quinta-feira, 18 de agosto de 2022

FOTO MEMÓRIA DA SAÚDE DO AMAPÁ - PARTEIRAS TRADICIONAIS

Antes do Amapá se tornar Território Federal, em 1943, a parteira mais famosa da Macapá de outrora, era a Sra. Francisca Luzia da Silva, a Mãe Luzia!

Segundo a jornalista, poeta e blogueira Alcinéa Cavalcante, mãe Luzia “cuidava das grávidas com rezas e ervas e dava-lhes amor e segurança como uma mãe dá para uma filha. A qualquer hora do dia largava a bacia de roupa para fazer um parto. A qualquer hora que fosse chamada à noite levantava e corria para “aparar” mais uma criança, para mostrar-lhe o mundo pela primeira vez.

Seu trabalho não terminava com o parto. Ela cuidava da criança e da mãe por vários dias, fazendo visitas diárias, dando-lhes banhos, fazendo curativos e rezas.

Pelas mãos abençoadas de Mãe Luzia inúmeros bebês vieram ao mundo.”

Já na fase territorial outras pioneiras fizeram essa função de “aparar” muitos bebês.

Nossa Foto Memória de hoje traz um registro de três parteiras tradicionais à época do Hospital Geral de Macapá, atualmente Hospital Alberto Lima, nas décadas de 60, 70 e 80.

Na imagem, a Sra. da esquerda do observador, é a enfermeira RAIMUNDA MORAES UCHÔA; ao centro a enfermeira ALCEMIRA MAGAVE e à direita está a sra. EDITE. Todas elas foram parteiras na Maternidade de Macapá e trouxeram várias gerações de amapaenses ao mundo.

Além dessas, muitas outras também sempre são lembradas pelo bom serviço que prestaram à comunidade, como por exemplo, Dona Dica; Dona Inês; Dona Maria José e muitas outras.

Foto: Helena Uchôa (Arquivo pessoal)

Pesquisa de Wanke Do Carmo, historiador e colaborador do Instituto Memorial Amapá.

Fonte: Via Facebook

domingo, 14 de agosto de 2022

HISTÓRIA E MEMÓRIA DO AMAPÁ: CONSTITUIÇÃO DO CONSELHO CONSULTIVO DA INTENTÊNCIA MUNICIPAL DE MACAPÁ

Em 12 de março de 1934, o Interventor Federal do Estado do Pará, General Magalhães Barata, baixava o Decreto nº 27.214, constituindo o Conselho Consultivo da Intendência Municipal de Macapá, composto por cinco membros, com a finalidade de assessorar o intendente em assuntos legislativos e comunitários. Os membros do Conselho Consultivo eram: Clodóvio Gomes Coelho, Manoel dasta Figueira, Leão de Melo, Joaquim Borges de Oliveira e Francisco Torquato de Araújo. 

O Conselho funcionou até o dia 20 de fevereiro de 1936, ocasião em que tomaram posse os sete vereadores eleitos em dezembro de 1935. Entre os vereadores estavam Clodóvio Gomes Coelho e Francisco Torquato de Araújo. Quando o Conselho Consultivo ou Conselho de Intendência foi nomeado, o Intendente de Macapá era o major Eliezer Levy. (Nilson Montoril de Araújo)

Via Facebook

terça-feira, 9 de agosto de 2022

O CENTENÁRIO DE DONA SARAH ALCÂNTARA (Funcionária pioneira da Firma Irmãos Zagury)

O Calendário registra nesta terça-feira, 9 de agosto de 2022, uma data importante para todos que admiram e têm um carinho especial por Dona SARAH ALCÂNTARA, que completa CEM ANOS de feliz existência!

Fotos: Arquivo da família

Sarah Moreira de Alcântara, nasceu em Cachoeira do Ariri-Marajó/PA, numa quarta-feira, 9 de agosto de 1922.

A centenária senhora, foi durante muitos anos, funcionária de confiança da Firma Irmãos Zagury.

Segundo informações de Edgleuma Alcântara Valente, filha da homenageada, Dona Sarah Alcântara, chegou a Macapá, a passeio, para ficar poucos dias.

No auge de seus vinte e poucos anos, quase ao final dos anos 40, Sarah Alcantara seguiu para Macapá a bordo da Lancha Amapá, a convite de uma amiga que morava na capital amapaense. Nessa época ela trabalhava na Perfumaria Orion, que funciona até hoje, na  Travessa Frutuoso Guimarães, 270, campina, Belém/PA.

Entretanto, a viagem constituiu-se numa perigosa aventura. A pequena embarcação foi apanhada por uma tempestade que quase ceifou a vida de todos os passageiros, que apesar do susto, chegaram sãos e salvos ao destino. Sarah Alcântara salvou a vida, mas perdeu todos os documentos que levava.

A primeira pessoa com quem Sarah Alcântara teve contato em Macapá, foi Dona Sarah Roffé Zagury, forte comerciante que tocava os negócios da família, entre eles a Sorveteria Central, que funcionava em um prédio na esquina da Rua Cândido Mendes com a Av. Siqueira Campos, atual Mário Cruz, no antigo Largo da Matriz, hoje Praça Veiga Cabral.

O encontro com a Matriarca dos Zagury se deu em um momento em que os irmãos Moisés e Meryan, que moravam com a mãe, estavam em viagem para o Rio de Janeiro. Por estar sozinha sem os filhos, Dona Sarah Roffé, viúva e com idade avançada, solicitou que a jovem Sarah lhe fizesse companhia. E assim aconteceu.

Ao retorno dos dois viajantes, Dona Sarah Roffé, que havia gostado da companhia da nova amiga, preferiu mantê-la em seu comércio e, posteriormente, a apresentou à sua nora Clemência Zagury, com quem Sarah, a partir de então, com carteira assinada, começou a trabalhar na Casa Leão do Norte. Daí pra frente as duas se deram muito bem e cultivaram por longo tempo, uma amizade de consideração, confiança e respeito mútuo. A jovem Sarah, auxiliou em muito Dona Clemência, na criação dos filhos menores. Sarah Alcântara, residia em frente à Casa Leão do Norte, na Av. Amazonas, 25, esquina da Presidente Vargas.

Dona Sarah Alcântara mudou-se para Belém do Pará em 1975, quando Dona Clemência, já viúva, havia viajado para o Rio de Janeiro.

Dona Sarah, apesar da idade avançada, está lúcida, com boa memória, bem de saúde, sem problemas de pressão alta ou diabetes; se alimenta bem, e não dispensa uma boa tigela do gostoso açaí com farinha e sem açúcar, tanto no almoço como no jantar. Apenas um problema de mobilidade lhe causa algumas restrições no deslocamento, ocasião em que faz uso de uma cadeira de rodas com tração manual.

Dona Sarah foi casada com o macapaense José Soares Valente com quem teve os filhos Edson e Edgleuma Alcântara Valente, todos macapaenses.

José Valente se separou da mãe deles, quando Edgleuma tinha 2 anos, e Edson 2 meses de idade; em seguida, se mudou para Belém e anos depois para Marabá-PA, onde viveu e prosperou no comércio de peças e faleceu há uns 8 anos.

Edgleuma, que é a mais velha, cuida da mãe em Belém do Pará e Édson continua morando em Macapá.

Testemunhos dos filhos do casal Isaac/Clemência Zagury sobre Dona Sarah Alcântara

Leão Zagury: João, lembro bem da dona Sarah. Durante muitos anos foi o braço direito da minha mãe na Casa Leão do Norte. Fazia as refeições na nossa casa, junto com vários outros funcionários. Meus pais franqueavam a mesa para seus colaboradores. Lembro com clareza de quando comecei a ler revistas em quadrinhos que comprávamos no seu Daniel que era também fotógrafo, ela me deu de presente uma revista que fez diferença na minha vida e agradeço até hoje: Ciência em quadrinhos. Nesse número tratava da solução do problema da coroa de ouro do rei e quando Arquimedes resolveu gritou heureca! Lembro também dos filhos Edson e Edi. Como já lhe disse em relação a outros funcionários dos meus pais devo muito a essa senhora adoraria poder abraçá-la. Saúde para todos!

Abraham Zagury

Encontrei a Sarah Alcântara, em uma de minhas visitas à Macapá; foi um encontro muito gratificante, em que só tive lembranças tão especiais e muito boas! É impossível, João, não recordar o quanto a Sarah esteve sempre ao lado da minha mãe na casa Leão do Norte! Foi uma colaboradora, sempre, muito dedicada, educada e sobretudo, amiga de todas as horas!

A Sarah, o Édson e a Edgleuma, seus filhos, moravam em frente à nossa loja; a nossa convivência era diária e nos sentíamos uma única família. Sempre muito próximos!

Agora João, gostaria de me dirigir especialmente à Sarah: Sara, nesse momento em que você completa anos, numa idade tão especial, gostaria de expressar meu carinho por você que sempre foi uma presença doce e afetuosa em nossa casa! Um grande beijo pra você, boas lembranças de você e dos seus filhos!

Sarah Zagury:

Lembro que a Sarah Alcântara trabalhou muito tempo na loja; morava ao lado da nossa casa; era muito cuidadosa com os filhos e com os da minha mãe.

Minha mãe gostava muito dela, era de muita confiança!

Via WhatsApp

Informações de Edgleuma Alcântara Valente, filha da homenageada,

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

MEMÓRIA DA MACAPÁ DE OUTRORA: SEU APRÍGIO, O BARBEIRO DO MACAPÁ HOTEL.

Pegando carona na publicação do José Jair, na rede social, trago ao leitor do Porta-Retrato a foto de um dos barbeiros que trabalharam em Macapá, no início do Território do Amapá.

Seu Aprígio Marinho de Souza – pai de 11 filhos, entre eles o Jair - foi um paraibano, que reativou o salão de barbeiros do Macapá Hotel, fechado por ter sofrido um incêndio no início do ano de 1950. Seu Aprígio efetuou a reforma do mesmo e o colocou em funcionamento no ano de 1953, quando pisou pela primeira vez em Macapá. No ano seguinte trouxe o filho mais velho, para trabalhar com ele.

A sala onde funcionava a concorrida barbearia do Seu Aprígio, ficava no andar térreo, no lado esquerdo da edificação localizada às margens do Rio Amazonas. O acesso era feito por uma porta lateral do imponente prédio do Macapá Hotel, com sua fachada em estilo colonial. (Foto)

Seu Aprígio residia com a família, na av. Feliciano Coelho às proximidades da Casa Santa Maria, no Bairro do Trem, quase na curva para a antiga Rua Coronel José Serafim, atual Tiradentes.

O jornalista Ernani Marinho comentou, que o Macapá Hotel foi o segundo endereço da barbearia do seu Aprígio. Primeiro foi no prédio colado à Prefeitura de Macapá, onde funcionou a Casa Olímpia, do empresário/desportista Marituba.

(Via Facebook)

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

MEMÓRIAS DE MACAPÁ: O LEÃO AZUL DO BAENÃO É MACAPAENSE

O LEÃO AZUL QUE ESTÁ NO BAENÃO É MACAPAENSE (E “irmão” dos dois que estão nas sede da OAB/AP, em Macapá)

(Foto: Via WhatsApp)

A icônica estátua do Leão Azul no estádio Baenão, em Belém/PA, foi esculpida em Macapá, pelo português Antônio Costa, cuja oficina de trabalho foi erguida no terreno da Loja Maçônica Duque de Caxias, por trás do templo, localizado à Av. Coriolano Jucá, 451 no Centro da capital amapaense. 

Antônio Costa era maçom e fabricava ladrilhos para piso de residências e órgãos públicos de Macapá, nas cores branco e preto. Os pisos originais do Hospital Geral de Macapá, Maternidade de Macapá, Grupos Escolares, Fórum e de outros prédios eram verdadeiros tabuleiro de damas (mosáicos). 

Os dois leões existentes na frente do antigo Fórum, atual sede da OAB/AP foram esculpidos por ele, a  partir de uma forma confeccionada pelo Sr. Jorge Marceneiro (já falecido) que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias.

O historiador Nilson Montoril cita detalhes sobre a confecção e doação do Leão Azul: “ Meu tio paterno Hermano de Araújo Jucá(mazaganense), apaixonado torcedor do Clube do Remo, encomendou ao seu Antônio Costa, um leão para ser doado ao "Clube de Periçá". Uma vez esculpida, a peça foi pintada de azul. Hermano Jucá era sobrinho de Cândido Jucá, um dos organizadores do "Grupo do Remo", que alterou sua denominação. Na época em que a doação do leão macapaense foi concretizada, integrava a diretoria azulina de Antônio Baena o médico Roberto Macedo, meu primo e sobrinho de Hermano Araújo. Para transportar o leão para Belém, tio Hermano recorreu aos préstimos do cunhado Francisco Jucá do Nascimento, que era o comandante do navio Oiapoque, pertencente ao SENAPP (Serviço de Navegação e Administração dos Portos do Pará). O navio fazia a linha Belém/Oiapoque/Belém, com escalas em Curumum, Curralinho, Breves e Macapá. Numa das viagens, ao aportar em Macapá, o Comandante Nascimento aproveitou a estada para visitar seus parentes, entre eles Hermano Jucá. Ao pedir ao tio Chiquinho Jucá, que levasse o leão para Belém, tio Hermano engoliu em seco a resposta: " levo sim, mas o bicho deve ir enjaulado e acorrentado, acomodado no porão. Não posso deixar os tripulantes e os passageiros correrem risco algum". O Comandante Jucá era torcedor do Paysandu e não iria perder a oportunidade de fazer gozação com o primo. Na volta do navio Oiapoque, o caixote com o leão já estava na cabeça do trapiche Eliezer Levy, pronto para embarcar. Uma outra gozação foi feita ao tio Hermano: " Diz ao pessoal do Remo, que vá receber o caixote na Bacia, senão mando jogá-lo no Guajará". O leão azul nascido em Macapá, continua soberano e ornando o Estádio Evandro Almeida. Ele é cópia fiel dos leões da sede da OAB/AP, em Macapá.”

O monumento permanece no lugar de sempre, no escanteio do gol que fica para a travessa 25 de setembro.

Via Facebook 

domingo, 24 de julho de 2022

MEMÓRIAS DA MACAPÁ DE OUTRORA: NOVE SENHORAS MAIS ELEGANTES DE MACAPÁ

Esta foto (s/data) publicada na Rede Social por Wanke do Carmo, compartilhada pela Luz Marina Côrtes, filha do ex-prefeito de Macapá, João de Oliveira Côrtes (em memória), retrata as Nove Mais Elegantes Damas de Macapá à época. Eram apresentadas em um glamuroso baile, ou no Aeroclube ou Círculo Militar de Macapá, dois icônicos clubes de outrora.

Conseguimos identificar - com ajuda de pessoas amigas -  a maioria das senhoras que estão nas imagens, nesse evento realizado no Aeroclube de Macapá em companhia do saudoso jornalista, colunista social e desportista, Wilson Sena.

A partir da esquerda: Senhoras Guiomar Monteiro, Doralice Houat, Iracy Alcântara, Líbia Bessa de Castro, ao meio jornalista Wilson Sena; depois Sra. Alayna Côrtes; as duas ao lado dela não conseguimos identificar; depois Sra. Helita do Carmo e na ponta, à direita, Sra. Jacqueline Houat.

Dona Guiomar - esposo Luiz Monteiro (em memória)
Sra. Doralice Houat - esposo Abdalla Houat (em memória)
Sra. Iracy Alcântara - esposo Dr. Iacy Alcântara (em memória)
Dona Líbia Bessa de Castro - esposo - Genésio Antônio de Castro (em memória)
Sra. Alayna Cortes - esposo Capitão João de Oliveira Côrtes (em memória) - foi prefeito nomeado do Municipio de Macapá, no período de maio de 1969 a 31 de julho de 1972. (Wikipédia)
Sra. Helita do Carmo - esposo Walter do Carmo (em memória)
Sra. Jaqueline Houat - esposo Stephan Houat (em memória)

Foto: Luz Marina Côrtes (Arquivo Pessoal)
Via Facebook

sábado, 23 de julho de 2022

FOTO MEMÓRIA DE PIONEIROS DE MACAPÁ: BRAVOS HOMENS E SUAS MÁQUINAS DESBRAVADORAS

Wilma Santana, nora do pioneiro João Barbosa Ribeiro, compartilha na rede social, importante e raro registro histórico de uma equipe de homens que desenvolviam suas atividades com máquinas pesadas abrindo e desbravando caminhos do desenvolvimento,  no Amapá de outrora.

Sr. João Barbosa Ribeiro, pioneiro que chegou ao Amapá em 1947, contratado pelo governador do Território na função de mecânico de máquinas pesadas, residia com a família na Av. Feliciano Coelho, próximo à sede do Trem Desportivo Clube. Faleceu em 28 de fevereiro de 1982.

Via Facebook


sexta-feira, 22 de julho de 2022

MEMÓRIA HISTÓRICA DO AMAPÁ: DESBRAVADOR WALTER PEREIRA DO CARMO

Transcrevemos hoje para os leitores do blog Porta-Retrato – Macapá, matéria do Jornal Diário do Amapá, na Coluna NOTA 10 – publicada em 14/6/2015, que destaca com detalhes a bravura do pioneiro Walter Pereira do Carmo, no Amapá.

Walter do Carmo: a bravura de um pioneiro

Desbravar. Essa foi a essência do espírito de Walter do Carmo. Irrequieto, foi além – abriu praticamente todas as estradas que hoje o Amapá possui. Na área urbana, construiu escolas e clubes, entre outras obras. E ainda foi um exemplo de probidade. Eis a marca de um pioneiro.

Nascido em Prainha, no município de Monte Alegre, no estado do Pará, Walter Pereira do Carmo conhecia o recém criado território federal do Amapá por vir com os pais visitar parentes em Mazagão Velho. Aos 17 anos, já funcionário público com formação técnica em agrimensura, começou, sem saber, a traçar seu caminho para o Amapá. Dizem que sua vinda definitiva se deu ao cumprir uma missão da antiga Comissão de Rodagem do Pará, que depois seria transformada no DEER (Departamento Estadual de Estradas de Rodagem). A missão era, justamente, entregar o projeto da BR 156. Aí foi o começo do saudoso Walter do Carmo. Depois de marcante trajetória, ele morreu no dia 14 de junho de 2014.

Era o decisivo ano de 1951, e Walter, com 21 anos, foi convidado pelo então governador Janary Nunes para ficar no Amapá. Aceitou e começou a trabalhar como encarregado dos Serviços de Melhoramentos, Cortes e Aterros da Rodovia BR 15, atual BR 156. Construiu o ramal do Aporema com 14 quilômetros de extensão.

No dia 13 de outubro de 1951 iniciou a implantação pioneira do trecho Base Aérea de Amapá-Calçoene, numa extensão de 76 quilômetros.

Em 1952, durante o inverno, operou nas medições de volume das águas do rio Araguari, na Cachoeira do Paredão, onde seria construída a Hidrelétrica Coaracy Nunes. No dia 17 de setembro, concretizou a ligação do trecho Base Aérea de Amapá-Calçoene e imediatamente iniciou a construção do trecho Calçoene-Lourenço. Nesse mesmo ano efetuou os estudos para a ligação rodoviária Ferreira Gomes-Cachoeira do Paredão e iniciou o desmatamento para a construção do Porto de Santana.

De 1953 a 1955 concluiu o trecho Calçoene Lourenço, com 116 quilômetros. Construiu os ramais de Cachoeira Grande e Juncal e o campo de pouso de Calçoene. 

Na cidade de Amapá conheceu Helita Ferreira dos Santos, filha de um pecuarista, com quem casou seis meses depois, sendo o governador Janary Nunes um dos padrinhos. Dessa união nasceram sete filhos, Margareth, Walter Júnior, Waldenawer (Keky), Mariângela, Wank, Márcia e Walber.

Em 1956 executou para o governo do Amapá várias expedições de pesquisas minerais, destacando-se a prospecção de xisto betuminoso na região do rio Cajari, e bauxita e magnetita nas regiões do Jari, Tartarugal Grande, Tartarugalzinho e rio Cassiporé.

Em 1958 surgiu a oportunidade que mudaria o rumo de sua vida e dos amapaenses. 

Pauxy Nunes, irmão de Janary, assumiu o governo e priorizou a continuação da abertura da rodovia em direção ao Oiapoque, que passava em aldeias indígenas. 

O medo de enfrentar os índios, que tinham pouco contato com a civilização, dificultava a contratação de empresa. Sem dinheiro, mas muita vontade de começar o serviço, fundou a Construtora Comercial Carmo Ltda..

“Se aqui chegamos, muito mais longe iremos”

(Walter do Carmo, ao chegar em Oiapoque)

Em 1965 as máquinas pesadas, nunca antes vistas por aqui, chegaram via marítima, e o serviço começou. A estrada era aberta até Amapá, e a missão era chegar até à fronteira. Foram meses embrenhado nas matas com homens e equipamentos, abrindo o caminho que até então era percorrido por poucos. Entre Macapá e Amapá, já chefe de família, Walter do Carmo viveu todas as particularidades de um desbravador, quando o mundo oferecia poucos recursos para aventura, como a abraçada pelo então empreiteiro.

Nesse mesmo ano construiu o ramal Cupixi-rio Vila Nova, com 30 quilômetros de extensão e o campo de pouso da localidade de Gaivota, no rio Vila Nova. Construiu ainda a rodovia Macapá-Macacoari com 150 quilômetros de extensão.

“Nunca fui rico, apenas tinha crédito na praça”

(Walter do Carmo)

De 1966 a 1970 construiu o Ginásio Paulo Conrado, a Escola José de Alencar, um pavilhão do IETA, (Instituto de Educação do Amapá), Escola Princesa Isabel, Biblioteca Pública, hoje Biblioteca Elcy Lacerda, 17 casas para funcionários do governo, dois pavilhões do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares, o Fórum da Justiça Federal, inaugurado pelo presidente Costa e Silva, 21 pontes de madeira sobre pilares de concreto ao longo da BR 156, no trecho Lourenço-Oiapoque, e melhoramentos em 200 quilômetros de caminho de serviço da rodovia e centenas de reformas em prédios públicos.

No dia 24 dezembro de 1970, em um pequeno Jeep, Walter do Carmo, na companhia de Zé Grande e do mestre Ouvídio, escoltados por uma Toyota dirigida por Vicente Cabraia, conseguiram chegar até ao Oiapoque

E após 16 anos, como foi acertado com Janary Nunes, a BR 156, que liga Macapá à fronteira, foi entregue ao então governador Ivanhoé Martins.

De 1971 a 1972 executou serviços de terraplanagem com equipamentos pesados no trecho Calçoene-Lourenço e consolidou o caminho de serviço no trecho Lourenço-Oiapoque, restaurou os ramais do Apuema e Tucunaré e fez o revestimento e obras de artes no trecho Ferreira Gomes-Amapá- Calçoene.

De 1973 a 1975 iniciou e desenvolveu a implantação básica da BR 156 no sentido Norte-Sul, trecho Oiapoque-rio Cassiporé, implantando toda a infraestrutura, incluindo porto para desembarque de equipamentos pesados, fábrica de manilhas de concreto armado; campo de pouso no km 64. 

Participou da construção dos primeiros seis quilômetros da rodovia Perimetral Norte em colaboração com a Construtora Mendes Júnior e hospedou na Fazenda Nossa Senhora do Carmo (105) toda a equipe responsável pela implantação da rodovia e a comitiva do presidente Emílio Garrastazu Medici, incluindo os ministros Mário Andreazza e Costa Cavalcante.

Em 1975, o governo do Amapá decidiu modificar o traçado da rodovia, abandonando 250 quilômetros já construídos. O contrato foi com a Construtora Carmo.

Além da BR 156, Walter do Carmo foi o responsável por levar o progresso para outros cantos do território. Foi ele quem abriu os ramais para que veículos entrassem mais facilmente nos municípios de Amapá e Calçoene, Base Aérea do Amapá e para a localidade Lourenço. Construiu ainda campos de pouso em Tartarugalzinho, Calçoene e Cunani.

Tudo corria bem até que o contrato com o governo foi rescindido na administração de Artur Azevedo Hening, em 1975, ignorando uma das cláusulas que previa o translado do maquinário para a capital. As máquinas utilizadas na construção da BR 156 ficaram abandonadas ao longo do primeiro traçado da estrada e jamais recuperadas. Pela quebra do acordo contratual foi movida uma ação contra o território, que foi vencida pelo empresário muitos anos depois, quando a Construtora Comercial Carmo Ltda. já estava fechada. O dinheiro serviu para pagamento de indenizações trabalhistas e multas do INSS.

Construtor, pioneiro, desbravador e aviador

Nos anos 70 Walter do Carmo construiu os clubes mais bem frequentados, Círculo Militar, Macapá e Amapá Clube. Além de desbravador e construtor, Walter gravou seu nome na história do Amapá como pioneiro, palavra que levava ao pé da letra. Foi um dos fundadores do Lions Clube, Maçonaria, Igreja Messiânica e sua paixão: o Aeroclube.

Realizou um sonho de infância em seus anos de ouro, quando se tornou aviador. Ao conhecer o boliviano capitão Belarmino Bravo, juntou seu desejo e espírito empreendedor à paixão do visitante, e juntos formaram a primeira turma de pilotos “brevetados” da cidade, e fundaram o Aeroclube de Macapá, em 1956. 

Na turma estava Hamilton Silva, que morreu em 1958, no acidente de avião em que também faleceram o deputado Coaracy Nunes e seu suplente Hildemar Maia. Diziam na época que estava prevista a ida de Walter do Carmo nessa viagem.

“Prefiro dormir sem ceia do que acordar com dívida” (Walter do Carmo)

Em 1985 o governador Jorge Nova da Costa, acreditando no potencial de Walter do Carmo, deixou sob sua responsabilidade o asfaltamento de 50 quilômetros da BR 156. Ele foi buscar no Paraná a empresa CR Almeida para o serviço. No ano de 2003 o governador Waldez Góes o nomeou assessor especial, como conselheiro da gestão, cargo com que sobreviveu até 2010. Ao morrer, dia 14 de junho de 2014, recebia apenas a pensão do INSS.

A ação de milhões ajuizada pelos associados e familiares do Aeroclube, por ter o governo do Amapá instalado órgãos públicos, hoje Centro Administrativo, na avenida FAB, sem desapropriar a área, ainda corre na Justiça do Amapá. Além dos sete filhos com Helita, entre eles o Keky, médico recém formado falecido há 28 anos, Walter deixou mais dois filhos, Walmir e João Vitor.

Texto da jornalista Marileia Maciel

O pioneiro Walter do Carmo, faleceu em Macapá, em 14 de junho de 2014, aos 84 anos.

Fonte: Memorial Amapá

Fotos: Acervo família Carmo

Via Facebook

quinta-feira, 21 de julho de 2022

PATRIMÔNIO HISTÓRICO: FORTALEZA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

 A cisterna da Fortaleza

Reservatório de águas pluviais na praça principal da fortaleza - Foto: Tito Garcez

(*) Por Franck Coutinho.

Existe no centro da Fortaleza de São José de Macapá, uma cisterna de armazenamento de água potável, esse sistema foi arquitetado pelo engenheiro militar, Enrico Antônio Galluzzi. Ela foi construída por artífices que estavam a serviço da coroa portuguesa no Brasil, o que chama a atenção nessa construção é o estilo na qual foi construído, faz lembrar o tento do antigo panteão de Roma, Itália, esses detalhes só podem ser observados de dentro da cisterna.

Sabíamos da existência de material especial de construção que veio da Europa para a construção dessa cisterna, mais precisamente os tijolos que foram usados nela, lembrando que os demais tijolos da Fortaleza, foram confeccionados em Belém e a grande parte na Vila de São José do Macapá.  Se observa nos tijolos da cisterna duas marcas de tijolaria, sendo a Cacoalinho (Portugal) e Claytons Patent (Inglaterra).

Dentro existem dutos de água (encanamentos), construídos em pedra de cantaria, que levava água trazida do Rio das Amazonas para dentro da Fortaleza. Com o passar dos séculos, esses dutos entupiram com o barro do Amazonas.

Existe uma lenda urbana que se propagou em Macapá, os antigos habitantes da cidade diziam que esse poço serviu para afogar escravos e índios rebeldes, no entanto não há nenhuma evidência histórica desses supostos fatos. Realmente se trata de uma das muitas urbanas da Fortaleza de São José de Macapá, a finalidade era o abastecimento de água para a guarnição militar dessa fortificação militar.

As fotos são do meu arquivo pessoal, registradas no ano de 2016, após a remoção do barro da cisterna, os tijolos da Cacoalinho e Claytons Patent vieram à tona novamente.  Essa é a uma das muitas partes da história do Amapá, Brasil que nunca foi ensinada nas escolas e universidades do estado do Amapá.

(*) Franck Coutinho, professor de história e historiador

Fotos: Franck Coutinho (arquivo pessoal)

Via Facebook

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Memória da Cidade de Macapá: Desfiles dos Tecidos Bangu

 Nossa Foto Memória de hoje, apresenta dez elegantes senhoritas amapaenses que foram modelos em um desfile dos Tecidos Bangu, acontecido em Macapá, mais ou menos em 1958/59, nos salões de eventos da Piscina Territorial.

Com a ajuda da prof. Eunice Viana, identificamos as participantes daquele evento, em ordem a partir da esquerda: Maria Flávia Dias( in memoriam); Marize Pimentel; Maria do Socorro Benigno; Francisca Dias; Eunice Viana; Maria Façanha, Ilma Dias; Ida Aymoré (in memoriam); Izabel Carolina Coutinho e Lígia (não sabemos o sobrenome).

Foto: Arquivo de Wank Do Carmo

Via Facebook

terça-feira, 19 de julho de 2022

MEMÓRIA DA COMÉRCIO AMAPAENSE: CASA MORAES

CASA MORAES: UM SORTIDÃO QUE MARCOU ÉPOCA NA ANTIGA DOCA DA FORTALEZA

Casa Moraes - pintura com pigmentos de betume da judeia sobre tela, do artista plástico, Miguel Arcanjo - acervo da família Cardoso.

Por: Wanke Do Carmo

Fundada em março de 1959 pelo senhor Antônio Moraes Cardoso ( Seu Antonico ), juntamente com a sua esposa, Augusta Pereira Cardoso, casal proveniente de Breves-PA.

A Casa Moraes localizava-se na antiga doca da Fortaleza de São José, que muitos chamavam de "beira", quase encostada em suas seculares muralhas.

O estabelecimento era uma festa para os olhos pela variedade de gêneros alimentícios e produtos diversos espalhados por todo seu interior e área externa. O forte da casa eram os secos e molhados que incluía o tradicional Jabá em fardo (charque), açúcar, café,  feijão, tabaco em rolo, manteiga em latões, o mel de cana em pote de Abaetetuba-PA, coberto com folha de sororoca, e o delicioso mapará seco de Cametá-PA. Era local de encontro dos embarcadiços e canoeiros que depois de uma longa viagem de barco ou nas valentes canoas à vela, provenientes das ilhas do Pará, faziam sua confraternização regada com a velha e boa cachaça Alvorada, aquela do rótulo com um galo colorido. Outros famosos frequentadores foram os briosos guardas territoriais que saídos do plantão na Fortaleza de São José, aproveitavam para tomar um delicioso caldo de cana acompanhado de uma saborosa donzela (biscoito de trigo com açúcar cristal). Aos clientes mais chegados do seu Antonico era ofertado um molhe de tabaco para ser mascado ou fumado de acordo com o gosto do freguês. O crediário aos clientes de confiança era anotado no famoso caderninho de despesas e compras, era uma espécie de cartão de crédito da mercearia mais popular da antiga doca da Fortaleza nos idos dos anos 60 e 70.

Ainda eram ofertados os artigos de caça e pesca: malhadeiras, anzóis, querosene, lamparina, farol para embarcações e corda de sisal.

À época do Carnaval, os sócios do memorável Saci Clube, que depois virou Círculo Militar, paravam na Casa Moraes com seu Antonico para fazer o "aquecimento" com a saborosa batida de limão.

Um dos grandes orgulhos do seu Antônio Moraes (Antonico) era falar aos amigos que criou e formou os 10 filhos, entre eles advogados, professores e administradores, com a renda proveniente desse pioneiro estabelecimento que marcou época na Macapá do tempo do TFA. Boas lembranças do comércio pioneiro da nossa cidade.

Nota do Editor

Nas fotos que ilustram essa matéria, podemos ver claramente, em tomada aérea e posições diferentes, o local exato onde ficava situada a Casa Moraes, à beira do Igarapé da Fortaleza, bem próximo ao baluarte São José, que nos dias de hoje, fica voltado para à agência do Banco do Brasil.

Via Facebook

segunda-feira, 18 de julho de 2022

MEMÓRIA DO ESPORTE AMAPAENSE: MUDANÇA DE NOME DE PANAIR PARA ESPORTE CLUBE MACAPÁ

O Panair (Paner)Sport Club, embrião do Esporte Clube Macapá, foi fundado no dia 7 de setembro de 1940. Era o clube dos funcionários da Panair do Brasil, empresa aérea da época que depois foi substituída pela ”Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul”.

A mudança de nome do azulino amapaense de Panair Club para Esporte Clube Macapá, aconteceu em reunião de Assembleia Geral, realizada na sede do Panair Sport Club, situada à Rua São José, na antiga Praça Capitão Augusto Assis de Vasconcelos (atual Veiga Cabral), no dia 18 de julho de 1945, quarta-feira. Matéria referente a este fato foi publicada na edição número 20, ano 1, do Jornal AMAPÁ, órgão do governo territorial, que circulou no dia 4 de agosto, na terceira página. 

A solenidade foi presidida pelo desportista Acésio Guedes. A diretoria azulina ficou sob a presidência de Paulo Moacyr de Carvalho, tendo como vice o secretário-contador da Prefeitura de Macapá, Jacy Barata Jucá.

Informações do historiador Nilson Montoril de Araújo.

Via Facebook

quarta-feira, 13 de julho de 2022

MEMÓRIAS DA MACAPÁ DE OUTRORA: CASAL DE PIONEIROS DEL. TEOBALDO E D. JOSEFA

Leonice Santos publicou na Rede Social foto dos pais dela, na Macapá de outrora, tendo como cenário o lendário Rio Amazonas e ao fundo o antigo trapiche Eliézer Levy, original, em madeira.

Segundo observação do historiador Nilson Montoril, na área onde o casal Teobaldo e Josefa Souza pousou para esta fotografia foi construído o Estaleiro Naval do Governo do Território Federal do Amapá. Observem que o nível do terreno é mais baixo do que o platô por trás do casal.

Data presumível do registro fotográfico entre os anos 1948 e 1950.

Fonte: Facebook

Foto: arquivo pessoal

terça-feira, 12 de julho de 2022

MEMÓRIA DE MACAPÁ: BRINDES: “LEMBRANÇAS INESQUECÍVEIS DE UMA ÉPOCA”!

A amiga Eloísa Cavalcante – filha do Dr. Douglas Lobato Lopes, pioneiro do Amapá – publicou na rede social fotos raras de brindes que eram presenteados aos fregueses da "CASA LEÃO DO NORTE".

No texto ela conta que a CASA LEÃO DO NORTE, “era a loja mais chique de Macapá, onde se encontravam rendas francesas, sedas, lindas camisolas de seda e outros tecidos finos. Eu frequentava muito com minha mãe Edna

Eu admirava a D. Clemência pela simpatia e sempre ganhava um presente dela. Também era tradicional o cafezinho servido na bandeja com bolachas.”

“Como recordação minha mãe tinha essas duas xícaras e guardava com todo carinho”.

Na mesma área do complexo funcionavam uma loja de autopeças e a fábrica de refrigerantes, aos fundos.

Também eram distribuídos brindes do FLIP GUARANÁ.

Fonte: Facebook

sexta-feira, 1 de julho de 2022

MORRE, EM FORTALEZA, MARLÚCIO SERRANO

O empresário do ramo de medicamentos Marlúcio Martins Serrano, 82 anos, faleceu na madrugada da quinta-feira 30 de junho de 2022, em Fortaleza/CE, onde residia atualmente com sua esposa.

De acordo com informações dos familiares Serrano estava muito bem de saúde, mas sentiu um mal-estar, procurou atendimento médico e faleceu no hospital.

MARLÚCIO MARTINS SERRANO, nasceu em 20 de setembro de 1940. Era irmão de Zilda, Bivar, Willivaldo, Francisco Filho, Luis Serrano, Omair, Marlindo, Omaise e Isimar. 

Seus pais, Francisco Serrano e Zilda Martins Serrano, instalaram a Farmácia São José, em Macapá, à Rua 24 de Outubro, mais conhecida como Rua da Praia.

Após a instalação do Território Federal do Amapá passaram a ocupar um imóvel construído em taipa de pilão, na Rua Cândido Mendes de Almeida, canto com a Passagem Carlos Novais, que ficou conhecida como "Beco do Serrano", uma rua estreita e curta, que não permitia a passagem de veículos, e saia atrás do Macapá Hotel. Antes disso, o imóvel abrigou um outro estabelecimento comercial, intitulado "A Protetora", que pertencia ao Senhor Alexandre Ferreira. Francisco Serrano foi um grande empreendedor de Macapá. Além de possuir a Farmácia São José, que o povo chamava Farmácia Serrano, também foi pioneiro no serviço de aluguel de carro usando uma caminhonete Ford, ano 1946; instalou a fábrica do "Super Guaraná"  que funcionou na parte detrás do antigo prédio da farmácia, e auxiliou os filhos na montagem de seus próprios negócios comerciais. Marlúcio atuava há muitos anos como dono de uma farmácia na Cidade das Mangueiras. Foi casado com a Carmem Serrano, filha da Maria Célia Jucá, a última filha do Coronel Coriolano Finéas Jucá. Enquanto Maria Célia viveu, o casal residiu em um apartamento edificado na Av. Presidente Vargas, na capital paraense. Após a morte de Maria Célia, ocorreu a mudança para Fortaleza. Muito comunicativo, Marlúcio tinha um vasto círculo de amigos e também foi sócio de jornais impressos em Macapá.

Fonte: Memorial Amapá

(Informações de Nilson Montoril via Facebook)

terça-feira, 28 de junho de 2022

MEMÓRIA DA SEGURANÇA PÚBLICA DO AMAPÁ: ANTIGOS INSPETORES DA GUARDA TERRITORIAL

 Este registro histórico nos foi compartilhado pelo amigo Obdias Araújo.

Trata-se de uma foto com sete dos antigos inspetores da gloriosa Guarda Territorial, do tempo do Território Federal do Amapá.

A partir da esquerda: Inspetor Alencar (à paisana); Inspetor Obdias Araújo; Inspetor M. Correia; Inspetor Monteiro; Inspetor Lino, Inspetor Agenor Neves; e Inspetor Inglês.

Foto: Obdias Araújo (arquivo pessoal)

FOTO MEMÓRIA DA SAÚDE DO AMAPÁ - PARTEIRAS TRADICIONAIS

Antes do Amapá se tornar Território Federal, em 1943, a parteira mais famosa da Macapá de outrora, era a Sra. Francisca Luzia da Silva, a Mã...