segunda-feira, 18 de junho de 2018

Fotos Memória da Mineração Amapaense: O Pioneiro Henry Ovide Lucien (em memória)

Desde o início do Território Federal, o Amapá tem recebido muita gente de várias partes do Brasil e do Mundo, que tem ido somar esforços e contribuir para o progresso daquela região da Amazônia.
Nosso homenageado(em memória) de hoje é o Pioneiro Henry Ovide Lucien, que integrou os quadros da ICOMI, desde 1º de março de 1948, ou seja, a data em que a Companhia passou a ter vida atuante no Território Federal do Amapá.
Henry Ovide Lucien viu o alvorecer dos primeiros dias, quando tudo ainda eram estudos, planos e esperanças. Ele acompanhou de perto o trabalho desenvolvido pelos pioneiros, enfrentando toda a sorte de contratempos e outras dificuldades.
O maior orgulho de Ovide Lucien, foi ter sido contratado diretamente pelo Dr. Augusto Antunes, primeiro mandatário da Empresa.
Henry Ovide Lucien, nasceu em Santa Lúcia, possessão inglesa nas Antilhas, em 1910; emigrou pela Guiana Holandesa em 1930, quando contava 20 anos de idade. Em 1937, atraído pelas riquezas minerais da Região Norte do Brasil, foi para Macapá.
Durante muitos anos tentou encontrar alguma coisa nas águas do Rio Amapari, até que um dia, já em 1946, desiludido pelas incertezas de uma vida aventureira, empregou-se na Mineração Apolo como zelador do depósito que aquela empresa mantinha em Macapá.
Em 1º de agosto de 1948, em Macapá, um diálogo entre o Sr. Geraldo de Souza e Silva, gerente da Mineração Apolo e o Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, na época tratando dos trabalhos de instalação da ICOMI no Território Federal do Amapá, mudou completamente a trajetória de vida de Henry Lucien.
-- Cedemos-lhe o galpão, para que o Sr. Instale o escritório da Companhia, desde que, este homem que aqui está, nosso zelador, seja aproveitado como seu empregado.
-- Perfeitamente. Se esta é a maior exigência, o negócio está fechado.
O zelador citado na conversa era, nada mais nada menos, o Sr. Henry Ovide Lucien, que foi encarregado do Serviço de Vilas, em Santana.
Ovide Lucien desenvolveu inúmeras atividades na ICOMI, a maior parte delas, desempenhada em Macapá, desde sua admissão no escritório pioneiro até ser transferido para a Serra do Navio, em 1957, e posteriormente, para Macapá.
Henry acompanhou de perto o desenvolvimento da ICOMI, no Amapá, e se aposentou na mineradora. Ele era o chapa 3 na Empresa, atrás de Bento Sales Páscole (chapa 1) e do descobridor Mário Cruz (chapa 2).
Jamais deixou o Território, desde que lá chegou. Mas, apesar de ter vivido mais tempo no Brasil do que em sua terra natal, nunca abandonou a cidadania inglesa.
Sua esposa D. Mildred Lucien, também de Santa Lúcia(já falecida), deu-lhe seis filhos, todos brasileiros: Eric, (falecido), que foi empregado da ICOMI, em Santana; Henriqueta; Mariana; Mário; Eulálio e Vitória.
Henry Lucien residia com a família em uma casa própria, em Macapá, situada à rua Odilardo Silva, quase esquina com a Mendonça Furtado, no centro.
Fonte: Revista Icomi-Notícias

domingo, 17 de junho de 2018

Pioneira da Educação do Amapá: Professora Aciné Garcia Lopes de Souza

Hoje, prestamos justa homenagem à essa pioneira do magistério amapaense, que desde muito jovem foi trabalhar no recém-criado Território Federal.
Falamos em Raymunda Aciné Garcia Lopes de Souza que nasceu em Belém (PA), em 18 de março de 1926, filha de Judith Medeiros Garcia e de João de Brito Monteiro.
Dona Judith foi bordadeira da fábrica confiança em Belém e ao chegar em Macapá passou a costurar para senhoras da cidade; seu João, músico, saxofonista, viveu sua infância e adolescência na Rua Domingos Marreiros – Bairro do Umarizal, onde permaneceu até ir para Macapá.
(Reproduções Google images)
Como toda jovem, Raymunda Aciné frequentou a escola e fez o curso primário, da alfabetização até a 1ª série, na Escola João Carlos Nascimento da professora Mariana Tupiassu de Souza; 2ª serie no grupo Escolar Dr. Freitas e de 1936 a 1938 no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde concluiu o primeiro grau.
(Reprodução)
Estudou de 1939 até 1943 na Escola Normal do Pará, tradicional escola paraense por onde passou a maioria das jovens paraenses e que formou dezenas delas que foram para o Amapá.
Raymunda Aciné se formou em março de 1944, nesse mesmo ano viajou junto com sua mãe na lancha Amapá na companhia do primeiro governador do Território Federal do Amapá capitão Janary Gentil Nunes, e assim iniciou suas atividades de professora normalista.
Aciné conta que ao chegar em Macapá foi instalada na casa do Sr. Acésio Guedes, depois foi alojada na residência de uma família judia, e algum tempo depois passou a morar com a professora Maria Carolina até conseguir a casa cedida pelo governo na rua General Gurjão, no Bairro Alto, isso nos idos de 1952.
Alguns anos depois chegou de Belém o sobrinho do Sr. Cleveland Cavalcante, o jovem Altevir, que se juntou ao grupo de jovens que se reuniam para ir aos bailes e,  de festa em festa, foi assim que se conheceram, namoraram, noivaram e casaram em 31-05-1956 no civil no Fórum de Macapá e no religioso na Catedral  de São José.
Dessa relação nasceram três filhos Rivetla, Roseanne e Marcellino, e dois netos Bruno e Eric.
A história da professora Aciné, como era conhecida no magistério, tem seus compassos e muitos deles foram aventuras pedagógicas nos cerrados amapaenses.
Sua admissão nos quadros do recém-criado Território Federal do Amapá, aconteceu em 29 de maio de 1944, como professora Classe ‘F’. Em 1945 foi dispensada e deu continuidade aos seus estudos no período de 1946 a 1948 no Instituto de Educação do Pará, formando-se no Pedagógico em 1948. Em 5 de abril de 1950 readmitida nos quadros como professora Classe ‘B’ e em 20 de setembro de 1963 foi definitivamente enquadrada como Assistente de Educação 14-A.
Neste interim Aciné deu continuidade aos estudos superiores e cursou de 1972 a 1973 Licenciatura em Letras pela UFPA, no Núcleo Amapá, na Escola Tiradentes e a complementação em Plena em Letras Português/Francês. Além disso durante sua vida funcional cursou dezenas de ações educativas voltadas para ampliação e aperfeiçoamento educacional, além das suas atividades administrativas que passou a exercer como gestora escolar e de administração pública.
Raymunda Aciné exerceu grande liderança, influenciou e apoiou ações de atividades voltadas para uma educação exitosa no Amapá, dentro das áreas desportivas e literárias. 
Participou de encontros, congressos, seminários e atividades fins que envolviam administração e supervisão escolar e foi uma das amapaenses que participou da implantação da nova legislação educacional a LDBE 5692/71. Recebeu centenas de portarias e diplomas de elogios e Honra ao Mérito pela dedicação à educação amapaense.
No exercício de gestão escolar, dirigiu o Grupo Escolar de Mazagão em (1961/1963), e o Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) de (1969/1972)(fotos). Chefiou o Ensino de Primeiro Grau em 1972. Em 1974 respondeu pelo cargo de secretária de Educação e Cultura e passou a ser interina no mesmo ano. Professora Aciné foi designada e compôs diversas comissões de importância dentro do sistema educacional do Amapá, desde a organização da Semana da Pátria e Bancas Examinadoras, assim como representante amapaense em encontros nacionais voltados para alavancar o sistema de ensino. Participou de inaugurações de prédios escolares e da implantação do Ensino de 2º Grau (hoje Ensino Médio) no Amapá. Compôs e coordenou a Comissão de Legislação de Ensino da SEC. Administrou a Escola Barroso Tostes em 1978, participou da Prevenção ao uso de tóxicos por estudantes. Em 1981, compôs o Plenário do Conselho de Educação do Amapá.
Foram 34 anos dedicados exclusivamente à Educação Amapaense.
(Reprodução/Tribuna Amapaense)
Hoje Raymunda Aciné Garcia Lopes de Souza, reside em Belém (PA) com seus filhos e aos 92 anos continua ativa, dedicando-se a trabalhos religiosos, e ativando o seu lado escritora lançou em março dia de seu aniversário, quando completou 92 anos, o livro Espiritualidade Conjugal Tesouro do Matrimonio, voltado para casais cristãos.
Aciné fez uma promessa de ir ao Amapá, fazer o lançamento de sua obra em Macapá e reencontrar os amigos. O livro de Raymunda Aciné será doado.
Texto de Reinaldo Coelho, adaptado ao blog Porta-Retrato.
Matéria completa você lê na edição nº 613 do Jornal Tribuna Amapaense

sábado, 16 de junho de 2018

Foto Memória de Macapá: Reunião da Associação dos Servidores Civis do Brasil

Nosso enfoque de hoje é uma foto que registra o encontro de pioneiros do ex-Território, em reunião da Associação dos Servidores Civis do Brasil (ASCB).
(Reprodução)
Nas imagens, a partir da esquerda estão: Senhores Thomaz Gonçalves Britto, Luiz Gonzaga Pereira de Souza, Manoel Reis Nunes, Hermógenes Costa e João Arthur Rodrigues Jansen.
Foto: Reprodução/Jornal Tribuna Amapaense

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Foto Memória de Macapá: Antigo Bairro de Jacareacanga

             Este texto de autoria de Izael Marinho, publicado no jornal "O Liberal", de 04 de maio de 1997, narra como era o bairro, naquela época.
(Foto: Gilmar Nascimento)
( Favor clicar na imagem para ampliá-la )
          “Nos idos de 50 a 60 o Jesus de Nazaré foi o bairro mais aristocrático de Macapá. Lá habitavam os servidores de staff  governamental, os funcionários públicos, numa época em que ser barnabé era motivo de orgulho e sinônimo de prosperidade. Os empregados mais graduados do governo (do ex-Território) tinham casa ali. Até uma vila foi construída só para eles – a Vila do Ipase. O bairro se chamava, na época, Jacareacanga. Por quê? Ninguém se atreve a responder. Aliás, nem os moradores mais antigos gostavam do nome – motivo de chacota e maledicências dos habitantes de outras regiões da capital.”
     “O nome Jesus de Nazaré – mais pomposo e agradável aos ouvidos dos moradores – adveio dos primeiros religiosos católicos (padres e freiras) que instalaram no bairro uma igreja, um convento e um seminário.”
     “Os primeiros moradores chegaram ao então Jacareacanga numa época em que Prefeitura e Governo pouco ligavam para o crescimento desordenado da cidade.”

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Foto Memória de Macapá: O pioneiro José Domingos dos Santos Filho (Seu Santos – Palito)

Hoje fazemos uma homenagem (em memória), muito justa, a um pioneiro que foi vizinho de quarteirão de nossa família, na Av. Presidente Vargas, em Macapá e um atuante servidor da Administração amapaense.
Falamos no Pioneiro José Domingos dos Santos Filho (Seu Santos), que nasceu em Belém/PA em 04 de maio de 1909, filho de José Domingos dos Santos e Zulmira de Carvalho Santos. 
Viveu sua infância e efetuou seus estudos na capital paraense.
Em 31 de março de 1932, contraiu matrimônio com Paulina Cândida do Nascimento que passou a chamar-se Paulina do Nascimento Santos; dessa união nasceram 8 (oito) filhos.
Seu Santos foi para Macapá em 1945, no início do Território, convidado por seu irmão Silvio Santos, que o mandou buscar para trabalhar como técnico em eletrotécnica nos municípios de Amapá e Oiapoque, indo mais tarde para Macapá trabalhar, inicialmente, como chefe da Força e Luz.
Também trabalhou como delegado/comissário de Polícia na Serra do Navio e depois como coordenador da Olaria Territorial, em Macapá.
Seu Santos, era uma pessoa bem magra, e em razão disso recebeu o apelido de “Palito”.
Ao se aposentar foi morar em Belém e retornou para Macapá nos anos 80, e lá ficou até seu falecimento em 25 de dezembro de 1989, com 80 anos de idade.
Seu corpo descansa em Paz, no jazigo da família no Cemitério Nossa Senhora da Conceição.
Com a morte do chefe da família, Dona Paulina ficou morando com os filhos, Guiomar, Anita e Guilherme. 
Seu falecimento acorreu dia 11 de fevereiro de 2005, aos 94 anos, em Belém e seu corpo voltou para Macapá onde foi sepultado, junto ao esposo, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade, deixando saudades aos parentes, amigos e aos filhos: Guiomar, Ana, Guilherme, José, Carlos, Ademir, Jair e Paulo Santos.
Fonte: Informações de Paulo Santos, filho do biografado.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Onzena do Santana Esporte Clube

O registro é do arquivo do amigo Clayton Cazé, um dos integrantes da onzena do Santana Esporte Clube, dos bons tempos de glória do Canário Milionário.
( Clique na imagem para ampliá-la )
Em pé: Lua, Zé Elson. Bigu, Haroldo Santos, Nego e Marco Antônio;
Agachados: Piraca, Pretote, Cazé, Trevizani e Canhoto.
Fonte: Blog da Alcinéa

terça-feira, 12 de junho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Trem Desportivo Clube

Em 1964 o Trem Desportivo Clube Beneficente, excursionou à Serra do Navio, convidado pelo Manganês Esporte Clube, para uma série de jogos nas modalidades de futebol de salão, futebol de campo, voleibol, tênis de mesa e dominó.
Os locais venceram no vôlei, futebol de salão e tênis de mesa. O time visitante venceu no dominó e futebol de campo.
(Clique na imagem para ampliá-la)
O jogo foi realizado no estádio de Serra do Navio e o placar final foi de 2x1 para o rubro negro da Feliciano Coelho, com os gols marcados por Austregessildo Gomes de Lima.
Fonte: Revista ICOMI-Notícias

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Grandes craques do futebol do Amapá

Nossa Foto Memória de hoje, regista um raro encontro do time do São José e do Manganês Esporte Clube. 
( Clique na imagem para ampliá-la )
Além dos craques da época notamos nas imagens figuras emblemáticas do esporte amapaense, como Raimundo Pessoa Borges (Marituba), Chefe Humberto Dias Santos e Raimundo Dário Costa – Guarda “Peixeiro”.
A Sociedade Esportiva e Recreativa São José, fundada em 26 de agosto de 1946, por Messias do Espirito Santo, um Oficial de Justiça do Fórum de Macapá, capital do então Território Federal do Amapá (TFA), com objetivo de participar oficialmente do esporte regional.
É um clube de muitas glorias e conquistas, principalmente na época do ex-Território, quando, na fase amadora, disputava memoráveis partidas com outros grandes clubes do futebol amapaense, recheado de muitos craques, que jogavam por amor à camisa.
O Manganês era um clube de futebol da Serra do Navio, no Amapá, de muito sucesso na época da Icomi.
Fundado em 1959, nunca disputou a primeira divisão do Campeonato Amapaense, dedicando-se apenas ao futebol amador. Suas cores eram vermelho e branco.
Na parte social destacavam-se as festas – Da Mina, Das Flores, Carnaval – muito frequentadas pelos jovens da Serra, de Macapá e Santana.
Fonte: Wikipédia

domingo, 10 de junho de 2018

Foto Memória da Cidade de Macapá: Quinze anos de Nazaré Bessa de Castro

Nossa Foto Memória de hoje vem o acervo do Instituto Memorial Amapá. É mais um registro do Baile de Quinze Anos da amiga Nazaré Bessa de Castro, nossa contemporânea de Macapá, uma das filhas do casal Genésio Antônio de Castro e Líbia Bessa de Castro.
O evento, que foi um dos mais concorridos da cidade, em 1967, aconteceu nos salões do Amapá Clube, o glorioso alvinegro da Av. Presidente Vargas.
Os rapazes e moças que aparecem nas imagens, formaram os casais que dançaram a valsa da meia noite, com a aniversariante.
Tentamos identificar os integrantes que foram clicados ao redor da mesa, mas, com muito esforço de memória conseguimos lembrar apenas dos que seguem: Monalisa; Heraldo e Vanda Ribeiro; Suely e Solange Sussuarana; Velton Ribeiro e Meton Jucá. Quem conseguir identificar mais alguém, pode ajudar.
O baile teve a animação de "Hernani Vitor e Seu Conjunto", conforme imagens no registro acima.
(Reprodução)
Nazaré Bessa (foto) – que saiu de Macapá para estudar em Belém e lá reside há muitos anos – é mãe de uma filha e “vó coruja” de um netinho de pouco mais de um ano de idade.
Imaginem essa jovem senhora, lúcida, bonita, sorridente, alegre e feliz da vida, em véspera de completar seus 66 anos bem vividos, no vindouro 28 de outubro.
Nosso agradecido à ilustre amiga, em retribuição por seu carinho e grata simpatia! Grande abraço!
(Bessa de Castro, via Rede Social)

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Foto Memória de Macapá: Quinze anos de Sônia Barbosa

O acontecimento social de maior repercussão em Macapá, foi a festa dos quinze anos da Srta. Sônia Regina Barbosa, filha do casal Dr. Mário de Medeiros Barbosa e Icília Gomes Barbosa, realizada no dia 4 de setembro de 1964, nos salões do Aeroclube de Macapá, reunindo a melhor sociedade macapaense.
No clique, registrado pela Revista Icomi-Notícias, a aniversariante dança a valsa com seu pai, observados, a partir da esquerda pelas amigas Heleni Picanço, Graça Ribeiro e Graça Redig, respectivamente.
Os pais de Sônia já são falecidos.
Segundo amigos, Sônia reside na capital paraense e deve completar em setembro, 69 anos de vida.
Fonte: Revista Icomi-Notícias

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: Bancrévea Clube do Amapá

Joia rara esportiva do ex-Território do Amapá, que realmente, já teve de tudo e hoje muita coisa desapareceu, como o Bancrévea Clube do Amapá, que era formado pelos funcionários das agências bancárias que existiam naquela época.
Além do Banco do Brasil, existiam nos anos 1960, em Macapá, salvo engano, os Bancos da Lavoura de Minas Gerais (depois REAL); Banco Comércio e Indústria da América do Sul e o Banco da Amazônia S/A.
Essa é uma foto do time de futebol de salão do Bancrévea Clube do Amapá, Campeão do 1º turno do Torneio da modalidade promovido pela Federação Amapaense de Futebol de Salão(FAF), em 1964. 
Com exceção dos dois primeiros, em pé, a partir da esquerda, identificamos nas imagens: Olivar Bezerra; Agostinho Alencar (irmão do Amujacy) e o Antônio Carlos Brito Lima; agachados: Lelé; Geraldo Bezerra e o Liminha (irmão do Brito Lima).

Fonte: Revista Icomi-Notícias

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Foto Memória do Esporte Amapaense: O grande zagueiro Escurinho

Fazia anos que não via o amigo José Ramos de Souza - popular  Escurinho - desde os bons tempos em que trabalhamos na Prefeitura Municipal de Macapá.
ESCURINHO
(Reprodução Facebook)
E agora o vejo, em click recente, nessa imagem compartilhada pelo amigo João Silva.
Balalão conta, com convicção, que Escurinho, goleiro e zagueiro alto, boa compleição física, marcava em cima; vestiu com dignidade as cores do Esporte Clube Macapá, CEA Clube e Seleção Amapaense. Hoje, viúvo e aposentado do município, vive em Macapá, no auge de seus 74 anos de... FELIZ  IDADE!
Grande abraço ao querido Escurinho!
Além dos clubes citados acima,  o blog tem um registro do Escurinho, numa formação pelo Municipal Esporte Clube, em 1964.
Fonte: João Silva (Facebook )

terça-feira, 5 de junho de 2018

Foto Memória do Comércio Amapaense: Empresário Waldir do Nascimento Carrera

           Waldir do Nascimento Carrera nasceu em Belém do Pará no dia 10  de março de 1942. Migrou para o Amapá em 1952, aos 10 anos de idade, ao lado de sua mãe Augusta do Nascimento Carrera e sua irmã Marly da Conceição Carrera. Ainda muito jovem, aos 20 anos, começou a trabalhar na empresa Techint Engenharia e Construção, no Município de Porto Grande, onde permaneceu até que a firma tivesse fechado. Voltou para Macapá e casou-se com a jovem Ilka Maria Jucá, com quem teve 03 filhos: Marcus Vinicius Jucá Carrera, Soraya Augusta Jucá Carrera e Paula Simone Jucá Carrera. Em 1970, abriu sociedade com o cunhado Hernani Vitor Guedes em uma Farmácia e dois anos depois, comprou a cota parte de seu sócio e fundou a W.N.Carrera (cujo nome fantasia era FARMATREM), ramo em que se dedicou por 26 anos.
Além de empresário, Waldir Carrera sempre se dedicou à vida social, esportiva e carnavalesca do Amapá, acumulando títulos como: Presidente do Esporte Clube Macapá; Presidente da Federação Amapaense de Basquetebol; Diretor e um dos fundadores da Escola de Samba Unidos da Coaracy Nunes; Presidente da Escola de Samba Piratas da Batucada;  além de também fazer parte da Diretoria da BANDA (bloco de sujos). Em 1993, Waldir Carrera foi eleito Presidente da Associação Comercial e Industrial do Amapá (ACIA), onde desenvolveu vários projetos de assistência aos associados.
Em 1999, foi eleito Presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Farmacêutico do Estado do Amapá, onde desempenhou seu mandato com avidez e conquistas relevantes para a categoria.
Waldir do Nascimento Carrera faleceu no dia 26 de fevereiro de 2002, com 59 anos de idade, vítima de infarto, logo após mudar seu ramo empreendedor para casa Lotérica. Anos depois, recebeu a homenagem póstuma da Federação do Comércio – FECOMÉRCIO, que deu seu nome para o anfiteatro daquela instituição.
Fonte: Texto elaborado pela família do biografado, a quem agradecemos pela colaboração!
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Foto Memória do Comércio Amapaense: FARMATREM

(Foto: Reprodução/Fecomércio/AP)
A FARMATREM, era um dos principais estabelecimentos do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Macapá - localizado na av. Feliciano Coelho, 980, esquina com Rua Leopoldo Machado - fundado em 29 de dezembro de 1972, pelo empresário Waldir do Nascimento Carrera.
Fonte consultada: Comércio do Amapá – A História / FECOMÉRCIO-AP - 2018
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domingo, 3 de junho de 2018

Fotos Memória da Segurança Pública do Amapá: Curso para Delegados de Polícia

Nossas Fotos Memória de hoje apresentam dois registros de um Curso de Inquérito Policial realizado em junho de 1971, pela Academia Nacional de Polícia Federal de Brasília. Esse Curso, deu suporte para os participantes logo em seguida se tornarem delegados.
A primeira foto foi tirada na frente da Escola Guanabara, após a conclusão do Curso Volante de Inquérito Policial.
Na última fila, de cima para baixo, vemos: Mário da Silva Melo (falecido); José Maria Lima; Raimundo Nepomuceno (Mantiqueira); Marcos Maciel, Claudionor, Barata (de óculos); Hermógenes Costa(o mais alto - falecido), Francisco (Quarentinha - falecido) e José Alves.
Fila do meio: Francisco Cardoso Neto(Bolero); José Maria Franco(falecido); Adelmo Caxias(falecido); Walter (Rato); José Araguarino de Mont’Alverne (falecido); Manoel Raimundo (Delegado); João Vilhena de Andrade (falecido); João Bararuá Guerreiro (falecido) e o último Sr. Paes da Guarda Territorial.
Fila da frente: Walter Jucá, (falecido), Seabra da Conceição Barros e esposa Profª Carmosina Barros(falecidos); profª Ivonete Araújo(falecida); Professor Deocleciano, Déa Rola Soares; Raimundo Pantoja Gomes e Pedro da Costa Uchôa.
A segunda foto, mostra integrantes do Curso de Inquérito Policial, realizado em Macapá/AP, em junho de 1971, sentados no auditório.
Fonte: Informações via blog Repiquete no Meio do Mundo

sábado, 2 de junho de 2018

Foto Memória de Macapá: Paulino Ramos, uma figura singular!

Por João Silva
Paulino Lino Ramos foi uma figura folclórica do Laguinho, bastante conhecido no bairro por suas tiradas inusitadas. Era neto do mestre Julião, “Rei Negro do Marabaixo”; morava na Eliezer Levy, bem na porta de entrada do bairro moreno da cidade; vivia ali como festeiro, guardião da história e das tradições do povo do Laguinho. 
Entre seus melhores amigos, muita gente graúda –  médicos, professores, advogados, comerciantes, políticos, e funcionários do primeiro escalão do Governo do Amapá!  Turma boa que assinava ponto à tardinha na casa do dito cujo  para  um  carteado  no  paga  beijo  que  se  estendia  muita  além  da  boca  da  noite.    
Faz  algum  tempo  que  o  Paulino  subiu,  mas  ficaram  os  causos,  as  tiradas  que  correm  de  boca  em  boca,  e  continuam  provocando  muitas  gargalhadas;  o  que  restou  da  sua  irreverência,  jeito  engraçado  de  ser  e  de  falar,  hoje  enriquece  o  folclore  da  cidade  em  que  veio  ao  mundo  e  a  quem  serviu  como  funcionário  público,  dono  de  bar,  açougueiro  ou  fazedor  de frete  nas  horas  vagas,  dirigindo  aquela  fubica  que  todo  mundo  via  por  aí.  
Negro pobre,  baixinho,  descendente  de  escravos,  estudou  muito  pouco;  mal  assinava  o  nome  e,  provavelmente,  não  leu  um  livro  na  sua  vida!  Trabalhou  duro  pra  garantir  o  leite  das  crianças,  quase  sempre  de  camisa  aberta,  cigarrinho  no  canto  da  boca,  uma  cervejinha  pra  indagar  dos  mais  esclarecidos  – José  Figueiredo  de  Souza,  Ubiraci,  Zequinha  Picanço,  Iacy  Alcântara,  Geraldo  Magela  -  sobre  política  e  futebol.  
Impossível  pensar  no  Paulino  triste,  cabisbaixo, mas  tinha  o  pavio  curto  e  podia  explodir  a  qualquer  momento;  verdade  se  diga:  a  história  do  homem  no  serviço  público  foi  uma  piada...Só  queria  sombra  e  água  fresca...Coisas  do  Território  do  Amapá,  em  que  antiguidade  era  posto,  esclarece  Enildo  Cuia  Preta,  especialista  em  Paulino  Ramos  que,  por  ser  descendente  do  Mestre  Julião,  gozava  de  alguns  privilégios,  lembra  laguinense  histórico,  Francisco  Lino  da  Silva.  O  homem  não  era  obrigado  a  cumprir  dois  expedientes,    que  tinha  licença  para  ir  à  repartição  pela  manhã  para  assinar  o  ponto  de  entrada  e  o  ponto  de  saída.  
Um  dia  a  moleza  acabou  quando  seu  chefe  mandou  apertar  todo  mundo  por  ordem  do  governador  de  plantão;  determinou  ao  Paulino  que  comparecesse  também  para  assinar  o  ponto  da  tarde;  foi    que  ele  chiou,  sibilante,  vendo  sua  sesta  ir  pro  espaço  (sic):-  Ih!Ih!ih!ih  bem  que  me  disseram...Ih,Ih,Ih    começou  a  perseguição!    
Certa vez encasquetou com a vizinhança e botou placa de venda na casa em que morava.  Conceituado empresário o procura e ele o recebe em sua residência; ocorre que possível comprador decide primeiro ouvir a proposta do dono do imóvel.  O Paulino arrocha no preço e o cidadão acha alto, diz que o  lote  é  pequeno,  que  a  benfeitoria  não  compensa,  apesar  de  bem  localizada,  no  que  retruca  o  neto  de  Julião:-  Tudo  bem,  o  lote  é  pequeno,  a  casa  é  pequena, mas  ih,ih,ih,ih  pra  cima  não  conta,  doutor?  
Festa  em  louvor  ao  Divino  Espírito  Santo,  casa  do  Pavão, divisa  do  Laguinho  com  Jesus  de  Nazaré,  o  velho  “Puíco”,  um  dos  apelidos  do  Paulino,  abusa  da  gengibirra  na  roda  do  marabaixo!  Horas  depois  sai  da festa  tentando  dar  partida  na  fubica  que  chamava  de  “Socorrinho  do  Laguinho”,  e  trisca  num  carro  estacionado  mais  adiante...  Proprietário do carro abalroado, não se  contém,  dirige  um  monte  de  impropérios  ao  Paulino,  obtendo  como  resposta  uma  pergunta:  - Onde  tu  moras,  meu  jovem?  - No  Trem!    disse  o  cidadão  morto  de  curiosidade.  - Então  a  culpa  é  tua... O  que  tu  estais  fazendo  no  Jesus  de  Nazaré?  
E  quando  antigas  dores  nos  ombros  reaparecem  e  ele  toma  a  decisão  de  pagar  uma  consulta?  O  médico  o  examina,  prescreve  a  medicação  e  o  Paulino  pergunta  ao  doutor  se  aceita  cheque  de  um  amigo,  justo  no  valor  da  consulta.  O  médico  diz  que  sim;  dias  depois  o  médico  vai  ao   banco  e  constata  que  o  cheque  está  sem  cobertura  e  o  procura  para  expor  o  problema:  -  Paulino,  lembra  daquele  cheque  que  você  me  deu,  amigo?  Queria  lhe avisar  que  está  sem  fundo!  - Eu  queria  lhe  avisar  também,  doutor,  que  aquela  dor  no  ombro  continua!  - Como  ficamos  então?    disse  o  médico.  -  Fácil,  doutor,  o  senhor  devolve  o  cheque  e  eu  fico  com  a  minha  dor... 
Quando  morreu,  em  92,  a  nação  negra  chorou  de  dor. 
Texto do jornalista João Silva, adaptado para o Blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Foto Memória da Educação do Amapá: Formandas da 1ª Turma da Escola Normal de Macapá, de 1950

Trazemos hoje mais um importante, e raro, registro fotográfico, de grande importância para a Memória do Amapá e de seu povo, direto do Baú de Lembranças da família Pimentel, numa semana abalada com o falecimento da professora Terezinha.
Foto de 1950: Formatura da primeira turma da Escola Normal de Macapá. 
Nas imagens, a partir da esquerda, as formandas Aldaiz Cavalcante, Terezinha Pimentel e a irmã dela Zulair Pimentel. 
Todas nos deixaram muitas lembranças!
Fonte: Antônio Pimentel