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terça-feira, 18 de junho de 2024

MEMÓRIA DO RÁDIO AMAPAENSE > DEZOITO ANOS SEM BONIFÁCIO ALVES

Por José Machado (*)

Há 18 anos nesta data, aos 57 anos de idade, Bonifácio Mourão Alves nos deixava. B.Alves como ficou conhecido através do Rádio, era amazonense e migrou com os pais para Macapá em meados dos anos 50 numa idade tenra. Iniciou sua carreira profissional aos 17 anos.  Adolescente, mas sua voz grave, despertou atenção de alguns donos de aparelhagens que o chamaram para atuar como locutor. Assim, B.Alves, que até então desenvolvia outras atividades foi se enredando com o meio artístico. Iniciou pelo “Sonoros “Eletrônicos” de (Lindomar Negry) à época uma das melhores aparelhagens de Macapá – Sonoros “Marítimos” de Raimundo Praxedes; Sonoros “Asa” de Antônio Picanço – serviço de alto-falantes “5ª Estrela” de Othon Pinheiro, bairro da CEA (atual santa Rita) e serviço de alto-falantes da Casa Ribamar de Inácio Serra, na Cândido Mendes. Meados de 1967, Mourão Alves iniciava na Rádio Difusora de Macapá, levado pelo companheiro Benedito Andrade. Apresentou os principais programas como: Jornal falado E-2, Carnet Social, e nos últimos anos de suas atividades, em função da compra de um táxi para aumentar a rentabilidade da família, por opção dedicou-se a apresentar “Nos braços da Saudade” o derradeiro programa da noite – de 22h a 0h. Problemas de saúde levaram B.Alves a optar pela aposentadoria em 1990 à época de nosso retorno à direção da RDMBonifácio Mourão Alves, era manauara e se sentia muito orgulhoso de sua cidadania. Nasceu em 14 de maio de 1949 e deixou 10 filhos. Boni, como era tratado entre amigos, faleceu dia 18 de junho de 2006 por insuficiência respiratória.

B.Alves, figura entre aqueles que com talento e profissionalismo, ajudaram a escrever a história, da pioneira da radiofonia amapaense. Seu contributo foi imensurável para a trajetória de sucesso da RDM.

(*) radialista e jornalista amapaense

segunda-feira, 27 de junho de 2022

MEMÓRIAS DA CIDADE - SONOROS DE MACAPÁ

 Por Nilson Montoril

O primeiro “sonoro” da cidade de Macapá foi instalado no dia 25 de fevereiro de 1945,

por iniciativa do jornalista Paulo Eleutério Cavalcante de Albuquerque, coordenador do Serviço de Informações do Governo do Território Federal do Amapá.

Os equipamentos para amplificação de som e voz foram assentados no subsolo da Intendência Municipal e o idealizador do sistema fazia a locução.

             Heráclides Macedo - técnico da Panair do Brasil que instalou o primeiro sonoros de Macapá, em 1945

Em pontos estratégicos da cidade foram colocados quatro alto-falantes, tipo corneta, através dos quais as informações sobre as realizações do governo territorial e as notícias da segunda guerra mundial chegavam ao conhecimento do público. A cidade era tão pequena, que, querendo ou não, todos os seus moradores ouviam as transmissões.

Este sonoro foi o embrião da Rádio Difusora de Macapá. Após a inauguração da RDM, os equipamentos do serviço de alto-falantes foram incorporados ao acervo técnico da emissora.

O segundo sonoro, instalado quando a Rádio Difusora já estava no ar, funcionou ao lado da Sorveteria Central, na esquina da Rua Cândido Mendes com a Avenida Siqueira Campos (Mário Cruz), com locução de Laurindo Banha.

Com um terraço aprazível, a sorveteria pertencente à firma Sarah Rofé Zagury atraía o pessoal apreciava sorvetes e picolés de leite, taperebá, açaí, nescau, maracujá e ameixa. E os que curtiam músicas sentimentais. Corinhos, sambas, baiões, sambas-canção, tangos, foxtrot, guarânias e outros ritmos que faziam grande sucesso no cenário nacional eram executados com muita frequência. Os frequentadores que estavam desiludidos no amor pediam composições como “Lama”, “Último Desejo”, “Dez Anos”, “Devolvi”, “Lencinho Branco” e “Madressilvas”.

Estes e outros sucessos também tocavam no alto-falante da Farmácia e Drogaria Serrano,

que revelou para o rádio amapaense o saudoso amigo Pedro Afonso da Silveira. Posteriormente surgiram as aparelhagens de som rotuladas como “picarp”, detentoras de invejáveis discotecas.

Elas se esmeravam na animação de festas dançantes, sendo a mais famosa a que pertenceu a Jefferson Pechouth, mais conhecido no seio da sociedade boêmia e festeira como Pecó. Cada sonoro festivo tinha suas peculiaridades e locutores.

O sonoro da “Casa Ribamar”, localizado no poste fronteiriço ao referido estabelecimento comercial, na esquina da Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd com a Rua Cândido Mendes, entrava no ar as 16 hora e encerrava suas atividades as 18 hora, após a execução da música “Ave Maria”.

Uma sentida mensagem religiosa era lida pelo locutor, que se intitulava como “o amigo de Vocês”. Deste sonoro saiu mais um bom valor do rádio amapaense, Bonifácio Alves. Não havia um só dia que o sonoro da Casa Ribamar não tocava uma música catastrófica, cujo início era: Sangue, Sangue, Sangue.

Na frente da Casa Ribamar, na Rua Cândido Mendes, estava edificada a Casa Dora, propriedade de Thanus Ziade. O som do alto-falante incidia agressivamente no quarto onde o Raja Ziade, filho do seu Thanus, costumava tirar uma sesta.

Um dia, cansado de ser perturbado, o Raja apanhou um rifle e detonou vários tiros contra a “garganta de ferro”. Foi o que bastou para que um novo aparelho fosse instalado, mas voltado para outro ponto. À proporção que a cidade crescia, algum dono de casa de comércio mandava instalar um sonoro para fazer a propaganda de seus produtos.

No Elesbão, área próxima ao flanco oeste da Fortaleza de Macapá, existiu um sonoro denominado Alvorada. O locutor gostava de tomar uns aperitivos antes do início das transmissões. Além do mais, seu português era sofrível. Quando o sonoro entreva no ar, ele caprichava na identificação da aparelhagem, baixando e subindo o nível de som do prefixo.

Certa vez, por ocasião de uma animada festa dançante, o locutor quis deixar patente que seu equipamento era melhor que os demais e sapecou esta preciosidade: “Estão ouvindo o Sonoro Arvorada, o único que não tem ruído, não tem zumbido e não tem porra nenhuma. São 250 kilowatts de saída e respeite a porrada nas caixas”. Os fofoqueiros que se encarregaram de espalhar está suposta louvação juram que ela de fato aconteceu.

Fonte: Diário do Amapá

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

MEMÓRIAS DO RÁDIO AMAPAENSE – RADIALISTA DINA FIGUEIRA

 MUITO ALÉM DE UMA BONITA VOZ.

Texto: José Machado

O acaso fez o ingresso no Rádio, de OSVALDINA FIGUEIRA BARROS, conhecida artisticamente como “Dina Figueira”, levada pelo radialista Edvar Mota.

Meados dos anos 60, quando ao ser atendido por aquela jovem vendedora, com um timbre de voz característico em níveis harmônicos e padrão sônico atrativo, o veterano locutor de apurada audibilidade, teve a certeza de que estava à frente de uma grande promessa como locutora.

Convite aceito e aprovada no teste Osvaldina, integrou a equipe da ZYD-11 Rádio Equatorial, recém-inaugurada, hegemonicamente masculina. Se revezava ao microfone, com grandes profissionais da nova emissora, que foram alinhavando sua carreira.  -

Com a intervenção Federal, parte dos recursos humanos e do acervo técnico foram absorvidos e incorporados à Rádio Difusora de Macapá.

Algum tempo depois, sentindo que Macapá estava pequena para os seus sonhos Dina, buscou outras plagas, onde pudesse expandir seu talento.


Apostou na afirmação de sua carreira profissional, que lhe oportunizou transitar por outros meios de comunicação. E, em 16 de abril de 1967, foi contratada pela PRC-5 Rádio Clube do Pará.

Sua melíflua voz, passava uma sensação de tranquilidade e, ganhou destaque na radiodifusão paraense, uma grande comunicadora, um misto de dicção perfeita (alternâncias rítmicas das ênfases, clareza e expressividade).

Sabia usar a entonação certa que o texto exigia: forte, suave ou emocional-tendências estilísticas de uma boa locução que ampliaram as oportunidades e, passou a gravar comerciais para rádio e TV.

Começou a ser cobiçada por outras emissoras e, foi assim, que migrou para a RBA-Rede Brasil Amazônia, atuando na Rádio e Televisão daquele Grupo de Comunicação.

Em junho de 1974, Dina contraiu matrimônio e deixou o rádio paraense, fixando residência em São Paulo. Naquele mesmo ano, tentou ingresso nas Rádios: MULHER e AMÉRICA, optando pela segunda, que lhe oferecia maiores vantagens salariais e em termos de mobilidade – próxima de seu apartamento.

Com o tempo, a impossibilidade de conciliar maternidade e trabalho, Dina optou então por um afastamento, temporário, que se tornou definitivo, frustrando suas perspectivas profissionais. Sua trajetória, apesar de intensa, foi encerrada prematuramente.

Apesar da dificuldade de protagonismo Dina, foi uma figura proeminente que conseguiu, se destacou e marcou época. Abriu caminho para que outras mulheres viessem ingressar em um mercado predominantemente masculino, sob grande intimidação social.

Àquelas que ousavam pensar em trabalhar como locutoras, temiam as críticas maledicentes. Embora não houvesse nenhum caso explicitamente declarado, sempre havia uma insinuação de uma vida íntima mundana.

Histórias como da Dina, eram casos rotineiros em um País, que tinha forte “localismo” - apego a um conservadorismo demagogo de costumes sociais e culturais, opondo-se a qualquer tipo de movimentos progressistas.

E, quanto menor a cidade, maior os tabus e preconceitos, baseados em justificativas e padrões sociais construídos sob a ótica, de uma suposta   superioridade masculina.

Sua decisão, causou em sua família num primeiro momento, reprovação que o tempo, se incumbiu de provar que a preocupação era infundada.

Assim como Edna Luz, que ingressara um pouco antes na Difusora - Dina, experimentou o conflito do exercício da profissão, da crítica, às facetas do preconceito associados a esse meio de comunicação.

Encarou com denodo, todo tipo de tolhimento que as mulheres enfrentaram para alcançar seus sonhos e, de romper com os padrões estigmatizantes.

Entre recuos e avanços, Dina foi escrevendo a história de uma batalhadora, que se livra de todas as amarras opressoras sozinha e, se faz como uma mulher vitoriosa.

Fez carreira, história e dividiu as fainas diárias com seus colegas homens, sem sofrer nenhum tipo de hostilização ou constrangimentos.

Dina, viveu historicamente um período difícil profissionalmente e, precisou de ousadia para adentrar espaços de exclusão feminina.

Osvaldina Figueira, está entre as maiores revelações do rádio no Norte do Brasil. Profissional eclética, destacou-se como (DJ), apresentadora de jornais falados e informativos

Transitou e residiu em várias capitais, acompanhando o esposo que era bancário. Após esses exílios voluntários, retornou à Belém onde fixou residência e, atualmente goza de merecida aposentadoria.

A mesma personalidade forte, extrovertida que demonstrava diante do microfone ao vivo, também era vista por amigos e familiares.

O afeto e o carinho com que tratava os colegas e ouvintes, a exaltação do amor pela vida, não por acaso, explicava a paixão que ela sentia pela profissão.

OSVALDINA FIGUEIRA BARROS (Dina), uma moça simples, humilde que lutou contra as adversidades da vida, que se reinventou buscando conhecimento, à conquista de seu espaço e, se fez importante para muitos.

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Nota do Editor:

Muito oportuna e gratificante homenagem que o veterano companheiro José Machado faz à Osvaldina Figueira Barros, uma colega radialista que tive o privilégio de conhecer desde os primeiros dias nessa envolvente profissão.

Lembro, claramente, de Dina Figueira como locutora e discotecária, na antiga ZYD-11 – Rádio Equatorial de Macapá-(AM), a segunda emissora de amplitude modulada, que existiu na capital amapaense, no início dos anos 60.

Após o fechamento da emissora, que era clandestina, reencontrei essa brilhante profissional na Rádio Difusora de Macapá., desempenhando as mesmas funções na discoteca e ao microfone.

Com este meu testemunho, venho corroborar de forma contundente e irrefutável, a importante contribuição de Dina Figueira, ao Rádio amapaense, magnificamente homenageada por nosso confrade, neste belo texto, que, com prazer, trazemos aos leitores do blog Porta-Retrato. (João Lázaro)

Fotos: Reprodução (arquivo pesoal)

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Foto Memória do Rádio Amapaense: Os 72 anos de CLAUDIO COUTINHO – 48 dedicados ao Rádio e à Cultura do Amapá

Há 72 anos, na quinta-feira - 1º de abril de 1948 – nascia CLÁUDIO COUTINHO DIAS, um dos maiores e melhores profissionais da radiofonia amapaense. Operador, produtor e editor de áudio, com relevantes serviços prestados ao Rádio e à Cultura da Amazônia.
Cláudio é macapaense, filho caçula de nove irmãos de Thomas de Souza Coutinho e Militina Coutinho Dias. Viveu sua infância e adolescência na Rua do Canal, como hoje é chamada a Av. Mendonça Júnior. Fez seus primeiros estudos no grupo Escolar Barão do Rio Branco e o ginasial no Ginásio de Macapá. Católico praticante, sempre frequentou a Paróquia de São José, onde foi batizado, catequizado, crismado e também coroinha (acólito). Como todo garoto de sua época, Cláudio jogou futebol e outras moralidades esportivas na Casa dos Padres e passou pelas fileiras do escotismo.
Mas foi na juventude que nasceu seu gosto pela música, e o desejo de ouvi-la e senti-la mais de perto. Era ouvinte assíduo da Rádio Difusora e outras emissoras do país e do mundo. Assim o rádio começa a entrar na sua vida de forma a seduzi-lo definitivamente na década de 1960, mas esse desejo somente começa a se materializar na primeira metade dos anos 1970, quando ele entrou pela primeira vez num estúdio de rádio, para realizar, juntamente com outros candidatos, testes para operador de áudio na Rádio Educadora São José de Macapá, emissora inaugurada em 1968, de propriedade da então Prelazia de Macapá.
Aprovado nos testes e admitido em 1972, Coutinho começou então sua carreira de operador de áudio, na Rádio Educadora, emissora em que viveu a “Época de Ouro” do Rádio Amapaense, sendo o personagem destacado naquele contexto, e desde o início de sua promissora carreira, destacou-se com afinco ao seu trabalho, investindo seus esforços para a melhor qualificação profissional com a convicção de que seu futuro estava no rádio.
Com o fim das atividades da RE, Coutinho mudou-se para Belém do Pará ainda em 1978 e um novo ciclo se iniciou em sua carreira. No rádio paraense teve oportunidade de passar pelas principais emissoras e enriquecer sua performance nos estúdios ao trabalhar ao lado dos melhores técnicos e locutores do Estado do Pará.
Em sua passagem pela capital paraense, Cláudio Coutinho atuou nos quadros da Rádio Guajará – pertencente ao Grupo NEO – Administração e Participações. 
No ano seguinte, passou a trabalhar na Rádio Liberal, pertencente às Organizações Rômulo Maiorana. 
Posteriormente trabalhou na Rádio Marajoara e como estagiário atuou nas Rádios Rauland FM e Cultura do Pará.
Após sua experiencia pelas emissoras belenenses Cláudio rumou com sua família para o município de Tucuruí, em 1981, para trabalhar na empresa paulista Camargo Corrêa. Para não fugir ao hábito, também atuou no rádio local  na Rádio Floresta FM. Em 1984, decidiu retornar à Macapá e iniciar uma nova fase  em sua carreira profissional e em sua vida, resgatando as paixões  que cultivava na infância, e na adolescência, passando a interagir de forma atuante, juntamente com sua família, nas manifestações culturais e folclóricas nos bairro do Laguinho e Perpétuo Socorro.
Depois que voltou à Macapá, Coutinho atuou em vários veículos de comunicação da capital amapaense como: Rádio Nacional AM e FM(RADIOBRÁS), Tv Amapá e Rádio Amapá FM (Rede Amazônica), Rádio Equatorial AM e FM (Sistema Z Publicidade do Amapá), Rádio Antena 1 102,9 (Sistema Beija-Flor).
Nessa nova etapa, transitando por diversos estúdios, e convivendo com grandes profissionais do rádio, Cláudio Coutinho consolidou seu nome no rol seleto dos grandes profissionais do Rádio amapaense, e pelo visto, essa história ainda vai durar bastante tempo.
Cláudio Coutinho, com seu jeito simples, fez grandes amizades com os comunicadores Ermínio Gurgel e Osmar Melo, que formavam a dupla “Pai Véio e Pai D’Égua”, apresentadores do programa “Alvorada Sertaneja” (na Rádio Nacional/Difusora). e José Ney Picanço e Silva (J.Ney), com quem trabalhou nos programas “Bom Dia Dia” e  “Sua Excelência o Domingo”.
Além dos companheiros de trabalho citados, Cláudio também aponta profissionais que marcaram sua carreira, na comunicação radiofônica como Moisés Tavares, Isaias Ramos (Bomba D’Água). Moacyr Banhos, Epaminondas Júnior, Edvar Mota, Joaquim Ramos, Waldemir Souza(Pirulito), Orivaldo Santos (Galinho), Roberto Nery, Joaquim Neto, Cristina Homobono, João Lázaro, Paulo Silva, Aníbal Sérgio, Lígia Mônica, Janete Carvalho, Célio Alício, Marcelo Nery, Manoel Ribeiro, Celso Rabelo, José Maria Coelho e muitos outros.Humkberero MoreiraHumberto
Apesar da idade avançada Claudio Coutinho continua prestando serviços como operador de áudio, em Macapá.
Fonte: Texto de Célio Alício, adaptado ao Blog Porta-Retrato a pedido do biografado.
Célio Alício Cardoso: Historiador, professor, radialista, comentarista esportivo, pesquisador e ativista cultural, poeta e compositor.

terça-feira, 10 de março de 2020

Foto Memória do Rádio Amapaense: Turma da Rádio Educadora São José de Macapá, em 1972

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada com o blog pelo radialista Cláudio Coutinho Dias, destacado operador de áudio do Rádio amapaense, e amigo pessoal deste editor.
Um raro registro fotográfico de 1972, de uma turma da Rádio Educadora São José, de Macapá.
Nas imagens a partir da esquerda estão, em pé o jornalista Antônio Correia Neto; radialistas Luiz Roberto Borges; José Moacyr Banhos de Araújo; Lili Mendes (secretária do J. Ney, à época); radialistas J. Ney; José Maria Coelho e Edinete Moraes.
Agachados os radialistas Osmar Melo e Cláudio Coutinho.
Fonte: Cláudio Coutinho
RESUMO HISTÓRICO – A ZYA-52 - Rádio Educadora São José de Macapá, entrou no ar em 4 de agosto de 1968. Foi a segunda Rádio AM do Amapá. A pioneira foi a Rádio Difusora de Macapá, que permanece em atividade.
A emissora apresentou uma programação inovadora para a época, planejada pelo diretor artístico José Maria de Barros, que também era um dos sócios fundadores.
Outra novidade, ficava por conta dos avanços tecnológicos projetados pelo padre Domênico Bottan (já falecido).
Os funcionários fizeram um curso de preparação (1967) meses antes da emissora entrar no ar.
Apesar de ser uma emissora católica, a Rádio Educadora manteve uma programação variada.
O FECHAMENTO DA EMISSORA  - Em março de 1978, o conselho eclesiástico da Prelazia de Macapá resolveu montar um questionário para decidir sobre o futuro da Rádio Educadora. Foram elaboradas 12 perguntas e encaminhadas a todos os padres que atuavam nas paróquias da capital. O questionário foi elaborado em italiano e respondido no mesmo idioma pelos sacerdotes.
Os padres tinham um prazo para entregar o questionário até o dia 12 de março. As respostas poderiam ser dadas na mesma folha das questões ou em uma folha à parte, sendo que a maioria preferiu a última opção.
Vinte padres responderam ao questionário. Apenas Dante Bertolazzi, José Busato e Lino Simonelli votaram pela continuação das atividades da emissora, desde que tentassem outras maneiras para continuar com a rádio e a tornasse mais católica. Os padres Angelo Biraghi, Angelo Bubani, Luis Carlini, Angelo Consonni, Angelo Da Maren, Domingos Franzese, Francisco Mazzoleni, Fúlvio Giuliano, Sandro Galazzi, Vitório Galliani, Jorge Pedemonte, Gianfranco Picozzi, Angelo Pighin, Nello Ruffaldi, Vendramino Zanardo e Salvador Zona votaram pelo fechamento da Rádio Educadora. O padre Paulo Lepre não se arriscou a dar uma resposta definitiva sobre o assunto.
No mês seguinte, mais precisamente no dia 17 de abril de 1978, a Rádio Educadora São José encerrou as atividades. Era uma segunda-feira. A emissora encerrou com um pronunciamento do padre Jorge Basile, lamentando sobre o fechamento da rádio, e a execução do prefixo, o Lago dos Cisnes.
Depois veio um silêncio, o desfecho de quase uma década de história da emissora de rádio da Prelazia de Macapá. No final do mês, os transmissores foram lacrados e as portas fechadas.
O conselho da Prelazia decidiu então fechar as portas da Rádio Educadora.
(Fonte de consulta: Os dez anos da Rádio Educadora de São José (1968 - 1978) TCC - Acadêmico Rodrigo Cunha)

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Memória radiofônica: Orivaldo Santos "Galinho de Ouro" - Uma História de Superação

Passou agosto! Levou consigo nosso “Galinho de Ouro”. 
Há quinze dias, o competente e festejado radialista Orivaldo Santos foi chamado para o plano celeste. Ele partiu dia 29, três dias antes do florido e verdejante setembro, chegar. Foi um choque para todos. Embora soubéssemos que ele passava por delicado e preocupante estado de saúde, a notícia de morte, sempre surpreende e nos deixa incrédulos, num primeiro momento. Galinho viveu entre nós, superando barreiras e transpondo obstáculos que a vida lhe impôs. Mas sua vivência foi marcada por uma História de Superação, muito bem detalhada na narrativa de nosso contemporâneo jornalista José Machado:
IN MEMORIAM
ORIVALDO LEÃO DOS SANTOS, era natural de Chaves-Pa e veio ao mundo em 5/3/1955. O segundo de cinco irmãos, e o terceiro a falecer. Derivaldo e Edna Santos residem em Belém-Pa.
Aos sete anos, com o falecimento do pai - Amor Leão dos Santos, a viúva Catarina Monteiro dos Santos, enfrentou sérias dificuldades para criar cinco crianças pequenas.
Orivaldo, foi entregue ao padrinho, com quem conviveu até aos 17 anos de idade. Aos treze, tornou-se vendedor ambulante de pastéis e bolos, para contribuir com a rentabilidade familiar. A faina do garoto lourinho, iniciava às 9h da manhã quando deixava sua casa atravessava o dia e, nunca retornava antes das 17h quando já havia vendido tudo.
Após o almoço e um pequeno descanso seguia para o colégio onde cursava o supletivo. A exaustiva rotina era um desafio contra o cansaço, o sono e a vontade de desistir. Concluiu o ginásio com muito sacrifício e o segundo grau muitos anos depois.
Em uma certa manhã de suas caminhadas mercantis, entrou na Difusora e vendeu tudo rapidamente, encorajando-o a voltar diariamente e, foi se enturmando ao ponto de direcionar as vendas exclusivamente aos RDMistas para posterior pagamento.
Após zerar seus produtos, ficava horas na sala de áudio deslumbrado com os equipamentos e o desempenho do sonoplasta.Perguntava muito e ia assimilando as informações.
Um certo dia, sentindo que dois comensais queriam lesá-lo, após alguns impropérios, tirou o costumeiro boné do glorioso (Botafogo) e os desafiou para o embate físico.
Uma cena hilariante, de um infanto-juvenil franzino, queimado de sol em atitude agressiva com os punhos fechados em guarda contra dois brutamontes.
Como seria previsível, os dois pagaram e tudo terminou em risos. Era mais zoação, para testar o equilíbrio emocional do garoto.
Pela pose adotada de enfrentamento, Humberto Moreira, Pedro Silveira e José Machado, que presenciaram, expressaram uníssonos: “olha aí o galinho de ouro “. Numa alusão ao pugilista Eder Jofre,apelido que o acompanhou pela vida toda.
A partir daquele dia, sumiu por um certo tempo e quando reapareceu já adolescente, pleiteou uma oportunidade de estágio como operador.
A diretora da emissora à época, exercia paralelamente o magistério e, dessa forma José Machado que era o secretário, na prática era quem geria a rádio e foi quem lhe possibilitou o ingresso.
Um sonho profissional que procurou alcançar com obstinação.A oportunidade finalmente surgiu quando foi indicado para substituir EDUARDO SANTANA que pediu demissão para trabalhar nas Guianas.
Seu jeito introspectivo, calmo, fala pausada uma postura tranquila, disciplinado, sempre focado em fazer um bom trabalho, foi angariando simpatia, respeito e admiração de todos.
Era perceptível que se tratava de uma figura ímpar. Algum tempo depois, substituiu Humberto Moreira que pediu exoneração à chefia da discoteca.  
A dedicação em tempo integral, obrigou a deixar a sonoplastia temporariamente. Três servidores sob suas ordens o ajudavam em suas atividades.
O País em plena fase do regime militar, havia um grande controle da mídia e a Difusora mesmo estatal, era obrigada a encaminhar diariamente até as 17h a programação do dia seguinte.
Um calhamaço com trinta e cinco laudas contendo o título de 1065 músicas ao Departamento de Censura e Diversões Públicas da Polícia Federal. O descumprimento implicava em grave infração, caracterizando transgressão das normas vigentes, e a rádio estaria impedida de funcionar no outro dia.
Além do grande vexame moral para o Governo, prejuízo comercial (patrocinadores dos programas) a falta de compromisso social como ouvinte, muitas cabeças seriam decaptadas.
Era como o deadline (linha da morte) no jornalismo, em que o profissional precisa aprender a conviver com o prazo de entrega do seu trabalho.
A atividade do discotecário à época era muito exaustiva mental e emocionalmente e vivia-se em constantes apuros. Mas com o decorrer do tempo acabava acostumando-se.
Às sextas feiras eram os piores dias, considerando que sábado e domingo o DCDP não funcionava, as programações do fim de semana e mais a da segunda feira, teriam que ser entregues todas dentro do prazo acima mencionado.
Continuamente, colegas de outros setores iam em auxílio do “galinho”, para que pudesse cumprir com o compromisso e, livrar da guilhotina vários pescoços.
Mesmo enfrentando esse serviço extremamente estressante, Orivaldo Santos, foi o que mais tempo permaneceu na função...Dez longos anos.
Alguns anos de profissão e vasto conhecimento musical o levaram a buscar um novo desafio. Meados dos anos 80 se lançou como DJ com um programa independente em que apresentava diversas sonoridades.
O “TOCA TUDO” - passeava pelos mais variados estilos:rock, disco, samba-rock   pop, house, discothec, brega e ritmos caribenho em três horas de duração. Com uma comunicação coloquial, criou uma intimidade inédita com os ouvintes.
Mostrava um feeling apurado para discotecagem, tinha um bom gosto musical e uma técnica surpreendente. Deu mais opções ao ouvinte para agregar diversidade musical e conduzi-lo por vários estilos. Ganhou mais projeção, consolidou sua carreira artisticamente e provou ser eclético.
Mas como disse Guimarães Rosa  Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver que é o viver mesmo”. É uma travessia com alegrias, tombos e tristezas.
Desposou a professora MARIA TEREZINHA, ambos muito jovens e, dessa relação nasceram: Marivaldo e Sandro. Enviuvou dez anos após o casamento.
Foi difícil a compreensão daquele novo momento em sua vida, viver uma nova realidade, lidando com a viuvez precoce foi um choque. Resolveu dar um tempo para relacionamentos, pensar com calma e, ter clareza na situação. Retomou gradualmente a vida, buscando suporte em amigos,familiares e a religião.
Em 2006, conheceu MARIA JOSÉ MARTINS FERNANDES DOS SANTOS, recepcionista e colega de serviço. Uma relação que perdurou 13 anos de casados, até que a morte os separou.
No museu da memória, se expõe as lembranças, a mitologia familiar de um personagem, cuja vida lhe foi hostil, interrompendo precocemente o sentido que não houve, como se desdobrasse para trás.
A vida/arte do “galinho” é um momento entre nós seus contemporâneos no espaço da vida, em que ele brilhou como emblema de uma época.
Para quem teve a oportunidade de acompanhar o seu percurso, há de convir que ele foi um vencedor, idealizou sua própria trajetória de vida. Seu círculo de amizades foi mensurado pelo grande público que compareceu para despedir-se e prestar-lhe a última homenagem.
ORIVALDO LEÃO DOS SANTOS (O GALINHO) conseguiu o milagre da vida...Escrever sua história, deixando sua biografia gravada no coração de muitas pessoas independente de idades.
Texto: José Machado
Foto: João Silva (Cortesia)
Orivaldo Leão dos Santos descansa em Paz, no Cemitério São José, no bairro Santa Rita.

domingo, 5 de maio de 2019

FOTO MEMÓRIA DO RÁDIO AMAPAENSE: SAUDOSO JOAQUIM RAMOS (Em Memória)

Esse simpático jovem – negro de alma branca – é o saudoso JOAQUIM DA SILVA RAMOS, que foi nosso contemporâneo no Rádio Amapaense.
Primeiro na Rádio Educadora São José, depois na Rádio Difusora e na Rádio Nacional de Macapá.
Joaquim Ramos - uma das vozes mais belas do Rádio Amapaense – filho primogênito de Paulino Lino Ramos e Dona Coleta da Silva Ramos, era neto do mestre Julião Ramos, o líder da comunidade negra do Laguinho.
Joaquim nasceu no bairro do Laguinho em 29 de outubro de 1948. Em sua jornada escolar frequentou também as escolas General Azevedo Costa e Ginásio de Macapá.
Joaquim Ramos casou em 26 de maio de 1971, com a professora Izídia Banha – sobrinha do saudoso Laurindo dos Santos Banha – e dessa união nasceram 4 filhos, ou sejam dois casais.
Tive a felicidade de conhecer Joaquim Ramos, quando o mesmo falava nos Sonoros Caçula, a aparelhagem sonora do Sr. Nascimento, do início do Território Federal do Amapá.
O indiquei ao José Maria de Barros ( Diretor artístico da REpara fazer um teste de locução na Educadora o que foi prontamente aprovado. Depois de um período de treinamento ao microfone, finalmente Joaquim foi se firmando como um dos grandes valores do rádio amapaense.
Entre os programas apresentados por ele destacamos o “Boa viagem Motorista” que teve grande audIência entre os condutores de veículos de Macapá, especialmente na classe de taxistas.
Teve ainda “A Grande Reprise”, “Um Sucesso em Cada Música”, “Vamos Acordar Pessoal” entre outros.
Na Rádio Difusora ele se destacou na leitura de mensagens para interior e principalmente no programa “BOA NOITE AMAPÁ”. Foi também gerente na segunda fase da emissora.
Na Rádio Nacional de Macapá teve brilhante atuação ao microfone, em programas de grande audiência.
Joaquim Ramos - que nos deixou precocemente e muito novo – faleceu em Macapá em 14 de julho de 1999, com pouco mais de 50 anos e seu corpo descança em Paz  em um jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
Ao  inesquecível amigo Joaquim Ramos - brilhante locutor do Rádio amapaense - nosso eterno reconhecimento!
Com informações da amiga Izídia Banha, viúva de Joaquim.
Fonte: Facebook

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Fotos Memória do Rádio Amapaense: O melhor dos amapaenses

Por Expedito Leal
O rádio esportivo de Macapá em tempos idos tanto recebia valores de Belém como igualmente fornecia talentos para as emissoras da capital paraense.
Naquela época remota, Júlio Sales, um dos mais longevos locutores em atividade no rádio cearense, foi o primeiro a deixar Belém para atuar na Difusora do então território federal. Ele já passara pela Marajoara e Clube e em Macapá na segunda metade da década de 1950, além de narrador de futebol, era animador de auditório, repórter de rua e nas horas vagas também ator de novelas. Há quase seis décadas, Júlio que por muitos anos foi o titular da extinta e prestigiosa Uirapuru de Fortaleza, passou por outros prefixos alencarinos até se fixar na Assunção. Onde também atua o filho Mário Sales, que se iniciou, tal como o pai, no rádio de Belém.
Outro que teria rápida passagem pela mesma Difusora, foi o saudoso José Simões, igualmente como Júlio, um narrador principiante na Rádio Clube. 
Não foi muito demorada também, a permanência de Carlos Cidon no começo dos anos 60 na extinta Equatorial de Macapá.
Inversamente à “exportação” de narradores, vindo da capital do hoje estado do Amapá, chegaria em 1958 João Álvaro, paraense, mas que trabalhou por algum tempo no IBGE de Macapá e em Belém chegou ao cargo máximo de gerente do órgão federal. Revelou-se um excelente repórter, ainda que sendo uma pessoa de temperamento calmo, sem ser, no entanto, retraído, mas sempre antenado à notícia. Durante muito tempo apresentou uma sequência dentro do programa O Cartaz Esportivo –O Fato do Dia – no final da tarde. Tinha sempre uma entrevista factual gravada ou ao vivo para oferecer aos ouvintes. Era um entrevistador de perguntas objetivas, mas sólidas no conteúdo. 
No gramado, com o famoso BTP (aparelho comprido com uma antena e um microfone acoplados e com uma nitidez de som excelente) enfrentava a concorrência à altura de Abílio Couceiro pela Marajoara. Se equivaliam. Até na leveza vocal.
Depois que João Álvaro assumiu a chefia do IBGE, afastou-se do rádio e só eventualmente comentava jogos pela Marajoara, quando Carlos Castilho, o comentarista titular, tinha que se ausentar de Belém por força de seu emprego na Petrobrás. Pois para substitui-lo, com rara simetria, tanto na voz de timbre baixo, mas dotado de bom improviso e sendo um repórter diligente, outro bom valor do rádio macapaense aportou em Belém.
Guilherme Jarbas, que pertencia à Difusora, passou a substituir João Álvaro no Fato do Dia. Ele também era narrador, embora fosse melhor na função de repórter.
Quase ao mesmo tempo (1970) surge em Belém o garotão Guilherme Pinho dotado de boa voz e dicção clara, além de fácil expressão verbal. Ele fora revelado pela terceira emissora de Macapá, a Educadora São José. Explodiu rapidamente na Marajoara e sem tanta demora foi contratado pela Clube. Que naquele tempo sentira muito a saída de Cláudio Guimarães para a nova equipe da Liberal. Pinho, porém, talvez pela própria idade, era um tanto amolecado, comportamento que destoava na equipe chefiada pelo mítico e disciplinador Edyr Proença. Empolgado pela fama que rapidamente viu aparecer, ele se transfere para a nova equipe da Liberal onde já estavam entre outros nomes de peso além de Cláudio Guimarães, Jayme Bastos, Grimoaldo Soares, Luiz Solheiro e ainda o plantonista Bellard Pereira.
Em pouco tempo, porém, Guilherme Pinho estava saindo da Equipe Legal e sem mais ambiente em Belém, transferiu-se para Fortaleza onde trabalhou em várias emissoras, deixou o microfone esportivo e passou a apresentar um programa político em uma das rádios AMs. Depois de formado em Direito trabalhava na assessoria jurídica da Câmara Municipal. Teve morte trágica – foi assassinado – no início do novo século.
De toda essa gama de valores amapaenses, o mais famoso, entretanto, não veio para Belém. 
O competente narrador Guioberto Alves preferiu aceitar a tentadora oferta financeira da então poderosa Rádio Difusora do Maranhão e foi substituir Walbert Martins, o popular “Canarinho”, hoje com mais de 80 anos, embora não mais transmitindo o futebol, e que se transferiu para a Timbira, a grande concorrente da Difusora em São Luis. Guioberto chegou e conquistou a audiência logo de cara. Tinha voz agradável, pronuncia esmerada e ainda era bem articulado. Nesse tempo eu ouvia muito as emissoras maranhenses através das ondas curtas. Morreu de um acidente quando retornava de Teresina em um jipe juntamente com Herbert Fontenele (recentemente falecido). Sua morte foi uma consternação na capital timbira. Mereceu até honras de estilo por parte de todo o rádio timbira. Atuou por cerca de uma década na Difusora (1963/72).
A emissora teve muitas dificuldades para encontrar seu substituto e recorreu até ao rádio paulista sem conseguir êxito, tamanha era a maciça audiência dos ouvintes identificados com o estilo de Guioberto. Um dos melhores do Norte de todos os tempos.
(*) Jornalista e radialista paraense editor do blog Ponta de Gol
Fonte: Texto e Fotos Blog Ponta de Gol

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