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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Foto Memória da Política Amapaense: Reunião Política na casa do Prof. Lucimar Amoras Del Castillo

Outra relíquia histórica do arquivo de lembranças do economista Nestlerino dos Santos Valente, garimpado da Rede Social. Segundo ele, essa foto foi tirada pelo fotógrafo Marino Cruz, em reunião política, na casa do Prof. Lucimar, em 1982.
Da esquerda pra direita: Engenheiro Charles Clark Platon, Prof. Reinaldo Maurício Gouber Damasceno, Economista Nestlerino dos Santos Valente e Prof. Lucimar Amoras Del Castillo.

Fonte: Facebook

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Foto Memória da Política Amapaense: Eleição de Antônio Cordeiro Pontes como Deputado Federal pelo Amapá

Essa raridade histórica saiu do baú de lembranças do amigo Nestlerino dos Santos Valente, e graças à Rede Social, chegou até nós. Obrigado à professora Regina Valente, por nos ter brindado com esse presente memorável, sem dúvida!
Segundo a legenda, não se sabe quem foi o fotógrafo que eternizou essa imagem de quatro cidadãos, quando tiveram a confirmação de que o Prof. Antônio Cordeiro Pontes, estava eleito Deputado Federal, pelo antigo Território Federal do Amapá. Isso aconteceu na década de 70. Antônio Pontes foi o primeiro amapaense eleito Deputado Federal.
Da esquerda para direita: Economista Nestlerino Valente, Economista Walter Pacheco, Empresário Otaciano Pinto Pereira e Prof. Antônio Pontes.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Foto Memória da Política Amapaense: Dep. Coaracy Nunes tomando posse na Câmara Federal

O historiador Nilson Montoril, publicou no blog dele, em outubro de 2013, foto de 1947, da solenidade de posse do advogado Coaracy Gentil Nunes, no cargo eletivo de deputado federal, na condição de representante do Território Federal do Amapá. Coaracy Nunes foi eleito no pleito realizado no dia 19 de fevereiro de 1947, sem concorrente. Em 1950, obteve nova vitória nas urnas e em 1954, iria tentar a reeleição pela segunda vez. Coaracy Nunes era identificado na Câmara Federal como "Deputado da Amazônia", porque não se atinha apenas a defender as causas do Amapá, más sim de todas as unidades da região Norte do Brasil.
Foto do acervo pessoal de Nilson Montoril
Fonte: Blog Arambaé

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Foto Memória da Política Amapaense: Dep. Coaracy Nunes e Dr. Hildemar Maia

Esse registro histórico de Coaracy Nunes e Hildemar Maia, direto do acervo pessoal da família Maia, foi postado na Rede Social por Gracinha Nunes Gosling, filha do deputado, e agora trazemos para os amigos do Porta-Retrato, como nossa Foto Memória de hoje.
Coaracy Gentil Monteiro Nunes foi o primeiro deputado federal, pelo Amapá. Era irmão de Janary Gentil Nunes, primeiro governador do estado.
Advogado e funcionário público, integrou o Conselho Nacional de Previdência e o Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários (IAPC), além de cursar a Escola Superior de Guerra.
Após a criação do Território Federal do Amapá em 1943 trabalhou ao lado do irmão, o governador Janary Gentil Nunes.
Em 21 de janeiro de 1958 morreu em um acidente aéreo, nas matas do Macacoari.
Em sua homenagem a Usina do Paredão foi nomeada Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes.
Hildemar Pimentel Maia, paraense, advogado, Promotor Público da Comarca de Macapá, político e suplente do Dr. Coaracy Nunes.
Fonte: Facebook

domingo, 22 de outubro de 2017

Foto Memória da Política Amapaense: Reunião do Dr. Amilcar Pereira com as lideranças políticas do Amapá

O amigo jornalista Ernani Marinho, pública em sua página no Facebook, foto rara de um momento histórico da política do Amapá.
O fato já foi noticiado pelo Porta-Retrato, em 2011, num post anterior ilustrado com uma foto enviada ao blog pelo jornalista Elson Martins.
Aproveitando a oportunidade da publicação dessa nova foto, voltamos ao assunto com mais detalhes narrados pelo próprio Ernani, de como tudo aconteceu:
Resumo Histórico: Janary Nunes e Amilcar Pereira, desde a instalação do Território Federal do Amapá, sempre navegaram os mesmos rios e igarapés, no mesmo barco, sob o comando do primeiro.
Amilcar era o grande nome da confiança do governador. Começou como chefe do Posto Médico do Oiapoque, de onde foi levado a Macapá para comandar o Posto de Puericultura, jóia da primeira dama, indo logo a seguir dirigir a Divisão de Saúde (seria hoje a Secretaria ). Logo depois virou Secretário Geral, com a saída de Raul Waldez, e com a ida de Janary para a Petrobrás, tornou-se governador.
O acidente que vitimou o deputado federal Coaracy Nunes e o seu suplente Hildemar Maia, provocou nova eleição no Amapá, com Amilcar Pereira deixando o governo para se eleger o novo deputado amapaense.
Quando Amilcar deveria renovar o seu mandato, Janary, já fora da Petrobrás e da embaixada da Turquia, reivindicou para si, pela sua liderança, a condição de candidato natural, com o que não concordou Amilcar e o seu novo líder, o governador Raul Waldez, que fora o primeiro Secretário Geral da era janarista. E aí aconteceu o inevitável: o rompimento Janary x Raul Waldez/Amilcar. 
Postas as duas candidaturas (Janary x Amilcar), estabeleceu-se, em 1962, uma campanha política duríssima que o Amapá jamais conhecera.
Sacramentado o rompimento e postas as candidaturas, os candidatos passaram a buscar apoio, como na foto abaixo, com o deputado Amilcar Pereira reunido com lideranças estudantis."
"A partir da esquerda, de costas Haroldo Franco, presidente da UECSA; ao lado dele o José Mendes  Machado que era conhecido como Machadinho, seguido do Ernani Marinho e o saudoso Guioberto Alves, secretário geral e diretor de esportes da UECSA, respectivamente, e logo depois do deputado, de óculos, José Aldeobaldo Andrade, do Grêmio Acelino de Leão, da Escola Técnica de Comércio, e João Moreira, presidente do Grêmio Ruy Barbosa, do Colégio Amapaense.
A reunião, foi na residência do prefeito Otávio Oliveira, nomeado por Raul Montero Valdez, então governador do  TFA, na época.
A antiga casa do Prefeito, situava-se num prédio na esquina da Rua Eliezer Levy com Mendonça Furtado, ao lado do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no  Centro de Macapá.
O prefeito era o Otávio Oliveira e o Machado administrava a residência.
Não aparecem nessa foto o Carlos Nilson Costa, Nestlerino Valente e Arthur Raphael que estavam na reunião."
Na foto abaixo temos uma visão geral de todos os participantes da reunião com o candidato Amilcar Pereira:
Da esquerda para a direita: Nestlerino Valente, Guioberto Alves, Isnard Lima, Guilherme Jarbas, João Moreira(atrás), Carlos Nilson, Ernani Marinho, Aldeobaldo, Deputado Amilcar Pereira, Nazaré Guedes (atrás do Dr. Amilcar Pereira), Haroldo Franco, Prefeito Otávio Oliveira, professor Nogueira(atrás) e Elson Martins e a moça sentada à frente dessa turma: Sônia Costa (irmã do Carlos Nilson).
Haroldo Franco  (presidente), Guilherme Jarbas (vice-presidente), Ernani Marinho (secretário-geral), José Aldeobaldo Andrade (primeiro secretário), Guioberto Alves (segundo secretário) e Carlos Nilson (diretor Cultural) compunham a diretoria da UECSA. João Moreira era presidente do Gremio Ruy Barbosa, do Colégio Amapaense, Isnard Lima, presidente do Gremio Barão do Rio Branco, do IETA, e Elson Martins e Nestlerino Valente comandavam os jornais Lider (da UECSA) e Castelo (do Colégio Amapaense. (Ernani Marinho).

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Foto Memória da Política Amapaense: Eleições Presidenciais de 1950

Hoje trago, para ativar a Memória da Política Amapaense, uma foto que encontrei, já há algum tempo, num dos arquivos históricos da cidade, mas que não havia identificado de que se tratava. Não encontrei, num primeiro momento, nem pessoas ou ambientes que me facilitassem a identificação daquela ação registrada nas imagens. Finalmente, através de uma postagem da amiga Rita Goebel - uma atuante colaboradora e integrante do grupo do Memorial Amapá - ocorrida em julho passado, tive finalmente, a resposta que tanto procurava.
Num único comentário que a matéria recebeu, o jornalista Ernani Marinho deixou registrado, de forma clara e brilhante, ricos detalhes de um momento político eleitoral, vivido no país.
Ele conta que “nas eleições presidenciais de 1950, o governador Janary Nunes apoiou o candidato do PSD (Partido Social Democrático), seu partido, Christiano Machado, que concorreu com Getúlio Vargas, candidato do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro).
Segundo Ernanio candidato vitorioso foi Getúlio Vargas, do PTB, com o Brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, em segundo. O candidato de Janary ficou em terceiro.
Diz ainda que,com a posse de Getúlio na Presidência da República, a expectativa geral era que viesse a substituir Janary Nunes no cargo de governador, o que não aconteceu. Getúlio o manteve no cargo.
Ernani complementa dizendo quepesou, em favor de Janary, para a sua manutenção no cargo de governador, o fato de que tinha a mesma formação militar de Getúlio, além de estar desenvolvendo com sucesso administrativo a implantação do Território, assim como ter demonstrado grande liderança nas eleições, já que Christiano Machado só ganhou a eleição no Amapá e no Pará, este também governado por um militar, o Gen. Barata.
Sabendo, agora, de que evento se tratava, resolvi editar um post para o Porta-Retrato, reproduzindo a foto e sua história para os nossos leitores.
Voltei ao Ernani, para identificar o local daquela manifestação. Ele só sabia que era em Macapá.
Recorri então ao amigo Nilson Montoril, que mesmo em férias com a família, longe do Amapá, nos atendeu e complementou:
Em 1950, o candidato do Partido Social Democrático-PSD, era Cristiano Machado, que concorreu com Getúlio Vargas (PTB), brigadeiro Eduardo de Gomes e outros candidatos.
Janary Nunes, que tinha sido nomeado governador do Território Federal do Amapá por Getúlio Vargas, em 27 de dezembro de 1943, foi o único gestor público filiado ao PSD que se manteve fiel a seu partido.
Na eleição de 5 de outubro de 1950, Cristiano Machado superou com boa margem de votos de todos os adversários ficando na terceira posição no computo geral. A Única coisa deferente que os eleitores de Cristiano Machado usaram foi um boton colorido em forma de broche."
"A imagem de propagandistas do PSD foi captada na atual Avenida Presidente Vargas quase esquina com Cândido Mendes, em frente à sede do partido.
O prédio era da família do coronel Manuel Theodoro Mendes (pai de Dona Carmem Mendes e avô do Machadinho da PMM). 
As duas mangueiras são as que estão perto da banca do Dorimar, na Praça Veiga Cabral. ”
Saiba quem foi Cristiano Machado:
Cristiano Monteiro Machado nasceu em Sabará (MG), no da 5 de novembro de 1893, filho de Virgílio Machado e de Marieta Monteiro Machado.
Bacharel pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro em 1918, de volta a Minas Gerais foi oficial-de-gabinete do presidente do estado, Raul Soares, entre 1922 e 1924. Nesse último ano, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Prefeito de Belo Horizonte entre 1926 e 1929, em março de 1930 elegeu-se deputado federal. Renunciou ao mandato em setembro para ocupar a Secretaria do Interior do governo estadual de Olegário Maciel. Partidário da Revolução de 1930, que levou Vargas ao poder em novembro desse ano, nesse mesmo mês deixou a pasta do Interior.
Em maio de 1933, conquistou uma cadeira na Assembleia Nacional Constituinte e em outubro de 1934 foi eleito deputado federal. Renunciou ao mandato em 1936, para ocupar, em setembro, a Secretaria de Educação e Saúde Pública de Minas Gerais, no governo de Benedito Valadares. Deixou o cargo no início de novembro de 1945, em decorrência da deposição de Getúlio Vargas (29/10/1945) pelos chefes militares e do consequente término do governo Valadares. Ainda em 1945, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda foi eleito deputado à Constituinte de 1946.
Em 15 de maio de 1950, foi lançado candidato à presidência da República pelo PSD nas eleições que se realizariam em outubro. Dois dias depois, o conselho nacional do partido ratificou oficialmente essa decisão, que entretanto ainda dependia de confirmação na convenção nacional.A ala getulista do PSD do Rio Grande do Sul (favorável à indicação de Nereu Ramos) recusou-se a aceitar a candidatura de Cristiano Machado.
Ainda em maio, membros do Partido Social Progressista (PSP), de Ademar de Barros, comunicaram que não apoiariam Cristiano, já que a candidatura de Getúlio Vargas, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), apoiada por Ademar, seria lançada em 17 de junho. Embora o PSD ficasse dividido, o nome de Cristiano Machado foi aclamado no dia 9 de junho, na convenção nacional do partido. Em julho, a maioria do Partido Republicano (PR) manifestou-se favorável ao candidato oficial do PSD, indicando o seu afiliado Altino Arantes para a vice-presidência. Cristiano fez ainda uma aliança com Hugo Borghi, candidato ao governo de São Paulo pelo Partido Trabalhista Nacional.
Nas eleições de 3 de outubro de 1950, a chapa Cristiano Machado-Altino Arantes (PSD-PR) concorreu com as de Eduardo Gomes-Odilon Braga (União Democrática Nacional) e Getúlio Vargas- João Café Filho (PTB-PSP), entre as mais importantes. Vargas saiu amplamente vitorioso, contando, inclusive, com votos de vários redutos do PSD. A transferência dos votos de Cristiano para Vargas caracterizou um processo de esvaziamento eleitoral que ficou conhecido no jargão político como "cristianização". A chapa udenista ficou em segundo lugar.
Em 1953, foi nomeado embaixador do Brasil junto à Santa Sé. Tendo assumido o cargo em outubro, faleceu pouco depois, em Roma, no dia 26 de dezembro de 1953.
Foi casado com Celina Magalhães Gomes. Viúvo, casou-se pela segunda vez com Hilda von Sperling.
Seu arquivo pessoal encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getúlio Vargas. (Disponível em cpdoc.fgv.br/)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Foto Memória da Política Amapaense: Candidatos a Deputado Federal: Janary Nunes e Dalton Lima

Candidatos a Deputado Federal pelo então Território Federal do Amapá, Janary Gentil Nunes e Dr. Dalton Condeiro de Lima, em plena companha eleitoral, em 1962.
Foto gentilmente cedida pela amiga Elizete Barbosa, filha do historiador Coaracy Barbosa.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...