sábado, 30 de novembro de 2013

Professor Reinaldo Damasceno, em plena atividade científica

Professor Reinaldo Damasceno, educador e reconhecido cientista, fazendo pesquisa de campo, nesta foto em frente a uma casa típica do interior.
Fonte: Via Facebook / Fotografias Históricas do Amapá
Saiba mais

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Visita do Vice-Presidente da República João Goulart, à Macapá

Segundo registro do historiador Edgar Rodrigues, em sua coluna AMAPÁ DIA A DIA, citando como fonte o Jornal Amapá de 27 de março de 1960, o vice-presidente da República, João Goulart esteve em visita à Macapá, juntamente com o marechal Henrique Teixeira Lott, em campanha política.
Nas imagens conseguimos identificar os seguintes pioneiros a partir da esquerda:
Fila da frente: o 2º de braços cruzados (de branco e óculos escuros) Dr. Amiraldo Héleres Nunes - Dentista; o 4º (também de branco) Dr. João Telles - Promotor Público; o 5º, ao lado dele com a cabeça virada para trás, o Governador Pauxy Gentil Nunes; a senhora entre o Governador e o Presidente João Goulart, é dona Laury Nunes (mãe de Janary, Pauxy e Coaracy Nunes); ao lado dela, de terno escuro, o vice-presidente João Goulart, depois Dom Aristides Piróvano - Primeiro Bispo Prelado de Macapá; (me parece) o Sr. Rubim Brito Aronovitch - Farmaceutico; depois Dr. Lauro Sodré Gomes e o último à direita (de bigodinho), Dr. Aurélio Távora Buarque - que foi Promotor Público em Macapá.
Pela parte de trás (um degrau acima) conseguimos identificar o Sr. Raimundinho Araújo; Sr. Jaime Ubirajara Coutinho (terno escuro); atrás do vice-presidente Jango, parte do rosto do Sr. José Porpino;
Um degrau acima (junto à coluna) Engº Homero Charles Platon; Sr. Maia; Professor Alceu Paulo Ramos e um senhor (de óculos) que trabalhava no |IBGE, que não lembro o nome; por trás, professor Lucimar Amoras Del'Castilho (de óculos claros);  ao lado dele (de óculos escuros) Sr. Lourenço Borges Façanha; bem mais alto Sr. Abdala Houat e na frente dele (salvo engano) Sr. Mário Paes, que foi Gerente do Banco do Brasil, em Macapá.

As demais pessoas não conseguimos identificar, quem se lembrar e quiser ajudar, pode nos informar via e-mail ou  deixar um registro nos comentários.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ESCOLA MUNICIPAL AMAPÁ - no antigo Estado da Guanabara-RJ

A Escola Municipal Amapá, fundada no dia 20 de agosto de 1965, é referência de educação pública no bairro de Colégio, subúrbio do Rio de Janeiro.
(Foto: Reprodução/Google Street View)
Imagem capturada pelo Google Street View,  em janeiro de 2010
Ela foi construída pelo Governo do antigo Estado da Guanabara, para homenagear o povo do Amapá. 
Segundo reportagem publicada na pag. 8 da Revista ICOMI NOTÍCIAS nº 22, de OUTUBRO de 1965, "estavam presentes à inauguração,  além das autoridades locais,   o Governador do Amapá, General. Luiz Mendes da Silva e sua esposa Dona Inah Mendes da Silva; o Diretor da ICOMI Dr. João Sérgio Marinho Nunes e a Assessora para assuntos educacionais da ICOMI, Dona Mariana Cruz."
Fonte: Revista ICOMI/Notícias

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Beleza feminina do Amapá no Concurso "Miss Brasil"

O primeiro certame de beleza feminina no Amapá foi realizado em 1958. 
(Reprodução do Jornal Amapá)
A candidata Katia Mara Houat (foto acima)foi escolhida para representar o Território do Amapá no "Miss Brasil 1972.
Foto reproduzida do Facebook - Fotografias Históricas do Amapá
Em 1982 a vencedora foi a belíssima candidata Maria de Fátima Nunes Diniz.
Foto do acervo de Telma Duarte, publicada no blog Repiquete no meio do mundo, registra a visita à Macapá da Miss Brasil 1982, a paraense Celina Pinto Marques da Silva.

A partir da esquerda aparecem nas imagens: Jornalista Haroldo Franco; engenheiro Henrique Duarte e sua esposa Nilza; a miss Verão/82 Sandra Ohana; a visitante Celina Silva e a belíssima Fátima Diniz-Miss Amapá/82.

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VENCEDORAS DE TODOS OS CONCURSOS

ANO

     2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1992
1989
1988
1987
1986
1985
1984
1983
1982
1981
1980
1979
1978
1977
1976
1975
1974
1973
1972
1971
1969
1966
1963
1962
1960
1959
1958

VENCEDORAS

 Nataly Uchôa
Vanessa Cristina Pereira
Josiene de Jesus Modesto
Andréia Caroline da Silva
Enyellen Campos Sales
Kamila Katrine Campos
Carla Helena Melo Pinto
Patrícia Trindade Tavares
Monique de Paula Houat
Ellen Coutinho Santana
Adriana Raquel de Moura
Jorlene de Jesus Modesto
Jakeline Almeida Amanajás
Alessandra Alves Resende
Luciana Alves dos Santos
Sabrina Leandra Gomes
Karolyne Christina Leite
Lalsemi Luíza da Silva
Bruna Bhier D'Grecco
Cristiane dos Santos
Diva Maria de Oliveira
Keila Cilene da Rocha
Fabíola Souza Bordalo
Vânia Maria Fernandes
Jaciara de Souza Coutinho
Rosângela Maria de Almida
Sandra Ohana de Lima Nery
Marúcia Monteiro Mendonça
Maria de Fátima Nunes Diniz
Antônia Barbosa Pereira
Regina Lúcia de Almeida
Márcia Costa de Andrade
Maria do Perpétuo Socorro
Elizabeth Kohler da Cunha
Maria Moncherry Alexander
Maria Antonieta de Ferreira
Maria Raimunda Natividade
Maria de Fátima da Silva
Kátia Mara Houat
Flora Cardoso
Maria Pontes
Rita Fernandes
Thêmis da Cunha
Raimunda Pachêco
Glória Maria Portugal
Dalva Marinho Nunes
Ilma da Silva Dias

CIDADE

Pedra Branca do Amapari
Serra do Navio
Pracuúba
Mazagão
Fortaleza de São José
Teatro das Bacabeiras
Ferreira Gomes
Macapá
Macapá
Macapá
Macapá
Pracuúba
Macapá

OBSERVAÇÕES

- Em 1990 não houve concurso de Miss Brasil
- Em 1961, 1964, 1965, 1967, 1968, 1970, 1991 e em 1993 o Amapá não participou do evento.
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(Post repaginado em 25/11/2013)

domingo, 24 de novembro de 2013

Do fundo do Baú: Um Passeio à Fazendinha

Esta raridade histórica nos foi compartilhada pela amiga Josie Remedios, via e-mail:
Segundo Josie, "esta foto de 1965, foi de um passeio à praia de Fazendinha-AP junto com as colegas, daquela época. As 3 da frente são as irmãs Duda Magalhães, Martha e Emília, filhas de Edmundo Magalhães (falecido) que trabalhava na Icomi." Elas, e a Josie Remédios, que  é a quarta da fila, moravam na Vila Amazonas, em Santana. A última das 5 é a Ana Lúcia que morava em Macapá e, presumivelmente, deveria ser parente de alguém que morasse em Santana, mas que a Josie não tem certeza. "A foto foi tirada por um fotógrafo (desconhecido) que estava por lá, no momento."
Nas imagens, ao fundo, a antiga casa de uma família que residia do outro lado do igarapé Paxicu, que deságua em Fazendinha.

sábado, 23 de novembro de 2013

O Pioneiro Mário Cruz

Neste registro raro dos anos 40, vemos o Sr. Mário Cruz, ladeado por seus filhos Lygia e Guilherme Cruz.
Mário Cruz foi o comerciante ribeirinho que levou pessoalmente, ao interventor Janary Nunes, algumas pedras escuras e pesadas, que usara como lastro para seu barco, em busca da recompensa prometida. O material foi analisado na sede do DNPM no Rio de Janeiro, pelo engenheiro Glycon de Paiva, que constatou tratar-se de manganês de teor elevado. (Saiba mais)

Nos anos 50, Lygia Cruz atuou como radioatriz nas novelas ao vivo que eram levadas em ar pela ZYE-2 - Rádio Difusora de Macapá. 
Lygia, com idade avançada mas, em plena lucidez, reside atualmente na cidade de Rio das Ostras (RJ), e esteve recentemente, revendo parentes e amigos em Macapá.

Guilherme Cruz, já falecido, foi um dos primeiros fotógrafos de Macapá, e dono do inesquecível Foto Cruz, dos irmãos Cruz (Guilherme e Humberto). Ele foi também, junto com o Sr. João Assis, do Elite Bar, sócio do Cine Macapá.
"Seu" Cruz, como era conhecido, foi fotógrafo de nossa família. Minhas fotos de criança e adolescente, quase todas foram tiradas por ele.
Foto de Mário Cruz reproduzida do documentário “Dr. Antunes”, um filme biográfico sobre a vida de Augusto Trajano de Azevedo Antunes, o fundador da Icomi e de um verdadeiro império industrial chamado Grupo Caemi.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

FUNDAÇÃO DA UNIÃO BENEFICENTE DOS MOTORISTAS DO AMAPÁ

Em 25 de julho de 1955, a Professora Sol Elarrat Canto com seu filho Augusto Celso, lançam a pedra fundamental para a construção da Sede própria e implantação da UBMA (União Beneficente dos Motoristas do Amapá). 
A placa contém a seguinte inscrição: União Beneficente do Motoristas do Amapá - Sede Própria - Macapá 25/7/1955.

Descrição Histórica - No dia 25/7/1952, fundava-se em Macapá a União Beneficente dos Motoristas do Amapá-UBMA, sociedade civil, beneficente, constituída por condutores de máquinas a explosão, profissionais e amadores, e todos aqueles que tinham ligação direta com aquele tipo de máquinas, sem qualquer distinção de nacionalidade, cor, raça ou religião. Dessa data em diante, uma comissão formada José Cardoso da Silva, Luiz Vitorino de Souza, Marcelino Ribeiro da Silva e Antônio Quintino de Menezes, membros da novel instituição, elaborou seu Estatuto, que foi aprovado em sessão de Assembleia Geral realizada no dia 23/12 do citado ano. A UBMA comemorou seu primeiro aniversário de fundação no dia 25/7/1953, consagrado a São Cristovão, padroeiro dos motoristas, e levou a efeito várias solenidades, constantes de novenas rezadas às 19h30min dos dias 22,23 e 24, e missa solene às 6h30min do dia 25. Após a missa ocorreu à benção dos carros, na Praça Veiga Cabral, e, em seguida teve início a procissão conduzindo a imagem do glorioso padroeiro.
Às 8 horas do mesmo dia, no salão nobre do prédio da Prelazia de Macapá, houve posse dos novos dirigentes da UBMA, eleitos para o biênio 1953-1954, em Assembleia Geral realizada no dia 30 de junho: Presidente de Honra: Tenente Coronel Janary Gentil Nunes, governador do Território Federal do Amapá; Presidente: Amilcar da Silva Pereira; Vice-Presidente: Marcelino Ribeiro da Silva; 1º Secretário: Dr. Dário Gomes; 2º Secretário: Gilberto Jucá de Araújo; Tesoureiro: Veridiano Souza; Procurador Geral: Emanuel Pinheiro. O Conselho Fiscal era formado pelo Monsenhor Aristides Piróvano, Amiraldo Elleres Nunes e Juvenal Salgado Canto.    
São Cristovão, Christophorus em latim, é venerado por fiéis da igreja católica, ortodoxa do oriente, anglicana, luterana e umbandistas. No oriente, a festa desse santo ocorre no dia 9 de março. No ocidente, as comemorações acontecem no dia 25 de julho. O nome Christophorus, em grego, significa “aquele que carrega Cristo”. Na Legenda Áurea, uma compilação de histórias de Santos do século XIII, Cristovão é citado como filho de um rei pagão em Canaã ou na Arábia, cuja esposa engravidou depois fervorosas preces ao deus Apolo. A criança recebeu o nome de Reprobus (Offerus) e ao alcançar a fase adulta causava admiração devido a sua compleição física de gigante. Decidido a servir aos mais fortes e destemidos vinculou-se a um individuo muito valente, mas que tinha medo do diabo. Isso foi o bastante para que Cristovão fosse oferecer seus préstimos ao próprio diabo. Fez isso até perceber que seu chefe tremia diante de uma cruz fincada à beira de uma estrada ou algo semelhante a ela compreendendo um esteio com uma placa sinalizadora na bifurcação de caminhos.
Certa vez presenciou um eremita aproximar-se de uma cruz, abraçá-la e beijá-la. Vendo nesse gesto uma prova de grande coragem, aproximou-se do eremita propondo fazer-lhe companhia em suas jornadas. O eremita educou Cristovão na fé cristã e o convenceu a prestar ajuda aos viajantes que precisavam transpor um caudaloso rio com forte correnteza. Certo dia, Cristovão viu uma criança postada à margem do referido rio e, colocando-a sobre o ombro direito iniciou a travessia. A cada passo dado, Cristovão sentia que o peso da criança aumentava. Chegando à outra margem, bastante cansado ouviu o menino dizer: “Tivestes às costas mais que o mundo inteiro. Transportastes o criador de todas as coisas. Sou Jesus Cristo, aquele a quem serves”. Jesus mandou Cristovão fincar seu bastão na terra. No dia seguinte, o cajado havia se transformado em uma exuberante palmeira.
São Cristovão viveu na época das perseguições aos cristãos movidas pelos romanos quando era Imperador Caio Méssio Quinto Trajano Décio, que governou de 249 a 251 depois de Cristo. Capturado pelo governador da Antioquia foi martirizado de forma cruel e depois decapitado no dia 25 de julho de 250 depois de Cristo. A Antioquia era então uma região situada entre a Síria e a Abissínia, hoje cidade de Antakia, pertencente à Turquia. As narrativas sobre São Cristovão começaram a se espalhar pelo mundo a partir do século VI, notadamente na França. Foi canonizado no século XV, mas o Concilio Vaticano II, em 1969, julgou que havia poucas evidências históricas da existência de santidade nele. O mesmo aconteceu com outros 199 mártires do cristianismo, entre eles São Jorge. No sincretismo afro-brasileiro São Cristovão é equiparado ao orixá Xangô. 
O Concilio Vaticano II, convocado a 25 de dezembro de 1961, pelo Papa João XXIII e por ele instalado dia 11 de outubro de 1962, reuniu 2.000 prelados que discutiram vários temas visando atualizar a Igreja Católica. Cerca de 200 santos, cuja existência não tem sólidas convicções históricas, foram removidos do calendário católico. A Igreja aceita a devoção aos santos cassados e o culto aos mesmos, mas eles não fazem parte do Calendário Litúrgico e por isso não têm direito a missa e orações específicas. Entretanto, o povo manteve neles sua devoção. São Cristovão é o padroeiro dos solteiros, marinheiros, viajantes, epiléticos e dos jardineiros. Abranda as tempestades, favorece que seus devotos tenham uma santa morte e se livrem da dor de dente.
A oração que os motoristas devem fazer pedindo a intercessão de São Cristovão é a seguinte: “Daí-me Senhor, firmeza e vigilância no volante, para que eu chegue ao meu destino sem acidentes. Protegei os que viajam comigo. Ajudai-me a respeitar a todos e a dirigir com prudência. E que eu descubra vossa presença na natureza e em tudo o que me rodeia”. (Nilson Montoril)

Texto do historiador Nilson Montoril, publicado, originalmente, em 04/09/2013, em seu blog Nilson Montoril - Arambaé

Nota do Blog: Diante da divergência entre as datas da placa e da fundação da UBMA citada na descrição histórica,  fomos buscar junto ao historiador uma explicação sobre o ocorrido. Eis a resposta: 

"A fundação da UBMA ocorreu no dia 25/7/1952. O lançamento da pedra fundamental da sede da instituição é que foi feito no dia 25/7/1955. A área ficava na margem da rodovia Macapá-Clevelândia, depois denominada Duque de Caxias e depois Duca Serra" (Nilson Montoril)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Uso de bicicletas em Macapá

(*)Por Nilson Montoril
Não há registros formais sobre a existência de bicicletas em Macapá antes da criação do Território Federal do Amapá, em 1943. Elas começaram a aparecer na cidade a partir do ano de 1945. 
A casa Leão do Norte,(foto) então administrada pela família Zagury foi a primeira a vender os fascinantes veículos da marca Hércules. Em pouco tempo, quem não possuía uma bicicleta podia alugá-la pagando um cruzeiro à hora. O negócio era mantido pelo macapaense Francisco Marques Picanço, o Mixico, que ainda reside na capital do Amapá. O próprio Mixico fazia a manutenção de suas bicicletas e montava e lubrificava as que eram vendidas na Casa Leão do Norte, onde trabalhava.
No decorrer de vários anos o Mixico destacou-se como o melhor ciclista da cidade, representando a Congregação Mariana e o Juventus Esporte Clube. Andar pedalando uma bicicleta Hércules dava um prestigio danado, notadamente se o veículo fosse próprio. O Mixico tinha umas 3 ou 4 bicicletas, todas impecáveis quanto ao estado de conservação. Creio que, atualmente, apenas o José do Carmo Tavares, o Zeca Eletricista é o único cidadão de Macapá a manter em funcionamento suas duas bicicletas da marca Hércules. E saiba que o Zeca tem mais de 80 anos de idade e todos os dias transita pelas ruas de Macapá.
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Google images)
Comprar uma bicicleta da marca Hércules não era privilégio reservado a qualquer um. O preço era salgado se comparado ao de outras marcas que depois foram aparecendo. A Casa Leão do Norte manteve a primazia de vender com exclusividade, por muitos anos, as bicicletas Monark. 
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Google images)
Foi neste estabelecimento comercial que, em 1966, comprei minha única bicicleta, um modelo com barra circular (semelhante a da foto) intitulado “Monark Copa do Mundo”. 
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/blog Velhas  Bicicletas)
Antes, tive o prazer de pedalar uma bicicleta Goricke (fabricação alemã)...
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/site João de Souza Lima)
...e outra Mercswiss (fabricação totalmente brasileira), que pertenceram respectivamente as minhas irmãs Nice e Nancy.
Reprodução: Google images





Lembro que a logomarca da Mercswiss era uma bela caravela(foto), cuja placa vinha presa com rebites na parte do quadro por onde era embutido o garfo da roda dianteira e o guidom. Eram alvo de admiração as bicicletas utilizadas pelos padres italianos. 



Elas pareciam ser frágeis, mas suportavam muito bem o corpanzil do Irmão Leigo Francesco Mazollene, o famoso Catterpilar(foto). Esse devotado religioso transportava com freqüência, sobre os ombros, um quarto trazeiro de carne bovina que os membros do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras consumiam na então Prelazia de Macapá. Fazia isso subindo a Rua Cândido Mendes, trajeto compreendido entre o Frigorífico Territorial (que ficava na esquina da citada rua com a Avenida Coaracy Nunes) e a Casa dos Padres, na Rua São José.





(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/blog bicicletas antigas)
As duas primeiras bicicletas oriundas da Itália, ambas da marca Bianchi, fabricadas em Treviglio, Milão a partir de 1885, pela fábrica de Edoardo Bianchi, chegaram a Macapá no dia 5 de outubro de 1948. 
Elas vieram por via marítima até Belém e daí para Macapá em embarcações do governo territorial. Estavam montadas e prontas para uso imediato. 
Os dois maiores utilizadores das bicicletas eram o Padre Lino Simonelli e o irmão Francisco. O Padre Lino virava Macapá de cabeça pra baixo. Muito brincalhão, ele mesmo apitava com a boca para afastar apalermados do caminho. Ia frequentemente pregar o catecismo na periferia da cidade, notadamente no Igarapé das Mulheres (Perpétuo Socorro) e o Morro do Sapo, assim denominada a parte alta no final da Rua São José, antes um precaríssimo caminho cortado por um braço do igarapé da Companhia, área que depois foi rasgada para a abertura da Avenida Nações Unidas.
Nessas andanças pela periferia da cidade o Padre Lino contava com a colaboração do médico Diógenes Gonçalves da Silva, que fazia uso de uma velha bicicleta da marca Hércules trazida de Belém.
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Crédito:Josué Santos)

Outra marca de bicicleta que eu conheci e andei foi a Gulliver, fabricada em Bonsucesso no Rio de Janeiro pela firma “B Herzog”, pertencente à família de Leon Herzogera, seu fundador. Isso ocorreu a partir de 1951, e o veículo era de ótima qualidade. Em 1939 Leon Herzog possuía uma pequena fábrica na Polônia, mas a ocupação do país pela Alemanha o fez perder tudo. Em 1945, após a segunda guerra mundial Leon migrou para o Brasil. Sua lojinha de Bonsucesso cresceu até virar fábrica. Entretanto, devido a desentendimentos entre os familiares acionistas a firma encerrou suas atividades no final da década de 1950. As bicicletas de hoje são mais bonitas, leves, resistentes, mas perderam o encanto de outrora. Porém, a bicicleta é disparadamente, o veículo mais usado em todo o mundo.(Nilson Montoril)
(*) Historiador, professor, radialista e blogueiro do Amapá.

Fonte: Texto especialmente adaptado para o blog Porta-Retrato, publicado originalmente em 12/11/2013 no blog do historiador Nilson Montoril. Leia o original, na íntegra, em Nilson Montoril - Arambaé.


Nota do blog: Todas as fotos das bicicletas foram pesquisadas no Google images e extraídas de sites na internet. Estão publicadas no blog apenas a título de ilustração, sem qualquer cunho pessoal com o editor do texto.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O pioneiro - João Diniz

O pioneiro João Felício Diniz, de nacionalidade portuguesa, nasceu em 1935 e chegou ao Amapá em 1952, oriundo da cidade de Aveiro,Portugal.
João Diniz deixou sua terra natal após a segunda guerra mundial, período em que a economia portuguesa passava  por inúmeras dificuldades. Quando chegou em Macapá a cidade era uma vila e o aeroporto situava-se onde é hoje a Av. FAB. Tinha a rua Cândido Mendes e a ponte sobre o canal da av. Mendonça Jr. era de madeira. Ele contava que a rua Tiradentes, que antes se chamava Coronel José Serafim Gomes Coelho, era um caminho que finalizava na CAESA, fopi ondffe tudo começou. João se alimentava em uma pensão à margem da Rua Cândido Mendes trecho em que os carros que passavam jogavam lama no salão de refeições. Os clientes tinham que proteger o prato para não comer lama. 
João Diniz que se considerava amapaense de coração, casou em 1961 com dona Dalva Nunes e tiveram três filhos: Américo Diniz (advogado), Francisco Diniz(economista) e Fátima Diniz (in memórian) e o neto Rafael.
João Diniz foi um dos pioneiros do Estado do Amapá, sendo um dos fundadores da Associação Comercial (ACIA) e sócio fundador da Fábrica Amapaense, que funcionou por muitos anos na esquina da Av. Cel. Coriolado Jucá com a atual Tiradentes. João realizou diversos trabalhos em prol do comércio amapaense. Ele tinha sua loja na Rua Tiradentes, a Casa Milena, ao lado da sua residência, no bairro central.
João Diniz conservava a honestidade, ensinava a dignidade, a ética e a boa convivência entre as pessoas. Homem de muita fé. 
O empresário João Diniz faleceu dia 28 de agosto de 2013, aos 78 anos, em Macapá, depois de sofrer uma parada cardíaca. Ele vinha lutando há cinco meses contra um AVC. Sua esposa Dalva Diniz, faleceu em 04 de agosto de 2012 e a filha do casal Fátima Diniz, ex-Miss Amapá 1982, faleceu em 1985, aos 21 anos.

sábado, 16 de novembro de 2013

Professora Zoráide - também é pioneira da Educação do Amapá

A professora pioneira Zoráide Coelho do Nascimento, filha de Minervina Coelho dos Santos, nasceu na localidade de Aporema-Ap, em 26 de abril de 1931. 
Naquela época, Aporema ainda pertencia ao Estado do Pará; hoje é um Distrito do Município de Tartarugalzinho, no Estado do Amapá. Fez seus estudos iniciais através dos Cursos de Férias, o Pedagógico no Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) e iniciou o curso de pedagogia no núcleo da Universidade Federal do Pará - UFPA, em Macapá,  mas não concluiu. Casou em Macapá, aos 21 anos de idade, com o Policial da antiga Guarda Territorial Raimundo Moura do Nascimento, o famoso Gatão. Ele faleceu faz três anos. São 6 (seis) os filhos do casal: Maria das Graças, Reinaldo Coelho, Arnaldo Coelho (falecido), Maria Graciete Coelho, Roberto Coelho (Roberto Gato) e Maria Margarete Coelho; e têm como descendentes 16 netos e 10 bisnetos.
Professora Zoráide trabalhou em diversas escolas do interior do Estado, e na capital foi professora nas escolas Coaracy Nunes, Dom Aristides Piróvano, Antônio João, Barão do Rio Branco e foi também secretaria na Escola São Benedito.
Faz 20 anos que está aposentada. Hoje, com 83 anos de idade, Professora Zoráide Coelho do Nascimento mora com um filho (Reinaldo) e um neto Robson Luan, professor de Educaçao Física.
Professora Zoráide - também é pioneira da Educação do Amapá.
Fonte: Biografia fornecida por Reinaldo Coelho (Jornal Tribuna Amapaense), filho da biografada.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Seu" Joaquim - artesão de caixa de Marabaixo

        O pioneiro Joaquim Teófilo de Souza, mais conhecido como Sussuarana, nasceu em Macapá dia 12 de junho  de 1918
Quando jovem foi jogador de futebol lá mesmo na cidade, era habilidoso  e tinha muita velocidade.
Através de seu artesanato, contribuiu com varias localidades como: Igarapé do Lago, Casa Grande, Campina Grande, com objetivos de efetivarem seus eventos culturais.
Seu Joaquim era quem confeccionava os instrumentos do Marabaixo e do Batuque; suas habilidades tiveram influências herdadas de seus pais, como é o caso dos tambores que os próprios brincantes colocaram o nome de macaco, instrumento do Batuque, Caixa de Marabaixo,  que,  com o tempo, sofreram varias modificações,  além de pandeiros e outros instrumentos.
Suas produções podem ser vistas até hoje, em outros Estados da Federação.

"Seu" Joaquim Teófilo de Souza, faleceu no dia 8 de fevereiro de 2011.
Fonte: Foto e informações do amigo Cosme Esperidião, via e-mail, especial para o Porta-Retrato.
Saiba como são feitos: 
Os instrumentos membranofones que ajudam no som são fabricados de forma interessante, são produzidos artesanalmente por alguns habitantes, que utilizam peles de animais silvestres, como as do veado e os troncos de árvores caídos encontrados na floresta. 
Dentre esses objetos estão:
1 - O amassador;
2 - O repinicador;
3 - A caixa de marabaixo;
4 - A taboca ou pau-de-chuva;
5 - E os cassetes.
O processo de fabricação desses instrumentos, é feito com o auxílio de ferramentas manuais, que ajudam o artesão a esculpir o tronco de uma árvore, até que este fique oco. Depois disso, a madeira é lixada e preparada para receber a pele animal para, posteriormente, ser utilizada.
Processo de fabricação de caixa de percussão
Fonte: Texto e fotos (Reproduções) TheGreenClub

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lindoval Fonseca Peres - Um Pioneiro da Construção Civil

Lindoval Fonseca Perez, engenheiro civil é macapaense, nascido em 1939, na Praça Veiga,  onde a Macapá antiga começou, teve a honra de ser amparado no seu nascimento pela Mãe Luzia, parteira renomada e homenageada até hoje pelos amapaense. 
Sua origem familiar vem do Marrocos, seu avô por parte de pai era de descendência hebraica e por parte de mãe, pernambucanos Martins Borges da Fonseca e Tereza Leite. "Meus avós se encontraram aqui em Macapá e se casaram. Como a maioria dos da sua etnia era comerciante, assim como minha avó. Meu avô morreu cedo, porém minha avó Sime foi sócia da Alegria Alcolumbre, minha tia", relembra.
Os pais de Lindoval eram macapaenses, lá se casaram e constituíram família.  Abrão Perez e  Caetana da Fonseca Perez geraram dois filhos Lindoval Fonseca Perez - Engenheiro Civil e Lindaci Fonseca Perez, empresária. Lindoval conta que teve uma infância muito feliz; viveu toda sua infância e parte de sua mocidade em Macapá,...
Lindoval está agachado com a bola
...jogando futebol na Casa dos Padres (Praça da Matriz), atuando pela juvenil do Juventus e do Macapá;  Estudou na Escola Barão do Rio Branco e fez o ginasial no Colégio Amapaense. Cursou a faculdade de Engenharia Civil em Belém (PA), e se formou em 1968.
Ao retornar para Macapá, passou a trabalhar na Prefeitura de Macapá, na administração do Prefeito Ubaldo Figueira; ficou só seis anos no município, logo sem seguida foi trabalhar na ECIR, uma empresa de engenharia rodoviária. Em 1975 foi para o Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), sendo seu diretor. Depois, entrou para o quadro  do governo do Território, desde a gestão do General Ivanhoé Gonçalves Martins até do Comandante Annibal Barcellos".
Lindoval Perez relembra  os bons tempos da Divisão de Obras, dos pioneiros como Joaquim de Vilhena Neto, Amaury Farias, pessoas que muito contribuíram para a abertura da BR-156, para a consolidação da construção civil no Amapá.
Lindoval Perez contraiu núpcias com a advogada Célia Marques Perez há 43 anos; desse casamento nasceram três filhas: Lilia Cristina Perez, Juiza Federal; Viviane Marques Perez, Perita Criminal e Liani Marques Perez, Engenheira Eletricista que vive e atua em São Paulo.
Lindoval aos 74 anos, está aposentado, gosta de ler, de curtir a neta, conversar com os amigos, navegar na Internet e sair com a mulher para abrilhantar as festas da Confraria Tucuju.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

DO FUNDO DO BAÚ: Lindas crianças... da Macapá de outrora!

Encontramos  essa raridade histórica, no Facebook do amigo Luiz Teixeira.
A foto é do finalzinho dos anos 50.  Nas imagens, a doçura dessas lindas crianças dos bons tempos da Macapá de outrora.
A partir da esquerda:  Ena Rúbia Simas, Carmen Laura Teixeira, Lilia Maria van der Struijk, no colo da Lilian Diele Rosa(com laço na cabeça) e Ivana Rovena Souza Cruz; a última à direita é Telma Tereza Souza. 
Com exceção da Carmen Laura, que é filha do casal Clóvis e Mirtylla Teixeira, todas as outras cinco são filhas do casal  Alamiro e Miracy Souza.

Por onde andam hoje?

Ena Rúbia mora em Fortaleza/CE; Carmen Laura mora há mais de 30 anos em Brasília; a Lilia Maria, em Ananindeua/PA; a Diele mora em Fortaleza/CE; Ivana Rovena em Juazeiro do Norte/CE e Telma Tereza, em São Paulo.

Colaborou nas informações: Carmem Laura, de Brasília, via Facebook.
(Última atualização às 17:30 do dia 12/11/2013)

domingo, 10 de novembro de 2013

Mestre Raimundo Pantoja Lobo - 83 anos de vida

Nosso ilustre amigo e mestre Raimundo Pantoja Lobo, vira a folhinha neste domingo, 10, e completa seus 83 anos de vida.
RAIMUNDO PANTOJA LOBO - Filho de Lauro de Sousa Lobo e Rosa de Lima Pantoja Lobo, nasceu no Distrito de Aporema - que atualmente faz parte do município de Tartarugalzinho - no dia 10 de novembro de 1930. É uma bela região, onde a natureza presenteou o homem com rios, lagos e uma fauna diversificada. Foi nesse cenário paradisíaco que Raimundo Pantoja Lobo foi criado e, pesquisando no vasto livro da natureza, aprendeu a construir uma inteligência racional e cheia de respeito pelo meio ambiente. Só quando estava com 18 anos, Raimundo Lobo aprendeu a ler e escrever na Escola de Iniciação Agrícola da Base Aérea do Amapá. Isso no ano de 1948. Já de 1951 a 1954, concluiu o 1º. grau na Escola Normal de Macapá. Em 1968, o Ministério da Educação e Cultura conferiu-lhe o certificado de Professor, função que ele exerceu no Colégio  Amapaense, dando aulas de língua portuguesa, até o ano de 1987, quando foi aposentado.
O professor Lobo é um autodidata que fez dos estudos e pesquisas sobre o vernáculo o seu maior objetivo, sendo o maior conhecedor do idioma nacional no Amapá. Ele é amiudemente consultado por alunos, professores, advogados, escritores e todos aqueles que precisam de uma explicação sobre o correto uso da língua portuguesa. Casado com a Sra. Josefa de Lima Lobo, pai de 5 filhos, católico, costuma citar Os Sertões, de Euclides da Cunha e os trabalhos do filósofo Will Durant como as obras que mais o influenciaram. O professor Lobo, que só começou a estudar depois dos 18 anos, enfrentando todas as dificuldades, é um exemplo de obstinação, perseverança e amor ao saber. O seu autodidatismo, entretanto, revelou-lhe o mundo da linguagem e da filosofia, pois ele, mais do que ninguém, merece ser chamado de filósofo, pois vem demonstrando, ao longo de sua vida, ser um autêntico amigo do conhecimento.

Obras publicadas:
(Imagem: Reprodução Facebook/Paulo Tarso Barros)
Respingos de Filosofia e Ecologia (Imprensa Oficial, 1982); Respingos de Ecologia Empírica (Editora Gráfica O Dia, 1993) e Pensamentos sobre o Amor (2000).

Nessas obras, o professor Lobo nos repassa parte da rica experiência vivida na região de Aporema, além da compilação de pensamentos extraídos de poetas, cientistas, escritores e políticos. Ele registra, com a sua linguagem elegante, principalmente o comportamento dos animais e nos convence de que a natureza é sábia e perfeita.
Desde fevereiro de 2001 o professor Lobo faz parte da Associação Amapaense de Escritores - APES. (Paulo Tarso Barros)

 Fonte: Pensamentos sobre o Amor - José Pantoja Lobo

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Prédio Comercial Pioneiro: "A PERNAMBUCANA"

(Foto: Reprodução/recorte de jornal)
Esta foto dos anos 50, foi extraída das páginas do Jornal "Amapá", e compartilhada com o blog pelo amigo Paulo Tarso Barros.
O registro histórico na imagem - com a qualidade muito comprometida - nos apresenta a fachada de uma loja pioneira do comércio de Macapá - A Pernambucana - que por mais de 40 anos esteve atendendo ao público macapaense e que deixou boas lembranças por lá.
Localizava-se na Av. Presidente Vargas - Praça Veiga Cabral, no centro de Macapá.
Era comandada pelo Gerente Adaucto Benigno Cavalcante e contava entre os seus colaboradores, mais antigos,  com a figura simpática do "Seu" Medeiros, entre outros que integravam o quadro de vendedores da sortida Loja.
Entre os tecidos que eram oferecidos ao público destacavam-se os produtos da marca OLHO, que eram exclusividade da casa.

Leia a seguir, o artigo do historiador Nilson Montoril, publicado no Jornal Diário do Amapá...

Casas Pernambucanas em Macapá:

"No dia 28/10/1950, a cidade de Macapá ganhava uma loja famosa que tinha filiais em quase todas as capitais brasileiras. Naquela tarde de sábado, populares e autoridades concentraram-se na Avenida Presidente Vargas, trecho compreendido entre as Ruas São José e Cândido Mendes de Almeida para ver a inauguração do empreendimento denominado “Casas Pernambucanas”. Em outros tempos, mormente antes da criação do Território Federal do Amapá, a área correspondia a um largo corredor que ligava a Praça Capitão Augusto Assis de Vasconcelos e o velho Largo de São João, logradouros que depois tiveram seus primitivos nomes mudados para Veiga Cabral e Barão do Rio Branco respectivamente. Ali ficava o campo de futebol do Cumau Esporte Clube, a agremiação alviverde da cidade. O terreno já abrigava as obras da Agência dos Correios e Telégrafos. 

Às 15 horas, o governador interino do Amapá, Dr. Raul Montero Valdez chegou ao local para participar do expressivo acontecimento. Fazia-se acompanhar do Sr. Henrique Pehtelsohn, diretor da LUNDGREN TECIDOS S. A, importante firma têxtil e comercial brasileira, cuja matriz estava sediada em Paulista, pequena cidade pernambucana que integrava o distrito de Olinda. Henrique Pehtelsohn fez um breve relato sobre a construção da loja que tinha fábricas próprias. Destacou a colaboração do governo do Amapá e agradeceu o carinho dos macapaenses, alguns acostumados a comprar produtos da firma, principalmente fazendas, quando iam a Belém ou a outras cidades do Brasil. Apresentou ao público e às autoridades os senhores Adaucto Benigno Cavalcante, gerente da filial e Armando Drummond, fiscal da aludida firma. O Dr. Valdez também fez uso da palavra e declarou As Casas Pernambucanas como inaugurada. Após a inauguração foram servidos “frios, gelados e doces”. O senhor Adaucto Benigno Cavalcante dirigiu o empreendimento por um longo período e participou de inúmeras atividades de cunho beneficente na cidade de Macapá. Era natural do Estado do Ceará e trouxe sua família. Seus filhos e filhas foram meus contemporâneos dos tempos de estudante e esportista. Com ele atuaram dedicados funcionários, merecendo destaque os senhores Nelson Medeiros e Aquino. No inicio a loja só vendia tecidos e roupas. O logotipo da firma era bem interessante e compreendia dois losangos que tinham em seu interior um olho grande. Por isso, as fazendas que a Lundgren Tecidos fabricava eram rotuladas como tecidos da “Marca Olho”.

As donas de casa de Macapá e de outras localidades adjacentes a capital amapaense compravam tecidos, toalhas de banho e de mesa, lençóis, fronhas, colchas, travesseiros e outros produtos na filial de Macapá. Os homens preferiam as camisas da marca Lunfor. Depois, a linha de produtos diversificou-se com a venda de tapetes, cortinas, pano para copa, eletrodomésticos, informática e similares. Em 1970, com o lançamento do “Crediário Tentação” o volume de vendas aumentou assustadoramente. O cliente podia dispor do carnê e do cartão de crédito, A firma “Casas Pernambucanas” surgiu em Pernambuco, no dia 25/9/1906, fundada pelo sueco Herman Theodor Lundgren, que havia chegado a Recife em 1885. Inicialmente atuou como corretor e agente de navios estrangeiros. Como falava fluentemente inglês e alemão, servia de interprete a passageiros e tripulantes de embarcações que faziam linha entre a Europa e Pernambuco. Antes da fundação da loja de tecidos, Herman Lundgren montou uma revenda de pólvora e fertilizantes. Também exportava cera de carnaúba, sal e pele de animais. No inicio de 1904, Herman comprou a Companhia de Tecidos Paulista e ingressou no ramo da indústria têxtil. Em 1908, instalou na Praça da Sé, em São Paulo a primeira loja fora de Pernambuco. Entre os anos de 1970 e 1990, começaram as disputas dos herdeiros de Herman Lundgren e o empreendimento sofreu drástica regressão. Apenas o grupo capitaneado por Arthur Lundgren Tecidos, que operava em São Paulo, prosperou e ainda ocupa lugar de destaque no comércio brasileiro. A loja de Macapá foi à falência."
(Nilson Montoril)

Artigo publicado no Jornal Diário do Amapá


Referência Histórica - Quando Herman Theodor Lundgren, o sueco radicado no Recife, adquiriu uma fábrica de tecidos localizada em um pequeno povoado no litoral do Estado de Pernambuco, no início do século 20, talvez não imaginasse que, anos depois, esse empreendimento prioritariamente atacadista se transformaria na principal referência do comércio de varejo de todo o país.
Um século após a inauguração da primeira Casa Pernambucanas, em 1908, a Empresa gradativamente tornou-se para o público brasileiro um sinônimo de qualidade, versatilidade e tradição - esta última forjada principalmente pela inovação e pelo pioneirismo que sempre marcaram a sua história.
 Exemplos disso não faltam. A Pernambucanas sempre buscou estar um passo à frente da concorrência por meio de uma política empresarial empreendedora, que proporcionou grandes inovações em várias fases da sua trajetória. 
Ideias que hoje parecem corriqueiras foram consideradas ousadas em suas respectivas épocas, devido ao seu pioneirismo. Pode-se citar as versatilidades dos vários segmentos de produtos (Lar Têxtil, Vestuário e Eletro), a criação do carnê de pagamento (crediário) e do cartão de financiamento próprio, a implementação da automação comercial (código de barras), a aceitação dos mais diversos cartões de crédito do mercado, além da inclusão da área de serviços financeiros dentro de seu escopo de atuação (seguros e garantias estendidas).
Outras ações da Pernambucanas também fizeram história. A força de trabalho feminino sempre esteve presente em nossa empresa. Mesmo antes da formalização do trabalho feminino, a Pernambucanas já apoiava essa mudança, que foi assegurada pela Constituição de 32, garantindo direitos exclusivos às mulheres e igualando salários e jornadas de trabalho.Inicialmente as mulheres realizavam trabalhos relacionados administração, contabilidade e caixa. Foi no começo da década de 70, que essa história começou a mudar.
 Após lançar a venda de confecções, as mulheres passaram a atuar como vendedoras, exercendo um papel determinante nessa nova fase. Essa relação de trabalho também proporcionou, já nos anos 80, a inauguração de um berçário para as colaboradoras-mães que atuavam na sede em São Paulo.
Diante dessas oportunidades de crescimento e trabalho, os anos 2000 foram marcados por mulheres qualificadas, que chegaram a cargos de destaque e gerência em várias lojas.Esse compromisso entre a Empresa e funcionário se fortaleceu ainda mais quando, em 2005, foi inaugurada a Universidade Corporativa Comendadeira Helena Lundgren, um centro de qualificação profissional que oferece treinamentos e capacitação para os mais de 15 mil colaboradores da rede.
Além do Memorial Pernambucanas, com 60 mil fotos, 10 folders, boletins e cartazes, livros de registros e jingles comerciais.Muitas décadas antes do conceito de marketing agressivo e do advento da tecnologia e suas novas mídias, a Pernambucanas decidiu acompanhar de perto a expansão industrial do país e a formação de novas cidades, na primeira metade do século passado. Interior do Brasil adentro, a empresa utilizou porteiras de fazendas, cercas, troncos de árvores, grandes pedras, morros e lonas de circo, entre outros pontos, para divulgar a sua chegada.O impacto desta forma inusitada de publicidade foi tão grande que consolidou o nome da empresa e, logo, a Pernambucanas se tornou um símbolo de prestígio e modernidade, inclusive sendo convidada por prefeitos a abrir filiais em novos municípios. "Para ser um município tinha que ter uma igreja, um banco e uma Pernambucanas".
Os anos foram passando, o Brasil passou por várias transformações e Pernambucanas continuou a imprimir sua marca por onde passou, com ações administrativas e comerciais inovadoras, marketing atuante com o surgimento de novas mídias, ousadia na inclusão de novos negócios e inauguração de dezenas de lojas. Hoje, pode-se dizer com toda certeza que, desde a sua fundação, a Pernambucanas anda de mãos dadas com o desenvolvimento econômico nacional e faz parte da história recente do país.  Fonte: www.pernambucanas.com.br 
(Post repaginado e atualizado dia 07/11/2013)