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terça-feira, 14 de outubro de 2025

MACAPÁ DE MINHAS MEMÓRIAS > DUAS LEMBRANÇAS DE MEU ACERVO

Há momentos que o tempo não apaga — ficam guardados na alma, nítidos como se tivessem acontecido ontem. O Carnaval de 1985 foi um desses capítulos especiais da minha trajetória. 

Naquele ano, o disco de Sambas de Enredo de Macapá foi gravado nos Estúdios Havaí, no Rio de Janeiro, reunindo cantores amapaenses e músicos cariocas sob a direção artística do talentoso Dominguinhos do Estácio.

Tive a honra de integrar a comissão responsável pela produção, atuando como auxiliar de Dominguinhos, que havia sido contratado pela Prefeitura de Macapá para coordenar todo o projeto. Foram dias intensos de aprendizado, convivência e encantamento com o universo da gravação profissional — um verdadeiro mergulho na arte do som.

Na primeira imagem, apareço sentado à mesa de gravação. Nesse momento, ouvíamos as matrizes já gravadas e editadas do disco de Sambas de Enredo de Macapá — a etapa final antes da prensagem. Um instante de escuta atenta, emoção e dever cumprido.

Na segunda imagem, registro outro momento marcante dessa experiência. O técnico de som, com toda a paciência e generosidade, me explicava o funcionamento dos equipamentos de gravação, mixagem e edição das músicas. Foi um aprendizado valioso, que levo comigo até hoje, não apenas pelo conhecimento técnico, mas pela beleza do encontro humano e pela partilha de saberes.

Essas duas imagens, guardadas com carinho no meu acervo de memórias, me transportam de volta àquele estúdio, ao som das fitas girando e às vozes que ecoavam com tanta emoção. Foram dias que moldaram não apenas um disco, mas também parte da minha história e do amor que carrego pela música e pela cultura do Amapá.

Imagens: Arquivo Pessoal de João Lázaro

sábado, 20 de fevereiro de 2021

MEMÓRIA DO CARNAVAL DE MACAPÁ: O BAILE DOS SONHOS NOS CARNAVAIS ANTIGOS DA CIDADE

 Por Humberto Moreira

Macapá já foi uma cidade onde os clubes sociais faziam muito sucesso. Antes da explosão do carnaval de rua, as maiores atrações eram os bailes carnavalescos espalhados pela cidade, que reuniam a fina flor da sociedade macapaense. 

Havia temporadas de carnaval no Esporte Clube Macapá, Amapá Clube, Trem, Círculo Militar e ainda em Vila Amazonas e no Independente de Vila Maia. O carnaval das Escolas de Samba sofria com o preconceito. A sociedade de então não permitia que “moças de família” saíssem no carnaval de rua.

Sendo assim os clubes ficavam entupidos de foliões. Famílias inteiras frequentavam os salões em temporadas que começavam no sábado gordo e iam até terça-feira. Além dos bailes para os adultos, havia também festas para a criançada. Quem comprava a temporada toda tinha o direito de levar os filhos no domingo e na terça durante o dia.

E haja conjunto musical para aguentar os quatro dias de folia. 

Dentre os grupos da época havia um que era o mais requisitado: OS COMETAS. “Amélia”, “Aurora” e “Me dá um dinheiro aí” eram obrigatórias no repertório para fazer a galera enlouquecer no salão.

As festas tinham intervalo. Quando dava uma hora da manhã o baile parava, como num intervalo do jogo de futebol e os presentes tinham um merecido descanso, enquanto aproveitavam para um flerte sem compromisso. Depois de 40 minutos o frege continuava sem nenhuma desavença. Quem se excedesse era colocado pra fora da sede. Macapá era uma cidade entre as fronteiras do Pacoval e do Beirol. Dava para frequentar dois bailes por noite. Se o freguês não se agradasse podia tranquilamente mudar de salão.

Havia também uma tradição na terça-feira Gorda, com os foliões do Esporte Clube Macapá deixando a sede junto com a banda, para se encontrarem com o grupo que saia do Círculo Militar. Geralmente a turma se misturava na Praça Barão e o carnaval seguia até amanhecer o dia à base de muitos Cuba Libre.

Houve também um período que a moda era passar a temporada no Santana. O clube de Vila Amazonas era aconchegante e muito organizado. Comida e bebida eram de primeira e Os Milionários R5 era um conjunto sensacional. Os mais ousados iam mais longe. Subiam a Serra do Navio e iam passar o carnaval no Manganês Esporte Clube.

Com o declínio dos clubes sociais e o desaparecimento da maioria deles o carnaval de salão também foi perdendo a força. Restaram algumas promoções que não fazem o sucesso de antigamente. 

Das agremiações somente o Trem ainda mantém o Baile Rainha das Rainhas. O resto se perdeu no tempo. Num tempo em que Macapá era uma cidade muito mais feliz.

Fonte: Facebook

domingo, 29 de novembro de 2020

LEMBRANÇAS: AMIGOS DE MACAPÁ

Amiga e colega de faculdade, Carmem Maia, aniversaria neste domingo (29) e recebe os parabéns de parentes, amigos e familiares!

Prof. Carmem, curte sua merecida aposentadoria, depois de muitos anos dedicados ao magistério amapaense.

Foi Secretária de Educação e Cultura do Município de Macapá, entre outros cargos.

Nossa Foto Memória de hoje tem nas imagens os amigos Rosa Costa, Júlio Barriga e Carmem Maia, num carnaval na década de 1960, na antiga sede do Aeroclube, em Macapá.

Boas lembranças!

Foto: Arquivo pessoal de Carmem Maia

Fonte: Facebook

terça-feira, 25 de julho de 2017

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro José Figueiredo de Souza - Savino

José Figueiredo de Souza - Savino
Foto: Reprodução / Do site selesnafes.com
O Pioneiro JOSÉ FIGUEIREDO DE SOUZA – “SAVINO”, natural de Terra Santa, distante oito horas de barco da sede de Óbidos, no estado do Pará, veio ao mundo num sábado, em 15 de maio de 1937.
Savino teve uma infância cheia de dificuldades. Primeiramente, foi doado pelos pais Lourenço e Elza, para o tio Brito Souza, que residia em Terra Santa.  O tio, por sua vez, passou a guarda da criança para os italianos João Nepomuceno Pereira e Mafalda Trieste Savino, sob condição de que ficassem com a criança, mas não poderiam sair de Óbidos. O compromisso não foi cumprido, e poucos anos depois, sorrateiramente, o casal de italianos saiu de Óbidos para Belém do Pará. Ali ficou por pouco tempo, até se mudar para Macapá, estabelecendo-se com a casa comercial “Ganha pouco”, na esquina da Rua São José com a avenida General Gurjão. O “Savino” veio da mãe adotiva que tinha esse sobrenome.
Depois a mãe Mafalda foi acometida de tuberculose. Por recomendação médica, a família - que já tinha outros filhos - foi aconselhada para que se mudasse para a cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, onde existia um hospital de referência em tratamento para aquele mal. Savino, o adotado, já adolescente ficou em Macapá, sob a guarda de Mestre Humberto, um homem chegado a amparar infantes em situação de risco social. Sua família, nunca mais regressou ao Amapá.
Em Macapá cursou o ensino primário na Escola Barão do Rio Branco, o ginasial no Colégio Amapaense e o curso técnico em contabilidade no Colégio Comercial do Amapá.
Graduou-se em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e especializou-se em natação e educação física pela Fundação Getúlio Vargas.
Seu primeiro emprego foi como bolsista da Divisão de Produção do então Território do Amapá, no governo de Janary Nunes. Nessa atividade, ajudou no plantio das primeiras mangueiras na Av. Iracema Carvão Nunes e na praça Barão do Rio Branco.
Na década de 60, ainda estudante, foi presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Comercial do Amapá e da UECSA – União dos Estudantes Secundaristas do Amapá.
Em 1965, juntamente com um grupo de amigos, funda A Banda, que se tornaria anos depois o maior bloco de rua da região norte. Engajado e combativo ativista político contra o regime militar, nos anos de chumbo, chegou a ser preso na Fortaleza de São José, junto com Amauri Farias e Elfredo Távora. Foi levado ao DOPS, para prestar esclarecimentos e depois solto por intervenção do bispo de Macapá, Dom Aristides Piróvano. Após esses fatos, viajou para o Rio de janeiro para se especializar em educação física, sua grande paixão e atividade esta que, estaria diretamente vinculada a sua vitoriosa carreira como educador e desportista.
De volta ao Amapá, no início dos anos 70, já graduado em Educação Física, vai trabalhar como assistente do professor Irineu da Gama Paes e monitor nas escolas Azevedo Costa e Castelo Branco nessa disciplina. Devido à sua dedicação e desempenho na atividade, é convidado pelo secretário de educação à época, Geraldo Leite para estruturar a Divisão de Educação Física do então Território do Amapá. Sempre atuante na área, é nomeado coordenador do curso para formação de Monitores de Educação Física por Ivanhoé Gonçalves Martins, governador à época.
José Figueiredo, ainda exerceu o cargo de Secretário executivo de educação na gestão da professora Elza Brandão. Foi membro do Conselho de Cultura e também de Educação.
A convite de Homero Platon, delegado do SESI no Amapá, vai ministrar aulas de educação física. Nessa instituição, ascende ao cargo máximo de superintendente, e pela brilhante atuação nessa função, é nomeado para Coordenador das Superintendências do SESI na região norte.
Em meados da década de 70, criaria o Copão da Amazônia de Natação, competição esta que, reunia a nata dos nadadores da região.
Entre outras atividades esportivas, foi também árbitro de futebol.
SAVINO retirou-se da vida pública na década de 90, com relevantes serviços prestados ao desporto e à educação do Estado.
José Fiqueiredo de Souza, é um homem realizado. Casado há 49 anos com a professora  Zulma, uma católica praticante, tem os filhos Heldio, engenheiro e Helder, advogado, além da querida Sacha. Fora do casamento Savino tem também o filho advogado Marcelo.
JOSÉ FIGUEIREDO DE SOUZA, por esses feitos, foi justamente homenageado como um notável edificador pelo Memorial Amapá.
(Última atualização às 23h45min)
Fontes consultadas: Memorial Amapá e Revista Diário

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Foto Memória: Carnavalescos Amapaenses, no Rio de Janeiro

Nossa Foto Memória de hoje, registra o momento em que, três, dos quatro intérpretes dos Sambas Enredo do Carnaval Amapaense de 1985, visitavam os Arcos da Lapa, na Cidade Maravilhosa. Eu, João Lázaro, estava na Coordenação da equipe que foi dirigida em Studio pelo carnavalesco Dominguinhos do Estácio.
A partir da esquerda: João Lázaro, Humberto Moreira, Beloca e Manoel Sobral.
Foto: Acervo pessoal de João Lázaro.

domingo, 16 de abril de 2017

Foto Memória do Carnaval Amapaense: Gravação dos Sambas Enredo, no Rio de Janeiro

As primeiras gravações de Sambas Enredo, do  Carnaval de Macapá, tiveram início em 1982.
O Governo do ex-Território Federal do Amapá firmava convênio com a Prefeitura de Macapá, que organizava as Comissões Especiais para coordenar e realizar as gravações dos Sambas Enredo.
Nos primeiros três anos -  1982, 83 e 84 – as gravações foram realizadas na  Capital Paraense. A partir de 1985, em diante, passaram a ser gravadas no Rio de Janeiro.
Intérpretes amapaenses chegando ao Galeão recepcionados por Dominguinhos do Estácio. 
O arquiteto Chikahito Fujishima, viajou no mesmo voo, mas não integrava o grupo oficial.
As Fotos Memória de hoje, trazem registros de vários momentos dos carnavalescos amapaenses, na Cidade Maravilhosa.
Humberto Moreira, intérprete da Escola de Samba "Piratas da Batucada"
Manoel Sobral, intérprete da Escola de Samba "Maracatu da Favela"
Neck, intérprete da Escola de Samba "Boêmios  do Laguinho"
Beloca, intérprete da Escola de Samba "Solidariedade"
Os interpretes das respectivas Escolas de Samba, clicados quando realizavam seus ensaios nos Studios das gravações, sob a Direção do consagrado carnavalesco carioca, Dominguinhos do Estácio.
Eu (João Lázaro), tive a oportunidade de participar da Comissão Organizadora desde 1982 até 1987, período em que a Prefeitura de Macapá, tinha essa incumbência, na cidade.
A partir do ano seguinte, com o advento do Estado, o Governo do Amapá, assumiu a responsabilidade pelas gravações dos discos de carnaval.
Fotos do acervo pessoal de João Lázaro.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: o Pioneiro Altair Cavalcante Lemos

ALTAIR CAVALCANTE LEMOS, nasceu em 11 de janeiro de 1932, em Macapá. Filho de Cícero Lemos e Carmosina Cavalcante Lemos, primeira mulher a ser tabeliã no Cartório Jucá. ALTAIR teve dois irmãos, Altamir e Maria da Consolação, já falecidos.
Sempre dedicado aos esportes, ALTAIR estudou no Colégio Amapaense, por quem defendeu as cores da escola como jogador de basquete. Na quadra se destacava pela altura; tinha 1m85 e muita habilidade com a bola. Foi campeão pelo Colégio Amapaense em várias edições dos jogos escolares. 
Seu primeiro emprego “oficial”, foi no Governo Territorial, no SAG – Serviço de Administração Geral. Lá desenvolveu várias atividades e formou, junto com os amigos da “repartição”, um time de basquete que era a sensação das quadras. Onde o Time da Estatística jogava, a presença feminina era dominante.
ALTAIR trabalhou ainda na Prefeitura de Macapá, no setor de Finanças. Nessa época, junto com alguns amigos do trabalho e do carteado, criaram a TURMA DO BURACO, uma espécie de ambientalistas da época. Foram eles que plantaram as primeiras mangueiras no centro de Macapá. Fizeram a arborização da Praça do Barão, avenidas Presidente Vargas, Mendonça Furtado, Iracema Carvão Nunes, entre outras.
Ainda com o gás da juventude ALTAIR trabalhou no Sindicato dos Conferentes, onde atuava como fiscalizador nos navios que levavam Manganês do Porto de Santana.
ALTAIR era torcedor do Leão da Avenida FAB, o azul e branco Esporte Clube Macapá. No time do Macapá, ALTAIR jogou como goleiro por diversas temporadas. Essa paixão pelo Macapá, atravessou para o Clube do Remo, em Belém.
Mas como nem só de trabalho vive o homem, ALTAIR também gostava de jogar baralho com os amigos. Foi da mesa do carteado, jogado nos finais de semana na sede do Amapá Clube, que junto com Amujacy, Jarbas Gato, Zé Maria Frota e Aderbal Lacerda, saíram em uma manhã do carnaval de 1965, fantasiados com roupas, perucas e maquiagens das esposas para as ruas do centro de Macapá. 
Com uma enorme faixa escrito BLOCO DOS INOCENTES, os amigos barbarizaram a terça-feira gorda e chamaram a atenção por onde passavam.  Em 1964, os mesmos amigos “INOCENTES” criaram o Bloco A BANDA. Por seu porte físico, ALTAIR foi coroado como o REI MOMO DO CARNAVAL. O 1º na história do carnaval amapaense, diga-se.
Como bom boêmio, ALTAIR gostava de festas e criou uma banda de música, onde tocava bateria usando o pseudônimo de “Roberto”. Tocava nos bailes da Assembleia Amapaense.
Em maio de 1954, ALTAIR se casou com Graça Lemos, com quem teve cinco filhos: Nilton Mauro, Paulo Cezar, Antônio Sérgio, Gláucia Maria e Tica Lemos. Paulo Cezar, conhecido como Paulão que também brilhou nas quadras como jogador de basquete, faleceu em junho de 2002.
Em dezembro de 1969, ALTAIR sofreu um enfarte. Foi levado para Belém, mas, na tarde do dia 28 de dezembro, não resistiu a uma parada cardíaca e faleceu, aos 37 anos. Em dezembro de 2016, completam-se 47 anos que ele partiu para a morada eterna, deixando muitas saudades para parentes e amigos.
(Texto e informações de Tica Lemos, filha do biografado)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Bons tempos da Piscina Territorial

A foto de hoje foi compartilhada pela amiga Graça Pennafort.
O registro é do ano de 1960, num baile carnavalesco na Piscina Territorial, em Macapá.
Em volta à mesa a partir da esquerda: as professoras Dóris Pennafort e Ivone Silva; jornalista Hélio Pennafort; professora Maria de Nazaré Rodrigues e Antônio Cordeiro Pontes.
À mesa o inesquecível Flip Guaraná.
Fonte: Facebook via Memorial Amapá

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro Jeconias Alves de Araújo

JECONIAS ALVES DE ARAÚJO - carnavalesco, poeta e esportista, filho de Zacarias Alves de Araújo e Odália Vieira de Araújo, era paraense, natural de São Miguel do Guamá, onde nasceu a três de dezembro de 1941. Estava com seis anos de Idade quando seus pais decidiram mudar para Macapá. Seu Zacarias era correeiro(feitor de correias) de méritos inegáveis e estava encontrando dificuldades para desempenhar suas atividades de curtir couros bovinos em São Miguel do Guamá. A transferência da família aconteceu em 1947, ocasião em que os trabalhos de restauração da Fortaleza já estavam quase concluídos e diversas atividades governamentais eram desenvolvidas na fortificação. Foi em busca de melhores condições para sustentar a família. Sem ter onde morar ficou alojado em duas quartinas (casamatas) da Fortaleza São José. Ao lado do forte, entre os baluartes Madre de Deus e São Pedro funcionava o matadouro da cidade, local onde Seu Zacarias visitava frequentemente para recolher o couro das rezes abatidas a fim de curti-los. No citado monumento histórico estava instalada a oficina do Jornal Amapá, órgão de imprensa do Governo do Território Federal do Amapá. Ainda criança, Jeconias se encantou com as máquinas e com as atividades dos gráficos. Moleque esperto passou a prestar diversos serviços aos funcionários, de recados à compra de merenda. Ao completar 12 anos foi admitido como aprendiz e chegou ao posto de diretor, cargo no qual se aposentou. A família Alves de Araújo já residia perto da sede dos Escoteiros do Mar Marcilio Dias, no Trem, quando Jeconias ingressou no Atlético Latitude Zero, como goleiro.  Alto, mas desengonçado ganhou o apelido de Pintão (ou filhotão de pinto). Nem a tradição Pentecostal cultivada principalmente por sua genitora impediu que Jeconias gostasse dos folguedos populares, notadamente do carnaval. Seu nome é sinônimo de folia na Associação Piratas da Batucada. Excelente compositor contribuiu para que a escola sempre brilhasse em suas apresentações. Adorava fazer versos, entre eles os que relatam passagens marcantes de Macapá. Por recomendação médica precisou deixar de lado muitas das suas atividades e decidiu ir morar em Mazagão Velho. Na vila histórica do rio Mutuacá construiu uma nova casa. Ele foi o idealizador do prédio fez os primeiros tijolos de cimento e orientou os pedreiros a que sequenciassem a produção. Para poder tocar a obra estafante, Jeconias morava na casa do Cristiano Barreto, que foi juiz de futebol. No dia 20 de outubro de 2007, por volta das 12h15min, Jeconias partiu para a eternidade. Seu corpo foi velado na Capela Santa Rita e sepultado no Cemitério São José (Buritizal), após as 16 horas. Ele iria fazer 66 anos de idade. 
Texto de Nilson Montoril de Araújo, adaptado ao Porta-Retrato
Fonte: Facebook

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Do Fundo do Baú: Memória do Carnaval de Salão, em Macapá

Click do carnaval de 1967 – na sede da Assembleia amapaense (prédio do Aeroclube). 
Membros do Saci Clube: a partir da esquerda, jovens Roberto Bandeira, Lucinha Sodré, Antônio Redig, Carlos Nilson Costa e Célia (dos Cometas).

sábado, 20 de setembro de 2014

A Pioneira Francisca Chagas de Araújo Monteiro - Chicona

O Porta-Retrato, presta uma homenagem póstuma à Pioneira Francisca Chagas de Araújo Monteiro; falando assim ninguém a conhece, mas se disser que ela é a Chicona, todo mundo se lembra da boneca da banda, que foi criada para homenageá-la.


Francisca Chagas de Araújo Monteiro - A Chicona -  filha de Teodorico da Silva Monteiro e Jesuína de Araújo Monteiro, nasceu no dia 15/12/1938, na localidade de Itatupan, (Moura Sacramento) Muncipio de Gurupá-PA.
Trabalhou desde 17 anos (1955) no Hospital Geral de Macapá.
Faleceu dia 14/09/1999, aos 61 anos de idade, e foi sepultada no Cemitério N. S. da Conceição, no Centro de Macapá.
Fonte: Informações repassadas por seu filho Adriano Araújo Jorge, via Facebook.
Fotos do acervo da família.







terça-feira, 4 de março de 2014

Do Fundo do Baú: Memórias do Carnaval Amapaense - Blocos de Sujos

Os cinco foliões descontraídos da primeira foto, eram presença constante nos carnavais de rua de Macapá, antes da criação do Bloco "A Banda", que desde 1965 arrasta multidões na terça-feira gorda de Carnaval.
São eles, a partir da esquerda: Altair Cavalcante de Lemos(de branco - falecido), os irmãos Agostinho e Amujacy Borges de Alencar(short-falecido)), José Monteiro Leite(Lelé - de branco e bermuda), e o Andorinha.
Na foto abaixo um bloco de jovens, com fantasias estilizadas que também circulava pelas ruas da cidade na época momesca:
Entre os brincantes só conseguimos identificar o primeiro(com tambor) - José Cohen e o 3º da mesma fila, (sem chapéu) Otávio Nery. 
Quem conhecer os demais, por gentileza, nos informar nos comentários ou por e-mail - jolasil@gmail.com).
Fonte: Revista ICOMI NOTÍCIAS

segunda-feira, 3 de março de 2014

Especial: Carnaval

A amiga Josie Remedios nos enviou duas fotos sobre o carnaval dos anos 60, em Macapá:
A primeira do Carnaval de 1961, apresenta  a modelo Irene Remedios, irmã da Josie, com a fantasia "Arco Iris".
Na segunda foto, imagens das amigas Taty Seara, Josie Remedios e Célia Seara, no Carnaval de 1963, em Vila Amazonas-Santana/AP.

Veja a seguir alguns posts sobre o Carnaval de Macapá, publicados anteriormente:
Clique nos links abaixo e saiba mais detalhes sobre:

1 - Como tudo começou?
2 - Quem foi o Barrigudo?
3 - Quem foi Altair Lemos?
4 - Alice Gorda a Eterna Rainha do Carnaval
5 - Carnaval de salão

(Última atualização, às 04 horas)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Memória do Carnaval Amapaense: "Tricolores da Folia"

O bloco Tricolores da Folia foi criado por Mestre Vagalume e trabalhadores da construção civil quando o Amapá desmembrou-se do Pará, nos anos 40.
Tempos depois, transformou-se em escola de samba, cujo pavilhão trazia as cores azul, preto e branco. (Foto)

Em dezembro de 1957, na casa de Tia Gertrude, no bairro da Favela, a escola ganhou vida nas mãos dos mestres Vagalume, Cadico, Biló, Mané de Souza, entre outros, que transformaram o bloco Tricolores da Folia no Grêmio Recreativo Escola de Samba Maracatu da Favela.
As tradicionais cores da escola de samba foram mudadas em 1974 dos antigos azul, preto e branco para o atual verde e rosa, após visita do antigo presidente Heitor Picanço ao Rio de Janeiro onde recebeu a autorização da tradicional Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira para utilizar as cores e os símbolos do repique e da coroa. 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Carnaval na Cândido Mendes

(Reprodução de arquivo)
Ano  1960 - "Batalha de Confete"  em frente à Farmácia Serrano na descida da Rua Cândido Mendes, um dos locais utilizados nos primeiros anos do carnaval de rua de Macapá. 

Os outros locais das "Batalhas de Confetes" eram o Macapá Hotel na frente da cidade; Urca Bar e  Bar do Barrigudo, no Trem; Bar Cacique, na Favela; Casa Estrela, no Laguinho; e em frente à Rádio Difusora de Macapá

Um palanque para as autoridades foi erguido em frente  à loja "Magazine"  que localizava-se esquina com o "Beco do Serrano". 
Populares assistiam à movimentação no meio da rua Cândido Mendes, que ainda não havia sido asfaltada pela prefeitura.

(Repaginado em 23/02/2014)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Memórias do Carnaval Amapaense

As primeiras manifestações carnavalescas em Macapá, surgiram ao final dos anos 40 e primeira metade da década de 50.
Este registro mostra um casal de brincantes com uma garrafa gigante, homenageando o Flip Guaraná, o primeiro guaraná fabricado em Macapá, pelo grupo dos Irmãos Zagury.
Observem os rótulos do produto, colados na alegoria.
As imagens do vídeo abaixo foram registradas na década de 50 pelo empresário Isaac Zagury, um dos proprietários da firma que fabricava o FLIP GUARANÁ, e da Casa Leão do Norte. 
Por conter imagens raras, constitue-se num importante DOCUMENTÁRIO histórico do Carnaval da Macapá de outrora.
Assista:
Vídeo gentilmente cedido pela amiga Sarah Zagury, filha de Issac.
As imagens mostram a Escola de Samba em Macapá do bairro do laguinho, no final dos anos 50. Apresentação em frente à casa da família Zagury onde hoje é a praça Zagury. Destaque para a alegoria de uma garrafa do FLIP GUARANÁ em tamanho ampliado. Participam da escola diversos funcionários da empresa fabricante do guaraná Flip, dos irmãos Isaac e Moyses Zagury. Isaac aparece no final deste vídeo.
Inicialmente apareceram os blocos de sujo.
Em 02 de janeiro de 1954 nasceu o "Bandoleiros da Orgia",  que percorria os bairros do Laguinho, Favela e Bairro Alto. Seus idealizadores foram Mestre Bené (primeiro presidente), Francisco Lino, Falconeri, Cabecinha, Joaquim Ramos, Ubiraci Picanço, Martinho Ramos e Geraldo Lino, entre outros. O bloco foi o embrião  da Academia – depois Universidade – de Samba Boêmios do Laguinho.
Bloco Tricolores da Folia, rebatizado de “Só Falta Você”, comandado por Vagalume, serviu de embrião do Grêmio Recreativo Escola de Samba Maracatu da Favela, na residência da Sra. Gertrudes Saturnino, a célebre “Tia Gertrudes”.
Também participaram desse momento histórico figuras como Pinheirense, Luzia Domingas, Mané de Souza, Biló, Raimunda Mendes, Zeca Serra (primeiro presidente), Heitor Picanço, Maria Sambista, entre outros.
As duas agremiações construíram uma das rivalidades mais acirradas da cena carnavalesca daqueles tempos.
Fotos reproduzidas do DVD sobre "Batalhas de Confete".
 Fonte:  Raízes: a história do Carnaval no Amapá – (Amapadigital.net)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

"Barrigudo" promovia Batalhas de Confete

Este é o famoso "Barrigudo" - um comerciante pioneiro, cujo apelido era muito conhecido na Macapá da década de 60.
CORREÇÃO - A informação anterior que tínhamos é que ele seria um libanês de nome Challib. Mas, segundo o jornalista e radialista José Barros Machado, o nome de batismo era Miguel Nunes, natural de Salinas no Pará.
Miguel permaneceu em Macapá até 1965, quando mudou-se para Belém do Pará, onde se instalou no bairro Estrada Nova, com o mesmo nome de Casa Estrela Dalva, transferindo depois para a av. Ceará, no bairro de Canudos, em Belém mesmo.
José Machado conta que, durante sua adolescência, teve inúmeras oportunidades de conversar com Miguel Nunes, pois, na época, residia com sua mãe na rua Cônego Domingos Maltês, paralela à Feliciano Coelho e bem próximo da Casa Estrela Dalva, no bairro do Trem.
Em Macapá, Barrigudo era dono do Bar "Estrela Dalva", que patrocinava animadas Batalhas de Confetes no bairro do Trem. Localizava-se na Av. Feliciano Coelho esquina com a Rua Leopoldo Machado, em frente à Sorveteria Santa Helena. Nessa época existiam vários bares que eram referência na cidade tais como: Elite Bar - ou Bar do João Assis; Café Continental, do "seu" Natan na Rua São José, (entre as avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá) além do Bar "Canta Galo" que ficava na esquina da Rua Leopoldo Machado com Av. Pe. Julio Maria Lombaerd, entre outros.
 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

ESPECIAL: Do Baú do João Silva

CARNAVAL - HOMENAGEM A UM GRANDE FOLIÃO
Altair Cavalcante de Lemos, o Tatá, uma das figuras mais polêmicas, irreverentes e extrovertidas da sua geração, da qual faziam parte Amujacy Borges de Alencar, José Figueiredo de Souza, Waldir Carrera, José de Matos Costa, Jarbas Ferreira Gato, José Dias Façanha, Gigi Pimentel e Luis Alfredo Duarte de La-Rocque, entre outros. Funcionário público do extinto Território Federal do Amapá, lotado na SAAG, Altair Lemos foi sócio e assíduo frequentador da sede social do Amapá Clube, na presidente Vargas (já demolida) e pessoa afeita à folia, tanto que é citado por estudiosos do carnaval amapaense como um dos fundadores do bloco A Banda; casado com dona Graça, o casal gerou os filhos Mauro, Japão e a Tica Lemos, colega jornalista, assessora de imprensa da LIESAP.
No registro, anos 60, o Tatá (falecido na década de setenta), o primeiro da esquerda para a direita, com os braços para o alto, acompanhado do radialista Pedro Afonso da Silveira(*) (falecido), aparece ao lado de duas simpáticas moradoras da pensão da Suerda. O grupo estava esquentando na expectativa de uma seresta no Macapá Hotel. Por algum tempo, o Altair foi considerado extra oficialmente Rei Momo do carnaval amapaense na época dos blocos de sujo e das batalhas de confete. Como é carnaval no Amapá e no Brasil, é bom relembrar a figura extrovertida de Altair Lemos.
(*) radialista pioneiro do Amapá.
Texto: João Silva - jornalista e blogueiro amapaense
Foto: acervo João Silva
Reproduzido do blog do João Silva

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...