quinta-feira, 31 de março de 2011

Janary Nunes e Autoridades

(Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Anos 50 - Primeiro governador do Amapá -  Janary Gentil Nunes(todo de branco com mangas curtas), no  antigo aeroporto de Macapá, despede-se de  autoridades que visitavam o Amapá na fase do ex-Território Federal, e os acompanham até a aeronave. 

terça-feira, 29 de março de 2011

A Pioneira Alegria Peres Alcolumbre

(Foto: Reprodução de livro)
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Sra. Alegria Peres Alcolumbre - uma Pioneira do Amapá.
Entre 1870 e 1910, como a Amazônia vivia um período de grande prosperidade e importância para a economia do país devido à exploração da borracha, era natural que muitas famílias, não só de judeus, mas das mais diversas origens, optassem por fixarem-se naquela região, visto que as perspectivas eram bastante promissoras. Presume-se que nessa época devem ter desembarcado em Belém muitos dos judeus que, posteriormente, foram para Macapá e Mazagão e cujos filhos iriam constituir negócios e famílias no Amapá.
Dentre essas famílias estavam as dos jovens Salomão Peres e Syme Gabbay, oriundas de Tânger, cidade e porto do Marrocos no estreito de Gibraltar.
Salomão Peres iniciou a vida no Amapá como carroceiro e, por não ser alfabetizado, mas por ter grande força de vontade, andava com uma cartilha e uma tabuada por onde ia, muitas vezes tirando suas dúvidas com os transeuntes no caminho.
Com tanta perseverança conseguiu montar posteriormente uma sortida loja de secos e molhados no lugar denominado Padre Inácio entre os rios Vila Nova e Matapi em 1929.
Salomão Peres e Syme Gabbay Peres vieram a ter 9 filhos, dentre eles, Alegria Gabbay Peres, posteriormente Alegria Peres Alcolumbre, nascida em 03/01/1916, sendo a 6ª filha do casal. Seus irmãos eram: Júlia, Hanna, Fortunato, Fortunata, Abraham, Isaac, Messody e Esther.
Em 1940 desembarcava em Macapá o jovem Isaac Menahem Alcolumbre, também judeu, vindo de Belém, filho de Alberto e Sarah Alcolumbre. Ele chegou depois de ter residido em 1939, em Porto Velho, onde atuara no Serviço de Saúde Pública – SESP como -- mata-mosquito -- na luta pela erradicação da malária.
Isaac fora para Macapá para contrair núpcias com a jovem Alegria Gabbay Peres, casamento este realizado no Fórum da Comarca que então funcionava no prédio da Intendência Municipal.
Seus padrinhos foram José Valente, comerciante no rio Vila Nova e Caetana Peres, cunhada de dona Alegria e esposa de Abraham Peres.
Quando dona Alegria casou, seu pai já havia falecido em Belém, em 19/12/1939. As atividades comerciais da família estavam então sob a responsabilidde de dona Syme, mãe de dona Alegria.
Após o casamento civil, Isaac Alcolumbre passou à condição de sócio da sogra na firma -- Syme e Alcolumbre, cabendo-lhe a função de gerente. Comunicativo, voluntarioso e trabalhador, Alcolumbre ganhou a amizade do povo macapaense. Foi o primeiro comerciante da cidade a sair do simples sistema de trocas – usual naquela região. Comprava borracha, farinha, peixe e carne de caça salgados, peles de animais silvestres, ouro e qualquer outro produto que ele achasse viável comercialmente. Quando foi criado o Território do Amapá, em 13/04/1943, os negócios da Casa Fé em Deus prosperaram bastante, e Isaac Alcolumbre passou a ser conhecido como ―Rei do Ouro. Dona Alegria, sempre companheira e batalhadora, assumindo a gerência da loja na ausência do marido.
Em 1946 a sociedade entre Isaac Alcolumbre e Syme Gabbay Peres foi desfeita, e dona Syme permaneceu em Macapá, residindo em um casarão que ocupava praticamente todo o quarteirão na Rua Cândido Mendes, entre as Ruas General Gurjão e Cora de Carvalho até seu falecimento, em 22/07/1965.
Seus restos mortais repousam no sepulcrário israelita, área direita do cemitério Nossa Senhora da Conceição, junto a alguns de seus filhos e contemporâneos da imigração do Marrocos, em Macapá.
A Casa Fé em Deus funcionou inicialmente na então Travessa Barão do Rio Branco (depois Cândido Mendes de Almeida), à esquerda de quem a trilhava no sentido da doca da Fortaleza. A rua era estreita e tortuosa, e, no centro dela, em uma velha casa de madeira, funcionava o comércio e padaria de Isaac Peres, irmão de dona Alegria. Em 1959, quando a rua foi ampliada, a velha casa desapareceu. Por trás dela havia sido construído o prédio de número 1206, que passou a servir de comércio e residência para a família Alcolumbre.
No lugar da antiga Casa Fé em Deus hoje funciona a Loja Pierre Importados.
A união de Isaac e Alegria Alcolumbre durou 30 anos, só terminando com o falecimento de Isaac, em Belém, em 11/07/1971, em decorrência de complicações após uma cirurgia.
Do próspero casamento nasceram 11 filhos: Sarah Alcolumbre Tobelem, Alberto Alcolumbre, Ana Alcolumbre Moura, Salomão Alcolumbre, Menahem Alcolumbre, Nissim Alcolumbre, José Alcolumbre, Sime Alcolumbre Pinto, Júlia Peres Alcolumbre, Sônia Alcolumbre de Albuquerque e Pierre Alcolumbre.

Dados biográficos pesquisados pelo historiador e professor Nilson Montoril de Araújo, cedidos à Sra. Julia Alcolumbre para serem publicados no 3° volume de Personagens Ilustres do Amapá, livro de Coaracy Barbosa, edição não impressa. A foto também foi reproduzida do livro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um Radialista Pioneiro: Agostinho Nogueira de Souza

(Foto: Reprodução de livro)
(Foto: Reprodução extraída do livro Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III)
Um Pioneiro do Rádio Amapaense - o carioca Agostinho Nogueira de Souza
Natural do Rio de Janeiro, onde nasceu em 2 de junho de 1927, Agostinho Nogueira de Souza - filho de José de Souza e D. Felismina de Jesus Nogueira de Souza, estudou o primário em Recife-PE, e o secundário no Rio de Janeiro.
Começou a trabalhar em escritório e na função de rádiotécnico.
Conheceu o Sr. Pauxy Nunes numa programação esportiva quando fazia a locução de uma partida, e foi Pauxy quem levou Agostinho para Macapá, conseguindo sua nomeação em 3 de abril de 1948.
Em 1950 passou a exercer as funções de radiotécnico.
Foi diretor da Rádio Difusora de Macapá em 1954 e em 1962; diretor da Imprensa Oficial; Oficial de Gabinete do Governador; redator do Gabinete do Governador; chefe do expediente da Secretaria-Geral do Território e outras funções administrativas.
Agostinho Souza foi locutor esportivo da Rádio Difusora de 1950 a 1978; comentarista esportivo, locutor de todas as modalidades esportivas.
Acompanhou a equipe de natação que foi campeã brasileira infanto juvenil de natação no Rio de Janeiro e narrou todas as provas emocionando a assistência com sua locução.
Foi também presidente da Associação Amapaense de Imprensa em 1958; Era um jovem simpático, voz eloquente, cantava bem e logo foi conquistado pela belíssima Ivone Beatriz Chaves com quem se casou em 25 de junho de 1948 de cuja união nasceram os filhos: Roberto Luiz, Agostinho, Maria Ivanilde, Alessandra, Jorge Luis, José Luiz, Ivone, Ivete, Luiz Carlos, Luiz Ivan, Luiz Fernando e Luiz Otávio.
Aposentou-se no dia 7 de dezembro de 1979 e veio a falecer no dia 17 de agosto de 1988.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol.III - de Coaracy Barbosa (em PDF - não impresso - via APES)
Links relacionados:
Um encontro de amigos
Difusora - Memória do Rádio - Pioneiros - Baião Caçula
Difusora - Memórias do Rádio - Pioneiros - Hélio, Bené e Agostinho
Difusora - Memória do Rádio - Pioneiro - Agostinho Souza

quinta-feira, 24 de março de 2011

Um Jovem Escoteiro da Macapá de outrora

(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Ano 1963 - era um 7 de setembro, dia de desfile cívico em homenagem à Independência do Brasil.
Como muitos outros, também o jovem escoteiro Roberto Charone estava presente ao evento. Aqui ele faz pose para o registro fotográfico.
Roberto é um dos filhos do pioneiro Uadih Charone e de sua esposa Sra. Suzete Pinheiro Charone.
Seu pai, entre outras funções, foi Comandante da Guarda Territorial, Diretor da Divisão de Segurança e Guarda do ex-Território do Amapá, além de fundador da Escola Técnica de Comércio do Amapá (atual Gabriel de Almeida Café).
Participou da administração amapaense em vários governos desde Janary Nunes a partir de 1946.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A História do Flip Guaraná - o primeiro refrigerante do Amapá

(Reprodução/Arquivo)

(Foto: Reprodução/Arquivo)

Para contar a História do Flip Guaraná, estamos recebendo a contribuição do amigo Leão Zagury(foto) - amapaense de coração - que hoje com 67 anos, é conceituado médico endocrinologista no Rio de Janeiro e, gentilmente, nos  enviou  o  texto abaixo, via  e-mail:




(Foto: Reprodução/Arquivo)




"O farmacêutico que criou a formula do Flip Guaraná foi meu tio José Zagury(foto), irmão mais velho do meu pai Isaac."





(Foto: Reprodução/Arquivo)
"Na época minha avó Sarah(foto), que tinha muitos filhos e ficou viuva muito precocemente, resolveu que dois ficariam em Macapá para o trabalho na loja enquanto os outros dois seguiriam para o Sul.
Meu tio José - conhecido como Zeca - foi para a Bahia onde estudou farmácia e daí seguiu para o Rio de Janeiro para onde fora meu Tio Eliezer que se dedicou a Medicina. Ambos recebiam ajuda financeira dos que ficaram em Macapá, mas mesmo assim passaram dificuldades. Trabalhando em uma pequena farmácia em Botafogo, que depois adquiriu, tio Zeca preparou a fórmula do guaraná. Desejoso de retribuir aos irmãos propôs que transformassem o sonho em realidade. Meu pai que sempre alimentou o desejo de ser médico ou “pelo menos químico” se encantou com a possibilidade e envolveu a família toda no projeto."
(Foto: Reprodução/Arquivo)





"Meu pai Isaac é que preparava o xarope de guaraná que era engarrafado manualmente. Lembro que a grande conquista foi uma esteira que transportava as garrafas. Primeiro recebiam o xarope em um volume preestabelecido, entravam na esteira onde um homem colocava em uma máquina que introduzia a água e o gás, voltava para a esteira e seguia para o que chamavam de escolha(observação para afastar as que contivessem algum resíduo como pequenos pedaços de rolha etc)."






(Foto: Reprodução/Arquivo)



"Nesse trabalho auxiliaram muitas pessoas que ainda tenho na memória (Seu Brito,Diógenes,Paulo,Mario, dona Rita,Leila,Quitéria) outros auxiliavam no transporte e venda do produto (Caia,Paraíba,Luis,Soldado,Gaivota) e o principal colaborador que no final se tornou sócio do meu pai o tio Casemiro (foto).




Encontrei a Quiteria quando fui à Macapá, foi uma emoção muito forte poder abraçá-la, acho que é difícil imaginar o quanto lhe tenho afeto."
(Foto: Reprodução/Arquivo Leão Zagury)
"Quitéria à esquerda (de rosa), meu filho Roberto, Tereza e eu Leão. Ambas “braços direitos” de meus pais. A Tereza conserva o bom humor intato. Tornaram-se grandes amigas da família."
"Durante muitos anos as garrafas precisavam receber um selo transverso (comprados na Mesa de Rendas) aplicado sobre a “chapinha” e isso era feito manualmente e muitas vezes durante a noite, quando a família era convocada para o trabalho."
(Foto: Reprodução:Acervo Leão Zagury)
"E aí entravamos todos meu pai(Isaac), minha mãe (Dona Clemência)(foto) e os filhos. Era preciso cortar os selos com uma tesoura e passar goma arábica e colá-los. Era um trabalho duro mas muito alegre. Sempre éramos contagiados pela alegria do meu pai.
Vale lembrar que meu pai,"filho de Macapá",como ele fazia questão de dizer, preferia dar empregos para os nascidos na cidade (acho que hoje não seria considerado politicamente correto). Lembro que quando os lucros caíram, devido a concorrência, manteve por muitos anos os funcionários alegando que “eles precisam mais do que nós”. Era uma alma generosa, de quem tenho muito orgulho." (Texto: Leão Zagury)

terça-feira, 22 de março de 2011

Uma Festa em Família

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(Mais uma contribuição da amiga Sarah Zagury, via e-mail)
"Está foto deve ser de 1951 ou 1952. Festa de aniversário do meu primo Simão.
Podemos ver minha avó Sarah, acima meu pai Isaac Zagury, ao lado de minha avó tia Meriam, minha mãe Clemência, ao lado tio Natan, meu tio Moisés, meu primo Mair, e  um homem não identificado.
Na frente da mesa eu, Sarah, atrás um menino não identificado, Simão(de gravata comprida), Abraham, tia Sime e os demais meninos e a senhora não identificados."(Sarah Zagury)
(Foto: Reprodução)
Nota do blog: O primo aniversariante a que Sarah se refere na legenda, é o amigo Simão Arão Pecher(foto), hoje, conceituado médico alergista e dermatologista e professor aposentado de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Univ.Fed.do Amazonas, em Manaus-Amazonas, onde reside e trabalha, desde que deixou o Amapá, quando ainda era bem jovem.
Além de médico, Simão é membro da Academia Brasileira de Médicos Escritores (ABRAMES), da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES), e da Academia Amazonense de Medicina.
Simão é filho do "Seu" Natan e Dona Sime, que também aparecem na foto maior.
"Seu" Natan Pechar era o proprietário do Café Continental, um conhecido bar de madeira que situava-se num trecho estreito da rua São José, no centro de Macapá, entre as Avenidas Presidente Vargas e Coronel Coriolano Jucá, no terreno hoje ocupado por um prédio da Center Kennedy.
A avó de Sarah era a Sra. Sarah Roffé Zagury - matriarca da família, e sócia principal da firma proprietária da Casa Leão do Norte, tradicional casa comercial da Macapá de outrora.
Dona  Meriam, tia de Sarah, hoje com 93 anos, reside do Rio de Janeiro.
O primo Mair, (o de bigodinho que aparece na foto debaixo da cortina da janela), é o Sr. Mair Bemergui, um dos pioneiros do comércio de Macapá.
À esquerda dele, também de bigodinho (debaixo da escápula) aparece o Sr. Moisés Zagury, que durante muitos anos foi gerente, em Macapá, dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul.
A Sarah - que contribuiu com a foto - é a garotinha que está na frente, com um garfo na mão.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Reunião com o Prefeito Mário Barata

(Foto: Reprodução/Acervo Vânia Beatriz)
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Esta foto é uma contribuição (via e-mail) da amiga Vânia Beatriz (filha do motorista “Ferro”).
É o registro de uma reunião com o Prefeito Mário Luiz Barata, que foi administrador do Município de Macapá, no período de março de 1963 até abril de 1964.
Na foto, o pai de Vânia é o de bigodinho ao fundo, ao lado do Prefeito. Os demais estão todos de costa.
Reconheci ao fundo (de camisa escura à direita da foto) o jovem Leandro Alcantara filho.
O Sr. de camisa de lista conheço de vista, mas não lembro o nome dele.
Link correspondente: Seu "Ferro" um Grande Pioneiro de Macapá

sábado, 19 de março de 2011

Amigos reunidos em noite de Arraial de São José, na Macapá de outrora

(Reprodução/blog da Vânia Beatriz)
(Foto extraída do blog  da Vânia Beatriz)
Pioneiros reunidos,  em noite de arraial de São José, na Macapá dos anos 60.
Só consegui identificar 2 conhecidos nas imagens: o motorista José "Ferro", (em pé ao fundo) e o desportista Avertino Ramos (sorrindo à direita, junto à mesa).

Autoridades do ex-território no meio do povo

(Foto: Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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(Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Anos 60 - Janary Gentil Nunes(de branco) e Dr. Dalton Lima(de oculos) em meio a inúmeros populares pioneiros.
Com a ajuda do Milton Barbosa conseguimos identificar bem atrás do Coronel Janary um comerciante que tinha uma loja na Cândido Mendes, mas que também não estou lembrado o nome dele; entre o Cel. Janary e Dr. Dalton estão o Sr. Armindo Zagalo (pai do professor Carlos Zagalo), um dos primeiros motoristas do Governo do Amapá  e atrás o Sr. Otaciano Bento Pereira (fundador do Jornal do Dia); e do outro lado o Sr. Alfredo La Roque (marido da Bebé (tacacazeira) e pai do Sérgio e do Abél La Roque); no canto direito o ex-policial e atleta Quarentinha; e ao fundo (de bigodinho) o açougueiro Mafra que trabalhava no Mercado Central.
Também aparece na foto, de óculos, o Sr. Wilson Malcher, que trabalhou por muitos anos nos Correios.
Quem conhecer mais alguém pode escrever nos comentários.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Jovens amapaenses em estudo

Normalistas em reunião de estudo.
(Foto: Reprodução/Acervo Aloisio Cantuária)
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(Contribuição do amigo Aloisio Cantuária, via e-mail)
Data: 11/05/1960 - Da esquerda para a direita: Ana Cantuária, Renilda Maia, Albertina Guedes da Silva, Renise Maia e Elizabete.
Local: Casa do professor Alzir Maia, na Av. Henrique Galúcio. 
Irmãs Renilda e Renise de Castro Maia, filhas do professor Alzir Maia.

Nota do blog: O Professor Alzir da Silva Maia - um dos pioneiros da Educação em Macapá - foi um dos diretores da Escola Industrial de Macapá e fundador e mantenedor  da Escola Veiga Cabral, uma escola particular que situava-se ao lado da antiga Casa Califórnia (local onde hoje está situada a Feira Municipal do Centro), na rua Rio Maracá, próximo ao Mercado Central.
A Ana Cantuária é irmã do Aloisio Cantuária, que enviou cópia da foto, e informou que ela, hoje professora aposentada, continua residindo em Macapá, no bairro do Trem.
Professora Albertina Guedes da Silva, também residente em Macapá,  ocupou vários cargos nas administrações territorial e estadual e no Múnicípio de Macapá foi Secretária de Educação no governo do Com. Annibal Barcellos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Escoteiros na Praça Barão do Rio Branco

(Foto: Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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(Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Anos 60 - Foto de escoteiros e lobinhos, integrandes do Grupo de Escoteiros São Jorge, que era mantido pela Prelazia de Macapá. Local: Praça Barão do Rio Branco.
Entre eles o primeiro à esquerda aparece o Sacramenta; o terceiro é o Jorge (hoje enfermeiro); o terceiro lobinho é o Ailton Menezes(Cacu) e o quinto é o Luiz Alberto (o brincuringa) filho do Sr. Otaciano; e o escoteiro no canto à direita é o Adilson Menezes(Cacu).
A partir da direita: o segundo e o terceiro escoteiros, lembro as feições, mas não lembro dos nomes.
Se alguém se lembrar por favor nos ajude nos comentários.
Mais uma vez agradecemos ao Milton Sapiranga Barbosa que nos ajudou a identificar alguns.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pioneiras da Educação: Dinete Botelho e Niná Nakanishi

(Foto: Reprodução/blog do Diniz Botelho)
Professoras Dinete Ferreira Botelho e Niná Barreto Nakanishi, dentro de um trailer durante a Expo-Mec, em 1973, na Praça Veiga Cabral.
A Profª. Dinete foi Secretária dessa feira.
Ambas lecionavam arte no IETA (Instituto de Educação do Território do Amapá).
A Profª. Dinete ainda lecionava artes culinárias no SESI - quando o Delegado era o Engº. Homero Platon - e a instituição funcionava na Av. Iracema Carvão Nunes, sendo depois transferida para a nova e atual sede, na Rua Leopoldo Machado, no bairro do Trem.
Professora, hoje aos 85 anos, reside em Belém do Pará.
A profª Niná faleceu em 2003.
(Texto e foto extraídos do blog do amigo Diniz Botelho)

terça-feira, 15 de março de 2011

Duas Pioneiras de Macapá

(Foto: Reprodução/Acervo Sarah Zagury)
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(Contribuição da amiga Sarah Zagury)
Ano 1968 - Duas damas pioneiras de Macapá: Dona Clemência Zagury (em pé) em companhia de Dona Marina(sentada), que trabalhava como manicure na cidade. Elas eram muito amigas.
Nota do blog: Particularmente, pensei que Dona Marina fosse enfermeira, pois sempre que ia em minha casa - atender algum chamado - era para aplicar injeção ou fazer curativo em alguém da família. Desconhecia sua atividade de manicure.
Fiquei sabendo agora pela amiga Sarah Zagury que nos enviou mais esta foto do acervo fotográfico da família.(João Lázaro)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Primeiras Antenas Parabólicas da Embratel

(Foto:Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra) 
Estas foram as primeiras antenas parabólicas instaladas pela Embratel(?), para implantar o sistema de comunicação telefônica no Amapá.
(Foto: Reprodução de jornal)
Situavam-se na rua Jovino Dinoá, bairro do Beirol, área onde hoje está sendo construído um conjunto habitacional, pela Prefeitura, para remanejamento dos moradores da Baixada do Mucajá (bairro Santa Inês).
Com o avanço da tecnologia elas foram substituidas pelo sistema via satélite e, consequentemente, desmontadas.
(Repaginado em 2011)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Lançamento da marca Volkswagen no Amapá

(Foto: Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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Final dos Anos 60 início de 70 - Lançamento da Volkswagen em Macapá, com destaque para o Sedã 4 portas, em apresentação na Rua Cândido Mendes.
Teixeira & Scoth, firma proprietária do Posto Guarany(Teixeirinha), na época, foi a primeira concessionária da marca, no Amapá.
(Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Iate "Itaguari"

(Foto: Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
(Reprodução)
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(Foto: Acervo do Museu Histórico do Amapá)
Anos 50 - Iate "Itaguari" que fazia linha para o Oiapoque e pertencia à frota do Governo do Território Federal do Amapá.
Pegou fogo.
(Repaginado em 2011)

terça-feira, 8 de março de 2011

Alice Gorda: Grande Incentivadora do Carnaval de Macapá

Nossa Homenagem...
Sra. Alice Gorda (Maria Alice Guedes de Azevedo), chegou em Macapá no início do Território, oriunda de Belém do Pará, para trabalhar no Macapá-Hotel e depois se tornou a maior incentivadora do Carnaval de Macapá, principalmente das antigas Batalhas de Confete e do Bloco “A Banda”, passando por Boêmios do Laguinho e Piratas da Batucada.
(Foto: Reprodução de víde/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 1 - Sra. Alice(4ª subindo a escada do Macapá Hotel) junto com várias amigas, também pioneiras, entre elas profª Zulma Carneiro (3ª)  e outras amigas.
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 2 - Sra. Alice e duas amigas em frente ao velho Macapá Hotel.
Nota do blog: a da esquerda de blusa escura é a Zulair Pimentel e a de blusa branca é filha do Sr. Adalto (das Casas Pernambucana, irmã do Roberval, do Tinilo, do Luiz - mas não lembramos do primeiro nome).

(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 3 - Sra. Alice Gorda e Vânia, na avenida.
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 3 - Sra. Alice Gorda(sobre o capuz do veículo) e outros brincantes, no caminhão do bloco "A Banda".
Data presumível da foto: 1975
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 4 - Rei e Rainha Momo: Sacaca e Alice Gorda, respectivamente.
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 5 - Sra. Alice Gorda - Rainha Momo do Carnaval de Macapá.
Fonte: Informações históricas e  fotos foram extraídas do Documentário em DVD sobre Batalhas de Confete – Produzido por Bruno Gerônimo com a Co-Produção de Pauta Produções & Publicidade.
Uma realização da Prefeitura Municipal de Macapá.

Nota do blog: Por gentileza, se alguém souber identificar os integrantes das primeiras fotos e quizer colaborar com o blog, nos ajudando a completar as legendas, pode nos informar através do e-mail: jolasil@gmail.com com a devida identificação e ordem pela numeração das fotos.

(Última atualização:10/03/2011 às 14:45h)

Terça-Feira de Carnaval: Dia do Bloco “A Banda”

Publicamos aqui a versão sobre a verdadeira história do Bloco de Sujos "A Banda", escrita por Austregésilo Sussuarana em 11/01/99, irmão do saudoso João Sussuarana, do bairro do Trem. Austregésilo também já é falecido.
(Foto: Reprodução/DVD Vai passar a banda/print de tela)
“O Bloco de sujos denominado “A Banda”, teve o seu início na sede do Amapá Clube, em uma terça-feira gorda de carnaval do ano de 1965."
(Reprodução)
"No domingo gordo de carnaval daquele ano, na sede do Amapá Clube, o nosso amigo José Figueiredo Souza – “O Savino”(foto), teve a ideia de formar um bloco de sujo para brincar o carnaval. Da equipe de sócios do clube, na época, presente naquele domingo estavam, além do Savino, Amujacy Borges de Alencar, que era, na época, o então presidente do clube; José Maria Frota de Almeida; Tenente Pessoa, “O Ingrena”, já falecidos, (o Tenente Pessoa todos os anos gostava de sair de “anjo”); Lourival Francisco de Oliveira adorava se vestir de “boneca”. João de Castro Sussuarana, já falecido, gostava de tomar o seu “rum”, seguindo sozinho, motivo pelo qual alugava a carroça do Ramiro, conhecido como “Ramiravel”, também falecido. Na Carroça, já abastecida de rum e gelo, aqui e acolá tomava um gole.”
(Reprodução)
Após a morte do João Sussuarana, o seu irmão Austregésilo Sussuarana(foto) passou a assumir comandando da “Farmácia” distribuindo a pinga e gelo aos brincantes.
Jarbas Ferreira Gato que também foi presidente do Clube, Darciman Borges de Alencar, Altair Pereira Lemos, José Tavares de Almeida (Cartório Jucá) - falecido, professor Munhoz, Bernardo Rodrigues de Souza, professor Wanderley, Raimundo Penafort, Façanha, Jeffeson Luiz, Eleodon José “o Perereca”, Osmar Oliveira, vulgo "Budorinha”,...
(Reprodução)
... Job de Melo Nogueira(foto) - falecido, estes foram os fundadores do bloco de sujo “A Banda”. "
"Onde arranjar os tambores para a batucada? Foi aí que o Savino e o Amujacy resolveram o problema, na época o Amujacy era diretor do Colégio Industrial de Macapá e o Savino, professor no Colégio Amapaense, ficando dessa forma resolvido o problema do bloco de sujo, que saiu às ruas pela primeira vez naquela terça-feira gorda(1965), diretamente da sede do Amapá Clube às 14 horas."
(Reprodução) 
"Nesse mesmo ano quando o bloco passava pela rua Leopoldo Machado, no canto do Estádio Glycério Marques, apareceu aquela boneca grande bailando e se juntou ao bloco, era o “Cutião”- Claudionor Monteiro Lima - embaixo da boneca dançando, - a "Chicona" - que até hoje dança no bloco alegrando a turma, só que o nosso amigo Cutião nos deixou em 1995."
"Depois surgiram outros bonecos, o marido, "Anhanguera", os filhos, "Arizinho" e "Cuteão", e a boneca Iracema, uma homenagem à D. Iracema Carvão Nunes, esposa do Cel. Janary Gentil Nunes, primeiro governador do Amapá." (Overmundo)
"Na época o ex-governador do Território, Janary Nunes, era candidato a Deputado Federal pela UDN, e sua campanha tocava aquela marcha musical “Pra ver a Banda passar” (A Banda – música de Chico Buarque de Holanda), aí também adotamos a mesma música em nosso bloco, isto porque a maioria era funcionário público e adepto à campanha de Janary."
Ouça a música clicando no play (seta) abaixo:
"A Banda"(1967) - Nara Leão

"Hoje na Banda toca de tudo, frevo, axé, as tradicionais marchinhas e outros ritmos populares, sem esquecer, é claro, da música tema." (Overmundo)
"Contratamos então a banda da Guarda Territorial, apelidada como “A furiosa”. O nosso percurso era o seguinte: Amapá Clube, com saída às 14 horas, praça Veiga Cabral, Cândido Mendes, Feliciano Coelho, Leopoldo Machado e Avenida FAB, até o palanque oficial, em frente ao Palácio.
Naquela época o governador substituto era Roberto Rocha Souza, revolucionário e não gostava nada do Janary Nunes, como o nosso bloco adotava a música de campanha do Janary, o Robertão, assim era chamado, proibiu os componentes d'“A Banda” de passarem em frente ao palanque oficial, determinando ao chefe da polícia que os guardas territoriais não deixassem os componentes d'“A Banda” passar em frente ao palanque oficial."
(Reprodução)
"Nessa ocasião, Savino(na foto ao lado da Alice gorda, outra incentivadora da "Banda"), Amujacy e outros brincantes, após várias discussões com os policiais, resolveram não enfrentar os policiais e acatar as ordens, saindo da Avenida FAB pela direita da rua Eliezer Levy com destino à sede do Amapá Clube. Os espectadores que estavam apreciando toda a confusão da arquibancada deixaram o palanque e nos acompanharam dançando e cantando a marcha “Pra ver a Banda passar”. No palanque ficaram poucas pessoas porque a maioria nos acompanhou pulando e dançando e, cada vez mais, o bloco ia engrossando até a chegada na sede do Amapá Clube, a quadra de basquete ficou pequena para tantos brincantes inconformados com as ordens arbitrarias do governador “Robertão”, e a folia só terminou altas horas da madrugada.”
(Foto: Reprodução/DVD Vai passar a banda/print de tela)

"A cada ano que passa ganhamos mais espaço. Antes não recebíamos nenhum tipo de apoio ou patrocínio, mas agora as coisas mudaram. Tanto o governo quanto o empresariado local fazem questão de investir nessa brincadeira que passou a ser patrimônio cultural de Macapá", diz o presidente do bloco, José Fiqueiredo de Souza - o Savino.
Para diminuir os índices de violência durante o desfile, a diretoria do bloco criou estratégias. A principal é a distribuição de dez trios-elétricos, com bandas locais, para animar o percurso todo. Savino diz que a decisão é também uma solicitação antiga da população, a animação das bandas faz com que os brincantes gastem toda a energia dançando. Batidas de limão, maracujá, taperebá e gengibre são servidas gratuitamente aos brincantes. Até quem passou o carnaval inteiro em casa sai na varanda para ver A Banda, que percorre sete quilômetros de ruas e avenidas." (Overdose)
As fotos referentes à História da "Banda" e outras informações complementares, foram extraídas do Documentário - em vídeo -  "Vai Passar 'A Banda'", produzido e editado em DVD pela Perfil Comunicação & Marketing. Realização da Prefeitura Municipal de Macapá.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Rainha do Carnaval de Fazendinha-AP

(Foto: Reprodução/Arquivo Aloisio Cantuária)
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Data entre 1959/61 - Baile de Carnaval na antiga Piscina Territorial

Maria Anísia, Rainha do Carnaval do Fazendinha Esporte Clube e Vitório Cantuária, presidente do clube.
(Mais uma contribuição do amigo Aloisio Cantuária, filho do Sr. Vitório)

Vencedora do Concurso Rainha do Carnaval de 1962

(Foto: Reprodução/Imagem de arquivo)
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Suely Cavalcante - Candidata vencedora do Concurso Rainha do Carnaval de 1962, em Macapá.

Carnaval de Salão

(Foto: Reprodução/Imagens de Arquivo)
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Foto 1 - Ano 1962 - Candidatas ao Concurso Rainha do Carnaval de 1962.
(Foto: Reprodução/Imagens de Arquivo)
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Foto 2 - Ano 1962 - Concurso Rainha do Carnaval de 1962.
Candidatas em desfile concorrendo ao título: A partir da esquerda: Raimunda Conceição, (hoje reside no Rio de Janeiro); depois  Suely Cavalcante; seguida de  Roneli Souza(falecida); a quarta é Eleanora Aymoré e quinta candidata Zuleide Pontes, viúva do Iranildo Trindade Pontes. 
Nas mesas da pista, vemos em primeiro plano, à esquerda, o saudoso Luis Carlos de Araújo Monteiro, que foi presidente da CEA; atrás dele encostado à parede, o jovem Antônio Cabral de Castro (advogado).
O evento foi realizado no Aeroclube de Macapá, que posteriormente foi transformado em Assembleia Amapaense, funcionando até 1972.

domingo, 6 de março de 2011

Raridades Musicais

Marchinhas de carnaval que tocavam no rádio.
(Reprodução internet)
Para ouvir essas relíquias musicais,
basta clicar no Play (seta):

Cabeleira do Zezé(1964) - Jorge Goulart
Cachaça(1953) - Carmem Costa e Colé
Índio Quer Apito(1961) - Walter Levita
Marcha do Remador(1964) - Emilinha Borba
Me Dá Um dinheiro Aí (1960) - Moacyr Franco
Mulata Iê, iê, iê (1965) - Emilinha Borba
Pó-de-mico (1963) - Emilinha Borba
Saca-Rolha (1954) - Zé e Zilda
Tem Nego Bebo Aí(1955) - Carmem Costa
Tomara que Chova(1951) - Emilinha Borba
Com Jeito Vai(1957) - Emilinha Borba

Vou Ter Um Troço(1962) - Jackson do Pandeiro

Turma do Funil(1956) - Vocalistas Tropicais

História do Carnaval de Macapá

A história do carnaval amapaense começa com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1946.
Nessa época, Macapá estava em franco desenvolvimento, com a construção dos primeiros prédios públicos, erguidos pelo governo Janary Nunes, nos primeiros anos do Território Federal do Amapá.
A mão de obra qualificada foi toda importada de outras partes do país, excencialmente do Pará.
(Foto: Reprodução/Imagem de arquivo)
As primeiras obras, como o Hospital Geral de Macapá...,
(Foto: Reprodução/Imagem de arquivo)
... o Grupo Escolar Barão do Rio Branco e a residência oficial, foram responsáveis pela chegada dos primeiros carnavalescos.
Eles deram o tom aos carnavais de rua e ajudaram a fundar os primeiros blocos de sujo, que depois se transformaram nas maiores e tradicionais Escolas de Samba da Macapá antiga: Boêmios do Laguinho e Maracatu da Favela.
Uma parte dos operários chegou da cidade de Belém, onde o carnaval era forte.
Os profissionais de qualidade, como os pedreiros Mestre Bené, José Vagalume dos Santos, Mestre Hollywoody, Picolé e Mestre Fabiano, além de Mané Souza, que era ferreiro e tantos outros, chegaram em Macapá e foram logo mostrando que eram “os bambas”, denominação para quem sabia tudo sobre carnaval.
Eles aproveitavam os intervalos do serviço, pra reunir, traçar planos, das apresentações dos blocos nas ruas da cidade.
Nesses períodos surgiram os blocos de sujo e os ranchos: uma espécie de embrião das Escolas de Samba dos tempos atuais.
(Foto: Reprodução de vídeo/print de tela)
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Os blocos eram osBandoleiros da Orgia”(foto)...
(Foto: Reprodução de vídeo/print de tela)
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... e "Os Tricolores da Folia”(foto acima),que se transformaram em “Boêmios do Laguinho” e “Maracatu da Favela”, respectivamente.
Ao final da década de 40 as agremiações passaram a se organizar melhor, com passistas, porta-estandarte e bateria, quesitos obrigatórios para os Ranchos se apresentarem em público.
Mas a ideia esbarrava na falta de um local adequado. Foi quando surgiram os comerciantes que passaram a organizar os eventos. Quase sempre aos finais de semana: aos sábados e domingos.
Essa concentração de pessoas, gerava lucros garantidos aos seus estabelecimentos comerciais.
(Foto: Reprodução/imagens de arquivo)
A primeira batalha de confete – nome em homenagem à época carnavalesca - foi realizada em frente ao Macapá Hotel(foto), que era o “point” da sociedade local. Lá, as recém-criadas agremiações carnavalescas, desfilavam sempre aos sábados e aos domingos gordos, deixando as terças-feiras de carnaval para o desfile dos foliões e blocos de sujos pelas ruas da cidade. Os chamados"caretas" que perambulavam pelas ruas da cidade, levando alegria e descontração.
O crescimento da cidade, e dos próprios blocos e ranchos, fizeram com que surgissem outros locais para apresentação.
Em 1963, com o fim das Batalhas de Confetes em frente ao Macapá Hotel, as agremiações carnavalescas passaram a se exibir em vários pontos,...
(Foto: Reprodução do Jornal Amapá)
... entre eles, uma área interna da Rádio Difusora de Macapá(foto).
Na descida da Cândido Mendes em frente à Farmácia Serrano; no Urca Bar, comércio que ficava na Av. Feliciano Coelho esquina com a rua Eliezer Levy, no bairro do Trem...,
...e no Bar do Barrigudo (Casa Estrela D’Álva), também no bairro do Trem, um comerciante paraense, natural de Salinas de Nome Miguel Nunes(foto), que tinha um bar bastante frequentado pelos foliões; no Laguinho, na Casa Estrela, da família Pinheiro,  na esquina da rua General Rondon com Av. Ernestino Borges e no Cacique Bar no bairro Santa Rita, de propriedade da senhora Alice Gorda, que por muitos anos foi a Rainha Momo do Carnaval de Macapá.
O crescimento da cidade também provocou algumas mudanças que, para alguns, já se faziam necessárias, especialmente porque os Ranchos foram transformados em Escolas de Sambas, que apesar de amadoras, eram mais bem organizadas nos seus desfiles. Mas, para outros, o progresso decretou o fim das Batalhas de Confetes.
Surgiram os bailes carnavalescos nos clubes da cidade e com isso, as Batalhas de Confetes começavam a sair do raio de ação dos foliões, e não atraiam mais a atenção dos grandes comerciantes e investidores, que organizavam os desfiles.
Foi então que a Prefeitura de Macapá e o Governo do Território, logo após a Revolução, a partir de 1965, passaram a administrar o carnaval macapaense, concentrando o desfile na Av. FAB, considerada até o final da década de 90, como “a passarela do samba”.
Nota do blog:O amigo e professor (de História) aposentado Lindoval Souza, registrou nos comentários um adendo para lembrar que "a primeira pista para o desfile oficial das escolas de samba e blocos foi a Av FAB mas, bem em frente a escola Barão do Rio Branco, com direito a palanque, arquibancada e uma rampa elevada onde se apresentavam os sambistas escolhidos por cada agremiação, valendo ponto.
(Reprodução)
 Lembro bem das performances do grande Falconery(foto) e outros. Era também a época do Luís do apito e vários bambas cujos nomes não lembro mais."

A partir de 1965 as Escolas Maracatu da Favela e Boêmios da Laguinho, que rivalizavam e dividiam as conquistas, ganharam dois adversários de peso: foi fundada a Associação Recreativa Piratas da Batucada, no bairro do Trem, e no ano seguinte, surgiu a Embaixada de Samba Cidade de Macapá, que ficou com os títulos dos dois anos seguintes.
O detalhe é que essas agremiações carnavalescas, foram fundadas por foliões descontentes com a hegemonia que imperava no carnaval amapaense.
O carnaval na Avenida FAB, apesar do amadorismo, passou a ser mais organizado com as Escolas de Samba melhor estruturadas. Mas o local começou a ficar pequeno, devido ao extraordinário crescimento do carnaval, e havia a necessidade de se levar o desfile para um lugar mais amplo e que pudesse suportar a pressão das torcidas das Escolas de Samba.
Aí veio o Sambódromo, outro capítulo importante no Carnaval macapaense.(Texto de Anibal Sérgio)

Texto e algumas fotos reproduzidos do DVD sobre "Batalhas de Confete".
Fonte: Documentário em DVD sobre Batalhas de Confete – Produzido por Bruno Gerônimo com a Co-Produção de Pauta Produções & Publicidade. Uma realização da Prefeitura Municipal de Macapá.

Matéria baseada em informações repassadas pelos carnavalescos José Lino, Pelé da Maracatu, Dona Fifita, Maria Sambista, Domingas Peres, Luzia Peres, Dona Lica, Graça dos Santos, Maria José e Francisca.
(Última atualização em 11/02/2013)