domingo, 12 de agosto de 2018

No Dia dos Pais, nossa homenagem ( em memória ) a MESTRE "BENÉ" – carpinteiro e marceneiro do Amapá!


Há exatos 106 anos, numa segunda-feira, nascia no município paraense de Curralinho em 12 de agosto de 1912, Benedito Ferreira do Nascimento, Mestre 'Bené', um dos grandes mestres de obras do Amapá.
De família atuante no roçado e na pecuária como todas as comunidades dentro do arco Marajoara, mestre Benedito Ferreira do Nascimento teve seus estudos primários paralisados na segunda série; era autodidata, possuía uma caligrafia corrida e era atento ao noticiário político do Brasil e do mundo, através das leituras diárias dos jornais impressos e de seu rádio à pilha, através das ondas d’A Voz da América’. A carpintaria era sua profissão e a marcenaria sua arte. Era o mais velho de uma família de três irmãos, (Benedito, Nestor, Alcídia).
Casado com Josefina Moura do Nascimento, com quem gerou três filhos, sendo que as duas gêmeas, pereceram de malária, que minava as matas amazônicas, e o caçula Raimundo Moura do Nascimento, adoeceu da mesma doença e para evitar a perda do único filho o casal deslocou-se imediatamente para Macapá, em 1939, passando a residir à Rua Beira da Praia, hoje orla de Macapá.
Nesse período, Benedito Nascimento começou a trabalhar como carpinteiro e nas horas vagas construía mesas, camas e utensílios diversos como marceneiro. Como o serviço rendia pouco sua esposa Josefina, mais conhecida como Dona Nenê, passou a 'lavar para fora' nas águas do caudaloso Rio Amazonas, e tinha no filho Raimundo Moura do Nascimento, conhecido por Gatão, o entregador das roupas lavadas e engomadas.
O Amapá é transformado em Território Federal e com o advento das obras públicas os trabalhadores pedreiros, carpinteiros e pintores se tornam mão-de-obra de primeira linha. O governo Janary Nunes, contempla os grandes mestres e pequenos construtores e os torna Mestres de Obras com assinatura de contratos, e assim passam a construir a infraestrutura da capital amapaense, para as repartições públicas que dariam o ponta pé inicial para o crescimento do novo Território.
Mestre Júlio e Mestre Benedito capitanearam diversos operários e montaram suas equipes. Ele, mestre na carpintaria, recebeu a incumbência de construir os telhados do Hospital Geral de Macapá e da Maternidade Geral. Mestre Benedito participou das obras de escolas e postos de saúde nos municípios, entre eles o Barão do Rio Branco, a Escola Normal de Macapá e o Hospital Geral de Macapá (primeira unidade de saúde pública do Amapá).
Com o crescimento populacional de Macapá e a pretensão do governo em realizar mudanças na frente da cidade, com a construção da residência oficial, Macapá Hotel e as residências dos primeiros gestores do segundo escalão, Janary começou a demarcação de terrenos a partir da General Rondon e os doou aos que prestavam serviços ao governo.
Caso do Mestre Benedito que foi agraciado com um terreno  medindo 35 x 40 na Avenida Presidente Vargas, entre as Ruas Eliezer Levy e Odilardo Silva, que recebeu o número 56, onde começou a construir sua residência; e sua esposa, com a eficiência de seu trabalho de lavadeira, recebeu dos primeiros diretores a missão de lavar os uniforme de Janary Nunes e do Dr. Hildemar Maia, que mais tarde seria padrinho de casamento de Raimundo Moura do Nascimento e de Zoraide Coelho do Nascimento.
Ao ser instalada a mineradora ICOMI no Amapá, o governador Janary Nunes,  a pedido da empresa, indicou nomes de servidores operários de elevado padrão técnico, que haviam atuado nos serviços estruturais de instalação do governo do Amapá, que pudessem trabalhar com os engenheiros americanos.
Mestre Bené foi um dos indicados e colocado à disposição da empresa.
Na ICOMI, contratado em 19 de janeiro de 1954, Mestre Bené foi o Chapa nº 416 e recebeu a incumbência de Encarregado de Conservação de Obras, no Serviço de Conservação. Foram muitas as missões dentro da ICOMI:  manutenção do cais flutuante; da Estrada de Ferro do Amapá, na área interna da empresa; de obras de manutenção na Vila Amazonas, onde recebeu uma residência para morar na Vila Intermediária e quando concluiu sua casa em Macapá, se mudou.
Recebeu diversas honrarias da empresa, uma delas foi quando completou dez anos de serviços prestados e ganhou um relógio e uma ida ao Rio de Janeiro, sua primeira viagem de avião e a primeira vez que se afastava da família, que além do filho, criava dois netos.
Benedito Ferreira do Nascimento era uma pessoa séria e, para muitos, sisuda, porém católico praticante, tanto que foi membro do grupo de homens da Associação São João Bosco, que tratava de trabalhos sociais voltados para os mais carentes; honesto e metódico, não gritava nem ameaçava, mas seu olhar dizia o que ele pensava. Não aceitava injustiça.
Seu meio de transporte desde os primeiros anos foi sempre uma bicicleta Monark com a qual percorria a cidade e carregava seus instrumentos de trabalho.
Após a aposentadoria se dedicou ao empreendedorismo e adquiriu seu primeiro automóvel na Loja dos Irmãos Zagury, que representavam a marca Chevrolet no Amapá e em seguida adquiriu mais três carros e criou uma frota de táxi, onde seus motoristas eram amigos e recebiam suas comissões em dia. Tudo era anotado em seus cadernos, da conta de luz às compras nos supermercados.
Pagava seus credores em dia, desesperava-se com as cobranças, porém a aposentadoria não lhe fez bem, pois por ter tempo livre demais passou a cuidar de plantas e durante a podagem de um abacateiro, com a quebra de um galho, machucou a virilha e trouxe o mau do século para sua vida. Um câncer de próstata que lhe ceifaria a vida.
Foi um tratamento longo e dolorido, pois no Amapá não havia nenhuma estrutura para atender esse tipo de doenças, somente no Pará, e a hemodiálise se tornou o único meio de mantê-lo vivo; foram infindáveis viagens a Belém, com fretes de avião.
A luta foi inglória, mesmo com o esforço sobre-humano de profissionais da época.
Benedito Ferreira do Nascimento faleceu em sua residência no dia 30 de abril de 1985. Não viu o Amapá se transformar em Estado.
Mestre Bené, deixou no Amapá a marca de seu trabalho.
Mesmo autodidata e semianalfabeto curtia de Roberto Carlos a Mozart e adorava beber seu Whisky ouvindo uma sanfona ou um violino na velha vitrola da sala de visita, onde recebia a todos com elegância e educação.
Seu domingo era sagrado para a família, com quem o almoço reunido com todos, era importante.
Texto do jornalista Reinaldo Coelho – neto do biografado – publicado na edição 621, do Jornal Tribuna Amapaense, devidamente adaptado para o blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.
NOTA DO EDITOR
Quando trabalhei na ICOMI, no período de 1970/77, tive a honra de conhecer o Sr. Benedito Nascimento e posso confirmar muitas das coisas narradas no texto. Ele foi, sem dúvida, um grande homem! João Lázaro.

sábado, 4 de agosto de 2018

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro ALTEVIR CAVALCANTE LOPES DE SOUZA (em memória)


Altevir Cavalcante Lopes de Souza o quarto filho de oito irmãos do casal Marcelino Lopes de Souza e Noêmia Cavalcante Lopes de Souza, nasce em 15 de junho de 1929 em Belém do Pará e com 12 anos vai morar no Rio de Janeiro com uma de suas tias. Estuda na cidade carioca por alguns anos até concluir o colegial onde ganha o apelido de “Pará”; volta e faz o CPOR ( Centro de Preparação de Oficiais da Reserva ), em Belém/PA.
Faz concurso para despachante aduaneiro, e assim começa a seguir essa profissão, pois seu pai tinha um escritório aduaneiro bem montado e com boa clientela onde os quatro filhos trabalhavam. Para ampliar os negócios em 1953 vai morar no Território Federal do Amapá na comarca de Macapá, e monta o primeiro escritório de despachante aduaneiro da cidade.
Lá conhece Aciné Garcia; moravam confronte na General Gurjão (Bairro Alto) e de festa em festa, flertam, se conhecem, se admiram, criam afeição, namoram, noivam e se casam em 31 de maio de 1956 no civil no Fórum dos Leões, em Macapá e no religioso na Matriz de São José. Altevir e Aciné tiveram três filhos: Rivetla, Roseane e Marcellino.
Altevir torna-se o primeiro despachante aduaneiro em Macapá onde monta uma firma chamada REMARCO especializada em despacho aduaneiro de navios de longo curso e cabotagem. Trabalha com a MORMACK, ICOMI e BRUMASA, empresas que fizeram parte do desenvolvimento do Território, assim como ele.
Seu primeiro escritório é na Rua Candido Mendes próximo ao canal da Av. Mendonça Jr., onde permanece por muitos anos e depois se muda para a Av. Presidente Vargas ao lado das Casas Pernambucanas na Praça Veiga Cabral.
Altevir era incansável e tinha dedicação diuturna ao seu trabalho. Independente de dias úteis, feriados ou santificados, estava sempre a postos às chegadas dos navios; disponível 24 horas.
Além de competente profissional, era um exemplo de pai e esposo. Sabia separar seu tempo entre trabalho e família. Tinha uma dedicação especial aos filhos.
Foi despachante da Prelazia de Macapá, trabalho que prestou por muitos anos em caráter de gratuidade.
Com a extinção da profissão de Despachante Aduaneiro, em 1964, pelo Governo Federal, o escritório de Altevir se vê obrigado a diversificar suas atividades para outros serviços como transporte rodoviário, seguradoras, representações, etc.
Altevir ainda sem parentes em Macapá, convida sua irmã Yanira e família para tentarem a vida em Macapá. Aceito o convite vão todos morar na casa de Altevir até que a vida se estruturasse. Hercílio Mescouto, esposo de Yanira, consegue emprego na empresa Platon Engenharia.  
Passado algum tempo, Altevir  precisa se afastar dos negócios por motivo de saúde. Acometidos – ele e a esposa Aciné -  de doenças tropicais graves, Altevir chama o irmão para comandar o escritório, em Macapá, até sua total recuperação. Um período de dificuldades, que é plenamente superado.
Altevir Cavalcante, desde 1956 passa a integrar do Rotary Club onde por várias vezes, exerce as funções de presidente, secretário, tesoureiro, etc.
Sempre as quartas-feiras às 20 horas havia reuniões na sede do Aeroclube de Macapá, e depois no Esporte Clube Macapá, ocupação realizava com alegria e prazer e onde logra bons amigos. Também ocupa a vice-presidência da Junta Comercial do Território do Amapá, como voluntário. Seu lazer era jogar bola com os amigos no campo da antiga Panair do Brasil.
Em 1993 deixa Macapá para morar de vez em Belém; como bom católico e devoto de Nossa Senhora de Nazaré Altevir ingressa para o movimento religioso denominado ECC - Encontro de Casais em Cristo e do Movimento das Equipes de Nossa Senhora, onde também faz muitos amigos que até hoje relembram dele.
Nessa nova etapa monta uma locadora de vídeos e games onde encerra suas atividades laborais aos 76 anos; mesmo nesse trabalho nunca deixa de ajudar os menos favorecidos.
Sempre alegre, espirituoso, paciente, prestativo e de trato fácil, Altevir foi um bom homem e ajudou a muitos, com seu grande coração.
Bom puxador de conversa com todos que estivessem em seu entorno, nunca foi preciso conhecer para falar com um estranho; não havia fila de banco em que ele estivesse que não fizesse a rodinha da conversa e assim o tempo passava rápido, era um mago na arte de se comunicar com pessoas.
Altevir era de grande e evidente alegria nos passeios com os netos, viagens com a esposa, aniversários, círios e finais de ano com muitos fogos, sua marca registrada. Todo 31 de dezembro reunia os amigos em sua casa, era uma festa. Nunca o vimos triste ou cabisbaixo diante dos problemas e das situações de dificuldade.
Altevir que sempre teve boa saúde, sentiu um mal-estar dia 14 de dezembro de 2008 e teve de ser internado no hospital Amazônia em Belém até a manhã do dia 8 de janeiro de 2009, quando faleceu aos 79 anos, deixando saudades a amigos e parentes.
Seu corpo descansa em Paz, no Recanto da Saudade, em Belém do Pará.
Texto de sua filha Rivetla Benchimol, com adaptações para o blog Porta-Retrato.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Onzena do INDEPENDENTE ESPORTE CLUBE

Nossa Foto Memória de hoje, foi postada na página do Santana Esporte Clube, no Facebook, para ilustrar uma homenagem ao Sr. Rubens Albuquerque, ex-diretor do Independente Esporte Clube, recentemente falecido, de calça escura e camisa branca, nas imagens:
A partir da esquerda em pé: Juarez Maués (Treinador), seu Rubens Albuquerque(Diretor), Base, Vasconcelos, Otávio, Fernando, Papagaio e Cabral.
Agachados: Padreco, ?, Astrogessildo, Pretote e Bereca.
A equipe santanense do Independente Esporte Clube, foi fundada em 1962 pelos funcionários da antiga ICOMI. Conhecido popularmente como "Carcará da Vila Maia", o clube é um dos mais antigos do estado e traz nessas mais de cinco décadas de história cinco títulos do Campeonato Amapaense, o bicampeonato do antigo "Copão da Amazônia" e um título do Campeonato Sub-20.
Os funcionários da ICOMI fundaram o Santana Esporte Clube, conhecido como "Canário do Porto" ou "Canário Milionário". Na época, o clube era um dos mais bem estruturados do Amapá, mas apenas os executivos podiam jogar e participar dos treinamentos.
Revoltados pelo fato de não terem acesso a uma atividade desportiva, os trabalhadores da extinta ICOMI decidiram se reunir e fundar um clube, onde os moradores da antiga Vila Maia, atual centro de Santana, também pudessem participar de jogos e torneios.
O primeiro nome dado ao clube foi "Independente do Santana", que era uma forma de mostrar que os trabalhadores tinham um clube e este não estava ligado ao time do Santana e nem à empresa, porém para evitar problemas, o Padre Vitório Galliani sugeriu que o nome fosse Independente Esporte Clube, inspirado em um clube italiano com a mesma denominação.
Após a sua fundação, no ano de 1962, o time começou a disputar oficialmente as competições promovidas pela antiga Federação Amapaense de Desportos. O jogo de estreia foi contra o Guarany Atlético Clube, no antigo estádio do Santana Esporte Clube, onde perdeu por 1 a 0. A primeira cor do uniforme do clube era azul e amarela, mas depois mudou para verde e branco, cores copiadas do extinto time europeu.
O nome "Carcará da Vila Maia" foi dado pelos cronistas da época que comparavam a atuação dos jogadores com a do carcará, espécie de gavião encontrado na região amazônica. Craques amapaenses que se destacaram em outros estados como Bira, Paulinho e Miranda passaram pelo time santanense.
Fonte pesquisada: GloboEsporte.com/Macapá-AP

Foto Memória de Macapá: Floriano Peixoto Atlético Clube


Pesquisando matéria para o blog encontrei uma relíquia histórica que até então eu desconhecia. Vocês sabem que existiu no bairro do Trem um time de futebol chamado Floriano Peixoto Atlético Clube, fundado em 1962 pelo Sr. Benigno de Souza Pennafort?
Meu amigo e desportista Zequinha, confirmou que era um time suburbano de familiares, da praça do mesmo nome, e que ele (Zequinha), também jogou nesse time.
Para quem não sabe, o Sr Benigno Pennafort foi o operador de som que colocou no ar a Rádio Difusora de Macapá, no dia da inauguração dela em 11 de setembro de 1946. Ele era tio do jornalista Hélio Pennafort. Tive a felicidade de conhecê-lo quando fui trabalhar na Rádio Difusora em 1964. Ele ainda estava na ativa.
Também fui colega de escola do Offir Pennafort, filho dele. Salvo engano foi no Alexandre Vaz Tavares. Faz tempo!
Fonte: Revista Icomi Notícias

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

FALECIMENTO: Morre em Campinas, aos 84 anos, o bancário e crítico de cinema DEROSSY ARAÚJO DA SILVA

Hospitalizado desde 22 de junho passado, para tratamento de uma pneumonia, faleceu nesta quinta-feira, 2/8, em Campinas, interior de São Paulo, o bancário e crítico de cinema DERÓSSY ARAÚJO DA SILVA. 
Segundo a família, o quadro clínico de Derossy se agravou e o levou a óbito por Septicemia (infecção generalizada). Apesar de tudo, ele não teve morte sofrida, repousou, e faleceu de forma serena.
Conheça quem foi ele: Derossy nasce em Belém do Pará, em 22 de junho de 1934, filho de Raymundo Silva e Maria Araújo Silva (em memória).
Muda-se de Belém para Macapá, em abril de 1959, para tomar posse na agência do Banco do Brasil.
Ingressa no CCA - Colégio Comercial do Amapá, em 1960, no ensino técnico em contabilidade e forma-se em 1962. De 1962 a 1965, leciona português, nessa mesma instituição.
Mora na república, situada à Rua General Rondon, onde conhece e faz amizade consolidada com o jornalista Elson Martins e o bancário Oséas Filho. 
Juntos organizam movimentos para a arte, exposições e projeções, no âmbito da literatura, fotografia, cinema, mídia impressa e falada. Juntamente com esses amigos, instala na Av. FAB uma loja denominada Imagem, com vendas de produtos regionais.
Casado com Maria Lúcia Del Castillo Andrade, com quem tem cinco filhos.
Entre os anos de 1962 e 1966, atua como crítico de cinema, com a coluna Sétima Arte, que mantinha semanalmente, com o pseudônimo de Márcio César, nos jornais “Amapá”, “Novo    Amapá” e “A Voz Católica”.
Torna-se membro atuante do Movimento Familiar Cristão; comanda um programa também na Rádio Educadora São José, sob o título  “Um homem, uma mulher”, juntamente com sua esposa Maria Lúcia Andrade da Silva, que versava sobre as relações humanas e  o "Sétima Arte", sobre o Cinema, sob a coordenação do padre Jorge Basile. Em 1965, ingressa no Rotary Club de Macapá.
Participa também dos eventos culturais, sendo um dos fundadores do primeiro cineclube do Território Federal do Amapá.
Atua como Juiz Relator, no Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá, nos anos de 66 e 67, prestando grande contribuição ao desporto do então Território do Amapá.
No início dos anos 70, atua pelo Rotary Club de Macapá e decide doar um monumento de utilidade pública à cidade: aproveita uma viagem a São Paulo e se prontifica a comprar o relógio,  que foi instalado na Praça Veiga Cabral. 
O famoso relógio-monumento que informava em sua estrutura o nome dos principais estabelecimentos comerciais de Macapá.
Em 1972, sempre preocupado com o bem-estar das crianças, juntamente com sua esposa e a professora Terezinha Monteiro, reestrutura a APAE de Macapá.
Em 1975 é transferido pelo Banco do Brasil, para trabalhar em Poços de Caldas/MG, onde em 1979, forma-se em Administração de Empresas nessa cidade.
Em 1984, a serviço dessa instituição bancária, é enviado à Campinas/SP, e lá, gradua-se Bacharel em Direito, no ano de 1995.
Derossy, mesmo residindo em Campinas, mantem elos afetivos muito fortes com Macapá, cidade que o acolheu de braços abertos.
Retira-se da vida pública com 32 anos de serviços prestados ao Banco do Brasil e grandiosa contribuição na área da cultura e filantropia ao estado
DEROSSY ARAUJO DA SILVA, por esses feitos, é merecidamente homenageado como um notável edificador do Amapá, pelo Instituto Memorial Amapá.
Nossas condolências à família enlutada.
Fonte: Memorial Amapá
Fotos de Arquivo
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ELSON MARTINS
(Foto:Reprodução/Facebook )
Jornalista Elson Martins sobre Deróssy Araújo:

“Derossy foi o primeiro intelectual que conheci de perto. Ele me ensinou a gostar do jazz clássico americano, a amar o cinema e querer entender sua linguagem; me indicou o escritor e poeta Carlos Drumond de Andrade...Era um camarada bem-humorado, solidário, que transpirava cultura, honestidade e gosto pela vida. Foi meu irmão, meu parceiro, meu guru...”  (Via Facebook)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Santana Esporte Clube de 1979

Amigo Altamir Guiomar compartilha em seu Portal no Facebook, uma foto memória do Santana Esporte Clube, com o time de 1979, ano em que o craque Antônio Trevizani vestiu a camisa do clube pela primeira vez. 
A maioria dos jogadores era da categoria de base.
E o próprio Trevizani, nos ajuda a identificar os atletas que estão nessa imagem histórica:
A partir da esquerda, em pé: Totó, Valdir, Jorge, Orlando, Susu, Temica, Netinho, Gary e Gujarra.
Agachados: Tiaguinho, César, Bosco, Antônio Trevizani, Coroca, Finé e Laércio.
O “Canário Milionário” surgiu em 25 de setembro de 1955, fundado por funcionários da empresa com o nome de "Icomi Esporte Clube" e só mais tarde os “jogadores-funcionários” decidiram mudar para Santana Esporte Clube (SEC).
O primeiro presidente foi Jesus Ferreira Jomar. O Santana chegou a ter a melhor estrutura da época, com o apoio da mineradora foram construídos a sede social, clube com piscina e campo de futebol com medidas oficiais.
Mesmo com tanta história, a diretoria do clube não conseguiu impedir a perda de toda a estrutura física, que incluía o estádio Augusto Antunes e a área onde atualmente funciona o Batalhão Ambiental, em Santana e a antiga sede social, área onde hoje funciona o Sesi Santana. Tudo foi repassado ao estado, como parte do espólio da mineradora e não aos sócios, como inicialmente previa o contrato.
Em 1999, diversas assembleias e reuniões foram realizadas na tentativa de buscar mecanismos para reaver o patrimônio do Santana E.C., mas os esforços foram em vão. (Globo Esporte AP)
Fonte: Facebook

terça-feira, 31 de julho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Time do Santana Esporte Clube

Nossa Foto Memória de hoje foi reproduzida do jornal A Gazeta e nas imagens temos o time do Santana Esporte Clube:
A partir da esquerda, em pé: Valdir, Temica, Jorge, Amiraldo, Tupan, Bigu, Orlando, Marinho Macapá, Gujarra e Bento Góes(Treinador).
Agachados: Lázaro(Massagista),Totó,Tiaguinho,César, Bosco, Laércio,Finé,Coroca e Osvaldino Vavá (Diretor de Futebol).
Fonte: A Gazeta

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Foto Memória de Macapá: Os Primeiros Mercadinhos de bairro

Fotos Década de 50 - Modelo de prédios dos Mercadinhos de Bairro construídos pela Administração Municipal, que eram localizados nos bairros da Favela e Laguinho.
No mercadinho do Laguinho, o responsável pelo açougue era um senhor magro conhecido como Bengala, que depois foi trrabalhar no Mercado Central. As frutas e legumes ficavam sob a responsabilidade do Sr. João de Paula Souza, pai do saudoso Mozart, chefe escoteiro do Grupo Veiga Cabral.
Além do modelo quadrado, mostrado acima...
...foi também construído um Mercadinho Central de forma arredondada (foto acima), que localizava-se ao lado do Macapá Hotel...
... e que foi desativado e demolido após a construção do atual Mercado Central Municipal em frente à Fortaleza de Macapá de São José de Macapá.
Post repaginado e acrescido de novas fotos.

domingo, 29 de julho de 2018

Foto Memória do Rádio Amapaense: Júlio Sales - narrador de todos os esportes - também passou pelo Amapá

Júlio Sales, o narrador de todos os esportes, começou no rádio aos 13 anos de idade por curiosidade. 
É paraense de Belém, onde nasceu em 10 de julho de 1941.
Certa vez ele contou, numa entrevista, que a paixão pelo rádio começou por acaso: “Estava passando de ônibus em Belém e parei em frente à Rádio Marajoara. Eu nem ouvia a Rádio Marajoara. Eu só ouvia a Rádio Clube do Pará. Aí, desci, naquela curiosidade de jovem, entrei e vi o Ronaldo Passarinho, que era meu vizinho e sobrinho do ex-governador e senador do Pará e ex-ministro do Governo Federal, o Coronel Jarbas Passarinho, participando. Eu nem sabia que o nome daquilo era microfone. Aí, eu pedi a ele uma carona, naquele tempo não era carona, eu pedi pra ele me levar até em casa. Ele disse tudo bem. No caminho, eu criei coragem e pedi a ele: “Ronaldo deixa eu falar naquele negócio”, o negócio era o microfone. No outro domingo, ele me levou, eu participei”.
Júlio, que é pai de oito filhos, 15 netos e cinco bisnetos, deixou seu querido Pará em 1962, foi para Macapá, lá trabalhou por algum tempo na Rádio Difusora local e depois foi para o Nordeste onde se tornou um dos mais conceituados narradores da história do rádio cearense, e hoje, com 77 anos de idade, continua fazendo o que mais gosta, narrar futebol.
Com exceção do rugby e o futebol americano, ele já narrou tudo: natação, vôlei, basquete, futsal...
Júlio é tricampeão cearense como treinador de futebol de salão, campeão do Norte-Nordeste e vice-campeão da Copa Paulo Sarasate pelo glorioso Sumov Atlético Clube.
Fonte consultada: Blog de Mário Kempes

sábado, 28 de julho de 2018

Foto Memória de Macapá: Historiador Estácio Vidal Picanço

Há exatos 82 anos, nascia em Santana-AP, em 28 de julho de 1936 - quando esta, ainda pertencia ao município de Macapá - o professor, desportista e pesquisador histórico, ESTÁCIO VIDAL PICANÇO, filho do professor Rafael Arcanjo Picanço e da dona de casa, Tereza Monteiro Vidal Picanço, de tradicional família amapaense.
Estácio fez seus estudos primários, na antiga Escola Pública de Macapá e os concluiu no Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Concluiu o ensino médio, com o curso de Técnico em Contabilidade, pela então Escola Técnica de Comércio do Amapá (atual Escola Estadual “Gabriel de Almeida Café”). Em 1965 participa do Curso de Aperfeiçoamento do Ensino Secundário – CADES, ministrado pela então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Pará, recebendo o certificado de Licenciatura (curta) em História
Como líder estudantil, é eleito presidente do Grêmio Literário e Cívico Acilino de Leão, da antiga Escola Técnica de Comércio. 
Como desportista, foi atleta de futebol, jogando na posição de goleiro, no Juventus, no São José, e no Amapá Clube, quando recebeu o apelido de Mucuim. Como radialista e repórter esportivo colaborou com o departamento de esportes da Rádio Difusora de Macapá, desde 1953.
Como mensageiro da antiga Rádio Internacional do Brasil - Radional, começa em seu primeiro emprego aos 15 anos de idade, de 1951 a 1958. Ao sair da Radional ingressa no quadro de funcionários do Governo do Amapá em 1 de abril de 1957, aos 21 anos, na função de apontador-diarista. Após concluir o curso da CADES, passa a lecionar no então Instituto de Educação do Território do Amapá-IETA, no Colégio Amapaense, Escola Integrada de Macapá, Colégio Comercial do Amapá, Ginásio Castelo Branco e Escola Alexandre Vaz Tavares. Preparou-se profissionalmente para as áreas de Estudos Sociais, História e Geografia.  Submeteu-se a exames de suficiência, conseguindo certificado para o Magistério do Ensino Médio, sendo treinado em recursos audiovisuais. A partir daí passa a realizar vários cursos de atualização na sua área.
Assume vários cargos na área de cultura, na Educação do ex-Território. Torna-se um dos fundadores de atividades de Teatro Amador no Amapá, em 1963. Em 14 de maio de 1973, é designado pela Portaria n 713, para fazer o levantamento de pesquisas da História do Amapá, juntamente com Raimundo Adamor Picanço e Horácio Marinho Ferreira.  Em 1982 é designado para levantar os dados patrimoniais e históricos da vila de Mazagão Velho.
Foi um dos membros fundadores do Conselho de Cultura. Tem vários artigos publicados nos jornais Amapá, Mensagem do Amapá, Marco Zero e Jornal do Dia. Entrou na Política, mas não conseguiu se eleger. Foi casado com Francisca de Oliveira Picanço, que lhe deu os filhos Tereza Cristina, Maria Roberta, Margarida Heuriette, Estácio Janary, Otaviana Rafaela e Fernanda Gabriela. Iniciou o rascunho do livro “Lendas e Mitos do Amapá” que, por falta de recursos e apoio, não foi publicado.
Obra publicada: Informações sobre História do Amapá.
Autor da letra do Hino da Escola Estadual Alexandre Vaz Tavares, musicalizado por Mestre Oscar Santos.
Seu corpo descansa em paz, em Macapá, onde falece em 17 de fevereiro de 2004, com 67 anos de existência.
Fonte: Edgar Rodrigues

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: São José na Serra do Navio/AP

Esta outra foto memória, também compartilhada na rede social pelo amigo José Adelson Menezes, mostra o time amapaense da Sociedade Esportiva e Recreativa São José, em jogo realizado na Serra do Navio em junho/1972.
( Reprodução / Facebook )
Em pé da esquerda para direita: ?, Bento Góes, Ribamar(falecido), Paulão (irmão do Carlão piloto), Odilon, Aloisio, Sabará, Adelson, ?.
Agachados na mesma ordem:  Coutinho(Cutia), Deomir, Haroldo Pinto, Farripas, Moacir Banhos e Pennafort(macaco).

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Sociedade Esportiva e Recreativa São José

Foto Memória do Time da Sociedade Esportiva e Recreativa São José, de Macapá, compartilhada na rede social, pelo amigo José Adelson Menezes:
A partir da esquerda, em pé: Fabão, Sabará, Odilon, Alceu, Antonino e Aloisio.
Agachados: Adelson, Deomir, Orlando Torres, Ubiraci e Haroldo Pinto.
Fonte: Facebook

sábado, 21 de julho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Santana Esporte Clube

Foto Memória de hoje é um registro da equipe do Santana Esporte Clube em 1976.
Em pé, da esquerda para a direita: Temica, Jorge, Pedal, Germano, Jucy e Carlito.
Agachados: Tiaguinho, Antônio da Loteca, Antônio Trevizani, Mareco e Socó.
Fonte: Santana Esporte Clube/Facebook

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Foto Memória de Macapá: Vista aérea da esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Jovino Dinoá - Bairro do Trem

(Clique na imagem para ampliá-la)
Nossa foto Memória de hoje, apresenta uma imagem rara, de 1959, a partir da torre da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, bairro do Trem, evidenciando a esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Jovino Dinoá, antes dessa ser traçada e antes de ser erguido o muro do terreno do antigo Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares.
Ao fundo da imagem os bairros do Buritizal e Santa Rita.
Observem, também, que ainda não havia sido construído o antigo Cine Teatro Paroquial.
Para identificar os demais imóveis contamos com a ajuda do amigo e contemporâneo radialista José Barros Machado, brilhante jornalista de Macapá, que com sua memória privilegiada pode elucidar nossas dúvidas quanto aos primórdios do Barro do Trem.
Ele lembra que “na primeira casa, no sentido da Feliciano para Jovino Dinoá, (rumo à Escola Doméstica) morava o Sr. Jefferson Caffery Peckot Martins(popularmente conhecido como pecó - falecido em 1964), esposo da professora Oscarina que foi professora da primeira equipe do Alexandre Vaz Tavares, e na casa ao lado (a segunda no mesmo sentido),  morava outra professora do Alexandre Vaz Tavares, de nome Raimunda Silva.”
“Só pra lembrar,  o Sr. Peckot, era funcionário público da antiga Mesa de Rendas Alfandegada de Macapá (hoje Receita Federal) e foi proprietário do Salão Marajó, que funcionava na Av. Presidente Vargas com a Rua Jovino Dinoá, na subida para o antigo Bairro da Favela, terreno hoje ocupado por uma linda mansão”.
“Já na esquina oposta, do mesmo lado do Grupo Escolar, funcionava o Bar e Sorveteria do Seu Jonas”.
(Quer observar detalhes? Clique na imagem para ampliá-la)

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Foto Memória da Igreja Católica, no Amapá: Primeiros Padres do PIME

Os primeiros padres italianos que faziam parte do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras-PIME, chegaram ao Amapá, para substituir os religiosos alemães da Congregação da Sagrada Família, na condução do catolicismo no Amapá.
De acordo com o padre Ângelo Bubani (Pequeno Histórico da Diocese de Macapá, Macapá-AP, 1985), os primeiros padres residentes do Pime a chegar ao Amapá foram Aristides Piróvano (que se tornou superior local e primeiro bispo de Macapá) e Arcângelo Cérqua. Ambos inicialmente atuaram na Pastoral Paroquial.
Eles chegaram em Macapá no dia 29 de maio de 1948. Dom Aristides ficou até 1965, quando foi nomeado Superior Regional do Pime em Roma. Arcângelo Cérqua foi em 1952 para Manaus, onde assumiu o governo regional do instituto.
Marcaram presença como padres pioneiros, além de Dom Aristides e o padre Arcângelo, os padres Vitório Galliani, Ângelo Bubani, Carlos Bassanini, Luís Vigano, Mário Limonta, Lino Simonelli, Jorge Basile e Irmão Francisco Mazolene. Estes chegaram na segunda leva de missionários, ocorrida em 19 de junho de 1948. Vitório Galliani faleceu em Macapá em 1983; Carlos Bassanini em 1973, e Mário Limonta abandonou o sacerdócio em 1949, um ano depois. Foi com a chegada desses missionários que a Pastoral da Juventude e os movimentos mariais tiveram novo avivamento.
Na imprensa, a presença do padre Jorge Basile teve momentos decisivos, entre eles a criação da Rádio Educadora São José, que ficou no ar até 17 de abril de 1978.
Na terceira viagem que fizeram ao então Território, foram engrossar as fileiras os padres Simão Corridori, Ângelo Negri, Pedro Locati e Antonio Cocco (dezembro de 1948). O padre Dário Salvalaio chegou em 13 de maio de 1950, mas faleceu seis anos depois (20.03.1956), vítima de hidrofobia. Nesse mesmo ano chegam também os padres Ângelo Pighin, Mário Fossati e Irmão Martinho Minelli. De 1953 até 1972, o Pime enviou para o Amapá o correspondente a 46 padres, o que deu bastante impulso à Igreja Católica do Amapá. A partir de 1972, a “Região Missionária do Amapá” foi desmembrada da do Brasil-Sul, passando a ser governada por um próprio superior geral. O primeiro da lista foi o padre João Airaghi (1972 a 1975). Seu substituto foi Rogério Alicino (1975 a 1977), que deu importante contribuição à História do Amapá, com o lançamento da obra “Clevelândia do Norte” (Bibliex, Rio de Janeiro, 1975), seguido de Lino Simonelli (1978 a 1981).
A atuação do Pime foi de grandiosa importância para o desenvolvimento social, apostólico e missionário no ex-Território do Amapá. Destacam-se, aí:
– O orfanato São José, na Ilha de Santana;
– O pensionato São José, atrás da Catedral;
– As escolas paroquiais São José (extinta), São Benedito, Padre Dário e Dom Aristides Piróvano, em Macapá, além de outras no interior do Estado.
A importância política dessa instituição missionária se fez por ocasião dos períodos mais cruentos da história contemporânea do Amapá, principalmente no período da ditadura militar a partir de 1964, onde o jornal Voz Católica e a Rádio Educadora eram verdadeiras forças de resistência, onde vários missionários tiveram que deixar o país, movidos principalmente pela defesa da causa dos desfavorecidos pelo novo regime de então. Entre eles, destacam-se os padres Gaetano Maielo e Domenico Bottan.
O Pime se notabilizou pelo trabalho pioneiro na educação através das escolas, na saúde através dos trabalhos de assistência médica aos interioranos e, sobretudo, na promoção social do habitante do Estado, onde vários nomes figuram como patronos de escolas (Dário Salvalaio) e ruas (Vitório Galliani e Carlos Bassanini), além de centros comunitários (José Maritano).
As Primeiras Paróquias
Precedendo à Prelazia de Macapá, as paróquias começaram a surgir a partir de 1752, fruto de um trabalho missionário intenso dos jesuítas, franciscanos e capuchinhos. Assim, a primeira paróquia que antecedeu ao surgimento da Vila de São José (1758) foi criada com o nome do futuro padroeiro e surgiu em 1752.
A paróquia de São José de Macapá foi fundada pelo bispo do Pará, Dom Frei Miguel de Bulhões e Souza. O primeiro vigário, padre Miguel Ângelo de Morais, jesuíta, chegou em 28 de janeiro. Nessa época, a paróquia estava subordinada ao Maranhão. Miguel Ângelo permaneceu por longo tempo em Macapá, ajudado pela Coroa Portuguesa que lhe dava, anualmente uma contribuição de 80 mil réis. A necessidade de se construir uma igreja de grande porte na povoação, para que se pudessem centralizar melhor os serviços da Paróquia, inspirou no jesuíta Miguel Ângelo que, através de insistentes pedidos, sensibilizou o governador Mendonça Furtado, que passou a pedir encarecidamente. 
Após pedidos insistentes, foi possível em 1758, no mesmo dia da criação da vila (4 de fevereiro), o lançamento da pedra fundamental da futura igreja de São José de Macapá, cuja inauguração se deu em 1761, três anos depois, com a presença do governador do Pará, Bernardo de Mello e Castro, por ordem do bispo de Belém D. Frei João Queiroz. A bênção oficial da Igreja se deu em 20 de março.
Dos vigários que por lá passaram, merecem considerações maiores os padres Francisco José Pereira (1787 a 1792), o amapaense Fernando da Costa Meninéia (1792 a 1800), Felipe Santiago de Vilhena (1842 a 1850), José Martins da Penha (1851 a 1855), Joaquim Manoel de Jesus (1855 a 1862), Cônego Estulano Alexandrino Baía (1870 a 1873), Orodico Mendes da Silva (1884 a 1862), Genésio Ferreira Lustosa (1887 a 1895) e Francisco Rellier (1903 a 1911). A partir de 1904, a paróquia de São José passa a pertencer à Prelazia de Santarém até 1950.
A partir de 1912 a paróquia passa a ser dirigida pelos missionários da Sagrada Família, tendo como primeiro vigário o padre José Maria Lauth (1912 a 1913), padre Júlio Maria de Lombardi (1913 a 1923) e padre José Berchold (1923 a 1932). O último dessa Congregação fica de 1932 a 1947, quando a partir daí a Igreja de Macapá passa a ser assistida pelos missionários do Pontifício Instituto das Missões (Pime)
A Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, em Mazagão, surge em 1845, tendo como patrona N. S. da Assunção (Mazagão Velho), muito embora essa localidade já tenha tido sua primeira igreja com residência anexa para o padre a partir de 1773, com parede de taipa, coberta de palha e piso de chão batido, excetuando-se o presbítero que foi soalhado.
Paróquia de N. S. da Conceição, no Bailique, foi a terceira a surgir no Amapá, em 1883 (3 de dezembro). O padre Genésio Lustosa foi seu primeiro vigário.
Paróquia do Divino Espírito Santo, Município de Amapá – Surge em janeiro de 1904, passando a pertencer inicialmente à Prelazia de Santarém até 1950. Se originou da construção de uma capela em madeira, edificada em 1880 pelo casal Antonio e Maria Antonia Principal, através de donativos que foram coletados pelo casal. O primeiro vigário da Paróquia foi o padre Feliciano Fusay, que governou até 1912, quando faleceu. Após sua morte, a paróquia ficou sendo governada pelo padre Ermano Elsink (MSF) cumulativamente com Mazagão. Em 1919 passou a ser atendida pelos padres de Macapá. Em junho teve início a construção de um templo para substituir o de madeira, construído em 1880, tendo sofrido várias reformas ao longo do tempo. Na nova construção, foram aproveitando os tijolos de uma fortaleza antiga que os franceses, no século anterior, tinham deixado inacabada, próximo à atual sede do município. Em 1922, o novo vigário, padre José Maria Lauth (MSF) reinicia a construção, que passou para o padre Felipe Blanke em 1930, mas ela só foi oficialmente inaugurada como Igreja Matriz em 28 de fevereiro de 1959, já na administração do Pime.
Outras paróquias – Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Santana, 1954), Nossa Senhora da Conceição (Macapá, 1959), Nossa Senhora das Graças (Oiapoque, 1959), Nossa Senhora de Fátima (Macapá, 1964), Nossa Senhora do Brasil (Porto Grande, 1964), São Benedito (Macapá, 1964), Nossa Senhora dos Navegantes (Região das Ilhas, 1974), Sagrado Coração de Jesus (Macapá, 1978), São Pedro (Macapá, 1978), Nossa Senhora de Fátima e Santos Ambrósio e Carlos (Santana, 1979), Cristo Libertador (São Joaquim do Pacuí, 1982) e Santa Bárbara (Serra do Navio, 1983).
Prelazia de Macapá
Foi com os padres do Pime que surgiram a Prelazia e a Diocese de Macapá. A Prelazia foi criada em 1 de fevereiro de 1949, pelo papa Pio XII, com a bula Unius Apostolicae Sedis. Isto aconteceu com o desmembramento da Prelazia de Santarém. A instalação se deu em 30 de março de 1950. Nesta mesma data, a então matriz de São José é elevada a Catedral. Quem oficializou o evento foi o arcebispo de Belém, Dom Mário Miranda Villas Boas.
Os primeiros administradores da nova Prelazia foram, pela ordem, Dom Anselmo Pietrulla (administrador apostólico – 1949) e Frei Domingos Hermans OFM (vigário capitular de Santarém e Macapá – 1950). A partir daí, todos os administradores da Prelazia passaram a ser do Pime: Aristides Piróvano (1950 a 1956) e José Maritano (1956 a 1980).
Diocese de Macapá
A partir da Prelazia de Macapá, o último padre do Pime a governá-la foi o primeiro da nova Diocese: José Maritano (1981 a 1983). Ela foi criada pelo papa João Paulo II, com a bula Conferentia Episcopalis Brasiliensis, de 14 de novembro de 1980 e solenemente instalada por dom Vicente Zico, arcebispo de Belém, em 5 de julho de 1981.
No centro da cidade, o chamado quintal dos Padres era dividido em duas áreas por um grande barraco feito de madeira de lei, denominado Salão Paroquial Pio XII. Na parte maior ficavam os meninos, que eram mais numerosos. Na outra parte as meninas brincavam seguindo as orientações do Padre Lino Simonelli. Nos primeiros anos de atuação no Amapá, os sacerdotes italianos foram distribuídos pelos municípios então existentes e precisaram trabalhar bastante para fazer os católicos voltarem a frequentar a igreja.
Fontes consultadas:
- Navegador Brasileiro Weblog/O início das religiões no Estado do Amapá. Disponível em encurtador.com.br/hzL23;
-  blog Arambaé – Nilson Montoril
(Última atualização em 21/07/2018)