domingo, 30 de abril de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Vila de Terezina - Serra do Navio/AP

Esta foi a primeira vila da ICOMI construída do outro lado do rio Amaparí.
Moradores mais antigos do lugar contam que era também conhecida como Vila Papelão.
A travessia das pessoas era feita por uma ponte pênsil (foto acima) montada com madeiras e cabos de aço, que desabou com jovens escoteiros de Macapá, fato muito triste que abalou os amapaenses e que está narrado no livro “A Margem Esquerda do Rio Amazonas - Macapá”.
O escritor amapaense Amiraldo Bezerra conta em sua obra, que um “acontecimento que enlutou e consternou muitos amapaenses, foi a tragédia com os escoteiros em Serra do Navio, mais precisamente com a queda da ponte que ligava aquela cidade a vila de Teresina. Era uma ponte feita de cabos de aço e tábuas de madeira, com uma altura de seis metros, aproximadamente. Ao romper-se em uma extremidade, jogou dentro do rio de correntezas e muitas pedras, dezenas de jovens escoteiros e lobinhos que excursionavam ali naquelas férias de meio do ano. Um dia antes, havia passado por lá uma comitiva de vários marinheiros e nada demonstrava perigo em utilizar a ponte. Era o dia 11 de julho de 1960. Seis mortes, todos em idade infantil, antes de chegarem à adolescência, tiveram o fim da vida terrena ceifada de forma brusca. Durante toda a semana, parece que de maneira premeditada, achava-se um corpo, aquilo nunca mais saiu de nossa mente.”

sábado, 29 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Hospital Geral de Macapá

A Unidade Sanitária Mista de Macapá, iniciada em 1945 foi um dos primeiros prédios construídos pelo Governador Janary Nunes, como parte da estrutura montada nos primeiros anos do Território Federal do Amapá.
Seu projeto e sua construção foram realizados pelo engenheiro e escultor português Antônio Pereira da Costa. 
Sua inauguração aconteceu em 25 de janeiro de 1949, data da comemoração dos quatro anos da instalação do Governo do Amapá.
( Post reeditado e repaginado em 29/04/2017 )

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Posto de Puericultura "Iracema Carvão Nunes"

(Foto: Reprodução do livro "Perfil Histórico do Amapá" de Arthur Cezar Ferreira Reis - 1949)
Posto de Puericultura "Iracema Carvão Nunes", construído pela Campanha da Redenção da Criança, sob a administração do Governo do Território Federal do Amapá.
Localizava-se na Rua Cândido Mendes ao lado do Grupo Escolar Barão do Rio Branco e da residência do governador, prédio atualmente cedido à Prefeitura de Macapá.
(Repaginado em abril de 2017)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Prof. Munhoz e amigos

A Foto Memória de hoje, permite à editoria do Porta-Retrato, fazer múltiplas homenagens juntas, a pioneiros e pioneiras do Amapá.
O registro pertence ao acervo do ilustre professor Antônio Munhoz Lopes, que foi publicado em sua página oficial no Facebook.
Segundo a própria legenda, são imagens do professor Munhoz numa das comemorações de seu aniversário, em Macapá, com os amigos:  Maurice Ghammachi; professora Niná Barreto; professora Aracy Mont'Alverne; professora Zaide Soledade; Toninha Bezerra e Carlos Bezerra.
Ao lado de uma recheada mesa de doces estão a partir da esquerda o empresário Maurice Ghammachi ( de bigode branco ) que foi proprietário da sortida Casa Gisele.
Seu Maurice Ghammachi nasceu no Líbano, em 14 de agosto de 1916. Casou em 16 de dezembro de 1951 com Leila Ragi Ghammachi. Chegou em Macapá em dezembro de 1953, juntamente com o irmão Aziz Ghammachi, e após trabalhar em atividade comercial itinerante, abriu, anos depois, a CASA GISELE (fevereiro de 1953), funcionando inicialmente na Avenida Ataíde Teive. Depois a loja foi transferida para a Rua Cândido Mendes. O nome Gisele foi em homenagem à sua filha, atual médica, Gisele GHAMMACHI.
Seu Maurice faleceu em 24 de janeiro de 2005. 
(Fonte: Informações da médica Gisele Gammachi, filha do biografado, repassadas ao historiador Edgar Rodrigues e gentilmente cedidas ao Porta-Retrato)

Outra pioneira que aparece nas imagens entre seu Maurice Gammachi e a Professora Aracy Mont’Alverne, é a artísta plástica Niná Barreto Nakanishi.
Niná Barreto Nakanishi nasceu na cidade de Barcelona, Estado do Rio Grande do Norte, no dia 9 de julho de 1929, filha do comerciante Luiz Gomes Barreto e Evenca Gomes Barreto.
Desde jovem mostrou tendência para a escultura, manuseando o barro, criando seus bonecos; participou de cursos incentivada por sua família e ficou conhecida em Natal.
Chegou à Macapá, em 1948, instalando seu "atelier" e conseguindo alguns alunos e, logo em seguida, foi contratada pelo governo do Amapá e passou a exercer a função de Professora de Artes. Foi convidada e participou do 2.° Salão de Artes Plásticas na Universidade de Sergipe. Expôs seus trabalhos em Belém, Estado do Pará, em 1971; no Distrito Federal em 1976; na "Amostra de Artes" em Fortaleza - CE; em Brasília nas comemorações do "Ano Internacional da Mulher" em 1976, além de sete exposições em Macapá. Suas obras estão em museus ou em poder de colecionadores na Itália, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Indonésia, Portugal e noutros países.
Niná foi casada com Tatsuo Nakanishi de quem se desquitou.
Niná Nakanishi faleceu em Macapá, em 20 de setembro de 2003.
Niná é uma das pioneiras das artes e da educação no Amapá.
Fonte: (Informações fornecidas ao blog pela família de Niná)

Ao lado de Niná aparece a Profª Aracy Mont’Alverne, uma das pioneiras de educação do Amapá.
Professora Aracy nasceu em Colares, Estado do Pará, no dia 13 de fevereiro de 1913, filha de Werneck Barbosa de Miranda e D. Raimunda Maria de Miranda.
Estudou nos colégios de Belém e formou-se professora normalista em 1933.
Começou a trabalhar como professora do Ensino Primário em Belém, no período de 1933 a 1936.
Chegou ao Amapá, em 8 de dezembro de 1942, convidada pelo então Governador Janary Gentil Nunes, ingressando no Quadro de Funcionários do Governo na função de Professora dos Cursos Pré-Primário e Primário nivel l no dia 2 de fevereiro de 1949.
Em 1962, foi promovida para o cargo de Professora do Ensino Secundário.
Exerceu entre outros cargos a função de Diretora da Divisão de Educação e Cultura em 1962; Diretora da Biblioteca e Arquivo Público em 1965; Orientadora do Ensino de 2.° Grau; Chefe da Assessoria de Relações Públicas do Governo do Amapá em 1965;
Professora Aracy teve brilhante atuação como poetisa, declamadora, musicista, escritora e teatróloga.
Lançou seu primeiro livro "Luzes da Madrugada" em 1988; compôs várias músicas entre as quais o Hino do CCA; escreveu várias peças infantis; em 1997, a Associação Amapaense de Escritores - APES, lançou seu 2° livro em homenagem aos seus 84 anos, "Arquivo do Coração" em agosto de 97.
Casou-se com o Sr. José Jucá de Mont'Alverne, cidadão respeitado e de tradicional família amapaense, de cuja união nasceram os filhos: Ana Luiza, José Sebastião, Joacy Werneck, José Jorge, Ana Lourdes, Ana Lúcia e Ana Lídia.
Aposentou-se em 1969 quando foi passar uma temporada em Belém.
Faleceu em  01/02/2002.
Fonte: (Livro Personagens Ilustres do Amapá, obra de Coaracy Barbosa vol II)

Por trás, entre a Profª Aracy e o Professor Munhoz, aparece o rosto da pioneira Zaide Soledade.
Profª Zaide Soledade trabalhou em uma das primeiras lojas de Macapá; mesmo sem estudo, virou professora e educou centenas de amapaenses; conseguiu se formar, assumiu cargos públicos e entidades de classe; deu nome ao Teatro das Bacabeiras, incentivou a criação da guarda municipal, foi atriz da primeira novela produzida no Amapá, ("Mãe do Rio" - autoria de Ângela Nunes, Joseli Dias e Gilvan Borges); fez figurações em comerciais, nos fez rir e chorar de emoção.
Profª Zaide Soledade, faleceu na noite de 05.08.2016.

O aniversariante Antônio Munhoz Lopes aparece em seguida, de óculos claros:
O Pioneiro Antônio Munhoz Lopes, filho do farmacêutico José Ayres Lopes e D. Izabel Munhoz Lopes, iniciou seus estudos com professor particular e prestou exames no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em Belém, em 1943.
Começou o ginásio no Colégio Nazaré dos Irmãos Maristas em Belém, transferiu-se depois para o Seminário Metropolitano de Nossa Senhora da Conceição.
Em São Luís do Maranhão, iniciou o curso de Filosofia, recebendo a batina no dia 8 de dezembro de 1950.
Fez o curso jurídico em Belérn, na velha Faculdade de Direito do Pará, bacharelando-se em 4 de outubro de 1959.
Ao chegar ao Amapá ingressou no governo do ex-Território em 8 de dezembro de 1958, na função de Delegado de Polícia da DOPS.
Em 1960 foi enquadrado na, função de Professor do Ensino Secundário, lotado na antiga Divisão de Educação, tendo exercido os cargos de Diretor do Colégio Amapaense (1960); Diretor da Divisão de Educação em 1963; Secretário da Justiça Federal de Primeira Instância; Orientador Educacional; Diretor do Conservatório Amapaense de Música em 1980; Diretor Adjunto da Escola de Arte Cândido Portinari em 1990.
Em 1969 é escolhido o "Mestre do Ano", recebendo uma caneta de ouro do Governador Ivanhoé Gonçalves Martins.
A crítica de cinema Luzia M. Álvares, do jornal "O Liberal", considerou Antônio Munhoz "um dos pioneiros da verdadeira crítica cinematográfica no Pará" (29.12.1972), fazendo parte do livro "A crítica do Cinema em Belém".
Na sua ânsia pela cultura e pelo conhecimento dos costumes dos povos, visitou o Japão, China, Indonésia, Cingapura, Tailândia, Índia, Nepal, Egito, Israel, Turquia, Rússia, África do Sul, Quênia, Marrocos, México, Finlândia.
Além da Europa, conhece os Estados Unidos e Canadá.
O jornalista Haroldo Franco chamou-o de "cidadão do mundo", além de "um dos melhores mestres da nova civilização que o Brasil está implantando no Amapá".
O último poema escrito por Alcy Araújo em abril de 1989, foi dedicado a "Antônio Munhoz, cidadão do mundo".
Munhoz é fascinado por museus e visitou os mais importantes do mundo, como o Louvre em Paris, o Errnitage em São Petersburgo, o Prado em Madri, o Metropolitan de Nova Iorque, o do Vaticano e do Bardo na Tunísia.
Adora ler, que é sua atividade preferencial, como gosta de teatro, ópera e ballet.
Por vinte anos seguidos foi professor de Literatura (Brasileira e Portuguesa), no Colégio Amapaense; Lecionou História da Arte, na Escola Cândido Portinari; deu cursos de Literatura Portuguesa no antigo Núcleo de Educação.
Lecionou na Universidade Língua Latina.
Além de ter os cursos de Filosofia e de Direito é formado também em letras e com essa bagagem literária, lecionou mais de 40 anos no Amapá.
Munhoz guardou seu diploma de advogado e carrega consigo o de Letras.
A sua atuação em Macapá se destaca no Cenário da Educação e da Cultura.
Fez parte do Conselho de Cultura do Amapá desde a sua criação em 1985 até sua extinção em 1989.
Membro da Academia Amapaense de Letras, ocupante da cadeira n. 38 que tem corno patrono o Dr. Vicente Portugal Júnior.
Estes são um resumo dos dados biográficos do professor Dr.Antônio Munhoz Lopes, um homem que ama a poesia, a música, as cores e o Amapá.
(Reprodução/blog da Alcinéa)

O último homenageado à direita da foto, é Carlos Emanoel de Azevedo Bezerra, o popular Carlos  Bezerra, um dos mais conhecidos e respeitados profissionais do Amapá. Além de jornalista, era cronista, tendo publicado no jornal Diário do Amapá, algo em torno de 1.200 crônicas, conforme informava no perfil de seu blog.
Era paraense de Portel, onde nasceu no dia 25 de julho de 1948, filho de Raquel Azevedo Bezerra e Braz Bezerra da Silva. Carlos Bezerra aprendeu a ler desde os seus seis anos, incentivado pela mãe. Viveu em Abaetetuba no Pará até aos onze anos.
Em 1960 chegou à Macapá. Começou a trabalhar desde os treze anos, fez de tudo um pouco. Trabalhou em uma fábrica de cadeiras. Com 14 anos foi selecionado pela Prefeitura de Macapá para plantar grama no hospital geral e nos prédios públicos localizados na Avenida FAB. Foi escoteiro, datilógrafo na Olaria do Governo, era o mais rápido chegando a datilografar mais de 250 teclas por minuto. Trabalhou como datilógrafo no escritório do Dr. Cícero Bordallo.
Aos 19 anos passou em primeiro lugar no concurso do Banco do Brasil para caixa bancário. Foi vendedor viajante da empresa White Martins, em Belém do Pará, e primeiro gerente da White Martins, em Macapá. Vendedor viajante da Sharp na rota Macapá/Belém/ Maranhão. Devido a grave instabilidade financeira, juntamente com o filho mais velho vendeu doces e salgados para sustentar a família.
Casou em 7 de dezembro de 1972 com Antônia Maria da Costa Bezerra, (que aparece ao lado dele na foto acima). Era um apaixonado por leitura, lia em média oito livros por mês desde a sua juventude. 
Carlos Bezerra, além do jornal impresso, acrescentou também no rádio o seu conhecimento, irreverência e talento com as palavras através da sua voz marcante e inconfundível. No auge de sua carreira no jornal, Carlos Bezerra escrevia suas crônicas na coluna “Questão de Ordem”, realizava entrevistas, caderno de política, editoriais, além de fazer parte da bancada no programa de rádio.
No dia 26 de dezembro de 2012 Carlos Bezerra foi para o plano espiritual. Era um homem simples, mas de elevada cultura. Exemplar chefe de família, viveu com a Senhora Antônia Bezerra durante 43 anos, 4 de namoro e 39 anos de casados. Teve quatro filhos, Yuri, Patrícia e Érika (filhos sanguíneos) e um adotivo, Patrick.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Família Bemerguy comemora aniversário!

O registro histórico de hoje vem do álbum de lembranças da Família Bemerguy, que em volta da mesa comemora no dia 15 de setembro de 1960, o primeiro ano de nascimento da filha Esther.
A partir da esquerda estão a mãe Helena (de branco), a avó Esther (de óculos escuros com a aniversariante ao colo), o avô Naftali e o pai Mair Naftali Bemerguy (de camisa branca).
Agradecemos à sra. Helena Bemerguy, a deferência de ter permitido a publicação dessa foto rara!
Fonte: Myheritage

terça-feira, 25 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá; Funcionários da Prefeitura Municipal

Fui buscar esses dois registros de nossa memória histórica, na página do Memorial Amapá, no Facebook. 
As duas Fotos Memória são do acervo pessoal de Iris Caxias Lobato. Ambas de 1961.
Na primeira foto clicada em frente ao prédio da municipalidade, na Av. FAB 840, no Centro da cidade vemos a partir da esquerda Rosires Caxias, Edna Picanço (Franco), Azevedo Costa e Maria da Paz.
Na segunda foto batida no ambiente de trabalho, no interior do prédio, são vistos na mesma ordem... Azevedo Costa, Raimundo dos Santos Souza - Sacaca (in memoriam) e Pedro Maurício, sentados.
Em pé, Terezinha Picanço(in memoriam), Maria da Paz e Rosires Caxias (Iris Caxias Lobato).
Embora conhecendo todos trabalhei com  Azevedo Costa(ex-prefeito) e Maria da Paz.
(Fonte: Memorial Amapá)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Macapá Hotel

“O primeiro Macapá Hotel foi construído pelo governador Janary Nunes (1945) no começo da época do Território Federal. O prédio foi demolido na década de 80 pelo ex-governador Anníbal Barcellos. 



A seguir foi erguida outra estrutura hoteleira que passou a ser administrada pela rede Novo Hotel.
Depois que o contrato foi encerrado o governo repassou o hotel novamente à iniciativa privada. Desta vez um consórcio administrado por empresários locais assumiu e recuperou a antiga denominação.




Com o crescimento da rede hoteleira local o Macapá Hotel perdeu um pouco do seu atrativo comercial. Daí o interesse na sua transformação em Espaço Cultural.” (Humberto Moreira)

domingo, 23 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Antiga Sede do SERTTA Navegação

Fotos Memória de hoje compartilhadas pela amiga e Memorialista Maria Façanha:
No destaque, a antiga Sede do SERTTA Navegação, que se situava na antiga Travessa Siqueira Campos (atual Mário Cruz), rua da frente da cidade de Macapá.
A partir da direita do observador, no canto da antiga Travessa Siqueira Campos (Mário Cruz) vemos um terreno cercado onde existiu a primeira sede do Banco do Brasil; seguida do SERTTA; depois casa do casal José Mendes e Iracema; antiga Passagem Sambariri (Abraham Peres); finalmente a casa do Seu Sandó  e o mercadinho redondo.

sábado, 22 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O beco do abieiro

Por Nilson Montoril
Na cidade de Macapá, no meio do espaço delimitado pelas travessas Floriano Peixoto (Presidente Vargas) e Braz de Aguiar (Coriolano Jucá) e pelas ruas São José e Barão do Rio Branco (Cândido Mendes), havia uma larga passagem que ligava o largo de São Sebastião (Praça Veiga Cabral) ao largo de São João (praça Barão do Rio Branco). Devido à existência de um frondoso abieiro a passagem era conhecida como o “Beco do Abieiro”. Outro estreita viela, entre a vila Santa Engrácia e o quintal da casa do coronel Theodoro Manuel Mendes ligava essa passagem a atual Rua Cândido Mendes. Residiam em torno do Beco do abieiro diversas famílias tradicionais de Macapá, entre elas a do senhor Miguel Gantus, presidente do Cumaú Esporte Clube. Sua residência ficava no canto do Beco do Abieiro com a atual Avenida Getúlio Vargas e também funcionava como sede da agremiação alviverde da cidade. Consequentemente, embora houvesse um campo de futebol na ala “A” da Praça Veiga Cabral, o time do Cumaú preferia treinar no campinho armado na área do Beco do Abieiro. Após a criação do Território Federal do Amapá e a instalação do governo territorial em Macapá, algumas donas de casa aproveitaram o ensejo da chegada de trabalhadores para alugar alguns cômodos de suas residências e até mesmo a casa toda. Entre as locadoras de quartos destacava-se Dona Oswaldina, senhora carismática que a todos tratava com muita educação. Ela era viúva e contava com a companhia das filhos Marialvo e Luiz, e das filhas Alcinda e Nazaré. Em um dos cômodos de sua casa instalou-se a jovem Aracy Nascimento da Silva, professora normalista egressa de Belém que veio compor o magistério da novel unidade federada.
A casa de dona Oswaldina era geminada com o imóvel ocupado pelo comerciante Zoilo Pereira Córdova, dono do Bar ABC, situado na área onde está erguido o Teatro das Bacabeiras. Seu Zoilo Córdova tinha vários filhos, entre eles a Mariana a Lélé, o Paloca e o Pedro Maurício, meus contemporâneos da Casa dos Padres e do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
No canto direito da passagem, esquina da Presidente Vargas, sentido da Praça Barão, ficava a residência do senhor Filomeno (foto), um dos primeiros açougueiros a ocuparem “talhos de carne” no Mercado Central. Nas outras extremidades do beco residiam Raimundo Ladislau, o grande tirador de ladrões do Marabaixo e Benedito Lino do Carmo, o velho Congó.
O Beco do Abieiro era muito frequentado e por isso cheio de novidades. Ao entardecer os moradores colocavam cadeiras nas calçadas e o papo rolava solto até a hora do jantar. A primeira descaracterização do Beco do Abieiro veio com a construção do prédio da Agência dos Correios e Telégrafos. Depois surgiu a “Lojas Pernambucanas”, acabando de vez com o campo de futebol do Cumaú Esporte Clube. O jornalista e radialista Carlos Cordeiro Gomes, o popular “Segura o Balde” também residiu na casa de Dona Oswaldina, local onde, a 11 de agosto de 1953, faleceu inesperadamente a Professora Aracy Nascimento da Silva.
Fonte: Crônica de Nilson Montoril, publicada, originalmente,  
no Jornal Diário do Amapá.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: Pioneiro AFIF ELIAS HARB

O Pioneiro AFIF ELIAS HARB nasceu em Chekka, no Líbano, no ano de 1919. Chekka é uma cidade costeira localizada no Sul do Norte do Líbano.  Filho de Elias e D. Mariana Halib, comerciantes. Desde muito cedo trabalhava numa fábrica de cimento. Chekka abriga algumas das maiores fábricas de cimento e papel do leste do Mediterrâneo. 
Chegou ao Brasil (Rio de Janeiro) em 1952, para buscar uma tia e levá-la de volta ao Líbano. Como ela não quis ir, Afif saiu do Rio, partindo para Belém-PA e depois para Cruzeiro doSul-AC, no período áureo da borracha. Mas ficou por pouco tempo e aceitou convite de um patrício seu (José Houat), para ir a Macapá-AP. Chegou a Macapá, no ano de 1955, onde conheceu as principais famílias locais, apresentado pelos seus conterrâneos Hariat, Chaar, El Achi e Dagher, conquistando a amizade de todos. A família ficou no Líbano, até que ele se restabelecesse financeiramente. Começou a trabalhar como camelô e logo montou uma baiuca.
A esposa chegou em 28 de fevereiro de 1957. Com a ajuda dos patrícios eles conseguiram uma casa boa para morar. Comprou a primeira casa em 1961.
Em 1965, inaugurou as Lojas Brasília(foto), na Rua Cândido Mendes, esquina com Av. Mendonça Jr. Casou com D. Amanda em 1940; dessa união nasceram os filhos: Julieta e Romeu.
Julieta Mattar - viúva do empresário Edgard Nader Mattar, falecido em 2003 - continua residindo em Belém do Pará, para onde se transferiu desde quando casou.
Romeu Harb é próspero empresário e continua com atividades comerciais em Macapá, à frente da Importadora JK, substituta das Lojas Brasília.
Pouco se sabe sobre a vida social e política do seu Afif. 
O certo é que ele desde cedo lá estava à porta de sua loja cumprimentando quem passava e isso aconteceu durante toda sua vida, desde o ano de 1956 até o dia 13 de junho de 1985, quando veio a falecer.
Fontes: Livro PERSONAGENS ILUSTRES DO AMAPÁ VOL. III – (Edição não impressa) e Edgar Rodrigues
Fontes consultadas: Wikipédia

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Foto Memória do Carnaval Amapaense: Concurso Rainha das Rainhas

O Concurso Rainha das Rainhas do Carnaval Amapaense, vem sendo realizado pelo Trem Desportivo Clube há 35 anos.
Vemos aqui dois momentos de João Lázaro, como apresentador Oficial desse Certame de Beleza.
No primeiro flagrante de 1986 João Lázaro e Izabel Miranda são clicados no palco do Trem Desportivo Clube, apresentando o Concurso naquele ano.
Na segunda foto de 1991, João Lázaro na apresentação do 9º Concurso Rainha das Rainhas, no Clube da Feliciano Coelho, em Macapá.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Foto Memória da Musical: Conjunto Regional E-2, da Rádio Difusora de Macapá

A primeira emissora de rádio a se instalar no Amapá foi a Rádio Difusora de Macapá, em 11 de setembro de 1946.
Os programas iniciais da emissora, “A Hora do Guri” (depois chamado Clube do Guri) e “Desfile de Calouros” - sempre apresentados e transmitidos do palco auditório da emissora e do Cine Teatro Territorial - na fase de ouro do rádio local, conseguiram revelar novos talentos e grandes intérpretes da música amapaense.
Um dos destaques desses programas era o Regional E-2 – conjunto musical da Difusora – formado, entre outros, por Amilar Brenha, Belinha Barriga, Ezequias Ribeiro de Assis, Florênçio Rocha (o Cassiporé), Gutemberg Tupinambá, Nonato Leal, Terezinha Laranjeira e Walter Banhos.
Trata-se de uma foto do dia 2 de fevereiro de 1949, tirada no auditório da Rádio Difusora de Macapá, postada no Facebook, pelo amigo historiador Nilson Montoril.
A formação do grupo, nesse evento, de 1949, era a segunte:
A partir da esquerda: Miguel Silva (pandeiro), Cassiporé (cavaquinho), João Miséria (bateria), Agenor Melo, Bianor Andrade, e os irmãos José Moacir e Walter Banhos de Araújo (violão).
O conjunto era muito bom. Se o intérprete da música soubesse cantar, os músicos acompanhavam. Se fosse apressado, a turma perseguia.
Nilson conta que foi participante do "Clube do Guri" e chegou a ganhar um livro escolar por interpretar a valsa gaúcha "Jardim da Saudade", composição e gravação de Luiz Gonzaga.
Foi uma homenagem que o Rei do Baião fez ao Rio Grande do Sul, em 1952, quando esteve pela primeira vez naquele estado como artista. Ele esteve por lá no seu tempo de caserna que vai de 04/07/1930 a 27/03/1939.
Ficou muito encantado com tudo o que viu e mais feliz ainda quando soube que entre os municípios gaúchos havia um com o nome de São Luiz Gonzaga.
 
Ainda em 1952, em agosto, Luiz Gonzaga gravou sua homenagem àquele estado, aproveitando-se de uma valsa muito famosa de um dos filhos inesquecíveis do Rio Grande que era seu amigo: Lupicínio Rodrigues.  
A música fez 64 anos de lançamento em disco de 78 RPM. (Fonte: You Tube)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Seu Nathan e Dona Syme Pecher

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Simão Arão Pecher(*), diretamente de Manaus.
O Pioneiro NUTA (NATHAN) WOLF PECHER nasceu na Romênia.
Ao chegar em Belém, naturalizou-se  brasileiro e, em 1949 chegou em Macapá,  com sua esposa Syme Zagury Pecher e o filho Simão Arão Pecher.
Em Macapá, seu Nathan dirigiu inicialmente a Sorveteria Central - juntamente com a matriarca da família Zagury, Dona Sarah Roffé - que funcionou num prédio erguido na esquina da Rua Cândido Mendes com Av. Mário Cruz, na Praça Veiga Cabral, que pertencia à família Zagury.
Depois do fechamento da Sorveteria Central, seu Nathan abriu o Café Continental - em sociedade com seu primo Mair Naftali Bemerguy - na rua São José, entre as Avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá.
Após o fechamento do Café Continental seu Nathan foi morar em Manaus, onde viveu até seu falecimento ocorrido em fevereiro de 1996.
Fonte: Acervo Pessoal do amigo Simão Pecher
(*)Simão Arão Pecher é médico alergista e dermatologista em Manaus;AM

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: Colação de Grau do Prof. Antônio Munhoz Lopes

A Foto Memória de hoje, foi compartilhada pela amiga Sarina Santos, via Facebook.
A Faculdade de Direito da Universidade Federal do Pará (UFPA) acaba de completar 115 anos. 
Fundada em 31 de março de 1902, a instituição (...) formou várias gerações de profissionais, com notórias posições no universo jurídico paraense e brasileiro, tornando-se referência nacional e internacional nos meios acadêmicos e profissionais ao longo de sua história.
Embora seguindo outro caminho, o professor Antônio Munhoz Lopes foi participante da turma "Clóvis Beviláqua", de 1959, sendo o décimo da relação dos cinquenta bacharéis.  
O paraninfo da turma foi o Dr. Joaquim Lemos Gomes de Souza e o orador por parte dos diplomandos o bacharelando Jerônimo de Noronha Serrão.
Na foto acima, vemos o professor Munhoz, na tarde de 04 de outubro de 1959, no Teatro da Paz,em Belém,na cerimônia de sua colação de grau, em Direito, tendo à esquerda seu tio paterno, Lauro Ayres Lopes, isto há mais de meio século.
Fonte: Sarina Santos (Facebook)

domingo, 16 de abril de 2017

Foto Memória do Carnaval Amapaense: Gravação dos Sambas Enredo, no Rio de Janeiro

As primeiras gravações de Sambas Enredo, do  Carnaval de Macapá, tiveram início em 1982.
O Governo do ex-Território Federal do Amapá firmava convênio com a Prefeitura de Macapá, que organizava as Comissões Especiais para coordenar e realizar as gravações dos Sambas Enredo.
Nos primeiros três anos -  1982, 83 e 84 – as gravações foram realizadas na  Capital Paraense. A partir de 1985, em diante, passaram a ser gravadas no Rio de Janeiro.
Intérpretes amapaenses chegando ao Galeão recepcionados por Dominguinhos do Estácio. 
O arquiteto Chikahito Fujishima, viajou no mesmo voo, mas não integrava o grupo oficial.
As Fotos Memória de hoje, trazem registros de vários momentos dos carnavalescos amapaenses, na Cidade Maravilhosa.
Humberto Moreira, intérprete da Escola de Samba "Piratas da Batucada"
Manoel Sobral, intérprete da Escola de Samba "Maracatu da Favela"
Neck, intérprete da Escola de Samba "Boêmios  do Laguinho"
Beloca, intérprete da Escola de Samba "Solidariedade"
Os interpretes das respectivas Escolas de Samba, clicados quando realizavam seus ensaios nos Studios das gravações, sob a Direção do consagrado carnavalesco carioca, Dominguinhos do Estácio.
Eu (João Lázaro), tive a oportunidade de participar da Comissão Organizadora desde 1982 até 1987, período em que a Prefeitura de Macapá, tinha essa incumbência, na cidade.
A partir do ano seguinte, com o advento do Estado, o Governo do Amapá, assumiu a responsabilidade pelas gravações dos discos de carnaval.
Fotos do acervo pessoal de João Lázaro.

sábado, 15 de abril de 2017

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro José Maria Chaves - 93 anos de vida!

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O pioneiro José Maria Chaves, paraense de Cametá, um dos primeiros moradores do Formigueiro, chegou ao Amapá em 1945, com 20 anos de idade, convidado pelo primeiro governador do extinto Território Federal do Amapá, Janary Gentil Nunes. Na época era soldado do Exército Brasileiro e servia em Val de Cães, na base de artilharia antiaérea. Foi nomeado por decreto assinado pelo governador Janary no dia 19 de abril de 1952 como extranumerário-mensalista, referência 19, para desempenhar a função de guarda, lotado na Divisão de Segurança e Guarda do Território do Amapá, com salário de 1.440,00 mil réis. Nessa época só entrava para a Polícia quem era reservista. Com tal salário comprou sua casa, na Mendonça Furtado, por hum mil réis. Por quatro vezes serviu como mordomo na residência governamental. Depois, por longos anos, trabalhou como sapateiro. (Fonte: Governo do Amapá)
“José Maria Chaves, um dos maiores craques do futebol amapaense, foi trompetista do primeiro conjunto musical de Macapá. Foi também bombeiro, marítimo, guarda de trânsito, guarda territorial e mordomo. Mas o que mais gostava de fazer era jogar futebol e consertar sapatos.
Como jogador foi quatro vezes campeão pelo Amapá Clube.
Como sapateiro, conquistou o coração de Berlenites  com quem foi casado há várias décadas.
Aprendeu o ofício de sapateiro com um italiano em Belém. Sozinho aprendeu a tocar. Talento que seus irmãos também tinham e assim, junto com os irmãos, formou a Jazz Band Poeira – o primeiro conjunto musical do Amapá.
A história de Zé Maria Chaves se confunde com a história do Amapá. Ele viu Macapá crescer, viu as casas de barro e miriti serem substituídas pelas de madeira e depois de alvenaria, foi amigo de Mãe Luzia, participou da inauguração do Glycério Marques e viu o surgimento dos primeiros prédios públicos do Amapá, a abertura das ruas, a inauguração das primeiras escolas… (Alcinéa Cavalcante - 02/08/2010)
“José Maria Chaves, viúvo,  hoje, com 93 anos de vida, tem dificuldade de locomoção, pois não anda, pela rótula que fraturou quando tirava um plantão no Estádio Glycério Marques. Continua Lúcido, falante, mas... às vezes falta-lhe a  memória, pela idade avançada, e os problemas de saúde que adquiriu ao longo dos anos!
Mora atualmente no Bairro Universidade, em Macapá, com a nova companheira e o filho dessa união.”  (Informações de sua filha Jennifer Picanço Chaves Nazaré)