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terça-feira, 12 de julho de 2022

MEMÓRIA DE MACAPÁ: BRINDES: “LEMBRANÇAS INESQUECÍVEIS DE UMA ÉPOCA”!

A amiga Eloísa Cavalcante – filha do Dr. Douglas Lobato Lopes, pioneiro do Amapá – publicou na rede social fotos raras de brindes que eram presenteados aos fregueses da "CASA LEÃO DO NORTE".

No texto ela conta que a CASA LEÃO DO NORTE, “era a loja mais chique de Macapá, onde se encontravam rendas francesas, sedas, lindas camisolas de seda e outros tecidos finos. Eu frequentava muito com minha mãe Edna

Eu admirava a D. Clemência pela simpatia e sempre ganhava um presente dela. Também era tradicional o cafezinho servido na bandeja com bolachas.”

“Como recordação minha mãe tinha essas duas xícaras e guardava com todo carinho”.

Na mesma área do complexo funcionavam uma loja de autopeças e a fábrica de refrigerantes, aos fundos.

Também eram distribuídos brindes do FLIP GUARANÁ.

Fonte: Facebook

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

LEMBRANÇAS: RELÓGIO DOS 500 ANOS, EM MACAPÁ

O Relógio dos 500 Anos foi um relógio comemorativo aos 500 anos do descobrimento do Brasil, desenhado pelo designer austríaco Hans Donner. Em 1998, o relógio passou a ser exibido todos os dias, nos intervalos comerciais da Rede Globo, com o Horário de Brasília e os dias que faltavam para 22 de abril de 2000, quando se completavam os 500 anos.

Desenho

O disco do relógio continha a imagem do planeta Terra com o mapa do Brasil no centro. Os ponteiros que marcavam horas e minutos eram brancos e o ponteiro dos segundos era amarelo, com a forma de uma seta que apontava para o mapa do Brasil. Apenas cores presentes na bandeira nacional foram utilizadas.

Nas versões usadas nas cidades, o relógio feito de lona era colocado sobre uma base que continha um logotipo da emissora que transmitia a Rede Globo na região. Abaixo do disco que mostrava a hora certa, existia um contador digital que fazia a contagem regressiva para o dia 22 de abril de 2000. Abaixo do contador, a inscrição "500 Anos". A parte de trás do relógio trazia o logotipo da campanha da Rede Globo "Brasil 500 Anos". O mercado da moda incorporou a ideia com versões de pulso e de parede.

Réplicas nas cidades

Réplicas do relógio comemorativo foram instaladas em 28 cidades brasileiras. A primeira delas foi inaugurada em 31 de dezembro de 1997, na cidade de Porto Seguro (BA).

No dia 22 de abril de 2000, houve shows comemorativos em frente aos relógios. (Fonte: Wikipédia)

Em Macapá  AP o relógio ficou instalado em frente à cidade, às margens do Rio Amazonas, junto à entrada do Trapiche Eliezer Levy. Ilustrando essa matéria imagem do jornalista Édi Prado, tendo ao fundo, o Relógio dos 500 ANOS.    

domingo, 29 de novembro de 2020

LEMBRANÇAS: AMIGOS DE MACAPÁ

Amiga e colega de faculdade, Carmem Maia, aniversaria neste domingo (29) e recebe os parabéns de parentes, amigos e familiares!

Prof. Carmem, curte sua merecida aposentadoria, depois de muitos anos dedicados ao magistério amapaense.

Foi Secretária de Educação e Cultura do Município de Macapá, entre outros cargos.

Nossa Foto Memória de hoje tem nas imagens os amigos Rosa Costa, Júlio Barriga e Carmem Maia, num carnaval na década de 1960, na antiga sede do Aeroclube, em Macapá.

Boas lembranças!

Foto: Arquivo pessoal de Carmem Maia

Fonte: Facebook

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Foto Memória da Beleza Amapaense: Concurso Rainha das Flores 1968

Na época do Território do Amapá, sempre tínhamos em Macapá destacados eventos, com total participação da sociedade macapaense como desfiles e outras brilhantes promoções filantrópicas e sociais.

Mostramos hoje um registro do Concurso Rainha das Flores, realizado na sede do Esporte Clube Macapá, dia 31 de maio de 1968.

Quarenta candidatas participaram da festa, das quais 10 foram escolhidas numa primeira apresentação, e depois de um novo desfile, os jurados selecionaram as 5 finalistas que aparecem nessas imagens:

A partir da esquerda pela ordem: 1-Carmem Almeida; 2-Eloísa Lopes; 3-Suely Sussuarana; 4-Graça do Carmo e 4-Wanda Ribeiro.

A candidata vencedora foi a número 2 Eloísa Lopes, filha do casal Douglas (Edna) Lobato Lopes: Rainha das Flores 1968.

Foto: Eloísa Cavalcante (Arquivo pessoal)

sábado, 15 de agosto de 2020

Foto Memória de Macapá: Três Pioneiros no Urca Bar

Um registro raro de 1959, uma relíquia histórica, pertencente ao acervo da família do Tenente Pessoa.

Nas imagens, 3 pioneiros de Macapá, em momentos de descontração no interior do Urca Bar.

A partir da esquerda: Tenente Armando Amaral, marido da prof.ª Risalva Amaral; Tenente Pessoa(centro) e à direita o comerciante José Júlio Ferreira, Alemão, proprietário do Urca Bar. A sra. ao lado é Dona Elza Ludovina Tavares Ferreira, esposa do Sr.José Júlio, e o garoto é o Antônio Fernando Tavares Ferredira, filho mais velho do casal, já falecido.

O Urca Bar, foi um estabelecimento comercial montado nos anos 50, pelo comerciante Durval Alves de Melo, na esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Eliezer Levy, no Bairro do Trem, que, anos mais tarde, foi repassado ao Sr. Alemão.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro Jeconias Alves de Araújo

JECONIAS ALVES DE ARAÚJO - carnavalesco, poeta e esportista, filho de Zacarias Alves de Araújo e Odália Vieira de Araújo, era paraense, natural de São Miguel do Guamá, onde nasceu a três de dezembro de 1941. Estava com seis anos de Idade quando seus pais decidiram mudar para Macapá. Seu Zacarias era correeiro(feitor de correias) de méritos inegáveis e estava encontrando dificuldades para desempenhar suas atividades de curtir couros bovinos em São Miguel do Guamá. A transferência da família aconteceu em 1947, ocasião em que os trabalhos de restauração da Fortaleza já estavam quase concluídos e diversas atividades governamentais eram desenvolvidas na fortificação. Foi em busca de melhores condições para sustentar a família. Sem ter onde morar ficou alojado em duas quartinas (casamatas) da Fortaleza São José. Ao lado do forte, entre os baluartes Madre de Deus e São Pedro funcionava o matadouro da cidade, local onde Seu Zacarias visitava frequentemente para recolher o couro das rezes abatidas a fim de curti-los. No citado monumento histórico estava instalada a oficina do Jornal Amapá, órgão de imprensa do Governo do Território Federal do Amapá. Ainda criança, Jeconias se encantou com as máquinas e com as atividades dos gráficos. Moleque esperto passou a prestar diversos serviços aos funcionários, de recados à compra de merenda. Ao completar 12 anos foi admitido como aprendiz e chegou ao posto de diretor, cargo no qual se aposentou. A família Alves de Araújo já residia perto da sede dos Escoteiros do Mar Marcilio Dias, no Trem, quando Jeconias ingressou no Atlético Latitude Zero, como goleiro.  Alto, mas desengonçado ganhou o apelido de Pintão (ou filhotão de pinto). Nem a tradição Pentecostal cultivada principalmente por sua genitora impediu que Jeconias gostasse dos folguedos populares, notadamente do carnaval. Seu nome é sinônimo de folia na Associação Piratas da Batucada. Excelente compositor contribuiu para que a escola sempre brilhasse em suas apresentações. Adorava fazer versos, entre eles os que relatam passagens marcantes de Macapá. Por recomendação médica precisou deixar de lado muitas das suas atividades e decidiu ir morar em Mazagão Velho. Na vila histórica do rio Mutuacá construiu uma nova casa. Ele foi o idealizador do prédio fez os primeiros tijolos de cimento e orientou os pedreiros a que sequenciassem a produção. Para poder tocar a obra estafante, Jeconias morava na casa do Cristiano Barreto, que foi juiz de futebol. No dia 20 de outubro de 2007, por volta das 12h15min, Jeconias partiu para a eternidade. Seu corpo foi velado na Capela Santa Rita e sepultado no Cemitério São José (Buritizal), após as 16 horas. Ele iria fazer 66 anos de idade. 
Texto de Nilson Montoril de Araújo, adaptado ao Porta-Retrato
Fonte: Facebook

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Do Fundo do Baú: Paulão do atabaque

Mexendo em meus arquivos fotográficos, encontrei várias imagens do acervo do saudoso Paulão do atabaque, que me foram repassadas pela família, já há algum tempo:
Nessa primeira foto,  de 1964, vemos o Paulão, com 10 anos, em aula de acordeon com a Professora Isabel. 
Nota do blog: Paulo do Espírito Santo Silva - o Paulão do atabaque - foi um jovem amapaense, que viveu os 33 anos de sua vida, de forma, intensa e descontraída, deixando em todos, parentes e amigos, a lembrança de sua fisionomia alegre e feliz. Felicidades eternas, grande amigo Paulão!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

FUNDAÇÃO DA UNIÃO BENEFICENTE DOS MOTORISTAS DO AMAPÁ

Em 25 de julho de 1955, a Professora Sol Elarrat Canto com seu filho Augusto Celso, lançam a pedra fundamental para a construção da Sede própria e implantação da UBMA (União Beneficente dos Motoristas do Amapá). 
A placa contém a seguinte inscrição: União Beneficente do Motoristas do Amapá - Sede Própria - Macapá 25/7/1955.

Descrição Histórica - No dia 25/7/1952, fundava-se em Macapá a União Beneficente dos Motoristas do Amapá-UBMA, sociedade civil, beneficente, constituída por condutores de máquinas a explosão, profissionais e amadores, e todos aqueles que tinham ligação direta com aquele tipo de máquinas, sem qualquer distinção de nacionalidade, cor, raça ou religião. Dessa data em diante, uma comissão formada José Cardoso da Silva, Luiz Vitorino de Souza, Marcelino Ribeiro da Silva e Antônio Quintino de Menezes, membros da novel instituição, elaborou seu Estatuto, que foi aprovado em sessão de Assembleia Geral realizada no dia 23/12 do citado ano. A UBMA comemorou seu primeiro aniversário de fundação no dia 25/7/1953, consagrado a São Cristovão, padroeiro dos motoristas, e levou a efeito várias solenidades, constantes de novenas rezadas às 19h30min dos dias 22,23 e 24, e missa solene às 6h30min do dia 25. Após a missa ocorreu à benção dos carros, na Praça Veiga Cabral, e, em seguida teve início a procissão conduzindo a imagem do glorioso padroeiro.
Às 8 horas do mesmo dia, no salão nobre do prédio da Prelazia de Macapá, houve posse dos novos dirigentes da UBMA, eleitos para o biênio 1953-1954, em Assembleia Geral realizada no dia 30 de junho: Presidente de Honra: Tenente Coronel Janary Gentil Nunes, governador do Território Federal do Amapá; Presidente: Amilcar da Silva Pereira; Vice-Presidente: Marcelino Ribeiro da Silva; 1º Secretário: Dr. Dário Gomes; 2º Secretário: Gilberto Jucá de Araújo; Tesoureiro: Veridiano Souza; Procurador Geral: Emanuel Pinheiro. O Conselho Fiscal era formado pelo Monsenhor Aristides Piróvano, Amiraldo Elleres Nunes e Juvenal Salgado Canto.    
São Cristovão, Christophorus em latim, é venerado por fiéis da igreja católica, ortodoxa do oriente, anglicana, luterana e umbandistas. No oriente, a festa desse santo ocorre no dia 9 de março. No ocidente, as comemorações acontecem no dia 25 de julho. O nome Christophorus, em grego, significa “aquele que carrega Cristo”. Na Legenda Áurea, uma compilação de histórias de Santos do século XIII, Cristovão é citado como filho de um rei pagão em Canaã ou na Arábia, cuja esposa engravidou depois fervorosas preces ao deus Apolo. A criança recebeu o nome de Reprobus (Offerus) e ao alcançar a fase adulta causava admiração devido a sua compleição física de gigante. Decidido a servir aos mais fortes e destemidos vinculou-se a um individuo muito valente, mas que tinha medo do diabo. Isso foi o bastante para que Cristovão fosse oferecer seus préstimos ao próprio diabo. Fez isso até perceber que seu chefe tremia diante de uma cruz fincada à beira de uma estrada ou algo semelhante a ela compreendendo um esteio com uma placa sinalizadora na bifurcação de caminhos.
Certa vez presenciou um eremita aproximar-se de uma cruz, abraçá-la e beijá-la. Vendo nesse gesto uma prova de grande coragem, aproximou-se do eremita propondo fazer-lhe companhia em suas jornadas. O eremita educou Cristovão na fé cristã e o convenceu a prestar ajuda aos viajantes que precisavam transpor um caudaloso rio com forte correnteza. Certo dia, Cristovão viu uma criança postada à margem do referido rio e, colocando-a sobre o ombro direito iniciou a travessia. A cada passo dado, Cristovão sentia que o peso da criança aumentava. Chegando à outra margem, bastante cansado ouviu o menino dizer: “Tivestes às costas mais que o mundo inteiro. Transportastes o criador de todas as coisas. Sou Jesus Cristo, aquele a quem serves”. Jesus mandou Cristovão fincar seu bastão na terra. No dia seguinte, o cajado havia se transformado em uma exuberante palmeira.
São Cristovão viveu na época das perseguições aos cristãos movidas pelos romanos quando era Imperador Caio Méssio Quinto Trajano Décio, que governou de 249 a 251 depois de Cristo. Capturado pelo governador da Antioquia foi martirizado de forma cruel e depois decapitado no dia 25 de julho de 250 depois de Cristo. A Antioquia era então uma região situada entre a Síria e a Abissínia, hoje cidade de Antakia, pertencente à Turquia. As narrativas sobre São Cristovão começaram a se espalhar pelo mundo a partir do século VI, notadamente na França. Foi canonizado no século XV, mas o Concilio Vaticano II, em 1969, julgou que havia poucas evidências históricas da existência de santidade nele. O mesmo aconteceu com outros 199 mártires do cristianismo, entre eles São Jorge. No sincretismo afro-brasileiro São Cristovão é equiparado ao orixá Xangô. 
O Concilio Vaticano II, convocado a 25 de dezembro de 1961, pelo Papa João XXIII e por ele instalado dia 11 de outubro de 1962, reuniu 2.000 prelados que discutiram vários temas visando atualizar a Igreja Católica. Cerca de 200 santos, cuja existência não tem sólidas convicções históricas, foram removidos do calendário católico. A Igreja aceita a devoção aos santos cassados e o culto aos mesmos, mas eles não fazem parte do Calendário Litúrgico e por isso não têm direito a missa e orações específicas. Entretanto, o povo manteve neles sua devoção. São Cristovão é o padroeiro dos solteiros, marinheiros, viajantes, epiléticos e dos jardineiros. Abranda as tempestades, favorece que seus devotos tenham uma santa morte e se livrem da dor de dente.
A oração que os motoristas devem fazer pedindo a intercessão de São Cristovão é a seguinte: “Daí-me Senhor, firmeza e vigilância no volante, para que eu chegue ao meu destino sem acidentes. Protegei os que viajam comigo. Ajudai-me a respeitar a todos e a dirigir com prudência. E que eu descubra vossa presença na natureza e em tudo o que me rodeia”. (Nilson Montoril)

Texto do historiador Nilson Montoril, publicado, originalmente, em 04/09/2013, em seu blog Nilson Montoril - Arambaé

Nota do Blog: Diante da divergência entre as datas da placa e da fundação da UBMA citada na descrição histórica,  fomos buscar junto ao historiador uma explicação sobre o ocorrido. Eis a resposta: 

"A fundação da UBMA ocorreu no dia 25/7/1952. O lançamento da pedra fundamental da sede da instituição é que foi feito no dia 25/7/1955. A área ficava na margem da rodovia Macapá-Clevelândia, depois denominada Duque de Caxias e depois Duca Serra" (Nilson Montoril)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Uso de bicicletas em Macapá

(*)Por Nilson Montoril
Não há registros formais sobre a existência de bicicletas em Macapá antes da criação do Território Federal do Amapá, em 1943. Elas começaram a aparecer na cidade a partir do ano de 1945. 
A casa Leão do Norte,(foto) então administrada pela família Zagury foi a primeira a vender os fascinantes veículos da marca Hércules. Em pouco tempo, quem não possuía uma bicicleta podia alugá-la pagando um cruzeiro à hora. O negócio era mantido pelo macapaense Francisco Marques Picanço, o Mixico, que ainda reside na capital do Amapá. O próprio Mixico fazia a manutenção de suas bicicletas e montava e lubrificava as que eram vendidas na Casa Leão do Norte, onde trabalhava.
No decorrer de vários anos o Mixico destacou-se como o melhor ciclista da cidade, representando a Congregação Mariana e o Juventus Esporte Clube. Andar pedalando uma bicicleta Hércules dava um prestigio danado, notadamente se o veículo fosse próprio. O Mixico tinha umas 3 ou 4 bicicletas, todas impecáveis quanto ao estado de conservação. Creio que, atualmente, apenas o José do Carmo Tavares, o Zeca Eletricista é o único cidadão de Macapá a manter em funcionamento suas duas bicicletas da marca Hércules. E saiba que o Zeca tem mais de 80 anos de idade e todos os dias transita pelas ruas de Macapá.
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Google images)
Comprar uma bicicleta da marca Hércules não era privilégio reservado a qualquer um. O preço era salgado se comparado ao de outras marcas que depois foram aparecendo. A Casa Leão do Norte manteve a primazia de vender com exclusividade, por muitos anos, as bicicletas Monark. 
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Google images)
Foi neste estabelecimento comercial que, em 1966, comprei minha única bicicleta, um modelo com barra circular (semelhante a da foto) intitulado “Monark Copa do Mundo”. 
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/blog Velhas  Bicicletas)
Antes, tive o prazer de pedalar uma bicicleta Goricke (fabricação alemã)...
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/site João de Souza Lima)
...e outra Mercswiss (fabricação totalmente brasileira), que pertenceram respectivamente as minhas irmãs Nice e Nancy.
Reprodução: Google images





Lembro que a logomarca da Mercswiss era uma bela caravela(foto), cuja placa vinha presa com rebites na parte do quadro por onde era embutido o garfo da roda dianteira e o guidom. Eram alvo de admiração as bicicletas utilizadas pelos padres italianos. 



Elas pareciam ser frágeis, mas suportavam muito bem o corpanzil do Irmão Leigo Francesco Mazollene, o famoso Catterpilar(foto). Esse devotado religioso transportava com freqüência, sobre os ombros, um quarto trazeiro de carne bovina que os membros do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras consumiam na então Prelazia de Macapá. Fazia isso subindo a Rua Cândido Mendes, trajeto compreendido entre o Frigorífico Territorial (que ficava na esquina da citada rua com a Avenida Coaracy Nunes) e a Casa dos Padres, na Rua São José.





(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/blog bicicletas antigas)
As duas primeiras bicicletas oriundas da Itália, ambas da marca Bianchi, fabricadas em Treviglio, Milão a partir de 1885, pela fábrica de Edoardo Bianchi, chegaram a Macapá no dia 5 de outubro de 1948. 
Elas vieram por via marítima até Belém e daí para Macapá em embarcações do governo territorial. Estavam montadas e prontas para uso imediato. 
Os dois maiores utilizadores das bicicletas eram o Padre Lino Simonelli e o irmão Francisco. O Padre Lino virava Macapá de cabeça pra baixo. Muito brincalhão, ele mesmo apitava com a boca para afastar apalermados do caminho. Ia frequentemente pregar o catecismo na periferia da cidade, notadamente no Igarapé das Mulheres (Perpétuo Socorro) e o Morro do Sapo, assim denominada a parte alta no final da Rua São José, antes um precaríssimo caminho cortado por um braço do igarapé da Companhia, área que depois foi rasgada para a abertura da Avenida Nações Unidas.
Nessas andanças pela periferia da cidade o Padre Lino contava com a colaboração do médico Diógenes Gonçalves da Silva, que fazia uso de uma velha bicicleta da marca Hércules trazida de Belém.
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Crédito:Josué Santos)

Outra marca de bicicleta que eu conheci e andei foi a Gulliver, fabricada em Bonsucesso no Rio de Janeiro pela firma “B Herzog”, pertencente à família de Leon Herzogera, seu fundador. Isso ocorreu a partir de 1951, e o veículo era de ótima qualidade. Em 1939 Leon Herzog possuía uma pequena fábrica na Polônia, mas a ocupação do país pela Alemanha o fez perder tudo. Em 1945, após a segunda guerra mundial Leon migrou para o Brasil. Sua lojinha de Bonsucesso cresceu até virar fábrica. Entretanto, devido a desentendimentos entre os familiares acionistas a firma encerrou suas atividades no final da década de 1950. As bicicletas de hoje são mais bonitas, leves, resistentes, mas perderam o encanto de outrora. Porém, a bicicleta é disparadamente, o veículo mais usado em todo o mundo.(Nilson Montoril)
(*) Historiador, professor, radialista e blogueiro do Amapá.

Fonte: Texto especialmente adaptado para o blog Porta-Retrato, publicado originalmente em 12/11/2013 no blog do historiador Nilson Montoril. Leia o original, na íntegra, em Nilson Montoril - Arambaé.


Nota do blog: Todas as fotos das bicicletas foram pesquisadas no Google images e extraídas de sites na internet. Estão publicadas no blog apenas a título de ilustração, sem qualquer cunho pessoal com o editor do texto.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...