sábado, 21 de setembro de 2019

Fotos Memória de Macapá: Visita da Escola Superior de Guerra ao Amapá, em 1952

Trazemos hoje para os leitores do blog Porta-Retrato, Fotos Memórias, inéditas, da visita do General Cordeiro de Farias e comitiva de integrantes da  Escola Superior de Guerra ao ex-Território Federal do Amapá, ocorrida em 23 de julho de 1952.
Nesse primeiro pacote, reunimos as fotos clicadas na Piscina Territorial, localizada atrás do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, ao lado do antigo Cine Teatro Territorial.
Os registros foram todos feitos pelo fotógrafo Guilherme Cruz (Foto Cruz), especialmente contratado pelo governo Janary Nunes, para fazer a cobertura oficial do evento.
As fotos - detentoras de direitos autorais – foram reproduzidas pelo blog, diretamente do acervo virtual do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC).
Fonte: Disponível em CPDOC FGV

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Foto Memória da Educação do Amapá: Escola Doméstica de Macapá

Nossa Foto Memória de hoje, foi publicada no jornal Amapá, na edição especial em 25 de janeiro de 1952, por ocasião do aniversário da instalação do Governo do Território Federal do Amapá.
O registro histórico apresenta a diretora, mestras e alunas internas da Escola Doméstica de Macapá, atual Escola Estadual “Irmã Santina Rioli”.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Família Banhos de Araújo

Nossa Foto Memória de hoje, reproduz imagens da Família Banhos de Araújo.
A senhora mais idosa dentre as pessoas que aparecem nessa foto histórica, era a matriarca Honorina Banhos de Araújo, mãe dos pioneiros Walter e José Moacyr Banhos de Araújo. Ao seu lado, sentada no sofá, vemos a senhora Vitorina Gualberto da Rocha (vestido de bolinhas) era a mãe de Terezinha Gualberto Rocha de Araújo, esposa do senhor Walter Banhos. O casal teve 14 filhos, identificados a partir da esquerda da foto: Em pé: Ana Celi, Walter, Ana Izabel, Ana Soré, Mário Luiz, Ana Regina, Ana Tereza e Ana Maria. No sofá: Marco Antônio, Ana Débora (amparada pelo pai Walter Banhos), Ana Rita(de vestido branco),Ana Betânia (no colo de Vitorina), Ana Cristina(com a mão esquerda no queixo)e Ana Rosa. Dona Vitorina foi casada com Eduardo Moreira da Rocha e criou, além de seus filhos, a neta Zaide Soledade Silva. 
Foto, do acervo de Nilson Montoril, cedida ao historiador  por Socorro Silva, filha da saudosa professora Zaide Soledade (in memoriam).

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Foto Memória de Santana: Área da Brumasa, em Santana/AP

A empresa Bruynzeel Madeira S.A. (BRUMASA), foi fundada em 1966. Em fevereiro de 1968, passou a funcionar em Santana, no Amapá, uma fábrica de compensados de madeira, erguida numa área de quase 610.000m², nas margens do Rio Amazonas.
Na Foto Memória de hoje - retirada da revista Icomi Notícias nº 24, de dezembro de 1965 - vemos a imagem do local, antes da montagem da referida indústria, na área portuária. Um raro registro, sem dúvida!

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Fotos Memória de Macapá: Praça Barão do Rio Branco

A praça Barão do Rio Branco, em Macapá, uma das mais antigas da capital do Amapá, localizada na Avenida Fab, entre as ruas São José, Cândido Mendes e Coriolano Jucá, é um dos lugares mais significativos e tradicionais do centro da cidade. 
A Praça Barão do Rio Branco já foi palco de muitos acontecimentos históricos ligados ao esporte, festas cívicas, música, juventude, romances, encontros e inícios de muitos relacionamentos. 
Seu projeto inicial, concebido pelo governo Janary Nunes desde o advento do Território Federal do Amapá, contemplava quadras e equipamentos para a prática do voleibol, basquetebol, futebol de salão e futebol na areia.
Os tempos mudaram e o progresso transformou completamente o espaço e o ambiente do antigo logradouro público.
Trazemos hoje muitos registros fotográficos, em várias ângulos, de como era o ambiente na Praça Barão do Rio Branco.
Aliás, o esporte e a recreação, sempre foram uma preocupação da primeira administração territorial. Uma prova disso é essa foto, abaixo, do final dos anos 40 (46/49) quando só existia o prédio do Grupo Escolar Barão do Rio Branco. 
Observe que, antes da construção da Praça Barão do Rio Branco, foram montados, em frente ao educandário, uns poucos brinquedos em madeira, nos quais a garotada se divertia.
A praça, construída algum tempo depois, só foi inaugurada em 01 de dezembro de 1950, em comemoração aos 50 anos da assinatura do Laudo Suíço.

sábado, 14 de setembro de 2019

Foto Memória do Futebol Amapaense: João do Carmo Tavares - "Jangito"

Imagem: Revista ICOMI Notícias
O ex-centroavante João do Carmo Tavares, mais conhecido como “Jangito”, é amapaense da gema, filho de José Rosa Tavares e Maria do Carmo Tavares(falecidos).  Nasceu no Formigueiro – centro velho de Macapá, atrás da Igreja São José - no dia 24 de junho de 1941; irmão de dois craques consagrados do futebol amapaense: Biló e Faustino (em memória).
Jangito iniciou suas atividades esportivas no Oratório da Prelazia de Macapá, onde, nas peladas, era o terror dos goleiros. No futebol oficial, continuou sendo um terrível marcador de gols. 
Em 1963 foi artilheiro do campeonato, além de sangrar-se campeão pelo Cea Clube. Foi também fundador do Juventus, pelo qual jogou futebol e basquetebol até 1961, quando se transferiu para o Cea Clube.
Jangito começou a bater bola desde os 10 anos, na frente da Prelazia de Macapá no campinho da Praça Veiga Cabral, onde o pessoal adulto amador na época jogava, pelos times do Macapá, Amapá, São José e Trem. Isso, antes da inauguração do Estádio Municipal Glycério Marques. Jangito conta que no campo da Matriz, não havia cercado. “Quando havia um jogo mais empolgante eles colocavam cordas cercando da Igreja de São José até a Padaria do Seu “Janjão”, passando a Prelazia. Seu  Janjão era pai do José Marques - Curupira,  que jogou no Juventus e no São José, de lateral-direito”.
O primeiro clube de Jangito, foi o Juventus Esporte Clube, do Chefe Humberto. O Juventus se filiou mais ou menos em 1956. Minha primeira partida interestadual foi vestindo a camisa do Juventus em 1958 com 17 anos contra a equipe do Sport Recife. Fiz o gol de empate. O jogo foi 5 x 2 para o time pernambucano. O elenco do Juventus era: R. Peixe, Zamba, Base, Cadico, Bento Goés, Cremildo, Dico, Raminho, Pompeia, Haroldo Nery, Mafra, Álvaro, Jupaty, Aécio, Círio, Biló, João Leite, Estácio Vidal (Mucuim) e Maximino; o técnico era Humberto Santos. Após essa partida, Biló foi jogar no futebol paraense. Hoje, fico pasmo de ver a ingenuidade do jogador de 20 anos. Nós com 17 anos tínhamos maturidade, o entendimento técnico, acostumados a disputar desde os 15 anos com o pessoal adulto no estádio. Em 1956 perdemos estupidamente o campeonato para o Esporte Clube Macapá. O campeonato estava nas mãos do Juventus. O Juiz já veio comprado de Belém. O juiz era Ricardo Amali(descendência judáica). O Mair Bemergui era judeu, um dos patronos do Macapá".
Jangito conta que foi para o CEA Clube em 1961; na época ele trabalhava como gari na LBA. “Lembro que o tio do Jader Barbalho, chamado Lutércio de Barros Barbalho, me mandou um convite pelo meu irmão, Faustino que trabalhava na CEA, para eu comparecer na empresa. Estavam querendo formar uma equipe competitiva para ser campeã. Na época eu ganhava um salário mínimo de R$ 800,00(valores de hoje), e eles me ofereceram R$ 7.500,00 para trabalhar na empresa/clube. Era muito dinheiro naquele tempo".
CAMPEÃO DE 1963 - Na decisão do campeonato amapaense de 63 contra o Amapá Clube, Jangito driblou todo o time alvinegro; Palito, o Mafra, o goleiro, conquistando o título daquele ano. Equipe campeã: Carlos, Guilherme, Faustino, Armando, Cadico, Domingos, Maximino, Diquinho, Jangito, Perereca e Joãozinho.
A IDA PARA O CLUBE DO REMO - “O Remo veio fazer um amistoso e ganhamos de 4 X 2, fiz três gols. Foi quando eles comentaram: - Manda buscar esse cara. Na época o salário do Remo era 40 mil. Foi quando fiz o teste, marquei dois gols, agradei! Me contrataram. Meu irmão Faustino já estava no Remo me mandou levar para o Dr. Raimundo Carneiro que era diretor do clube, onde me ofereceram 100 mil de salários mais 20 mil de ajuda de custo. Só disse o seguinte para ele - Tinha passado no concurso do Banco do Brasil e estava aguardando, na hora que chegasse a minha nomeação rescindiria meu contrato. Foi quando voltei para Macapá e fui para Rio Branco”.
ESTADO DO ACRE – “Em 1966 saiu minha nomeação para trabalhar no Banco do Brasil em Rio Branco, no Acre. Antes em 1965 eu tinha jogado com o Clube do Remo uma excursão por Porto Velho e Rio Branco. O provocador dessa minha ida para o Acre foi o Dr. Manoel Nogueira (era engenheiro, trabalhou na Prefeitura de Macapá e foi diretor do Colégio Amapaense) estava coincidentemente no aeroporto de Rio Branco. Foi quando ele fez o convite para jogar no seu time, o Atlético Acreano. Nessa época tinha rescindido o contrato em Macapá, e vim mais para trabalhar. Mas optei em jogar pelo Rio Branco Football Club, a convite de um senhor que trabalhava na Varig, de nome Nemetala. Fiquei no Rio Branco um ano e pouco. Em 1967 fui para o Independência, e não fiquei muito tempo. Conheci o Capitão Maia que era do Exército (4ª Companhia de Fronteira). O Maia tinha o sonho de ser campeão pela sua equipe, o GAS(Grêmio Atlético Sampaio). Um dia ele me convidou para ir no treino do Sampaio. Aceitei a proposta, tinha apenas 26 anos. Fomos campeões pelo GAS em 1967, fiquei um ano apenas no time. Houve uma denúncia contra o time, onde o Elias Mansur (patrono do Juventus) fez uma representação na 8ª Região Militar, que o GAS estava desvirtuando o sentido de amadorismo, comprando jogadores. Só que quando o GAS apanhava ninguém denunciava. Foi quando veio a ordem para acabar com o GAS. Daí voltei para o Independência, onde fomos campeões em 1970. Estávamos com um time muito forte. Disputamos a final com o Juventus - Time campeão: Ociraldo, Chico Alab, Jorge Floresta, Palheta, Illimani, Agrícola Flávio, Otávio, Bico-Bico, Aldemir Lopes, Eu (Jangito), João Carneiro, Escapulário, Tião Lustosa, Vila Nova, Mário Duarte e Bebé; Alício Santos era o técnico. Abandonei o futebol no início dos anos 70, passei no vestibular em economia pela UFAC”.
TORNEIO DA INTEGRACÃO DA AMAZÔNIA – Jangito participou de apenas um Copão da Amazônia, como treinador da equipe do Esporte Clube Macapá. Copão realizado em 1976, na capital Rio Branco, no Acre. “Eles não aceitavam que eu me apresentasse em time adversário, me consideravam patrimônio do Acre. Eles comentavam que eu fui o melhor jogador de todos os tempos que viram jogar”.
CRAQUES QUE VIU JOGAR – "Com meus doze anos eu vi Vadoca(Trem/Amapá Clube); Adãozinho(Amapá Clube); Lelé “Perna Torta”(Trem); Caboco Alves(Trem); Chicão(Trem); José Maria Chaves(Amapá Clube); Azamor( centroavante do Amapá Clube); Boró(Amapá Clube); Julinho(quarto-zagueiro); Fogão(Trem); Mafra(centroavante/zagueiro); Palitão; seus manos: Biló e Faustino(falecido).” Jangito conta que o Amapá tinha um celeiro de craques, e o Juventus era formador de craques. Diz que na sua época existia um jogador que jogava muito chamado Pau Pretinho, meio campo do Juventus; Zezé que foi seu substituto depois foi para o Clube do Remo, e fez sucesso por lá. Ele era o Tico-Tico aqui, acharam que o apelido era feio. Contra o poderoso Santos, fez dois a três gols". “Há um fato interessante em relação ao José Ramos, conhecido por nós como Tico-Tico, nome de um passarinho bem sassariqueiro. Uma das paixões dele era criar passarinhos. Seu parceiro mais frequente foi o Jacaré, lateral direito do Macapá e Municipal. Quando foi jogar no Clube do Remo ganhou o apelido de Zezé. Tudo porque Tico-Tico era a alcunha de um marginal que operava no Pará e no Maranhão”, conta Nilson Montoril.
Jangito lembra quando o Rio Branco o emprestou para jogar contra o Flamengo-RJ. O jogo foi 2 X 2, fez os 2 gols do Juventus. Na época enfrentou o Carlinhos, que foi treinador do Flamengo; Nelsinho Rosa, foi treinador do Vasco; Cesar Maluco, depois foi para o Palmeiras; Almir Pernambuquinho, ex-Vasco. Empataram com o Bahia em 1 X 1, fez o gol de empate.
FINALIZANDO – Jangito está hoje com 78 anos de idade. Fundador do Juventus Esporte Clube, jogou futebol e basquetebol. É sócio proprietário do Rio Branco Football Club. Aposentado desde 1991 pelo Banco do Brasil, 52 anos de serviços prestados. Três filhos, duas moças e um rapaz, e 5 netos. Casado há 51 anos com a modista, Aidê Brito Tavares.
Reportagem de Franselmo George no Facebook
Fonte de consultas: Revista Icomi Noticias nº 9 de setembro de 1964.
https://www.4shared.com/s/fepK_CLAzca

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Foto Memória da Igreja Católica, no Amapá: Pe. Ângelo Bubani, um dos fundadores da Prelazia de Macapá

Pe. Ângelo Bubani, Missionário do Pontifício Instituto das Missões Exteriores, foi um dos primeiros missionários do PIME a fundar a Prelazia de Macapá, na Amazônia. Chegou em Macapá - enviado por Dom Aristides Piróvano, primeiro Bispo Prelado do Amapá - no dia 19 de junho de 1948, com a missão mais isolada e difícil da floresta amazônica, abandonada por muito tempo. Em uma comovida lembrança de Pe. Bubani, o seu confrade Piero Gheddo recorda: "Por 16 anos, Pe. Ângelo viveu um período duríssimo de trabalho e sacrifício, em um lugar onde não havia assistência sanitária nem mercado.
"A nossa vida - dizia em uma entrevista anos depois - era um contínuo viajar, em barco ou canoa, a cavalo, a pé, para visitar as comunidades dispersas. Um de nós dois ficava fora um mês, depois voltava para casa para repousar enquanto o outro partia. Comia-se praticamente farinha de mandioca e peixe. A nossa paróquia era muito extensa: chegamos a ter cerca de 40 escolas para ensinar o catecismo em um território de 40.000 km². 
No Amapá, vivíamos em uma pobreza sem igual. Não havia comida, dormíamos em um local em cima da igreja, entre ratos e baratas. Deveríamos consertar o teto da Igreja porque chovia e a água inundava tudo, mas como comprar o material necessário? Uma vez Dom Aristides veio nos visitar e nos deu seu anel episcopal para vender e consertar o teto da Igreja. Não tinha mais nada para nos dar!" (Piero Gheddo, "Missione Amazzonia, I 50 anni del PIME nel Nord Brasile (1948-1998)", Emi 1998, pagg. 51, 59).
Permaneceu naquela situação de outubro de 1948 até maio de 1964, fundando uma paróquia praticamente do nada, com escolas, três igrejas e cerca de vinte capelas. Em seguida, desenvolveu diversas obras sociais e de assistência para os mais pobres. Em 1964, Dom Aristides o chamou para Macapá para ser seu Vigário-geral e ecônomo da Prelazia, período que foi de maio de 1964 até abril de 1965, e um ano como substituto do Bispo, porque Dom Aristides foi eleito Superior-geral do Pime em Roma e o novo Bispo, Dom José Maritano, ainda não havia chegado.
Quando foi superior eclesiástico da diocese, os missionários os recordam como dedicado e cordial, mas também severo. Era o seu caráter: forte, preciso, pontual, exigente - caráter que depois pudemos admirar em Roma nos últimos anos. Em maio de 1966, o novo Bispo, Dom José Maritano, o enviou como pároco para Mazagão, ainda na floresta amazônica, longe da cidade de Macapá: um outro período importante na vida missionária de Padre Bubani, porque demonstra a sua humildade e flexibilidade.
De 1976 a 1978, Padre Bubani transcorreu dois anos na Itália como Reitor do Seminário filosófico do Pime em Florença, depois voltou para a Amazônia como Chanceler da Cúria de Macapá por oito anos, até fevereiro de 1986. Naqueles anos, testemunhou a sua capacidade de organizar e manter um Arquivo e de levar adiante um trabalho de escritório de modo sistemático e constante. Em fevereiro de 1986, praticamente surdo, o Instituto se vê obrigado a chamá-lo de volta à Itália para um cargo que muitos temiam que Pe. Bubani, tão ativo e dinâmico, não se adaptaria: a partir de setembro de 1986 era arquivista-geral do Pime.
Nos últimos 18 anos da sua vida, revelou-se um homem preciso, equilibrado, constante e metódico no trabalho. Parecia, mesmo para aqueles que viviam perto dele, a pessoa ideal para se fechar dentro de um Arquivo missionário para construí-lo praticamente do zero. Às vezes, no entanto, recordava e chorava os seus índios e caboclos, as longas viagens na floresta e os seus rios, as Missas no alvorecer e as reuniões comunitárias à noite, muitas vezes à luz de velas. Mas tinha um sentido do dever que impressionava todos, mesmo com 82 anos: sempre trabalhou entre oito e dez horas por dia, realizando um trabalho que parecia impossível.
Quadruplicou a quantidade dos documentos do Arquivo (cerca de 1900 caixas contendo, cada uma, cerca de mil ou mais folhas de documentos: cartas, diários, livros, revistas, fotografias, lembranças e relíquias dos missionários mártires e santos); examinou e catalogou todo o material de modo que pudesse estar disponível para pesquisas históricas sobre missionários, as várias missões e o Instituto; por fim, Padre Bubani promoveu, em parceria com o Departamento histórico e as Postulações do Instituto, a utilização do Arquivo para poder publicar artigos e volumes históricos.
Pe. Ângelo Bubani, faleceu em Roma, no dia 21 de março de 2004.
Fonte: Site Pime-Net - Acessado em 31 de outubro de 2013.
"A aventura missionária de Pe. Ângelo Bubani, da Amazônia ao arquivo do PIME"

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Memória radiofônica: Orivaldo Santos "Galinho de Ouro" - Uma História de Superação

Passou agosto! Levou consigo nosso “Galinho de Ouro”. 
Há quinze dias, o competente e festejado radialista Orivaldo Santos foi chamado para o plano celeste. Ele partiu dia 29, três dias antes do florido e verdejante setembro, chegar. Foi um choque para todos. Embora soubéssemos que ele passava por delicado e preocupante estado de saúde, a notícia de morte, sempre surpreende e nos deixa incrédulos, num primeiro momento. Galinho viveu entre nós, superando barreiras e transpondo obstáculos que a vida lhe impôs. Mas sua vivência foi marcada por uma História de Superação, muito bem detalhada na narrativa de nosso contemporâneo jornalista José Machado:
IN MEMORIAM
ORIVALDO LEÃO DOS SANTOS, era natural de Chaves-Pa e veio ao mundo em 5/3/1955. O segundo de cinco irmãos, e o terceiro a falecer. Derivaldo e Edna Santos residem em Belém-Pa.
Aos sete anos, com o falecimento do pai - Amor Leão dos Santos, a viúva Catarina Monteiro dos Santos, enfrentou sérias dificuldades para criar cinco crianças pequenas.
Orivaldo, foi entregue ao padrinho, com quem conviveu até aos 17 anos de idade. Aos treze, tornou-se vendedor ambulante de pastéis e bolos, para contribuir com a rentabilidade familiar. A faina do garoto lourinho, iniciava às 9h da manhã quando deixava sua casa atravessava o dia e, nunca retornava antes das 17h quando já havia vendido tudo.
Após o almoço e um pequeno descanso seguia para o colégio onde cursava o supletivo. A exaustiva rotina era um desafio contra o cansaço, o sono e a vontade de desistir. Concluiu o ginásio com muito sacrifício e o segundo grau muitos anos depois.
Em uma certa manhã de suas caminhadas mercantis, entrou na Difusora e vendeu tudo rapidamente, encorajando-o a voltar diariamente e, foi se enturmando ao ponto de direcionar as vendas exclusivamente aos RDMistas para posterior pagamento.
Após zerar seus produtos, ficava horas na sala de áudio deslumbrado com os equipamentos e o desempenho do sonoplasta.Perguntava muito e ia assimilando as informações.
Um certo dia, sentindo que dois comensais queriam lesá-lo, após alguns impropérios, tirou o costumeiro boné do glorioso (Botafogo) e os desafiou para o embate físico.
Uma cena hilariante, de um infanto-juvenil franzino, queimado de sol em atitude agressiva com os punhos fechados em guarda contra dois brutamontes.
Como seria previsível, os dois pagaram e tudo terminou em risos. Era mais zoação, para testar o equilíbrio emocional do garoto.
Pela pose adotada de enfrentamento, Humberto Moreira, Pedro Silveira e José Machado, que presenciaram, expressaram uníssonos: “olha aí o galinho de ouro “. Numa alusão ao pugilista Eder Jofre,apelido que o acompanhou pela vida toda.
A partir daquele dia, sumiu por um certo tempo e quando reapareceu já adolescente, pleiteou uma oportunidade de estágio como operador.
A diretora da emissora à época, exercia paralelamente o magistério e, dessa forma José Machado que era o secretário, na prática era quem geria a rádio e foi quem lhe possibilitou o ingresso.
Um sonho profissional que procurou alcançar com obstinação.A oportunidade finalmente surgiu quando foi indicado para substituir EDUARDO SANTANA que pediu demissão para trabalhar nas Guianas.
Seu jeito introspectivo, calmo, fala pausada uma postura tranquila, disciplinado, sempre focado em fazer um bom trabalho, foi angariando simpatia, respeito e admiração de todos.
Era perceptível que se tratava de uma figura ímpar. Algum tempo depois, substituiu Humberto Moreira que pediu exoneração à chefia da discoteca.  
A dedicação em tempo integral, obrigou a deixar a sonoplastia temporariamente. Três servidores sob suas ordens o ajudavam em suas atividades.
O País em plena fase do regime militar, havia um grande controle da mídia e a Difusora mesmo estatal, era obrigada a encaminhar diariamente até as 17h a programação do dia seguinte.
Um calhamaço com trinta e cinco laudas contendo o título de 1065 músicas ao Departamento de Censura e Diversões Públicas da Polícia Federal. O descumprimento implicava em grave infração, caracterizando transgressão das normas vigentes, e a rádio estaria impedida de funcionar no outro dia.
Além do grande vexame moral para o Governo, prejuízo comercial (patrocinadores dos programas) a falta de compromisso social como ouvinte, muitas cabeças seriam decaptadas.
Era como o deadline (linha da morte) no jornalismo, em que o profissional precisa aprender a conviver com o prazo de entrega do seu trabalho.
A atividade do discotecário à época era muito exaustiva mental e emocionalmente e vivia-se em constantes apuros. Mas com o decorrer do tempo acabava acostumando-se.
Às sextas feiras eram os piores dias, considerando que sábado e domingo o DCDP não funcionava, as programações do fim de semana e mais a da segunda feira, teriam que ser entregues todas dentro do prazo acima mencionado.
Continuamente, colegas de outros setores iam em auxílio do “galinho”, para que pudesse cumprir com o compromisso e, livrar da guilhotina vários pescoços.
Mesmo enfrentando esse serviço extremamente estressante, Orivaldo Santos, foi o que mais tempo permaneceu na função...Dez longos anos.
Alguns anos de profissão e vasto conhecimento musical o levaram a buscar um novo desafio. Meados dos anos 80 se lançou como DJ com um programa independente em que apresentava diversas sonoridades.
O “TOCA TUDO” - passeava pelos mais variados estilos:rock, disco, samba-rock   pop, house, discothec, brega e ritmos caribenho em três horas de duração. Com uma comunicação coloquial, criou uma intimidade inédita com os ouvintes.
Mostrava um feeling apurado para discotecagem, tinha um bom gosto musical e uma técnica surpreendente. Deu mais opções ao ouvinte para agregar diversidade musical e conduzi-lo por vários estilos. Ganhou mais projeção, consolidou sua carreira artisticamente e provou ser eclético.
Mas como disse Guimarães Rosa  Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver que é o viver mesmo”. É uma travessia com alegrias, tombos e tristezas.
Desposou a professora MARIA TEREZINHA, ambos muito jovens e, dessa relação nasceram: Marivaldo e Sandro. Enviuvou dez anos após o casamento.
Foi difícil a compreensão daquele novo momento em sua vida, viver uma nova realidade, lidando com a viuvez precoce foi um choque. Resolveu dar um tempo para relacionamentos, pensar com calma e, ter clareza na situação. Retomou gradualmente a vida, buscando suporte em amigos,familiares e a religião.
Em 2006, conheceu MARIA JOSÉ MARTINS FERNANDES DOS SANTOS, recepcionista e colega de serviço. Uma relação que perdurou 13 anos de casados, até que a morte os separou.
No museu da memória, se expõe as lembranças, a mitologia familiar de um personagem, cuja vida lhe foi hostil, interrompendo precocemente o sentido que não houve, como se desdobrasse para trás.
A vida/arte do “galinho” é um momento entre nós seus contemporâneos no espaço da vida, em que ele brilhou como emblema de uma época.
Para quem teve a oportunidade de acompanhar o seu percurso, há de convir que ele foi um vencedor, idealizou sua própria trajetória de vida. Seu círculo de amizades foi mensurado pelo grande público que compareceu para despedir-se e prestar-lhe a última homenagem.
ORIVALDO LEÃO DOS SANTOS (O GALINHO) conseguiu o milagre da vida...Escrever sua história, deixando sua biografia gravada no coração de muitas pessoas independente de idades.
Texto: José Machado
Foto: João Silva (Cortesia)
Orivaldo Leão dos Santos descansa em Paz, no Cemitério São José, no bairro Santa Rita.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Foto Memória de Macapá: O professor e o atleta

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada com o blog, pelo colaborador Gil Constâncio de Lima Rodrigues.
Trata-se de um registro histórico fotográfico de dois jovens estudantes da Escola Industrial de Macapá, na frente do “Caixa de Cebola”, em 1956.
Ele aparece na foto, ao lado de seu companheiro de escola Aécio Flavio Mota, o Aécio corredor, lembram dele?
O Gil Rodrigues, foi o criador da Amaflam, mas que acabou vendendo para o Jorge, irmão dele, o direito de propriedade da loja, pelo compromisso do emprego, de professor, que tinha.
Gil contou que nasceu no Cassipore município de Oiapoque em 1939, fez o primário lá e foi pra Macapá em 1953 fazer o exame de admissão, para ingressar no curso ginasial na Escola Industrial de Macapá. Fez o curso de férias em 61 e foi lecionar na aldeia galibis de 61 a 63. Em 1965 foi pra Fortaleza/CE fazer o curso de formação de professores em artes industriais. Ficou lecionando na Escola Anísio Teixeira até 1971. Lecionou também, no Instituto Cristo por 4 anos, depois voltou a Macapá em 1972, fundou a Amaflam, e em 74 foi readmitido no Governo, onde lecionou no Tiradentes, Irmã Santina Reolli e Gonçalves Dias.
Aposentado, desde 1993, Gil Rodrigues completou 80 anos em 1 de setembro deste ano.
Seu colega de escola, Aécio Mota, já falecido, destacou-se na cidade como exímio corredor nas provas de pedestrianismo, na mesma época de Ernesto Dias Neto, Juvenal e muitos outros atletas.
Lembro de um post publicado pelo João Silva, em 31 de março de 2012, em que ele destacava o pedestrianismo no Amapá, como um dos principais atrativos dos Jogos Escolares. Ele dizia que “na época da FAD, o pedestrianismo era levado a sério e muita gente comparecia aos locais das competições ou se reunia ao longo dos percursos a serem cumpridos pelos corredores. Os atletas participavam das preliminares para a São Silvestre e Archer Pinto, disputadas em São Paulo e Manaus, respectivamente.” Ele citava também, “a rivalidade que existia entre Ernesto Dias Neto e Aécio Flávio de Oliveira Mota, que defenderam o Macapá, São José, Cea Clube, e sucederam a Juvenal, outro grande nome do pedestrianismo do Amapá.”

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Fotos Memória de Macapá: Veterinário Antônio Vasques e o contabilista Benedito Paiva (Bena)

Revirando hoje os arquivos do blog, encontrei essas fotos de dois pioneiros de Macapá. Como conheci as feições, mas não lembrava dos nomes, recorri ao amigo Nilson Montoril que me ajudou a clarear as lembranças e esclarecer se tratar das duas pessoas que eu supunha num primeiro momento.
O de chapéu à esquerda das imagens, é o veterinário Antônio Clóvis Queiroz Vasques e o de branco, Sr. Benedito Pedro Paiva (Bena). 
“O Dr. Vasques era médico veterinário da Divisão de Produção e Pesquisa. Seu trabalho estava mais ligado ao Centro Agropecuário da Fazendinha. O Seu Bena era contabilista do Serviço de Administração Geral - SAG. São falecidos há bastante tempo!”.
O Dr. Antônio Vasques residia na Procópio Rola, Vila IPASE, bem em frente à casa do Dr. Alberto Lima.  Na mesma rua onde moravam a professora Annie Viana da Costa e o Sr. João Batista Travassos de Arruda, entre outros. 
Seu Bena (que também era guarda-livros), morava numa casa de muro alto, ao lado da Maçonaria “Duque de Caxias”, na Av. Coriolano Jucá, no centro da capital. 
Era vizinho de rua dos pioneiros: Diógenes Silva, Otaciano Pereira (Bar e Mercearia Vitória depois Frigorífico Brasil Norte), os irmãos José e Mundoca Bezerra, Nilton Cardoso, Josefina Davis (Hotel Santo Antônio), Ituassú Oliveira, Raimundo Nascimento (Sonoros Caçula), Eleres Muniz, Rui Tostes, Adauto Benigno, Edmundo Moura, família Barcessat, Café Society, família Lacerda,  Abdallah Houat, família Remédios, José Neves (Fábrica Amapaense - cônsul de Portugal), e os irmãos Nelson e Michael Abraão.
Dr. Vasques e Seu Bena, dois pioneiros que passaram pelo Amapá.
Fotos de Arquivo. Fotomontagem de Rogério Castelo.
Colaboraram: Nilson Montoril, Jocy Furtado, Haroldo Pinto, Guilherme Jarbas e Ernani Marinho)
(Última atualização às 18h)

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Fotos Memória de Macapá: Construções de vários prédios na cidade

Hoje venho trazer vários registros de construções de alguns prédios da cidade de Macapá.
O primeiro é um recorte do jornal “Novo Amapá”, que nos mostra o final da construção do prédio do Colégio Amapaense, em 1966.
No segundo registro temos as imagens da Construção do Aeroclube de Macapá, em 1953.
Neste terceiro registro temos imagem do acabamento do prédio do Colégio Comercial “Gabriel de Almeida Café”, em 1971, na administração do Governador Ivanhoé Gonçalves Martins.
Esses resgates foram compartilhados pelo amigo Sebastião Ataíde, o nosso Sabá Ataíde, veterano e dedicado funcionário da Imprensa Oficial e um amapaense interessado em manter viva a memória da cidade que lhe serviu de berço.
Grande abraço e obrigado Sabá!
Fonte: Fotos (Sabá Ataíde)

domingo, 8 de setembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Antigo Fórum de Macapá, sem os Leões

Tão logo assumiu o governo do Amapá, em 25 de janeiro de 1944, o primeiro administrador do recém-criado Território Federal, Janary Gentil Nunes, iniciou a estruturação física e política da região. Realizou várias obras na capital Macapá como: escolas, casas, hospitais e inúmeras repartições públicas. 
Entre os prédios implantados estava o do antigo fórum, localizado bem à frente da cidade, voltado para o rio Amazonas. Demorou dois anos para ser concluído.
O terreno reservado para a edificação do Fórum pertenceu à família do Sr. Julião Tomaz Ramos - Mestre Julião, grande líder político da comunidade negra de Macapá.
Sua inauguração ocorrida em 25 de janeiro de 1953 - como parte da programação alusiva aos 9 anos da instalação do Território do Amapá e de seu governo - contou com a presença do Ministro da Justiça, Francisco Negrão de Lima. Ao ser inaugurado, o Fórum ainda não tinha os Leões posicionados na sua parte frontal conforme registra a foto acima.
Os leões do Fórum foram esculpidos pelo lusitano Antônio Pereira da Costa, a partir de uma forma confeccionada pelo Sr. Jorge Marceneiro que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias.
Mais do que elementos arquitetônicos decorativos, os leões são figuras simbólicas de guarda e proteção à propriedade. Seriam os guardiões.
Em 1990, o prédio foi cedido a OAB-Amapá, embora estivesse destinado à Biblioteca e Arquivo Público de Macapá. Em 1995, a Assembleia Legislativa aprovou a doação do imóvel. No Fórum, funcionaram: O Tribunal do Júri, a Promotoria Pública, o Cartório de Registro Civil, o Cartório de Imóveis, o Juizado de Direito, o Cartório do 2° ofício da Comarca de Macapá e o Tribunal Regional Eleitoral. Foi no Fórum dos Leões que o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá iniciou suas atividades, em 1991.
O Prédio em questão, obedece ao estilo neoclássico histórico, apresentando aspecto sóbrio e majestoso com linhas greco-romanas. Sua fachada principal apresenta sob o frontão colunas "Corintias" em pedra de lio.
Além das reuniões do Juri também foram realizados importantes "Enlaces Matrimoniais", de muitos pioneiros da cidade.
Após as cerimônias cíveis ali realizadas, os nubentes recebiam as bênçãos nupciais na Catedral de São José.
Saiba mais aqui
Fonte: Edgar Rodrigues,  (blog Coisas do Amapá)

sábado, 7 de setembro de 2019

Fotos Memória de Macapá: PRIMEIRO DESFILE CÍVICO REALIZADO NA FORTALEZA SÃO JOSÉ

Por Nilson Montoril
No dia 7 de setembro de 1945, data da Independência do Brasil, a cidade de Macapá via pela primeira vez um desfile cívico realizado na Fortaleza São José. Desde cedo o povo saiu às ruas, rumando para a vetusta edificação militar, que ainda se encontrava em restauração. Ornamentada com galhardetes verde-amarelos e com enormes bandeiras do Brasil, nosso monumental patrimônio histórico, uma das sete maravilhas nacionais foi pouco a pouco sendo tomada por populares. A guarnição da briosa Guarda Territorial ali instalada, era a responsável pelos trabalhos de restauração. Vale dizer que, quando da instalação do governo do Território Federal do Amapá, a velha fortificação estava em ruínas. A Guarda Territorial não era apenas uma corporação paramilitar, mas também uma força tarefa para recuperação de prédios públicos e prestação de serviços comunitários. Por isso, contava com o concurso de pedreiros, carpinteiros, marceneiros, alfaiates, sapateiros e, atuando como mantenedores da ordem, reservistas de primeira categoria.
Às 8 horas, o governador Janary Gentil Nunes chegava à Fortaleza São José, envergando seu uniforme de capitão da arma de Infantaria do Exército, sendo saudado pelos toques militares de estilo e hasteou o pavilhão nacional no mastro grande erguido no bastião de São José, o que atualmente é o mais próximo do Banco do Brasil. Enquanto a bandeira era hasteada a multidão cantava o hino pátrio. Houve saudação cívica realizada pelo governador e pelo capitão Humberto Pinheiro de Vasconcelos, diretor da Divisão de Segurança e Guarda e comandante da Guarda Territorial. Em seguida, ao rufo dos tambores da banda marcial dos escoteiros do Pará, que se encontrava na cidade desde o dia anterior, foi acesa uma garbosa tocha simbolizando a chama cívica que os brasileiros precisam cultivar. A parada cívica foi comandada pelo 1º Tenente Paulo Eleutério Cavalcante de Albuquerque, chefe do Serviço de Informações do governo territorial e estava primorosamente organizada. As entidades que desfilaram cobriram o curto trajeto entre os baluartes São Pedro e Nossa Senhora da Conceição.
A delegação da Federação Paraense de Escoteiros, chefiada pelo Capitão Gonçalo Lagos Castelo Branco Leão. Abriu o desfile ao som de sua contagiante banda marcial. Posteriormente, apresentaram-se os alunos do Grupo Escolar de Macapá, integrantes do Amapá Clube, Esporte Clube Macapá e Cumaú Esporte Clube. A Guarda Territorial fechou a parada de 7 de setembro. Um acontecimento marcado por fortíssima emoção ocorreu por ocasião do desfile alusivo aos 125 anos da Independência do Brasil. O ex-pracinha Alfredo Fausto Façanha marcou sua presença envergando o uniforme do 6º Regimento de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira que usou nas batalhas de Montese, Pao e Castelo Novo, contra forças alemãs que ocuparam a Itália durante a segunda guerra mundial. Alfredo era natural do lugar Floresta, na região das ilhas do Pará, que, até a criação do Território Federal do Amapá, a 13 de setembro de 1943, pertenceu ao município de Macapá.
Com a edição do ato que desmembrou do Estado do Pará as terras do atual Estado do Amapá, o Rio Amazonas passou a ser o limite natural entre as duas unidades administrativas do país. Nasceu em 1921 e ao ser convocado para a guerra tinha 23 anos de idade. Embarcou para a Itália em dezembro de 1944, desembarcando em Nápoles dia 8 de fevereiro de 1945, entrando imediatamente em atividade. Com a rendição dos alemães a 8 de maio de 1945, as hostilidades cessaram e os pracinhas brasileiros retornaram ao solo pátrio. Como soldado da 8ª Região Militar, contingente da Amazônia, Alfredo Fausto Façanha embarcou para o Rio de Janeiro no dia 6 de junho. Era filho de Augusto Fausto Façanha e Amélia Maria Façanha. À noite, no Cine-Teatro Territorial, o ex-pracinha participou de uma sessão cívica e narrou lances dramáticos dos combates em que esteve presente.
Em 1953, ocorreu o último desfile cívico na Fortaleza. O efetivo estudantil e de outras entidades que sempre participaram do evento forçaram sua realização em outro local. No flagrante vemos a tropa de Escoteiros do Mar Marcílio Dias a postos no baluarte Nossa Senhora da Conceição, local onde estava fincado o mastro para o hasteamento da Bandeira Brasileira e o palanque das autoridades. Dai, os participes do desfile tomavam o sentido do baluarte São Pedro. Observe como prevalecia o usa de roupa branca feita de linho por parte dos populares.
Fonte: Texto de Nilson Montoril, publicado em 12 de setembro de 2013, no blog Arambaé do historiador, e reproduzido na íntegra no blog Porta-Retrato.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Dr. Acilino de Leão Rodrigues

Acilino de Leão Rodrigues nasceu em Macapá no dia 17 de julho de 1888.
Estudou no antigo Liceu Paraense, em Belém, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde se formou em 1909 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
De volta a Belém em 1910, iniciou-se na política ainda durante o governo de João Antônio Luís Coelho (1909-1913), elegendo-se deputado estadual. Casou-se em 1916 com Amélia Ribeiro Leão. Um dos fundadores da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, lecionou nessa faculdade, na Faculdade de Direito e na Escola de Agronomia e Veterinária do Pará. Em outubro de 1934 elegeu-se deputado federal na legenda do Partido Liberal do Pará, fundado por Joaquim de Magalhães Barata, exercendo o mandato de maio de 1935 a 10 de novembro de 1937, quando, com o advento do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.
Membro da Academia Paraense de Letras, de que havia sido um dos fundadores, estava em campanha para disputar novamente uma cadeira de deputado federal quando faleceu em Belém no dia 27 de setembro de 1950.
FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Diário do Congresso Nacional; ROQUE, C. Grande.
Disponível em: encurtador.com.br/suDU8




quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Fotos Memória da Igreja Católica: Primitiva casa dos Missionários da Sagrada Família, em Macapá

Trazemos hoje para o Porta-Retrato uma relíquia histórica, em diferentes ângulos, de um primitivo barracão que abrigou os membros Missionários da Sagrada Família, em Macapá, e que se situava à Rua São José esquina com Av. Mendonça Furtado, ao lado da Igreja Matriz de São José, o mais antigo monumento da cidade.
Os primeiros missionários da Sagrada Família (MSF) chegaram para residir em Macapá, em 1911. Esses primeiros religiosos MSF foram João Henrique Paulsen, Hermano Elsink e irmão Boaventura Hammouche, que deram por fundada oficialmente a comunidade em 14 de agosto. Em 1912 chega o quarto padre: José Maria Lauth, para assumir a função de superior local, ficando em Macapá até 1923.
Esses padres permaneceram no Amapá até 1948, quando passaram a região para o comando do Pime (Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras).
(Fonte: Edgar Rodrigues via Amapá.Net)
Primeira foto de 1910
Segunda foto de 1913
Terceira foto de 1949
Quarta foto de 1955
Com a chegada dos padres do PIME, é erguido em seu lugar o prédio da Prelazia de Macapá.