sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Do fundo do baú: Amapaenses Miss Pará

Nesta relíquia do acervo do amigo Ernani Marinho, via Facebook, vemos a amapaense Orlandina Mendes, filha do pioneiro Ermídio Mendes, que atuava na Divisão de Segurança e Guarda, e irmã do conhecido Miguelão, quando de uma visita a Macapá, convidada pelo Governo do Território e Círculo Militar, após ter sido eleita Miss Pará-1971.
A foto mostra o momento em que Orlandina (à esquerda) recebia das mãos da amapaense Ronele Souza uma lembrança do Círculo Militar.
Ernani conta que, juntamente com o jornalista Syllas Assis, foi designado para acompanhar a Miss na sua programação em Macapá, razão porque aparecem com destaque na cerimônia.
Duas amapaenses, na década de 70, conquistaram o título de beleza de Miss Pará. Orlandina Ferreira Mendes, foi a primeira a vencer o Concurso, em 1971. Depois, em 1973, foi a vez de Margarida Monchery, brilhar na passarela paraense.
Também na imagem reconhecemos o amigo Agord Pinto, bem novinho, atrás da Orlandina.
Fonte: Ernani Marinho

domingo, 16 de novembro de 2014

Do Fundo do Baú: Administradores do Amapá em visita ao Paredão

Por Ernani Marinho
Desde o início da construção da Hidrelétrica Coaracy Nunes que o Paredão passou a ser alvo de visitas constantes de estudantes, clubes de serviço, autoridades e de amapaenses de todas as classes, que aliavam a observação do andamento das obras ao vislumbre à beleza da cachoeira. Um misto de visita de trabalho, informação e lazer.
A foto mostra parte de uma equipe de Governo, do então Território Federal do Amapá em visita ao Paredão, na segunda metade dos anos 60, identificados pelos órgãos que atuavam, em sentido horário: Elfredo Távora (Agricultura), Alceu Paulo Ramos (Prefeitura de Macapá), José Maria de Barros (Assessoria de Imprensa do Palácio do Governo), Ernani Marinho (Gabinete do Governador), João Soares Filho (Administração e Finanças), Amaury Farias, abaixado e de lado (Estradas), Agostinho Souza (Rádio Difusora de Macapá), Ezequias Assis (Imprensa Oficial) e Olopércio Franco (Serviços Industriais).
Fonte: Texto e foto reproduzidos do Facebook do jornalista Ernani Marinho.

sábado, 15 de novembro de 2014

Um Justo Tributo à Memória de Guioberto Alves Pelaes

Guioberto Alves Pelaes - um dos mais notáveis locutores esportivos das décadas de 1960 e 1970 - nasceu no município de Afuá/PA e foi criado em Macapá/AP. Estudou no colégio amapaense e trabalhou no Departamento Nacional de Endemias Rurais-DNERU. 
Foi um dos narradores esportivos  da Rádio Difusora de Macapá. 
Em abril de 1963, Guioberto mudou-se para São Luís do Maranhão, para substituir Walber Martins, o “Canarinho”, por indicação de Mauro Campos e Abrahão Sekeff Filho (já falecidos). Na época o narrador Canarinho tinha deixado a Rádio Timbiras para atuar na Pioneira de Teresina/PI e a emissora procurava um outro narrador. Guioberto Alves comandou a equipe 680 da Difusora/AM do Maranhão, nas incríveis transmissões do futebol. Em 10 de maio de 1972 fez sua última narração. No dia seguinte, voltando para casa, sofreu um acidente fatal nas imediações de Peritoró/Maranhão.
DETALHES DO OCORRIDO – Segundo o registro do pesquisador Luís Carlos Nascimento, “no dia 10 de maio de 1972 a Rádio Difusora confiou a Guioberto Alves a incumbência de transmitir diretamente de Teresina/PI o sensacional jogo entre Sampaio Corrêa e Tiradentes(Piauí). Trabalhou em companhia de Herbert Fontinele (comentarista) e Antônio Carlos Shuliber (técnico de eletrônica de rádio). A partida foi transmitida normalmente, com o mesmo entusiasmo que sempre caracterizava sua personalidade e seu elevado espírito de brilhante locutor esportivo”.
No dia 11 a equipe regressou a São Luís. Shuliber era o motorista. O grupo almoçou em Peritoró. Foi quando Guioberto Alves pediu para trazer o carro. “Ele insistiu tanto que deixei”, comenta Shuliber. Os três vinham conversando, quando aconteceu um imprevisto. Estourou um dos pneus traseiros da rural Willys da Rádio Difusora. Guioberto Alves perguntou o que fazer, mas a inexperiência levou-o a fazer o contrário do que Shuliber havia dito. “Eu disse para ele não frear e segurar firme o volante. Guioberto Alves pisou no freio, abriu a porta, sendo lançado violentamente para fora”. O carro capotou várias vezes. Guioberto, 32 anos de idade, sofreu traumatismo craniano, vindo a falecer no próprio local. Fontinele e Shuliber sofreram ferimentos leves.
Com a morte desse ícone do rádio maranhense todas as emissoras pararam suas programações normais para prestar-lhe homenagens póstumas. O corpo de Guioberto Alves foi velado no auditório da Difusora. A cidade parou. Todos queriam de alguma forma dar adeus a este que foi uma estrela em sua geração. No cortejo fúnebre em direção ao cemitério do Gavião, as rádios da capital formaram uma “Cadeia da Saudade”, num tributo sem igual ao companheiro de profissão. Guioberto Alves estava noivo de Maria Alice Azevedo Véras, casamento marcado para julho daquele ano.
Muitos ainda lembram de Guioberto Alves, pela sua voz marcante, inteligência, eloquência, dinamismo e sua capacidade de trabalho. Descrevia com enorme maestria, lance por lance, os magníficos espetáculos de futebol da época.
Ele foi um grande profissional do rádio, que fez história no Maranhão. O nome de GUIOBERTO ALVES continuará sendo lembrado por muito tempo.
O radialista amapaense Nilson Montoril, conta que foi contemporâneo do Guioberto Alves Pelaes na Rádio Difusora de Macapá a partir de 1962. Caprichoso, gravava em um gravador de rolo suas transmissões feitas quando não estava escalado para trabalhar. Usava uma cabine do Estádio Glycério de Souza Marques, então desocupada. Depois ia ouvir toda a fita no estúdio da RDM. (...) Sua família ainda reside em Macapá. "Em 1972, estive em São Luiz participando do funeral do saudoso amigo."
Texto original: Guioberto Alves:40 anos de morte, de Edivaldo Pereira Biguá e Tânia Biguá adaptado para o blog Porta-Retrato.

Fontes: http://www.blogsoestado.come Facebook de Nilson Montoril.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Do Fundo do Baú: Brincadeira de Criança: Infância em Paz, em Macapá

Luís e Clóvis Teixeira brincam em uma rua de Macapá, nos idos de 1955. 
Estas fotos foram publicadas no Facebook do Luis com as seguintes legendas:
"Caiu a bateria e EU é que tive que empurrar. Nessa altura a rua já estava mais urbanizada."
"Aí eu assumi a direção da carruagem."

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Do Fundo do Baú: Brincadeira de Criança - Os três "Macistes"(*)

(*) Maciste é um dos mais antigos personagens do cinema italiano.
Representa um homem mitológico muito similar ao Hercules, que utilizava sua descomunal força para realizar feitos heroicos. (Wikipédia)
Foto de 1956, do Facebook de Luis Teixeira. 
Nas imagens, os irmãos Eduardo e Cláudio (Ponto Fina)Vasques e o amigo Luis Teixeira, na Av. Iracema Carvão Nunes, em Macapá. 
Eduardo e Cláudio são filhos do pioneiro Álvaro Guimarães Vasques, dono do antigo Armazém Macapá e o Luis é filho do Dr. Clóvis Penna Teixeira
Eduardo mora em Belém/PA, Cláudio Vasques,(falecido) e Luis Teixeira, em Brasília.
O amigo Nilson Montoril descreve e comenta a foto:  A robustez do saudoso amigo Cláudio "Ponta Fina" Vasques é algo digno de uns 100 vidros de Biotônico Fontoura. Foto tirada na frente da residência do seu Álvaro Guimarães Vasques, um emérito empreendedor do Amapá. Do lado oposto da rua vemos parte do quintal da casa ocupada pelo senhor José Porpino da Silva. Depois, parte do terreno, exatamente onde aparece o portão, foi reservada para o coronel Janary Nunes construir a sua residência. Hoje abriga o novo prédio da Caixa Econômica Federal. Na época uma família tradicional de Macapá habitava o terreno junto à Fábrica Amapaense, cuja parede do imóvel observamos na fotografia. Grande imagem".(Nilson Montoril)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Congresso das Federações de Desportos da Região Norte do Brasil, realizado em Macapá

Ano 1954 - Os representantes da Federações Desportivas do Amapá,  Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Amazonas, Acre, Guaporé(Rondônia),Rio Branco, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que se encontravam em Macapá participando do 1º Congresso das Federações do Norte do Brasil, eram homenageados pela Diretoria do Atlético Latitude Zero, na sede da citada agremiação com um baile muito bem organizado,que varou a madrugada, em clima de total confraternização. 
Proposta por Pauxy Gentil Nunes, e patrocinado pela Confederação Brasileira de Desportos, o evento serviu para assegurar os votos das mencionadas Federações Desportivas a favor de João Havelange, também presente a Macapá. O apoio do Norte e Nordeste garantiu a vitória de Havelange no pleito.
(Foto: Reprodução de arquivo)

Flagrante da reunião realizada no Salão de Recreio da Piscina Territorial, na manhã do dia 7 de novembro de 1954, domingo. Em pé, falando em nome dos desportistas do Amapá, vemos o Tenente José Alves Pessoa, Delegado da nossa mentora desportiva, Os demais componentes da mesa são os delegados da outras Federações. 
O governador Janary Nunes, de terno escuro participou ativamente dos debates.
Professor e desportista Mário Quirino da Silva, faz uso da palavra no Congresso das Federações.

Texto reproduzido do Facebook do amigo historiador Nilson Montoril de Araújo
(Repaginado em reeditado em novembro de 2014)

sábado, 8 de novembro de 2014

Do Fundo do Baú: BONS TEMPOS DA PISCINA TERRITORIAL

Mais duas relíquias do "Baú de Lembranças" do amigo Ernani Marinho, via Facebook.
São "clicks" feitos no início dos anos 60, em Macapá.
Nesta primeira vemos à esquerda Ernani Marinho; ao centro da mesa Raimundo de Nazaré Correa (Totó) e à direita o  José Maria Monteiro (ex-Souza Cruz), numa cervejinha na Piscina Territorial.
Na segunda foto jovens amigos reunidos, em torno de uma mesa com muito Flip Guaraná, na Piscina Territorial.
A partir das esquerda: Ernani Marinho, Nestlerino Valente, Dário, Raimundo Cruz, Nilson Pinto, José Maria Franco e Arthur Raphael.

O amigo  Nilson Montoril, lembra que "aos domingos, pela manhã, a sonorização do Salão de Recreio da Piscina Territorial era feita mediante uso de uma aparelhagem da Rádio Difusora de Macapá. Certa vez, um rapaz que estava iniciando suas atividades na emissora pioneira, egresso de um sonoro comercial assim falou: 'Estamos transmitindo diretamente do Salão da Piscina Aquática de Macapá. Foi corrigido e depois vingou como bom locutor.'"
Fonte: Facebook do amigo Ernani Marinho

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MEMÓRIA ESTUDANTIL: UNIVERSITÁRIOS VISITAM PAREDÃO

Registro fotográfico histórico do passeio  que uma delegação de estudantes universitários amapaenses, realizou dia 22 de fevereiro de 1967, em  visita às obras da Hidrelétrica do Paredão.
A comitiva liderada pelos estudantes  Façanha e Raimundo Viana, teve como convidados especiais a professora Aracy Mont´Alverne, Relações Públicas  da Administração Amapaense e a Dra. Waldira Pennafort, Presidente da Comissão Territorial de Bolsas de Estudos.
A delegação foi composta dos seguintes  estudantes: Agronomia – Luiz Messias e José Façanha; Medicina – Hamilton Souza e José Cabral; Engenharia – Rodolfo Juarez, Manuel Antônio Dias e Cesarino Góes; Veterinária – Manuel Aljumir Carvalho; Química – Marcos Rocha; Ciências Contábeis – Raimundo Viana Pereira; Geologia –Osório Mont´Alverne; e Farmácia – Luiz Neto.

Fonte: Livro "Reminiscências de um jornalista" de Pereira, Raimundo Viana  1ª Edição - Niterói/RJ - 2014.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

MEMÓRIA CÍVICA de Macapá - Tiro de Guerra 130

A foto histórica de hoje relembra os bons tempos do Tiro de Guerra 130, em Macapá, turma de 1960, sob o comando do inesquecível Engrena - Tenente José Alves Pessoa - com os Sargentos José Ayres Lopes Filho (irmão do Prof. Munhoz), Fernando e Bittencourt formando a sua equipe.
Na foto a partir da esquerda:  o João do Carmo Tavares (Jangito), o maior atacante da história do Juventus Esporte Clube; ao centro o Ernani Marinho e à direita o Soldadinho, "um colega que era um militar convicto, e que por isso ninguém conseguia mais lembrar do seu nome, só do seu apelido de Soldadinho", lembra Ernani.
Fonte: Facebook do amigo jornalista Ernani Marinho.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CIVISMO: Amapá presente na troca da Super Bandeira Nacional, em Brasília

A tradicional troca da super bandeira brasileira no mastro da Praça dos Três Poderes, em Brasília, é realizada todo primeiro domingo de cada mês e a organização é revezada entre as Forças Armadas, o Governo Federal e o Governo do Distrito Federal.
As cerimônias já se consolidaram como atrativo turístico e reúne centenas de pessoas na Esplanada dos Ministérios.
Representando a renovação moral e cívica, a cerimônia de troca da Bandeira Nacional foi instituída pela Lei Federal nº 5700 em 1º de setembro de 1971. A bandeira, símbolo nacional, tem 14 metros de largura e 20 metros de comprimento e é a maior do país. Fixada em um mastro especial de 110 metros de altura é hasteada entre o Palácio do Planalto e a sede do Supremo Tribunal Federal.
Em 1974, o Território do Amapá foi escalado para a troca da bandeira nacional no mastro principal de Brasília com direito a apresentação artística. Humberto Moreira, Sebastião Mont'Alverne e Nonato Leal tocaram a canção "Rio Amazonas" na Praça dos Três Poderes com marabaixo logo em seguida.
Na foto acima: Ernani Marinho (Governo do TFA), Nonato Leal, Humberto Moreira, Sebastião Mont'Alverne e o Beto do DNOS(Departamento Nacional de Obras de Saneamento), que era amigo dos quatro. 
Dessa turma: Ernani Marinho mora em Belém-PA; Nonato Leal, Humberto Moreira e Sebastião Mont'Alverne residem em Macapá. O Beto já é falecido.
Fontes: Sites militares e blog Comunica Brasília
Foto em P/B: Facebook
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sábado, 1 de novembro de 2014

Lincoln Gordon e os jornalistas de Macapá

Lincoln Gordon, foi Embaixador dos EEUU no Brasil entre 1961/66 e esteve no Território do Amapá, no final de setembro de 1964, para uma visita a Macapá, Santana e Serra do Navio.
Embora não constasse da programação, aconteceu uma entrevista de Lincoln Gordon com a imprensa amapaense.
Após breve conversa com os jornalistas o ilustre visitante tirou esta foto, na entrada da sala de entrevista.
Lincoln Gordon, sentado, redige uma mensagem ao povo amapaense, ladeado por Ernani Marinho, José Maria de Barros, Paulo Conrado e Agostinho Souza.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Memória da Educação do Amapá: Prédio do IETA; ANTES E DEPOIS.

Nesta foto, presumivelmente do final dos anos 70 e início dos 80, do "baú de lembranças" do amigo Cléo Araújo, temos a imagem da entrada do prédio do antigo Instituto de Educação do Território do Amapá - IETA, construído por Janary Nunes, primeiro Chefe do Executivo Amapaense, em 1944,  localizado na Av. Presidente Vargas, entre as Ruas General Rondon e Eliezer Levy, antes da descaracterização arquitetônica, para abrigar a Universidade do Estado do Amapá (UEAP) criada em 30 de junho de 2006.
       Veja o ANTES e o DEPOIS:
Imagem debaixo: Reprodução Google imagens
(Última atualização em 02/11/2014)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Do Fundo do Baú: Raimundo Viana Pereira

O amigo jornalista Raimundo Viana Pereira, nosso velho conhecido do início do Território Federal do Amapá, abre seu "baú de lembranças" e publica no Facebook, essa relíquia histórica. (Foto: Paulo Tarso Barros, via Facebook)
Foto de 1963, tirada no Gabinete do Governador Terêncio Furtado de Mendonça Porto, que foi chefe do executivo amapaense, de novembro de 62 a abril de 64. 
Raimundo Viana Pereira(em pé), na época datilógrafo do Gabinete, aparece ao lado do seu colega Gonçalo.




Raimundo Viana Pereira, que hoje reside no Rio de Janeiro, lançou em agosto o livro "Reminiscências de um Jornalista". A obra reúne, entrevistas, crônicas e reportagens, muitas das quais com destacadas personalidades do Amapá. Raimundo Viana Pereira chegou em Macapá, no final dos anos 50. Estudou na Escola Técnica de Comércio do Amapá (CCA), jogou bola na praça da Matriz e foi atleta do Juventus Esporte Clube.

(Última atualização em 02/11/2014)  

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Primeiro ano da Rádio Educadora São José, em Macapá

Uma foto da extinta Rádio Educadora São José, de Macapá, publicada no Facebook do Ernani Marinho, e agora compartilhada com todos vocês leitores do Porta-Retrato:
Ele mesmo comenta o registro:
"A Rádio Educadora, pertencente à Prelazia de Macapá, teve uma presença viva na radiofonia amapaense, seja como uma versátil fonte de entretenimento, seja como um vibrante e sempre presente veículo de imprensa.
A convite do Pe. Jorge Basile e do José Maria de Barros participei de algumas reuniões preliminares à entrada no ar da Rádio Educadora, quando foram discutidas a linha editorial da emissora e a elaboração da sua programação piloto. Apesar do convite ter se estendido a integrar a primeira equipe da RE, com a sua inauguração, não pude ter a honra de começar na emissora em 04.08.68, data que entrou no ar, por absoluta falta de tempo.
Entretanto, três meses depois, o Pe. Jorge Basile e o José Maria de Barros voltaram a me convidar, desta feita para assumir a redação de uma crônica diária, sob o título de Peço a Palavra, que ia ao ar diariamente às 13:00 horas, pois o Zé Maria de Barros, que a vinha fazendo, não tinha mais condições de continuar, pelos seus outros afazeres na emissora. Como não precisava nem ir à emissora e que mandavam apanhar a crônica no meu local de trabalho, entre às 11 e 12:30 horas, aceitei e fiz o "Peço a Palavra" por mais de dois anos, quando me afastei por incompatibilidade com o Pe. Caetano Maiello que assumiu a direção da rádio e pretendia pautar os assuntos a serem explorados. Não aceitei e entreguei o posto, que passou a ser dividido pelo próprio Pe. Caetano e pelo Bonfim Salgado.
Também, na Educadora, tive um programa político-estudanti
l - "Juventude Tempo Presente" - que ia ao ar aos sábados, que apresentava juntamente com Maria Emília Jucá, minha esposa e à época namorada. Esse programa era gravado pela Polícia Federal, o que gerou vários convites para lá prestar esclarecimentos.
Em agosto de 1969, para comemorar o primeiro ano de vida da Educadora, o seu diretor, Domenico Bottan, comandou um coquetel de confraternização.
A foto mostra representantes da imprensa na época: Ezequias Assis, falecido (Ass Gov e Jornal Amapá); Luiz Negrão, falecido (A Folha do Norte AP); Ernani Marinho (Ass Gov, A Voz Católica e Rádio Educadora); Domenico Bottan, falecido (Rádio Educadora); Ismaelino Pinto (A Voz Católica e Jornal Amapá); Hélio Pennafort, falecido (Ass Gov., A Voz Católica e Rádio Educadora) e Ernani Mota (Rádio
Educadora)." (Ernani Marinho, via Facebook)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Do Fundo do Baú: Viagem à Serra do Navio

A foto rara de hoje sai do fundo do Baú de Lembranças do amigo Ernani Marinho.
E ele mesmo conta aos amigos do Porta-Retrato, a história deste raríssimo registro fotográfico:
"A foto é do início da década de 60. Éramos, à época, um pouco influenciados pelo livro "Quem Explorou Quem no Contrato de Exploração do Manganês do Amapá", de Álvaro da Cunha, atuantes adversários da ICOMI, o que manifestávamos sempre nos jornais A Voz Católica, Líder (da UECSA) e Castelo (do Grêmio Ruy Barbosa). E a ICOMI sempre teve interesse de vender-nos a sua versão do imbróglio, o que nunca conseguiu."

"A foto retrata uma viagem que fizemos à Serra do Navio, à convite da ICOMI, onde aparecem Aldony Araújo, falecido; José Maria Franco, falecido; Ernani Marinho; Elson Martins; Dário; Arthur Raphael, falecido; Nestlerino Valente e Asdrúbal Andrade."
O jornalista Élson Martins, complementa..."Essa visita à Serra acabou mal, a partir do momento em que descobrimos que as geladeiras do CCH, onde nos alojaram, estavam abastecidas de uisque de primeira. Conseguiram um trem especial para abreviar nosso retorno a Macapá e, no dia seguinte, no Colégio Amapaense, foi afixada uma lista negra de quem não poderia mais por os pés no projeto da Icomi na Serra do Navio. Todos nós na lista! rsrs"

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A BANCA CANARINHO é Área de Preservação Cultural de Macapá

A Banca Canarinho,  todos conhecem, mas ninguém sabe onde fica.
Texto: Édi Prado
E não adianta perguntar nem para os frequentadores assíduos, que batem cartão todos os domingos. Mas se quiserem saber onde é a Banca do Dorimar, ahhhhhhh, sim! Ela é a referência inclusive da Praça Veiga Cabral, criada oficialmente junto à instalação da Vila de São José de Macapá, em 04.02.1758.
A história da Banca do Dorimar começa em 19.03.1974. Dia do Padroeiro São José. Tudo começou quando o paraense, Dorimar Marques Monteiro, do município de Vigia no Pará, que chegou ao Amapá em 1955, decidiu deixar o emprego na Indústria e Comércio de Minérios (Icomi). 
Ele, que era garçom do restaurante executivo, em Serra do Navio, estava insatisfeito. E não havia oferta de emprego  melhor que a multinacional Icomi. O cunhado dele, Chico Leite, era proprietário da Agência Zola. A maior livraria e revistaria da cidade na época. E vendo a angústia de Dorimar resolveu oferecer uma banca de revistas para ir se arrumando.
Depois de muito pensar aceitou o desafio. Chico Leite mandou buscar uma banca de Belém e a instalou na Rua Cândido Mendes, com a Presidente Vargas. No lugar oposto de onde está hoje.  Era concorrente para o Nena Leão que já estava absoluto no mercado. A esposa dele,  Ana Maria Pontes Monteiro, abraçou a causa e foi trabalhar com ele na banca. “Ela sempre foi meu esteio que me dá segurança e me apoia nas decisões”, revela Dorimar.
“A banca não tinha nome. Era tempo de Copa do mundo de 1974. A Seleção Canarinho estava em toda a parte e cantada em versos, prosas e samba. Taí um bom nome: Banca Canarinho”, relembra o batismo.
No início, a banca era do tipo itinerante e de metal. No caso de fiscalização é só transferir para outro lugar.
Depois se mudou definitivamente para onde está hoje.  Após 15 anos de funcionamento, construiu uma banca em alvenaria, dando um novo visual na esquina da Avenida Presidente Vargas e Rua Cândido Mendes, na Praça Veiga Cabral. No ano de 2000, quando Anníbal Barcellos era prefeito da cidade de Macapá, a Banca do Dorimar foi instituída como Área de Preservação Cultural, através da Lei nº 1062/2000-PMM. Pronto. Estava seguro e legalmente assentada a Banca Canarinho, que sempre é chamada de "do Dorimar".
“Foi daqui deste trabalho que eduquei meus filhos, fiz várias amizades e formei outra grande família de clientes. Nem vou citar nomes. Sei que posso esquecer um montão. Recordo do tempo em que era representante  do O Liberal. O jornal chegava lá pelas 11 h da manhã. Era o único voo. E desde as 9 h já tinha gente esperando o jornal chegar. E foi criando o hábito do pessoal  de vir aos domingos para a Banca conversar, trocar figurinhas e se atualizar dos fatos da cidade”, relembra.
Além disso, a banca já rendeu bons frutos a Dorimar . Alguns títulos e comendas, como o Título Honorífico de Cidadão Macapaense, concedido pela Câmara Municipal de Macapá; Título de Honra ao Mérito, da Assembleia Legislativa do Amapá, Honra ao Mérito da Associação Comercial do Amapá (ACIA) e o Prêmio de Maior Vendedor de Jornais, concedido pelo Jornal do Dia, prêmio que faz coleção. “Ainda vou mandar fazer um grande painel com as fotos dos frequentadores, como homenagem e reconhecimento pela fidelidade”, sonha Dorimar.
E não só de livros e revistas e venda de bilhetes para shows, futebol e outras atrações, vive a Banca do Dorimar. 
Além de se  transformar em ponto de encontro de artistas, jornalistas, radialistas e gente do povo que se mantém atualizado, além  dos intelectuais da cidade de Macapá. Por ali trafegam milhares de pessoas  em busca de informação, entretenimento, ou simplesmente uma pausa embaixo das frondosas mangueiras.  
Quando completou   40 anos da Banca do Dorimar, houve uma grande festa  popular  aproveitando os festejos do Padroeiro São José. Foi promovido o encontro de gerações e culturas diversas.  O Sarau foi marcado pelo encontro das matrizes culturais amapaense e brasileira, que ecoaram em forma de batuques e poesia pelos arredores da Praça. 
A abertura foi realizada pelo grupo tradicional Berço do Marabaixo, seguido pelo Grupo Folclórico Amigos da Toada, que trouxe para o sarau a apresentação intitulada “Tambor de bem querer”, uma homenagem à miscigenação da cultura local.
Teve de tudo como se fosse um grande arraial cultural. A Cia. de Dança Afro Baraká reforçou a matriz africana com coreografias resultantes de aprofundadas pesquisas coletivas.  A poética  ficou por conta do Movimento Poesia na Boca da Noite, que estendeu o pano estampado na praça e os  integrantes distribuíram poesias aos quatro ventos. Houve  também a exposição de telas do pintor Miguel Arcanjo que retratam a biodiversidade da paisagem local. No mesmo estande, o “Capitão Açaí” satirizava os super-heróis com uma pitadinha de sabor regional, obra de Ronaldo Rony.
A programação atraiu a atenção das pessoas que transitavam pelo centro comercial de Macapá, muitas se juntaram à roda de festejos e permaneceram por lá até o encerramento com as apresentações  musicais: Zé Maria Braga, Mayara Braga e outras atrações.


RESUMO HISTÓRICO  A primeira banca de revista da capital amapaense, surgiu ao lado do Clip Bar, em frente ao Mercado Central de Macapá.

Foi montada pelo empresário Francisco de Assis Monteiro Leite que conta detalhes de sua iniciativa: 



"Eu fiz uma banquinha de madeira, pedi licença da PMM para colocar uma banca de revista e o banqueiro era o Nena Leão. Depois tiramos a banca de fora do Mercado e a instalamos dentro; era a maior e mais completa de Macapá. A segunda banca, a primeira de alumínio, foi instalada na Praça Veiga Cabral, onde tinha o terminal de transportes para Santana e aí foram disseminadas na cidade". (Fonte: Tribuna Amapaense)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

TEATRO: Ação Cultural do MOBRAL, em Macapá

Foto do acervo do amigo Fernando Canto, reproduzida do Facebook dele, registra uma reunião para coordenar ações culturais do MOBRAL, em Macapá.
Segundo Osvaldo Simões, que também aparece na foto, a reunião foi para a retomada do movimento de Teatro de Grupo em Macapá.
Em pé: Sr. Coaracy Barbosa, Coronel Luiz Ribeiro de Almeida, Sr. Sebastião Ramalho, Pedro de Paula e Juvenal Canto.
Sentados: Bolão, João de Deus Filho, (?), Antônia Guedes e Osvaldo Simões.

O Sr. Sebastião Ramalho, cidadão pernambucano, amicíssimo do Prof. Antônio Munhoz Lopes, foi integrante do Grupo de Teatro Amador, em Macapá na década de 50. 
Informação Histórica -  Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi um projeto do governo brasileiro criado pela Lei n° 5.379, de 15 de dezembro de 1967, e propunha alfabetização funcional de jovens e adultos, visando "conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida".
Criado e mantido pelo regime militar durante anos, jovens e adultos frequentaram as aulas do MOBRAL, cujo objetivo era proporcionar alfabetização e letramento a pessoas acima da idade escolar convencional. A recessão econômica iniciada nos amos 80 inviabilizou a continuidade do MOBRAL, que demandava altos recursos para se manter. Seus Programas foram assim incorporados pela Fundação Educar em 1985, ano de seu fim.(Wikipédia)

sábado, 18 de outubro de 2014

Foto Memória Musical, de Macapá: Hernani Vitor e Seu Conjunto (3)

Hoje trazemos outro registro histórico, dos anos 60, de mais uma apresentação de "Hernani Vitor e Seu Conjunto", desta feita na sede do Amapá Clube, no baile dos 15 anos da senhorinha Nazaré Bessa de Castro, filha de tradicional família amapaense.
Da esq. p/dir.: Jaci (trompete); Guimarães(saxofone);Biroba(bateria); Hernani(violino); Nazaré Bessa de Castro; Arnaldo Bezerra(crooner); Enoque Lima(ritmista- percussão); Coaraci(guitarra) e Zé Criolo(baixo elétrico).