domingo, 29 de dezembro de 2013

Time do Santana Esporte Clube

Foto do início dos anos 70 - Time do Santana Esporte Clube, no Estádio Augusto Antunes.
A partir da esquerda: Lima, Geovani, Pedal, Jorge, Mareco e Carlitão, Bigu, Juci, Praxetes e Reginaldo Nobre (diretor).
Agachados: Vicente (diretor), Socó, Evaldo Antônio Trevizani, Sacaca, Cazé, Erodir e Edilson.
(Informações e escalação colaboração de Antônio Trevizani)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Esportes: Time Feminino de Voleibol do Santana Esporte Clube

Ano 1964 - Time Feminino de Voleibol do Santana Esporte Clube.
Em pé: Maria da Penha, Sandra Nicolai, Christie, Vera Lúcia Matos e Ercília Mendes.
Agachadas: Gertrudes, Patrícia  e Vera Lúcia Santos.
Fonte: Via Facebook

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Aterro da Rua Eliezer Levy

Trecho da rua Eliezer Levy - que corresponde hoje ao cruzamento da Eliezer Levy com a Mendonça Júnior - com aterro, após a construção da ponte sobre o Igarapé da Fortaleza na Administração de José Serra Silva "Zeca Serra", que foi Prefeito de Macapá de fevereiro de 1947 a janeiro de 1950. Nota-se à direita da foto, uma parte branca da ponte. Ao fundo, o muro branco do Cemitério Nossa Senhora da Conceição, também construído por Zeca Serra.
(Foto reproduzida do livro História do Amapá, da autonomia territorial ao fim do Janarismo (1943-1970), do professor e historiador  Fernando Santos, via Comunidade de Fotografias Históricas do Amapá, no Facebook)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Encontro casual de amigos do Colégio Amapaense

Foto cedida gentilmente por Sérgio Aruana, retrata um encontro casual de amigos do Colégio Amapaense em sua casa.
O valor histórico da fotografia consiste no encontro de dois ícones da música amapaense, Nonato Leal ao violão e Amilar Brenha ao bandolim. 
Aparecem na foto: em primeiro plano, Venilton Leal (filho de Nonato); Jorge Elarrat está agachado e a garotinha é Surama Elarrat (filhos dos pioneiros Juvenal Canto e Sol Elarrat); Rozendo Souza (sentado ao lado de Amilar); Vasconcelos (de barba); Antônio Silvio (em pé ao fundo).

Foto reproduzida  da página de  Fotografias Históricas Amapá, do Facebook

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Três amigos do Laguinho

Encontrei esta foto da década de 70, no Facebook.
São imagens dos amigos Sebastião Ataíde, Benedito Bi Trindade sentados, e Evandro Luiz em pé, em frente à Igreja de São Benedito, no Laguinho, tradicional bairro do samba e do amor. 
Quem postou a foto foi a internauta Marta Cabral, amiga dos três.
Sabá Ataíde é amapaense, nascido no Bairro Central perto do igarapé que hoje só existe o canal da Mendonça Junior. Contou que aprendeu cedo a nadar no referido igarapé; Seus pais o  colocaram  para treinar na piscina territorial. Nessa época esteve em Macapá a nadadora do Botafogo, Piedade Coutinho e ficou maravilhada com a agilidade daquele garoto nas águas  e o levou para o Rio de Janeiro. Quando voltou do Rio de Janeiro, Sabá nadou mais alguns anos e depois abandonou a natação e começou a jogar pelada pelos campos de chão que haviam pela cidade. Jogou no Estádio Glycério Marques pelo Sete de Setembro Esporte Clube, São José, Trem Desportivo Clube, Guarani e América Esporte Clube.  Funcionário publico federal desde 73, trabalha até hoje na Imprensa Oficial, desde 1969.
Segundo Marta Cabral, o Benedito Bi Trindade, "apesar de ser paraense, quando chegou em Macapá, ainda menino, sua primeira morada foi no Laguinho, em frente à casa do saudoso Sacaca."
Já o Tito Melo contesta dizendo que o Bi não tem origem no Bairro do Laguinho, mas sim, na Paróquia Jesus de Nazaré, antigo Bairro do Jacareacanga.
Bi é funcionário público, músico e professor.
Evandro Luiz é amapaense, laguinense, jornalista e diretor de jornalismo da TV Amapá. 
Fonte: Facebook (com informações de Sabá Ataíde)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Um antigo beco de Macapá

Uma raridade histórica!
Este registro fotográfico, sem data, é de importância histórica insofismável e de indubitável raridade. 
Trata-se de uma antiga passagem, ou beco, que ficava na lateral direita do antigo Macapá Hotel. Nesse prédio branco funcionava a antiga oficina do Sr. Miccione. Hoje, tudo desapareceu.
Foto compartilhada com o blog Porta-Retrato pela pagina de Fotografias Históricas do Amapá, no Facebook. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Equipe "dente de leite" do Santana Esporte Clube


Esta foto rara, tem 40 anos e faz parte da história do Santana Esporte Clube.
Apresenta jovens - selecionados entre mais de cem inscritos – que na época integravam a equipe "dente de leite", campeã amapaense de 1973. 
O grupo foi selecionado por Mário Miranda e Vicente.
Estava guardada no baú de lembranças de Lélio Santos, amigo de Mário Miranda,  (também na foto) que resolveu compartilhar com ele, esta relíquia, de um valor histórico insofismável.
A partir da esquerda, em pé: Mário Miranda, Juan Morales, Lélio Santos, Antônio Fernando (Toca), Urubu, Cleber Monteiro, Nanico e Vicente.
Agachados, no mesmo sentido: Claudomiro Guedes (Colo), Coroca, Ubiratan (Bicho de Goiaba), Chico (Chiquinho Santiago), Pata e Bala Rocha (hoje político influente em Santana).


(Informações de Mário Miranda)


Nota do Editor: Como estou repaginando o post, pedi ao amigo Luiz Roberto Borges que contasse a história da competição: "Janjão, quem idealizou e promoveu o campeonato "dentes de leite" foi o setor de esportes da Rádio Educadora. Nas manhãs de domingo, o Glicerão era tomado pelos pais e parentes da garotada, que faziam a festa do futebol. Isso em plena época de ouro do futebol amapaense, com grandes jogos, grandes públicos e cobertura reconhecidamente impecável da saudosa R.E. (na verdade, a R.E. é quem levava, através dos seus programas, público para o estádio). E houve outras promoções que mexeram com os ouvintes, como, por exemplo, a eleição do jogador mais simpático, ganha pelo Nego (irmão do Antônio Trevizani), do Santana. A recepção da R.E. abrigou uma verdadeira montanha de cartas enviadas pelos fãs. Época que deixou muita saudade." (Luiz Roberto Borges)
(Post Repaginado em 06/12/2013)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Do Fundo Do Baú: Uma Pioneira do Comércio Amapaense - Dona Irandira Pontes Leite

Esta foto histórica e rara, de junho de 1961, tirada em frente à residência da família Pontes Leite, na Av. Padre Julio Maria Lombard, Bairro Santa Rita, nos lembra a simpática imagem  da Sra. Irandira, matriarca da família, com seu filho Nildo Leite nos braços. 
I.P.Leite - razão social da Agência Zola, conhecida distribuidora de revistas e jornais de Macapá,  - são iniciais de Irandira Pontes Leite, em sociedade com  seu marido, o empresário Francisco Leite.
Dona Irandira Pontes Leite, faleceu em Macapá, em 02/08/2011. 
O empresário Francisco Leite, com 80 anos de idade, continua em plena atividade na Agência Zola.
Nildo Leite - o garoto da foto, hoje cinquentão e destacado profissional do direito em Macapá - foi quem nos autorizou o compartilhamento do registro histórico e repassou as informações sobre a foto.

Dr. Nildo nos informou ainda que escreveu um livro onde conta, com detalhes, toda história da família.
Foto reproduzida do Facebook

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Do Fundo do Baú: Escritório Central da ICOMI, em Santana/AP

Foto dos anos 50 mostra imagem da frente do Escritório Central da ICOMI, em Santana/AP, antes da montagem do cais flutuante. 
Foto dos anos 50 mostra o Escritório Central da ICOMI, em Santana/AP, visto pelos fundos.

Fonte: Fotos reproduzidas do vídeo-documentário sobre "o Projeto ICOMI no Amapá - Sua e Nossa História" do historiador e ambientalista de Santana, Mário Oliveira. 
Via You Tube.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Time do Canário Milionário


Foto tirada em 1976 no Estádio Glycério Marques.
Time do Santana Esporte Clube

Em pé : Temica,Jorge,Pedal,Germano,Jucy e Carlito.
Agachados : Tiaguinho, Antonio da Loteca, Antonio Trevizani, Mareco e Socó.
Fonte: Informações de Antônio Trevizani, via Facebook

sábado, 30 de novembro de 2013

Professor Reinaldo Damasceno, em plena atividade científica

Professor Reinaldo Damasceno, educador e reconhecido cientista, fazendo pesquisa de campo, nesta foto em frente a uma casa típica do interior.
Fonte: Via Facebook / Fotografias Históricas do Amapá
Saiba mais

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Visita do Vice-Presidente da República João Goulart, à Macapá

Segundo registro do historiador Edgar Rodrigues, em sua coluna AMAPÁ DIA A DIA, citando como fonte o Jornal Amapá de 27 de março de 1960, o vice-presidente da República, João Goulart esteve em visita à Macapá, juntamente com o marechal Henrique Teixeira Lott, em campanha política.
Nas imagens conseguimos identificar os seguintes pioneiros a partir da esquerda:
Fila da frente: o 2º de braços cruzados (de branco e óculos escuros) Dr. Amiraldo Héleres Nunes - Dentista; o 4º (também de branco) Dr. João Telles - Promotor Público; o 5º, ao lado dele com a cabeça virada para trás, o Governador Pauxy Gentil Nunes; a senhora entre o Governador e o Presidente João Goulart, é dona Laury Nunes (mãe de Janary, Pauxy e Coaracy Nunes); ao lado dela, de terno escuro, o vice-presidente João Goulart, depois Dom Aristides Piróvano - Primeiro Bispo Prelado de Macapá; (me parece) o Sr. Rubim Brito Aronovitch - Farmaceutico; depois Dr. Lauro Sodré Gomes e o último à direita (de bigodinho), Dr. Aurélio Távora Buarque - que foi Promotor Público em Macapá.
Pela parte de trás (um degrau acima) conseguimos identificar o Sr. Raimundinho Araújo; Sr. Jaime Ubirajara Coutinho (terno escuro); atrás do vice-presidente Jango, parte do rosto do Sr. José Porpino;
Um degrau acima (junto à coluna) Engº Homero Charles Platon; Sr. Maia; Professor Alceu Paulo Ramos e um senhor (de óculos) que trabalhava no |IBGE, que não lembro o nome; por trás, professor Lucimar Amoras Del'Castilho (de óculos claros);  ao lado dele (de óculos escuros) Sr. Lourenço Borges Façanha; bem mais alto Sr. Abdala Houat e na frente dele (salvo engano) Sr. Mário Paes, que foi Gerente do Banco do Brasil, em Macapá.

As demais pessoas não conseguimos identificar, quem se lembrar e quiser ajudar, pode nos informar via e-mail ou  deixar um registro nos comentários.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ESCOLA MUNICIPAL AMAPÁ - no antigo Estado da Guanabara-RJ

A Escola Municipal Amapá, fundada no dia 20 de agosto de 1965, é referência de educação pública no bairro de Colégio, subúrbio do Rio de Janeiro.
(Foto: Reprodução/Google Street View)
Imagem capturada pelo Google Street View,  em janeiro de 2010
Ela foi construída pelo Governo do antigo Estado da Guanabara, para homenagear o povo do Amapá. 
Segundo reportagem publicada na pag. 8 da Revista ICOMI NOTÍCIAS nº 22, de OUTUBRO de 1965, "estavam presentes à inauguração,  além das autoridades locais,   o Governador do Amapá, General. Luiz Mendes da Silva e sua esposa Dona Inah Mendes da Silva; o Diretor da ICOMI Dr. João Sérgio Marinho Nunes e a Assessora para assuntos educacionais da ICOMI, Dona Mariana Cruz."
Fonte: Revista ICOMI/Notícias

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Beleza feminina do Amapá no Concurso "Miss Brasil"

O primeiro certame de beleza feminina no Amapá foi realizado em 1958. 
(Reprodução do Jornal Amapá)
A candidata Katia Mara Houat (foto acima)foi escolhida para representar o Território do Amapá no "Miss Brasil 1972.
Foto reproduzida do Facebook - Fotografias Históricas do Amapá
Em 1982 a vencedora foi a belíssima candidata Maria de Fátima Nunes Diniz.
Foto do acervo de Telma Duarte, publicada no blog Repiquete no meio do mundo, registra a visita à Macapá da Miss Brasil 1982, a paraense Celina Pinto Marques da Silva.

A partir da esquerda aparecem nas imagens: Jornalista Haroldo Franco; engenheiro Henrique Duarte e sua esposa Nilza; a miss Verão/82 Sandra Ohana; a visitante Celina Silva e a belíssima Fátima Diniz-Miss Amapá/82.

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VENCEDORAS DE TODOS OS CONCURSOS

ANO

     2013
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1992
1989
1988
1987
1986
1985
1984
1983
1982
1981
1980
1979
1978
1977
1976
1975
1974
1973
1972
1971
1969
1966
1963
1962
1960
1959
1958

VENCEDORAS

 Nataly Uchôa
Vanessa Cristina Pereira
Josiene de Jesus Modesto
Andréia Caroline da Silva
Enyellen Campos Sales
Kamila Katrine Campos
Carla Helena Melo Pinto
Patrícia Trindade Tavares
Monique de Paula Houat
Ellen Coutinho Santana
Adriana Raquel de Moura
Jorlene de Jesus Modesto
Jakeline Almeida Amanajás
Alessandra Alves Resende
Luciana Alves dos Santos
Sabrina Leandra Gomes
Karolyne Christina Leite
Lalsemi Luíza da Silva
Bruna Bhier D'Grecco
Cristiane dos Santos
Diva Maria de Oliveira
Keila Cilene da Rocha
Fabíola Souza Bordalo
Vânia Maria Fernandes
Jaciara de Souza Coutinho
Rosângela Maria de Almida
Sandra Ohana de Lima Nery
Marúcia Monteiro Mendonça
Maria de Fátima Nunes Diniz
Antônia Barbosa Pereira
Regina Lúcia de Almeida
Márcia Costa de Andrade
Maria do Perpétuo Socorro
Elizabeth Kohler da Cunha
Maria Moncherry Alexander
Maria Antonieta de Ferreira
Maria Raimunda Natividade
Maria de Fátima da Silva
Kátia Mara Houat
Flora Cardoso
Maria Pontes
Rita Fernandes
Thêmis da Cunha
Raimunda Pachêco
Glória Maria Portugal
Dalva Marinho Nunes
Ilma da Silva Dias

CIDADE

Pedra Branca do Amapari
Serra do Navio
Pracuúba
Mazagão
Fortaleza de São José
Teatro das Bacabeiras
Ferreira Gomes
Macapá
Macapá
Macapá
Macapá
Pracuúba
Macapá

OBSERVAÇÕES

- Em 1990 não houve concurso de Miss Brasil
- Em 1961, 1964, 1965, 1967, 1968, 1970, 1991 e em 1993 o Amapá não participou do evento.
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(Post repaginado em 25/11/2013)

domingo, 24 de novembro de 2013

Do fundo do Baú: Um Passeio à Fazendinha

Esta raridade histórica nos foi compartilhada pela amiga Josie Remedios, via e-mail:
Segundo Josie, "esta foto de 1965, foi de um passeio à praia de Fazendinha-AP junto com as colegas, daquela época. As 3 da frente são as irmãs Duda Magalhães, Martha e Emília, filhas de Edmundo Magalhães (falecido) que trabalhava na Icomi." Elas, e a Josie Remédios, que  é a quarta da fila, moravam na Vila Amazonas, em Santana. A última das 5 é a Ana Lúcia que morava em Macapá e, presumivelmente, deveria ser parente de alguém que morasse em Santana, mas que a Josie não tem certeza. "A foto foi tirada por um fotógrafo (desconhecido) que estava por lá, no momento."
Nas imagens, ao fundo, a antiga casa de uma família que residia do outro lado do igarapé Paxicu, que deságua em Fazendinha.

sábado, 23 de novembro de 2013

O Pioneiro Mário Cruz

Neste registro raro dos anos 40, vemos o Sr. Mário Cruz, ladeado por seus filhos Lygia e Guilherme Cruz.
Mário Cruz foi o comerciante ribeirinho que levou pessoalmente, ao interventor Janary Nunes, algumas pedras escuras e pesadas, que usara como lastro para seu barco, em busca da recompensa prometida. O material foi analisado na sede do DNPM no Rio de Janeiro, pelo engenheiro Glycon de Paiva, que constatou tratar-se de manganês de teor elevado. (Saiba mais)

Nos anos 50, Lygia Cruz atuou como radioatriz nas novelas ao vivo que eram levadas em ar pela ZYE-2 - Rádio Difusora de Macapá. 
Lygia, com idade avançada mas, em plena lucidez, reside atualmente na cidade de Rio das Ostras (RJ), e esteve recentemente, revendo parentes e amigos em Macapá.

Guilherme Cruz, já falecido, foi um dos primeiros fotógrafos de Macapá, e dono do inesquecível Foto Cruz, dos irmãos Cruz (Guilherme e Humberto). Ele foi também, junto com o Sr. João Assis, do Elite Bar, sócio do Cine Macapá.
"Seu" Cruz, como era conhecido, foi fotógrafo de nossa família. Minhas fotos de criança e adolescente, quase todas foram tiradas por ele.
Foto de Mário Cruz reproduzida do documentário “Dr. Antunes”, um filme biográfico sobre a vida de Augusto Trajano de Azevedo Antunes, o fundador da Icomi e de um verdadeiro império industrial chamado Grupo Caemi.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

FUNDAÇÃO DA UNIÃO BENEFICENTE DOS MOTORISTAS DO AMAPÁ

Em 25 de julho de 1955, a Professora Sol Elarrat Canto com seu filho Augusto Celso, lançam a pedra fundamental para a construção da Sede própria e implantação da UBMA (União Beneficente dos Motoristas do Amapá). 
A placa contém a seguinte inscrição: União Beneficente do Motoristas do Amapá - Sede Própria - Macapá 25/7/1955.

Descrição Histórica - No dia 25/7/1952, fundava-se em Macapá a União Beneficente dos Motoristas do Amapá-UBMA, sociedade civil, beneficente, constituída por condutores de máquinas a explosão, profissionais e amadores, e todos aqueles que tinham ligação direta com aquele tipo de máquinas, sem qualquer distinção de nacionalidade, cor, raça ou religião. Dessa data em diante, uma comissão formada José Cardoso da Silva, Luiz Vitorino de Souza, Marcelino Ribeiro da Silva e Antônio Quintino de Menezes, membros da novel instituição, elaborou seu Estatuto, que foi aprovado em sessão de Assembleia Geral realizada no dia 23/12 do citado ano. A UBMA comemorou seu primeiro aniversário de fundação no dia 25/7/1953, consagrado a São Cristovão, padroeiro dos motoristas, e levou a efeito várias solenidades, constantes de novenas rezadas às 19h30min dos dias 22,23 e 24, e missa solene às 6h30min do dia 25. Após a missa ocorreu à benção dos carros, na Praça Veiga Cabral, e, em seguida teve início a procissão conduzindo a imagem do glorioso padroeiro.
Às 8 horas do mesmo dia, no salão nobre do prédio da Prelazia de Macapá, houve posse dos novos dirigentes da UBMA, eleitos para o biênio 1953-1954, em Assembleia Geral realizada no dia 30 de junho: Presidente de Honra: Tenente Coronel Janary Gentil Nunes, governador do Território Federal do Amapá; Presidente: Amilcar da Silva Pereira; Vice-Presidente: Marcelino Ribeiro da Silva; 1º Secretário: Dr. Dário Gomes; 2º Secretário: Gilberto Jucá de Araújo; Tesoureiro: Veridiano Souza; Procurador Geral: Emanuel Pinheiro. O Conselho Fiscal era formado pelo Monsenhor Aristides Piróvano, Amiraldo Elleres Nunes e Juvenal Salgado Canto.    
São Cristovão, Christophorus em latim, é venerado por fiéis da igreja católica, ortodoxa do oriente, anglicana, luterana e umbandistas. No oriente, a festa desse santo ocorre no dia 9 de março. No ocidente, as comemorações acontecem no dia 25 de julho. O nome Christophorus, em grego, significa “aquele que carrega Cristo”. Na Legenda Áurea, uma compilação de histórias de Santos do século XIII, Cristovão é citado como filho de um rei pagão em Canaã ou na Arábia, cuja esposa engravidou depois fervorosas preces ao deus Apolo. A criança recebeu o nome de Reprobus (Offerus) e ao alcançar a fase adulta causava admiração devido a sua compleição física de gigante. Decidido a servir aos mais fortes e destemidos vinculou-se a um individuo muito valente, mas que tinha medo do diabo. Isso foi o bastante para que Cristovão fosse oferecer seus préstimos ao próprio diabo. Fez isso até perceber que seu chefe tremia diante de uma cruz fincada à beira de uma estrada ou algo semelhante a ela compreendendo um esteio com uma placa sinalizadora na bifurcação de caminhos.
Certa vez presenciou um eremita aproximar-se de uma cruz, abraçá-la e beijá-la. Vendo nesse gesto uma prova de grande coragem, aproximou-se do eremita propondo fazer-lhe companhia em suas jornadas. O eremita educou Cristovão na fé cristã e o convenceu a prestar ajuda aos viajantes que precisavam transpor um caudaloso rio com forte correnteza. Certo dia, Cristovão viu uma criança postada à margem do referido rio e, colocando-a sobre o ombro direito iniciou a travessia. A cada passo dado, Cristovão sentia que o peso da criança aumentava. Chegando à outra margem, bastante cansado ouviu o menino dizer: “Tivestes às costas mais que o mundo inteiro. Transportastes o criador de todas as coisas. Sou Jesus Cristo, aquele a quem serves”. Jesus mandou Cristovão fincar seu bastão na terra. No dia seguinte, o cajado havia se transformado em uma exuberante palmeira.
São Cristovão viveu na época das perseguições aos cristãos movidas pelos romanos quando era Imperador Caio Méssio Quinto Trajano Décio, que governou de 249 a 251 depois de Cristo. Capturado pelo governador da Antioquia foi martirizado de forma cruel e depois decapitado no dia 25 de julho de 250 depois de Cristo. A Antioquia era então uma região situada entre a Síria e a Abissínia, hoje cidade de Antakia, pertencente à Turquia. As narrativas sobre São Cristovão começaram a se espalhar pelo mundo a partir do século VI, notadamente na França. Foi canonizado no século XV, mas o Concilio Vaticano II, em 1969, julgou que havia poucas evidências históricas da existência de santidade nele. O mesmo aconteceu com outros 199 mártires do cristianismo, entre eles São Jorge. No sincretismo afro-brasileiro São Cristovão é equiparado ao orixá Xangô. 
O Concilio Vaticano II, convocado a 25 de dezembro de 1961, pelo Papa João XXIII e por ele instalado dia 11 de outubro de 1962, reuniu 2.000 prelados que discutiram vários temas visando atualizar a Igreja Católica. Cerca de 200 santos, cuja existência não tem sólidas convicções históricas, foram removidos do calendário católico. A Igreja aceita a devoção aos santos cassados e o culto aos mesmos, mas eles não fazem parte do Calendário Litúrgico e por isso não têm direito a missa e orações específicas. Entretanto, o povo manteve neles sua devoção. São Cristovão é o padroeiro dos solteiros, marinheiros, viajantes, epiléticos e dos jardineiros. Abranda as tempestades, favorece que seus devotos tenham uma santa morte e se livrem da dor de dente.
A oração que os motoristas devem fazer pedindo a intercessão de São Cristovão é a seguinte: “Daí-me Senhor, firmeza e vigilância no volante, para que eu chegue ao meu destino sem acidentes. Protegei os que viajam comigo. Ajudai-me a respeitar a todos e a dirigir com prudência. E que eu descubra vossa presença na natureza e em tudo o que me rodeia”. (Nilson Montoril)

Texto do historiador Nilson Montoril, publicado, originalmente, em 04/09/2013, em seu blog Nilson Montoril - Arambaé

Nota do Blog: Diante da divergência entre as datas da placa e da fundação da UBMA citada na descrição histórica,  fomos buscar junto ao historiador uma explicação sobre o ocorrido. Eis a resposta: 

"A fundação da UBMA ocorreu no dia 25/7/1952. O lançamento da pedra fundamental da sede da instituição é que foi feito no dia 25/7/1955. A área ficava na margem da rodovia Macapá-Clevelândia, depois denominada Duque de Caxias e depois Duca Serra" (Nilson Montoril)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Uso de bicicletas em Macapá

(*)Por Nilson Montoril
Não há registros formais sobre a existência de bicicletas em Macapá antes da criação do Território Federal do Amapá, em 1943. Elas começaram a aparecer na cidade a partir do ano de 1945. 
A casa Leão do Norte,(foto) então administrada pela família Zagury foi a primeira a vender os fascinantes veículos da marca Hércules. Em pouco tempo, quem não possuía uma bicicleta podia alugá-la pagando um cruzeiro à hora. O negócio era mantido pelo macapaense Francisco Marques Picanço, o Mixico, que ainda reside na capital do Amapá. O próprio Mixico fazia a manutenção de suas bicicletas e montava e lubrificava as que eram vendidas na Casa Leão do Norte, onde trabalhava.
No decorrer de vários anos o Mixico destacou-se como o melhor ciclista da cidade, representando a Congregação Mariana e o Juventus Esporte Clube. Andar pedalando uma bicicleta Hércules dava um prestigio danado, notadamente se o veículo fosse próprio. O Mixico tinha umas 3 ou 4 bicicletas, todas impecáveis quanto ao estado de conservação. Creio que, atualmente, apenas o José do Carmo Tavares, o Zeca Eletricista é o único cidadão de Macapá a manter em funcionamento suas duas bicicletas da marca Hércules. E saiba que o Zeca tem mais de 80 anos de idade e todos os dias transita pelas ruas de Macapá.
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Google images)
Comprar uma bicicleta da marca Hércules não era privilégio reservado a qualquer um. O preço era salgado se comparado ao de outras marcas que depois foram aparecendo. A Casa Leão do Norte manteve a primazia de vender com exclusividade, por muitos anos, as bicicletas Monark. 
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Google images)
Foi neste estabelecimento comercial que, em 1966, comprei minha única bicicleta, um modelo com barra circular (semelhante a da foto) intitulado “Monark Copa do Mundo”. 
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/blog Velhas  Bicicletas)
Antes, tive o prazer de pedalar uma bicicleta Goricke (fabricação alemã)...
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/site João de Souza Lima)
...e outra Mercswiss (fabricação totalmente brasileira), que pertenceram respectivamente as minhas irmãs Nice e Nancy.
Reprodução: Google images





Lembro que a logomarca da Mercswiss era uma bela caravela(foto), cuja placa vinha presa com rebites na parte do quadro por onde era embutido o garfo da roda dianteira e o guidom. Eram alvo de admiração as bicicletas utilizadas pelos padres italianos. 



Elas pareciam ser frágeis, mas suportavam muito bem o corpanzil do Irmão Leigo Francesco Mazollene, o famoso Catterpilar(foto). Esse devotado religioso transportava com freqüência, sobre os ombros, um quarto trazeiro de carne bovina que os membros do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras consumiam na então Prelazia de Macapá. Fazia isso subindo a Rua Cândido Mendes, trajeto compreendido entre o Frigorífico Territorial (que ficava na esquina da citada rua com a Avenida Coaracy Nunes) e a Casa dos Padres, na Rua São José.





(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/blog bicicletas antigas)
As duas primeiras bicicletas oriundas da Itália, ambas da marca Bianchi, fabricadas em Treviglio, Milão a partir de 1885, pela fábrica de Edoardo Bianchi, chegaram a Macapá no dia 5 de outubro de 1948. 
Elas vieram por via marítima até Belém e daí para Macapá em embarcações do governo territorial. Estavam montadas e prontas para uso imediato. 
Os dois maiores utilizadores das bicicletas eram o Padre Lino Simonelli e o irmão Francisco. O Padre Lino virava Macapá de cabeça pra baixo. Muito brincalhão, ele mesmo apitava com a boca para afastar apalermados do caminho. Ia frequentemente pregar o catecismo na periferia da cidade, notadamente no Igarapé das Mulheres (Perpétuo Socorro) e o Morro do Sapo, assim denominada a parte alta no final da Rua São José, antes um precaríssimo caminho cortado por um braço do igarapé da Companhia, área que depois foi rasgada para a abertura da Avenida Nações Unidas.
Nessas andanças pela periferia da cidade o Padre Lino contava com a colaboração do médico Diógenes Gonçalves da Silva, que fazia uso de uma velha bicicleta da marca Hércules trazida de Belém.
(Reprodução: imagem meramente ilustrativa/Crédito:Josué Santos)

Outra marca de bicicleta que eu conheci e andei foi a Gulliver, fabricada em Bonsucesso no Rio de Janeiro pela firma “B Herzog”, pertencente à família de Leon Herzogera, seu fundador. Isso ocorreu a partir de 1951, e o veículo era de ótima qualidade. Em 1939 Leon Herzog possuía uma pequena fábrica na Polônia, mas a ocupação do país pela Alemanha o fez perder tudo. Em 1945, após a segunda guerra mundial Leon migrou para o Brasil. Sua lojinha de Bonsucesso cresceu até virar fábrica. Entretanto, devido a desentendimentos entre os familiares acionistas a firma encerrou suas atividades no final da década de 1950. As bicicletas de hoje são mais bonitas, leves, resistentes, mas perderam o encanto de outrora. Porém, a bicicleta é disparadamente, o veículo mais usado em todo o mundo.(Nilson Montoril)
(*) Historiador, professor, radialista e blogueiro do Amapá.

Fonte: Texto especialmente adaptado para o blog Porta-Retrato, publicado originalmente em 12/11/2013 no blog do historiador Nilson Montoril. Leia o original, na íntegra, em Nilson Montoril - Arambaé.


Nota do blog: Todas as fotos das bicicletas foram pesquisadas no Google images e extraídas de sites na internet. Estão publicadas no blog apenas a título de ilustração, sem qualquer cunho pessoal com o editor do texto.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O pioneiro - João Diniz

O pioneiro João Felício Diniz, de nacionalidade portuguesa, nasceu em 1935 e chegou ao Amapá em 1952, oriundo da cidade de Aveiro,Portugal.
João Diniz deixou sua terra natal após a segunda guerra mundial, período em que a economia portuguesa passava  por inúmeras dificuldades. Quando chegou em Macapá a cidade era uma vila e o aeroporto situava-se onde é hoje a Av. FAB. Tinha a rua Cândido Mendes e a ponte sobre o canal da av. Mendonça Jr. era de madeira. Ele contava que a rua Tiradentes, que antes se chamava Coronel José Serafim Gomes Coelho, era um caminho que finalizava na CAESA, fopi ondffe tudo começou. João se alimentava em uma pensão à margem da Rua Cândido Mendes trecho em que os carros que passavam jogavam lama no salão de refeições. Os clientes tinham que proteger o prato para não comer lama. 
João Diniz que se considerava amapaense de coração, casou em 1961 com dona Dalva Nunes e tiveram três filhos: Américo Diniz (advogado), Francisco Diniz(economista) e Fátima Diniz (in memórian) e o neto Rafael.
João Diniz foi um dos pioneiros do Estado do Amapá, sendo um dos fundadores da Associação Comercial (ACIA) e sócio fundador da Fábrica Amapaense, que funcionou por muitos anos na esquina da Av. Cel. Coriolado Jucá com a atual Tiradentes. João realizou diversos trabalhos em prol do comércio amapaense. Ele tinha sua loja na Rua Tiradentes, a Casa Milena, ao lado da sua residência, no bairro central.
João Diniz conservava a honestidade, ensinava a dignidade, a ética e a boa convivência entre as pessoas. Homem de muita fé. 
O empresário João Diniz faleceu dia 28 de agosto de 2013, aos 78 anos, em Macapá, depois de sofrer uma parada cardíaca. Ele vinha lutando há cinco meses contra um AVC. Sua esposa Dalva Diniz, faleceu em 04 de agosto de 2012 e a filha do casal Fátima Diniz, ex-Miss Amapá 1982, faleceu em 1985, aos 21 anos.

sábado, 16 de novembro de 2013

Professora Zoráide - também é pioneira da Educação do Amapá

A professora pioneira Zoráide Coelho do Nascimento, filha de Minervina Coelho dos Santos, nasceu na localidade de Aporema-Ap, em 26 de abril de 1931. 
Naquela época, Aporema ainda pertencia ao Estado do Pará; hoje é um Distrito do Município de Tartarugalzinho, no Estado do Amapá. Fez seus estudos iniciais através dos Cursos de Férias, o Pedagógico no Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) e iniciou o curso de pedagogia no núcleo da Universidade Federal do Pará - UFPA, em Macapá,  mas não concluiu. Casou em Macapá, aos 21 anos de idade, com o Policial da antiga Guarda Territorial Raimundo Moura do Nascimento, o famoso Gatão. Ele faleceu faz três anos. São 6 (seis) os filhos do casal: Maria das Graças, Reinaldo Coelho, Arnaldo Coelho (falecido), Maria Graciete Coelho, Roberto Coelho (Roberto Gato) e Maria Margarete Coelho; e têm como descendentes 16 netos e 10 bisnetos.
Professora Zoráide trabalhou em diversas escolas do interior do Estado, e na capital foi professora nas escolas Coaracy Nunes, Dom Aristides Piróvano, Antônio João, Barão do Rio Branco e foi também secretaria na Escola São Benedito.
Faz 20 anos que está aposentada. Hoje, com 83 anos de idade, Professora Zoráide Coelho do Nascimento mora com um filho (Reinaldo) e um neto Robson Luan, professor de Educaçao Física.
Professora Zoráide - também é pioneira da Educação do Amapá.
Fonte: Biografia fornecida por Reinaldo Coelho (Jornal Tribuna Amapaense), filho da biografada.