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terça-feira, 7 de junho de 2022

MEMÓRIA DA ELETRICIDADE AMAPAENSE: SEGUNDA USINA DE FORÇA E LUZ DE MACAPÁ (CORREÇÃO E ATUALIZAÇÃO)

O historiador Nilson Montoril de Araújo, publicou em sua página na Rede Social,  uma observação de grande valia para a Memória da Eletricidade do Amapá. 

FOTO REVELADA INVERTIDA

Por Nilson Montoril

A fotografia da 2ª Usina de Força e Luz, que tomei emprestada do João Lázaro, teve sua configuração alterada no momento em que foi revelada. Esse cenário eu conheci muito bem. Ao lado da Usina ficava a Garagem Territorial e, a exemplo dos outros meninos da Matriz, eu gostava de ver os mecânicos do governo consertando os carros que apresentavam defeito. A Garagem ficava do lado direito da Usina, na área que aparece tomada pelos "refrigeradores dos motores". Na verdade, a estrutura de madeira que aparece à direita da foto ficava no lado esquerdo, bem perto da cerca do quintal do casal Duca Serra e Antonica Picanço. No cimo da estrutura, que parecia uma torre feita de gamelas, havia um cano, uma espécie de ladrão, por onde o excesso de água era jogado fora. A molecada tomava banho com essa água. Tempo bom, porque eu jogava bola no campo dois da Praça Veiga Cabral e depois corria pra Usina, a fim de tomar um refrescante banho. No dizer do sertanejo: "pra que coisa mais melhor." Naquele tempo, em todos os órgãos públicos hasteavam a Bandeira do Brasil, como podemos ver na fotografia.
Via Facebook
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NOTA DO EDITOR:
Agradecemos a colaboração do Nilson por nos dar a oportunidade de corrigir uma falha histórica e evitar assim a informação equivocada sobre a Memória do Amapá!
A foto já foi colocada na posição correta. 
(João Lázaro)

domingo, 1 de dezembro de 2019

Foto Memória Histórica: O Amapá na História - Os 119 anos do Laudo Suíço

Walter Hauser
(Reprodução - Wikipédia)
HISTÓRIA - 01 de dezembro de 1900 - O presidente da Suíça (Confederação Helvética), Walter Hauser, expede o Laudo Suíço dando ganho de causa ao Brasil da Questão do Contestado Franco-Brasileiro.
Há 119 anos – em 1º de dezembro de 1900 - o Barão do Rio Branco, ministro das Relações Exteriores, conseguiu que fossem estabelecidos os limites territoriais, demarcando a fronteira entre o Oiapoque e a Guiana Francesa. A demarcação das terras, porém, não significou a separação dos povos que continuaram se relacionando amistosamente.
A data foi comemorada em Macapá em 1949.
O historiador Nilson Montoril, conta detalhes dessas comemorações:
“No dia 1º de dezembro de 1949, ocorreram em Macapá as cerimônias alusivas à data de assinatura do Laudo de Berna, assim chamada a decisão arbitral do presidente da Confederação Helvética, tomada há 49 anos, que assegurou ao Brasil os direitos sobre as terras compreendidas entre a margem esquerda do Rio Araguary e a margem direita do rio Oiapoque, que a França teimava em dizer que lhes pertenciam. 
Às 7h:30min foi rezada missa na Igreja de São José. 
Às 8 horas, no parque esportivo da praça capitão Augusto Assis de Vasconcelos (Veiga Cabral), houve demonstração de Educação Física, realizada pelos alunos e alunas do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, sob a direção do então sargento Irineu da Gama Paes e da professora Wanda de Abreu Lima, instrutores de cultura física de nossos estudantes.
A exibição de ginástica rítmica compreendeu números de sueca e exercícios de bastão, tudo feito com a máxima precisão. 
Terminada a demonstração de educação física, as pessoas presentes foram convidadas a se dirigirem ao prédio do Grupo Escolar Barão do Rio Branco, onde seria realizada a exposição de prendas e trabalhos manuais dos alunos do citado educandário. 
Às 9 horas o governador do Território Federal do Amapá, Raul Montero Valdez cortou a fita simbólica que vedava a entrada da sala de aula onde os trabalhos estavam expostos, franqueando a visitação pública. A diretora do Grupo Escolar, professora Maria Lúcia Brasil e o Dr. Marcilio Felgueiras Vianna, Diretor da Divisão de Educação, foram bastante cumprimentados pela bela iniciativa. As professoras de prendas Clarisse Lobo e Iza Pinto de Almeida receberam calorosas saudações dos convidados e estudantes. 
Em seguida à visitação aos trabalhos da Exposição de Prendas, o governador convidou a todos para dirigirem-se ao Cine Teatro Territorial onde haveria uma solenidade para premiar os melhores alunos do Grupo Escolar.
A cerimônia foi conduzida por uma mesa diretora composta pelo governador Raul Montero Valdez; dr. Jarbas Amorim Cavalcanti, Juiz de Direito da Comarca de Macapá; dr. Marcilio Felgueiras Vianna, Diretor da Divisão de Educação; professora Maria Lucia Sampaio Brasil, diretora do Grupo Barão do Rio Branco; Sr. Mário Dias Teixeira, chefe do Serviço de Fomento Animal da Divisão de Produção e Pesquisa; Sr. Felipe Gillet, chefe do Serviço de Fomento Vegetal da mesma Divisão de Produção, representando o diretor do órgão e o Sr. José Serra e Silva, Prefeito Municipal de Macapá. Inicialmente foi realizada a entrega de prêmios aos alunos que lograram maiores médias nos exames finais: Pedro Maurício Naice Córdoba, do Jardim de Infância, com a média 70; Maria Duarte da Costa, da Alfabetização, com média 100; Fernando Dias Maciel, da 1ª série primária, com média 90; Maria de Nazaré Cunha,da 2ª série primária, com a média 75; Raimundo Amanajás de Brito, da 3ª série primária, com a média 85; Maria Stela Barbosa da Silva, da 4ª série primária, com a média 77;Regina Coeli Barriga Brito, da 5ª série, com média 71. Depois passou a ser feita a entrega dos boletins escolares, destacando-se os primeiros lugares obtidos nas diversas séries, com citação de suas professoras: Na época, havia 10 turmas de alfabetização funcionando no Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Os alunos com maior aproveitamento escolar durante o ano letivo de 1949, foram os seguintes: Antônio Almeida dos Anjos, média 76, professora Raimunda da Silva Virgolino; Sara Antônio Tito, média 94, professora Oscarina Santos; Getúlio do Espírito Santo Mota, média 86, professora Margarida Marques da Silva; Lúcia Tavares Souza, média 98, professora Elizete Aymoré; Domitila Eufrásia dos Santos, média 87, professora Maria Cristina Botelho; Maria José dos Santos, média 87, professora Maria Nazaré Pinheiro; João dos Santos Nascimento, média 98, professora Elza Cunha; Francisco de Lima Soares, média 91, professora Raimunda Mendes Coutinho; Aurelinda Pereira da Costa e Amiraldo Elleres Nunes Filho, média 90, professora Odila Praxedes; Ivone Cruz da Silva, média 91, professora Maria Doroty Souza.
Texto de Nilson Montoril, publicado originalmente no Jornal Diário do Amapá,edição do dia 30/11/2019   sob o título: Festa Cívica no dia do Laudo Suíço – 1ª parte.
Fonte: Diário do Amapá

sábado, 16 de novembro de 2019

Foto Memória do Amapá: OS SINOS DE CUNANI

Foto: Reprodução do Livro “Informações sobre a História do Amapá: 1500 a 1900”.
Hoje trazemos em nossa Foto Memória, a imagem de um dos históricos Sinos de Cunani.
Os sinos de Cunani, estavam, primitivamente,em sua capela de origem (que infelizmente foi derrubada e construída outra no mesmo lugar) pequenina, porém, era rica de tradição.”
Esses três sinos foram fundidos na cidade de Nantes, na França, “em ouro de melhor teor, especialmente para a Nossa Senhora do Guarany. Hoje eles se encontram na nova capela.”
Foto abaixo:
Foto: Reprodução do Livro “Informações sobre a História do Amapá: 1500 a 1900”.
“A antiga capela era coberta com telhas vindo de Marselha, onde no seu interior, no altar, havia lindos castiçais e crucifixos”.
“Debaixo da antiga capela há um subterrâneo. Os antigos habitantes de Cunani, afirmam que esse túnel é longo de vários quilômetros e vai até à serra que empresta o nome desse lugar.”
ORIGEM:
“A vila de Cunani foi fundada pelo francês Prosper Chaton, em data indeterminada.
A República de “Santa Maria de Guarany”, foi fundada em 1885, por um grupo de aventureiros franceses e brasileiros, que proclamou na faixa entre os rios Araguari e Oiapoque essa ‘Republique de la Guiana Independente’, chefiado pelo francês Júlio Gros e com sede de direitos nessa região mas, de fato em Paris”
Fonte consultada: Livro “Informações sobre a História do Amapá: 1500 a 1900” – de Estácio Vidal Picanço – Macapá.
Imprensa Oficial - 1981

segunda-feira, 19 de março de 2018

Pioneiro do Amapá: MANOEL FERREIRA – O Folclórico "BIROBA” – Escoteiro, desportista, carnavalesco, animador

Manoel Ferreira – “O BIROBA”, macapaense nascido em 1932. Em 2 de maio deste ano (2018), ele completou 86 anos de existência. Filho de Raimundo Ferreira e Clotilde Ferreira da Silva (em memória). Aos 17 anos, Biroba foi amparado pela família Nunes, pois morava ao lado, no bairro do Trem, com uma senhora vizinha, que o maltratava.
Biroba era uma figura folclórica, bastante conhecida em Macapá, e muito respeitada no bairro do Trem. Na foto acima com um antigo morador do bairro, Sr. Dário.
Manoel Ferreira, iniciou sua vida pública na antiga Olaria Territorial.  Depois foi trabalhar na SOSP - Secretaria de Obras e Serviços Públicos, atualmente, SEINF, onde se aposentou.
Foi chefe escoteiro, desportista, carnavalesco e animador de quadrilha junina.
Durante décadas, foi Chefe do Grupo de Escoteiros do Mar “Marcílio Dias”, tendo participado do 1º JAMBOREE PAN-AMERICANO...
...Encontro Internacional de Escotismo - realizado no período de 18 a 25 de julho de 1965, na cidade do Rio de Janeiro.
Como escoteiro, no dia 11 de julho de 1960, sobreviveu em uma tragédia com os escoteiros em Serra do Navio, com a queda da ponte que ligava aquela cidade à vila de Teresinha, em que seis pessoas morreram.
Era uma ponte pênsil ( foto) feita de cabos de aço e tábuas de madeira, com uma altura de seis metros, aproximadamente. Ao romper-se em uma extremidade, jogou dentro do rio de correntezas e muitas pedras, dezenas de jovens escoteiros e lobinhos que excursionavam ali naquelas férias de meio do ano.
(Foto: Reprodução / Memorial Amapá / Facebook)
Nos anos 60, 70 e 80, foi o maior marcador de quadrilhas juninas que o Amapá já teve. Foi responsável por ensaiar e imprimir seu estilo inconfundível nos grupos folclóricos juninos. Durante longos 30 anos, Biroba foi nome obrigatório nos folguedos, abrilhantando e atraindo multidões para ver as quadrilhas por ele ensaiadas. Biroba tornou-se um ícone para os brincantes tendo seu nome lembrado no imaginário popular.
Biroba, tinha o carnaval como uma de suas grandes paixões, que o motivou a fundar a Escola de Samba do seu coração, PIRATAS DA BATUCADA – O PIRATÃO, na década de 70, ao lado de outros pioneiros.
Desportista e um grande abnegado e incentivador do esporte, realizou o seu maior feito no desporto amador do Amapá: criou a Copa do Mundo Marcílio Dias. Deu o nome à essa competição em referência ao grupo de escotismo onde fora membro atuante. A Copa Marcílio Dias foi inspirada na Copa do Mundo do Chile, realizada em 1962 em que, o time do Brasil sagrou-se bicampeão mundial.
Honraria
Biroba  recebe Medalha do Mérito Cultural das mãos do Presidente
do Conselho Estadual de Cultura, Nilson Montoril.
(Foto: Reprodução / Blog da Alcinéa)
Em 2008 o Conselho Estadual de Cultura agraciou Biroba com a Medalha do Mérito Cultural (Foto).
Em solenidade realizada à noite do dia 5 de novembro em comemoração ao Dia da Cultura, no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, em Macapá, o Conselho homenageou poetas, músicos, escritores, artistas plásticos, atores e gente que faz e promove a cultura popular.
A honraria mais importante, o Troféu Pitumbora, foi concedida ao artista plástico Herivelto Maciel – um dos maiores talentos do mundo artístico local.
Cinco “Medalhas de Mérito Cultural” foram concedidas e 15 Diplomas de Destaque, contemplando os vários segmentos culturais.
A jornalista e blogueira Alcinéa Cavalcante foi uma das homenageadas com a Medalha, na área de literatura. Foram também agraciados os artistas Sebastião Mont’Alverne (música), Carlos Lima (teatro) e Ivan Amanajás (artes plásticas). (Fonte: Blog da Alcinéa
Biroba, por motivo de saúde e dificuldades de locomoção, não participava mais das festas carnavalescas, das marcações de quadrilhas e nem como locutor vibrante que por décadas animou a Copa Marcílio Dias, da cabine da Rádio Latitude Zero, porém deixa um maravilhoso legado para a cultura e o desporto do Estado.
Biroba viveu até sua morte em 29 de dezembro de 2018, na residência das irmãs de coração, Maria Alice Nunes e Oriosvalda Nunes, no Bairro Jardim  Marco Zero, integrantes da família que o acolheu e adotou, cobrindo-o de amor. Essa família que Deus colocou na sua estrada é a única que permaneceu ao seu lado e ele retribuiu com desvelo e afeição.
O corpo de Manoel Ferreira, descansa em Paz, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade.
MANUEL FERREIRA, O BIROBA, por esses feitos, é homenageado como um notável edificador do Amapá, pelo Instituto Memorial Amapá.

Copa Marcilio Dias

Em uma entrevista para o jornalista global Alex Escobar em dezembro de 2008, Biroba, contou como surgiu a Copa do Mundo Marcilio Dias.
Biroba disse que o começo de tudo foi o sonho de um escoteiro. Ele pertencia à Tropa de Escoteiros do Mar “Marcílio Dias” e também frequentava a paróquia do Trem onde havia um campeonato de futebol, em que tomava conta dos garotos. Os garotos participantes do certame pediram ao Biroba que organizasse uma Copa do Mundo. Ele falou com o Padre Antônio Cocco, vigário da Paróquia Nossa Senhora da Conceição e obteve a devida autorização para sua realização.
Segundo a Associação de Solteiros e Casados do bairro do Trem, que organiza o torneio, a primeira edição da Copa do Mundo “Marcílio Dias” foi realizada em 1962, no antigo campo dos escoteiros do bairro Trem e a equipe da França foi a campeã. De lá para cá, representantes de diversos bairros e até de municípios do interior do estado já participaram.
A competição idealizada por Biroba iniciou com 16 times, inspirada no Mundial do Chile de 1962.
Os locutores ficam juntos em uma mesma cabine de transmissão bastante espaçosa. Um dos antigos locutores e organizador da Copa é José Maria Gomes Teixeira, o conhecido Manga. Também passaram por lá: Francisco Sales de Lima (Chicão), Ivo Guilherme de Pinho, Arnaldo Araújo e muitos outros expoentes do rádio esportivo amapaense. Eles dizem que é a maior competição em praça pública do mundo. Se não for a maior, pelo menos, é a mais animada.
Arena da "Copa do Mundo" tem grama sintética
Foto: Saulo Silva/Diário do Amapá
Desde julho de 2016, o campo “Turíbio Orivaldo Guimarães”, local que recebe a famosa Copa do Mundo Marcílio Dias, o irreverente Futebol à Fantasia e os jogos da eterna disputa entre solteiros e casados, em Macapá, foi totalmente revitalizado pelo projeto nacional Viva o Campinho. 
Dos seus mais de cinquenta anos de tradição no campo de areia, a arena da Praça Nossa Senhora da Conceição foi a primeira da região Norte contemplada com grama sintética, piso nivelado, alambrado e iluminação. O Projeto é uma iniciativa da AMBEV. A Prefeitura de Macapá foi a entidade responsável pela obra.

Como reconhecimento pelos trabalhos prestados, várias representatividades foram homenageadas pela Prefeitura de Macapá com a medalha de honra ao mérito, entre eles Manoel Ferreira, o “Biroba”, um dos fundadores da Copa Marcílio Dias. (Fonte: Diário do Amapá)
Fontes consultadas: G1, Diário do Amapá,
Tribuna Amapaense e Memorial Amapá.
(Última atualização em 31 de dezembro de 2018)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Fotos Memória Históricas: Base Aérea do Amapá

As Fotos Memória de hoje, retratam dois registros fotográficos do Amapá, em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.
Saiba a importância do Amapá, no contexto histórico mundial:
"Os trabalhos de construção da Base Aérea de Amapá tiveram início em 1941, em obediência ao decreto federal 3462, de 25 de julho de 1941, autorizando a realização de operações de guerra em solo brasileiro, e ao mesmo tempo autorizando a Panair do Brasil, na época uma subsidiária da Pan American Airways, para iniciar as obras necessárias à construção de campos de aviação no Norte e Nordeste do Brasil, e com a finalidade de permitir a utilização de aeronaves de grande porte mediante as condições impostas pelo governo norte-americano.
Baseada no artigo I desse decreto, a Panair do Brasil construiu e aparelhou o Aeroporto de Amapá. O governo norte-americano tinha também deveres específicos, tais como:
A) Realizar benfeitorias no aeroporto, ampliando-o para além de mil metros;
B) Preparar piso de modo a suportar a compressão de grandes aeronaves;
C) Farol rotativo;
D) Luzes para assinalar os limites dos aeroportos;
E) Holofotes para iluminar as pistas;
F) Usinas de emergências para energia elétrica.
Todos os projetos realizados na Base foram submetidos ao governo brasileiro.
Entre esses constavam plantas, orçamentos e especificações técnicas. Por sua vez, o Ministério da Aeronáutica construiu os edifícios para aquartelamento dos contingentes da Força Aérea Brasileira que passaram a operar nas bases de Belém, Fortaleza, Recife e Salvador. Também foi de alçada da Aeronáutica a construção de residências para alojar o pessoal militar não só da FAB, como também da força aérea norte-americana.
A desapropriação de terrenos e imóveis na área da Base Aérea, incluindo benfeitorias, foi respaldada pelos decretos nº 14.431, de 31 de dezembro de 1943. Entre vários colonos, quem mais perdeu terras foi Assad Antonio Sfair, que teve desapropriada uma área de 6,09 milhões de m2 “para fins de utilidade publica”.
Entre outros feitos, foram guarnições da marinha norte-americana que destruíram, na costa do Amapá, vários submarinos alemães, entre eles o U-590 (em 9 de julho de 1943) e o U-662 (21 de julho). O U-590 foi comandado pelo 1º tenente Werner Kruel, que antes já havia torpedeado um submarino americano no dia 4 de julho, perto de Belém.
Quanto ao U-662, este foi destruído no momento em que a aproximação do comboio T-F 2, que já havia perdido a posição de lançamento no dia 19. Assim, perseguindo vários mercantes brasileiros, foi avistado por um avião do Exército americano, no exato momento em que mergulhava. Dado o alarme, saiu o avião AP-94, da Base Aérea de Amapá, trocando tiros com o U-662. Aparece o avião americano PYB e, juntos, destroem o submarino que estava a cem milhas do local.
Em 13 de outubro de 1951 têm inicio as obras da rodovia que liga a Base Aérea de Amapá ao município de Calçoene, pela Construtora Carmo Ltda, sob a supervisão do empreiteiro Walter do Carmo.”
Fonte consultada: Amapá em Destaque

domingo, 6 de junho de 2010

Presidente Juscelino Kubitschek em Macapá

(Reprodução)

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Ano 1957 - Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, tendo ao lado o Tenente Uadih Charone, passa em revista à tropa da Guarda Territorial, durante visita ao Amapá.

(Reprodução)
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Ano 1957 - Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira presenciou em Macapa, o primeiro carregamento de manganês exportado pela Icomi, para o exterior.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...