quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Amigos Luiz Melo, J. Ney e Osmar Melo

 “Se esse fusquinha falasse...!!!”
Foto publicada por Luiz Melo no Facebook
Foto da década de 70, tirada em frente ao Estádio Municipal Glycério Marques.
Deitados em um fusquinha aparecem Luiz Melo, J. Ney e Osmar Melo.
Era um fusca 1500 de cor bege, modelo 1971, de propriedade do Luiz Roberto Borges(Maritubinha).

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Memórias de Macapá: Nena Leão - O legendário “Rei da Noite”!

Concretizamos, hoje, um desejo há muito pretendido: de homenagear o amigo Nena Leão – o legendário “Rei da Noite”, de Macapá.
A edição de setembro da Revista DIÁRIO publica uma matéria sobre a vida desse nosso contemporâneo sessentão.
Com a devida licença do autor, adaptamos para o “Porta-Retrato”, o texto de Douglas Lima com fotos de Alexandre Alves.
Avenida Coaracy Nunes, 691, entre as ruas Odilardo Silva e Eliezer Levy, no Centro de Macapá: este é o endereço de Raimundo Barreto Coimbra, ou melhor, do Nena Leão, como é conhecido.
Ele mora na parte elevada do terreno. 
À margem da avenida está o bar “La Boheme”, de propriedade desse macapaense, moreno, no auge de seus 67 anos de idade.
“Nena Leão é uma figura legendária da noite da capital amapaense; um dos reis das antigas adolescentes, jovens e inocentes tertúlias hoje transformadas em homéricas farras que varam as madrugadas, chegando ao raiar do sol”.
“Coimbra conta que o apelido Nena Leão, surgiu de forma espontânea. O Nena, ele não sabe de onde e como; o Leão, pelo fato de ser um apaixonado torcedor do Clube do Remo, o Leão Azul, paraense. E o surgimento como notívago, também diz que foi de forma espontânea, nada pensado”.
Foi Nena Leão, quem montou a primeira banca de revista em Macapá, de nome “Cinelândia”, na Av. Mário Cruz, entre as ruas Cândido Mendes e São José, ao lado do Teatro das Bacabeiras, na Praça Veiga Cabral.
“Da banca de revistas ele pulou para a feirinha que ainda existe perto do mercado central, onde fez funcionar um bar. Posteriormente, mudou-se com o bar para a Feira de Peixes, no bairro do Buritizal.”
“Depois da experiência com bar, onde já tocava alguma coisa de música para alegrar o ambiente, Nena Leão se embrenhou na noite, fazendo funcionar o “Corujão”, dançará que se tornou famoso em Macapá, durante 22 longos anos”.
O “Corujão”, que funcionava na Rua Professor Tostes, no bairro do Muca, “era um misto de boate e salão de festas, bem popular, frequentado por gente de todo nível social, um congraçamento atraído pela natural busca de diversão, mas que encontrava satisfação plena nas músicas dançantes apuradamente selecionadas por Nena Leão”.
O repertório era bem romântico. Boleros com letras que “(*)primavam por uma lírica de impressionante criatividade que se referia à desventuras amorosas”. 
O ambiente era essencialmente boêmio. Isso, sem falar nos sucessos da jovem guarda e nos hits internacionais, que transportavam a todos, eternas lembranças.
Nena recepcionou no La Boheme, em ocasiões diferentes, os saudosos cantores Núbia Lafayette e Noite Ilustrada.
Entre suas paixões, estão: a música em vinil, que nunca abandonou pelo CD ou DVD, os Clubes do Remo e Flamengo, além do rádio.
“Sua inconfundível discoteca conta com mais de cinco mil (5.006) discos de vinil, entre simples, compactos duplos e long plays, em plena era digital. Esse acervo ainda é utilizado ou rodado, diariamente, num antigo toca discos”.
O cronista João Silva, também nos conta UMAS E OUTRAS DO NENA LEÃO: 
“O La Boheme é o endereço da boa música, da saudade, do romance, dos boêmios da cidade…E tome Miltinho, Reginaldo Rossi, Odair José, Nelson Gonçalves, Beth Carvalho, Ângela Maria, Ataulfo Alves, Emilinha Borba, Clara Nunes, Maysa, Agnaldo Rayol, Roberto Carlos, José Augusto, Carlos Alberto, Agnaldo Timóteo, Francisco Petrônio, Eduardo Araújo, Roni Von, Adilson Ramos, Leny Andrade, Maria Bethânia, Altemar Dutra, Silvio César, Orlando Silva, Caetano Veloso e outros.”
João Silva, que conhece muito bem o amigo, diz que ele é "gente fina", mas deve ser tratado com parcimônia, com aquele jeitinho, e explica por que:

Imagem: Google Images
“O Nena quando está “pilotando” o bar da sua vida tem lá suas manias, fique ligado; trate-o de “Pai” – ele gosta, e certamente vai devolver a você mesmo tratamento; não estranhe a defumação, a vela acesa no canto, o pião roxo na entrada, a coruja em porcelana e olhos fosforescentes no alto da prateleira; não faça pedido musical, não pense em atravessar o balcão, não toque nas preciosidades em vinil: compactos, compactos duplos e CDs da sua discoteca!”.
Outra coisa: “a cara fechada não quer dizer nada, embora não suporte chato e fiado também; não esqueça que ele trabalha duro, mas toma umas e outras enquanto atende a freguesia; a sua grande sacada mesmo é fazer clima, botar fogo na paixão, arrancar da garganta dos apaixonados aquele grito: ‘Mata, Pai!’, aliás uma tradição da casa que vive da sensibilidade que Deus lhe deu tirando do fundo do baú o sucesso que os seresteiros gostam de ouvir nas noites do La Boheme.”
João Silva também diz quem é Nena Leão?
“Conheço o Nena do tempo em que trabalhava na Banca Cinelândia, na Praça Veiga Cabral, com aquele rádio imenso (seis faixas) ligado no programa de Paulo Moreno da Rádio Globo! É macapaense, irmão de L. Coimbra, que fez parte do “cast” da Rádio Difusora de Macapá (ator de rádio novela), talvez o primeiro colunista social de Macapá, ele que foi embora para o Rio de Janeiro, e morreu na Cidade Maravilhosa”.
Sobre o apelido de “Rei da Noite”, João lembra que “a inspiração do radialista Arnaldo Araújo, marcou as farras que alegraram boa parte da nossa mocidade;...”.

Raimundo Barreto Coimbra - filho da dona Marcelina Barreto Neves - teve três filhos com dona Valdomira, falecida há 12 anos: Valdirene, Valdisa e o radialista  Wilker Martins, consagrado DJ, em Macapá.

Nota do Editor:

Lembro-me, dos bons tempos no final dos anos 60, quando, ainda solteiro, parava todas as noites na casa do Nena, para ouvirmos pelo Motorádio, os programas das Rádios, Globo, Mundial e Super Tupi, do Rio de Janeiro.
Ele colocava à beira do barranco, um sofá estufado, e varávamos as madrugadas, curtindo inesquecíveis programas da época de ouro do rádio brasileiro!

Bons tempos!... João Lázaro
Texto original de Douglas Lima (Revista DIÁRIO)
João Silva, colaborou!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Antiga edificação ao lado da Matriz de São José, em Macapá

Foto de 1910 – Detalhe fotográfico da antiga edificação que situava-se ao lado esquerdo da Matriz de São José de Macapá, antes da construção dos prédios da Prelazia de Macapá. 

sábado, 26 de setembro de 2015

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time Juvenil de Basquetebol do Esporte Clube Macapá

Mais uma relíquia do esporte do Amapá, que nos foi enviada, por e-mail, pelo amigo Luiz Façanha. A qualidade da foto está bastante comprometida, mas, vale pelo registro histórico:
"Bom dia, João. Eu estava te devendo essa foto. Este é o time juvenil de Basquetebol do Esporte Clube Macapá. O ano deve ser 1965/1966. A foto foi batida na quadra do Amapá Clube, cujo piso era de cimento cru, e não lembro por quem; me parece que foi o Horácio Marinho.
Em pé, da esquerda para direita do leitor: Ernesto Sebastião Dias Neto (técnico), Newton Cardoso Filho (nenén),  Enilton José Cardoso,  Jaime Ribeiro Barcessat e Paulo (zé do brôlho),  que era nosso assistente para assuntos diversos.
Agachados: Luiz Façanha (de cabeça raspada) e Zeca Furtado (in memoriam).
Essa garotada toda é nascida no Bairro Central, e são filhos de pioneiros amapaenses como Newton Cardoso, Seu Barcessat,  Ituassú Borges de Oliveira, Sr. Canalejas e Lourenço Borges Façanha. Não lembro  de quem o Paulo era filho.
Foi uma época de ouro nas nossas vidas. Tempos inesquecíveis da nossa infância/juventude. Grande abraço."

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Cultura: Livro biográfico homenageia família pioneira de Santana

Será lançada nesta sexta-feira (25/09) a partir das 20h, na antiga sede do social do Santana Esporte Clube, na Vila Amazonas no município Portuário de Santana, no Amapá,  a obra “A Saga Trevisani”, o livro biográfico que homenageia uma família pioneira do Amapá.
O autor é Cléo Araújo, um escritor bastante conhecido e respeitado na Literatura Amapaense, criador de outras obras como “O Dicionário Amapês” e diversos livros poéticos; este foi o primeiro desafio profissional de Cléo que também atua na área jurídica do Estado.
O livro registra bem mais do que a vinda da família Trevisani para o Amapá. Remonta informações dos Trevisani desde a saída deles da Europa para o Brasil, são registros nunca passados para outras pessoas pela própria família”, conta Cléo Araújo, que se interessou pelas informações referentes à família Trevisani quando estava preparando outro livro.
Colhia material para me empenhar na trajetória de alguns jogadores que fizeram história no futebol amapaense nas décadas de 1940 e 1950; foi quando entrei em contato com os irmãos Trevisani para que me passassem seus históricos no futebol local e me surpreendi com tanta coisa, que acabei descobrindo com o passar do tempo, daí me veio essa vontade de levar toda essa trajetória da família Trevisani a se resumir em um livro”, falou.
Foram três anos de intensas pesquisas e recolhendo informações sobre essa família e suas participações no futebol da nossa terra”, detalhou.
Segundo o autor, a obra com mais de 120 páginas, contém diversas fotos históricas dos aspectos de Macapá e Santana nas décadas de 1960 e 1970, e também, alguns registros marcantes da atuação esportiva dos irmãos Trevisani – conhecidos no meio futebolístico do Amapá como Antônio “Galo” e Mauro “Nego”.
O pai, Antônio Trevisani, natural de Colatina-ES, foi com a família (esposa e mais três filhos) para o então Território Federal do Amapá a convite da Indústria e Comércio de Minérios S/A (ICOMI), onde exerceu diversas funções técnicas e operacionais na mineradora que estava responsável de explorar o minério de manganês em contrato de 50 anos.
Como o patriarca da família Trevisani era funcionário da ICOMI, foi também um dos fundadores do Santana Esporte Clube, agremiação que era patrocinada pela mineradora, e onde seus filhos chegaram a ser considerados os artilheiros desse clube que ficou regionalmente conhecido como o “Canário Milionário”. Fatos estes que foram detalhadamente publicados na obra, que já chegou a ser anteriormente revisada pelos herdeiros da família Trevisani.
Os irmãos Trevisani (Antônio, Mauro e Dulcinéa) ligaram para o autor dizendo que ficaram muito emocionados com a obra, como se fosse um registro de alguém que esteve ao lado deles durante a vida toda.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Foto Memória de Macapá: "Bigode", neto de Mãe Luzia

Encontrei esse registro fotográfico histórico, de 1996, numa postagem publicada pelo amigo jornalista João Silva, na página do Memorial Amapá, no Facebook.
Na imagem Raimundo Nonato Silva, o ‘Bigode’, neto de Mãe Luzia, um dos três irmãos de Francisco Lino da Silva, o menestrel de Boêmios do Laguinho e figura histórica do carnaval amapaense.
"Bigode" estava na época, com 54 anos de idade.
Ele faleceu há alguns anos, deixando triste seu vasto círculo de amizade.
Fonte: Facebook

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Há 58 anos falecia em Macapá, Mãe Luzia

Texto do historiador Nilson Montoril, adaptado ao Porta-Retrato

“Há 58 anos – em  23 de setembro de 1957 – falecia em Macapá  Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia, aos  88 anos de idade. 

Estava alquebrada e tinha os cabelos brancos como um nicho de algodão. Sua morte deixou os moradores de Macapá imersos em profunda tristeza.
O enterro ocorreu no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, a direita de quem ingressa naquele campo santo, junto ao passeio que leva ao Cruzeiro e à capela.
A morte de Mãe Luzia encerrou o ciclo das renomadas parteiras e mulheres de múltiplos conhecimentos com plantas medicinais.
Mãe Luzia, se devotou aos desvalidos, ministrando-lhes remédios caseiros, benzendo crianças, curando espinhela caída, cobreiro, carne rasgada, erisipela e problemas da cabeça. Nasceu com o divino dom de “aparar” crianças e nenhuma delas pereceu em suas mãos.
Mesmo quando o médico obstetra e cirurgião Cláudio Pastor Darcier Lobato veio para Macapá,em 1944, e passou a chefiar a Unidade Mista de Saúde (que ocupava a área onde foi construída a Biblioteca Pública), Mãe Luzia não foi relegada. Em várias oportunidades o ilustre médico recorreu aos conhecimentos práticos da Mãe Preta da Cidade de Macapá. O Mesmo fez o médico Moisés Salomão Levy, que era pediatra.
A primeira casa de Mãe Luzia era localizada na esquina da Rua dos Inocentes (depois Coronel José Serafim Gomes Coelho) com a Travessa Floriano Peixoto (depois Presidente Getúlio Vargas). Ela deixou o imóvel sob a responsabilidade do filho Cláudio Lino e foi se estabelecer no Largo dos Inocentes.
A segunda casa tinha estrutura em taipa de mão, com vários quartos que ela alugava para caixeiros viajantes e romeiros. Era um casarão de telhado alto situado na esquina da Avenida Mendonça Furtado com a Travessa Francisco Caldeira Castelo Branco (depois Coronel José Serafim Gomes Coelho e atualmente Tiradentes), com frente para o Largo dos Inocentes, também denominado Formigueiro.
Observe a casa localizada ao fundo da passagem entre a velha sede do Senado da Câmara e a Igreja de São José. Ela demorava à margem da Travessa Castelo Branco, de frente para o Largo dos Inocentes e pertinho da casa da Mãe Luzia. A foto é bem antiga, mostrando como era a Igreja. 
O imóvel que ela ocupou até morrer foi desapropriado em 1970, para o alargamento da Rua Tiradentes. Na parte do terreno que não virou leito de rua foi erguido um prédio em alvenaria onde funcionou o Cartório Jucá.
Mãe Luzia foi casada com Francisco Secundino da Silva, próspero lavrador e político macapaense que chegou a exercer o cargo de Prefeito de Segurança (Delegado de Polícia) e obter a patente de capitão da Guarda Nacional. O casal teve duas filhas e quatro filhos: Miquilina Epifânia da Silva (Milica), Cláudio Lino dos Passos da Silva (pai do Francisco Lino da Silva, o Lino da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho), Àguida Chavier da Silva, Francisco Lino da Silva, Raimundo Lino da Silva (Bucú) e José Lino da Silva.
Ela costumava lavar roupas sem usar a parte superior de sua vestimenta e quem a via assim jamais lhe faltou com respeito. O quintal de sua residência era paralelo a Rua Tiradentes e não tinha cerca. Quando se debruçada sobre a gamela, esfregando as roupas, seus seios flácidos se misturavam a elas.”

Post original publicado no blog Arambaé – de Nilson Montoril

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Foto Memória Estudantil: Alunas do Conservatório Amapaense de Música, perfiladas, em Macapá.

Nessa foto rara, vemos alunas do Conservatório Amapaense de Música, perfiladas para desfile, em Macapá.
Observando as imagens de fundo, dá pra identificar o local em que elas se encontravam: Avenida FAB, em frente ao Hospital Geral de Macapá.
Em primeiro plano identificamos: a primeira à esquerda de quem vê a foto é Leila Nunes, filha do dentista Amiraldo Éleres Nunes; atrás dela, na mesma fila, Marly Porpino; a do meio é Marísia Porpino, irmã dela; a moça branca bem atrás, na diagonal, olhando para baixo, é Lilian, irmã de Leila.
A ultima do lado direito é Izabel Carolina Coutinho, filha do Sr. Ubirajara Coutinho, que residia em um chalé, na rua José Serafim, atual Tiradentes, no centro de Macapá.
Foto reproduzida do blog Repiquete no meio do mundo

sábado, 12 de setembro de 2015

Resgate Histórico - Instituto Memorial Amapá, realiza em Macapá, o 1º Encontro Anual da Caravana da Memória.

O Amapá vive, nesses dias, um marco histórico de uma importância imensurável.
Está sendo realizada em Macapá, uma vasta programação que evidencia os primeiros resultados do trabalho abnegado de pioneiros, que tentam resgatar e preservar a memória física, cultural e patrimonial do povo amapaense.
O Instituto Memorial Amapá, criado em maio deste ano, realiza neste fim de semana, o 1º Encontro Anual da Caravana da Memória.
Amapaenses, pioneiros e descendentes de pioneiros, de vários lugares do Brasil e do Mundo, estarão presentes e juntos com os que moram lá, participarão de uma confraternização histórica, e ao mesmo tempo reafirmarão o compromisso de todos com a preservação da identidade cultural e histórica do povo amapaense.
Às 17h haverá posse dos Acadêmicos Notáveis e nomeação dos patronos e patronesses. Entrega dos diplomas e das medalhas de Acadêmico Notável.
A escolha foi feita com critérios definidos pelos membros do Memorial, de acordo com sua importância, independente de classe social ou conhecimentos acadêmicos.
O Memorial Amapá trabalha com parcerias. Uma delas é com a prefeitura de Macapá, que pretende dar  visibilidade para a história das pessoas que dão nomes às ruas, avenidas e praças da capital.




Hoje foi inaugurada a primeira placa de resgate histórico na Praça Zagury. 
A identificação conta com a localização da praça, foto e breve histórico de Issac Zagury, que dá nome ao local.
Às 21h acontece o tão esperado Baile, com o melhor da música dos anos 50, 60, 70 e 80 que embalaram os bailes da Piscina Territorial, Aeroclube, Círculo Militar... e toda uma geração de amapaenses.  
Atrações: Bandas “Os Cometas” e “Babilônia”.
Domingo, 13, às 10h acontecem a reunião deliberativa do Memorial Amapá, duas palestras e o debate sobre os objetivos do Memorial.
Às 11h30min haverá Quermesse com comidas típicas e exposição de artes produzidas no Amapá.

Fonte: Memorial Amapá (Imagens) e Sales Nefes.com

Cidadania e Civismo: Há 70 anos, nascia em Macapá o Grupo Escoteiro Veiga Cabral.

Há exatos 70 anos, era fundado em Macapá no dia 12 de setembro de 1945 por Clodoaldo Nascimento, Glycério Marques e Raimundo Barata, a célula embrionária do Movimento Escoteiro do Amapá. 
(Foto: Reprodução de painél do Centro Educacional do Laguinho)
Seu primeiro nome foi Associação de Escoteiros do Amapá (primeiro nome do grupo). Tinha como sede a Praça Veiga Cabral. O nome foi dado em homenagem ao herói Francisco Xavier da Veiga Cabral. Apenas um dos fundadores do grupo continua vivo. Raimundo Barata atualmente aos 88 anos mora em Belém. Como tinham de se manter no Amapá, os chefes escoteiros acabaram ganhando cargos na administração do então Território. O terreno onde está edificada a sede dos escoteiros foi doado pelo governador Pauxy Nunes, em 1947. Atualmente, parte dele abriga a sede do Sebrae. Além do terreno, Pauxy ainda fez a doação de 500 mil cruzeiros (na época) para a construção da sede dos escoteiros. O primeiro prédio foi inaugurado no dia 13 de setembro de 1959, em comemoração ao 16º aniversário do Território Federal do Amapá. Seu primeiro presidente foi o juiz de Direito José Ribamar. Somente no ano de 1999 é que a entidade passou a ser reconhecida como de utilidade pública, através da Lei municipal número 1. 015. (Informações de Edgar Rodrigues). 
O Chefe José Raimundo Barata, hoje com 88 anos, embora se convalescendo de um problema de saúde, manda a sua saudação a todos os escoteiros do Amapá, pela passagem dos 70 anos do Grupo Veiga Cabral. 
Aproveitando o ensejo, ele nos enviou um resumo de sua chegada ao Amapá e conta como foi o início de tudo. 
“Foi assim: o ano, 1942 e seguintes... o mundo vivia conturbado no auge da Segunda Grande Guerra Mundial. 
O Brasil, que até então se mantinha neutro, a braços com as consequências econômicas e psicológicas da guerra, viu-se comprometido, também, sofrendo na própria pele, com o afundamento, em suas águas territoriais, por supostos submarinos alemães, de vários navios mercantes de sua frota de cabotagem, com o agravante de perdas de vidas preciosas, obstando o abastecimento de toda ordem entre o Sul e a nossa região que não era feito por rodovias, como hoje, por inexistirem. 
Belém do Pará, minha cidade, não ficou Imune à intensidade do conflito. 
Declarado um estado de beligerância entre o nosso País e os agressores, passamos a parceiros dos Estados Unidos e de seus aliados, constituindo-se a nossa cidade um suporte logístico aos aviões militares procedentes dali e que faziam escala na cidade de Amapá, no vizinho Estado do Amapá (ex-Território Federal), aonde os americanos haviam construído uma base aérea de apoio (após a guerra foi assumida pela administração territorial que a transformou na Escola de Iniciação Agrícola do Amapá), e aqui, também, para depois seguirem rumo a Natal, no Rio Grande do Norte, de onde prosseguiam no sentido de Dakar na África, para cumprirem missões definidas. 
De certa forma, essa parceria fez o País desfrutar de assistência econômico-militar dos aliados que serviu para a melhoria de algumas situações estruturais como aconteceu nas cidades de Amapá, em Belém e Natal, pelas ações implementadas nos aeroportos nesse tempo existentes que passaram à condição de "bases aéreas militares" com a adaptação e ampliação das instalações que havia aumento e construção de novas pistas de pouso/decolagem adequadas às operações militares, pavimentação de estradas ao entorno e vias de acesso para o deslocamento de viaturas, além dos empregos diretos e indiretos disso originados que resultaram no incremento de feitos propícios à expansão da economia local. 
A costa brasileira, no trecho compreendido pelos pontos extremos geográficos de Cabo Orange, no Amapá, até a Ponta de Seixas, na Paraíba, passou a ser patrulhada por aviões chamados "Catalina" e por "blimps" (pequenos dirigíveis), estes, como de Belém, aonde eu fazia o segundo ano de um Curso de Marcenaria, embasado, não só nas matérias técnicas, como nas disciplinas do currículo oficial. 
Ali havia alunos de várias camadas sociais e a procura desse estabelecimento se dava, não só pelo ensinamento que oferecia como pelo regime de semi-internato, proporcionando ao alunado: café da manhã, merenda ás nove horas, almoço e lanche às quinze horas, de boa qualidade. 
Então, o vínculo entre os discentes se caracterizava, além dos assuntos pertinentes às aulas e ao aprendizado da profissão, pela diversidade de motivos que a escolha fazia nascer um coleguismo homogêneo. 
Ao mesmo tempo, fazia parte de um agrupamento de escoteiros denominado Associação de Escoteiros Católicos "São Raimundo Nonato" - os "católicos", como éramos conhecidos - Igreja de igual invocação, no bairro do Telégrafo, cuja sede, a um quarteirão de casa, ficava nos fundos do terreno de propriedade daquela instituição religiosa. 
Não éramos uma família de grandes posses. Morávamos de aluguel. Papai era embarcadiço (marítimo) de uma companhia local de navegação fluvial como maquinista (condutor de máquinas, hoje), pois, conhecia o desempenho de máquinas movidas à lenha e/ou carvão cóque, e de motores a óleo diesel. 
Percorria os rios da Amazônia em suas viagens rotineiras. Era o único provedor da família porque eu e meus irmãos ainda estudávamos e mamãe era apenas "do lar". Havia uma "irmã de criação", por parte de mãe, que era casada com um português, proprietário de uma mercearia na cidade. 
Não passávamos fome. Tínhamos o suficiente para o nosso sustento. Só coisinhas como livros, jornais e revistas e, eventualmente, a matinê de domingo, é que experimentávamos quando havia alguma folga no orçamento doméstico. A cultura escrita vinha através de empréstimos entre colegas de escola, vizinhos e parentes. Não tínhamos rádio, pois custava caro e só adquirido à vista e os nossos rendimentos, insuficientes para possuirmos um. 
Afeito à leitura, gostava de frequentar, aos sábados, as livrarias da cidade (Martins, Conte Contemporânea) para me ligar às manchetes dos periódicos locais (Folha do Norte, O Estado do Pará, A Província do Pará), aos títulos das novidades literárias e folhear, quando possível, as revistas em quadrinhos de então (Globo Juvenil/Gibi, Suplemento Juvenil/Mirim, Tico-Tico etc.) estas, para saber como estavam se comportando os heróis que influenciavam o meu imaginário imaturo. 
Em abril de 1944 meu pai falecera. Como era o único provedor em casa, passamos a enfrentar uma situação adversa, desestabilizando a nossa vivência, não fosse à ajuda de nossa "irmã de criação" nos socorrendo, com gêneros de primeira necessidade, tirados da mercearia de seu marido, e o esforço dispendido por minha mãe, lavando roupa pra fora, de que eu era o entregador, e a sua venda de produtos de feira que a vizinhança adquiria por consideração. 
Como mais velho dos filhos e já com alguma instrução, mas, inexperiência para o labor profissional, saía, quotidianamente, à procura de emprego, sem nenhum sucesso. 
À tardinha de um dia de abril de 1945, quando as minhas esperanças de emprego se esvaíam, alguém bateu à nossa porta (um Anjo?!): um senhor bem apessoado, com uma pasta à mão, e que já estivera na sede do grupo de escoteiros ao qual eu pertencia e, em contra partida ao que expusera aos meus chefes, recebeu a indicação de minha pessoa, por me enquadrar no perfil que ele buscava e por saberem da situação adversa que minha família estava enfrentando. 
Era o Chefe Glycério de Sousa Marques, Chefe Glycério, como era conhecido nos meios escoteiros, porque chefiou, aqui em Belém, uma organização badênica denominada "Tribos Escoteiras", coirmã da Associação de Escoteiros "Benjamin Sodré". 
Disse que desejava falar comigo e com minha mãe para nos colocar a par da sua missão: recrutar dois jovens entusiastas que estivessem dispostos a enfrentar, com ele, o desafio que lhe propusera o Governo do recém-criado Território do Amapá: de fundar, ali, o movimento de escoteiros, porque o seu Governador, Capitão do Exército Brasileiro, Janary Gentil Nunes, conhecia, profundamente, a doutrina cívica e moral de Baden-Powell, o criador do Escotismo. 
Falou, também, que os dois jovens seriam empregados daquela administração e iriam, logo, ganhando um salário mensal desde a sua saída de Belém (a nossa admissão no Governo Territorial se deu a partir de 01 de maio de 1945). Antes, teriam que participar de um curso para chefes escoteiros que, coincidentemente, à época, a Federação Paraense de Escoteiros, sob a orientação austera do conhecido Chefe Castelo (Gonçalo Lagos Castelo Branco Leão), promovia para adestrar, mediante atividades de sede e de campo, um número selecionado de participantes oriundos de municípios da hinterlândia paraense, para difundirem, neles, ações imbuídas nos ensinamentos escoteiros com a criação de grupos pertinentes. Minha mãe deixou-me à vontade para decidir. Aceitei, de pronto. 
Foram noventa dias de exaustivas atividades e, ao seu término, estávamos aptos a partir para assumirmos o compromisso aceito. 
Assim, é que em 17 de agosto de 1945 embarcávamos, no Iate "São Raimundo", rumo à cidade de Macapá, capital daquele Território; uma viagem desconfortável, demorada, aportando, lá, na manhã de segunda-feira, dia 21. Fomos alojados em instalações precárias, passando a viver em república de rapazes solteiros que estavam, como nós, em outras atividades a serviço daquela administração. 
A princípio, eu e meu parceiro de missão morávamos juntos e, assim, sempre que precisávamos mudar de habitação. 
Daí para frente diversas circunstâncias foram se sucedendo na vida de cada um, paralelamente, de modo que contribuíram para a melhoria da nossa vivência na terra que Cabralzinho lhe legara como herança. 
Superamos todas as dificuldades. “Éramos escoteiros e ‘o escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades’”. (Chefe José Raimundo Barata)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Foto Histórica do Amapá - Presidente Juscelino inaugura Porto da ICOMI, em Santana

Presidente Juscelino Kubitschek sendo recepcionado por autoridades do Território Federal do Amapá, quando lá esteve na inauguração do Porto de Santana, em 05 de janeiro de 1957.
Foto compartilhada pela amiga Deuzuite Ardasse, via Facebook
Da esquerda para a direita: Pres. Juscelino Kubitschek, Dom Aristides Piróvano, primeiro Bispo Prelado de Macapá; Dr. Amilcar da Silva Pereira - Governador do Amapá, à época; Dr. Augusto Antunes – Presidente da ICOMI e Dr. Coaracy Nunes – Deputado Federal pelo Amapá.
Presidente e comitiva, chegaram ao Porto de Santana, a bordo do Navio “Lobo D’Almada”.

Fonte: You Tube

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Memórias do Rádio Amapaense: “Os caminhos da Pioneira”... na versão de Ruy Guarany Neves

ASSIM CAMINHA A PIONEIRA, é uma crônica do escritor e jornalista Ruy Guarany Neves, publicada inicialmente em 08/09/1994 no Jornal do Dia, e inserida no livro “A MISSÃO DE COMUNICAR”, lançado, recentemente, pela Editora Scortecci.
Como neste 11 de setembro de 2015, a Rádio Difusora de Macapá estará completando sessenta e nove anos de bons e relevantes serviços prestados à comunidade amapaense, resolvemos trazer para o blog Porta-Retrato, a história da emissora oficial do Governo do Amapá, na versão do experiente cronista Ruy Guarany Neves.
Vamos conhecer parte dOs Caminhos da Pioneiranesses quase setenta anos “de lutas, amor e desprendimento por parte daqueles que fazem a história da radiodifusão no Amapá.”. 
Ruy relembra que, “no início de suas atividades, nos idos de 1946 com o prefixo ZYE-2, a Rádio Difusora de Macapá tinha como missão a divulgação das ações do Governo do Território, além de outras informações de interesse da população, sem fins lucrativos.  Dotada inicialmente de transmissor de baixa potência de fabricação Philips, sintonizado na frequência de 1.460 Kcs (Khz), a emissora cumpria um horário restrito de 6 horas às 9 horas, de 11 horas às 13 horas e 17 horas às 20 horas. 
Nesse trecho ele conta um detalhe, que até então, eu desconhecia: “Ciente de que parte da população de Macapá não possuía rádio, o governo Janary Nunes determinou a instalação de um projetor de som na praça matriz, onde muita gente comparecia a partir das 18 horas para ouvir as últimas notícias. O pequeno transmissor funcionava no próprio prédio da emissora, próximo à console de operação. O sistema irradiante era do tipo unifilar no sentido horizontal, atravessando a Rua Cândido Mendes(...). O equipamento foi instalado pelo engenheiro Jorge Êdo, ficando a manutenção a cargo do técnico Manoel Raimundo Veras. Os locutores Raimundo Bentes e Delbanor Dias se revezavam para manter a programação.
Outro detalhe histórico importante, na versão de Ruy Guarany: a primeira transmissão em ondas curtas foi feita com a utilização de um transmissor de fabricação  americana marca RCA, de 500 watts de potência, sintonizando na gama de 4.390 (Khz), pertencente a estação radiotelegráfica. Isso aconteceu durante um jogo de futebol entre o Amapá Clube e o Artífice em Belém. Atuou como locutor o então diretor da divisão de educação Marcílio Viana. Ele conta ainda que “empolgado com os resultados dessa transmissão, o governador Janary Nunes determinou a aquisição de um transmissor de fabricação Indeletron, potência de 1kw, faixa tropical de 4.915 Khz, que entrou em operação no dia 13 de setembro de 1952. Com essa providência, o interior passou a receber as informações sobre os atos do governo. A primeira notícia vinda do exterior dizia que os sinais da RDM estavam sendo recebidos na Alemanha. 
Mais em frente Ruy cita que necessidades crescentes levaram o governo a recrutar mais pessoal para a emissora. Assim, o elenco da pioneira foi enriquecido com a participação de Agostinho Souza, Argemiro Imbiriba, Pedro Afonso da Silveira, Amazonas Tapajós, Júlio Sales, José Maria de Barros, Creuza Souza, Edna Luz, Benedito Andrade, J. Ney, João Álvaro Rodrigues, Cristina Homobono, Guilherme Jarbas, Humberto Moreira, João Lázaro(eu mesmo), Osmar Melo, Hermínio Gurgel. 
Concordo plenamente quando ele ressalta quemerece destaque a participação de Carlos Corte, o saudoso Baião Caçula, que dava apoio às transmissões externas. Era um emaranhado de fios que só ele entendia. Quando a coisa não dava certo, o dedicado servidor sempre tinha uma alternativa para que as transmissões se efetivassem.  Com a saída de Manoel Veras, o setor técnico ficou a cargo de José Rodrigues(seu Pepe),  Ivaldo Veras, Otavio Pinheiro dos Santos e Nonato Leal.
Em 1964, já especializado em transmissão, Ruy passa a dirigir o setor técnico da emissora: "A essa altura dos acontecimentos, éramos obrigados a operar milagres para manter a rádio em operação".
Ele conta que o sacrifício era compensado e cita que “o governador Ivanhoé Martins, atendendo uma exposição de motivos que lhe encaminhei, determinou a compra de um transmissor marca Philips Inbelsa, para suprir a faixa tropical. Durante alguns anos eu e Hélio Pennafort atuamos como noticiaristas da RDM. O noticiário telegráfico da Asapress, Meridional e United Press era encaminhado a Alcy Araújo, que marcou participação relevante na nossa comunicação.”
Ruy cita também, um acontecimento importante que assinalou a participação dele, como homem da comunicação: “fui o primeiro a receber e levar ao conhecimento do governador Janary Nunes a notícia do suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954.  Peço desculpas se omiti algum nome. Entretanto, merecem destaque os dedicados servidores que ajudaram a impulsionar a nossa pioneira, como controlistas, operadores de transmissores, motoristas e outras atividades de apoio, de um modo especial só diretores que passaram pela emissora.  Muito embora alguém insista em suprimir do roteiro da RDM o período em que funcionou como Rádio Nacional de Macapá, para mim não passou de um erro político que não merece ser considerado.
Nossos parabéns, a todos que hoje militam na Difusora, lembrando que eu(João Lázaro), entre muitos, também tive a honra de passar pelos vitoriosos “Caminhos da Pioneira”!

Fonte: Do Livro A MISSÃO DE COMUNICAR, de Ruy Guarany Neves, Editora Scortecci – 1ª edição-2015)

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Foto Memória de Macapá: Moradores da "Maison Des Anges" (Casa dos Anjos)

Confesso que morei quase 60 anos em Macapá, e nunca havia ouvido falar na "Maison des anges". 
Ao receber uma foto do amigo Derossy Araújo, fiquei curioso e fiz aquela pergunta inevitável: Mas afinal...o que é "Maison des anges"?
Derossy Araújo da Silva conta ao Porta-Retrato que a “Maison des Anges” foi uma república de solteiros, criada por volta do início da década de 1960. Sendo membros fundadores: Derossy Araújo, Oséas Filho e Elson Martins.
Para ser ingresso na Maison era necessário ter o consentimento dos três moradores, caso houvesse uma discordância de um dos membros, o candidato não seria aceito.
Derossy chegou em Macapá em 1959, indo morar, inicialmente na casa do Sr. Lobo. Pouco tempo depois, junto com Oséas Filho e o Elson Martins, fundam a Maison. 
O Oséas era noivo à época e morava de aluguel. Como se preparava para casar, deveria passar pouco tempo na casa que alugasse. 
Por ser colega de Derossy, no Banco do Brasil, juntamente com o Elson, resolvem alugar uma casa. 
O Elson já havia chegado bem antes com a família a Macapá e estavam morando no bairro do Trem. Para ele era muito trabalhoso ficar no bairro e ir para o centro, em virtude disso ele foi morar na Maison.
O primeiro endereço da Maison foi no cruzamento da Av. Raimundo Álvares da Costa com a Rua General Rondon. O segundo endereço foi no início do Laguinho, ainda na Rua General Rondon. 
O terceiro e último endereço da Maison com a participação do Derossy, foi no beco da Loja Pernambucanas, onde foi batida a foto acima. 
Ele saiu de lá em 1965 em virtude de seu enlace matrimonial. 
A república continuou mais um pouco com os remanescentes.
O nome “Maison des Anges” era uma insinuação do pessoal que falava só morar “anjos” ali, assim eles aceitaram a denominação e usaram o nome afrancesado por ser mais “chique”.
Também participaram da Maison: Brito Lima, funcionário do Banco do Brasil; o Jaime (os dois estão na foto acima) e outros que iam chegando a Macapá transferidos de outras agências; a maioria oriunda do Banco do Brasil. 
A Maison era uma base de apoio para eles, até se situarem na cidade.

(Márcio José Andrade da Silva, filho de Derossy, colaborou na coleta das informações junto ao pai dele)
O blog agradece aos dois
Fotos de arquivo

domingo, 6 de setembro de 2015

Do Fundo do Baú: Filhos e mãe reunidos - família Guarany Pennafort

Uma das famílias pioneiras, mais destacadas do Amapá, a família Pennafort.
A amiga Maria da Graça, compartilhou em seu Facebook, esse registro da mãe dela, com os irmãos da família Pennafort.
Foto dos 90 anos de Dona Cezarlina Guarany Pennafort. Dia 2 de março de 1997.  Feita na entrada da casa dela, em Macapá, na Nações Unidas, bairro Jesus de Nazaré.

Ano 1997 – Dona Cezarlina Guarany Pennafort e filhos.
Atrás em pé, da esq p/direita de quem olha: Célia, Dóris, Ciro, Dayse, Ney, Graça, Auxiliadora e Albertina.
Sentados: Terezinha, Wanda, Dona Cezarlina(mãe), Manoel e Hélio.
Atualização: Hélio, Manoel e Dona Cezarlina, já são falecidos.
O patriarca Rocque de Souza Pennafort, faleceu em 2 de junho de 1984, razão pela qual ele não aparece no registro fotográfico.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Foto Memória Estudantil: Nos bons tempos do Colégio Amapaense

Mais um registro raro, desta feita compartilhado pelo amigo engenheiro Spíndola.
São imagens do Time do CA, de 1973.
Em pé: Sabá, Gervásio Oliveira(Gê), Albano (Baninha), Ranolfo Gato, Mauro, Espindola (Buiuna), Daniel, Serra, Tita e o Prof. Aderbal;
Agachados: Bil Maravilha, Tadeu Bonfim, Dinho(Muruca), Nelson Souza(Hoje, vereador), Temica e Batista(Ganância).
Do Facebook

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Do Fundo do Baú: Amigos em frente ao Bar Caçula

Amigo jornalista Ernani Marinho, abre seu baú de lembranças e nos brinda com um registro raro, clicado em frente ao antigo Bar Caçula.
Ernani não sabe precisar a data da foto: fim da década de 50 e início da de 60.
O Bar Caçula, ficava na esquina da Candido Mendes com a Coaracy Nunes, em frente a Beiruth N’América, dos irmãos Houat, era de propriedade do pai do Abemor e Hamilton Coutinho
Posteriormente, funcionou no mesmo endereço, a Lanchonete Zero Grau.
Ernani informa que ele e amigos,  sempre iam ao Bar Caçula tomar umas cervejas e jogar bilharito, principalmente quando o plantão era do Abemor.
A foto é em frente ao bar. Pela ordem: Horácio Marinho, Sebastião Almeida (Fazendinha), Ernani Marinho, Raimundo Souza de Oliveira (Camarão), Augusto Monte de Almeida e Raimundo Viana Pereira (Camarão).
Texto e foto do acervo de Ernani Marinho (Facebook)