sábado, 29 de dezembro de 2012

Pioneiros Nordestinos: Famílias Pereira Carvalho e Lopes de Freitas

Neste registro fotográfico histórico dos anos 50, encontram-se membros das famílias Pereira Carvalho e Lopes de Freitas, em Macapá.
São fotos do álbum de família da amiga Ângela Carvalho e que foram reproduzidas, com a devida permissão dela, de sua página no Facebook.
O texto da legenda foi gentilmente preparado pelo amigo Luiz Lopes Neto, diretamente de Belém do Pará, que é integrante da família Lopes de Freitas:
Foto tirada entre 1955 e 1957, na antiga Vila dos Arigós (esquina da Hamilton Silva com Feliciano Coelho – Bairro do Trem).

“Esta foto é interessante para quem trabalhou na construção da Estrada de Ferro do Amapá.
Pessoas em pé da esquerda para direita: Sr. Paulo Pereira de Carvalho (na Icomi conhecido como Paulo Califon), Sr. Miguel Carvalho (conhecido como galo cego), Evaldo de Freitas (meu pai) com Jeronimo (meu irmão) no colo, Sr. Antônio Carvalho, Sr. Livalde (filho adotivo de meu avô Jerônimo “Gila”), Sr. José Pereira Sobrinho (mais conhecido como Zé Rolé), Sr. Bianor Carvalho, Sr. Pedro Carvalho com seu filho Carlos Carvalho no colo. Exceto Evaldo de Freitas (meu pai), todos são meus tios e foram funcionários da ICOMI.
Na fila do meio da esquerda para a direita estão a Sra. Oliete Carvalho, Sra. Anete Freitas Carvalho com seu filho Marconi no colo, Sra. Lourdes Freitas (minha mãe) com seu filho Agostinho no colo, Sr. Jerônimo Pereira de Carvalho (meu avô, “vovô Gila”), Sra. Maria Carvalho (minha avó) esposa do vovô Gila, conhecida pelos netos como “Mãe Maria”, Sra. Rita Carvalho Nunes com seu filho no colo, Sra. Amável Carvalho, Sra. Lourdes Carvalho.
As crianças na fila mais abaixo, da esquerda para a direita: João Eudes (meu irmão), Marcos Luiz (meu primo), Paulo Freitas (meu irmão), Lúcia Maria (prima), Ângela Maria (prima), Maria Lúcia (minha irmã), Gaspar (primo), a garotinha de preto é Márcia (filha da dona Rita), Luiz Neto (eu), Vital Freitas (meu irmão) e Maria Lúcia (esposa do ex-senador Jonas Pinheiro).
A criança sentada no chão, também é minha prima porém não consegui identificá-la.  (Luiz Lopes Neto)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Do Fundo do Baú: Juventus Esporte Clube

Encontrei esta relíquia histórica no Baú de Memórias do amigo João Silva.  
Trata-se de uma das formações do time do Juventus Esporte Clube, no tempo da melhor fase daquela que foi uma das maiores agremiações esportivas do Amapá.
Time do Juventus Esporte Clube de 40 anos atrás, pousando, da esquerda para a direita com: Gilberto, Wanderley, Magalhães, Biló, Curupira, Zé Maria Franco e Célio; agachados: Enildo, Orlando Tôrres, João Maria Nery, Sabará e Percival.
Dentre os que aparecem neste registro (...), não estão mais entre nós Gilberto, Wanderley e José Maria Franco; não tenho informação sobre João Maria Nery, que chegou a ser campeão pelo J.E.C nos bons tempos do Moleque Travesso do futebol amapaense. (João Silva) 

Confirmando via SMS: "O João Maria Nery já está no andar de cima (Haroldo Pinto Pereira)"
(Fonte: Texto e imagem reproduzidos do blog do João Silva)

(Última atualização  em 29/12/2012)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Momentos de Álvaro da Cunha: Administrador

As fotos de Álvaro da Cunha, que estão sendo publicadas pelo blog Porta-Retrato, nos foram compartilhadas, em nome da família, pela senhora Hiléia Cunha, filha do poeta. Como as originais das mesmas não possuem qualquer registro no verso, tem sido impossível para a família conseguir identificar datas e/ou legendas que facilitem o reconhecimento das pessoas que aparecem nas imagens.
No caso dessas duas fotos, tivemos de levantar as seguintes hipóteses na tentativa de conseguir uma identificação:
O poeta Álvaro Cândido Botelho da Cunha foi presidente da CEA no período de 30.04.1962 a 04.02.1963. A informação está contida na Revista Perfil do Amapá - ano 1998/2000 editada pela empresa Colibri Promoções e Publicidades, com texto e pesquisa de Édi Prado, baseados em informações obtidas junto ao sr. Antônio Pereira da Costa Filho – Costinha funcionário de numero um da empresa.
E se considerarmos que o Dr. Raul Montero Valdez governou, o então Território do Amapá, de 12 de outubro de 1961 até 26 de novembro de 1962, não resta a menor dúvida que o ano das fotos foi 1962 e que podem ter sido o registro da posse de Álvaro da Cunha como presidente da empresa.
E o local do evento, não deixa dúvidas de que pode ter sido o próprio Gabinete da Presidência da Companhia de Eletricidade do Amapá, uma vez que os quadros na parede com fotos do Rio Araguari, apresentam imagens da região da antiga cachoeira do Paredão, que na época vinha sendo alvo de estudos para a construção da Hidrelética Coaracy Nunes.

Foto 1 – A partir da esquerda: Otávio Gonçalves de Oliveira, prefeito de Macapá de novembro de 1961 a dezembro de 1962; Sr. Clóvis Penna Teixeira,Secretário Geral do Território do Amapá, no Governo Raul Montero Valdez ; poeta Álvaro da Cunha; ? e o último à direita é o Dr. Raul Montero Valdez, os demais não foram identificados.

Detalhe histórico: Quando o Dr. Valdez foi nomeado governador levou o Álvaro, do Rio de Janeiro, para a presidência da CEA, e o  oiapoquense Otávio Oliveira, de São Paulo para a prefeitura de Macapá. (Jornalista Ernani Marinho).
Foto 2 – A partir da esquerda: poeta Alcy Araújo (de branco na mesa), poeta Álvaro da Cunha (em pé, com uma pasta na mão); Sr. Jacy Barata Jucá (sentado junto à parede); os demais não foram reconhecidos.
(Última atualização em 23/12/2012)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Equipe do Ministério da Agricultura, do Amapá


Fotos postadas pela amiga Nara Chamblay, reproduzidas do álbum Bela Macapá, no Facebook:
A partir da esquerda: Dr. Antero, Dr. Rúbens Baraúna(falecido), Dr. Nilde Santiago, ?, Sr. Renato Viana; o senhor alto, forte de cabelos e óculos de armação pretos e gravata xadrez, é o  peruano, Engenheiro Agronomo Júlio Horna Cantelli . Esse cidadão era funcionário da antiga SUDHEVEA em Macapá e ocupou o cargo de Secretário do Agricultura no governo de Artur Hening o senhor seguinte, mais alto de todos, localizado um pouco atrás e a esquerda de Júlio Cantelli é o Engenheiro Agrônomo Guerreiro que era funcionário do Ministério da Agricultura e foi Delegado Federal de Agricultura em Macapá; Dr. Agostinho e esposa Dra. Ida; na frente dela Pedro Altair (dos Cometas - falecido), Homobono (atrás) na frente Sr. Ituassú Borges de Oliveira; os dois não lembramos os nomes; Israelita Sozinho e Sr. José Faria da Silva.
O leitor Bruno Barbosa nos ajudou a completar a legenda da foto acima.
Nessa reunião com funcionários do Ministério da Agricultura do Amapá, podemos identificar na primeira fila, em primeiro plano o Sr. José Faria da Silva, seguido do Pedro Altair (de crachá). Na fila detrás o cidadão de branco, nos parece o Aroldo Pedrosa, irmão do saudoso Arnaldo Araújo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Do Fundo do Baú: Cachoeira do Paredão

Dois registros históricos distintos da antiga Cachoeira do Paredão, antes de seu desaparecimento para a construção da barragem da Usina Hidrelétrica “Coaracy Nunes”. 
(Foto: Reprodução do Facebook)
Foto reproduzida do álbum Bela-Macapá, no Facebook, postada pelo amigo escritor e poeta Paulo Tarso Barros.
(Repaginado em 16/12/2012)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Do Fundo Do Baú: Veteranos do Esporte do Amapá

Esta foto, da década de 70 - publicada pelo amigo Paulo Tarso Barros em sua página no Facebook -  registra craques veteranos do Trem Desportivo Clube, antes de uma partida amistosa contra veteranos do Esporte Clube Macapá, realizada na Praça N. Sra. da Conceição:
Em pé a partir da esquerda: Jurandir Moraes; Miguel; Laercio (falecidos); Bolero; Fernando; Osíres Feio e o último à direita, não identificado.
Agachados no mesmo sentido: Aderbal Lacerda; Percival; José Maria Franco (falecido); Lelé e Cabo Roque Torres.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Antônio Pereira da Costa: o escultor dos Leões do Fórum

ANTÔNIO PEREIRA DA COSTA - Nascido a 17 de fevereiro de 1901, em Valadares, Vila Nova de Gaia, Porto – Portugal, Antônio Pereira da Costa era filho de Joaquim Pereira da Costa e Maria Rosa Costa, também portugueses.   
            Seu pai, integrando um grupo de artistas imigrantes portugueses e italianos, veio para o Brasil (Rio de Janeiro) por volta do início da segunda década dos anos 1900, a fim de executar trabalhos da sua arte, já que era escultor e estucador nato, aqui se naturalizou brasileiro.
            Com a morte de sua mãe, Antônio Costa deixou sua terra-pátria e veio também para o Brasil, onde chegou a 24 de setembro de 1914, então com treze anos e meio de idade, passando a ajudar seu genitor, a essa altura já em Belém, na execução de ornatos do Palacete Bolonha, nesta cidade.


            Ao perceber que precisava aperfeiçoar a sua arte, foi para o Rio de Janeiro, matriculando-se na Escola de Belas Artes, onde permaneceu de 1917 a 1920, quando, por falta de recursos, teve de abandoná-la e retornar a Belém. Antes, porém, executou trabalhos artísticos no prédio do Rio Cassino, dentro do Passeio Público, ao lado do Palácio Monroe.
            Em 1921, viajou para São Luís do Maranhão, com a incumbência de esculpir a imagem de Nossa Senhora da Conceição, no frontal da Catedral da cidade.
            Ainda em 1921, juntamente com seu pai, foi para Manaus, onde os dois realizaram trabalhos de restauração na fachada do Teatro Amazonas.
            Antônio Costa casou-se em 1922 com a pernambucana Lydia Bezerra da Silva, com quem teve oito filhos: Erotylde, José, Elza, Maria Rosa, Joaquim Agostinho, Antônio Filho, Mário e Terezinha.
            Em 1923, foi chamado novamente a São Luís, para esculpir o busto do então governador do Maranhão, época em que nasceu a sua primeira filha, Erotylde, a única maranhense.
            Ainda em São Luís, esculpiu também o busto do Dr. Tarquínio Lopes Filho, proprietário e diretor da “Folha do Povo” do Maranhão.
            Instalando-se em São Luís, seu pai, Joaquim Costa, lá montou uma fábrica de artefatos de cimento, como mosaicos e marmorites, transferindo-a, anos depois, com toda a maquinaria, para Belém do Pará, com o nome de “Plástica Paraense”, à Tv. Três de Maio, passando a fornecer mosaicos e outros produtos de melhor qualidade para casas comerciais, igrejas (Capuchinhos,p.ex.), Colégio Santo Antônio e várias outras construções. Muito tempo depois, com o falecimento de Joaquim e com a venda do prédio da fábrica, por motivo de força maior, Antônio removeu as máquinas para um modesto barracão no quintal de sua residência, à Tv. Mercedes, no Marco, onde, com o nome de Fábrica “São José”, continuou a fornecer aqueles artefatos para obras de construção no Estado.
            No Amapá, então Território Federal, a primeira viagem de Antônio Costa deu-se à época da Segunda Guerra Mundial, levado pelos americanos, com quem havia trabalhado na construção da Base Aérea de Belém, para participar da construção da Base Aérea do Amapá. Mais tarde, retornou ao Território, e ali deixou várias obras.(veja a listagem ao final)
            Existe em Macapá uma rua com o nome de Antônio Pereira da Costa, no bairro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, homenagem da Câmara àquele que contribuiu com o seu valioso trabalho para o crescimento do Território Federal do Amapá, depois elevado a Estado.
            O artista, humilde por natureza, pois permaneceu pobre até os últimos dias, faleceu aos 82 anos de idade, em 1983, no mesmo hospital que construíra, em Macapá, exatamente a 3 de julho, dia em que, por “ironia do destino”, estaria retornando a Belém, para conviver definitivamente com seus filhos, netos e bisnetos (a esposa já era falecida). Voltou para Belém, sim, mas para lá ser enterrado.
            Como legado aos seus descendentes, deixou o exemplo maior de dignidade, integridade moral e amor ao trabalho.
 Texto de Erotylde Costa Leite – filha de Antônio Costa - extraído do blog Antonio Pereira da Costa (Velho Costa)
Antônio Pereira da Costa, riscava as plantas dos prédios e administrava os projetos das edificações em Macapá, entre esses RESIDÊNCIA GOVERNAMENTAL; HOSPITAL GERAL DE MACAPÁ; MATERNIDADE E PAVILHÃO INFANTIL DE MACAPÁ;
PRÉDIO DO FÓRUM - na construção civil e detalhes artísticos (escultura de dois leões e colunas);
Pedra do Guindaste - original, antes do acidente
NA BAÍA DE MACAPÁ – imagem de S. José na Pedra do Guindaste;
Detalhe histórico - Uma das versões da lenda sobre a Pedra do Guindaste registra que “para proteger a pedra e render homenagens a São José, que se transformou em padroeiro da vila durante a inauguração da Fortaleza de Macapá, os católicos mandaram esculpir a imagem do santo e a assentaram em cima da grande pedra.
A escultura foi encomendada para um dos maiores artesãos da época, o português Antônio Pereira da Costa, que esculpiu a imagem e originalmente a colocou de frente para a vila. A população acreditava que assim o santo velaria por todos os habitantes que ali moravam.
Nos anos 60 a fé dos habitantes de Macapá em seu padroeiro foi testada. O piloto de um navio de grande porte Domingos Asmar, fez uma manobra de maneira errada e se chocou com a grande pedra. A imagem de São José, dividida em duas partes, foi parar no fundo do rio e a pedra do guindaste completamente destruída. A sorte, como conta o Sr. Antônio Pereira, filho do escultor, foi que, como a maré estava alta, a imagem foi recuperada:
- Tem muita gente que acredita que a estátua imagem na frente da cidade não foi a que meu pai esculpiu, mas isso não é verdade. A imagem que quebrou, foi recuperada e colocada no lugar - ressalta seu Antônio.
Logo após o acidente o libanês Antônio Asmar -  dono do navio que também era um católico praticante – mandou construir um grande bloco de concreto no lugar onde estava a pedra do guindaste e a imagem, depois de restaurada, foi recolocada em cima do bloco. O único erro é que a imagem foi colocada de frente para o rio, o que gerou outra lenda:
- As pessoa dizem que depois que a imagem foi recolocada, São José decidiu não ser o nosso padroeiro porque em vez de proteger a cidade tinha que  se preocupar com os navios. Tudo é o que o povo conta – diz seu Antônio."
Fonte: (Trecho de uma entrevista concedida à repórter Araciara Macedo pelo filho do escultor Antônio Costa - reproduzida de um recorte de jornal de Macapá).
PRÉDIOS DAS LOJAS MAÇÔNICAS  “Duque de Caxias e Acácia do Norte” - na construção civil e ornatos; FRIGORÍFICO DE MACAPÁ; FÁBRICA AMAPAENSE; AS PRIMEIRAS CASAS CONSTRUÍDAS PELO GOVERNO, à Av. Presidente Vargas, com plantas suas; GRUPO ESCOLAR BARÃO DO RIO BRANCO; PRÉDIO DOS CORREIOS; PRAÇAS;
O busto de Tiradentes, no pátio do Quartel da Polícia Militar do Amapá, foi esculpido originariamente, conforme modelo, com uma corda em volta do pescoço, mas, por decisão superior, foi libertado desse inconveniente “colar”...
PÁTIO DE ACESSO AO QUARTEL DA POLÍCIA MILITAR – busto de Tiradentes (1982); POÇO DO MATO;
CIDADE DE AMAPÁ , a 250 km da capital – escultura da estátua do herói Francisco Xavier da Veiga Cabral, o “Cabralzinho” – monumento esse, colocado no mesmo lugar onde o valoroso brasileiro e seus caboclos repeliram com bravura a invasão francesa de terras amapaenses;
...e outras tantas obras executadas no período de 1945 a 1960.
É de sua autoria o busto do Deputado Coaracy Nunes, (que foi assentado em frente ao Aeroporto Internacional de Macapá) primeiro Representante do Amapá na Câmara Federal.

Detalhe histórico: Os leões do Fórum foram esculpidos pelo lusitano Antônio Pereira da Costa, a partir de uma forma confeccionada pelo Sr. Jorge Marceneiro (já falecido) que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias. (Edgar Rodrigues) Saiba mais
(Repaginado em 10/12/2012)

sábado, 8 de dezembro de 2012

Irmã Santina Rioli

Irmã Santina Rioli nasceu em Milão, na Itália, em 17 de agosto de 1914, filha de família humilde, estudou nas escolas públicas, formando-se professora no ano de 1932 e ingressando no Instituto das Irmãs de Caridade das Santas Bartoloméa Capitânio e Vicência Generosa como professora, em 4 de março de 1933, recebendo os votos religiosos em setembro de 1936, consagrando-se definitivamente a Deus pelos votos perpétuos. No período de 1934 a 1939 trabalhou com as crianças do jardim de infância; em 1940 frequentou o curso de especialização na área de educação infantil. Retomando as aulas colocou em prática a sua experiência durante cinco anos. Animada pelo espírito missionário, deixou sua pátria no ano de 1947, chegando ao Brasil, iniciando suas atividades na cidade de Rio Claro, em São Paulo, permanecendo até o ano de 1950, quando chegou o convite do padre Aristides Piróvano, encarregado do PIME em Macapá, em nome do Governador do Território do Amapá para trabalhar na Escola Doméstica de Macapá. Santina Rioli aceitou e chegou a Macapá, no dia 24 de julho de 1951, encontrando as irmãs Celina Guerini, Batistiria Gritti, Rosa Agostini, Elvira Buyatti e Francisca Viola, pertencentes a mesma congregação religiosa e juntas fundaram a Escola Doméstica de Macapá, matriculando um grupo de meninas em regime de internato. Santina Rioli teve uma atuação destacada como professora de Português e Trabalhos Manuais. Segundo depoimento de suas ex-alunas, ela gostava de ensinar às alunas a arte da cozinha, fazendo pratos deliciosos. Nas suas horas de folga, visitava as famílias das suas alunas e fazia a evangelização na periferia da cidade. No ano de 1959 foi destacada para trabalhar na Escola Nossa Senhora de Fátima, no Bairro da CEA onde existiam os barracões da ICOMI, assumindo o cargo de Diretora do estabelecimento. No ano seguinte viajou para Belém, assumindo o cargo de superiora da Congregação, com a missão de abrigar os filhos sadios de pais tuberculosos. Através de doações adquiriu um antigo casarão onde se abrigou com suas crianças. Servia no Preventório Santa Terezinha, quando recorreu ao Governador, Prefeito de Belém, Forças Armadas, comércio e indústria para recuperar o prédio, ampliar a aumentar o número de crianças. De repente descobriu que fora contaminada pela tuberculose. Afastada do trabalho, recuperou a saúde. Em 1966 retomou para Macapá e foi trabalhar no Hospital Geral, recebida com muito carinho por suas ex-alunas.
Em 1977 viajou para Itália em férias e no retorno insistiu para ficar no Preventuário Santa Terezinha justificando que as criancinhas precisavam dela. Na tarde de 12 de janeiro de 1976, ao descer de um veículo, cai e sofre uma fratura na base do crânio. Levam-na para Santa Casa, os médicos se revezam, querem salvá-la, mas tinha chegado a hora e a 13 de janeiro Santina Rioli entregou-se às mãos do Criador. O governo do Amapá, para homenagear a grande mestra, deu o seu nome à antiga Escola Doméstica de Macapá que passou a se chamar Escola Estadual Santina Rioli.

Texto do jornalista Coaracy Sobreira Barbosa publicado no Livro Personagens Ilustres do Amapá, Vol. II, edição de 1998.
(Foto reproduzida do blog da Escola Santina Rioli)

ARTHUR NERY MARINHO – Um poeta burocrata


O Pioneiro ARTHUR NERY MARINHO, nasceu no dia 23 de setembro de 1923, na cidade Chaves, Estado do Pará, filho de Waldemar da Silva Marinho, funcionário público municipal e de D. Raimunda Nery Marinho. Estudou o curso primário em Chaves, de 1941 a 1944 e, ao se transferir para Macapá, em 11 de março de 1945, estudou o ginasial no Colégio Amapaense, nos anos de 1949/50. Ingressou no Quadro de Funcionários do Governo do Amapá, no dia 16 de abril de 1945, na função de Escriturário mensalista, lotado na Divisão de Obras; em 1º de julho do mesmo ano, foi enquadrado em caráter provisório Escriturário nível 10-B; em 31 de março de 1965, foi promovido para a Classe de Oficial de Administração; readaptado para a classe de Redator nível 19 em 20/9/1966; promovido a Redator nível 21-B em 30/6/1972 e em 31/3/75 para o nível 22. Posteriormente, foi classificado como Técnico em Comunicação Social, função em que foi aposentado em 2 de setembro de 1981. Arthur Nery Marinho exerceu o cargo de Diretor da Imprensa Oficial em três períodos: 15/7/55, 15/5/57 e 10/12/1962; Chefe do Gabinete do Governador em 14/6/1963; Chefe de Expediente da Secretaria Geral do Território em 26/6/63 e 12/3/1964; Chefe da Divisão de Comunicação Social em 23/3/81 e 2119/81. Participou da Comissão para coordenar o relatório governamental em 21/11/63; Membro da Comissão de elaboração dos Regimentos Internos em 25/11/1965; Designado para compor a equipe que elaborou o regime de tempo integral em 2/1/1966. Exerceu ainda o cargo de Assessor de Relações Públicas da Prefeitura de Macapá, na gestão do Prefeito Murilo Agostinho Pinheiro; foi Presidente e Secretário da Federação Amapaense de Desportos; Diretor de Secretaria do Esporte Clube Macapá; Secretário da Sociedade Esportiva e Recreativa São José e fundador do Grêmio Literário e Cívico Rui Barbosa. Casou-se com Marialva Braga Marinho, que lhe deu as filhas Rosaura, Mariângela e Luciângela. Separado da primeira esposa (falecida), contraiu núpcias com D. Idalgina Nunes Marinho que lhe deu os filhos Teócrito Tibiriçá, Demócrito Tupiaçu, Agildo Iberê e Indiara Patrícia. Arthur Nery Marinho fez parte do jornalismo amapaense, escrevendo artigos, crônicas, fatos históricos e poesias nos jornais "Amapá", "Revista do Amapá", "Revista Rumo", jornal "Amapá", jornal "Marco Zero", jornal "A Voz Católica", jornal "Opinião", jornal "Observador", "Jornal do Povo". Arthur Nery Marinho faleceu a 24/03/2003, em Macapá, onde também foi sepultado. Um cidadão pioneiro do Amapá, funcionário público exemplar e jornalista notável figura com destaque entre os Personagens IIustres do Amapá, pela sua cultura e pelo homem simples e trabalhador que foi.
Biografia escrita por Coaracy Sobreira Barbosa publicada no Livro Personagens Ilustres do Amapá, Vol. II, edição de 1998.

O poeta e jornalista Arthur Nery Marinho participou da primeira antologia poética Modernos Poetas do Amapá (1960) ao lado de Alcy Araújo, Ivo Torres, e dos irmãos Aluizio e Álvaro daCunha. É autor das obras poéticas Sermão de Mágoa (1993) e Cantigas do meu Retiro (2003), esta publicada postumamente pela Tarso Editora e Imprensa Oficial com integral apoio da APES.
Figura também na Enciclopédia Brasil e Brasileiros de Hoje, na Grande Enciclopédia da Amazônia e na Coletânea Amapaense de Poesia e Crônica.
Arthur Marinho fez parte da geração de poetas burocratas (eram todos funcionários públicos do Território do Amapá) que deixou sua marca nas letras e continua a influenciar as novas gerações. Dela fazeram parte Cordeiro Gomes, Aracy de Mont´Alverne e Aloísio Brasil, (todos falecidos). (Textos de Paulo Tarso Barros e Alcinéa Cavalcante)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Álvaro da Cunha – “Um poeta a serviço do Amapá”

 
Álvaro Cândido Botelho da Cunha, nome de batismo de um dos mais importantes poetas do Amapá, nascido em 5 de agosto de 1923 em Belém do Pará. Foi para o  Amapá com 23 anos de idade, onde desempenhou cargos e funções de relevo na administração, como a presidência da Companhia de Eletricidade do Amapá. Fundou e colaborou com várias revistas literárias, como a Rumo, Mensagem e Latitude Zero.
Faz parte da primeira geração de poetas do Território Federal do Amapá, ao lado de Alcy Araújo, Ivo Torres, Aluísio Cunha e Arthur Nery Marinho. Estes cinco movimentaram o setor cultural amapaense, fundando revistas, criando clubes de artes e editoras, promovendo noites lítero-musicais e cursos de teatro e artes plásticas.
Sobre Álvaro, Alcy dizia que era “ um poeta a serviço do Amapá”. Estudioso dos problemas da região, escreveu a mais importante obra sobre a exploração do manganês: o livro “Quem explorou quem no contrato do manganês”. Por causa desse livro sofreu perseguições, inclusive do governo federal, e teve que deixar o Amapá e se estabelecer no Rio de Janeiro, onde atuou no setor privado como técnico e diretor de escritórios de consultoria especializados em planejamento econômico.
Foi embora, mas não perdeu os laços com o Amapá, terra onde, segundo ele, em vez de criar poemas “recolhia-os já feitos na paisagem”.
Alcy Araújo dizia que Álvaro nunca se liberou do sol da Latitude Zero. “Álvaro não desassumiu também sua deslumbrada e aberta responsabilidade de usuário, de amante e intérprete do verde incomum da Latitude Zero”, disse Alcy no prefácio do livro Amapacanto, considerado um atlas poético dessa região. “O Amapacanto, lançado em 1989, é uma verdadeira exaltação ao Amapá”, afirma o presidente da Associação Amapaense de Escritores, Paulo Tarso.
Além de Amapacanto e de “Quem explorou quem no contrato de manganês”, Álvaro lançou também “Pássaros de Chumbo”, em 1961 no Rio de Janeiro, e figura na antologia “Modernos Poetas do Amapá”.
Há centenas de poemas seus publicados em jornais e revistas do Amapá, Pará e Rio de Janeiro, que deveriam ser organizados numa rica antologia para que a nova e as futuras gerações possam conhecer um dos maiores poetas modernistas da região Norte.
Álvaro da Cunha morreu no Rio de Janeiro em 22 de fevereiro de 1995.
Texto de Alcinéa Cavalcante, com atualizações, extraído do blog da conceituada jornalista amapaense.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Do Fundo do Baú: Almoço em família e convidados


Encontrei esta foto no Facebook da amiga Ângela Carvalho. Por tratar-se de um registro das famílias Pereira Carvalho e Lopes de Freitas solicitei ajuda ao amigo Luiz Neto, que durante muitos anos viveu e trabalhou em Macapá, e agora curte sua merecida aposentadoria, ao lado da família, em Belém do Pará. Neto, nos atendeu e enviou a legenda completa com o nome de todos que aparecem nestas imagens históricas.
Almoço realizado em local improvisado na antiga Casa Vera Cruz, em 1964.
Da esquerda para direita, temos: Sra. Evença Barreto (avó do ex-Dep. e vereador Lucas Barreto e mãe do técnico em eletrônica Arinaldo Barreto), Sr. Pedro Carvalho, Pe. Assis (primo de Pedro Carvalho), criança1 (uma das Martas, Marta Maria ou Maria Marta), Padre Paulo De Coppi, criança2 (a outra Marta, Marta Maria ou Maria Marta), atrás da criança2 sua mãe Oliete Carvalho, ao seu lado Lourdes Freitas (mãe do Luiz Neto), seguindo o Sr. Evaldo Freitas (pai do Luiz Neto), criança3 Antônio de Pádua, João Eudes e Paulo Freitas (os 3 últimos irmãos do Luiz Neto).

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

DO BAÚ DO JOÃO SILVA: REUNIÃO NA CÂMARA MUNICIPAL

"Registro de 1977, 1980, por aí, tempo em que a Câmara Municipal de Macapá tinha força na comunidade e os pefelistas dominavam amplamente o legislativo macapaense, eles que já tinham sido arenistas. O local da reunião, que suponho ter sido convocada pela presidência da edilidade para tratar de assuntos internos daquela Casa de Leis, aconteceu em um prédio que ficava por trás da PMM, e ainda existe, onde a Câmara funcionou pela segunda vez, já que a primeira sede da edilidade macapaense, depois das eleições municipais de 1960, foi no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Macapá, onde foi instalada solenemente e vereador não ganhava salário para elaborar leis, fiscalizar a prefeitura e defender o povo. Confira, da direita para a esquerda: Vereadores Alceu Filho, Geovani Borges, Humberto Santos, Juvenal Canto, Iacy Alcântara, José Tupinambá e Manoel Bezerra, todos do PFL. Dentre os que aparecem no registro de mais de trinta anos, quase todos chegaram a presidência da Câmara de Vereadores de Macapá: Manoel Correa Bezerra, Humberto Dias Santos, Iacy Ribamar Alcântara e Geovanni Pinheiro Borges; já faleceram: José Tupinambá, Iacy Alcântara, Humberto Santos e, mais recentemente, Manoel Correa Bezerra. Ainda estão por Macapá, alegres e sorridentes, Geovanni Borges, Alceu Filho e Juvenal Canto, todos com relevantes serviços prestados à Câmara Municipal de Macapá e ao povo macapaense." (João Silva)
Fonte: Texto e foto reproduzidos do blog do João Silva (com adaptações pertinentes).