento cultural do estado do Amapá, atuando ativamente na fundação da Academia Maçônica de Letras.
Em reunião realizada no dia 28 de julho do ano 2009, foi também sócio fundador da Academia Amapaense de Medicina, assentando-se à cadeira nº 4, cujo patrono é o Dr. Acilino de Leão Rodrigues.
Raimundo Lopes dos Santos, era natural do município paraense de Cametá, filho de Orlando e Joventina Lopes. Aos dez anos de idade foi para Belém (PA) e começou a estudar.  Após concluir o ensino médio, antigo ginasial, prestou vestibular para medicina. Formou-se em Ortopedia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) com especialização em Traumatologia.
Recém-diplomado na década de setenta, foi exercer a profissão em Boa Vista (RR), onde atuou por cinco anos, mais precisamente no Hospital Coronel Mota. Depois disso Raimundo Lopes foi para o Amapá, onde chegou em 1976, na época em que o governador era o Comandante Arthur Azevedo Henning. No Amapá, passou a atuar no Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) como Chefe do Departamento de Perícia Médica do órgão. Paralelo, atuava no Pronto Socorro de Macapá. 
(Foto: Arquivo pessoal)
Dr. Lopes era viúvo de Maria Célia da Silva Lopes, com quem teve cinco filhos três homens e duas mulheres. São eles: Raimundo Lopes dos Santos Filho (arquiteto), Celio da Silva Lopes(advogado), Vitor Silvestre da Silva Lopes (Acadêmico de Física), Silvana Lopes Grote (advogada), Suzana da Silva Lopes(Tecnóloga em Informática Educativa).
Nossas condolências à família.
(Fonte: Tribuna Amapaense)

sábado, 1 de junho de 2019

Foto Memória de Macapá - Desfile escolar em Fazendinha

A Foto Memória de hoje, foi tirada na Fazendinha, no dia 13 de setembro de 1950, por ocasião da Exposição de Animais e Produtos Econômicos que era realizada pelo governo do ex-Território Federal do Amapá. Em primeiro plano vemos alunas do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, tendo ao lado outras da  Escola Normal de Macapá, que usavam blusas brancas de mangas compridas.
Fonte: Blog do Nilson Montoril

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fotos Memórias de Macapá: Manifestações culturais da Macapá antiga

A festa dos 261 anos de Macapá, em 2019, foi marcada por um misto de religiosidade e cultura.
Dia 4 de fevereiro, registrou este ano, um evento inédito: logo após a Santa Missa, rezada na Matriz de São José, com a presença de autoridades das esferas estadual, federal e municipal, aconteceu o tradicional encontro das bandeiras, que contou com diversos grupos de marabaixo.
Esse tipo de manifestação misturando religiosidade e cultura já fora tentado em outras eras, na capital do Amapá.
Nos arquivos históricos da cidade existem registros fotográficos dessa manifestação cultural, publicados em livros antigos sobre a memória das atividades dos moradores das primeiras comunidades.
Tempos de outrora, os foliões do marabaixo entravam dançando na Igreja de São José de Macapá, e alguns rapazes subiam até a torre para tocar o sino, festivamente. 
As manifestações de sincretismo religioso da comunidade afrodescendentes, eram estimuladas pelo governador à época Janary Nunes.
Houve um período de conflito entre representantes da igreja católica e do marabaixo. Missionários de origem europeia, com visão extremamente ortodoxa, não conheciam o catolicismo popular, onde o marabaixo se enquadrava. O marabaixo foi considerado como "macumba" e visto como um evento de batuque e bebedeira, com exploração de dinheiro. Alguns padres que pensavam assim foram o Pe. Júlio Maria Lombard e Dom Aristídes Piróvano.  Combateram o marabaixo publicamente e não permitiam a entrada na igreja, causando revolta em alguns momentos.
Isso é o que está contado na obra Modernidade e Marabaixo (breve ensaio) do Pe. Aldenor Benjamim dos Santos.
Um dos locais preferidos dos adeptos dessa arte, era, justamente, a frente da Igreja Matriz de São José de Macapá, considerada o prédio mais antigo de Macapá.
Além do marabaixo existiam, também, rodas de capoeira e apresentações de luta livre, no local.
Jogo da capoeira em frente a Igreja Matriz de São Jose de Macapá, nessa época chamada de carioca. 
O povo se reunia na frente da Igreja para dançar marabaixo na festa do divino Espirito Santo. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Morre em Brasília o macapaense Nilton Oliveira

Reproduzo essa foto editada no blog em 15 de dezembro de 2011, para prestar uma homenagem póstuma ao amigo Nilton José Matos de Oliveira, o 'Nilton Côca', que também aparece nas imagens. 
Nilton Côca anos 60, primeiro em pé da esquerda para a direita, no círculo, posando ao lado de jogadores do Juventus Esporte Clube: Célio Paiva, José Maria Franco (falecido), Antoninho Amaral (Dente de Cão) e Haroldo Vitor Santos (Tio Ponga). agachados: J.Ney, Orlando Tôrres, Edmar, Sabará e Pennafort.
Nilton faleceu em Brasília, às dez da manhã do domingo, 19 de maio. 
Tinha 73 anos de idade, deixou mulher, seis filhos e cinco netos. Aposentado do INSS, estava doente há algum tempo, chegando a ser internado nos últimos dias na UTI de um Hospital da Capital Federal. Nilton, macapaense da gema, nascido filho do Seu Sandó e Dona Julieta Matos ("Santa"), irmão do Terezinho de Jesus (Didi), do professor Roberly, da médica Sandra e do advogado Joaquim Oliveira.
Na sua juventude foi garoto da Casa dos Padres, da juvenil do Juventus, estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, grande festeiro da República dos Estudantes Universitários de Macapá em Belém do Pará; ajudou a fundar e foi colaborador da Confraria Tucuju. O corpo de ilustre amapaense foi sepultado em Macapá, e descansa em paz em jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade. Nossas condolências aos familiares de Nilton José Matos de Oliveira, que o Deus o acolha no seu Reino de Luz.
Texto: (João Silva)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Humberto Cruz e família

Nossa Foto Memória de hoje, vem o álbum de recordações do pioneiro Humberto Cruz, que faleceu em Macapá, nesta segunda-feira, dia 13 de maio, em decorrência de uma pneumonia.
O renomado fotografo amapaense, foi clicado em 1966, com a esposa e os filhos bem pequenos, ao lado de sua Lambreta.
Estão nas imagens o pioneiro Humberto Cruz e sua esposa Dina Andrade Cruz. Da esquerda para direita os filhos Betina Andrade Cruz, Suzana Márcia Andrade Cruz, Ana Claudia Andrade Cruz e Humberto Mauro Andrade Cruz.
Dona Dina Andrade Cruz, tem 80 anos e está bem de saúde.
Humberto Cruz era um profissional do tempo do “retrato”.
Irmão de outro ícone da fotografia amapaense, o pioneiro Guilherme Cruz, que prestou muitos serviços fotográficos ao povo do Amapá, juntamente com a valorosa equipe do Foto Cruz.
Isso ainda sem contar com outros nomes de peso na arte fotográfica, que são seus contemporâneos: Alberto, Paulo e Isaac Uchôa, Fernando Leite, Osmar Neri Marinho, Marino Cruz, Horácio Marinho, Toru Onuka, Chico Terra, além de Johnny Sena, Floriano Lima e muitos outros.
Humberto Cruz foi durante vários anos fotógrafo oficial de vários governadores que pelo Amapá passaram. Foi o primeiro a fazer cobertura de casamentos, batizados e festas particulares para a sociedade amapaense na década de 50. Seus serviços bastante solicitados, e seu profissionalismo se tornaram referência na arte de fotografar.

MEMÓRIA AFETIVA: A LAMBRETA

Ela também fez parte da história de vida de Humberto Cruz, pois foi seu primeiro transporte individual. E como ele, muitos amapaenses aderiram suas locomoções a esse veículo rápido, prático, confortável e econômico, aliada à boa estabilidade devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor próximo à roda traseira.
Sabe-se que a Lambreta surgiu na Europa, no ano de 1946, em plena Segunda Guerra Mundial. Ela nasceu de uma catástrofe e se transformou em um dos veículos mais populares na Itália. Em meio às destruições causadas pela guerra, uma fábrica de tubos de aço foi alvo de um ataque e acabou sendo destruída.
O dono dessa fábrica, Ferdinando Innocenti, tinha a intenção de reconstruir a sua fábrica e se deu conta que precisava construir um meio de transporte barato e seguro para os Italianos. Innocenti percebeu que o veículo não poderia consumir muita gasolina, algo que estava escasso no país que enfrentava uma guerra. Então Ferdinando se uniu à um engenheiro Pierlugi Torre e começam a idealizar o projeto da Lambreta.
Em 1947 a lambreta começou a ser produzida, a sua primeira versão foi chamada de Modelo Um e possuía 123 cilindradas e conseguia andar por 33 quilômetros com apenas um litro de gasolina, esse foi o ponto forte da lambreta, a sua economia no gasto de combustível.
No Brasil a Lambreta foi o primeiro veículo nacional a ser produzida em série. Teve início como Lambretta do Brasil S.A – Indústrias Mecânicas, no ano de 1955. A produção aconteceu de 1955 até 1960, em seu auge 50.000 por ano eram fabricadas. Foram lançados vários modelos e o último lançado foi o LI que tinha o câmbio de quatro marchas e foi o mais produzido no Brasil.
Com informações do Portal Educação

terça-feira, 14 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Mestre Zacarias

O Pioneiro Zacarias Álves de Araújo - filho de Pedro Justino de Araújo e Joana Monteiro de Araújo - nasceu dia 04 de abril de 1910, em Goianinha do Norte, uma cidade há 300 quilômetros de Natal, Rio Grande do Norte.
Antes de ir para Macapá, mestre Zacarias passou um período de sua vida, em vários municípios do Pará, e onde ele chegava montava um curtume (operações de processamento do couro cru).
Em Belém, Mestre Zacarias conheceu a professora paraense Odália Vieira de Araújo, com quem se casou e teve 7 casais de filhos, ou sejam 7 homens: Hilkias, Milkbuquias, Zildequias, Jeconias, Hodias, Ezequias e Obdias, e 7 mulheres: Ivonete, Ivonilde, Iranilde, Ionilde, Elionilde (gêmeas já falecidas) Renilde e Iranete.
Além das gêmeas, são falecidos Zildequias, Hodias, Jeconias, Iranilde e Ivonete.
Ao chegar em Macapá, em 1947 - no início do Território Federal do Amapá – Mestre Zacarias exerceu suas atividades primeiramente como sapateiro na Fortaleza de São José de Macapá, e posteriormente foi levado por Janary Nunes, para a Escola Industrial de Macapá, na época dirigida por Glycério de Souza Marques. Lá na Industrial ele confeccionava coturnos para os integrantes da Guarda Territorial; fazia botas para aquelas pessoas que tinham deficiências e deformações nos pés; fazia também calçados para alunos pobres da rede pública do ex-Território; redengues (instrumento utilizado para açoitar o cavalo) e cintos de couro. Além das tarefas citadas, ele executava outras tantas inerentes à sua função de sapateiro tais como confecções e remendos nas velas das primeiras embarcações da frota do Governo do Amapá, que faziam viagens para o interior do Território, assim como, fazia também sanefas, umas lonas resistentes, que cobriam a carroceria e protegiam as cargas dos  caminhões do Governo.
Sabe-se que o General Ivanhoé Gonçalves Martins – que governou o Amapá de 10 de abril de 1967 a 06 de outubro de 1972 – colecionava na residência muitas unidades do rebengue “umbigo de boi”, confeccionadas por Mestre Zacarias.
Mestre Zacarias teve como contemporâneos na Escola Industrial, entre outros, os pioneiros Mestre Rosendo Góes, Professores Feijão e Antenor Epifânio Martins o “Pigmeu”.
Além da Escola Industrial ele também lecionou na Escola Coaracy Nunes, em Macapá e na Escola Vidal de Negreiros, no município de Amapá, na época em que o prefeito de lá era o Sr. Leonel Nascimento, falecido em Macapá, em janeiro de 2019. Dentre os colegas de Mestre Zacarias, na “Vidal de Negreiros”,  destacamos o saudoso jornalista Paulo Conrado Bezerra, o desembargador aposentado Luiz Carlos Gomes dos Santos e o professor aposentado Eurico de Jesus Moreira, hoje morando em Fortaleza-CE.
Mestre Zacarias também era músico flautinista, isto é, tocador de flautim, uma flauta menor. Ele aparece sem o quepe à direita da foto acima.
É importante frisar que o flautim é um instrumento musical da família da flauta, soando uma oitava acima da flauta soprano, da qual possui igual digitação.
Segundo o site Wikipédia, o flautim é constituído por um pequeno tubo de cerca de 33 cm de comprimento e um bocal, e foi introduzido em orquestra no século XIX, sendo usado na música erudita moderna. Produz o som mais agudo da orquestra.
No tempo de rapaz, Mestre Zacarias tocava banjo com os irmãos em uma orquestra de família, em Belém do Pará.
Mestre Zacarias, em Macapá, morou inicialmente em uma casa na beira do rio, na antiga área do Elesbão onde hoje é o bairro Santa Inês, próximo à Fortaleza de Macapá. Depois ele foi para uma área mais firme no Bairro do Trem. Esteve algum tempo, também, ocupando uma área ao lado da sede do Trem Desportivo Clube, onde hoje funciona uma panificadora.
Nas idas e vindas ele também residiu na Av. Pe. Manoel da Nóbrega, entre as ruas Eliezer Levy e General Rondon, no Laguinho.
Finalmente, fixou-se à Rua São José n° 2, canto com a Av. Pedro Baião.
Mestre Zacarias Álves de Araújo, faleceu em Macapá com 73 anos de idade, no dia 22 de novembro de 1983, e seu corpo descansa em paz, em jazigo da família, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade, onde também estão sepultados a esposa Dona Odália e os filhos Zildequias e Ivonete.
A Câmara Municipal de Macapá, prestou uma justa homenagem à sua memória, colocando o nome do ilustre pioneiro em uma das artérias do Bairro Santa Inês: Av. Prof. Zacarias Araújo.
Com informações de Obdias Araújo, filho do biografado.
(Última atualização em 14/05/2019, às 13h)