domingo, 5 de fevereiro de 2017

Foto Memória de Macapá: Macapá teve uma igreja católica, antes da Matriz de São José

Segundo o historiador Nilson Montoril de Araújo, embora a igreja de São José, seja o mais antigo monumento patrimonial da sua história, não foi a primeira a ser erguida na “Província dos Tucujú”.
O primeiro templo era bem humilde, tendo um altar de madeira, sobre o qual ficava a imagem de São José, pai putativo de Jesus Cristo.
Deve ter sido construída ainda no final do ano de 1751, na área onde está erguida a Fortaleza. Pouco tempo depois, ainda no mesmo local, foi erigido um novo templo, em taipa, e coberto de palha.
A Paróquia de São José de Macapá foi criada em 1752, sendo nomeado como Vigário o Pe. Miguel Ângelo de Moraes, presente no povoado desde novembro de 1751. No dia 4 de fevereiro de 1758, ocasião em que o povoado de Macapá foi elevado à categoria de vila, se deu o lançamento da pedra fundamental de uma nova igreja, no Largo de São Sebastião.
A 6 de março de 1761, o templo foi inaugurado.
As plantas foram elaboradas pelo Sargento Mor da vila e aprovadas pelo arquiteto italiano Antônio Landi, especialista em cartografia e construções.
O aspecto do templo era bem singular (foto acima).
Nas laterais havia uma porta e uma janela alta. A frente do prédio tinha uma porta central de uma só folha. Ao alto, figuravam duas janelas gradeadas com ferro. Ao lado esquerdo do templo se levanta um campanário com uns 15 metros de altura. Em cada face do campanário há um sino.
O acesso ao campanário era feito por uma porta posterior à fachada, cujo acesso era feito através da “Passagem Espírito Santo”, existente à esquerda do templo, entre o ele e a Casa Paroquial.
A escada que leva ao piso onde são puxadas as cordas dos sinos é de madeira.
À direita da Igreja de São José havia a “Passagem Santo Antônio”, separando a casa de orações do prédio do Senado da Câmara.
Conforme a planta da Vila de São José de Macapá, traçada em 1761, pelo Capitão Engenheiro João Geraldo Gronsfeld, a igreja tem a frente para a Rua São José. O fundo demanda para o “Largo dos Inocentes”, cortado por uma estreita via denominada “Rua dos Inocentes”. Os moradores do Largo dos Inocentes usavam as passagens Espírito Santo e Santo Antônio para terem acesso ao Largo de São Sebastião, posteriormente Largo da Matriz, e a outros logradouros do burgo
Até o início da década de 1980, carros e outras viaturas trafegavam pelas duas passagens. 
(Foto: Reprodução/Google Earth)
Para evitar danos à igreja, o poder público autorizou a então Prelazia de Macapá a fechar, com grades de ferro, a "Passagem Espírito Santo" , permitindo que os padres se movimentassem com tranquilidade entre a Sacristia e o imóvel onde residiam. 
Por ocasião da ampla reforma pela qual passou a Biblioteca Elcy Rodrigues Lacerda, erguida na área do velho Senado da Câmara, a largura da Passagem Santo Antônio foi drasticamente reduzida.
As alterações feitas no contorno da igreja foram amplamente aprovadas pela população, haja vista que o barulho produzido por veículos automotores e indivíduos contrários ao catolicismo perturbavam as orações, as missas, as novenas, as celebrações de casamentos e a ministração do batismo e crisma. 
A coberta da igreja sempre foi de telha de barro, com um considerável beiral que protegia as paredes. Há informes de que suas características do estilo arquitetônico inaciano foram sendo modificadas com as reformas introduzidas. 
A reforma mais expressiva, feita antes da chegada dos padres italianos, é mérito do sacerdote francês François Rellier, no início do século dezenove. 
O registro descritivo mais rico em detalhes é obra do Padre Júlio Maria Lombaerd, que desembarcou em Macapá a 27 de fevereiro de 1913, egresso de Belém. Além de descrever aspectos da cidade, Padre Júlio fala da igreja: “Da cidade baixa, fomos para a cidade alta, construída na planície. Primeiramente chegamos a uma grande praça, de mais de dois hectares de superfície. É a Praça da Matriz. E, realmente, na nossa frente, do lado oposto da praça, ergue-se solene, quase majestosa, uma grande igreja de pedra. Destaca-se no meio de tudo que a cerca. De construção regular, coberta de telhas francesas, com uma torre ao lado, como todas as igrejas brasileiras, tem um tríplice pórtico, encimado de três belas janelas com vidro. Uma escultura simples, mas de bom gosto. Termina com o pinhão que serve de base para uma cruz branca, dando ao conjunto um toque de esperança e de futuro. Um pavimento ladrilhado, à maneira europeia, forma diante do pórtico, uma bela plataforma que termina de cada lado, com uma coluna de madeira com lâmpadas para iluminação”.
Observa-se que, nos termos da narrativa do Padre Júlio Maria Lombaerd, na fachada da igreja já existiam três portas, três janelas com vidros e pinhões no frontispício. São detalhes arquitetônicos que passaram a figurar após as reformas feitas por iniciativa do Padre Rellier. A iluminação das ruas e travessas de Macapá era a querosene, havendo um servidor municipal que acendia e apagava as luminárias. Voltemos às narrações do Padre Júlio Maria Lombaerd: “Entrando no Santuário, onde não pude conter uma exclamação – Que igreja bonita! E de fato, é uma das mais belas que encontrei, até agora, nesta terra brasileira. É simples e muito e muito simples mesmo e, por conseguinte, sem pormenores arquitetônicos; mas esta simplicidade lhe comunica algo de majestoso, quase misterioso. Tendo apenas uma nave central, sem as laterais, permite-nos vê-la, no conjunto, com o primeiro relance de olhos e avaliar suas dimensões. A nave, da porta de entrada até a mesa de comunhão, mede 22 metros de comprimento por 11 de largura. A estrutura é regular e sem saliências. As paredes são brancas; o piso é de ladrilhos de cimento, com desenhos variados e três divisões com imitação mosaica, marcando a linha média da nave. O altar-mor está bem acima do piso, com seis grandes degraus. De cada lado do altar estão dois outros altares, do mesmo modelo, porém menores. Um tem, na última banqueta, a imagem do Sagrado Coração de Jesus; o outro a de Santo Antônio, mas, na banqueta principal está a imagem de São José, o padroeiro da igreja. O coro é separado do corpo da igreja por uma magnífica mesa de comunhão de ferro fundido. Nesta parte, o corpo da igreja se estreita de maneira a deixar bastante espaço, a cada lado da mesa de comunhão, para dois altares; um consagrado a São Benedito, e outro, a Nossa Senhora, ou antes, a um grupo de Santas Virgens. Há umas três ou quatro imagens destas Virgens, todas bem estragadas; umas mais do que as outras – carcomidas, quebradas. A uma falta mão; a outra braços. São todas pintadas de cores berrantes, quase ridículas.
Do lado do Evangelho está um lindo púlpito esculpido em cedro. No meio da igreja há dois altares laterais, um em frente ao outro. Um consagrado não sei a qual santo, porque há as imagens de São Miguel, São Vicente de Paulo, São Raimundo Nonato, São José e São Tomé, etc. Uma coleção de antiguidades. O do outro lado é consagrado à Sagrada Família. Ao entrar na igreja, o fiel podia ver dois altares separados por uma linda grade de ferro fundido. Um é o altar – túmulo (à direita), com a imagem do Salvador no sepulcro. É encimado pela imagem de Jesus carregando a cruz. Do outro lado está o batistério”.
A partir do segundo semestre de 1948, outras modificações aconteceriam. Presentes nas terras do Amapá desde 1911, os Padres da Congregação da Sagrada Família a deixaram em junho de 1948, repassando ao Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras a missão evangelizadora que haviam recebido em 1911. Os sacramentinos foram substituídos pelos sacerdotes italianos. Os dois primeiros, Aristides Piróvano e Arcângelo Cerqua, chegaram dia 29/5/1948. No dia 25 de junho de 1948, chegavam a Macapá, por via fluvial, os padres Luiz Viganó, Mário Limonta, Lino Simonelli, Carlos Bassanini e Vitório Galliani. Mestre em restaurações, o Padre Mário Limonta ficou encarregado de reformar a igreja e a casa paroquial.
No fundo do templo, foi modificado o altar central, permanecendo nele a imagem de São José. 
Nos altares ao lado, as imagens do Sagrado Coração de Jesus e a de Santo Antônio de Lisboa cederam espaço para dois belos painéis pintado pelo Pe. Lino Simonelli.
(Foto  de Paulo Tarso)
À esquerda, cena da Sagrada Família fugindo para o Egito. 
(Foto de Paulo Tarso Barros)
À direita, a Sagrada Família foi retratada trabalhando na oficina de carpintaria de São José. 
A Imagem do Sagrado Coração passou a ocupar o altar onde ficava a imagem de São Benedito, à esquerda da mesa de Comunhão.
 À direita, saíram as Santas Virgens, colocando-se na banqueta a Imagem de Nossa Senhora do Rosário. Os altares laterais da nave principal foram eliminados. O púlpito permaneceu recebendo melhoramentos. A mesa de comunhão de ferro fundido foi retirada e substituída por outra de alvenaria. A igreja foi pintada por dentro e por fora.
Nas laterais foram abertas três portas de cada lado e fechadas as janelas. Posteriormente, em decorrência das decisões do Concílio Vaticano II, a mesa de comunhão deixou de existir, retirou-se o púlpito, o batistério e os bancos próximos ao altar principal. Os padres passaram a celebrar a missa em português e de frente para os fiéis. Com o advento da nova catedral, surgiu a ideia de transformar a velha igreja no Santuário de São José, com a reinstalação dos pormenores de outras épocas.
(Fotos de Paulo Tarso Barros)
Observa-se no interior da igreja que há várias pedras tumulares indicando o local onde teriam sido sepultadas pessoas gradas da comunidade macapaense(fotos acima). Essas lápides estão assentadas no piso e nas paredes, mas acredita-se que nenhum sepultamento foi realizado no interior do templo. A colocação de uma lápide dependia da atuação do morto no dia a dia da religião que professava, do status que o falecido e sua família ostentavam na cidade. O poder aquisitivo dos familiares também era vital para a obtenção da licença para a colocação das chamadas “lápides de penitência” ou “lápides de lembrança”. Os corpos das pessoas mencionadas nas lápides da igreja teriam sido sepultados no Cemitério Nossa Senhora da Conceição.
Texto do historiador Nilson Montoril, publicado originalmente no blog do autor: Arambaé.
Fonte consultada: A Fortaleza de Macapá como monumento e a cidade como documento histórico (Dissertação apresentada ao curso de Mestrado Profissional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional por Jaqueline Ferreira de Lima Brito, como pré-requisito para obtenção do título de Mestre em Preservação do Patrimônio Cultural.)
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Jaqueline%20Brito.pdf, consultado em 5 de fevereiro de 2017.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Foto Memória da Natação do Amapá: O Mestre e seus pupilos

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras.
Heraldo foi aluno do Ginásio de Macapá; foi escoteiro e participou da turma de natação treinada pelo Capitão Euclides Rodrigues.
Entre as fotos que eles nos enviou tem uma dos anos 60, do Capitão Euclides, entre dois de seus pupilos: Furtadão e Furtadinho, atletas da natação amapaense.
HERALDO AMORAS – é amapaense, filho dos pioneiros Marcos Farias do Santos (in memoriam) e da Professora Maria Helena Amoras, (aposentada reside em Belém/PA).
Heraldo, que completará 65 anos dia 11 de março de 2017, é técnico especializado da Jari Celulose S.A.; tem como especialidades a Construção Civil, a topografia, projetos, fiscalizações, administração e supervisão
Fotógrafo nas horas de lazer, tem como hobby estudar a arte fotográfica.
Reside em Monte Dourado-Almeirim-Pará-PA, Brasil.
Quanto aos dois atletas, somente o Furtadinho, continua na ativa treinando na Piscina Olímpica de Macapá,  e vencendo provas de natação de que tem participado. 
Atualizações:
O amigo Heraldo Amoras envia ao Porta-Retrato fotos do amigo Furtadinho – LOURIVAL FURTADO DE SOUZA - tiradas no supermercado Fortaleza em Macapá, onde tiveram oportunidade de conversar sobre a natação amapaense e das dezenas de anos que não se falavam.
Lourival Furtado de Souza, participou nos dias 03 e 04-set-2016 do XXIII CAMPEONATO NORTE NORDESTE CENTO-OESTE MASTERS DE NATAÇÃO, troféu Umbelino Lobato (que também participou), no centro didático capitão Euclides Rodrigues.
A pedido do blog, o nadador Valdeci Barbosa, fez o seguinte comentário sobre os irmãos Furtado:
“ Amigo, os irmãos Furtado, Antônio e Lourival Furtado eram nadadores fundistas especializados em 1500 metros e travessia. Nas travessias da baia de Guajará sempre subiam o podium dos 5 primeiros colocados. 
O mais velho Antônio foi integrante da Guarda Territorial e já é falecido
O Lourival Furtado vive em Macapá e foi medalha de ouro várias vezes em torneios brasileiros de master.
No Amapá os irmãos Furtado foram campeões imbatíveis em suas especialidades e pertenciam a segunda geração que sucedeu os campeões de 1956/57 sob comando do Cap. Euclides. ”
Visite os trabalhos de Heraldo Amoras nos sites abaixo:
http://www.panoramio.com/user/2363390 
https://www.flickr.com/photos/128066722@N08/
(Última atualização às 01h do dia 13/02/2017)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Desportistas de Macapá

A relíquia histórica e fotográfica de hoje, foi postada pelo radialista e jornalista Humberto Moreira, em sua página no Facebook.
Anos 80. Na foto Bernardino Sena (de bigode e barba à direita), acompanhado de Flávio Teixeira (à esquerda) e Camarão (de bigode à direita) entrega a Cláudio Lúcio Monteiro (cabelos brancos) o cheque pela compra do imóvel que seria a sede da Federação Amapaense de Futebol.
(Fonte: Facebook)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: Primeiros Comerciantes libaneses de Macapá

Este registro histórico nos foi compartilhado pela amiga Jeanete Houat, filha do empresário Abdalla Houat; é uma foto sem data, que presumivelmente, tenha sido tirada no final dos anos 60.
Nas imagens vemos os primeiros comerciantes libaneses de Macapá, comemorando a primeira comunhão dos irmãos Jean Roberto e Jane Houat, filhos do saudoso empresário Abdalla Houat, que era um dos proprietários da Casa Beiruth N’América, em Macapá.
O primeiro à esquerda era o Sr Joao Sarkis, esposo de uma tia de Stephan Houat: o segundo era Elias El Achi, dono da Sapataria Santo Antônio; o terceiro Stephan Houat sócio da Casa Beiruth N’América; o quarto Wadih El Achi, da Casa do Linho Puro no Mercado Central que depois mudou para a Candido Mendes e passou a ser Passarela dos Calçados; o quinto Fouad Dagher, proprietário da loja Fenícia depois Francana; o sexto é Raif Ballout, da Casa Amira que continua residindo em Belém do Pará. Elias, Wadih e Fouad, eram cunhados de Stepan Houat.
A amiga Katia Harb Houat, filha de Stephan,  colaborou com informações da família.
Nenhum dos parentes consultados soube precisar a data da foto.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Foto Memória de Macapá: Visita de Álvaro Barbosa Maia, ao Amapá

A Foto Memória de hoje, é uma colaboração do Sr. Eliseu Barbosa de Freitas, um estudioso de assuntos da Amazônia.
Quando fazia pesquisa na internet em busca de informações sobre visitas de Álvaro Maia e também de Getúlio Vargas a Macapá, encontrou o blog Porta-Retrato e resolveu manter contato conosco.
Álvaro Maia foi jornalista, poeta (era conhecido como o príncipe dos poetas amazonenses), escritor, advogado, professor, senador e governador do Amazonas. Publicou vários livros: Cabelos Negros, Na Vanguarda da Retarguarda, Gente dos Seringais, Buzina dos Paranás, Nas Barras do Pretório, Beiradão, Banco de Canoa, Defumadores e Porongas, Tenda de Emaús – Foi uma máquina de produção intelectual: escreveu poesias, crônicas, ensaios, teses, discursos e conferencias.
Em 1918 foi candidato a Deputado Federal; na revolução de 1930, foi nomeado Interventor Federal, governou até o final de 1931; foi escolhido Senador em 1935, logo depois foi eleito indiretamente para Governador Constitucional do Estado, em 1937 foi escolhido Interventor Federal; em 1945 foi eleito com grande margem de votos para a Senatoria Federal e em 1950 voltou novamente para o governo do Amazonas e ainda foi Senador pela terceira vez. (Blog do Rocha)
Eliseu Barbosa, informou-nos que está redigindo um pequeno trabalho e precisaria descrever uma fotografia.
Como tinha em seu poder fotografias adquiridas em leilões, sem detalhes de informações, ele resolveu pedir ajuda ao blog.
Durante as conversas, demonstrou interesse em colaborar com algumas fotos para o Porta-Retrato, por considerá-lo uma importante fonte de referência histórica à memória do Amapá.
A primeira delas é um registro histórico de Álvaro Botelho Maia, que governou o Estado do Amazonas de 1951 a 1954, quando visitou o Amapá, em avião C-47 da Força Aérea Brasileira, e foi recebido pelo Governador Janary Gentil Nunes (de branco), no antigo Aeroporto de Macapá, no centro de Macapá.
Eliseu observa que Álvaro Maia está atrás do de terno preto, sendo possível ver apenas parte do rosto dele sobre o ombro.
É possível, ver nas imagens, uma numerosa comitiva, banda de música da Guarda Territorial, e autoridades.
Fonte: Colaboração de Eliseu Barbosa da Silva, via e-mail.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Foto Memória de Macapá: Os 45 anos do Banco da Amizade, no Laguinho

Banco da Amizade
No tradicional bairro Laguinho, na Zona Norte de Macapá, existe o Banco da Amizade, localizado na Rua General Rondon, entre as avenidas Padre Manoel da Nóbrega e José Antônio Siqueira.
O Banco da Amizade foi montado com estrutura em madeira, ao lado direito da via, em 1971. 
Cinco anos depois, ele foi mudado para o lado esquerdo da rua, e construído em alvenaria, na calçada da Escola Estadual General Azevedo Costa.
A iniciativa de usar um banco para ponto de encontro e conversação entre amigos do Bairro do Laguinho, surgiu com os moradores Renato Matos (“rato”/ de boné, na foto acima) e Raimundo Souza (“Sacaca”), ambos falecidos.
Por um ato administrativo, o “Banco da Amizade” foi reconhecido como um verdadeiro símbolo de tradição entre as famílias e amigos do bairro do Laguinho.
Uma nova Lei Estadual, de nº 2053/16, o transformou em Patrimônio Cultural e Imaterial do Amapá, e instituiu o dia 26 de dezembro como ”Dia do Banco da Amizade”
O ”Banco da Amizade” já testemunhou muitas conversas e causos dos moradores que cresceram participando das animadas reuniões entre amigos.
Fonte: Tica Lemos (Banco da Amizade)

domingo, 18 de dezembro de 2016

Foto Memória da Comunicação no Amapá: A importância de Phelippe Daou para o Amapá

Um visionário chamado Phelippe Daou
Por Emanoel Jordânio (*)
No dia 10 de setembro de 1974, o jornalista Phelippe Daou desembarcou pela 1ª vez em Macapá, depois de tomar conhecimento de que o governo amapaense buscava uma forma de colocar uma emissora de TV para funcionar no então Território Federal do Amapá.
Naquele ano o governador do Amapá Arthur Henning experimentou a ideia de desenvolvimento de um canal de TV na região a partir da transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 1974. Uma novidade agradou os amapaenses na época, tanto que uma loja chegou a vender cerca de 100 aparelhos de TV em apenas um dia.
Mas, passados os 30 dias da transmissão da Copa do Mundo, houve uma pergunta pública a ser respondida: o que fazer agora com os equipamentos transmissores de TV?
Como a licença para o funcionamento de uma estação de TV no Amapá tinha um prazo provisório (de apenas 45 dias), Henning correu contra o tempo para buscar uma alternativa de aproveitar os equipamentos adquiridos pelo governo amapaense, já que um dos maiores interesses era atender o desejo e a ansiedade do povo local que prestigiou com gratidão os dias emotivos de transmissão da TV na capital amapaense.
Sabendo desses propósitos de cativar a população com a continuidade dessa ideia, que o jornalista Daou viu a publicação de um Edital de Serviço emitido no Diário Oficial da União no início do mês de setembro de 1974 e logo marcou um encontro direto com o governador amapaense.
No mesmo dia que desceu em Macapá, foi convidado para um jantar receptivo na Residência Governamental, onde tratou sobre seu interesse de assumir os equipamentos de TV obtidos pelo Governo do Amapá e trabalhar o quanto antes na reativação do canal de TV para a população. Daou até propôs expandir a transmissão, saindo dos limites da capital para os municipais e localidades adjacentes, deixando o governador Henning bastante curioso com a ousadia do jornalista.
Mas isso é praticamente impossível, nós nos esforçamos para passar de 20km de distância nas transmissões dos jogos da Copa”, disse o governador Henning, que logo foi surpreendido pela resposta rebatedora do jornalista amazonense.
Para vocês isso foi impossível, por não terem acreditado, mas para quem quer ver uma Amazônia mais conhecida e respeitada, a vontade de expandir a informação e o conhecimento pode chegar muito mais longe”, disse Daou ao governador Henning.
O otimismo e a capacidade de trabalhar por um Norte Brasileiro mais desenvolvido e harmonioso foram uma das grandes motivações que o jornalista Phelippe Daou sempre carregou por onde quer que fosse.
Tanto que a pequena estação de TV que ele implantou em Macapá se tornou, não apenas a pioneira no Amapá, como também a primeira a estadualizar o sinal de TV para os 16 municípios existentes nesse Estado e a 1ª com sinal em HD.
A sua determinação foi tanta que o saudoso colega de profissão, o jornalista carioca Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, reconheceu em uma entrevista para os arquivos Memorial da Televisão Brasileira (em 1995) o trabalho empenhado por Phelippe Daou para a região amazônica.
Depois que criei a TV Globo em 1965, recebi várias sugestões para abrir filiais e repetidoras do canal por todo o Brasil, mas bem poucos se interessavam de levar o sinal da Globo para o Norte, tanto que o 1º Estado dessa região que acreditou em assumir o sinal da Globo foi o Pará (isso somente em 1978), por que eu achava que os demais Estados da Região Norte ainda não teriam condições financeiras de manter um canal de TV. Estava totalmente errado, tanto que Phelippe Daou me visitou (por volta de 1980) apresentando uma proposta de expandirmos essa ideia de transmitirmos o sinal da TV quando todos os Estados já tinham suas estações de TV há mais de uma década”, relatou Roberto Marinho.
Ou seja, o maior empresário do ramo das comunicações da América Latina achava que causaria um “choque cultural” se implantasse um canal de TV na Região Norte, enquanto que um colega de profissão já vinha desenvolvendo a ideia há quase 10 anos antes dele.
Um verdadeiro visionário. Uma prova clara de que nós, caboclos da Amazônia, somos apressados, somos seres determinados, somos teimosos nos objetivos que queremos alcançar.
Assim como sempre foi Phelippe Daou, um homem pacato, mas estratégico, articulador e ousado. Um ser humano que não apenas acompanhou o surgimento da TV no Norte do Brasil, mas também contribuiu na sua implantação, construindo uma família que encaixou dentro uma das maiores florestas tropicais mais preservadas do mundo, assim chamada “Rede Amazônica de Rádio e Televisão”.
Da 1ª visita ao Amapá ao último aparecimento em público – ocorrido há pouco mais de dois meses, em Manaus (AM), Phelippe Daou deixou para as atuais e futuras gerações um exemplo firme de homem que pode desbravar novos horizontes, independente das barreiras que podem aparecer e lutar por um mundo melhor.
Muito obrigado, ao cidadão que acreditou e construiu um sonho chamado Rede Amazônica!
(*) Emanoel Jordânio – Editor do blog “Santana do Amapá

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Morre jornalista Phelippe Daou, fundador da Rede Amazônica de Rádio e Televisão

Morreu na tarde desta quarta-feira (14), aos 87 anos, o jornalista e presidente da Rede Amazônica de Rádio e Televisão, Phelippe Daou. O jornalista estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para uma cirurgia. Ele morreu de falência múltipla dos órgãos.
O jornalista e empresário nasceu em Manaus, no dia 15 de dezembro de 1928. Viúvo de Magdalena Arce Daou, é pai de dois filhos Phelippe Daou Jr., e Cláudia Daou Paixão e Silva.
Filho do comerciante José Nagib Daou e de Nazira Chamma Daou, fez seus primeiros estudos na Escola Progresso de Manaus. Em seguida, ingressou no Colégio Estadual do Amazonas, onde concluiu o secundário e científico.
Prestou vestibular para a Faculdade de Direito do Amazonas, onde formou-se. Muito cedo ainda, iniciou no jornalismo, como repórter do Jornal do Comércio, mas a ascensão na carreira começaria um ano depois, com sua transferência para a empresa Archer Pinto, proprietária, na época, de "O Jornal e Diário da Tarde", onde exerceu diversas funções redacionais. Atuou ainda como redator da Rádio Rio Mar.
Em 1968, junto com Milton Cordeiro e Joaquim Margarido, fundou a Amazonas Publicidade, embrião que deu origem à Amazonas Distribuidora Ltda e Rádio TV do Amazonas S.A., que abrange, entre outras emissoras, a Rede Amazônica de Televisão.
Phelippe Daou destacou-se como defensor da Zona Franca de Manaus. Foi membro do Conselho Deliberativo dessa instituição que por consenso representava toda a classe empresarial – a Associação Amazonense de Imprensa e a Associação Comercial do Amazonas.
Em seu último discurso, o empresário falou a funcionários durante missa de aniversário de 44 anos da Rede Amazônica, em Manaus. O tom foi de despedida.
"Verdade, justiça e liberdade. Isso não é negociável nunca. Nunca passe pela cabeça de vocês que serão os nossos sucessores, pessoas que vão dar vida, e quem sabe dar maior dimensão à Rede Amazônica, porque a Amazônia sem a Rede Amazônica, ela não será a grande região que todos nós desejamos. Vocês veem as dificuldades que são opostas. Vocês veem o combate que a gente faz diariamente em defesa da região. E é quase que, verdadeiramente, a lágrimas de sangue, que a gente dá um passo à frente, mas quando a gente consegue, é tão grande a nossa alegria, tão grande é o resultado do esforço que a gente diz: valeu a pena", disse.
As condolências do blog aos familiares, amigos, e integrantes da Rede Amazônica.
Fonte: G1 AM

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Foto Memória da Eletricidade de Macapá: A 1ª inspeção técnica à cachoeira do Paredão

Foi por volta das 07:00hs da manhã daquele dia 12 de junho de 1947 quando o então governador do Amapá Capitão Janary Gentil Nunes e sua comitiva governamental pegaram um barco-motor e desceram o rio Araguary com o objetivo de analisar as possibilidades de aproveitamento para o fornecimento de energia hidroelétrica do referido rio.
Estiveram acompanhando o Chefe do Executivo amapaense: Dr. Hermógenes de Lima Filho (diretor da Divisão de Obras do Amapá); Mr. John Lucien Hummel (engenheiro-chefe do Serviço Especial de Saúde Pública do Governo amapaense); Tenente Dulcício Alves Barbosa (reformado da Aeronáutica); Sr. Daniel Martins (fotógrafo); Geraldo Silva (da empresa de mineração Apolo).
Após saírem de Macapá às 12h do dia 11 de junho, seguiram em destino à vila de Porto Grande, onde pernoitaram e seguiram viagem pela manhã, através de um barco-motor cedido pela comunidade. Ao descerem o rio Araguary, bateram algumas fotos até a região da Cachoeira do Pião e Caldeirão. Às 14h, depois de fazerem uma ligeira refeição, o então governador e sua comitiva seguiram viagem pela cachoeira.
O Capitão Janary, o Dr.º Hermógenes e Mr. Hummel ficaram observando a cachoeira do Paredão durante quase uma hora, por jusante e montante (significado) nos seus interessantes aspectos. Possuindo cerca de 600m de extensão por 12m e 15m de altura, prevendo-se uma elevada quantidade de potencial hidroelétrico, calculado pelo menos em 200.000 HP na sua totalidade. Vale ressaltar que a cachoeira ficava numa distância em linha reta de 110km de Macapá.
Já por volta das 19h, o Capitão Janary Nunes e sua comitiva começaram a fazer a viagem de retorno, chegando à fazenda pertencente ao Senhor Dulcício que integrava a sua comitiva, onde ali pernoitaram e seguiram de retorno à Macapá pela manhã seguinte, chegando na capital por volta das 08:30hs da manhã do dia 13/06.
Um dos marcantes momentos dessa viagem pela cachoeira do Paredão veio por patê do Mr. Hummel (engenheiro-chefe do SESP), que revelou o seu entusiasmo pelo futuro econômico da região que teve oportunidade de visitar.

Fonte: Texto transcrito do Blog Luz Amapaense

domingo, 20 de novembro de 2016

Foto Memória de Santana: O pioneiro JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE

Filho caçula de uma família de nove irmãos, homem religioso temente a Deus, reto e de caráter como poucos, JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE nasceu no Rio Curuçá, município de Mazagão, em 19/03/1931, e começou a trabalhar ainda com nove anos de idade, no seringal, junto com seus irmãos e seu pai, o Sr. Manuel Pinto Pereira Valente. Sua mãe, Júlia de Oliveira Valente, faleceu quando ele ainda era criança, deixando sua criação e educação por conta de suas irmãs Neném e Santinha, a quem ele sempre tratou com segunda mãe. Aos 19 anos saiu pela primeira vez do interior de Mazagão para a cidade de Macapá, e trabalhou como braçal no Governo Janary Nunes, ajudando na construção da praça e da Escola Barão do Rio Branco. Líder nato, tinha apenas o segundo ano primário, quando resolveu voltar para o interior dois anos depois, e comprou de seu pai uma canoa movida a remo de faia, começando a trabalhar com regatão pelos rios da Amazônia, negociando produtos naturais, como castanha-do-Pará, Látex, balata, couros de animais, etc., passando depois para canoa a vela. Homem incansável nas suas atividades, não media esforços para atingir seus objetivos, passava em torno de 15 dias para fazer uma viagem a Belém, e mais 15 para voltar. Eram tempos difíceis, mas suas determinações em vencer na vida superaram qualquer obstáculo e acidentes de percurso, incluindo naufrágios, explosões em alto mar que, com sua astúcia e rapidez de pensamento, conseguia superar. Quando comprou seu primeiro barco a motor, passou a comercializar café para o exterior, chegando até a Guiana Francesa e Paramaribo, verdadeiras viagens de aventureiro, com sua tripulação escolhida a dedo, que também cruzavam com ele os rios e mares do norte e nordeste deste Brasil. Pioneiro no comércio de Santana, no final dos anos 50 José Valente, junto com seus irmãos Antônio e Raimundo, se estabeleceu na Ilhinha, localizada em frente à Ilha de Santana, com   bar e comércio, depois passou para a Ilha de Santana, onde fundaram a firma Valente & Irmãos Ltda.
Extremamente emotivo e carinhoso com todos, mas em especial com filhos, esposa e a família, ele foi pai pela primeira vez de SÉRGIO, cinco anos antes do casamento. Casou com a jovem MARIA MEIRE FERREIRA VALENTE, em 1962, com quem teve três filhos, ARISTEU, GLÓRIA E LÉIA. No início da década de 60, aproveitando o movimento de instalação da ICOMI, passou para a então Vila de Santana, montando um comércio sortido próximo ao porto, depois apartou a sociedade com os irmãos, mudando em definitivo para a Av. Santana, quando montou uma loja de nome CASA SÃO JOSÉ, que seria a primeira naquela avenida e na então vila, sendo também o primeiro beneficiado pela energia da ICOMI. Viajou neste Brasil de norte a sul trazendo novidades para sua loja, principalmente de S.Paulo, onde era bastante conhecido pelos  empresários da capital paulista. Mesmo já estabelecido e estruturado com sua grande loja, ele continuou as viagens comercializando produtos naturais da Amazônia. Em 1973, JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE recebeu o título de Empresário do Ano do então Território Federal do Amapá, e por vários anos recebeu também do Governador Aníbal Barcellos o título de maior contribuinte individual de ICMS do Território, era na época também a maior loja do Território, e vendia de tudo. Nos anos 80 instalou uma indústria de beneficiamento de látex na Ilha de Santana, comercializando seus produtos com a fábrica de pneus Goodyear do Brasil Ltda., e outras indústrias de balões do interior de S.Paulo. Abriu mais duas filiais da CASA SÃO JOSÉ em Santana, e três postos avançados de comercialização de látex e castanha do Pará, nos municípios de Mazagão e Laranjal do Jarí. Seus barcos, S. Rita, N. S. Nazaré, Apollo 11, São Tiago, Brasileira, Brasília, Miss Cajarí, Valente e Aristeu, cruzaram os rios da Amazônia até meados de 90 comprando produtos naturais.
JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE, parou com suas atividades de empresário quando, depois do segundo AVC, os médicos recomendaram que ele evitasse a alta rotatividade no trabalho, para que pudesse ter mais qualidade de vida. 
O empresário JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE, faleceu em 19/02/2013, aos 81 anos de idade, vítima de infarto do miocárdio.
Fonte: Informações e foto extraídas do
Aristeu Valente é filho do biografado.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Foto Memória de Macapá: Vista Aérea da Macapá antiga

Encontrei esta foto no acervo digital do IBGE, que mostra uma tomada aérea da cidade, com imagens, em primeiro plano, de grande parte do atual Bairro Santa Rita.
Trata-se de um registro sem data, presumivelmente dos anos 60/70, que mostra a Macapá de outrora com suas ruas bem traçadas e suas casas simples, habitações de um povo hospitaleiro e feliz!
Hoje a realidade é bem diferente; o que se tem visto é o crescimento desordenado de uma cidade carente de estrutura e planejamento urbano.
Bem diferente daquela que, um dia, foi merecedora do título de ”Cidade Joia da Amazônia”!

domingo, 13 de novembro de 2016

Foto Memória de Macapá: Dois momentos de Raimundo Adamor Picanço - Wanderley

O amapaense Raimundo Adamor Picanço - Wanderley, foi um grande craque do futebol do Amapá. 
Brilhou como goleiro de grandes times em Macapá, entre eles, Juventus Esporte Clube, Sociedade Esportiva e Recreativa o José e Ypiranga Clube.
Atuou como professor de Educação Física e Natação. 
Foi goleiro, árbitro de futebol, amante do esporte e do carnaval, figurando como um dos fundadores de “A Banda”, bloco de sujos, que arrasta multidões na terça-feira gorda, em Macapá.
Wanderley faleceu em 10 de fevereiro de 2011.
Neste primeiro momento, num registro do jornalista João Silva, vemos Antônio Amaral (dente de cão) e Wanderley trocando ideias na cancha do Glycério Marques antes do adversário entrar em campo e a bola rolar. 
Os dois deram muitas alegrias à numerosa torcida ypiranguista, que na época rivalizava com a Rebelde, da Sociedade Esportiva e Recreativa São José.
Segundo o amigo Cléo Araújo, Antônio Amaral ainda trabalha como Professor, na E. E. Tiradentes, no turno da tarde, em Macapá.
Neste segundo momento, em 1961, o registro de uma amizade duradoura entre José Façanha e Wanderley, quando serviam o Tiro de Guerra 130, na capital amapaense.

 Fonte: Facebook (Memorial Amapá)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Foto Memória de Educação do Amapá: Inauguração da Escola Municipal Rondônia

Para o post de hoje, tomei a liberdade de usar a prerrogativa que me foi gentilmente facultada pelo amigo Cléo Araújo, de poder utilizar, sempre que necessitar, quaisquer imagens de seu acervo particular, para reprodução no blog Porta-Retrato.
E, entre muitos outros que fiz aqui neste espaço, escolhi mais um registro histórico, da inauguração da Escola Municipal Rondônia.
O Evento aconteceu ao final dos anos 60 (+/-66/67).
Da esq. p dir: jornalista Ezequias Ribeiro de Assis, Dr. Douglas Lobato Lopes, Prefeito de Macapá, na época,  Baião Caçula, operador de áudio da Rádio Difusora de Macapá, Prof. Leonil Pena Amanajás, Jurandir Morais dos Santos, (árbitro da Federação Amapaense de Futebol), e Gov. Luiz Mendes da Silva.
É importante ressaltar um detalhe relevante: O Projeto inicial, em homenagem aos ex-Territorios Federais da Amazônia, manteve as mesmas características arquitetônicas para todos os prédios, que foram erguidos utilizando uma só planta para as quatro Escolas: Amapá(bairro do Trem), Acre (na Fazendinha), Roraima(bairro Jesus de Nazaré), Rondônia(bairro Santa Rita), e Amazonas,(na antiga Vila Maia)em Santana.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Foto Memória dos Transportes no Amapá: José Varela Dias (Zé Ganância), um dos primeiros motoristas de Macapá

Mais uma contribuição do amigo Waldemar Marinho, especialmente para o Porta-Retrato. Foto e texto dele:
“O cametaense José Varela Dias, pioneiro no T.F.A, em 1949, então com 22 anos, posando ao lado de um dos primeiros jipes da marca Willys adquiridos pelo governo do Território. José Varela, que ficou conhecido como Zé Ganância, começou moleque na Garagem como aprendiz de mecânico, galgou postos pelo próprio esforço sendo que foi um dos motoristas dos cinco governadores nomeados pelo governo da Ditadura Militar.
José Varela Dias, é o pai do Waldemar Marinho.
Ele explica: “Papai está com 90 anos, mas em consequência de vários AVCs ficou cego, surdo e paralítico. Recentemente passou uma temporada de 54 dias no hospital e saiu com uma sonda de alimentação parental. Como estou aposentado, cuido dele e da mamãe que aos 84 anos está com Alzheimer. Longas horas no apto deles no Condomínio Jardim Socilar, em São Brás-PA, que tem uma expressiva população de amapaenses.”
Marinho confirma que o registro foi feito pelo tio dele, Sr. Osmar Marinho, na Praça Barão do Rio Branco, atrás da residência oficial dos Governadores do Amapá, que tem a frente voltada para o Rio Amazonas, em Macapá.
(Última atualização às 21h45min)

sábado, 29 de outubro de 2016

Foto Memória da Saúde do Amapá: Turma de Enfermagem do Hospital Geral de Macapá

Outra foto do acervo do amigo Waldemar Marinho, especialmente para o Porta-Retrato. 
O blog agradece, uma vez mais, a deferência do nobre fotógrafo.
É um importante registro que faz parte da Memória da Saúde do Amapá. 
A formatura de uma turma de enfermagem do Hospital Geral de Macapá, em 1950.
Foto tirada na entrada principal daquela casa de saúde.
O próprio Waldemar nos ajuda a identificar alguns profissionais que aparecem nas imagens: “Aparecem aí, entre outros: Dona Áurea Marinho Dias (minha mãe), primeira da esquerda, com o pé apoiado embaixo do degrau, hoje com 84 anos, é a caçula de quatro irmãos. Dona Elza Chagas de Sena (esposa do jornalista Wilson Sena), bem no centro da imagem na segunda fila; ao lado dela a Dona  Rute Silva. Walter Pacheco, Dr. Pachequinho (economista), primeiro da direita, no degrau de baixo, também fazia parte dessa turma."
"O serviço de enfermagem do hospital geral era chefiado pela dona Zuleika Reis, outra pioneira de destaque.          
Dona Zuleika Reis (esposa do Sr. Homero Charles Platon, grande pioneiro do Amapá).