Nossa Foto Memória de hoje, nos mostra um clique da Praça Barão do Rio Branco com sua arquitetura original, como foi concebida no início do Território Federal do Amapá. Com seus bancos e luminárias antigos. Hoje nada disso existe mais.
Aqui são postadas fotos antigas e raras, vídeos, documentos, recortes de jornais/revistas, livros digitais e tudo que retrate a história e a memória do Amapá e de seu povo. É terminantemente proibida a reprodução, total ou parcial (com alterações), de qualquer imagem ou texto deste blog, conforme a Lei nº 9.610, de 19/02/1998 (Lei de Direitos Autorais). Editor: João Lázaro DRT-AP 006/95 – Contato: jolasil@gmail.com – FONE / WhatsApp TIM 55 (12) 98152-3757.
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segunda-feira, 9 de abril de 2018
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Foto Memória de Macapá: Porta Principal de Entrada da Fortaleza de Macapá
A Foto Memória de hoje, foi extraída do Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de autor Arthur Cesar Ferreira Reis", editado pelo Departamento de Imprensa Nacional, em 1949.
Trata-se do Portão Principal de Entrada da Fortaleza de São José de Macapá, em 1949.
Fonte: Livro “Território Federal do Amapá – Perfil Histórico” de autor Arthur Cesar Ferreira Reis".
sábado, 13 de maio de 2017
Foto Memória de Macapá: O embrião do prédio da Prefeitura de Macapá
O blog Porta-Retrato, trás hoje
como Foto Memória de Macapá, uma relíquia histórica, extraída de uma foto dos
anos 50 que nos foi gentilmente compartilhada pela amiga Maria Façanha, filha
do casal pioneiro Lourenço Borges Façanha (in memoriam) e Dona Diva Façanha. A
pioneira Maria Façanha, professora e bibliotecária aposentada, também ostenta a
honraria de Notáveis Edificadores do Amapá, que lhe foi outorgada pelo
Instituto Memorial Amapá.
Na imagem, em destaque(abaixo),
observamos o início da construção de uma edificação, que se tornou o prédio
atual da Prefeitura Municipal de Macapá, erguido na Avenida FAB, local em que funcionou a primeira pista de pouso do Aeroporto de Macapá. No terreno à esquerda,
foi erguida, anos depois a sede do Esporte Clube Macapá.
Na verdade, essa era uma
estrutura de alvenaria erguida na Av. FAB - no mesmo local da Prefeitura hoje -
e "que se destinava a um centro de abastecimento tipo Mercado Central, onde os
agricultores vindos de diversas regiões do então Território, encontrariam lugar
para vender seus produtos à população. Essa ideia, revolucionária para a época,
foi do ex-governador Pauxy Nunes." A informação é do amigo
Lindoval Souza, professor de História, aposentado do Amapá.
O prédio com a arquitetura atual
da Prefeitura surgiu na administração do Governador Arthur de Azevedo Henning e
do Dr. Cleiton Figueiredo como Prefeito de Macapá, que reformaram e adaptaram o
prédio para sede do Município de Macapá.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Foto Memória de Macapá: Macapá Hotel
“O primeiro Macapá Hotel foi construído pelo governador Janary Nunes (1945) no começo da época do Território Federal. O prédio foi demolido na década de 80 pelo ex-governador Anníbal Barcellos.
A seguir foi erguida outra estrutura hoteleira que passou a ser administrada pela rede Novo Hotel.
Depois que o contrato foi encerrado o governo repassou o hotel novamente à iniciativa privada. Desta vez um consórcio administrado por empresários locais assumiu e recuperou a antiga denominação.
Com o crescimento da rede hoteleira local o Macapá Hotel perdeu um pouco do seu atrativo comercial. Daí o interesse na sua transformação em Espaço Cultural.” (Humberto Moreira)
A seguir foi erguida outra estrutura hoteleira que passou a ser administrada pela rede Novo Hotel.
Depois que o contrato foi encerrado o governo repassou o hotel novamente à iniciativa privada. Desta vez um consórcio administrado por empresários locais assumiu e recuperou a antiga denominação.
Com o crescimento da rede hoteleira local o Macapá Hotel perdeu um pouco do seu atrativo comercial. Daí o interesse na sua transformação em Espaço Cultural.” (Humberto Moreira)
sexta-feira, 31 de março de 2017
Foto Memória de Macapá: Inauguração da Praça Cívica da Bandeira, no Centro da cidade
Há 40 anos – numa quinta-feira, dia
31 de março de 1977 - era inaugurada em Macapá a Praça da Bandeira.
Na mesma área, em frente ao Colégio
Amapaense, onde, em 21 de janeiro de 1959, os amapaenses ergueram um singelo
monumento compreendendo um pilar em alvenaria, tendo no topo uma base em
concreto, encimada pelo mapa do Amapá e sobre ele três colunas partidas.
Era
uma homenagem póstuma ao deputado federal Coaracy Gentil Monteiro Nunes, ao
suplente de deputado Hildemar Pimentel Maia e ao Oficial Administrativo
Hamilton Henrique da Silva. Eles haviam falecido num pavoroso acidente aéreo na
localidade de Nossa Senhora do Carmo, região do rio Macacoary, na manhã do dia
21 de janeiro de 1958, uma terça-feira.
Nas imagens da foto acima podemos ver, que na área onde foi construído o antigo Palácio do Setentrião, havia um campo de futebol delineado por alunos do Colégio Amapaense. O espaço correspondia a um pequeno trecho do velho aeroporto da Panair do Brasil. O palaque de madeira era montado no final de agosto e desmontado após os festejos da semana da Pátria e do Território. O mastro onde a Bandeira Nacional era hasteada ficava no centro da praça.
Notam-se ainda na parte de cima da foto, ao fundo, além do telhado da Sede dos Escoteiros do Laguinho, a casa branca de altos que foi residência da família Neves Sozinho; o sobrado no meio, salvo engano era a Platon Engenharia e/ou residência do Sr. Homero Platon e na casa baixa, do mesmo modelo das construídas em Santana e Serra do Navio, morava o Sr. Mário Cruz.
Coaracy Gentil Monteiro Nunes, 45
anos; Hildemar Pimentel Maia, 38 anos; Hamilton Henrique da Silva, 32 anos.
Cada um deles estava simbolicamente representado no monumento erguido em frente
ao Colégio Amapaense, na lateral do espaço que passou a ser chamado “Praça da
Saudade”.
Sobre o assunto o historiador,
professor e blogueiro Nilson Montoril de Araújo, escreveu o seguinte:
“A Praça da Saudade não foi
convenientemente construída devido às mudanças introduzidas na gestão do
Território do Amapá a partir de 1961, e principalmente a contar de 1965." Segundo
o historiador, “o civismo apregoado pelo General Ivanhoé Gonçalves Martins
falou mais alto, e no lugar da Praça da Saudade surgiu a Praça Cívica,
cujo nome, pouco tempo depois foi modificado para Praça da Bandeira, que
nunca mais foi usada para o fim precípuo de sua edificação.“
A Praça da Bandeira, obra realizada
pela PMM, em convênio com a Polamazônia(Programas de Pólos Agropecuários e
Agrominerais da Amazônia),...
...teve o projeto elaborado por técnicos da PMM, tendo à frente o arquiteto Antônio Brito.
Antônio Brito, é funcionário de carreira do Muncípio de Macapá; saiu de lá em 1991, tendo sido tranferido para Brasília, onde está atuando até hoje, com atividades na Representação da PMM, na Capital Federal.
...teve o projeto elaborado por técnicos da PMM, tendo à frente o arquiteto Antônio Brito.
Antônio Brito, é funcionário de carreira do Muncípio de Macapá; saiu de lá em 1991, tendo sido tranferido para Brasília, onde está atuando até hoje, com atividades na Representação da PMM, na Capital Federal.
A firma construtora foi a SANECIR
Ltda, dirigida pelo engenheiro Antônio Fáscio.
Fotos: Hasteamento, Autoridades no palanque oficial, imagens da praça e técnicos - do Arq. Antônio Brito Filho
Fontes: informações e notícias repassadas pelo amigo Antônio Brito, via e-mail direto de Brasília, do amigo Rodolfo Juarez, via Facebook e do blog Arambaé, do historiador Nilson Montoril.
Fontes: informações e notícias repassadas pelo amigo Antônio Brito, via e-mail direto de Brasília, do amigo Rodolfo Juarez, via Facebook e do blog Arambaé, do historiador Nilson Montoril.
(Post repaginado e atualizado, em 31/03/2017)
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Foto Memória de Macapá: A passarela da José Serafim
Passarela situada na antiga Rua Coronel José Serafim Gomes
Coelho sobre um pantanal então existente em Macapá/AP, em 1950, que ligava o
Bairro Alto à subida do barro do Trem, no sentido norte/sul e vice-versa.
Hoje é um trecho da Rua Tiradentes.
Lembro que essa passarela, no início do ex-Território Federal
do Amapá, servia de caminho para muitos moradores, que a utilizavam para ter
acesso ao centro velho de Macapá.
Nas imagens aparecem algumas das casas situadas na lateral do
trecho.
Um dos moradores das proximidades, era um cidadão conhecido por “Samaracá”; existia também uma “vitaminosa” (amassadeira de açaí) da família
Cabral.
Se você lembrar de outros moradores pode deixar registrado
nos comentários, ou, se preferir envie para nosso whats’ap (12 981523757).
terça-feira, 12 de julho de 2016
Foto Memória de Macapá: Nos bons tempos da Fazendinha!
Na
Fazendinha de outrora......tinha praia lotada, laser, diversão e muito papo
molhado.
Para ampliar, clique na foto
Clique na foto, para ampliá-la
Neste registro de 1969 vemos quatro
beldades em volta de Aimorezinho, assim dispostas:
A partir da esquerda: Tânia;
Ivanilde Souza; Aimorezinho; Eloisa Lobato Lopes, e ao lado dela uma irmã de
Ivanilde, Alessandra Souza, filhas do saudoso radialista Agostinho Nogueira de
Souza.
RESUMO HISTÓRICO - O sociólogo Fernando Canto, conta em
seu blog canto da Amazônia, que o programa Macapá Verão começou em 1980,
realizado pelo Departamento de Turismo, que àquela época era vinculado à
Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral. O governador do Amapá era
Annibal Barcellos, o secretário da SEPLAN era o economista Antero Lopes e o
primeiro diretor do DETUR era o técnico em turismo Flávio Zírpolli, um
pernambucano muito competente.
Segundo Fernando, havia concursos
de escultura na areia, miss Macapá Verão, e shows artísticos. As pessoas
dançavam, uns faziam roda de samba, e ninguém reclamava do preço das comidas.
Os professores do DEFER, órgão responsável pela programação esportiva e
recreativa, faziam até concursos de canoagem com os caboclos ribeirinhos,
enquanto o GRUCI (origem do Corpo de Bombeiros) disponibilizava salva-vidas
para o local.
Mais tarde o arquiteto Chikahito
Fujishima assumiu o lugar de Zírpolli no DETUR. Daí muita coisa foi tirada e
acrescentada. E o Macapá Verão não parou mais de crescer. A Prefeitura
Municipal de Macapá passou a realizar a programação e se instalou em algumas
dezenas de balneários no interior do município: do Lontra da Pedreira à Vila Progresso
no Bailique, do Maruanum a São Joaquim do Pacuí e Curiaú. Sem contar os
diversos pontos da cidade como Araxá, Jandiá e Aturiá. As primeiras divulgações
eram feitas através de spots transmitidos pela Rádio Difusora, cartaz em
preto-e-branco e veiculação semanal no Jornal do Povo, onde trabalharam Valmir
Botelho e Elson Martins, sob a batuta do jornalista Haroldo Franco. Fernando conclui informando que, em 2004, os banhistas de Fazendinha foram contemplados com show de
artista nacional ao vivo (Nando Reis e Banda e artistas locais), transmitido
pela TV Cultura. (Texto: Fernando Canto)
(Post repaginado em 12/jul/2016)
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Foto Memória de Macapá: Dois momentos do velho Trapiche Eliézer Levy
Dois momentos das fases de abandono do Trapiche Eliézer Levy:
Um verdadeiro descaso!
Veja como aquele logradouro público de Macapá, sofreu fases de total abandono das administrações municipais da cidade.
Fotos: Parte integrante da obra Sê-los.
e do acervo de Rogério Castelo.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Foto Memória de Macapá: Vista aérea do Macapá Hotel e adjacências...
![]() |
| 1 - Trapiche/ 2-Pracinha/ 3-Mercadinho redondo/ 4-Praça da Matriz |
Imagens dos anos 50, da vista aérea da frente da cidade de Macapá, vendo-se em primeiro plano o antigo Macapá Hotel; o Trapiche Eliézer Levy; a Pracinha Tibúrcio Andrade; à direita, o antigo mercadinho de carne; ao fundo, o barracão da hospedaria dos imigrantes; mais acima a Praça da Matriz e o antigo prédio onde funcionou a Divisão de Educação. A esquerda do Macapá Hotel, a casa onde morou a familia do Sr. Altair Lemos.
Na rua Cândido Mendes, vemos a Casa das Cordas; Casa Fé em Deus de Isaac Menaen Alcolumbre; Casa A Parisiense; Casa Gisele e em frente, o Posto Texaco.
Na rua Cândido Mendes, vemos a Casa das Cordas; Casa Fé em Deus de Isaac Menaen Alcolumbre; Casa A Parisiense; Casa Gisele e em frente, o Posto Texaco.
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Foto Memória de Macapá: Trapiche Eliézer Levy
Nosso registro de Lembranças de Macapá, compartilhado pelo
amigo Raimundo Wilson, trás imagem do Trapiche Eliezer Levy, clicado por lentes do Foto Cruz.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Foto Memória de Macapá: Antigo Relógio do Rotary Clube de Macapá
Imagens do arquivo de Derossy
Araújo e Lúcia mostram hoje, no Porta-Retrato, registro da inauguração do
Relógio do Rotary Clube, erguido na esquina da Rua Cândido Mendes com Av. Mário
Cruz, em Macapá, ocorrida no início dos anos 70.
Na primeira foto, populares aglomeram-se
em volta ao monumento, para acompanhar a cerimônia de instalação daquele
logradouro público.
No segundo registro, imagens fotografadas
por outro ângulo.
Passados os anos, o monumento, abandonado,
acabou depredado por vândalos que inutilizaram e extraviaram todas as peças
publicitárias, em acrílico.
O vandalismo evidente no local obrigou a desinstalação
do relógio, e, posteriormente, a remoção completa de seu pedestal.
Fonte: Facebook
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Foto Memória Estudantil: Amigos reunidos na pracinha do antigo Macapá Hotel.
O Macapá Hotel tornou-se um símbolo de uma arquitetura
implantada no Amapá no seu primeiro governo.
Em frente ao prédio original construído ainda por Janary Nunes,
existia a pracinha Tibúrcio Andrade, também demolida junto com o hotel.
A insensatez
desse ato eliminou a homenagem que se prestava ao pioneiro e pecuarista
Tibúrcio Andrade, o nome da praça extinta.
Este registro fotográfico histórico foi feito entre 1959 e
1961, quando ainda existiam o hotel e a praça.
Os amigos se reuniam lá.
A partir da esquerda de quem olha a tela, sentados no encosto
do banco: o primeiro não soubemos o nome; Ernani Marinho e Laércio Monteiro.
Sentados: no mesmo sentido, o primeiro não foi lembrado o
nome, mas os outros três são Augusto Monte de Almeida (de óculos), Raimundo
Souza de Oliveira (Camarão) e o Queiroz.
O jornalista Ernani Marinho, que compartilhou a foto, tem um
detalhe curioso a ressaltar: “estão na
foto três ex-presidentes do Grêmio Literário e Cívico Ruy Barbosa, do Colégio
Amapaense: Augusto Monte, Raimundo Oliveira e Laércio Monteiro. E eu era o
Secretário Geral da UECSA, presidida pelo Haroldo Franco”.
Fonte: Memorial Amapá
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Do Fundo do Baú: Pra matar saudades!
Amiga Leonice Santos, lembrando os
bons tempos do ex-Território Federal do Amapá, compartilhou uma foto de Osmar
Marinho, publicada na Enciclopédia da Amazônia.
Imagens registram uma solenidade
cívica, realizada na antiga praça em frente ao Colégio Amapaense, no centro de
Macapá.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Foto Memória de Macapá: Revitalização da Praça Veiga Cabral
Foto de 1965, publicada em fevereiro daquele ano, na edição nº 14 da Revista ICOMI Notícias, mostra imagem da velha Praça Veiga Cabral, no centro de Macapá, com modernos jardins, boa pavimentação, postes com luzes fluorescentes e um "play ground" para a garotada.
(Fonte: ICOMI Notícias)
Este post foi publicado, inicialmente,
no sábado, 11 de julho de 2015. Contudo, estamos reeditando e repaginando hoje, para incluir um
relato importante que nos foi enviado pelo amigo, artista plástico e professor Carlos
Nilson Costa, com atuações em inúmeros cargos em administrações estaduais e municipais,
além de destacadas atuações nos meios juvenis, em sua época de estudante
secundarista:
Depoimento histórico de Carlos
Nilson Costa paraJoão Lázaro Silva em 26 de julho/2015, via Facebook:
“JOÃO LÁZARO, querido amigo, (...)
.Vc postou, com consulta na ICOMI Notícias, uma foto e comentários sobre a
revitalização da Praça Veiga Cabral. Conforme prometi a Vc vou contar uma
história importante para mim.
Contratado temporariamente pelo
Governo do Território do Amapá, buscava emprego na Prefeitura de Macapá, onde
tinha amigos como Azevedo Picanço, Altair Cavalcante de Lemos, Jacy Jansen,
entre outros. Eu era desenhista com curso de desenho técnico na Universidade
Federal do Pará, solicitava uma vaga pois não havia nenhum profissional da área
na seção de Terras. O Prefeito era Azevedo Limonche e eu não me dava bem com os
"revolucionários" da época.
Perguntado o que eu sabia fazer
informei ao prefeito que sabia fazer projetos e pequenas obras. De pronto o
Prefeito me desafiou dizendo: Tenho uma obra mas, não tenho dinheiro pra fazer.
Se o senhor topar o emprego é seu. Não dou nada, só emprego, sentenciou.
Perguntei o que era e ele respondeu que era a Praça da Matriz. Não sei por que
respondi que topava. Aí ele me deu três meses e pessoal para a construção.
Convoquei o pessoal e duas
brilhantes pessoas: Mestre Paulo e Mestre Amaral, pai do Enildo, além do
topógrafo mestre Britinho e grande ajuda do Sacaca, mais tarde grande colega de
trabalho na Seção de Terras. Ajudaram também o fiscais Timóteo e Gaivota.
Uma empresa fazia serviços para a
PMM, a Sá Barreto, que também cedeu quatro operários.
A ICOMI possuía uns duzentos sacos
de cimento endurecido que atendendo a meu apelo através do senhor Freire, cedeu
o cimento, que foi triturado no piso da Barraca da Santa com um rolo compressor
da Prefeitura. Sá Barreto deu areia,a Olaria os tijolos e eu fiz o projeto e
dirigi a construção. O desenho da calçada lembrava as ondas do majestoso Rio
Amazonas. A Rua São José e a Avenida Presidente Vargas foram alargadas para
servir de estacionamento para o ponto de Táxi, na Praça.
Foi colocada uma cabine para o telefone do Calhambeque (Tomé Nascimento das Chagas) e de outro que se não me falha a memória, era do nosso grande personagem pioneiro a quem o Amapá muito deve: Jarbas Gato, meu amigo. As mangueiras ficaram, assim, fora da calçada da Presidente Vargas. Lá foram colocados uns brinquedos. As alamedas no interior da praça formavam as iniciais CNC, de meu nome, que minha juventude me fez colocar. O parque ficava no C.
Foi colocada uma cabine para o telefone do Calhambeque (Tomé Nascimento das Chagas) e de outro que se não me falha a memória, era do nosso grande personagem pioneiro a quem o Amapá muito deve: Jarbas Gato, meu amigo. As mangueiras ficaram, assim, fora da calçada da Presidente Vargas. Lá foram colocados uns brinquedos. As alamedas no interior da praça formavam as iniciais CNC, de meu nome, que minha juventude me fez colocar. O parque ficava no C.
Para ajardinar contei com a
coordenação ímpar do brilhante e saudoso grande amigo Natan de Carvalho. Tinham
até roseiras. A arborização é dessa época e até hoje desafio que a praça alague
com chuva. A drenagem abrange toda a área da praça e está debaixo da terra
desaguando na Cândido Mendes.
A Pedra de manganês, de três
toneladas e meia está enterrada com um metro e trinta de profundidade. Foi
doada pela ICOMI através de seu Freire. Veio da Serra de Navio num trole,
chegando às 16 horas e logo colocada. Foi um aparato de máquinas. Todo mundo
ajudando. Fiquei com o emprego e o Azevedo foi meu chefe.” (Carlos Nilson Costa)
(Renée de Azevedo Limmounche foi prefeito de Macapá no período de agosto de 1964 a abril de 1965)
terça-feira, 2 de junho de 2015
Rua Cândido Mendes, em 1950
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| Para melhor visualização clique na imagem para ampliá-la. |
Nesta imagem de 1950, recortada de
uma foto, que mostra como era a Rua Cândido Mendes, próximo à antiga doca da Fortaleza,
pode-se observar, do lado direito, o sobrado onde funcionou o Rex Hotel. Ao fundo à esquerda aparece a imagem do Frigorífico Municipal. A ponte sobre o Igarapé da Fortaleza, já existia.
(Imagem: Reprodução / Acervo histórico do Município de Macapá)
Clique na imagem para ampliá-la
Ano 1950 - Aterro da rua Cândido Mendes próximo à Doca da Fortaleza.
Foto original.
(Post originariamente publicado em 01/12/2010)
(Reeditado e repaginado em 02/junho/2015)
Foto original.
(Post originariamente publicado em 01/12/2010)
(Reeditado e repaginado em 02/junho/2015)
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Foto Memória da Cidade; a antiga Rua Cândido Mendes, antes dos incêndios
Trazemos hoje mais duas fotos compartilhadas pelo amigo Mario José Andrade da Silva.
Imagem da Rua Cândido Mendes do lado esquerdo de quem vai no sentido sul, para a Fortaleza de Macapá, antes do asfaltamento e dos incêndios.
Foto publicada em 12 de abril, passado, mostra o lado direito da Rua Cândido Mendes, no sentido Norte Sul.
Imagem do acervo dos amigos
Derossy & Lúcia que com outras mais, foram publicadas no livro Sê-los.
É
uma obra sobre Fotografias e Memórias.
Derossy Araújo da Silva é um dos
autores, e colaborou com seu arquivo de fotos e poesias.
Fonte: Memorial Amapá
(Post reeditado e repaginado em 22/05/2015)
(Post reeditado e repaginado em 22/05/2015)
sábado, 28 de março de 2015
A antiga Praça do Sapo hoje, Floriano Peixoto
(Reprodução de arquivo)
Clique na imagem para ampliá-la
Ano 1966 - Esta foto mostra como era a área hoje ocupada pela Praça Floriano Peixoto, no bairro do Trem.
Por seu aspecto alagado a população apelidou o local de "Praça do Sapo" ou "Lago do Sapo".
Era feio e mau cheiroso pois as pessoas costumavam fazer do local, uma verdadeira lixeira pública.
A área era um pântano devido a presença de um olho d'água.
A área era um pântano devido a presença de um olho d'água.
(Foto: Contribuição do amigo Olivar Cunha, via e-mail)
Na foto de Olivar Cunha vemos a antiga baixada da Praça do Sapo, tendo ao fundo a caixa dágua da CAESA que localiza-se na pracinha da Faculdade Estadual do Amapá (antigo IETA), no centro de Macapá.
Nessa direção passa atualmente a rua General Rondon.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Depois o local ficou assim...
(Foto: Reprodução: Imagens de arquivo)
Depois assim...
(Foto: Reprodução/Google imagens)
(Foto pertencente à Galeria da Prefeitura Municipal de Macapá)
Após o saneamento e a pavimentação da Praça em 2009, o local virou atração turística com a criação de dois lagos com calçamento para saudáveis caminhadas e pedalinhos para passeios.
(Repaginado em março de 2015)
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
A BANCA CANARINHO é Área de Preservação Cultural de Macapá
A Banca Canarinho, todos conhecem, mas ninguém sabe onde fica.
Texto: Édi Prado
E não adianta perguntar nem para os
frequentadores assíduos, que batem cartão todos os domingos. Mas se quiserem
saber onde é a Banca do Dorimar, ahhhhhhh, sim! Ela é a referência
inclusive da Praça Veiga Cabral, criada oficialmente junto à instalação da Vila
de São José de Macapá, em 04.02.1758.
A história da Banca do Dorimar começa
em 19.03.1974. Dia do Padroeiro São José. Tudo começou quando o
paraense, Dorimar Marques Monteiro, do município de Vigia
no Pará, que chegou ao Amapá em 1955, decidiu deixar o emprego na Indústria e
Comércio de Minérios (Icomi).
Ele, que era garçom do restaurante executivo, em
Serra do Navio, estava insatisfeito. E não havia
oferta de emprego melhor que a multinacional Icomi. O cunhado dele, Chico
Leite, era proprietário da Agência Zola. A maior livraria e revistaria da
cidade na época. E vendo a angústia de Dorimar resolveu oferecer uma banca de
revistas para ir se arrumando.
Depois de muito pensar aceitou o
desafio. Chico Leite mandou buscar uma banca de Belém e a instalou na
Rua Cândido Mendes, com a Presidente Vargas. No lugar oposto de onde está
hoje. Era concorrente para o Nena Leão que já estava absoluto no mercado.
A esposa dele, Ana Maria Pontes Monteiro, abraçou a causa e foi trabalhar
com ele na banca. “Ela sempre foi meu esteio que me dá segurança e me
apoia nas decisões”, revela Dorimar.
“A banca não tinha nome.
Era tempo de Copa do mundo de 1974. A Seleção Canarinho estava em
toda a parte e cantada em versos, prosas e samba. Taí um bom nome: Banca Canarinho”,
relembra o batismo.
No início, a banca era do tipo
itinerante e de metal. No caso de fiscalização é só transferir para outro
lugar.
Depois se mudou definitivamente para onde está hoje. Após 15
anos de funcionamento, construiu uma banca em alvenaria, dando um
novo visual na esquina da Avenida Presidente Vargas e Rua Cândido Mendes, na
Praça Veiga Cabral. No ano de 2000, quando Anníbal Barcellos era prefeito da
cidade de Macapá, a Banca do Dorimar foi instituída como
Área de Preservação Cultural, através da Lei nº 1062/2000-PMM. Pronto. Estava
seguro e legalmente assentada a Banca Canarinho, que sempre é chamada
de "do Dorimar".
“Foi daqui deste trabalho que eduquei
meus filhos, fiz várias amizades e formei outra grande família de clientes. Nem
vou citar nomes. Sei que posso esquecer um montão. Recordo do tempo
em que era representante do O Liberal. O jornal chegava lá
pelas 11 h da manhã. Era o único voo. E desde as 9 h já tinha gente esperando o
jornal chegar. E foi criando o hábito do pessoal de vir aos
domingos para a Banca conversar, trocar figurinhas e se atualizar dos
fatos da cidade”, relembra.
Além disso, a banca já
rendeu bons frutos a Dorimar . Alguns títulos e comendas, como o Título
Honorífico de Cidadão Macapaense, concedido pela Câmara Municipal de Macapá;
Título de Honra ao Mérito, da Assembleia Legislativa do Amapá, Honra
ao Mérito da Associação Comercial do Amapá (ACIA) e o Prêmio de Maior
Vendedor de Jornais, concedido pelo Jornal do Dia, prêmio que faz
coleção. “Ainda vou mandar fazer um grande painel com as fotos dos
frequentadores, como homenagem e reconhecimento pela fidelidade”, sonha Dorimar.
E não só de livros e revistas e venda
de bilhetes para shows, futebol e outras atrações, vive a Banca do Dorimar.
Além de se transformar em ponto
de encontro de artistas, jornalistas, radialistas e gente do povo que
se mantém atualizado, além dos intelectuais da cidade de Macapá. Por ali
trafegam milhares de pessoas em busca de informação, entretenimento, ou
simplesmente uma pausa embaixo das frondosas mangueiras.
Quando completou 40 anos
da Banca do Dorimar, houve uma grande festa popular
aproveitando os festejos do Padroeiro São José. Foi promovido o
encontro de gerações e culturas diversas. O Sarau foi marcado pelo
encontro das matrizes culturais amapaense e brasileira, que ecoaram em forma de
batuques e poesia pelos arredores da Praça.
A abertura foi realizada pelo grupo
tradicional Berço do Marabaixo, seguido pelo Grupo Folclórico Amigos
da Toada, que trouxe para o sarau a apresentação intitulada “Tambor de bem
querer”, uma homenagem à miscigenação da cultura local.
Teve de tudo como se fosse um grande
arraial cultural. A Cia. de Dança Afro Baraká reforçou a matriz africana com
coreografias resultantes de aprofundadas pesquisas coletivas. A poética
ficou por conta do Movimento Poesia na Boca da Noite, que
estendeu o pano estampado na praça e os integrantes distribuíram poesias
aos quatro ventos. Houve também a exposição de telas do pintor
Miguel Arcanjo que retratam a biodiversidade da paisagem local. No mesmo
estande, o “Capitão Açaí” satirizava os super-heróis com uma pitadinha de sabor
regional, obra de Ronaldo Rony.
A programação atraiu a atenção das
pessoas que transitavam pelo centro comercial de Macapá, muitas se juntaram à
roda de festejos e permaneceram por lá até o encerramento com as apresentações musicais: Zé Maria Braga, Mayara Braga e
outras atrações.
Fonte: Seles Nafes.com
RESUMO HISTÓRICO - A primeira banca de revista da capital
amapaense, surgiu ao lado do Clip Bar, em frente ao Mercado Central de
Macapá.
Foi montada pelo empresário Francisco de
Assis Monteiro Leite que conta detalhes de sua iniciativa:
"Eu fiz uma banquinha de madeira, pedi licença da PMM para colocar uma banca de revista e o banqueiro era o Nena Leão. Depois tiramos a banca de fora do Mercado e a instalamos dentro; era a maior e mais completa de Macapá. A segunda banca, a primeira de alumínio, foi instalada na Praça Veiga Cabral, onde tinha o terminal de transportes para Santana e aí foram disseminadas na cidade". (Fonte: Tribuna Amapaense)
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Memória da Cidade - Praça Floriano Peixoto, em Macapá
Este
era o aspecto da praça Floriano Peixoto no bairro do Trem, em 1996.
Por muitos anos ela
passou por um período de total abandono, transformando-se numa verdadeira
lixeira a céu aberto.
Desde 2009, quando foi revitalizada, tornou-se um dos
cartões postais de Macapá.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Quase que elas viram Manchete
Em recente estada em solo
macapaense, encontrei num quadro, esta relíquia, sem data - que pertencia ao
arquivo da família Jucá, doada em vida, pelo saudoso Meton Jucá Jr., falecido
recentemente - e que hoje faz parte da galeria histórica, exposta nas paredes do
famoso Bar Du Pedro, no Mercado Central de Macapá.
Na imagem encontram-se anotadas as
seguintes informações: a jovem em
primeiro plano portando um fuzil sobre o baluarte São José, é Eleanora Batista,
filha de Francisco Aymoré Batista, inspetor da Guarda Territorial.
Na entrada do baluarte,
encontram-se as então senhoritas Sônia Costa(blusa branca), filha do também inspetor, Costa,
da GT e Maria Emília Jucá(blusa de listas), filha do senhor Meton Jucá, na época Administrador
do Mercado Central.
Ao fundo o prédio do Mercado
Central de Macapá, que abriga até hoje o Bar Du Pedro, Administrado por seu
filho Luiz.
Indagada, via Facebook, sobre a foto, a
senhora Eleanora, que hoje mora em
Brasília, lembra ter sido convidada, juntamente com suas amigas, para posarem
em algumas fotos que seriam usadas para ilustrar uma reportagem da Revista Manchete, que estava com sua equipe, na cidade colhendo a matéria, mas não se
recorda de ter visto nada a esse
respeito, publicado na revista.
Dona Eleanora Kzan, esposa do Profº Kzan, mora
em Brasília com a família; Sônia Costa, irmã do Profº Carlos Nilson, reside em
Macapá e Sra Maria Emília, esposa do jornalista Ernani Marinho. reside em
Belém, com a família.
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