sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Memória da Educação do Amapá: Prédio do IETA; ANTES E DEPOIS.

Nesta foto, presumivelmente do final dos anos 70 e início dos 80, do "baú de lembranças" do amigo Cléo Araújo, temos a imagem da entrada do prédio do antigo Instituto de Educação do Território do Amapá - IETA, construído por Janary Nunes, primeiro Chefe do Executivo Amapaense, em 1944,  localizado na Av. Presidente Vargas, entre as Ruas General Rondon e Eliezer Levy, antes da descaracterização arquitetônica, para abrigar a Universidade do Estado do Amapá (UEAP) criada em 30 de junho de 2006.
       Veja o ANTES e o DEPOIS:
Imagem debaixo: Reprodução Google imagens
(Última atualização em 02/11/2014)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Do Fundo do Baú: Raimundo Viana Pereira

O amigo jornalista Raimundo Viana Pereira, nosso velho conhecido do início do Território Federal do Amapá, abre seu "baú de lembranças" e publica no Facebook, essa relíquia histórica. (Foto: Paulo Tarso Barros, via Facebook)
Foto de 1963, tirada no Gabinete do Governador Terêncio Furtado de Mendonça Porto, que foi chefe do executivo amapaense, de novembro de 62 a abril de 64. 
Raimundo Viana Pereira(em pé), na época datilógrafo do Gabinete, aparece ao lado do seu colega Gonçalo.




Raimundo Viana Pereira, que hoje reside no Rio de Janeiro, lançou em agosto o livro "Reminiscências de um Jornalista". A obra reúne, entrevistas, crônicas e reportagens, muitas das quais com destacadas personalidades do Amapá. Raimundo Viana Pereira chegou em Macapá, no final dos anos 50. Estudou na Escola Técnica de Comércio do Amapá (CCA), jogou bola na praça da Matriz e foi atleta do Juventus Esporte Clube.

(Última atualização em 02/11/2014)  

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Primeiro ano da Rádio Educadora São José, em Macapá

Uma foto da extinta Rádio Educadora São José, de Macapá, publicada no Facebook do Ernani Marinho, e agora compartilhada com todos vocês leitores do Porta-Retrato:
Ele mesmo comenta o registro:
"A Rádio Educadora, pertencente à Prelazia de Macapá, teve uma presença viva na radiofonia amapaense, seja como uma versátil fonte de entretenimento, seja como um vibrante e sempre presente veículo de imprensa.
A convite do Pe. Jorge Basile e do José Maria de Barros participei de algumas reuniões preliminares à entrada no ar da Rádio Educadora, quando foram discutidas a linha editorial da emissora e a elaboração da sua programação piloto. Apesar do convite ter se estendido a integrar a primeira equipe da RE, com a sua inauguração, não pude ter a honra de começar na emissora em 04.08.68, data que entrou no ar, por absoluta falta de tempo.
Entretanto, três meses depois, o Pe. Jorge Basile e o José Maria de Barros voltaram a me convidar, desta feita para assumir a redação de uma crônica diária, sob o título de Peço a Palavra, que ia ao ar diariamente às 13:00 horas, pois o Zé Maria de Barros, que a vinha fazendo, não tinha mais condições de continuar, pelos seus outros afazeres na emissora. Como não precisava nem ir à emissora e que mandavam apanhar a crônica no meu local de trabalho, entre às 11 e 12:30 horas, aceitei e fiz o "Peço a Palavra" por mais de dois anos, quando me afastei por incompatibilidade com o Pe. Caetano Maiello que assumiu a direção da rádio e pretendia pautar os assuntos a serem explorados. Não aceitei e entreguei o posto, que passou a ser dividido pelo próprio Pe. Caetano e pelo Bonfim Salgado.
Também, na Educadora, tive um programa político-estudanti
l - "Juventude Tempo Presente" - que ia ao ar aos sábados, que apresentava juntamente com Maria Emília Jucá, minha esposa e à época namorada. Esse programa era gravado pela Polícia Federal, o que gerou vários convites para lá prestar esclarecimentos.
Em agosto de 1969, para comemorar o primeiro ano de vida da Educadora, o seu diretor, Domenico Bottan, comandou um coquetel de confraternização.
A foto mostra representantes da imprensa na época: Ezequias Assis, falecido (Ass Gov e Jornal Amapá); Luiz Negrão, falecido (A Folha do Norte AP); Ernani Marinho (Ass Gov, A Voz Católica e Rádio Educadora); Domenico Bottan, falecido (Rádio Educadora); Ismaelino Pinto (A Voz Católica e Jornal Amapá); Hélio Pennafort, falecido (Ass Gov., A Voz Católica e Rádio Educadora) e Ernani Mota (Rádio
Educadora)." (Ernani Marinho, via Facebook)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Do Fundo do Baú: Viagem à Serra do Navio

A foto rara de hoje sai do fundo do Baú de Lembranças do amigo Ernani Marinho.
E ele mesmo conta aos amigos do Porta-Retrato, a história deste raríssimo registro fotográfico:
"A foto é do início da década de 60. Éramos, à época, um pouco influenciados pelo livro "Quem Explorou Quem no Contrato de Exploração do Manganês do Amapá", de Álvaro da Cunha, atuantes adversários da ICOMI, o que manifestávamos sempre nos jornais A Voz Católica, Líder (da UECSA) e Castelo (do Grêmio Ruy Barbosa). E a ICOMI sempre teve interesse de vender-nos a sua versão do imbróglio, o que nunca conseguiu."

"A foto retrata uma viagem que fizemos à Serra do Navio, à convite da ICOMI, onde aparecem Aldony Araújo, falecido; José Maria Franco, falecido; Ernani Marinho; Elson Martins; Dário; Arthur Raphael, falecido; Nestlerino Valente e Asdrúbal Andrade."
O jornalista Élson Martins, complementa..."Essa visita à Serra acabou mal, a partir do momento em que descobrimos que as geladeiras do CCH, onde nos alojaram, estavam abastecidas de uisque de primeira. Conseguiram um trem especial para abreviar nosso retorno a Macapá e, no dia seguinte, no Colégio Amapaense, foi afixada uma lista negra de quem não poderia mais por os pés no projeto da Icomi na Serra do Navio. Todos nós na lista! rsrs"

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A BANCA CANARINHO é Área de Preservação Cultural de Macapá

A Banca Canarinho,  todos conhecem, mas ninguém sabe onde fica.
Texto: Édi Prado
E não adianta perguntar nem para os frequentadores assíduos, que batem cartão todos os domingos. Mas se quiserem saber onde é a Banca do Dorimar, ahhhhhhh, sim! Ela é a referência inclusive da Praça Veiga Cabral, criada oficialmente junto à instalação da Vila de São José de Macapá, em 04.02.1758.
A história da Banca do Dorimar começa em 19.03.1974. Dia do Padroeiro São José. Tudo começou quando o paraense, Dorimar Marques Monteiro, do município de Vigia no Pará, que chegou ao Amapá em 1955, decidiu deixar o emprego na Indústria e Comércio de Minérios (Icomi). 
Ele, que era garçom do restaurante executivo, em Serra do Navio, estava insatisfeito. E não havia oferta de emprego  melhor que a multinacional Icomi. O cunhado dele, Chico Leite, era proprietário da Agência Zola. A maior livraria e revistaria da cidade na época. E vendo a angústia de Dorimar resolveu oferecer uma banca de revistas para ir se arrumando.
Depois de muito pensar aceitou o desafio. Chico Leite mandou buscar uma banca de Belém e a instalou na Rua Cândido Mendes, com a Presidente Vargas. No lugar oposto de onde está hoje.  Era concorrente para o Nena Leão que já estava absoluto no mercado. A esposa dele,  Ana Maria Pontes Monteiro, abraçou a causa e foi trabalhar com ele na banca. “Ela sempre foi meu esteio que me dá segurança e me apoia nas decisões”, revela Dorimar.
“A banca não tinha nome. Era tempo de Copa do mundo de 1974. A Seleção Canarinho estava em toda a parte e cantada em versos, prosas e samba. Taí um bom nome: Banca Canarinho”, relembra o batismo.
No início, a banca era do tipo itinerante e de metal. No caso de fiscalização é só transferir para outro lugar.
Depois se mudou definitivamente para onde está hoje.  Após 15 anos de funcionamento, construiu uma banca em alvenaria, dando um novo visual na esquina da Avenida Presidente Vargas e Rua Cândido Mendes, na Praça Veiga Cabral. No ano de 2000, quando Anníbal Barcellos era prefeito da cidade de Macapá, a Banca do Dorimar foi instituída como Área de Preservação Cultural, através da Lei nº 1062/2000-PMM. Pronto. Estava seguro e legalmente assentada a Banca Canarinho, que sempre é chamada de "do Dorimar".
“Foi daqui deste trabalho que eduquei meus filhos, fiz várias amizades e formei outra grande família de clientes. Nem vou citar nomes. Sei que posso esquecer um montão. Recordo do tempo em que era representante  do O Liberal. O jornal chegava lá pelas 11 h da manhã. Era o único voo. E desde as 9 h já tinha gente esperando o jornal chegar. E foi criando o hábito do pessoal  de vir aos domingos para a Banca conversar, trocar figurinhas e se atualizar dos fatos da cidade”, relembra.
Além disso, a banca já rendeu bons frutos a Dorimar . Alguns títulos e comendas, como o Título Honorífico de Cidadão Macapaense, concedido pela Câmara Municipal de Macapá; Título de Honra ao Mérito, da Assembleia Legislativa do Amapá, Honra ao Mérito da Associação Comercial do Amapá (ACIA) e o Prêmio de Maior Vendedor de Jornais, concedido pelo Jornal do Dia, prêmio que faz coleção. “Ainda vou mandar fazer um grande painel com as fotos dos frequentadores, como homenagem e reconhecimento pela fidelidade”, sonha Dorimar.
E não só de livros e revistas e venda de bilhetes para shows, futebol e outras atrações, vive a Banca do Dorimar. 
Além de se  transformar em ponto de encontro de artistas, jornalistas, radialistas e gente do povo que se mantém atualizado, além  dos intelectuais da cidade de Macapá. Por ali trafegam milhares de pessoas  em busca de informação, entretenimento, ou simplesmente uma pausa embaixo das frondosas mangueiras.  
Quando completou   40 anos da Banca do Dorimar, houve uma grande festa  popular  aproveitando os festejos do Padroeiro São José. Foi promovido o encontro de gerações e culturas diversas.  O Sarau foi marcado pelo encontro das matrizes culturais amapaense e brasileira, que ecoaram em forma de batuques e poesia pelos arredores da Praça. 
A abertura foi realizada pelo grupo tradicional Berço do Marabaixo, seguido pelo Grupo Folclórico Amigos da Toada, que trouxe para o sarau a apresentação intitulada “Tambor de bem querer”, uma homenagem à miscigenação da cultura local.
Teve de tudo como se fosse um grande arraial cultural. A Cia. de Dança Afro Baraká reforçou a matriz africana com coreografias resultantes de aprofundadas pesquisas coletivas.  A poética  ficou por conta do Movimento Poesia na Boca da Noite, que estendeu o pano estampado na praça e os  integrantes distribuíram poesias aos quatro ventos. Houve  também a exposição de telas do pintor Miguel Arcanjo que retratam a biodiversidade da paisagem local. No mesmo estande, o “Capitão Açaí” satirizava os super-heróis com uma pitadinha de sabor regional, obra de Ronaldo Rony.
A programação atraiu a atenção das pessoas que transitavam pelo centro comercial de Macapá, muitas se juntaram à roda de festejos e permaneceram por lá até o encerramento com as apresentações  musicais: Zé Maria Braga, Mayara Braga e outras atrações.


RESUMO HISTÓRICO  A primeira banca de revista da capital amapaense, surgiu ao lado do Clip Bar, em frente ao Mercado Central de Macapá.

Foi montada pelo empresário Francisco de Assis Monteiro Leite que conta detalhes de sua iniciativa: 



"Eu fiz uma banquinha de madeira, pedi licença da PMM para colocar uma banca de revista e o banqueiro era o Nena Leão. Depois tiramos a banca de fora do Mercado e a instalamos dentro; era a maior e mais completa de Macapá. A segunda banca, a primeira de alumínio, foi instalada na Praça Veiga Cabral, onde tinha o terminal de transportes para Santana e aí foram disseminadas na cidade". (Fonte: Tribuna Amapaense)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

TEATRO: Ação Cultural do MOBRAL, em Macapá

Foto do acervo do amigo Fernando Canto, reproduzida do Facebook dele, registra uma reunião para coordenar ações culturais do MOBRAL, em Macapá.
Segundo Osvaldo Simões, que também aparece na foto, a reunião foi para a retomada do movimento de Teatro de Grupo em Macapá.
Em pé: Sr. Coaracy Barbosa, Coronel Luiz Ribeiro de Almeida, Sr. Sebastião Ramalho, Pedro de Paula e Juvenal Canto.
Sentados: Bolão, João de Deus Filho, (?), Antônia Guedes e Osvaldo Simões.

O Sr. Sebastião Ramalho, cidadão pernambucano, amicíssimo do Prof. Antônio Munhoz Lopes, foi integrante do Grupo de Teatro Amador, em Macapá na década de 50. 
Informação Histórica -  Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi um projeto do governo brasileiro criado pela Lei n° 5.379, de 15 de dezembro de 1967, e propunha alfabetização funcional de jovens e adultos, visando "conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida".
Criado e mantido pelo regime militar durante anos, jovens e adultos frequentaram as aulas do MOBRAL, cujo objetivo era proporcionar alfabetização e letramento a pessoas acima da idade escolar convencional. A recessão econômica iniciada nos amos 80 inviabilizou a continuidade do MOBRAL, que demandava altos recursos para se manter. Seus Programas foram assim incorporados pela Fundação Educar em 1985, ano de seu fim.(Wikipédia)

sábado, 18 de outubro de 2014

Foto Memória Musical, de Macapá: Hernani Vitor e Seu Conjunto (3)

Hoje trazemos outro registro histórico, dos anos 60, de mais uma apresentação de "Hernani Vitor e Seu Conjunto", desta feita na sede do Amapá Clube, no baile dos 15 anos da senhorinha Nazaré Bessa de Castro, filha de tradicional família amapaense.
Da esq. p/dir.: Jaci (trompete); Guimarães(saxofone);Biroba(bateria); Hernani(violino); Nazaré Bessa de Castro; Arnaldo Bezerra(crooner); Enoque Lima(ritmista- percussão); Coaraci(guitarra) e Zé Criolo(baixo elétrico).

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Foto Memória Musical de Macapá: Hernani Vitor e Seu Conjunto (2)

Esta foto de 1968(+/-) registra uma apresentação de "Hernani Vitor e seu Conjunto", na sede social do Aeroclube de Macapá.
No palco da esquerda para direita:  Zé Criolo(baixo); Hernani Vitor(violino); Guimarães (saxofone); Jaci(pandeiro); Arnaldo Bezerra(crooner); Biroba(bateria) e Coaracy(guitarra).
No salão, em uma mesa junto ao palco, o casal Nino e Marly Nunes.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Foto Memória Musical de Macapá: Hernani Vitor e Seu Conjunto

Foto tirada em 1965/66 na sede do CCH(Clube do STAFF da ICOMI), em Serra do Navio. 
Hernani Vitor e seu Conjunto.
Da esquerda para direita: Hernani Vitor(violino); sentado
Nestor(percussão); cantora - Irene Guedes (irmã do Hernani); Amilar Brenha(baixo); Pinon(saxofone); Zé Cruz(trompete); Nonato Leal(guitarra) e Biroba (bateria).

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

FOTO MEMÓRIA: TIRO DE GUERRA 130 - MACAPÁ, TURMA DE 1961

O amigo José Dias Façanha, envia de Belém uma foto, da sua turma que serviu ao Tiro de Guerra 130, em 1961, em Macapá.
Conheça um pouco da história do TG 130 e reconheça seus integrantes, nas imagens do registro histórico neste post.

TIRO DE GUERRA 130 - Por força de Lei, todos os brasileiros são obrigados ao Serviço Militar.

"O primeiro contato que os jovens que atingem 18 anos, nascidos em cidades onde não há corpo de tropa, tem com o Serviço Militar é o Tiro de Guerra.
A organização do Tiro de Guerra ocorre em acordo, firmado entre as prefeituras e o comando da Região Militar. O Exército fornece instrutores, fardamento e equipamento. A Prefeitura Municipal disponibiliza as instalações.
Mesmo no período anterior a criação do Território Federal do Amapá, em 13 de setembro de 1943, os rapazes que completavam 18 anos estavam obrigados a atender a chamada para o alistamento militar nas Prefeituras dos Municípios de Macapá, Amapá e Mazagão. Depois do alistamento aguardavam a convocação para a inspeção de saúde, que era realizada em Belérn. Em janeiro de 1945, a Junta de Alistamento Militar de Macapá comunicava que os reservistas de 3ª categoria do Exército, classes de 1915 a 1924 deveriam se apresentar em Belém à 28ª Circunscrição de Recrutamento.  Os reservistas então convocados, residentes no Território Federal do Amapá, poderiam se apresentar até o dia 15 de março de 1945. A seleção dos convocados era feita por sorteio e assim permaneceu até 18 de setembro de 1946, oportunidade em que ocorreu a promulgação da nova Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil. Na forma do Art.115 da Carta Magna, ficavam sujeitos ao serviço militar todos os brasileiros, mesmo os nascidos no exterior. A apresentação ocorreria dentro de ano civil em que eles completariam 21 anos. Como o Tiro de Guerra em Macapá tinha sido extinto em 31 de outubro de 1945, e seu sucedâneo não foi imediatamente instalado, os jovens de Macapá selecionados para o serviço militar iam servir no 26° Batalhão de Caçadores, em Belém, De modo geral os alistados das cidades interioranas do Pará eram dispensados. Na forma do decreto-lei nº 7.343, de 26 de fevereiro de 1945, o Ministro da Guerra dispensou de convocação os brasileiros da classe a ser submetida a prestação inicial do serviço militar, residentes no Amapá, Pará, Amazonas e Acre nos Territórios Federais de Amapá, Guaporé e Rio Branco. O alistamento continuava a ser feito nas prefeituras municipais exigindo-se a apresentação de certidão de nascimento ou casamento e 3 fotos 3x4. O Ministro da Guerra dispensou os jovens de Mazagão que incorporariam em 1948.
A possibilidade de reorganização do Tiro de Guerra de Macapá começou a ganhar consistência no dia 8 de março de 1947. Os rapazes nascidos em 1923, 1924, 1925 e 1926, residentes no município de Macapá,  que não tivessem servido em corpo de tropa, estavam sendo convidados a procurar esclarecimentos com o senhor Francisco Ovídio Camorim, na Divisão de Segurança e Guarda.
A primeira sede do TG 130 foi a casa n°. 3, situada à Avenida Coriolano Jucá que o governo do Território do Amapá mandou construir para abrigar os diretores do primeiro escalão governamental. O imóvel ainda guarda as características originais de sua edificação e ocupa  o terreno entre a sede dos Correios e um estabelecimento comercial. Posteriormente foi transferido para uma espaçosa casa em frente ao prédio da Intendência Municipal, na então Rua Siqueira Campos, atual Mário Cruz."
Da esquerda para direita - Primeira linha (em cima)- 1) e 2) ??, 3) Haroldo Franco, 4)?, 5) Lino, 6) Hilário, 7) Humberto (Zamba), 8) Façanha, 9) ?, 10) Eduardo Soeiro, 11) Leonardo.
Segunda linha (embaixo) - 1) Sena Bastos (o nadador), 2) Leandro Alcântara, 3) Aldenor,  4) ?, 5) Pretote (jogador de futebol), 6) Agostinho Alencar, 7) Sebastião Leitão, 8) Belchior e 9) Adilson Araújo.
"As instruções militares aconteciam na área do velho Largo de São João que ainda não tinha sido integralmente urbanizado. Isso só aconteceu em 1950,  e o local passou a ser identificado como Praça Barão do Rio Branco. A partir de 1950, o comando do TG 130 se estabeleceu na Casa do Comandante, na Fortaleza São José. A monumental fortaleza estava em ruínas quando o capitão Janary Gentil Nunes instalou seu governo, em Macapá no dia 25 de janeiro de 1944 e passou por uma restauração profunda mediante ação dos integrantes da Guarda Territorial. As aulas de instrução militar foram ministradas no interior da fortaleza e na sua área de entorno próximo ao rio Amazonas. No decorrer do primeiro semestre de 1964, o TG 130 deixou o velho forte e passou a funcionar no Estádio Municipal Glycério de Souza Marques, ali permanecendo até o fim do ano de 1967. De 1968 em diante a 1ª Companhia do 34° Batalhão de Infantaria, instituída através do Decreto Federal nº 62.400 de 14 de março substituiu o Tiro de Guerra. O destacamento de soldados que providenciaram a instalação do referido corpo de Tropas na cidade de Macapá deixou Belém dia 4/3/1968 e ocupou uma área no km 4 da então rodovia Duque de Caxias no dia 5. No dia 15 de março foi incorporada à primeira turma de conscritos do 34° Batalhão de Infantaria. A Colônia Militar do Oiapoque se manteve autônoma até 1980, passando desta data a ficar subordinada ao 34° BI. Por força de um decreto presidencial de 1992, ocorreu mudança na denominação do corpo de tropa, de 34° Batalhão de Infantaria para 34° Batalhão de Infantaria e Selva- 34 BIS.
Quando o Tiro de Guerra n° 130 foi reorganizado em Macapá, o Prefeito Municipal era o tenente da reserva Jacy Barata Jucá, que em 1932, integrou as forças legalistas por ocasião da Revolução Paulista. No desempenho de suas funções o TG N°130 contou com as valiosas contribuições dos também tenentes Hermógenes Lima Filho, Paulo Eleutério Cavalcante de Albuquerque, José Alves Pessoa, Armando Ferreira Amaral, Uadih Acíoli Charone, que também presidiram a instituição. Dentre os instrutores são lembrados: Alexandre Fonseca, o popular "Cospe Bala". José Ayres Lopes Filho (1959), Sinval Tenório da Silva (1956), Fernandó Moleza, Bittencourt, Otacílio, Rosivaldi e Sandoval." (Nilson Montoril)

Pesquisa e informações do historiador Nilson Montoril de Araújo - que serviu na turma de 1963, Classe de 1944.

NOTA DO EDITOR - O blog PORTA-RETRATO já havia publicado esta foto, como sendo integrantes da Guarda Territorial, equivoco que foi corrigido com a informação do Façanha,  a quem agradecemos. João Lázaro

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Pioneiros Ayres: Tradição e Fé, em família

Com a passagem do Círio de Nazaré deste ano(2014), a família Ayres, abriu o Baú de Lembranças e publicou no Facebook, esta relíquia fotográfica, onde o pioneiro Pedro Ayres e alguns familiares, posam para um "retrato" após o término do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Macapá, no ano de 1962.
A amiga Célia Ayres, que também está na foto, descreve da esquerda pra direita: "Célio; atrás dele a Stella; eu Célia (pequenininha); atrás de mim a Celina; ao meu lado o Pedro; depois Acelino e o primo Leonildo (sobrinho do papai); atrás: o casal é o Francisco Barreto (primo do papai e irmão do árbitro de futebol Cristiano Barreto) e a esposa dele Maria José; o outro casal  e a mamãe Maria Torres é o papai Pedro Ayres (ambos mazaganenses da gema)."
(ùltima atualização às 17h)

sábado, 11 de outubro de 2014

Foto Memória: O Pioneiro Durval Alves de Melo


Texto: Édi Prado

Em 1987 fui o primeiro editor do Jornal do Dia. E criei a sessão pioneira visando resgatar o pioneirismo dos prédios e pessoas. Todo domingo publicava uma página retratando e registrando os fatos da cidade. A página ganhou importância e as portas foram se abrindo para entrevistar essas pessoas.
Chegar para conversar com o “seo” Durval foi um desafio. Era tido como durão, sem meias palavras e não ria nunca. Era alto, compleição física de domador de búfalo e usava óculos grosso com aro de tartaruga. Ele estava avisado que iria naquele dia e naquela hora. Nem pensar em atrasar um segundo. Ele tinha um parentesco com meu pai. Me identifiquei e ele foi logo perguntando: o que é que tu quer saber? Fala logo que tenho muita coisa para fazer. E foi assim. Mas foi dócil e suave nas respostas e eu todo suado.
O pioneiro Durval Alves de Melo nasceu na cidade de Afuá/PA, em 03 de dezembro em 1924. Saiu da terra natal em 18 de março de 1944.
Contou que seus pais morreram cedo e que foi levado para Belém pela madrinha para trabalhar como carregador de carga. Mas não era este o sonho dele. Não achava muita vantagem nesta profissão. Não vislumbrava um futuro decente. Sem alternativa, fugiu da casa dela.
Na capital paraense, Durval trabalhou na estrada de ferro, depois no Departamento de Limpeza Pública de Belém. E foi lá que ouviu falar de Macapá. Diziam que estavam precisando de mão de obra e o governo estava contratando muita gente.
Ele não tinha o dinheiro para a viagem. Decidiu que tinha que ir para este lugar e resolveu pedir ajuda a um cidadão de nome Tibúrcio Ribeiro de Andrade, dono do barco que fazia linha para Macapá.  Depois de responder algumas perguntas, lhe concedeu uma passagem. Mas só de ida.
Ao chegar ao trapiche Eliezer Levy, encontrou um ancião sentado num banco debaixo de umas mangueiras, bem em frente à cidade. Enquanto conversava com o idoso, ficava olhando os operários que trabalhavam na construção do Macapá Hotel. E nessa conversa descobriu que o cidadão era conterrâneo de Afuá.
Essa coincidência lhe rendeu o convite para se alojar na casa dele até encontrar emprego e um lugar para morar. Um lugar para morar e alimento, já era tudo que precisava naquele instante. Depois ficou sabendo que havia um barraco do governo, uma espécie de albergue, onde ficavam os "imigrantes".
Conseguiu logo um trabalho. O Governador Janary Nunes estava contratando. Falava com orgulho por ter ajudado a construir o Macapá Hotel. Lá ele descascou cebola, batata, e depois passou a ser uma espécie de apontador, que distribuía tarefas, pela facilidade com que dominava os serviços.
Depois foi padeiro, cavou valas para a encanação do primeiro Poço do Mato, o primeiro de Macapá que atenderia a população da pequena cidade. Devido ao porte físico, foi convidado pelo governador para exercer a função na Guarda Territorial onde permaneceu durante sete anos.
Foi um dos primeiros e temidos "guardas", que formaram o primeiro grupo que patrulhava a cidade. Durval dizia que sempre teve ambição por dias melhores. Não tinha vocação para ser empregado. Na folga saia vendendo mercadorias à prestação.
‘Seo’ Durval fez questão de registrar a atuação dele no Garimpo do Vila Nova na Companhia Ramas Exploration, que explorava ferro e outros minérios. E com uma certa economia resolveu deixar a Guarda Territorial. Tinha uma poupança de cem Contos de Réis. Com esse dinheiro, montou o "Urca Bar" na esquina da Av. Feliciano Coelho com a rua Eliezer Levy, no bairro do Trem, iniciando as atividades etílicas e um espaço de encontro noturno.
Depois o badalado C l i p Bar, o barzinho famoso em frente ao Mercado Central. Um ponto perfeito: Parada de ônibus, local dos “carros de praça”, como era chamado o táxi, carreteiros, trabalhadores de um modo geral, bêbados, marreteiros, policiais, um referencial da época.
Era um empreendedor nato. Inaugurou o King Bar, um misto de mercearia/bar, no Igarapé das Mulheres. Foi quando resolveu alçar o grande voo: Comprar o Bar Society. O mais chic e frequentado pela elite. Lá funcionava o bar e restaurante.
Inaugurou também um novo e atraente ponto de encontro da cidade. E nesse embalo foi representante e distribuidor exclusivo das cervejarias Antarctica, Brahma e dos refrigerantes Garoto, Pepsi, Teem e Mirinda.
Em 1987, ano desta entrevista, ‘Seo” Durval já contabilizava duas fazendolas. Uma com 800 cabeças de gado bovino e outra com 800 cabeças de búfalos, além da Casa do Pecuarista, hoje sob a administração dos filhos, também pioneira para atender aos pecuaristas.
Durval Melo, orgulhava-se de ser pioneiro no Amapá, onde dizia que com o fruto do trabalho e da disciplina, investiu tudo na terra que ele adotou como a dele.
Durval Melo, casou-se com Dona Sulamita Fernandes de Melo, em 5 de maio de 1951, com quem gerou seis filhos, sendo quatro homens e duas mulheres.
O Pioneiro Durval Alves de Melo faleceu dia 25 de maio de 2001 e Dona Sulamita faleceu em 1º de agosto de 2011. Ambos estão sepultados em Macapá, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro da Cidade.

INFORMAÇÃO HISTÓRICA - O Clip Bar foi um pequeno quiosque instalado em frente ao Mercado Central, em Macapá, onde tomava-se café e conversava-se bastante na cidade. Geralmente era frequentado por jornalistas, professores, empresários além da população, antes de ir para o trabalho, e depois das 18 horas, no retorno.
Foi montado pelo empresário Durval Alves de Melo em 25 de março de 1950.
(...)
Em 1967, o governo militar do Amapá resolveu extinguir o local, em razão “da frequência de vários baderneiros que atentavam contra a segurança nacional”. (Edgar Rodrigues) Fonte: blog "Coisas do Amapá"

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

FOTO MEMÓRIA: SELEÇÃO AMAPAENSE DE FUTEBOL

Formação da SELEÇÃO AMAPAENSE DE FUTEBOL, na festa de inauguração do Estádio Municipal "Glycério de Souza Marques", em 15 de janeiro de 1950.
Pela ordem a partir da esquerda: DELBANOR DIAS (TÉCNICO).
JOGADORES: LAVAREDA, RAIMUNDINHO, CABRAL, ALVES, 75, ADÃOZINHIO, SUZETE, ROXINHO, LUIZ, DEDÉCO E BORÓ.
O Gigante da Favela, foi construído pelo Governo do ex-Território Federal do Amapá que repassou o direito de propriedade à Prefeitura Municipal de Macapá.
O "Glycério Marques", foi chamado inicialmente de Estádio Municipal de Macapá, mas o nome foi mudado para homenagear o primeiro presidente da Federação de Desportos do Amapá, Glycério de Souza Marques, falecido em 1955.
Glycério de Sousa Marques, foi um grande pioneiro do Amapá, que  trabalhou inicialmente como Inspetor do Ensino primário; foi também Diretor da Escola de Iniciação Agrícola da Base Aérea do Amapá; em 1953 foi nomeado Diretor da Escola Profissional Getúlio Vargas que, posteriormente, se chamou Escola Industrial; participou da criação de clubes esportivos; foi presidente da União dos Escoteiros do Brasil em Macapá; da Sociedade Artística de Macapá; Instrutor do Tiro de Guerra 130 do Amapá e  Diretor da Rádio Difusora de Macapá.

Fonte: Foto gentilmente compartilhada com o Porta-Retrato, pelo amigo desportista Zequinha Monteiro.
(post atualizado em 11/10.2014)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FOTO MEMÓRIA - CHEGADA DE DOM JOSÉ MARITANO A MACAPÁ

Encontrei esta foto histórica, dos anos 60, entre outras, que ilustravam o "Histórico do PIME", publicado no site da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, da Arquidiocese de Manaus/AM.
Segundo o historiador Nilson Montoril, a fotografia acima, "evidencia a chegada de Dom José Maritano, dia 19 de março de 1966, na condição de Bispo Prelado de Macapá em substituição a Dom Aristides."
Nas imagens  o Pe. José Maritano(à esquerda, de batina escura) e Dom Aristides Piróvano(de batina branca e de chapéu). 
Ambos, com 31 anos de idade, tiveram as primeiras experiências missionárias de suas vidas na Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, na capital amazonense. 
Os dois foram Párocos da Igreja de Nazaré em Manaus/AM e tornaram-se bispos da Prelazia e Diocese de Macapá.  Dom Aristides, tornou-se também Superior Geral do PIME. 
Também estão na foto Dom Alberto Gaudêncio Ramos (atrás do garoto de branco), que foi o primeiro arcebispo de Manaus e sétimo de Belém do Pará. (Wikipédia). 
Outro que aparece na foto é o missionário do PIME, Arcângelo Cerqua, (à direita da tela,  ao lado de Dom Aristides)que depois de trabalhar em Macapá, foi para Parintins, onde tornou-se Bispo.
Nilson observou também que "o religioso identificado como sendo Dom João Risatti é o Núncio Apostólico Dom Sebastião Bággio. Coube a Dom Sebastião presidir a solenidade de sagração de Dom José Maritano, realizada no Altar Monumental armado junto a Catedral de São José."
O que aparece de terno, em primeiro plano, ao lado do D. Aristides, é o Sr. Altair Cavalcante Lopes de Souza, que era despachante em Macapá e marido da professora Acinê Garcia Lopes de Souza.
A fotografia mostra a caminhada de todos eles no sentido da Igreja de São José.

(post reeditado para correções e atualizações)