terça-feira, 29 de novembro de 2016

Foto Memória da Eletricidade de Macapá: A 1ª inspeção técnica à cachoeira do Paredão

Foi por volta das 07:00hs da manhã daquele dia 12 de junho de 1947 quando o então governador do Amapá Capitão Janary Gentil Nunes e sua comitiva governamental pegaram um barco-motor e desceram o rio Araguary com o objetivo de analisar as possibilidades de aproveitamento para o fornecimento de energia hidroelétrica do referido rio.
Estiveram acompanhando o Chefe do Executivo amapaense: Dr. Hermógenes de Lima Filho (diretor da Divisão de Obras do Amapá); Mr. John Lucien Hummel (engenheiro-chefe do Serviço Especial de Saúde Pública do Governo amapaense); Tenente Dulcício Alves Barbosa (reformado da Aeronáutica); Sr. Daniel Martins (fotógrafo); Geraldo Silva (da empresa de mineração Apolo).
Após saírem de Macapá às 12h do dia 11 de junho, seguiram em destino à vila de Porto Grande, onde pernoitaram e seguiram viagem pela manhã, através de um barco-motor cedido pela comunidade. Ao descerem o rio Araguary, bateram algumas fotos até a região da Cachoeira do Pião e Caldeirão. Às 14h, depois de fazerem uma ligeira refeição, o então governador e sua comitiva seguiram viagem pela cachoeira.
O Capitão Janary, o Dr.º Hermógenes e Mr. Hummel ficaram observando a cachoeira do Paredão durante quase uma hora, por jusante e montante (significado) nos seus interessantes aspectos. Possuindo cerca de 600m de extensão por 12m e 15m de altura, prevendo-se uma elevada quantidade de potencial hidroelétrico, calculado pelo menos em 200.000 HP na sua totalidade. Vale ressaltar que a cachoeira ficava numa distância em linha reta de 110km de Macapá.
Já por volta das 19h, o Capitão Janary Nunes e sua comitiva começaram a fazer a viagem de retorno, chegando à fazenda pertencente ao Senhor Dulcício que integrava a sua comitiva, onde ali pernoitaram e seguiram de retorno à Macapá pela manhã seguinte, chegando na capital por volta das 08:30hs da manhã do dia 13/06.
Um dos marcantes momentos dessa viagem pela cachoeira do Paredão veio por patê do Mr. Hummel (engenheiro-chefe do SESP), que revelou o seu entusiasmo pelo futuro econômico da região que teve oportunidade de visitar.

Fonte: Texto transcrito do Blog Luz Amapaense

domingo, 20 de novembro de 2016

Foto Memória de Santana: O pioneiro JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE

Filho caçula de uma família de nove irmãos, homem religioso temente a Deus, reto e de caráter como poucos, JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE nasceu no Rio Curuçá, município de Mazagão, em 19/03/1931, e começou a trabalhar ainda com nove anos de idade, no seringal, junto com seus irmãos e seu pai, o Sr. Manuel Pinto Pereira Valente. Sua mãe, Júlia de Oliveira Valente, faleceu quando ele ainda era criança, deixando sua criação e educação por conta de suas irmãs Neném e Santinha, a quem ele sempre tratou com segunda mãe. Aos 19 anos saiu pela primeira vez do interior de Mazagão para a cidade de Macapá, e trabalhou como braçal no Governo Janary Nunes, ajudando na construção da praça e da Escola Barão do Rio Branco. Líder nato, tinha apenas o segundo ano primário, quando resolveu voltar para o interior dois anos depois, e comprou de seu pai uma canoa movida a remo de faia, começando a trabalhar com regatão pelos rios da Amazônia, negociando produtos naturais, como castanha-do-Pará, Látex, balata, couros de animais, etc., passando depois para canoa a vela. Homem incansável nas suas atividades, não media esforços para atingir seus objetivos, passava em torno de 15 dias para fazer uma viagem a Belém, e mais 15 para voltar. Eram tempos difíceis, mas suas determinações em vencer na vida superaram qualquer obstáculo e acidentes de percurso, incluindo naufrágios, explosões em alto mar que, com sua astúcia e rapidez de pensamento, conseguia superar. Quando comprou seu primeiro barco a motor, passou a comercializar café para o exterior, chegando até a Guiana Francesa e Paramaribo, verdadeiras viagens de aventureiro, com sua tripulação escolhida a dedo, que também cruzavam com ele os rios e mares do norte e nordeste deste Brasil. Pioneiro no comércio de Santana, no final dos anos 50 José Valente, junto com seus irmãos Antônio e Raimundo, se estabeleceu na Ilhinha, localizada em frente à Ilha de Santana, com   bar e comércio, depois passou para a Ilha de Santana, onde fundaram a firma Valente & Irmãos Ltda.
Extremamente emotivo e carinhoso com todos, mas em especial com filhos, esposa e a família, ele foi pai pela primeira vez de SÉRGIO, cinco anos antes do casamento. Casou com a jovem MARIA MEIRE FERREIRA VALENTE, em 1962, com quem teve três filhos, ARISTEU, GLÓRIA E LÉIA. No início da década de 60, aproveitando o movimento de instalação da ICOMI, passou para a então Vila de Santana, montando um comércio sortido próximo ao porto, depois apartou a sociedade com os irmãos, mudando em definitivo para a Av. Santana, quando montou uma loja de nome CASA SÃO JOSÉ, que seria a primeira naquela avenida e na então vila, sendo também o primeiro beneficiado pela energia da ICOMI. Viajou neste Brasil de norte a sul trazendo novidades para sua loja, principalmente de S.Paulo, onde era bastante conhecido pelos  empresários da capital paulista. Mesmo já estabelecido e estruturado com sua grande loja, ele continuou as viagens comercializando produtos naturais da Amazônia. Em 1973, JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE recebeu o título de Empresário do Ano do então Território Federal do Amapá, e por vários anos recebeu também do Governador Aníbal Barcellos o título de maior contribuinte individual de ICMS do Território, era na época também a maior loja do Território, e vendia de tudo. Nos anos 80 instalou uma indústria de beneficiamento de látex na Ilha de Santana, comercializando seus produtos com a fábrica de pneus Goodyear do Brasil Ltda., e outras indústrias de balões do interior de S.Paulo. Abriu mais duas filiais da CASA SÃO JOSÉ em Santana, e três postos avançados de comercialização de látex e castanha do Pará, nos municípios de Mazagão e Laranjal do Jarí. Seus barcos, S. Rita, N. S. Nazaré, Apollo 11, São Tiago, Brasileira, Brasília, Miss Cajarí, Valente e Aristeu, cruzaram os rios da Amazônia até meados de 90 comprando produtos naturais.
JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE, parou com suas atividades de empresário quando, depois do segundo AVC, os médicos recomendaram que ele evitasse a alta rotatividade no trabalho, para que pudesse ter mais qualidade de vida. 
O empresário JOSÉ DE OLIVEIRA VALENTE, faleceu em 19/02/2013, aos 81 anos de idade, vítima de infarto do miocárdio.
Fonte: Informações e foto extraídas do
Aristeu Valente é filho do biografado.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Foto Memória de Macapá: Vista Aérea da Macapá antiga

Encontrei esta foto no acervo digital do IBGE, que mostra uma tomada aérea da cidade, com imagens, em primeiro plano, de grande parte do atual Bairro Santa Rita.
Trata-se de um registro sem data, presumivelmente dos anos 60/70, que mostra a Macapá de outrora com suas ruas bem traçadas e suas casas simples, habitações de um povo hospitaleiro e feliz!
Hoje a realidade é bem diferente; o que se tem visto é o crescimento desordenado de uma cidade carente de estrutura e planejamento urbano.
Bem diferente daquela que, um dia, foi merecedora do título de ”Cidade Joia da Amazônia”!

domingo, 13 de novembro de 2016

Foto Memória de Macapá: Dois momentos de Raimundo Adamor Picanço - Wanderley

O amapaense Raimundo Adamor Picanço - Wanderley, foi um grande craque do futebol do Amapá. 
Brilhou como goleiro de grandes times em Macapá, entre eles, Juventus Esporte Clube, Sociedade Esportiva e Recreativa o José e Ypiranga Clube.
Atuou como professor de Educação Física e Natação. 
Foi goleiro, árbitro de futebol, amante do esporte e do carnaval, figurando como um dos fundadores de “A Banda”, bloco de sujos, que arrasta multidões na terça-feira gorda, em Macapá.
Wanderley faleceu em 10 de fevereiro de 2011.
Neste primeiro momento, num registro do jornalista João Silva, vemos Antônio Amaral (dente de cão) e Wanderley trocando ideias na cancha do Glycério Marques antes do adversário entrar em campo e a bola rolar. 
Os dois deram muitas alegrias à numerosa torcida ypiranguista, que na época rivalizava com a Rebelde, da Sociedade Esportiva e Recreativa São José.
Segundo o amigo Cléo Araújo, Antônio Amaral ainda trabalha como Professor, na E. E. Tiradentes, no turno da tarde, em Macapá.
Neste segundo momento, em 1961, o registro de uma amizade duradoura entre José Façanha e Wanderley, quando serviam o Tiro de Guerra 130, na capital amapaense.

 Fonte: Facebook (Memorial Amapá)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Foto Memória de Educação do Amapá: Inauguração da Escola Municipal Rondônia

Para o post de hoje, tomei a liberdade de usar a prerrogativa que me foi gentilmente facultada pelo amigo Cléo Araújo, de poder utilizar, sempre que necessitar, quaisquer imagens de seu acervo particular, para reprodução no blog Porta-Retrato.
E, entre muitos outros que fiz aqui neste espaço, escolhi mais um registro histórico, da inauguração da Escola Municipal Rondônia.
O Evento aconteceu ao final dos anos 60 (+/-66/67).
Da esq. p dir: jornalista Ezequias Ribeiro de Assis, Dr. Douglas Lobato Lopes, Prefeito de Macapá, na época,  Baião Caçula, operador de áudio da Rádio Difusora de Macapá, Prof. Leonil Pena Amanajás, Jurandir Morais dos Santos, (árbitro da Federação Amapaense de Futebol), e Gov. Luiz Mendes da Silva.
É importante ressaltar um detalhe relevante: O Projeto inicial, em homenagem aos ex-Territorios Federais da Amazônia, manteve as mesmas características arquitetônicas para todos os prédios, que foram erguidos utilizando uma só planta para as quatro Escolas: Amapá(bairro do Trem), Acre (na Fazendinha), Roraima(bairro Jesus de Nazaré), Rondônia(bairro Santa Rita), e Amazonas,(na antiga Vila Maia)em Santana.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Foto Memória dos Transportes no Amapá: José Varela Dias (Zé Ganância), um dos primeiros motoristas de Macapá

Mais uma contribuição do amigo Waldemar Marinho, especialmente para o Porta-Retrato. Foto e texto dele:
“O cametaense José Varela Dias, pioneiro no T.F.A, em 1949, então com 22 anos, posando ao lado de um dos primeiros jipes da marca Willys adquiridos pelo governo do Território. José Varela, que ficou conhecido como Zé Ganância, começou moleque na Garagem como aprendiz de mecânico, galgou postos pelo próprio esforço sendo que foi um dos motoristas dos cinco governadores nomeados pelo governo da Ditadura Militar.
José Varela Dias, é o pai do Waldemar Marinho.
Ele explica: “Papai está com 90 anos, mas em consequência de vários AVCs ficou cego, surdo e paralítico. Recentemente passou uma temporada de 54 dias no hospital e saiu com uma sonda de alimentação parental. Como estou aposentado, cuido dele e da mamãe que aos 84 anos está com Alzheimer. Longas horas no apto deles no Condomínio Jardim Socilar, em São Brás-PA, que tem uma expressiva população de amapaenses.”
Marinho confirma que o registro foi feito pelo tio dele, Sr. Osmar Marinho, na Praça Barão do Rio Branco, atrás da residência oficial dos Governadores do Amapá, que tem a frente voltada para o Rio Amazonas, em Macapá.
(Última atualização às 21h45min)

sábado, 29 de outubro de 2016

Foto Memória da Saúde do Amapá: Turma de Enfermagem do Hospital Geral de Macapá

Outra foto do acervo do amigo Waldemar Marinho, especialmente para o Porta-Retrato. 
O blog agradece, uma vez mais, a deferência do nobre fotógrafo.
É um importante registro que faz parte da Memória da Saúde do Amapá. 
A formatura de uma turma de enfermagem do Hospital Geral de Macapá, em 1950.
Foto tirada na entrada principal daquela casa de saúde.
O próprio Waldemar nos ajuda a identificar alguns profissionais que aparecem nas imagens: “Aparecem aí, entre outros: Dona Áurea Marinho Dias (minha mãe), primeira da esquerda, com o pé apoiado embaixo do degrau, hoje com 84 anos, é a caçula de quatro irmãos. Dona Elza Chagas de Sena (esposa do jornalista Wilson Sena), bem no centro da imagem na segunda fila; ao lado dela a Dona  Rute Silva. Walter Pacheco, Dr. Pachequinho (economista), primeiro da direita, no degrau de baixo, também fazia parte dessa turma."
"O serviço de enfermagem do hospital geral era chefiado pela dona Zuleika Reis, outra pioneira de destaque.          
Dona Zuleika Reis (esposa do Sr. Homero Charles Platon, grande pioneiro do Amapá).                      

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Foto Memória da Aviação do Amapá: Piloto Hamilton Henrique da Silva

O Piloto Hamilton Henrique da Silva nasceu em Macapá, no dia 9 de julho de 1925.
Estudou na Escola Municipal com a professora Raimunda Mendes Coutinho (Guita) e concluiu seus estudos no Colégio Amapaense, em Macapá. 
Integrou a primeira turma da Escola de Pilotos Civis do Aeroclube de Macapá e  foi brevetado em 1956.
Ingressou no quadro de funcionários do ex-Território Federal do Amapá, na função de piloto de aeronaves.  
Era casado com a Sra. Maria Perpétua de Souza, com quem teve quatro filhos: Maria Heliete, Mário Hélio, Mário Hilton e Mary Heliete. 
A sua morte ocorreu no dia 21 de janeiro de 1958, vítima de acidente aéreo na localidade de Macacoari, trazendo como passageiros o Dr. Coaracy Nunes, Deputado Federal pelo Amapá, e seu Suplente Dr. Hildemar Pimentel Maia.








Hamilton Silva tem mausoléu (uma asa com manche) no Cemitério de N. S. da Conceição, no Centro de Macapá, localizado atrás da Nova Catedral.
Ele teve seu nome perpetuado numa das principais ruas de capital amapaense.













Fonte: Dados extraídos do livro "Personagens Ilustres do Amapá", vol. I, de Coaracy Barbosa, edição de 1997.
( Última atualização em  06/11/2016 )

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Foto Memória de Macapá: Alameda Francisco Serrano

Havia uma antiga passagem, em Macapá que foi transformada em passeio público pelo primeiro governo Barcellos, ainda no Amapá como Território Federal.
Na verdade, era uma viela,  chamada de “beco”: uma rua estreita e curta, que não permitia a passagem de veículos, e saia atrás do Macapá Hotel
Nos idos de 50/60 funcionou por lá uma hospedaria (barracão dos imigrantes) do Governo do Território (a outra hospedaria ficava na descida do cemitério na altura da Av. Cora de Carvalho) para abrigar os colonos, quando vinham para a cidade.
Neste mesmo "beco" - na parte detrás do antigo prédio da farmácia - funcionou a fábrica do Super Guaraná - que era concorrente do FLIP - dos irmãos Zagury. Mais atrás ainda, funcionava a Boate Gelly, num prédio super pequeno.
A Foto Memória de hoje, extraída do Baú de Lembranças do jornalista João Silva - amigo e parceiro do blog Porta-Retrato - imortaliza a imagem da inauguração da Alameda “Francisco Serrano”, um farmacêutico paraense que chegou cedo ao Amapá e foi proprietário, por muitos anos, da Farmácia e Drogaria Serrano, que ficava de frente para a Cândido Mendes, e precisou ser demolida para permitir o prosseguimento da General Gurjão.
Quem discursa é o deputado federal na época, engenheiro Clarck Charles Platon provavel representante do Governador do TFA, Annibal Barcellos; ainda aparecem no registro Marlúcio Serrano, Marlindo Serrano, Luís Serrano e a esposa, agrônoma Maria Tereza, falecida recentemente; prestigiam a inauguração o comerciante Abdala Houat, Altair Cavalcante de Lemos, Ronaldo Pereira, Chefe de Gabinete, e Diógenes  (Cabinho), ajudante de ordem do ultimo governador do Território Federal do Amapá e primeiro do Estado do Amapá, eleito em novembro de 1989 com a promulgação da Constituição Cidadã, para lembrar o inesquecível Ulisses Guimarães.
Parte do texto é redação do João Silva.
Nesta segunda foto - também dos anos 80 - podemos ver a descida da Rua Cândido Mendes, mostrando prédios no início da passagem onde é hoje a Alameda Francisco Serrano. 
Na imagem, antigas casas comerciais que situavam-se em frente à área hoje ocupada pelo Teatro das Bacabeiras, na Praça Veiga Cabral. Todas elas foram demolidas.
Observa-se à direita, no beiral da casa, apenas a letra "F" da antiga Farmácia Serrano. 
É bom lembrar que, a primeira Farmácia do Sr. Francisco Serrano funcionava no prédio de alvenaria aí na esquina, isso no tempo do pai deles. Após a morte do "seu" Serrano, os filhos, atravessaram a rua e se instalaram, em frente, com o empreendimento já administrado por eles.
Nota-se também uma placa do G.T.F.A., anunciando a obra de construção da alameda.
(Post repaginado e reeditado com atualizações)

sábado, 22 de outubro de 2016

Foto Memória da Saúde do Amapá: Pioneiros da Saúde do Amapá

O registro fotográfico de hoje, data de 1950, e constitui-se numa raridade histórica para o Amapá.
É uma inestimável colaboração do amigo Waldemar Marinho.
Waldemar é exímio profissional da arte fotográfica do Amapá, sobrinho do fotógrafo pioneiro Osmar Nery Marinho, primo do jornalista Ernani Marinho, sobrinho do Poeta e Redator Artur Nery Marinho, e, faz parte do Memorial Amapá, com discreta participação.
O Crédito da Foto Memória da Saúde do Amapá é do saudoso Osmar Nery Marinho, fundador do Foto Marinho, que funcionava no Bairro do Trem.
Imagens dos primeiros servidores e colaboradores do ex-Território Federal do Amapá, que exerciam suas atividades profissionais e sociais, nos anos 50, no antigo Hospital Geral de Macapá, atual Hospital de Clínicas Médicas “Dr. Alberto da Silva Lima”, na capital do Estado do Amapá.
São médicos, religiosas, enfermeiros, e diversos outros profissionais que colaboravam diretamente com o funcionamento daquela casa de saúde. Estão todos posicionados nos degraus da entrada principal daquele nosocômio.
No degrau de baixo, conseguimos identificar a partir da esquerda: Dr. Alberto Lima, uma religiosa, uma servidora, Irmã Bernadeth, Dr. Mário de Medeiros Barbosa e Dr. Orlando de Sabóia Barros.
No segundo degrau, entre as cinco senhoras e dois homens, conseguimos identificar somente Dona Enia Cardoso(roupa escura) que era enfermeira e esposa do pioneiro Sr. Nilton Cardoso.
No degrau superior só identificamos o Sr. Alamiro Rodrigues de Souza, o quarto (junto à coluna), a partir da esquerda.
Existe um cidadão, na segunda posição no degrau superior, que se parece muito com o Sabazão que foi jogador de futebol no Santana Clube.
Os demais não conseguimos identificar.
Se alguém souber poderá fazê-lo nos comentários.
Fonte: Memorial Amapá
(Última atualização à 00h:20min do dia 24/10/16)

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Foto Memória da Educação do Amapá: Professor Salomão Elgrably, em sala de aula

A amiga Graça Mont’Alverne, de Macapá, compartilhou conosco, uma foto de seu álbum pessoal, do final dos anos 60 e início da década de 70.
As imagens mostram o ambiente em uma sala de aula do Colégio Amapaense, em que aparecem o professor Salomão Peres Elgrabry,  e o estudante Deoci Mont’Alverne, irmão da Graça.
Próximo aos dois, em primeiro plano, identificamos ainda à esquerda, a aluna Fátima Pinheiro (irmã do Engº Demétrio, funcionário da CAESA - Companhia Autônoma de Água e Esgoto do Amapá) e no meio a estudante Jane Penante.
Salomãozinho (como era conhecido, por sua baixa estatura) lecionava Física e Matemática.
Salomão Peres Elgrably, é engenheiro civil e, naquela época, muitos profissionais liberais exerciam o magistério, lecionando matérias compatíveis com a sua graduação profissional.
A última informação que se tem dele, é que estaria exercendo atividades na capital amazonense.
Deoci Mont’Alverne é um profissional da Medicina, em Macapá.
Foto cedida por Graça Mont’Alverne.
Fonte: Facebook

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Foto Memória do Comércio Amapaense: Loja ”A Parisiense”

Esta era uma foto que eu estava querendo conseguir há muito tempo, desde o início do blog, em 2010. 
Entre as lojas que sempre pretendi encontrar fotos, estão: A Parisiense, Casa Dora, Casa Califórnia, Casa Ribamar e Foto Cruz, entre outras.
A da Casa Dora, já encontrei; agora foi a da “A Parisiense”!
Quem souber quem tem as outras, por favor, me avise!
Sobre “A Parisiense”, não encontrei nada registrado para pesquisa. 
O que vou contar aqui é o que ficou registrado em minha memória! Se eu me enganar em alguma coisa, por favor, me corrijam!
Ao que sei a Loja “A Parisiense” surgiu na Av. Cônego Domingos Maltez, no bairro do Trem, onde o seu proprietário Francelino Oliveira de Carvalho morava. 
Depois de algum tempo, ele ergueu o prédio na Rua Cândido Mendes com Av. Professora Cora de Carvalho, local no qual aparece nas fotos. 
Não lembro até quando ela funcionou ali.
Embora preservado em sua estrutura original,  o espaço superior da edificação, antes utilizado como residência da família, sofreu adaptações com finalidades comerciais.
Seu Francelino tinha publicidade comercial na grade de programação da Rádio Difusora de Macapá, e, coincidentemente, patrocinava um programa que depois eu apresentei. 
Se a memória não me falha, era o “Você Pede e Nós Atendemos”, levado ao ar de segunda à sexta-feira, às 16 hs. 
Bons tempos!
Fotos: Gentilmente cedidas pela família Carvalho.
( Última atualização às 9h )

sábado, 15 de outubro de 2016

Foto Memória: Seu Geraldo Lopes Creão

Geraldo Lopes Creão - natural da cidade de Cametá estado do Pará, filho de Abimael Creão e Benedita Lopes Creão. Viveu com a família, em sua cidade natal, até o início da vida adulta. Como em toda cidade do interior, na primeira metade do século XX, os estudos eram precários obtendo o nível de instrução até a 5ª serie primária; seu pai era alfaiate e sua mãe trabalhava no lar; de família humilde, não possuíam recursos para encaminhar seus filhos para a capital – Belém, para o término dos estudos. Assim, Geraldo Creão conheceu muito jovem o oficio de sapateiro, profissão esta desempenhada por aproximadamente sessenta (60) anos.

Em 1942, depois de tentar uma vida profissional estável nas cidades de Tucuruí e Castanhal, a família de seu Creão transferiu-se para Belém, buscando melhores condições de vida; nesta época o sapateiro foi contratado por uma fábrica de calçados onde trabalhou até o ano de 1947, quando adoeceu gravemente e voltou para sua cidade natal, ficando até seu restabelecimento. Neste período conheceu a jovem Esmeralda Pantoja, por quem se apaixonou e com ela se casou no dia 24 de julho de 1950, união que gerou oito filhos.

Esmeralda Pantoja, formada na área pedagógica e sem perspectiva de emprego, resolveu morar em Belém onde a família de seu Creão residia. Com dificuldades econômicas e esperando o nascimento do segundo filho do casal, a família resolveu mudar para Macapá-AP, pois os colegas de trabalho e clientes, comentavam sobre as boas oportunidades de empregos no Território Federal. Assim, no dia 10 de julho de 1953, Geraldo viajou no Barco-motor Araguari, para o Amapá.

Com apenas dez anos de criação, a terra tucuju recebeu o então sapateiro, onde seu primeiro trabalho foi na loja de calçados do senhor Francisco Nery, em 16 de agosto do mesmo ano, a esposa e filhos chegaram a Macapá. Geraldo Creão trabalhou em diversas oficinas na capital do Amapá, mesmo possuindo capacidades para ser mestre na antiga Escola Industrial, no ano de 1961, Geraldo abriu sua própria oficina de consertos e fabricação de calçados localizada nos arredores da Praça Veiga Cabral.

O sapateiro juntamente com sua esposa - que se tornou funcionária do quadro efetivo do Município de Macapá - conseguiu construir patrimônio, um deles foi sua primeira casa de dois andares na Rua São José, onde viveu até o resto de seus dias. Com o esforço familiar, Geraldo e Esmeralda criaram e educaram oito filhos, sendo que cinco são amapaenses; ambos fizeram questão que todos os filhos concluíssem o ensino superior.
Com seu conhecimento na produção de sapatos, tornou-se conhecido em toda cidade de Macapá como um dos melhores profissionais da época; seu trabalho era procurado para os concursos de miss, desfiles cívicos e baile de carnaval principalmente para a confecção das botas especiais. Com o passar dos anos, o ofício fez com que o sapateiro se tornasse um artesão, artífice na criação e confecção de sapatos, bolsas, cintos, chapéus, acentos para carros dentre outros utensílios. 

Ao adoecer, seu Geraldo Creão foi levado para Belém, para tratamento, porém ao sentir seus últimos dias de vida, pediu para voltar para Macapá, sua querida cidade, onde faleceu no dia 23 de setembro de 2002.
Após o falecimento de Seu Geraldo, sua esposa Esmeralda(85 anos), permanece em Macapá, onde mora com os filhos.

Hoje, in-memoriam, o reconhecimento ao seu Geraldo Lopes Creão, um dos pioneiros que contribuiu para a construção da cidade de Macapá, com a homenagem da Administração Municipal a um cidadão amapaense de coração que jamais desejou trocar aquele torrão brasileiro, onde viveu feliz até seus últimos dias de vida.
Seu nome foi colocado em uma das ruas do Conjunto Habitacional São José, na Zona Sul de Macapá.
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Créditos: Diliene da Silva Nogueira / Assessora da SEGOV/PMM
Fotos: Acervo da família

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Foto Memória de Macapá: Reunião de autoridades do ex-Território do Amapá

Foto dos anos 63/64, do acervo da Família Dias Façanha, registra um encontro de autoridades do ex-Território Federal do Amapá, regado a Flip Guaraná. 
Não foi identificado o evento.
Da esquerda para direita: Cap. Dos Portos (não lembro o nome); empresário Stephan Houat; Sr. Mário Luiz Barata, então Prefeito Municipal de Macapá; Dr. Orlando de Sabóia Barros, Secretário Geral no Governo Terêncio Porto e Terêncio Furtado de Mendonça Porto, na época Governador do Amapá.
(Última atualização às 08h45min)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Foto Memória de Macapá: Almoço na Residência Governamental

Este é o registro histórico do meado dos anos 50,  de um almoço oferecido aos prefeitos dos municípios do interior do Território Federal do Amapá, pelo Governador Janary Gentil Nunes, no pátio da Residência Governamental, para traçar metas administrativas.
Entre os convidados presentes, conseguimos identificar à esquerda de quem observa, nas cadeiras junto à parede,  o Sr. Ubirajara Coutinho(terno escuro), e ao seu lado o Sr. Cleveland Sá Cavalcante(terno branco),
Na mesa à direita, seu Façanha, Dr. Olímpio, Sr. Joãozinho Picanço e prof. Lucimar Amóras Del’Castilo.
Os demais não conseguimos identificar.
Todos integrantes da Administração Territorial.
A foto original pertencia ao acervo do Sr. Lourenço Borges Façanha e agora está sob a guarda da Família Dias Façanha, que gentilmente nos cedeu uma cópia.
Seu Lourenço Façanha, foi Prefeito do Município de Amapá, de 1954 a 1957.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Foto Memória da Educação do Amapá: Reunião de Professores em frente ao Alexandre Vaz Tavares

Registro fotográfico de 1963, de alguns professores reunidos em frente ao antigo prédio do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares, quando este tinha apenas um pavimento voltado para a Av. Pedro Baião, no bairro do Trem.
Com a ajuda de algumas pessoas que aparecem nas imagens, conseguimos identificar grande parte delas, conforme a numeração a seguir: 1-Mira Anaice; 2-Iracy Barbosa; 3-Raimunda Passos; 4-Ofélia Ataíde; 5-Osmarina Nunes da Silva; 6-??; 7-Raimunda Miranda; 8-Osmarina Simões; 9-Josefa Santos; 10-??; 11-??; 12-Maria do Céu Torres Khoury; 13-Maria do Carmo; 14-Raimundo Nonato do Nascimento; 15-Julieta Anaice; 16-Felix Ramalho.
Se alguém souber os nomes que faltam e quiser ajudar, agradecemos.
Na foto acima vemos o prédio em questão, com um circulo no exato lugar onde a foto foi tirada.
Fonte: Memorial Amapá

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Foto Memória do Esporte Amapaense: Esporte Clube Macapá

Como ele mesmo começa o texto, é uma foto preciosa, do fundo de Baú de Memórias do amigo João Silva, mostrando uma das primeiras formações do Esporte Clube Macapá, já no Estádio Glycério Marques, pós era Panair, como se chamava o grêmio azulino antes, quando o futebol do Amapá dava seus primeiros passos na Praça São Sebastião, depois Assis de Vasconcelos, finalmente Praça Veiga Cabral. ” João diz que, “não foi possível precisar o dia, mas foi na década de 50, presume-se que em 1958. ”
Esse time, formando, da esquerda para a direita, em pé, com: Bibito, Perigoso, Guloso, Sabá, Aristeu e Expedito Dias; agachados na mesma ordem com: João Leite, Mafra, Palito, Edésio e Avertino, enfrentou nesse dia o Nacional de Manaus no Estádio Municipal Glicério Marques e conseguiu empatar de zero a zero contra o Campeão Amazonense, honrando as tradições do futebol amapaense, como consta na dedicatória da foto de 57 anos atrás. Bibito, Expedito Santos, Expedito Dias, Sabá, Aristeu, João Leite e Avertino e Edésio subiram; estão por aqui, graças a Deus, Palito e Mafra; zagueiro Expedito Dias brilhou no futebol amapaense, pelo Macapá, e no futebol paraense, vestindo a gloriosa camisa do Clube do Remo, e é até hoje lembrado pela torcida azulina de Belém do Pará. Palito chegou a fazer teste no Vasco e, é considerado por muitos como o Pelé Branco do Futebol amapaense. ” (João Silva)
Crédito: Memorial Amapá
Fonte: Facebook

domingo, 9 de outubro de 2016

Foto Memória da Educação do Amapá: Escola Industrial de Macapá

A atual Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes, situada à Avenida FAB, nº 264, entre as ruas Tiradentes e São José, no bairro Central do município de Macapá-Ap, ao longo de sua história vem passando por transformações em sua denominação e propósitos situacionais.
Através do Decreto de criação nº 101-A/49-GAB, de 01 de dezembro de 1949, o estabelecimento foi denominado, inicialmente, como Escola Profissional Getúlio Vargas, cuja filosofia pautava-se na formação profissionalizante no período de 01/12/1949 a 01/01/1950.
Pelo Decreto de nº 36.493/54: a instituição recebeu o nome de Escola Industrial de Macapá com a formação exclusiva em Artes Industriais no período de 1950 a 1964.
O Decreto de nº 07/64-GAB efetivou a denominação e a nova filosofia de ensino ao estabelecimento.
Já o Decreto nº02/65-GAB de 19/01/1965 definiu o nome Ginásio de Macapá para o Trabalho, que passou a ofertar além das Artes Industriais outros cursos técnicos: Técnicas Agrícolas, Técnicas Comerciais e Administração para o lar, no período de 1965 a 1972. Vale ressaltar que nesse período o ensino era voltado exclusivamente para a formação de uma clientela masculina.
A partir 1973 em face da Lei nº 6569/71 houve uma nova estruturação no ensino ofertado. Agora o Ginásio de Macapá passaria a admitir alunos de ambos os sexos, bem como promover a adaptação necessária para atender a nova demanda.
Em 1976, por meio da portaria nº310 de 14.09.76 da Secretaria de Educação e Cultura/AP, deu-se a implantação do 2ºgrau, com a implementação e estabelecimento das habitações básicas.
Imagens do interior de uma sala de mecânica mostram dois alunos da Escola Industrial de Macapá, operando tornos mecânicos, observados de perto pelo mestre Antenor Epifânio Martins.
No período que compreende os anos de 1976 a 1979 a escola passou por mais algumas transformações. Foi autorizada pela portaria nº 060/78 da SEC/AP para o funcionamento do curso de habilitação básica em mecânica, e conforme a portaria nº 199 e 200/79-SEC/AP o Ginásio de Macapá passou a denominar-se Escola Integrada de Macapá, ainda sob a orientação filosófica da Lei nº  5.692/71.
Com a transformação e vigência da nova Lei nº 1116/07, publicada no Diário Oficial do Estado do Amapá – nº 4083 do mesmo dia, ela passou a chamar-se Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes.
A Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes tem como poder mantenedor o Governo do Estado do Amapá, integra o NAE-1, com funcionamento  em 2 turnos.
Diretores, coordenadores, educadores e demais funcionários ilustres já contribuíram e continuam contribuindo ao longo da história para o engrandecimento do ensino daquela respeitável instituição.
( Post repaginado e atualizado em 9 de out de 2016 )

sábado, 8 de outubro de 2016

Foto Memória: Isídio dos Santos Banha

A Foto Memória de hoje, vem do álbum de recordações da Família Zagury.
Crédito: Memorial Amapá
Na imagem, sem data, o amapaense Isídio Banha, membro de uma das mais tradicionais famílias de Macapá, a Família Banha.
Isídio, aparece aqui, ao lado do caminhão do FLIP Guaraná. 
Saiba mais:
Isídio dos Santos Banha, natural de Macapá, onde nasceu em 12 de abril de 1939. Filho de Joaquim Laurindo Banha e Isídia Rosa dos Santos Banha. Ficou órfão ao nascer, pois sua mãe morreu do parto. Em consequência ele foi criado, com muito carinho, por Dona Sarah Roffé Zagury. Também era irmão do empresário Laurindo dos Santos Banha. Ambos, foram muito queridos por todos da família Zagury.  Estudou, cresceu e se educou em Macapá, onde conheceu e casou com Maria Madalena Ferreira Banha. Com ela teve quatro filhos e mais um, de outro relacionamento.  Trabalhou na ICOMI (Industria e Comércio de Minérios S/A), e foi motorista de Taxi, na praça de Macapá.
Isidio dos Santos Banha faleceu por problemas cardíacos, em 21 de março de 2016. Antes já havia operado da próstata.

Seu corpo descansa em paz no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Macapá.

Fonte: informações de sua filha Sarah Banha (De Macapá, via WhatsApp)