domingo, 31 de agosto de 2014

Memória do Comércio e da Indústria do Amapá

A foto abaixo, é um registro histórico da posse do empresário Abdallah Houat na presidência da Associação Comercial e Industrial do Amapá.
Presentes a partir da esquerda: Dom José Maritano, segundo Bispo  Prelado de Macapá; Coronel Adálvaro  Alves Cavalcanti, Secretário Geral do Território; jornalistas Ezequias Assis (ao fundo) e Carlos Cordeiro Gomes (com microfone); Abdallah Houat e General Ivanhoé Gonçalves Martins (de lado).
Resumo biográfico - O empresário Abdallah Houat, libanês de nascimento e naturalizado brasileiro, foi para Macapá em 1949 onde iniciou suas atividades como ambulante. Teve uma atividade intensa, participando de todos os eventos esportivos, sociais e políticos do Amapá. Destacou-se como presidente do Esporte Clube Macapá, sendo campeão de futebol, basquete e natação. Foi rotariano a vida inteira, durante trinta e cinco anos com 100% de frequência.
Foi presidente da Junta Comercial por 16 anos. Liderou o movimento de fundação da Companhia Amapaense de Telefones-CAT, sendo eleito Diretor Financeiro e, posteriormente, como Presidente instalou os primeiros 300 telefones em Macapá. Além da JUCAP, presidiu o Clube de Diretores Lojistas, a Associação Comercial (sendo um dos fundadores), o diretório do PMDB, a Cooperativa da Habitação do Amapá, e por último a Suframa. Participou ativamente da construção da sede do Esporte Clube Macapá, do Trem Desportivo Clube, dá Igreja N. S. da Conceição, da Capela de Santo Antônio e da Associação Comercial e Industrial do Amapá.
Abdallah Houat era um católico fervoroso.
Um infarto o levou do nosso meio, quando se preparava para assistir, pela televisão, a uma partida de futebol da seleção brasileira, no dia 9 de julho de 1994. (Fonte: Perfil do Amapá)

sábado, 30 de agosto de 2014

Candidatas ao Miss Verão, em Macapá

Encontrei esta foto (sem data) do álbum de memórias da família, no Facebook do amigo Adriano Araújo Jorge, e com a devida licença dele, compartilho com todos vocês que nos acompanham aqui no Porta-Retrato:
Segundo a amiga Eleanora (Kzam) Aimoré, que mora em Brasília, e aparece bem na foto, podem ser imagens do Miss Verão, um evento que era realizado, anualmente, em Macapá, geralmente no mês de maio. O local parece ser o salão de festas do Amapá Clube. Ela não conseguiu se lembrar.
A partir da esquerda as senhoritas Francisca, Eleanora, Marisa, Francisca Chagas e Anita.
Só pra lembrar, a Francisca Chagas é a Chicona, cuja boneca aparece na Banda.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pioneira: TV Amapá - A primeira emissora de TV de Macapá

Neste recorte do Jornal do Dia, temos um registro fotográfico de 1987 em que aparecem nas imagens,... 
... a partir da esquerda, o radialista J.Ney (ao microfone); desportista Milton Correia (atrás); professor Alberto Uchôa e radialista Osmar Melo.
Foto tirada nos estúdios da TV Amapá - Canal 6, por ocasião das comemorações dos 12 anos da emissora, no ar. 
Sua inauguração aconteceu  em 25 de janeiro de 1975.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Memória da Cidade: Bar e Sorveteria "Gato Azul"

No início do Território do Amapá, nos anos  40, existiam alguns poucos bares na pequena cidade de Macapá. 
Um deles, que se tornou famoso - o Elite Bar - situava-se no centro histórico da capital amapaense: a esquina da Av. Presidente Vargas com a rua São José, canto com a Praça (Matriz) Veiga Cabral.
Com o passar dos anos, o Elite Bar - ou Sorveteria do João Assis - fechou as portas, e surgiu em seu lugar o famoso “Gato Azul”, um bar que era administrado pelo esportista Amujacy Borges de Alencar(foto), que ainda tinha como  sócios os esportistas e empresários Jarbas Gato e Mair Bemerguy. O Amujacy, zagueirão do E.C.Macapá e da seleção amapaense na década de 50, faleceu em 2010, em Fortaleza-CE, onde passou os últimos 20 anos de sua vida.
João Silva diz que "o GA era um dos pontos mais frequentados pela boemia de Macapá, onde se juntavam, para tomar uma cerveja bem gelada e passar a limpo a vida dos outros, funcionários públicos, estudantes, intelectuais, jornalistas e gente do povo também. Há quem assegure que lá, no Gato Azul, surgiu o bloco "A Banda" bem no comecinho dos anos 60; de certo é que "A Banda" saia da Presidente Vargas, no trecho que ia do Gato Azul à sede do Amapá Clube."
No registro acima, podem ser vistos alguns dos frequentadores do famoso "Gato Azul".
A partir da esquerda: Alfredo Lá Rocque; João Vilhena de Andrade (policial civil); Gatão (Guarda Territorial); o quarto encostado ao poste é o José Maria Frota; seguido do médico Linomar Seabra; Amujacy Borges de Alencar e Garrote.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Memória do Esporte - São José, o tricolor amapaense

Há 68 anos, surgia a Sociedade Beneficente São José.
Segundo registro no Facebook do historiador Nilson Montoril, "no dia 8 de junho de 1946, manhã de sábado, um grupo de desportistas reuniu-se na residência(*) do senhor Messias do Espírito Santo Oliveira com o propósito de fundar uma nova entidade voltada para a benemerência e desporto. Surgia neste dia a Sociedade Beneficente São José. A intenção dos fundadores era manter a novel sociedade na informalidade. Entretanto, no dia 26 de agosto, uma segunda-feira, os idealizadores da entidade decidiram lavrar a ata da sua fundação, alterando a denominação para Sociedade Esportiva e Recreativa São José. Uma comissão de eleição apontou o corpo diretivo do clube e uma outra foi escolhida para elaborar seus estatutos. A despeito de ser natural de Igarapé-Mirim, no Estado do Pará, Messias do Espírito Santo Oliveira, que era Serventuário da Justiça, gozava de muito prestígio no seio da sociedade macapaense. No Estatuto do clube, o dia 26 de agosto foi declarado como a data de fundação."
(*) A casa do Sr. Messias situava-se na Rua São José, entre Av. Presidente Vargas e a então Av. Brás de Aguiar, depois Coriolano Jucá, no terreno onde depois funcionou a Sorveteria Macapá(atual Q Sabor).
Registro de 1977
Segundo o amigo João Silva, vemos em pé, da esquerda para a direita: Campos, Birungueta, Haroldo Espada, Zé Maria, Alceu, Dias e o técnico José Carlos(que veio de fora);
Agachados, no mesmo sentido: Lavico, Dinho, Norberto, Orlando Torres e João de Deus.
Balalão informou também que "esse time do São José representou o Amapá no Copão da Amazônia realizado em gramados amapaenses e decepcionou; foi o único que o tricolor disputou, diga-se de passagem."
João Silva conta que "a ideia do Copão da Amazônia surgiu no Amapá; foi levada para o Rio de Janeiro pelo esportista Raimundo Osmar Pontes Hollanda que foi representante da FAD junto a CBD, cujo presidente Heleno Nunes, depois de prometer mundos e fundos, acabou negando apoio à realização do torneio, que não contou também com ajuda do CND, e só foi realizado graças ao empenho dos dirigentes do Amapá, Roraima, Rondônia e Acre. Mesmo assim Hollanda foi aclamado pela crônica como  “Pai do Copão”. 
Raimundo Osmar Pontes Hollanda, foi um grande esportista que o Amapá produziu; Hollanda era azulino(E.C.Macapá) e depois que deixou o Amapá para cuidar da saúde no Rio de Janeiro, trabalhou algum tempo na Confederação Brasileira de Desportos e ajudou a difundir a ideia da realização do Copão da Amazônia que foi disputado pela primeira vez em 1975, em Porto Velho, Rondônia;  Hollanda faleceu em 2008, em Icoaracy-Pa."
(Imagem pequena de arquivo)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Memória da Cidade - Praça Floriano Peixoto, em Macapá

Este era o aspecto da praça Floriano Peixoto no bairro do Trem, em 1996.
Por muitos anos ela passou por um período de total abandono, transformando-se numa verdadeira lixeira a céu aberto. 
Desde 2009, quando foi revitalizada, tornou-se um dos cartões postais de Macapá.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Foto Memória do Futebol Amapense - Juventus Esporte Clube

Temos hoje duas relíquias históricas para o fãs do Juventus Esporte Clube. 
A primeira, reproduzida do blog do João Silva, trás imagens de uma formação de 1963, com um dos timaços do Juventus.
No registro aparecem, da esquerda para a direita, em pé: Zé Elson, Círio, Mocinho, Curupira, José Maria e Magalhães;
Agachados, no mesmo sentido: Enildo, Joca, Timbó, Moacir Banhos e Praxedes.
Segundo João Silva, "o "Moleque Travesso" do Futebol Amapaense desapareceu das competições oficiais da FAD no início da década de setenta por causa de uma divergência entre os padres do PIME e o treinador Humberto Santos, que se uniu a outros esportistas e trouxe a Sociedade Esportiva e Recreativa São José de volta aos gramados amapaenses, já que a agremiação fundada por Messias do Espírito Santos estava licenciada."
Na segunda temos mais uma formação do Juventus Esporte Clube, que encontrei no "Repiquete no meio do mundo", o blog da amiga Alcilene Cavalcante. Ambas foram registradas no Estádio Glycério Marques, em Macapá.
Vemos a partir da esquerda: Mucuim, Otávio Nery, Bento Góes, Base, Haroldo Pinto e Dico.
Agachados: Camarão, Jangito, Jupati, Bené e Evilásio.

A nosso pedido o historiador Nilson Montoril fez a seguinte observação histórica:  "O Juventus Esporte Clube, de Macapá, pretendia disputar o campeonato Amapaense de Futebol usando camisas iguais ao do Juventus da Itália, alvinegras. Ocorre que o Amapá Clube tinha uniforme semelhante, espelhado no Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, o que fez prevalecer a preferência do alvinegro amapaense. Foi, então, que o Chefe Humberto Dias Santos, um dos fundadores do Grupo de Escoteiros Católicos São Jorge, cuja cor do lenço era verde e vermelho, sugeriu que elas também fossem adotadas como cores do time de futebol. O verde e o vermelho são as cores de São Jorge, patrono do Exército Portugues. As cores de Portugal também são essas. A Portuguesa de Desportos, de São Paulo, fundada pela colônia lusitana são o verde e o vermelho."(Nilson Montoril - via Facebook)

sábado, 23 de agosto de 2014

Foto Memória do Esporte Amapaense - Amapá Clube

O Amapá Clube foi fundado no dia 23 de fevereiro de 1944, em reunião ocorrida em uma residência situada em frente ao primeiro prédio da Prefeitura Municipal de Macapá, hoje servindo à Secretaria Especial de Defesa Social. É o mais antigo clube de futebol do Amapá.
Foram fundadores do Amapá: Eloy Monteiro Nunes(Tio Eloy), Francisco Serrano(Farmaceutico), Pauxy Gentil Nunes, Newton Cardoso, José Serafim Coelho, João Vieira de Assis(Elite Bar), Glycério de Souza Marques, Raimundo Nonato Araújo Filho(Raimundinho), Raimundo de Campos Monteiro e Zoilo Pereira Córdoba. 
O governador do Estado na época, Janary Gentil Nunes, participou da reunião de fundação do clube, mas não assinou a ata de fundação, pois tivera que ausentar-se antes do término do encontro.
As primeiras partidas do Amapá ocorreram no campo da Praça da Matriz, atual espaço da Praça Veiga Cabral. Logo em seu primeiro ano de fundação, participou do Campeonato Amapaense. Porém, seria campeão somente no ano seguinte, sobre o Macapá.
Em 1959, disputou um torneio amistoso na cidade de Caiena, retornando a Macapá com o troféu da competição. Em três partidas realizadas na Guiana, o Amapá venceu duas e empatou uma.(Wikipédia)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Foto Memória do Esporte Amapaense - Ypiranga Esporte Clube

O Ypiranga Esporte Clube surgiu em 15 de maio de 1963, fruto do idealismo dos jovens integrantes da extinta e saudosa Juventude Oratoriana do Trem (JOT), movimento que pertencia à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Por influência e preposição do Padre Vitório Galliani, adotou as cores azul e preta, as mesmas da Internacional de Milão, clube de coração do Padre Vitório,  na Itália.

A figura da “Torre” da Igreja de Nossa Senhora da Conceição no Bairro do Trem, é o principal símbolo do Clube, razão porque é chamado pelos desportistas de o “Clube da Torre” e de “Negro Anil”.
É importante que sejam lembrados, relembrados e reverenciados grandes ypiranguistas já falecidos, que têm seus nomes indelevelmente registrados na história do clube. Lembramos inicialmente dos Padres Vitório Galliani, patrono do Clube da Torre e Luiz de David. Sr. Dário Lima, destacado como grande incentivador e organizador do futebol da garotada integrante da paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Lembramos dos Saudosos atletas Emanuel (o mais eclético da história do clube), Aragão, Dival e Ary. João Nascimento de Araújo, no Tênis de Mesa. João Simões Nobre "o careca", maratonista e atleta de futebol de salão. Outro nome merecedor de destaque é o de Valdênio Vanderley (o Guachelo) primeiro chefe de torcida organizada do Clube. Também reverenciamos o nome de Francisco Corrêa, Luiz Azarias e Rosival Souza (o bonde), primeiro técnico da equipe de futebol do Ypiranga.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Especial - ICOMI NOTÍCIAS: Uma Revista de Tudo Para Todos

(Foto: Reprodução de arquivo)
Texto de Emanuel Jordanio (*)
"A revista ICOMI Notícias, lançada em janeiro de 1964, foi a primeira revista institucional a circular no Território Federal do Amapá, sendo editada pelo Departamento de Relações Públicas da ICOMI, com tiragem mensal de 3 mil exemplares, distribuídos gratuitamente aos funcionários da mineradora e para aqueles que gostavam de uma leitura diversificada. Essa publicação era tão bem contemplada por seus realizadores que mereceu uma luxuosa festa em seu lançamento, ocorrida na noite de 18 de janeiro de 1964, na sede social do Santana Esporte Clube (Vila Amazonas). 
Seu corpo editorial era composto de profissionais que já conheciam o ramo da comunicação regional, sendo eles: Euvaldo Simas Pereira (Redator-chefe), Mário Vasconcellos (Redator), Fernandes Lima (Revisor) e Mário Parpagnoli (Arte), Jorge Mota (Técnico-gráfico). As reportagens externas eram feitas por nomes como Eduardo Lyra Ferreira, Juarez Boas Novas Maués, José Antônio Aleixo e Edilson Sales Abrahim.
Com 34 páginas (muitas vinham coloridas), a revista abordava diversos assuntos de interesse local, pautando sobre os fatores sócio-econômicos e até políticos, onde também documentava a vida e o cotidiano social daqueles que habitavam nas vilas operárias da ICOMI, focando as ações empenhadas pela mineradora em prol do Amapá (atendendo nas melhorias do setor da saúde, da agricultura, da assistencial social, e outras áreas).
Os artigos publicados na abertura da revista eram mensalmente assinado por grandes autoridades que integravam a cúpula administrativa do Grupo CAEMI (Dr. Paulo Antunes, Hermelino Gusmão, Flávio de Miranda Carvalho, Francisco de Paula, e outros diretores), na qual expressavam com franqueza e otimismo os objetivos que a empresa desenvolvia para seus funcionários e para o povo do Amapá. Tanto que na primeira edição da revista, o artigo inaugural seria de autoria do empresário Augusto Trajano Antunes (Presidente do Grupo CAEMI) onde descreveria os objetivos sociais desta revista assim registrado em um dos parágrafos do texto abaixo:
“Será a nossa revista também um elo de ligação com as demais comunidades do Território Federal do Amapá e com a própria Amazônia, da qual todos, individual ou coletivamente, formamos parte integrante. Estamos no Amapá – os amapaenses e os filhos de outros rincões nacionais – reunidos com o mesmo espírito de brasilidade, o mesmo apêgo à terra, o mesmo desejo de progresso e de ordem, os mesmos ideais. ICOMI NOTÍCIAS servirá a este propósito, não duvido, de concentração de esforços pelo bem comum, por passos mais largos de progresso do Território Federal do Amapá, nos campos da cultura, da economia e do fortalecimento social.”
Todos os eventos cívicos, esportivos e sociais, que eram constantemente organizados pela gerência da ICOMI no Amapá recebiam a cobertura fotográfica e contextual da Revista, assim como os projetos assistenciais mantidos pelas instituições criadas por seus colaboradores (como a realização de bingos beneficentes e a distribuição de roupas e comida para famílias carentes que residiam nas regiões próximas da mineradora).
A constituição administrativa de empresas locais como BRUMASA, COPRAM e IRDA (todas pertencentes ao Grupo CAEMI) também foram destaques nas páginas da Revista ICOMI Notícias, tornando-a pioneira na comunicação institucional no Amapá.
A partir junho de 1966 (edição 30), a revista tornou-se uma publicação bimestral em virtude de mudanças internas na ICOMI, porém, mantendo seu modo de informar os acontecimentos da mineradora. Circulou até julho de 1967 quando parte de sua equipe de redatores solicitou demissão do Grupo CAEMI, seguindo para outros Estados Brasileiros.
Resumindo: Durante o período de circulação, de Janeiro/1964 a Julho/1967, foram publicadas 38 edições, da conceituada Revista ICOMI Notícias." 
(*)  editor do blog Memorial Santanense

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Especial: Estória do Amapá: SIÁUDIO ASSUNÇÃO LEMOS , O COMUNICADOR


O saudoso jornalista Hélio Pennafort - com quem tive o privilégio de trabalhar e aprender muito, tanto na Rádio Difusora de Macapá, como na extinta e inesquecível Rádio Educadora São José de Macapá - entre outras publicações, escreveu as incríveis ESTÓRIAS DO AMAPÁ, com "descrições saborosas e passagens humorísticas do interior amapaense", como classificou Sônia Amaral, na apresentação do primeiro "Micro". A obra foi editada pelo Departamento de Imprensa Oficial, em 1984.



E foi de lá que extraímos o tema para o post de hoje, no Porta-Retrato, com as devidas adaptações e atualizações do texto original.



SIÁUDIO ASSUNÇÃO LEMOS - Um Comunicador Nato
Hélio inicia contando que por muitos anos o comerciante SIÁUDIO ASSUNÇÃO LEMOS, cearense de Mecejana, alegrou as noites da pacata cidade do Amapá, (distante mais de 208 quilômetros da capital Macapá, no Estado do Amapá), com uma aparelhagem sonora que alguns sofisticados já chamaram até de "Rádio Amplificadora da Terra de Cabralzinho". 
O Serviço de Alto-Falantes da Casa Nossa Senhora das Graças, era formado por cinco projetores de som, instalados estrategicamente para levar para a comunidade vizinha, músicas selecionadas, informações precisas e a publicidade comercial.
Segundo Hélio, Siáudio foi para aquela cidade do norte do país, tentar a sorte como agricultor e pecuarista. Descobrindo, entretanto, que a sua vocação era mesmo para o comércio, Siáudio tratou de montar a primeira casa na Base Aérea do Amapá, então bastante movimentada devido ao funcionamento de uma escola agrícola e ao maior efetivo dos destacamentos da FAB e do Exército. Com o crescimento de seus negócios ele foi ficando e de lá não saiu mais, nem pra sua terra natal.
Mais adiante Hélio destaca que Siáudio Assunção Lemos era um cidadão alegre, estimado por todos, comunicativo e adorava contar histórias dos tempos passados, quando iniciou uma criação de perús ensinados e marrecas dançarinas.
Quando não estava em sua função de locutor - atividade que levava muito a sério - Siáudio contava que tentou no Amapá uma indústria de capão(*) de peixe. E com essa conversa, certa vez, prendeu a atenção de um repórter do "Jornal do Brasil", durante quase trinta minutos, expondo minuciosamente a técnica que utilizava para castrar tucunarés, aruanãs e mesmo a gurijuba do salgado.
Mas foi quando engajou no Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) que Siáudio, mostrou de fato, que possuía qualidades suficientes para  desenvolver a não muito fácil arte de comunicar. Assumindo o setor de comunicação da Comissão Municipal do Amapá, passou a elaborar programas diários, incentivando o aprendizado de adultos, por meio de slogans do MOBRAL, ou saídos de sua própria imaginação, como este que diz: "um lavrador instruído, produz uma farinha melhor".
Em sua casa comercial havia de tudo que se pudesse pretender num lugar como o Amapá: pilhas, refrescos, bilharito, pregos, remédios, etc... 
Houve tempo em que Siáudio vendia muita pílula de vida.
Finalizando Hélio conta que, também nessa época Siáudio prestava bastante atenção aos despachos de conhecida agência de notícias publicados nos jornais que amigos levavam de Macapá. E tamanha foi a admiração cultivada pela Meridional e pela Sidney Ross, que quando tocava o telefone nº 2 da arcaica rede que funcionava na cidade, o influenciado cearense atendia ao chamado, com uma incrível associação de entidades: "Serviço Meridional Sidney Ross Companhia Limitada, Siáudio Assunção Lemos às suas ordens".

Até aqui foi o Hélio que contou. 
Conte você também o que sabe sobre este grande personagem do Amapá.

Nota do Editor: Se você conheceu Siáudo Assunção, deixe seu depoimento na caixinha de recados, ou escreva um email  - jolasil@gmail.com - contando o que sabe sobre a atuação dele na "terra de Cabralzinho".

Texto original de Hélio Pennafort, publicado em "Estórias do Amapá"  editado pela Imprensa Oficial do Amapá, em 1984, devidamente adaptado e atualizado para o blog Porta-Retrato.
(*) Animal castrado, que se põe para engordar.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Do Fundo do Baú - Jornalistas do Amapá: Renivaldo Costa e Douglas Lima

Encontrei este recorte do jornal Diário do Amapá, de setembro de 1996, publicado pelo saudoso Hélio Pennafort, destacando as figuras de dois amigos da imprensa amapaense: Renivaldo Costa e Douglas Lima (editor do Diário). 
Com meu abraço aos queridos confrades do Amapá, compartilho o registro em que os dois aparecem lado a lado, no jornal do amigo Luiz Melo.
Fonte: Diário do Amapá

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

ESPECIAL: Do Fundo do Baú - MEMÓRIA ESPORTIVA DO COLÉGIO AMAPAENSE

Mais uma relíquia do baú histórico do amigo Nilson Montoril, publicada no Facebook dele.
Com a devida autorização para publicação, segue, abaixo, a história da foto contada pelo próprio Nilson, especialmente para o leitores do blog Porta-Retrato:
"Trata-se do CAMPEONATO INTERSÉRIES DO COLÉGIO AMAPAENSE de 1965 - Foi uma competição bastante concorrida. O time que vemos na postagem era integrado por alunos da 4ª Série B, turno da noite. O espaço que hoje abriga a Praça da Bandeira era conhecido como Praça da Saudade e praticamente não tinha capim, era chão duro pra valer. Os alunos do CA  se uniram e decidiram fazer um campo na área onde, atualmente, estão edificados o Palácio do Setentrião, o Ministério Público e a Defensoria Pública. O trecho, situado entre as Ruas General Rondon/Eliezer Levy e as Avenidas FAB/Procópio Rola foi totalmente aproveitado, superando em muito as dimensões máximas aceitas pela FIFA.  Era preciso muito fôlego para alguém aguentar 90 minutos de jogo. Na citada quadra tinha sido instalada uma lixeira pública, tremenda vergonha para a cidade. A nosso pedido a Prefeitura retirou os entulhos, mas precisamos catar vidros ,tampas de refrigerantes e outros objetos de metal que pudesse provocar ferimentos, haja vista que jogávamos descalços. O campeonato não chegou ao fim. Nosso time da 4ª série era um dos melhores." (Nilson Montoril)
Confira os craques de bola: No sentido do relógio. Em pé: Stélio Amaral, Benedito Machado, Roberto Pessoa, Nilson Montoril, Jocy Furtado e Roberto Bandeira. Agachados: João Nascimento(Bulão), José Maria Franco, Dinaldo Farripas(Baquica), Ubiratan Silva(Bira) e Reinaldo Alves. 
Já desencarnaram do verbo: Benedito Machado(médico), Roberto Pessoa(geólogo), João Nascimento e José Maria Franco(policial). O Roberto Bandeira é o único que reside fora de Macapá. (Nilson Montoril)
Fonte: Facebook

sábado, 16 de agosto de 2014

As Primeiras Locomotivas da Icomi

(Foto: Reprodução) 
Esta foto foi tirada no Porto suburbano de Leatron, em Nova York (EUA), na manhã do dia 11 de março de 1955, onde teve a presença do Dr. Augusto Trajano Antunes (ICOMI), Mr. Hummel (US Sttel) e Sr. Lerry James (representante da General Motors-GM, empresa que fabricou as 03 locomotivas que foram vendidas para a ICOMI, em contrato firmado em 1954).
Essas locomotivas eram tipo diesel-elétricas SW de 1200HP, projetadas por engenheiros-ferroviários da Electro-Motive Division, setor vinculado à multinacional G.M.
(Foto: Reprodução/acervo Emanoel Jordânio)
Foto reproduzida do Jornal Amapá nº 639 de 02 de junho de 1955,  mostra imagem da chegada, em  30 de março de 1955, de uma das 3 locomotivas destinadas à Estrada de Ferro do Amapá.
O desembarque aconteceu  no Píer do Porto de Santana.
Elas vieram diretamente dos EUA para o Brasil, chegando no canteiro de obras do Porto de Santana no início da tarde do dia 30 de março de 1955, nessa ocasião meu avô (soldador Luís Silva) assistiu a chegada dos maquinários e participou do desembarque, onde mais de 40 homens tiveram que usar a força dos braços e de alguns guinchos inconfiáveis para içá-los.
Observe que ao fundo ainda nem existiam casas onde hoje fica a Avenida Santana.( Emanoel Jordânio)
(Foto: Reprodução/acervo Emanoel Jordânio)
A chegada dessas locomotivas foi registrada por um correspondente da revista "Ferroviária", que tirou diversas fotos do momento do desembarque no cais da ICOMI que depois foram publicadas na edição de novembro daquela revista, com direito a uma extensa reportagem falando das nossas riquezas minerais e das intenções econômicas da mineradora.
( Fonte: Fotos e informações históricas - contribuição  do amigo Emanoel Jordânio, blogueiro, pesquisador da história de Santana - via e-mail)
Post repaginado em 16.08.20

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Esportes - Foto Memória - Trem Desportivo Clube - Campeão Amapaense de Futebol, de 1955

Esta relíquia histórica, nos foi enviada pelo amigo Sebastião Ataíde de Lima, especialmente para o Porta-Retrato.
Segundo o Sabá, ela foi extraída do Jornal Amapá, edição nº 600 de 01/01/1955.
Embora a qualidade esteja bastante comprometida, mas, pela raridade e importância histórica do registro, fizemos todo o possível e conseguimos obter significativa melhora na resolução, de modo a permitir uma visualização mais nítida possível das imagens.
Segundo a legenda do próprio jornal, trata-se do Esquadrão do Trem Desportivo Clube, que levantou brilhantemente o campeonato da cidade de Macapá, em 1955.
Em pé da esquerda para a direita: Guloso, Cabral, Alves, Turíbio, Manú e Aristeu. Agachados: Chico, Vadoca, Adão, Carlos e Joãozinho. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Esportes: Foto Memória do Futebol Amapaense - Sociedade Esportiva e Recreativa São José

A foto de hoje foi reproduzida do blog do amigo João Silva. 
Trata-se do time da  Sociedade Esportiva e Recreativa São José, três vezes campeão amapaense de futebol na década de 70. 
Local: Estádio Glycério de Souza Marques.
"Confira o timaço do tricola, da esquerda para a direita, em pé: Almir Menezes, repórter da RDM, Odilon, Alceu, Antoninho Costa, Emanuel e Penafort; agachados, da esquerda para a direita: Sabará, Timbó, Ubiraci, Moacir Banhos, Orlando Tôrres e Léo; já estão em outro plano: Timbó e Emanuel, que foi campeão também no Ipiranga Clube. Sabará vive em Minas Gerais, na cidade de Alfenas; Orlando Tôrres, Moacir e Ubiraci moram em Belém, e os demais estão por Macapá mesmo, inclusive o Leo, que morou uma temporada fora do Amapá. Esse timaço jogava sob a batuta do técnico Humberto Dias Santos, que entre os ex-boleiros do Amapá é quase uma unanimidade, quando se pergunta quem foi o melhor técnico do futebol amapaense em todos os tempos."(João Silva)
Fonte: blog do João Silva

sábado, 9 de agosto de 2014

Foto Memória - Santana Esporte Clube, Campeão Amapaense de 1971

Essa foto, que encontrei no Face do Canário Milionário, é de uma das formações do Santana Esporte Clube que sagrou-se campeã amapaense de 1971.
Nosso amigo Antônio Trevizani lembra que a decisão foi contra o São José em melhor de três, o que só aconteceu no início de 1972 devido a um problema na justiça desportiva, que questionava a escalação irregular de um jogador do S. José na primeira partida. 
"O Santana perdeu a primeira partida por 1x0; ganhamos a segunda por 2x1 e a  terceira por 3x2. Dos 5 gols do SEC, 1 foi do Nêgo, 1  do Marco Antônio e 3 meus," finaliza o craque santanense.
No Estádio Glycério Marques, em Macapá, em pé a partir da esquerda da tela: Chiquinho, Sacaca, Bigu, Zé Élson, Catolé e Praxedes.
Agachados, no mesmo sentido: Marco Antônio, Nêgo, Antônio Trevizani, Cazé e Canhoto.
Fonte: Santana Esporte Clube
Informações de Antônio Trevizani

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Festa das Debutantes de 1967, em Macapá

A foto abaixo, recortada da página do Jornal Amapá nº 1461, edição do ano de 1967, foi reproduzida do Facebook, do amigo Sebastião Ataíde, especialmente para os leitores do blog Porta-Retrato.
Trata-se do registro fotográfico das DEBUTANTES DE MACAPÁ, NO ANO DE 1967 - Uma promoção do Rotary Clube de Macapá e do Clube das Damas Rotárias. 
Infelizmente, não foi informado o local onde foi realizado o evento.
As Debutantes na primeira fila da esquerda para a direita: Maria Célia Pinto Melo, Nancy Barbosa Bandeira, Maria Jerusa Costa Corrêa, Vera Paes, Graça do Carmo, Elizete Barbosa e Maria da Conceição Vasconcelos Dias. 
Na segunda fila na mesma ordem: Maria de Nazaré Bessa Castro, Wanda Ribeiro, Nelcy Maria Montoril, Hilda Marly Alves Campbell, Francisca de Sousa Picanço, Vaneide Lourdes Menezes Pereira e Tereza Lourenço.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Lançamento do LP de Marabaixo em Macapá, Conjunto "Os Mocambos"

Trago hoje, para os leitores do blog Porta-Retrato, três preciosas pérolas da cultura e da música de Macapá. Sendo as duas primeiras do acervo do Sr. Hernani Victor Guedes. 
Os radialistas J. Ney e Cristina Homobono foram os apresentadores do LP de Marabaixo - lançado ao público, no Centro Folclórico do Laguinho.
A foto maior, abaixo, reproduzida de um recorte de jornal, nos foi presenteada pelo amigo Sebastião Ataíde e nos trás imagens da festa de lançamento do LP de Marabaixo do Conjunto "Os Mocambos". 
Foto de 1974 - a partir da esquerda: Seu Hernani Victor(ao violino) ao lado dele vemos o Tito Melo (cantor do conjunto); Aldomário Henriques (na guitarra), seguido do músico Lurdival (cantor, que infelizmente ficou paraplégico e depois faleceu);Eulálio Lucien (baixista canhoto, ao fundo), Carlos (Técnico em eletrônica - falecido), e o baterista é o José Maria Santos (JOMASAN). Por trás do grupo podem ser vistos o artísta plástico Manoel Bispo e outros moradores do Laguinho. 
O Conjunto “Os Mocambos”, sob o comando do músico Hernani Victor Guedes, foi formado por volta de 1963. Em 1968 ocorreu a ideia de levar o marabaixo ao disco; o grupo concordou em gravar um LP com 6 músicas autorais e 6 de marabaixo. A gravação aconteceu em 1971, em Macapá e o disco foi mixado em Recife, na gravadora Rozemblitz. 
O lançamento do LP ocorreu em Macapá, em 1974, no Centro Folclórico do Laguinho, bairro onde Hernani conhecera o marabaixo ainda nos anos 40 na casa de mestre Julião. Pra quem não lembra, o amigo Fernando Canto informa que o Centro Folclórico do Laquinho foi construído numa área que antes era usada como campinho de pelada, na antiga Praça Dr. Lélio Silva, em frente à Escola Estadual General Azevedo Costa.

domingo, 3 de agosto de 2014

Uma solenidade rotariana

Imagem publicada no Facebook do historiador Nilson Montoril, apresenta o registro de uma noite de reunião festiva do Rotary Clube de Macapá,   realizada na sede social do Esporte Clube Macapá, quando tomou posse na presidência o Sr.  Luiz Carlos de Araújo Monteiro.
Com a devida autorização do amigo Nilson, estou compartilhando com vocês, esta foto do acervo do pai dele, Sr. Chico Torquato, sob a guarda do historiador:
O registro fotográfico é do final do anos 60 e início dos anos 70. Nele vemos, em pé, a partir da esquerda: "seu" Francisco Torquato, Luiz Monteiro recebendo o broche das mãos de Francisco Miccione (de costas). 
Sentados à mesa: o General Ivanhoé Martins, então Governador do Território Federal do Amapá, Dom José Maritano (segundo bispo prelado de Macapá) e o Secretário Geral do Governo, Gerson Góes. 
Atrás, com um gravador nas mãos, o sonoplasta Carlos Lins Côrte (Baião Caçula, gravando para a Rádio Difusora)
Saiba mais detalhes do evento, clicando aqui.
Fonte: Foto do acervo do Pai Chico Torquato,  sob a guarda do filho Nilson Montoril, e parte do texto reproduzidos do Facebook.