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sexta-feira, 19 de abril de 2024

FOTO MEMÓRIA – PIONEIROS DO AMAPÁ

Médico e amigo Leão Zagury envia, do Rio de Janeiro, para o blog Porta-Retrato-Macapá, mais uma rara relíquia de seu baú de lembranças! Nas imagens, ele, aos sete/oito anos de idade, com dois ilustres pioneiros do Amapá: Edilson Borges de Oliveira (*) e Clóvis Penna Teixeira. Edilson Borges, filho do intendente Ernestino Borges, foi o décimo terceiro prefeito do Município de Macapá e o terceiro da segunda república pelo PSD (Partido Social Democrático). Borges de Oliveira exerceu a administração de Macapá no período de janeiro de 1950 a março de 1951. Clóvis Teixeira trabalhou com Janary Nunes, foi Secretário Geral do Território do Amapá durante o governo de Raul Montero Valdez e ainda Representante do Amapá em Belém. Leão recorda que a fotografia dos anos 1950 foi tirada em Belém do Pará, durante o seu tratamento médico naquela cidade.

(*) irmão de Sandó e Aurino Oliveira

Foto: Leão Zagury/Arquivo Pessoal (Cortesia)

quarta-feira, 3 de abril de 2024

UM PIONEIRO DO AMAPÁ > JOSÉ OTÁVIO MAIA (in memoriam)

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Nossa homenagem póstuma a um dos Pioneiros do Amapá.

JOSÉ OTÁVIO MAIA um dos Pioneiros do Amapá, nasceu em Fortaleza, Ceará em 19 de junho de 1925, filho de José Augusto Brandão Maia e Maria Brandão Maia. Apesar de não ter formação superior, seu conhecimento empírico o permitiu executar diversas tarefas de forma segura e com excelente desempenho.  Chegou ao então Território Federal do Amapá em meados de 1945, recrutado para trabalhar como soldado da borracha, na extração do látex, suco leitoso esbranquiçado tirado da seringueira. Deixou a mata e foi para a cidade. A empresa ICOMI, sediada em Santana, ofereceu-lhe um emprego na estação ferroviária de Porto Platon.  Após alguns anos, no final dos anos 50, saiu da empresa para ingressar no quadro de funcionários do Governo do Território do Amapá. Viveu com a família por mais de 25 anos na Av. Raimundo Álvares da Costa, situada entre as Ruas Tiradentes e São José, em frente à antiga Garagem Territorial. Com desempenho e competência, ocupou cargos de relevância nos governos da época:  foi Diretor da Rádio Difusora de Macapá, trabalhou na Garagem Territorial e na Secretaria de Educação. Atuou como professor na Escola Industrial de Macapá, tendo, posteriormente, conseguido  sua aposentadoria. Era casado com a Sra. Norma Magalhães Maia, com quem teve 12 filhos, sendo que 4 já faleceram. Teve ainda 32 netos, 24 bisnetos e 02 tataranetos. Em 19 de fevereiro de 1992, aos 66 anos de idade, faleceu em Belém do Pará, vítima de um câncer na garganta e faringe. O corpo foi trasladado para Macapá e está sepultado no Cemitério de São José, situado no Bairro de Santa Rita.

Nota do Editor: Agradecemos ao Carlos Magno, filho do biografado, que nos auxiliou na elaboração desta biografia! (João Lázaro)

domingo, 4 de fevereiro de 2024

MEMÓRIA DA MACAPÁ DE OUTRORA = ANTIGO POSTO POLICIAL

Imagem de 1992, extraída de um vídeo postado no You Tube, nos permite compartilhar raro registro fotográfico de memória da Macapá de outrora. Trata-se de um posto policial, em madeira, construído em 1997, na época em que o Território Federal do Amapá era governado pelo Dr. Jorge Nova da Costa. Temos informações que este Posto Policial funcionava no antigo Igarapé das Mulheres, atual bairro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, zona central de Macapá. Soube-se que ele ainda chegou a ser reformado e continuou com a mesma finalidade, por mais algum tempo, mas depois de modificações e aterro no bairro, nada mais existe no local.
Fonte: YouTube

domingo, 15 de maio de 2022

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: DROGARIA ZAGURY

Por Nilson Montoril

No dia 2 de julho de 1950, era instalada em Macapá, a Drogaria Zagury, constituída pela a firma Sarah Roffé Zagury, cuja titular era a esposa do marroquino naturalizado brasileiro, Leão Zagury, à época já falecido. 

Conseguimos identificar a partir da esquerda, pela fisionomia, o 2º Avertino Aciolly Ramos (de roupa escura); o senhor idoso que é o 4º na sequência, (de branco com as mãos juntas na frente do corpo), é o Seu João Batista de Azevedo Picanço (Tio Joãozinho); o cidadão de bigode (em traje branco na direção da parede) é o farmaceutico José Zagury; ao lado dele (de calça preta) o Dr. Raul Montero Valdez .
A partir da direita: o 3º Sr. Álvaro Guimarães Vasques; o 5º (de boné) é o Sr. Homero Charles Platon e o 7º é o Sr. Alamiro Rodrigues de Souza. Os demais, não conseguimos identificar.

A solenidade ocorreu numa manhã de domingo, contando com a presença do médico e advogado Raul Montero Valdez, Secretário Geral do Governo do Território Federal do Amapá, que exercia interinamente a governadoria.

Também prestigiaram o evento, o Diretor da Divisão de Saúde, médico Álvaro Pinho Simões, o Dr. João Gomes, Gerente do Banco do Brasil, o comerciante Lourenço Borges Façanha, Oficial do Gabinete do Governador e diversos amigos da família Zagury. A farmácia foi instalada na mesma área onde estava edificada a Casa Leão do Norte, a Avenida Presidente Vargas, número 733, trecho compreendido entre as Ruas Cândido Mendes de Almeida e Independência, atual Vereador Binga Uchoa. Antes da instituição da farmácia, a Casa Leão do Norte funcionava com loja de tecidos, mercearia e venda de drogas medicamentosas.

Fundada pelos irmãos Jayme Isaac Zagury e Moisés Zagury, a farmácia foi montada por Hernani Vitor Guedes, que havia concluído o curso superior na Escola de Farmácia do Pará, que posteriormente foi transformada em Faculdade. O curso feito pelo Hernani tinha a duração de três anos, mas assegurava ao aluno concluinte, as mesmas prerrogativas que depois se deu aos farmacêuticos bioquímicos. Hernani era o único funcionário e o responsável técnico do estabelecimento. Quando houve a necessidade de contratação de outro funcionário, a escolha recaiu inicialmente em Dulcinéia Guedes, Irmã do Hernani. Posteriormente, foram admitidos Francisco Quintela do Carmo e Bruno Gonçalves Guedes, pai do dirigente. Seu Bruno tinha trabalhado como atendente em farmácias de Belém.

Em 1963, em decorrência do fechamento da Sorveteria Central, que também pertencia à família Zagury, a farmácia passou a funcionar no prédio disponível, erigido na esquina da Rua Cândido Mendes com a Av. Siqueira Campos, hoje rotulada como Mário Cruz. Neste local, ingressou na firma a jovem Iracilda. Hernani Guedes era a alma da Drogaria Zagury. Seu conhecimento técnico assegurava o atendimento preciso dos fregueses.

Anos mais tarde, foi aberta uma filial da farmácia, em um dos anexos erguidos no lado direito do Mercado Central de Macapá, paralelos a Avenida, Henrique Antônio Galúcio. 

O Farmacêutico Bioquímico Januário Guedes, irmão do Hernani Guedes, foi contratado para gerenciá-la, ficando sob coordenação e supervisão da matriz. 

A Senhora Sarah Roffé Zagury possuía um apreciável conhecimento do uso de plantas medicinais, enriquecida com os aprendizados obtidos junto às matriarcas da comunidade negra da cidade.

Em frente à sua casa morava a senhora Guadiana, chamada de Vó Guadiana pelos macapaenses. Esta cidadã foi uma ilustre parteira e curandeira. Para dispor de muitas ervas medicinais, ela repassou muitos segredos curativos para Dona Sarah.

A viúva de Leão Zagury mantinha um grupo de colaboradores, que fazia as coletas necessárias pela periferia de Macapá. 

No meio da turma, destacava-se um rapazinho chamada Raimundo Souza, que anos depois, o cientista Valdemiro Gomes cognominou de Sacaca.

O farmacêutico Hernani Guedes nasceu em Belém, no dia 12 de abril de 1924. Em dois de julho de 1950, ao assumir a direção da Drogaria Zagury, estava com vinte e seis anos de idade. Ao desligar-se da firma Sarah Zagury, Hernani decidiu criar sua própria empresa.

Tornou realidade seu intúito no dia 17 de novembro de 1982, quando instituiu a firma Hernani Vitor Guedes & Cia Ltda, cuja atividade principal era o com comércio atacadista de medicamentos e drogas. O nome de fantasia ficou sobejamente conhecido – Farmácia Cristo Rei. Além de ter sido um brilhante empresário, Hernani devotou-se à música, despontando como autêntico mago tocando violino.

Em 1963, criou o conjunto musical “Os Mocambos”. Até pouco tempo, integrou a Orquestra Primavera. Ele completou 98 anos de idade no dia 12 de abril de 2022 e permanece ativo no seio de sua família, sob os cuidados da esposa Marly Carrera e dos filhos.

Fonte: Diário do Amapá

                        (Post reeditado e repaginado)

                                                (Última atualização em 15/05/20220)

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Foto Memória de Macapá: Show de Roberto Carlos em Macapá

Compartilho foto rara de 1972, gentilmente cedida por Francisco Bessa, um dos filhos do casal Genésio (Líbia) Bessa de Castro (em memória), publicada na pagina do Memorial Amapá, na rede social.

"Rei Roberto Carlos quando de um show em Macapá. Ficou hospedado no Macapá hotel. Genésio de Castro e sua esposa Líbia eram os gerentes. Anos Dourados do Território Federal do Amapá."

Nas imagens: Genésio de Castro, Roberto Carlos, Rosângela Chagas e Líbia Castro.

Francisco Bessa confessa-se “arrependido”, pois sempre que revê essa foto, lembra que foi convidado, mas, envergonhado, preferiu ficar na lateral da escada, aparecendo só as havaianas dele.

Minha comadre radialista Cristina Homobono lembra bem desse evento:

“Marcantes essas lembranças, Genésio e Líbia Castro anfitriões perfeitos. Organizaram tudo para que a coletiva de Roberto Carlos com a imprensa amapaense fosse bem organizada e foi. Um dos trunfos de minha caminhada como mulher radialista neste Amapá, foi essa entrevista com Roberto Carlos. Tempos bons! Hoje, o Macapá Hotel nem existe mais.”

Olhe nós aí, comadre!

O amigo Luiz Lopes Neto – de boa memória - lembra também, que o Rei foi transportado ao estádio em um luxuoso automóvel da época, que pertencia ao Dr. Cícero Borges Bordalo, brilhante advogado amapaense. Cicero Bordalo Jr. confirma que o veículo de seu pai, citado por Luiz, “era um LTD LANDAU, um carro igual ao Gálaxie, todavia, mais luxuoso e moderno. Foi orientado a comprar pelo seu Moisés Zagury, que era o representante da FORD, concluiu”.

Fonte: Memorial Amapá (via Facebook)

 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

MEMÓRIA DO ESCOTISMO DE MACAPÁ – TIME DOS ESCOTEIROS DA TROPA “VEIGA CABRAL”

Foto Memória compartilhada pela amiga Dayse Nascimento em sua página na rede social, mostra um registro fotográfico do início dos anos 50.

É uma das relíquias – entre fotos e documentos - herdadas de seu pai Chefe Clodoaldo Carvalho do Nascimento.

Foto de relevância histórica, mostra importantes figuras de pioneiros do Amapá, na formação do Time dos Escoteiros da Tropa Veiga Cabral, do Laguinho.

Em pé: Clodoaldo Nascimento, Ubiracy Picanço, Lourival Furtado, Adelino, Joaquim Sussuarana, Adolfo Lima, Expedito Ferro (91) e Pedro Carvalho.

 Agachados: Ruy Campos, Glycério Marques, Godi e José               Raimundo Barata (usando touca).

  Foto de 1953.

   Fonte: Facebook (com informações de Nilson Montoril)

quarta-feira, 4 de maio de 2022

ANTIGO PRÉDIO DO PRESÍDIO DO BEIROL - MACAPÁ

Nossa FOTO MEMÓRIA de hoje, vem do acervo pessoal da família Cantuária. 

Bem na porta, de casquete, com uniforme da Guarda Territorial, vemos o Inspetor Ítalo Marques Picanço.

No degrau abaixo, a partir da esquerda de quem olha, está o Ten. Charone, tendo ao seu lado esquerdo (de óculos) o delegado Antero Picanço Furtado. Os demais, não conseguimos identificar.

Ana Cantuária é a primeira (à esquerda) das três mulheres no degrau inferior, bem à frente.

O amigo Aluísio Cantuária, publicou em sua página na rede social, um importante registro de um raro momento dos primeiros tempos do Território Federal do Amapá, início dos anos 1960: a frente do prédio da administração do Presídio do Beirol, em Macapá, na rua Jovino Dinoá (ao lado do Quartel da Polícia Militar). 

Aluísio conta na legenda, que a irmã dele Ana Cantuária Queiroz, na época, aluna da Escola Normal,” iniciava sua vida profissional no magistério, lecionando na escola primária (salvo engano para filhos dos presos) que funcionava junto ao presídio. É uma foto que tem bastante relação com minha infância. Até o ano de 1962, minha família morou na Vila de Fazendinha (meu pai era funcionário do Governo do TFA, lotado na Divisão de Produção, à qual estava vinculado o posto Agropecuário de Macapá, que funcionava na Fazendinha). Constantemente íamos à Macapá, tanto em um ônibus dirigido pelo senhor Tibúrcio, como em carroceria de caminhão do governo. "

"Obrigatoriamente passávamos em frente ao presídio - na ida e na volta -, com sua vila de casas ao lado, onde, parece, moravam famílias de presos que ali cumpriam pena."

"Na foto, minha mana está bem na frente, cabelos compridos e um pouco encaracolados. Sempre foi bonita! Um pouco atrás dela, à sua direita, aparece um senhor que se trata do Tenente Uadih Charone. Ela identificou outras pessoas, mas não lembro dos nomes. Certamente o pessoal do grupo os identificará. Bom exercício de memória a todos! “.

O historiador Nilson Montoril de Araújo, complementa informando que o “Tenente R2, Uadih Accioly Charone era, à época, o Diretor da Divisão de Segurança e Guarda. Aparecem na foto os servidores da Colônia Penal São Pedro. A rua Jovino Dinoá, a partir da Av. Feliciano Coelho era mão dupla e correspondia ao trecho inicial da estrada da Fazendinha. Ainda não havia acesso pela rua Leopoldo Machado devido a área alagada da Ressaca do Beról. As famílias dos presos casados de bom comportamento residiam em casas situadas à direita do presídio. O motorista de ônibus citado pelo Aluísio era o Tibúrcio Melo, bastante conhecido na cidade. Na área posterior da Colônia Penal São Pedro existiam muitos pés de caju, plantados pelos presos. Em decorrência deste fato, o presídio ficou conhecido como Cajual. Para evitar transtornos aos filhos dos apenados em escolas do Trem, um estabelecimento de ensino funcionava na colônia."

Fonte: Facebook

 

domingo, 11 de abril de 2021

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: UM INESQUECÍVEL BAILE DE CARNAVAL NO CÍRCULO MILITAR

A imagem de NOSSA FOTO MEMÓRIA, de hoje, nos remete ao início dos anos 70 em um animado baile de Carnaval no memorável Círculo Militar de Macapá.

No registro postado por Wanke do Carmo, em uma rede social, temos, em primeiro plano, quatro lindas jovens da época. A partir da esquerda: Carmem Viana, Katia Houat, Lourdinha Teles e Goreth Paes. Gratas lembranças!

Foto: acervo da família Carmo

Fonte: Facebook

quinta-feira, 18 de março de 2021

FATOS E MEMÓRIAS DO AMAPÁ: Manoel Cordeiro - Um gênio da música


                                                                 (Foto: Reprodução / Facebook)

Por (*)Humberto Moreira

“Realmente a população de Macapá ganhou, com o passar do tempo, muitas facilidades e avanços que deixaram a vida mais tranquila. Mas já fomos uma cidade onde não havia supermercados e atacadões. Foi no tempo dos pequenos comércios de gêneros alimentícios, comumente chamados de “tabernas”. Lembro de minha mãe me mandando diariamente a esses estabelecimentos para comprar arroz, farinha, açúcar e todo tipo de gêneros de primeira necessidade. Na época não se comprava em grandes quantidades e tínhamos de voltar diariamente às tabernas do bairro para comprar o que era necessário.

E foi nessas idas e vindas que conheci a Casa Novo Horizonte, que ficava na esquina da Hildemar Maia com a Mendonça Furtado, na chamada rua do aeroporto. Haviam alguns outros pequenos comércios que eram mais perto de casa. Porém uma coisa me atraiu ao local desde o primeiro dia. Naquela taberna havia um senhor e seu filho que tocavam e quando eu chegava lá acabava ficando um pouco mais para ouvir as músicas executadas pela dupla. Sentava em cima da sacaria e acabava atrasando o mandado da Dona Dulce.

O velho era Seu Mundinho. Um paraense de Ponta de Pedras e o garoto, filho dele, era nada mais nada menos que Manoel Cordeiro. Fui me aproximando devagar e fiz amizade com aquele garoto pois, eu já participava dos programas de música ao vivo na Rádio Difusora e vi ali a oportunidade de mais um parceiro.

Do outro lado da rua havia um bar chamado Casa Três Padroeiros, de propriedade de um enfermeiro chamado Francisco Monteverde. Lá aos domingos, se reunia a nata da música macapaense. Estavam por lá artistas como Francisco Lino, Manoel Sobral, Beni Santos, Geraldo do Pandeiro, Fernando da Cheirosa, Amilar, Vitaleiro, Treze e tantos outros.

Nas minhas idas e vindas à Casa Novo Horizonte fui ficando cada vez mais amigo do Manoel Cordeiro, chegando a ponto de convida-lo pra gente ir se meter no meio dos bambas que domingo frequentavam o bar da frente.

Tomamos coragem suficiente e atravessamos a rua num domingo. No repertório cantado pelos frequentadores da Casa Três Padroeiros, bolerões de Nelson Gonçalves e sambas de Ataulfo Alves muito aplaudidos na época.

Lá chegamos nós meio tímidos, Manoel com seu violão e eu querendo uma oportunidade pra soltar a voz. Não demorou muito para sermos chamados ao palco. A gente havia ensaiado um samba que tocava muito no Carnet Social da RDM chamado “Ilha do Marajó” de Zito Borborema. Tacamos Ficha. Dois moleques atrevidos em meio às feras musicais da cidade: ‘Recebi um telegrama do meu velho pai me pedindo pra voltar...”. A casa se derreteu em aplausos depois que terminamos. Saímos de lá felizes pelo resultado da nossa audaciosa aventura.

Anos depois, já adultos, integramos os grupos de bailes. Mas nunca estivemos num mesmo conjunto. Ele foi para Os Inimitáveis e Embalo Sete e eu para os Joviais e depois Cometas. Ele seguiu sua carreira fazendo sucesso com a Banda Warilou e eu continuei por aqui na vidinha de sempre.

Há mais ou menos um mês atrás aquele garoto, meu companheiro, hoje famoso maestro da música da Amazônia e conhecido no Brasil inteiro, foi infectado pelo Corona Vírus. Fiquei com o coração apertado, pois essa doença arrancou de mim algumas pessoas queridas. Gente da música também, como Fábio Mont’alverne e Siney Saboia. Não sou de rezar toda hora, mas fiz uma oração pedindo pela cura do meu amigo. Nossos laços, apesar da distância, não se desfizeram nunca e eu ficaria ainda mais triste se ele partisse.

Graças a Deus Manoel Cordeiro está se recuperando e eu o vi na semana passada no programa da Ana Maria Braga, acompanhando a Fafá de Belém. E fiquei feliz sentindo um alívio de ver que esse gênio da música ainda vai continuar conosco. Saúde irmão. Você não pode nos deixar agora porque se for, levará consigo muito da nossa alegria.

(*) Radialista, jornalista e cantor amapaense

(Fonte: Facebook)

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“Trajetória - Manoel Cordeiro começou a tocar aos 12 anos. O avô era maestro no Ceará. A mãe, cabocla marajoara, tocava cavaquinho. Curioso e autodidata, o então jovem músico ingressou em bandas de baile na primeira metade dos anos 1970. De 1976 a 1986, deixou o talento de lado e foi funcionário do Banco do Brasil, onde chegou a ser supervisor de operação. Mas, em 1983, voltou aos estúdios, desta vez para tocar ao lado do irmão. Nessa época, Manoel recebeu de Alípio Martins uma proposta irrecusável: montar uma banda base que acompanhasse vários artistas.

E assim ele contabiliza, por alto, mais de 700 participações em discos. Na década de 1980, trabalhou na criação do estúdio Gravasom, de Carlos Santos, que tinha selo, rádio e loja de discos. Quem emplacasse no Pará, tinha distribuição nacional pela Polygram. Em 1987, Manoel Cordeiro foi contratado como músico e arranjador de Beto Barbosa e, logo depois, começou a produzir o artista, que chegou a vender 1,5 milhão de cópias por álbum, um sucesso estrondoso que acabou atraindo quem não era do ramo.” Agência PA (SECOM)

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

MEMÓRIAS DA CIDADE DE MACAPÁ > PRAÇA DA MATRIZ

Publicamos hoje mais um artigo do historiador Nilson Montoril, sobre as Memórias de Macapá, com ilustrações de fotos históricas de nossos arquivos:

Recordações da minha infância – Praça da Matriz

Por Nilson Montoril

Em fevereiro de 1758, ao ser feito o delineamento da área onde seria implantada a Vila de Macapá, dois amplos espaços retangulares foram traçados e identificados como Largo de São Sebastião e Largo de São João. 

Devido à edificação da Igreja Matriz de São José, com o passar do tempo, o Largo de São Sebastião ficou conhecido como Largo da Matriz e assim permaneceu até 1924, ocasião em que recebeu como patrono o Capitão do Exército, Augusto Assis de Vasconcelos. 

Em torno do Largo da Matriz despontou o centro histórico de Macapá compreendendo prédios públicos da administração municipal e residências diversas.


Entre os primeiros figuraram a sede do Senado da Câmara, a Cadeia Pública, a Escola São José, a Casa Paroquial e o templo religioso cujo patrono é o santo carpinteiro. Os imóveis em questão ocuparam terrenos à Rua São José, a única via pública de Macapá, que manteve sua designação original. Casas de comércio, oficinas e portas de prestadores de serviços contornaram o referido largo. Os principais acontecimentos ocorriam no centro da vila e depois cidade de Macapá. Em 1943, quando foi criado o Território Federal do Amapá, a decadência de Macapá era preocupante. A contar de janeiro de 1944, mudanças expressivas começaram a mudar o panorama desolador do burgo. 

Velhos casarões passaram por reformas bem interessantes. As chamadas casas de taipa, feitas de barro foram reparadas com o mesmo material e apresentaram ótimo aspecto. Elas serviram para abrigar órgãos da administração territorial.

No antigo casarão do Senado da Câmara foi instalada a Unidade Mista de Saúde e esse uso se estendeu até a Inauguração do Hospital Geral de Macapá. Posteriormente serviu pra o funcionamento do Palácio do Governo. Em 1970, o prédio estava seriamente avariado e sem condições de ser reformado ou adaptado. 

Na área despontou a Biblioteca Pública de Macapá, cujo aspecto era mais modesto do que vemos atualmente. 

Na Travessa Floriano Peixoto, onde o Padre Júlio Maria de Lombarde fez funcionar o Colégio das Irmãs do Sagrado Coração de Maria passou a funcionar a Divisão de Segurança e Guarda.

Mais adiante, na esquina da travessa em epigrafe, com a Rua Barão do Rio Branco (Cândido Mendes), o Fórum foi revitalizado. 

Entre a Travessa Siqueira Campos (Av. Mário Cruz e o Beco do Sambariri (Passagem Abraham Peres), o governo montou o Serviço de Geografia e Estatística.

Os demais órgãos dividiram espaço com a Prefeitura de Macapá, onde hoje está funcionando o Museu Joaquim Caetano da Silva. Pequenas casas comerciais e residenciais prontificavam nas demais áreas. 

O Largo de São Sebastião foi o ponto vital da Vila de Macapá, que tinha no Senado da Câmara o órgão encarregado da gestão administrativa, da Justiça e de Polícia. 

Pelourinho
O pelourinho, símbolo das franquias municipais ficava próximo ao próprio Senado da Câmara. Em frente ao pelourinho eram lidas as proclamações e alvarás da edilidade macapaense e as oriundas do Grão-Pará e de Lisboa. As correções disciplinares principalmente as que se destinavam aos escravos também ali aconteciam. O Largo da Matriz não era dividido por caminho ou passarela. Por ocasião das festas de devoção, notadamente as consagradas a São José, competições comuns em Portugal eram levadas a efeito.

A mais empolgante era o “Jogo das Argolinhas” disputado por exímios cavaleiros que integravam a guarnição da Fortaleza. Cavalgando bons cavalos, e postando lanças, os competidores deveriam introduzi-las em pequenas argolas dependuradas em linha reta, que ficavam balançando como o pêndulo de um relógio. Os arraiais, com barracas bem ornamentadas e brincadeiras populares encantavam aos participes ao longo do tempo, a área da atual Praça Veiga Cabral foi a mais utilizada por ser plana. A outra ala tinha um declive no sentido da Avenida General Gurjão. 

Em síntese, a Praça da Matriz serviu de pasto para animais, campo de futebol, armação de barracas de arraial, carrossel, barquinhas, roda gigante, circos, desfiles escolares, missa campal, comício político, show de artistas, etc.

Fonte: Diário do Amapá

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Foto Memória de Macapá: Sr. MAMED, um dos pioneiros da arte fotógráfica de Macapá

AHMED MAMED, este é o nome do personagem homenageado, hoje, pelo blog Porta-Retrato. Falando assim, muita gente pode não saber de quem se trata.
Era um dos primeiros da cidade: “RETRATISTA (fotógrafo)! Isto mesmo! Surgiu nas plagas amapaenses, antes dos irmãos Cruz, (do saudoso Foto Cruz), ou dos irmãos Uchôa, (do Foto Lumiére), no Centro da cidade, sem contar com os Irmãos Marinho, no barro do Trem, entre outros que chegaram depois.
Seu Mamed - como era conhecido na cidade - foi um Lambe-lambe: fotógrafo ambulante que exercia a sua atividade nos espaços públicos como jardins, praças, feiras.
“O Lambe-lambe desenvolvia seu trabalho com uma câmera-laboratório: uma caixa de madeira com uma lente apoiada num tripé. A câmera era dividida em duas partes, sendo que a inferior continha os dois banhos, revelador e fixador, que eram utilizados ao mesmo tempo, para o processamento químico de filmes e papéis. As fotos eram reveladas ali mesmo, quase que instantaneamente, o que dava ao fotografo uma mobilidade incrível, uma vez que não precisava mais se deslocar ao laboratório para revelar os filmes.” (Blog Lambe-lambe digital)
Pelo nome pode-se notar que Seu Mamed era de origem árabe. Ele nasceu dia 7 de novembro de 1895, em Damasco, capital da Síria, uma nação localizada no Oriente Médio, mais especificamente no Sudoeste da Ásia.
Filho de Mamed Ganem e Vanda Ganem.
Após a 2ª Guerra Mundial, Ahmed Mamed veio para o Brasil. Passou por São Paulo, Rio de Janeiro e fixou-se em Aracati, um município do estado do Ceará, a 150 km da capital cearense Fortaleza, onde conheceu Dona Laura Barbosa Mamed com quem se casou e teve 16 filhos, sendo 14 homens e duas mulheres. Depois de algum tempo foi para Belém do Pará.
Devido a proximidade da cidade de Macapá, ele acabou indo bater fotos dos macapaenses, durante uma Festa de São José, na capital amapaense.
A falta de fotógrafos na cidade, obrigava a empresa ICOMI - que estava sendo implantada no Território - a procurar profissionais em Belém para completar fichamento dos candidatos a serem admitidos para os trabalhos operacionais em todo seu complexo projeto.
Ciente dessa dificuldade, Seu Mamed, que estava em Macapá, foi procurado pela empresa e imediatamente contratado para prestar esse importante serviço àquela mineradora.
Bateu inúmeras fotos dos fichados, principalmente nas regiões de Porto Grande e Serra do Navio.
Durante sua breve estada por Macapá ele sentiu a urgente necessidade que a cidade tinha, da presença de um fotógrafo, para atender à população local.
Foi aí que seu Mamed, ao voltar para Belém resolveu transferir-se, em maio de 1954, com armas, bagagens e a família, para fixar residência em Macapá e montar negócio no ramo da fotografia.
Segundo o jornalista Ernani Marinho, nessa época só existia em Macapá o Seu Daniel, um funcionário público que prestava esse serviço à população através do Foto Daniel situado na presidente Vargas, praça da Matriz, à época, ao lado do beco das Pernambucanas, também conhecido como "Beco do Abieiro".
Inicialmente Mamed montou um ponto em frente ao Café Canarinho, na Rua Cândido Mendes, depois atravessou para a calçada do Frigorífico Municipal, que ficava em frente, próximo ao Mercado Central, onde permaneceu até os anos 60, quando ficou muito doente.
Seu Mamed ajudou muitos outros pioneiros, tanto seus patrícios imigrantes do oriente médio (turcos, sírios e libaneses) que lá chegavam, quanto outros brasileiros que buscavam nova forma de vida rentável, e que se constituíram nos primeiros comerciantes do recém criado Território Federal do Amapá, entre eles os Irmãos Guilherme e Humberto Cruz, filhos do pioneiro Mário Cruz, comerciante ribeirinho que encontrou as primeiras pedras de manganês na região de Serra do Navio.
Após alguns anos em Macapá, Mamed, acometido de sérios problemas de saúde, foi obrigado a abandonar sua atividade.  O filho Mamed Barbosa Neto, assumiu a profissão, até a morte do pai dele em 21 de janeiro de 1968, aos 72 anos.
Dona Laura, nascida em 25 de outubro de 1921, faleceu em 21 de janeiro de 2016, com 94 anos, em Belém/PA, coincidentemente, mesma data do falecimento de seu marido, há 48 anos.
Dos filhos do casal estão vivos 5 homens e duas mulheres:
Mamed Barbosa Neto; Azizo; Vanda; Belém; Bazet; Sâmia e Eliezer, todos com sobrenome Barbosa Mamed, na faixa etária dos 60 aos 75 anos.
Ahmed Mamed está sepultado, no Cemitério de São José, no Centro de Macapá, em jazigo da família.
Dona Laura, descansa em Paz no cemitério Max Domini, em Belém do Pará.
Registro fotográfico da produção dos retratos para documentos no Rio de Janeiro (RJ). 
Fonte: FRÓES, Leonardo. Lambe-lambe. Rio de Janeiro: Secretaria Estadual de Cultura, 1978.
MAS,   POR QUÊ, LAMBE-LAMBE?
É importante, explicar para a geração das selfies, que a origem do termo é porque se lambia a placa de vidro para saber qual era o lado da emulsão ou se lambia a chapa para fixá-la. As circunstâncias exigiam tempo mínimo de lavagem e mínima quantidade de água. Aí, para garantir a qualidade do trabalho, eles tocavam a língua nas fotos durante a lavagem para avaliar a qualidade da fixação e da própria lavagem. Os clientes e passantes que viam aquela cena não podiam entender por que aquele homem a cada instante "lambia" as fotografias.
A História conta, que os fotógrafos ambulantes surgiram nas primeiras décadas do século XX, trabalhando em praças e parques. Eram quase sempre procurados para registrar momentos especiais, familiares ou para tirar retratos para documentos do tipo 3x4.
Eles usavam um equipamento fotográfico, conhecido como máquina-caixote, que era revestido com couro cru, madeira ou metal e coberto na parte posterior com uma espécie de saco negro, com três aberturas: dois orifícios para os braços e um para enfiar a cabeça na hora de bater e revelar as fotografias.
Além de ser utilizada para o registro fotográfico, também servia para mostruário, com as laterais cobertas de fotos.
Eles batiam a foto e revelavam na câmara escura da própria máquina.
Para se obter uma fotografia convencional eram essenciais o processo de revelação, fixação e lavagem.
A secagem acontecia ao ar livre com as fotos penduradas em um cordel, fixas por um prendedor de roupas. (Wikipédia)
Para a montagem dessa biografia contamos com a colaboração de Azizo Barbosa Mamed, filho do biografado.
 (Post atualizado em 24/01/2020 às 23h30m)

terça-feira, 10 de abril de 2018

Foto Memória ARTE TEATRAL - “PLUFF O FANTASMINHA”, em Macapá

Por iniciativa dos membros da UECSA (União dos Estudantes Secundaristas do Amapá), nos idos dos anos 1959/1960, foi apresentada em Macapá, no palco do Cine Teatro Territorial sob a direção e participação de Cláudio Barradas, a peça "Pluft - O Fantasminha", tendo no elenco destacadas figuras da sociedade cultural amapaense, tais como, Guilherme Jarbas, Carlos Nilson, Antônio Farias, Adilson Araújo, Consolação Côrte, Alzira Reinaldo, Vera Lúcia Santos, entre outros.
(Fotos: Reprodução / UECSA / Arquivo de Sebastião Cunha)
“Pluft, o Fantasminha” é uma peça teatral infantil escrita pela dramaturga brasileira Maria Clara Machado em 1955, apresentada com os seguintes personagens:
Pluft - o fantasminha;
Maribel - Neta do Capitão Bonança;
Mãe - Fantasma;
Tio Gerúndio - Marinheiro Fantasma;
Xisto - primo fantasma;
Prima bolha - agente da polícia secretíssima fantasma;
Julião - Marinheiro;
João - Marinheiro;
Sebastião - Marinheiro;
Perna de pau - Marinheiro Pirata;
Capitão Bonança - Capitão;
Naftalina Vaporosa - esposa do Tio Gerúndio
Conta a história do rapto de uma menina (Maribel) pelo malvado pirata Perna-de-Pau. Escondida no sótão de uma velha casa, ela conhece uma família de fantasmas e faz amizade com Pluft, um fantasminha que tem medo de gente.
A peça foi encenada pela primeira vez pelo Tablado no Rio de Janeiro, em setembro de 1955, com direção da própria autora, e recebeu o prêmio APCA(Associação Paulista de Críticos de Arte). (Wikipédia)
Foto: Reprodução / Jornal do Feio



Cláudio Barradas - teatrólogo, ator e padre - apaixonado pelo teatro, foi um dos fundadores da atual Escola de Teatro e Dança da UFPA, mas por quase duas décadas abandonou os palcos para se dedicar somente ao sacerdócio. Mas nunca deixou de amar o teatro, para onde acabou retornando.
Considerado um ícone dos palcos paraenses, Cláudio Barradas, aos 87 anos, hoje cônego, celebra missas na Igreja das Mercês, no bairro da Campina, em Belém do Pará. Mas no currículo, atuou como jornalista, ator e diretor de radionovela da Rádio Clube na década de 1950. Também foi ator de teleteatro na extinta TV Marajoara. (Lais Azevedo/Diário do Pará)
Fonte: Wikipédia e DOL

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Foto Memória: Família Redig

Apresentamos hoje mais uma Foto Memória da Família Redig: outro registro fotográfico raro e histórico, que a amiga Graça Redig, compartilha na página do Memorial Amapá, no Facebook:
Da esquerda para direita de quem olha: Por trás os filhos Antônio, Graça  e Nelma Redig.
À frente junto com os pais: Lélio, Arnoldo, seu Aurelino, Lília e a Professora Neli tendo ao colo o menor Aurinélio Redig.
Fonte: Facebook

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Foto Memória: Família Redig curte balneário de Mosqueiro, no Pará

A amiga Graça Redig, compartilha na página do Memorial Amapá, no Facebook, um registro fotográfico raro do casal de pioneiros Aurelino e professora Neli Redig, curtindo com a família, o balneário de Mosqueiro, no Pará.
A foto dos anos 60 mostra nas imagens, o casal e os filhos menores, pela ordem a partir da esquerda: Graça, Lélio, Nelma, Lília, Antônio e Arnoldo Redig, sentados na areia.
 Fonte: Memorial Amapá - Facebook

domingo, 30 de julho de 2017

Foto Memória: Ray Cunha e o Rei Roberto Carlos

Com a devida licença do amigo Ray Cunha, trago hoje para os amigos leitores do Porta-Retrato, um registro raro do jornalista, poeta e escritor amapaense, ao lado do Rei Roberto Carlos.
A foto é de 1976, quando ele era repórter do jornal “A Notícia, diário de Manaus”, já extinto. Foi o segundo jornal em que Ray trabalhou. O primeiro, também de Manaus, em 1975, foi o Jornal do Commercio, onde começou a carreira, como repórter policial. Era autodidata, pois tinha apenas o terceiro ano do antigo curso ginasial; só se graduou em jornalismo 12 anos depois, em 1987, pela Universidade Federal do Pará (UFPA).
Ray também trabalhou no jornal O Estado do Pará, por volta de 1978.
Ray conta detalhes da entrevista com o Rei: “A produção do jornal conseguiu entrevista exclusiva com Roberto, que fora apresentar-se em Manaus e estava hospedado no Hotel Amazonas, centro da cidade. O chefe de reportagem instruiu-me a perguntar ao Rei se ele usava meia de mulher como touca, antes dos shows. Pergunta bizarra, mas que satisfaria o suposto perfil dos leitores do jornal, que tendia ao sensacionalismo. Tudo bem! O problema era que o gravador estava falhando, e isso foi meu terror, porque se chegasse à redação sem a entrevista meu destino estaria selado: rua. Aí, só me restaria mudar de cidade, pois saberiam disso no jornal concorrente, A Crítica, e eu não teria para onde correr. ”
“Fui fazer a entrevista. No hotel, nos conduziram - o fotógrafo e eu - ao corredor do apartamento do Rei, onde fomos recebidos por dois seguranças. Roberto não nos recebeu no apartamento, mas, depois de aparentemente se arrumar, saiu do apartamento, que, suponho, fosse modesto, pois que o hotel, salvo engano, era três estrelas, e me deu a entrevista no corredor. ”
“O Rei é um sujeito carismático. Me deixou à vontade e me senti como se fosse velho amigo dele. Perguntei-lhe sobre o negócio da meia, assunto que fora objeto de revista de fofoca. Ele me respondeu numa boa. Mas não me lembro do teor da entrevista, pois estava preocupado com o gravador, de olho nele, vigiando o rolo de fita girando. Era um velho gravador de tamanho médio. Assim, não prestei atenção à fala do Rei. Mais tarde, na redação, desgravando a entrevista, vi o quanto ela foi burocrática. Mas tudo bem! Restou uma fotografia com o Rei. ”!
Ray Cunha e Roberto Carlos, no antigo Hotel Amazonas, no centro de Manaus – 1976
Fonte: Facebook ( goo.gl/mqGmY1 )
Ray Cunha nasceu em Macapá, a capital do estado do Amapá, cidade situada na confluência da Linha Imaginária do Equador com o maior rio do planeta, o Amazonas.
Filho do Sr. João Raimundo Cunha e de Dona Marina Pereira Silva Cunha.
Irmão de Paulo, Lindomar, Pedro (falecido), Ismeraldina, João, Francisco (falecido), Olivar, Raimundo, Rosa Maria Cunha Chagas e Ricardo Pereira Cunha.
Estreou na literatura em 1972, com o livro coletivo de poemas Xarda Misturada (edição dos autores, Macapá), juntamente com o poeta e contista José Edson dos Santos (Joy Edson) e José Montoril. Em 1982, a União Brasileira de Escritores, seção de Manaus, publicou “Sob o céu nas nuvens”, poemas.
Em 1990, Ray Cunha estreia na ficção, com “A grande farra” (edição do autor, contos, Brasília). Em 1996, a Editora Cejup, de Belém do Pará, publica o conto “A caça” e o romance “O lugar errado”. Em 2000, publica “Trópico Úmido” - Três contos amazônicos (Brasília) e, em 2005, a Editora Cejup volta a publicar um romance do autor, “A Casa Amarela“. ( Fonte: Blog Literatura do Amapá )
Foto do Facebook

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...