quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fotos Memórias de Macapá: Manifestações culturais da Macapá antiga

A festa dos 261 anos de Macapá, em 2019, foi marcada por um misto de religiosidade e cultura.
Dia 4 de fevereiro, registrou este ano, um evento inédito: logo após a Santa Missa, rezada na Matriz de São José, com a presença de autoridades das esferas estadual, federal e municipal, aconteceu o tradicional encontro das bandeiras, que contou com diversos grupos de marabaixo.
Esse tipo de manifestação misturando religiosidade e cultura já fora tentado em outras eras, na capital do Amapá.
Nos arquivos históricos da cidade existem registros fotográficos dessa manifestação cultural, publicados em livros antigos sobre a memória das atividades dos moradores das primeiras comunidades.
Tempos de outrora, os foliões do marabaixo entravam dançando na Igreja de São José de Macapá, e alguns rapazes subiam até a torre para tocar o sino, festivamente. 
As manifestações de sincretismo religioso da comunidade afrodescendentes, eram estimuladas pelo governador à época Janary Nunes.
Houve um período de conflito entre representantes da igreja católica e do marabaixo. Missionários de origem europeia, com visão extremamente ortodoxa, não conheciam o catolicismo popular, onde o marabaixo se enquadrava. O marabaixo foi considerado como "macumba" e visto como um evento de batuque e bebedeira, com exploração de dinheiro. Alguns padres que pensavam assim foram o Pe. Júlio Maria Lombard e Dom Aristídes Piróvano.  Combateram o marabaixo publicamente e não permitiam a entrada na igreja, causando revolta em alguns momentos.
Isso é o que está contado na obra Modernidade e Marabaixo (breve ensaio) do Pe. Aldenor Benjamim dos Santos.
Um dos locais preferidos dos adeptos dessa arte, era, justamente, a frente da Igreja Matriz de São José de Macapá, considerada o prédio mais antigo de Macapá.
Além do marabaixo existiam, também, rodas de capoeira e apresentações de luta livre, no local.
Jogo da capoeira em frente a Igreja Matriz de São Jose de Macapá, nessa época chamada de carioca. 
O povo se reunia na frente da Igreja para dançar marabaixo na festa do divino Espirito Santo. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Morre em Brasília o macapaense Nilton Oliveira

Reproduzo essa foto editada no blog em 15 de dezembro de 2011, para prestar uma homenagem póstuma ao amigo Nilton José Matos de Oliveira, o 'Nilton Côca', que também aparece nas imagens. 
Nilton Côca anos 60, primeiro em pé da esquerda para a direita, no círculo, posando ao lado de jogadores do Juventus Esporte Clube: Célio Paiva, José Maria Franco (falecido), Antoninho Amaral (Dente de Cão) e Haroldo Vitor Santos (Tio Ponga). agachados: J.Ney, Orlando Tôrres, Edmar, Sabará e Pennafort.
Nilton faleceu em Brasília, às dez da manhã do domingo, 19 de maio. 
Tinha 73 anos de idade, deixou mulher, seis filhos e cinco netos. Aposentado do INSS, estava doente há algum tempo, chegando a ser internado nos últimos dias na UTI de um Hospital da Capital Federal. Nilton, macapaense da gema, nascido filho do Seu Sandó e Dona Julieta Matos ("Santa"), irmão do Terezinho de Jesus (Didi), do professor Roberly, da médica Sandra e do advogado Joaquim Oliveira.
Na sua juventude foi garoto da Casa dos Padres, da juvenil do Juventus, estudou no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, grande festeiro da República dos Estudantes Universitários de Macapá em Belém do Pará; ajudou a fundar e foi colaborador da Confraria Tucuju. O corpo de ilustre amapaense foi sepultado em Macapá, e descansa em paz em jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade. Nossas condolências aos familiares de Nilton José Matos de Oliveira, que o Deus o acolha no seu Reino de Luz.
Texto: (João Silva)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Humberto Cruz e família

Nossa Foto Memória de hoje, vem o álbum de recordações do pioneiro Humberto Cruz, que faleceu em Macapá, nesta segunda-feira, dia 13 de maio, em decorrência de uma pneumonia.
O renomado fotografo amapaense, foi clicado em 1966, com a esposa e os filhos bem pequenos, ao lado de sua Lambreta.
Estão nas imagens o pioneiro Humberto Cruz e sua esposa Dina Andrade Cruz. Da esquerda para direita os filhos Betina Andrade Cruz, Suzana Márcia Andrade Cruz, Ana Claudia Andrade Cruz e Humberto Mauro Andrade Cruz.
Dona Dina Andrade Cruz, tem 80 anos e está bem de saúde.
Humberto Cruz era um profissional do tempo do “retrato”.
Irmão de outro ícone da fotografia amapaense, o pioneiro Guilherme Cruz, que prestou muitos serviços fotográficos ao povo do Amapá, juntamente com a valorosa equipe do Foto Cruz.
Isso ainda sem contar com outros nomes de peso na arte fotográfica, que são seus contemporâneos: Alberto, Paulo e Isaac Uchôa, Fernando Leite, Osmar Neri Marinho, Marino Cruz, Horácio Marinho, Toru Onuka, Chico Terra, além de Johnny Sena, Floriano Lima e muitos outros.
Humberto Cruz foi durante vários anos fotógrafo oficial de vários governadores que pelo Amapá passaram. Foi o primeiro a fazer cobertura de casamentos, batizados e festas particulares para a sociedade amapaense na década de 50. Seus serviços bastante solicitados, e seu profissionalismo se tornaram referência na arte de fotografar.

MEMÓRIA AFETIVA: A LAMBRETA

Ela também fez parte da história de vida de Humberto Cruz, pois foi seu primeiro transporte individual. E como ele, muitos amapaenses aderiram suas locomoções a esse veículo rápido, prático, confortável e econômico, aliada à boa estabilidade devido ao baixo centro de gravidade proporcionado pelo motor próximo à roda traseira.
Sabe-se que a Lambreta surgiu na Europa, no ano de 1946, em plena Segunda Guerra Mundial. Ela nasceu de uma catástrofe e se transformou em um dos veículos mais populares na Itália. Em meio às destruições causadas pela guerra, uma fábrica de tubos de aço foi alvo de um ataque e acabou sendo destruída.
O dono dessa fábrica, Ferdinando Innocenti, tinha a intenção de reconstruir a sua fábrica e se deu conta que precisava construir um meio de transporte barato e seguro para os Italianos. Innocenti percebeu que o veículo não poderia consumir muita gasolina, algo que estava escasso no país que enfrentava uma guerra. Então Ferdinando se uniu à um engenheiro Pierlugi Torre e começam a idealizar o projeto da Lambreta.
Em 1947 a lambreta começou a ser produzida, a sua primeira versão foi chamada de Modelo Um e possuía 123 cilindradas e conseguia andar por 33 quilômetros com apenas um litro de gasolina, esse foi o ponto forte da lambreta, a sua economia no gasto de combustível.
No Brasil a Lambreta foi o primeiro veículo nacional a ser produzida em série. Teve início como Lambretta do Brasil S.A – Indústrias Mecânicas, no ano de 1955. A produção aconteceu de 1955 até 1960, em seu auge 50.000 por ano eram fabricadas. Foram lançados vários modelos e o último lançado foi o LI que tinha o câmbio de quatro marchas e foi o mais produzido no Brasil.
Com informações do Portal Educação

terça-feira, 14 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Mestre Zacarias

O Pioneiro Zacarias Álves de Araújo - filho de Pedro Justino de Araújo e Joana Monteiro de Araújo - nasceu dia 04 de abril de 1910, em Goianinha do Norte, uma cidade há 300 quilômetros de Natal, Rio Grande do Norte.
Antes de ir para Macapá, mestre Zacarias passou um período de sua vida, em vários municípios do Pará, e onde ele chegava montava um curtume (operações de processamento do couro cru).
Em Belém, Mestre Zacarias conheceu a professora paraense Odália Vieira de Araújo, com quem se casou e teve 7 casais de filhos, ou sejam 7 homens: Hilkias, Milkbuquias, Zildequias, Jeconias, Hodias, Ezequias e Obdias, e 7 mulheres: Ivonete, Ivonilde, Iranilde, Ionilde, Elionilde (gêmeas já falecidas) Renilde e Iranete.
Além das gêmeas, são falecidos Zildequias, Hodias, Jeconias, Iranilde e Ivonete.
Ao chegar em Macapá, em 1947 - no início do Território Federal do Amapá – Mestre Zacarias exerceu suas atividades primeiramente como sapateiro na Fortaleza de São José de Macapá, e posteriormente foi levado por Janary Nunes, para a Escola Industrial de Macapá, na época dirigida por Glycério de Souza Marques. Lá na Industrial ele confeccionava coturnos para os integrantes da Guarda Territorial; fazia botas para aquelas pessoas que tinham deficiências e deformações nos pés; fazia também calçados para alunos pobres da rede pública do ex-Território; redengues (instrumento utilizado para açoitar o cavalo) e cintos de couro. Além das tarefas citadas, ele executava outras tantas inerentes à sua função de sapateiro tais como confecções e remendos nas velas das primeiras embarcações da frota do Governo do Amapá, que faziam viagens para o interior do Território, assim como, fazia também sanefas, umas lonas resistentes, que cobriam a carroceria e protegiam as cargas dos  caminhões do Governo.
Sabe-se que o General Ivanhoé Gonçalves Martins – que governou o Amapá de 10 de abril de 1967 a 06 de outubro de 1972 – colecionava na residência muitas unidades do rebengue “umbigo de boi”, confeccionadas por Mestre Zacarias.
Mestre Zacarias teve como contemporâneos na Escola Industrial, entre outros, os pioneiros Mestre Rosendo Góes, Professores Feijão e Antenor Epifânio Martins o “Pigmeu”.
Além da Escola Industrial ele também lecionou na Escola Coaracy Nunes, em Macapá e na Escola Vidal de Negreiros, no município de Amapá, na época em que o prefeito de lá era o Sr. Leonel Nascimento, falecido em Macapá, em janeiro de 2019. Dentre os colegas de Mestre Zacarias, na “Vidal de Negreiros”,  destacamos o saudoso jornalista Paulo Conrado Bezerra, o desembargador aposentado Luiz Carlos Gomes dos Santos e o professor aposentado Eurico de Jesus Moreira, hoje morando em Fortaleza-CE.
Mestre Zacarias também era músico flautinista, isto é, tocador de flautim, uma flauta menor. Ele aparece sem o quepe à direita da foto acima.
É importante frisar que o flautim é um instrumento musical da família da flauta, soando uma oitava acima da flauta soprano, da qual possui igual digitação.
Segundo o site Wikipédia, o flautim é constituído por um pequeno tubo de cerca de 33 cm de comprimento e um bocal, e foi introduzido em orquestra no século XIX, sendo usado na música erudita moderna. Produz o som mais agudo da orquestra.
No tempo de rapaz, Mestre Zacarias tocava banjo com os irmãos em uma orquestra de família, em Belém do Pará.
Mestre Zacarias, em Macapá, morou inicialmente em uma casa na beira do rio, na antiga área do Elesbão onde hoje é o bairro Santa Inês, próximo à Fortaleza de Macapá. Depois ele foi para uma área mais firme no Bairro do Trem. Esteve algum tempo, também, ocupando uma área ao lado da sede do Trem Desportivo Clube, onde hoje funciona uma panificadora.
Nas idas e vindas ele também residiu na Av. Pe. Manoel da Nóbrega, entre as ruas Eliezer Levy e General Rondon, no Laguinho.
Finalmente, fixou-se à Rua São José n° 2, canto com a Av. Pedro Baião.
Mestre Zacarias Álves de Araújo, faleceu em Macapá com 73 anos de idade, no dia 22 de novembro de 1983, e seu corpo descansa em paz, em jazigo da família, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade, onde também estão sepultados a esposa Dona Odália e os filhos Zildequias e Ivonete.
A Câmara Municipal de Macapá, prestou uma justa homenagem à sua memória, colocando o nome do ilustre pioneiro em uma das artérias do Bairro Santa Inês: Av. Prof. Zacarias Araújo.
Com informações de Obdias Araújo, filho do biografado.
(Última atualização em 14/05/2016, às 13h)

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Foto Memória de Macapá: Encontro de amigos

Essa foto memória postada pelo Haroldo Pinto, em sua rede social, registra o encontro no qual vários amigos de Macapá, atualizaram os papos e relembraram bons momentos em que atuaram pelo Juventus Esporte Clube, nos tempos áureos do esporte amador, em Macapá.
O registro aconteceu em 19 de julho de 2009 e estão nas imagens a partir da esquerda: Professor José Adeobaldo Andrade, Juracy da Silva Freitas, Raimundo Viana Pereira (Camarão), Iraçu Colares e Heitor Lemos da Conceição, em sua cadeira de rodas.
Fonte: Facebook

sábado, 11 de maio de 2019

Foto Memória da Igreja Católica, em Macapá: História da Paróquia de São José

A história da Paróquia de São José, remonta-se ao ano de 1751, época da colonização da cidade de Macapá. O trabalho de catequese dos habitantes da região, tem início nas aldeotas, tarefa do padre Miguel Ângelo de Morais – franciscano da ordem de Santo Antônio. Para facilitar o trabalho do catequizador, é construída em 1752, por Francisco Xavier de Mendonça Furtado - então governador da Província do Grão-Pará - uma grandiosa choupana (cabana), para que o padre Miguel pudesse começar o trabalho de evangelização.
Em 01 de fevereiro de 1754, Mendonça Furtado encaminha carta ao rei de Portugal Dom João I, e solicita a construção de uma igreja. Justifica o pedido, informando que o povoado de São José de Macapá necessitava de uma Paróquia aconchegante para celebrar e administrar os sacramentos.
A pedra fundamental da Igreja de São José foi lançada dois anos antes, em 04 de fevereiro de 1752, pelo terceiro bispo do Pará, Dom Frei Miguel de Bulhões e Souza, na presença de Mendonça Furtado, padre Ângelo Morais e demais autoridades. Na mesma data, o povoado de Macapá era elevado à categoria de Vila, passando a ser denominado de Vila de São José de Macapá, em homenagem a São José, pai adotivo de Jesus, e ao rei de Portugal.
Em 06 de março de 1761 acontece a bênção e inauguração da Igreja Matriz de São José. À cerimônia compareceram o então governador da Província do Grão-Pará, Manoel Bernardo de Melo e Castro e sua comitiva.
A referida Igreja foi construída por negros e índios e teve suas plantas traçadas pelo sargento-mor Manoel Pereira de Abreu e aprovadas pelo engenheiro Antônio  José Landi.
Com a chegada dos padres do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras - PIME, em 1948, conduzidos por Dom Aristides Piróvano, primeiro bispo prelado de Macapá, foram feitas algumas modificações na estrutura arquitetônica do prédio da Igreja, quando a fachada principal passou a ter mais duas portas, além de uma já existente e as fachadas direita e esquerda, passaram a ter três portas.
De 1752 a 1903, a Paróquia de São José de Macapá pertenceu ao bispado do Pará. De 1904 a 01 de fevereiro de 1949, esteve anexada à Prelazia de Santarém-PA, quando o então santíssimo Papa Pio XII, através da bula Unius Apostolicae Sedis, criou a Prelazia de Macapá que foi separada da Prelazia de Santarém em 01 de fevereiro de 1949, mas instalada na prática em 1950, declarando sufragânea de Belém, e elevou a Matriz São José de Macapá então à Catedral São José, padroeiro da nova circunscrição instalada pelo Arcebispo de Belém, Dom Mário de Miranda Vilas-Boas.
Em 30 de outubro de 1980, a Prelazia de Macapá, foi elevada à Diocese pelo Papa João Paulo II, com a bula Conferentia e Episcopalis Brasiliensis e foi instalada solenemente em 10 de julho de 1981, por Dom Vicente Joaquim Zico, Arcebispo coadjutor de Belém.
A Paróquia de São José de Macapá, de 1752 a 1990, esteve aos cuidados de aproximadamente de 80 a 90 sacerdotes, entre os quais Pe. Júlio Maria Lombard, Pe, Vitório Galliani, Pe. Jorge Basile, Pe. Caetano Maiello, Pe. Salvatori Zona, Pe. José Busato, Pe. Paulo Lepre e outros. Em 1970, circularam rumores na cidade de que o então governador Ivanhoé Gonçalves Martins, removeria a Catedral do local onde está edificada mas tudo não passou de especulações.
Situada na área mais urbanizada de Macapá, na rua São José, com suas grossas paredes de taipa, suas amplas dimensões e gravações nos pisos e paredes, recordando mausoléus de antepassados, a Igreja de São José de Macapá, monumento mais antigo da cidade, nos transporta à história e fé no século XVIII.
Além da Igreja São José, a Catedral São José e a Igreja Santo Antônio, pertencem à Paróquia de São José.
Fonte: Revista Festa de São José 2019

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Memória da Cidade de Macapá: MATINÊS PAROQUIAIS

Por José Machado (*)
As vezes sou surpreendido pelas lembranças da infância, do cinema no barracão paroquial. 
Reprodução Dreamstime.com
Ficava a contar os tostões durante toda a semana, na esperança de que eles pudessem bastar para comprar a entrada da matinê de domingo.
Além de me desdobrar para conseguir a grana fazendo pequenos serviços, ainda tinha que obter média às “Composições” (simuladão de provas) que eram aplicadas todas as sextas feiras.
Era um só dia de diversão, uma data marcada, uma solenidade para o espírito, a única grande atração da arrastada existência infantil daquele tempo.
Reprodução Google images
Às tardes de domingo logo após o almoço, lá ia eu para ver o Gunga Din, Sansão e Dalila, o Gordo e o Magro, Robin Hood, Durango Kid, Johnny Mack Brown – Apolong Cassidy, Roy Rogers e, tantos outros ídolos do Far West.
Mas nada se comparava aos seriados – principalmente quando era do Batman (o homem morcego). Era o sonho de um menino embalado uma vez por semana, apenas uma tarde, o resto era estudo ou trabalho.
Enquanto aguardava a abertura da bilheteria, a garotada se concentrava em frente ao barracão paroquial improvisado de cinema, barganhando a troca de gibis.
Parecia um antigo pregão da bolsa de valores ou mercado persa - pela algazarra generalizada de todos falando ao mesmo tempo, trocando ideias de como o mocinho do seriado se salvaria do perigo.
Quebrávamos a quietude e a rotina dos padres. 
Reprodução: Facebook
Recordo, com carinho, das velhas máquinas Hows & Bells de 35 milímetros, que carinhosamente chamávamos de dois tempos, e que rebentavam o filme sempre no melhor momento – era o caos.
Com perfuração dos dois lados, os filmes em preto e branco vinham em duas grandes latas metálicas presas por uma correia de couro.
Enquanto o carretel da fita partida rodava em alta velocidade, a molecada batia o pé no assoalho de madeira que pela densa nuvem de poeira, creio que nunca sequer fora varrido, quanto mais lavado.
Começava então, uma guerra de bombons que literalmente viravam balas, acompanhada de assobios e palavras de ordem “não vale roubar “e “morra a mãe” – deixavam o Nemias e o Cascavel operadores, muito mais nervosos.
Por questão de ordem, acendiam as luzes. Aqueles que eram surpreendidos pelos padres, levavam um série de cascudos e eram postos para fora com chutes na bunda.
Colada a fita, reiniciava o filme, muitas vezes numa cena que nada tinha com a anterior quando foi rompido. As palavras de ordem acima recomeçavam, até o padre ameaçar encerrar definitivamente a sessão.
À maioria das vezes não dava pra continuar, nunca se entendia o enredo. Muitos deixavam espontaneamente o cinema. Como se não bastasse a descontinuidade do filme, acrescente-se a retaliação dos manifestantes postos pra fora a tapas e chutes, que conturbavam a sessão, atirando pedras sobre o telhado de zinco.
O assoalho de madeira, sem declive, com longos bancos sem encosto, dificultava a visualização, situação que se agravava principalmente quando algum retardatário ou aqueles que deixavam o cinema antes do término da sessão passavam em frente do foco de projeção obstruindo a cena.
Momentos inesquecíveis e hilariantes perdidos no tempo. Se a vida fosse tão simples como o cinema de antigamente nos mostrava, não precisaríamos nos preocupar em recarregar os revólveres.
E sempre que tivéssemos de sair às pressas de um restaurante ou bar, atiraríamos dinheiro em cima da mesa sem precisar contá-lo e sem esperar que o garçom trouxesse a nota.
Em antiquários, museus, onde quer que estejam, as velhas Hows & Bells merecerão sempre o carinho e a admiração de uma geração que não se continha de tanto encantamento e, era feliz até o THE END.
(*) jornalista, ex-radialista e escritor 
Texto publicado originalmente na rede social
Fonte: Facebook

terça-feira, 7 de maio de 2019

Foto Memória da Igreja Católica, em Macapá - São José: devoção em forma de festa

A Paróquia de São José de Macapá, foi criada em 1752. Em 1758 foi lançada a pedra fundamental da Igreja Matriz da cidade. A devoção ao pai adotivo de Jesus, em Macapá, transcende à existência do Templo que leva o nome do santo, inaugurado em 6 de março de 1761.
Segundo matéria editada pelo jornalista Douglas Lima e publicada na Revista Festa de São José, em 2019, não há relatos da realização da Festa de São José de Macapá até 19 de março de 1949, como registra o Livro Tombo da Cúria Diocesana local. Sabe-se, contudo, que, antes dessa data, os festejos ao santo padroeiro ocorriam na Fortaleza de São José.
Foto: Reprodução da Revista Festa de São José 2019
Em 1949, em comemoração ao Dia de São José, houve missas, crismas e procissão saindo da Igreja, percorrendo algumas ruas e voltando para o Templo. As atividades religiosas foram presididas por Dom Aristides Piróvano, o primeiro bispo prelado de Macapá.
Arraial da Festa de São José - Acervo da PMM
A ocorrência do Arraial, que por muito tempo foi chamado de parte profana da Festa de São José, passou a ter registro apenas em 19 de março de 1950, sempre após as missas e procissões, seguindo até 1968, na frente da Igreja Matriz. Mas há relatos de que, em 1953, o Arraial foi no Largo dos Inocentes, atrás do prédio religioso. 
A festa profana de São José durou até 1982, conforme o Livro Tombo, porque a movimentação popular a cada ano se tornava maior, ensejando brigas e arruaças, desfocando assim, a finalidade do evento. Esse problema inclusive forçou a transferência do Arraial para outra data, em 1964.
Foto:  Ano 1946 – Reunião em frente a Igreja de São José.
Em 1973, diz o Livro Tombo da Cúria Diocesana, ”registra-se a tentativa de retorno do antigo arraial, com a participação vultosa da população, com a programação organizada pela Paróquia São José, pois, em 1964, devido ao período quaresmal, as comemorações foram adiadas para 01 de maio, para evitar os festejos profanos do arraial”. Entre as maiores festas em honra ao Padroeiro São José, destaca-se a de 1960, com número recorde de participantes: “Foi de grande volume e agrado para a Igreja, com a demonstração de fé a São José” relata o Livro Tombo, que encerra os seus registros sobre a tradição do famoso Arraial, em 1982, quando a festividade foi estendida de 19 de março a 25 do mesmo mês.
Desde aí, a Festa de São José tem adquirido maior magnitude religiosa a cada ano, atraindo mais fiéis principalmente nas procissões e missas. O macapaense demonstra que tem ímpar afinidade com os pais de Jesus, uma vez que a reverência que faz ao Padroeiro, em março, oferece-a à Maria, por ocasião do Círio, em outubro, desfazendo pouco a pouco a influência secular do Círio de Nazaré, em Belém do Pará, sobre os moradores da capital amapaense.
Texto de Douglas Lima – jornalista, radialista e editor de revista – publicado originalmente, na íntegra na Revista Festa de São José 2019, editada pela Diocese de Macapá, especialmente adaptado ao blog Porta-Retrato.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

História da ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE MACAPÁ

A Associação dos Servidores Municipais, foi criada em 12 de outubro de 1977, por 18 servidores municipais.
Área da ASM adquirida por compra por iniciativa do Prefeito Cleyton Figueiredo em 1977, 
mede 200 mts de frente por 370 mts de profundidade
Possuía apenas uma barraca de madeira, toda arborizada, a maioria mangueiras.
Imagem: Reprodução Google
Com a aquisição da área, foi eleita a primeira diretoria, cujo presidente foi o servidor Jacy Jansen Costa, que cuidou da elaboração e montagem do Estatuto. Participaram da 1ª reunião de fundação daquela entidade de classe, os servidores:
1.    Prefeito Clayton Figueiredo de Azevedo
2.    Murilo Agostinho Pinheiro
3.    José Vitor dos Santos Banhos
4.    Adauto Basto de Oliveira
5.    Jacy Jansen Costa
6.    Matias Ibiapina da Silva
7.    Newton Douglas Barata dos santos
8.    Francisco Souza de Oliveira
9.    João Teixeira Lima
10.  Raimundo de Souza Martins
11.  Cirio Damasceno Picanço
12.  Antônio da Silveira Barbosa
13.  Maria Augusta Ventura Costa
14.  Adelaide Monteiro de Menezes
15.  Luiz Augusto Gonçalves de Assis
16.  Maria de Jesus Cardoso
17.  João de Almeida souza
18.  Roberto Assunção Baia
Em 1981, o associado Raimundo de Souza Martins assumiu a presidência e deu início à construção da sede social da entidade, com apoio financeiro do prefeito Murilo Agostinho Pinheiro.
Foto: Reprodução;Arquivo da ASM
A obra foi concluída na gestão do presidente Berto Pena Vales. Em 1992, a diretoria da época ficou inadimplente com vários fornecedores. Em razão disso, a Justiça mandou leiloar a sede. Martins e outros servidores associados, recorreram ao prefeito João Alberto Capiberibe para que ajudasse a pagar a dívida. Nesse mesmo ano foi realizada uma nova eleição que teve como vencedor Raimundo Martins, que permanece à frente da entidade até hoje, sendo vitorioso em todas as eleições que ocorreram à cada três anos. Hoje a Associação tem mais de 2 mil associados que recebem inúmeros benefícios em serviços tais como aquisição de materiais de construção, farmácia, planos de saúde, clínicas médicas e odontológicas. Martins tem como foco de seu trabalho a conclusão da sede social. 
Martins pretendia fazer uma reforma na sede antiga, mas as estruturas do telhado e das paredes estavam comprometidas, que obrigaram o setor de engrenharia a optar pela demolição da antiga estrutura e investir em uma nova sede social, já em fase de construção. Também faz parte da reforma o aterro da frente da Associação para construir um novo estacionamento.
Passaram pela Associação os seguintes presidentes:
01 Jacy Jansen Costa
02 Nelson Farias Brasiliense
03 Raimundo de Souza Martins
04 Berto Pena Vales
05 Antônio Azevedo Costa 
06 João Clébio Machado
07 INTERVENTOR Benemar
08 Raimundo de Souza Martins
A nova sede maior, com 900 m2, será climatizada e deverá ser concluída em 2019.
Fonte ASM

domingo, 5 de maio de 2019

FOTO MEMÓRIA DO RÁDIO AMAPAENSE: SAUDOSO JOAQUIM RAMOS (Em Memória)

Esse simpático jovem – negro de alma branca – é o saudoso JOAQUIM DA SILVA RAMOS, que foi nosso contemporâneo no Rádio Amapaense.
Primeiro na Rádio Educadora São José, depois na Rádio Difusora e na Rádio Nacional de Macapá.
Joaquim Ramos - uma das vozes mais belas do Rádio Amapaense – filho primogênito de Paulino Lino Ramos e Dona Coleta da Silva Ramos, era neto do mestre Julião Ramos, o líder da comunidade negra do Laguinho.
Joaquim nasceu no bairro do Laguinho em 29 de outubro de 1948. Em sua jornada escolar frequentou também as escolas General Azevedo Costa e Ginásio de Macapá.
Joaquim Ramos casou em 26 de maio de 1971, com a professora Izídia Banha – sobrinha do saudoso Laurindo dos Santos Banha – e dessa união nasceram 4 filhos, ou sejam dois casais.
Tive a felicidade de conhecer Joaquim Ramos, quando o mesmo falava nos Sonoros Caçula, a aparelhagem sonora do Sr. Nascimento, do início do Território Federal do Amapá.
O indiquei ao José Maria de Barros ( Diretor artístico da REpara fazer um teste de locução na Educadora o que foi prontamente aprovado. Depois de um período de treinamento ao microfone, finalmente Joaquim foi se firmando como um dos grandes valores do rádio amapaense.
Entre os programas apresentados por ele destacamos o “Boa viagem Motorista” que teve grande audIência entre os condutores de veículos de Macapá, especialmente na classe de taxistas.
Teve ainda “A Grande Reprise”, “Um Sucesso em Cada Música”, “Vamos Acordar Pessoal” entre outros.
Na Rádio Difusora ele se destacou na leitura de mensagens para interior e principalmente no programa “BOA NOITE AMAPÁ”. Foi também gerente na segunda fase da emissora.
Na Rádio Nacional de Macapá teve brilhante atuação ao microfone, em programas de grfande audiência.
Joaquim Ramos - que nos deixou precocemente e muito novo – faleceu em Macapá em 14 de julho de 1999, com pouco mais de 50 anos e seu corpo descança em Paz  em um jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
Ao  inesquecível amigo Joaquim Ramos - brilhante locutor do Rádio amapaense - nosso eterno reconhecimento!
Com informações da amiga Izídia Banha, viúva de Joaquim.
Fonte: Facebook

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: Amigos e contemporâneos do Amapá

Nossa foto memória de hoje, foi gentilmente, compartilhada com o blog Porta-Retrato, pelo Del. Antônio Cardoso.
Pra quem não sabe, Antônio Cardoso, advogado, delegado aposentado, com passagem pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá, é nosso velho amigo de Macapá.
O registro, do início dos anos 1970, clicado em frente ao antigo Bar Gato Azul, mostra nas imagens raras, seis velhos amigos e conterrâneos do Amapá, tendo a partir da esquerda para direita: o saudoso Norberto Tavares (foi jogador de futebol de vários clubes); Del. Antônio Cardoso, (na época usava barba e era magro); Paulo Sérgio (Médico, irmão do J. Ney); Carlos Rocha(irmão do advogado e ex-radialista Vicente Rocha); o saudoso Raimundo Adamor Picanço – Wanderley (Goleiro) e Aurino (Escrivão de Polícia) , que foi nomeado Delegado.
Agradecemos a deferência pela distinção do compartilhamento!
Disponha, sempre!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Foto Memória da Guarda Territorial: Pioneiro – Inspetor Miguel Alves da Silva (em memória)

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Músico de bandas marciais e pioneiro da Guarda Territorial, o maestro Miguel Alves da Silva nasceu em Soure-PA, em 29 de setembro de 1912. 
Em 1949 passa a residir em Macapá, como integrante da Guarda Territorial e da Banda de Música da instituição, mais conhecida como “A Furiosa”. Em 1952, com a implantação do Conservatório Amapaense de Música (hoje Centro de Educação Profissional Walkiria Lima), ele  se submete a exame livre de música, considerado apto para a função de Regente da então Banda de Música da Guarda Territorial. Em 1962 recebe habilitação, pela Ordem dos Músicos do Brasil (Seção do Rio de Janeiro).
Em 1966, por decreto do Governo do Amapá, é nomeado Inspetor da Guarda Territorial, com privilégios na regência da Banda Oficial da instituição. Assim, durante sua atividade musical, participa de várias retretas musicais, e como jurado em vários concursos, entre eles o de Música Carnavalesca em 1969, realizado pelo Grupo Escoteiro Veiga Cabral, no Centro Educacional do Laguinho. Mas a sua laboriosa colaboração cultural lhe valeu uma licença de saúde, passando a realizar serviços burocráticos no SAG (Serviço de Administração Geral) do Governo do Amapá. Mas não foi por muito tempo. Em 1972 volta, com toda carga, às atividades musicais. Assim, passa a organizar e reger a Banda Marcial do IETA, ganhadora de vários campeonatos. 
Mas a GuardaTerritorial o chama para reger também a sua Banda de Música, permanecendo por 19 anos na GT, e 10 anos no Instituto de Educação.
Em 1982 é aposentado na função de Agente de Policia do Governo do Amapá mas, mesmo aposentado, ficou residindo em Macapá até sua morte, em 30 de novembro de 1991, aos 79 anos. Em sua folha de serviços prestados, constam várias portarias de elogios. Em homenagem ao músico, a Prefeitura Municipal de Macapá, em 5 de maio de 1994, denominou uma instituição de ensino localizada no bairro Perpétuo Socorro, de Escola Municipal Maestro Miguel Alves da Silva (Lei municipal nº 626/1994 PMM, de 5 de maio de 1994).
Por Edgar Rodrigues, historiador, parceiro e colaborador do blog Porta-Retrato Macapá.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

MEMÓRIA DE MACAPÁ - BREVE HISTÓRICO SOBRE A CRIAÇÃO E EXISTÊNCIA DA CONFRARIA TUCUJU

Por João Silva
A Confraria Tucuju foi criada no Pastelito, na Avenida General Gurjão, em 08 de junho de 1996 ao lado da residência do senhor Emanuel Serra e Silva (Duca Serra), a menos de 500 metros em linha reta da Fortaleza, próximo da Igreja de São José, ao lado do Teatro das Bacabeiras, na vizinhança do majestoso Rio Amazonas e do Museu Joaquim Caetano da Silva, no Centro Histórico de Macapá.
Pra quem não sabe, é bom  que se diga, que o Pastelito era uma pastelaria de propriedade do administrador e web designer Ronaldo Picanço que estava instalada onde hoje funciona o Restaurante, Galeria e Casa de Show DONNA ANTÔNİA, empreendimento do médico Ubiratan Silva, antigo proprietário da Star Club.
Pois é! Um grupo de pessoas ilustres decidiu então, criar a Confraria Tucuju, entidade democrática, sem fins lucrativos e atrelamento político-partidário, com objetivo de defender, promover e valorizar o patrimônio histórico e cultural do povo amapaense.
COMO FOI?
A ideia vinha amadurecendo, mas alguns fatos precipitaram a criação da Confraria, dois deles agressões inaceitáveis, como o fechamento arbitrário da Fortaleza de São José de Macapá à visitação pública e a decisão judicial que tentou silenciar as caixas do Marabaixo na casa do Mestre Pavão durante a Festa do Divino Espírito Santo, no Bairro Jesus de Nazaré.
Advogada Sônia Solange Maciel (foto) durante solenidade de posse
que aconteceu no restaurante da Boite Star Club, no Laguinho, 
aparecendo ao fundo o radialista J.Ney, que foi mestre de cerimônia
numa noite de festa para história da Confraria Tucuju.
Em um primeiro momento participaram do esforço cidadão que redundou na criação da Confraria, este escriba, os jornalistas Elson Martins, Hélio Pennafort; os historiadores e pesquisadores Estácio Vidal Picanço, Nilson Montoril e esposa, o radialista J.Ney e esposa, Norberto Tavares e esposa, Meton Jucá e esposa, Mário Jucá e esposa, o médico Paulo Sérgio, o professor Antônio Munhoz Lopes, a radialista Cristina Homobono e Aurino Borges de Oliveira.
Superado mais de um decênio da sua criação e luta, até em 2009 tinham passado pela presidência da entidade, sem direito a reeleição, a advogada Solange Maciel, Ronaldo Picanço e Silva (administrador), Evandro Milhomen (sociólogo), Mário Jucá (interinamente), Ângela Nunes (professora), Fernando Canto (Sociólogo), e Maria dos Anjos Miguel (serventuária da Justiça do Amapá).
CONTINUÍSMO
O fim da transição democrática no comando da Confraria Tucuju vem desde março de 2009, portanto há 10 anos, tempo em que preside a Confraria Tucuju a advogada Telma Duarte, eleita e reeleita várias vezes. Telma é filha de um pioneiro do Amapá, Henrique Duarte, e se constitui na terceira mulher e segunda advogada a ocupar o cargo.
Alterou o Estatuto que passou a permitir a reeleição. Incrementou alguns projetos, alguns convênios importantes; homenageou pioneiros do Amapá, fez parcerias com o GEA e a PMM com objetivo de fortalecer os eventos do aniversário da cidade, da festa do Padroeiro e fez reviver, no Largo dos Inocentes, o carnaval das Batalhas de Confete.
Sede da Confraria Tucuju -  (Foto Márcia do Carmo /Arquivo Pessoal)
De algum tempo excluída das parcerias com o Governo do Estado e a Prefeitura de Macapá, na segunda-feira da semana passada, melancolicamente a Confraria Tucuju teve que deixar endereço do Largo dos Inocentes para se livrar de uma divida (mais de 4 anos de aluguel em atraso) de cem mil reais perdoada pela Diocese de Macapá.
Nas fotos, momentos que marcaram os bons tempos da Confraria Tucuju: 
Foto montagem / mosaico - blog Porta-Retrato
Em cima, Coaracy Barbosa e Chaguinha no Pastelito durante os festejos do 4 de fevereiro de 97; Sacaca e Pedro Boliva (à esquerda); Helio Pennafort e Evandro Milhomen, embaixo.
Foto: Acervo do João Silva
Nessa imagem fundadores e simpatizantes da Confraria Tucuju que participaram da passeata que saiu às ruas para exigir a reabertura da Fortaleza. 
Foto: Acervo do João Silva
Registro feito em frente à lanchonete Pastelito, ao lado do Teatro das Bacabeiras. Sentados, da esquerda para a direita: o jornalista Hélio Pennafort, Ligia Angiane - 1ª secretária, dona Maria Jucá e advogada Sônia Solange Maciel – primeira presidente da Confraria Tucuju; em pé: o engenheiro Léo Platon, Meton Jucá, violonista Sebastião Mont’Alverne e José Jucá; à esquerda, por trás do eclético e animado grupo, aparece o Pathanga; de costas para a câmara, na frente do grupo de amigos, vê-se o professor Enildo Amaral, o popular “Cuia Preta”.
Texto do jornalista João Silva, originalmente publicado em sua página no Facebook.