Mostrando postagens com marcador Mãe Luzia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mãe Luzia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Foto Memória de Macapá: "Bigode", neto de Mãe Luzia

Encontrei esse registro fotográfico histórico, de 1996, numa postagem publicada pelo amigo jornalista João Silva, na página do Memorial Amapá, no Facebook.
Na imagem Raimundo Nonato Silva, o ‘Bigode’, neto de Mãe Luzia, um dos três irmãos de Francisco Lino da Silva, o menestrel de Boêmios do Laguinho e figura histórica do carnaval amapaense.
"Bigode" estava na época, com 54 anos de idade.
Ele faleceu há alguns anos, deixando triste seu vasto círculo de amizade.
Fonte: Facebook

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Há 58 anos falecia em Macapá, Mãe Luzia

Texto do historiador Nilson Montoril, adaptado ao Porta-Retrato

“Há 58 anos – em  23 de setembro de 1957 – falecia em Macapá  Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia, aos  88 anos de idade. 

Estava alquebrada e tinha os cabelos brancos como um nicho de algodão. Sua morte deixou os moradores de Macapá imersos em profunda tristeza.
O enterro ocorreu no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, a direita de quem ingressa naquele campo santo, junto ao passeio que leva ao Cruzeiro e à capela.
A morte de Mãe Luzia encerrou o ciclo das renomadas parteiras e mulheres de múltiplos conhecimentos com plantas medicinais.
Mãe Luzia, se devotou aos desvalidos, ministrando-lhes remédios caseiros, benzendo crianças, curando espinhela caída, cobreiro, carne rasgada, erisipela e problemas da cabeça. Nasceu com o divino dom de “aparar” crianças e nenhuma delas pereceu em suas mãos.
Mesmo quando o médico obstetra e cirurgião Cláudio Pastor Darcier Lobato veio para Macapá,em 1944, e passou a chefiar a Unidade Mista de Saúde (que ocupava a área onde foi construída a Biblioteca Pública), Mãe Luzia não foi relegada. Em várias oportunidades o ilustre médico recorreu aos conhecimentos práticos da Mãe Preta da Cidade de Macapá. O Mesmo fez o médico Moisés Salomão Levy, que era pediatra.
A primeira casa de Mãe Luzia era localizada na esquina da Rua dos Inocentes (depois Coronel José Serafim Gomes Coelho) com a Travessa Floriano Peixoto (depois Presidente Getúlio Vargas). Ela deixou o imóvel sob a responsabilidade do filho Cláudio Lino e foi se estabelecer no Largo dos Inocentes.
A segunda casa tinha estrutura em taipa de mão, com vários quartos que ela alugava para caixeiros viajantes e romeiros. Era um casarão de telhado alto situado na esquina da Avenida Mendonça Furtado com a Travessa Francisco Caldeira Castelo Branco (depois Coronel José Serafim Gomes Coelho e atualmente Tiradentes), com frente para o Largo dos Inocentes, também denominado Formigueiro.
Observe a casa localizada ao fundo da passagem entre a velha sede do Senado da Câmara e a Igreja de São José. Ela demorava à margem da Travessa Castelo Branco, de frente para o Largo dos Inocentes e pertinho da casa da Mãe Luzia. A foto é bem antiga, mostrando como era a Igreja. 
O imóvel que ela ocupou até morrer foi desapropriado em 1970, para o alargamento da Rua Tiradentes. Na parte do terreno que não virou leito de rua foi erguido um prédio em alvenaria onde funcionou o Cartório Jucá.
Mãe Luzia foi casada com Francisco Secundino da Silva, próspero lavrador e político macapaense que chegou a exercer o cargo de Prefeito de Segurança (Delegado de Polícia) e obter a patente de capitão da Guarda Nacional. O casal teve duas filhas e quatro filhos: Miquilina Epifânia da Silva (Milica), Cláudio Lino dos Passos da Silva (pai do Francisco Lino da Silva, o Lino da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho), Àguida Chavier da Silva, Francisco Lino da Silva, Raimundo Lino da Silva (Bucú) e José Lino da Silva.
Ela costumava lavar roupas sem usar a parte superior de sua vestimenta e quem a via assim jamais lhe faltou com respeito. O quintal de sua residência era paralelo a Rua Tiradentes e não tinha cerca. Quando se debruçada sobre a gamela, esfregando as roupas, seus seios flácidos se misturavam a elas.”

Post original publicado no blog Arambaé – de Nilson Montoril

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Foto Memória da cidade: Encontro de Gerações: Mãe Luzia e Ceminha

Aqui está mais uma foto raríssima e de uma importância histórica inestimável para o Amapá.
O registro faz parte do acervo da família Nunes, e está sendo gentilmente disponibilizado, para divulgação no blog Porta-Retrato, por Dona Alice Déa Carvão Numes, viúva do primeiro governador do Amapá Janary Gentil Nunes.
Ontem postamos, aqui no blog, cinco fotos históricas das núpcias de Janary Nunes e sua segunda esposa, Dona Alice Déa Carvão Nunes, que acompanha nosso trabalho de resgate, diretamente do Rio de Janeiro.
"Ceminha e a saudosa Mãe Luzia,
macapaense e nossa grande amiga!"
Alice Nunes
Hoje descobrimos, no “Baú de Lembranças”, de Dona Alice, uma foto da Mãe Luzia ao lado da Ceminha, filha de Janary Nunes e Dona Iracema Carvão Nunes.
Não há uma data precisa desse registro, mas pela estatura da criança, pressupomos que seja 1946/47.
O local também não foi informado.

Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia, quando não estava “aparando” meninos, passava boa parte do dia curvada sobre a tina, nos quaradouros, levantando varais e manejando os pesados ferros de engomar. A casa dela, no “Beco do Formigueiro”, bem atrás da Igreja São José, era visitada pelas autoridades e visitantes, que a procuravam para escutar as histórias da região e os segredos do ofício. Um dos frequentadores, Janary Gentil Nunes, o primeiro governador do extinto Território Federal do Amapá, relatava com orgulho e encantamento as visitas que fazia à Mãe Luzia, descrevendo a casa de barro socado, onde ela acolhia a todos com muita atenção e a sabedoria escondida naquela negra. Ela faleceu aos 109 anos, em 24 de setembro de 1954. Foi velada pela população e por todas as autoridades do Estado.

Mãe Luzia está sepultada no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade, à direita de quem ingressa naquele campo santo, junto ao passeio que leva ao Cruzeiro e à capela. O corpo de Mãe Luzia foi inumado na mesma sepultura onde se encontrava seu esposo José Lino.

Fonte: blog Panela do Povo (Mãe Luzia a Negra de Luz – Texto de Édi Prado com informações de Joel Elias, Edgar Rodrigues e Nilson Montoril.) 

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...