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domingo, 12 de abril de 2020

Foto Memória de Macapá: Baile das Nações Unidas

A revista Icomi-Notícias, edição de nº 33, de JAN/FEV de 1967, publicou uma matéria sobre o Baile das Nações Unidas, realizado naquele ano.
O Baile das Nações Unidas foi uma festa organizada pelas alunas do 3º Ano Pedagógico do Instituto de Educação do Amapá. Realizado com o objetivo de homenagear países amigos, o baile levou aos salões da Piscina Territorial um grande e seleto público, atraído principalmente pelo desfile que reuniu jovens amapaenses trajando vestimentas típicas dos países que representavam. 
Santana esteve no baile, com a senhorita Neide Cechinatto, professora da Escola Primária de Vila Amazonas, desfilando de holandesa. As outras jovens da sociedade macapaense que participaram do desfile foram as srtas. Graça Redig (Brasil), Emília Miccione (Itália), Reiko Fujishima (Japão),  Maria José Remédios (China) e Deise Moralles (Espanha).
Fonte: Revista Icomi-Notícias

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Laboratorista Hipólito Tomaz Vieira e família

Hoje publicamos em nosso blog uma foto compartilhada na Rede social pelo internauta Hilton Vieira, com data estimada de 1957/58.
Nela aparecem o Sr. Hipólito Tomaz Vieira (ex-funcionário da ICOMI), o Hilton ao seu lado, com as irmãs Maria Das Graças Vieira Martins, Bal Vieira, Inácia Maria Vieira, todas muito novas tendo à direita a mãe deles dona Hilda Carvalho Vieira.
O cearense Hipólito Tomaz Vieira, nasceu no dia 3 de novembro de 1916 em Sobral-CE. Ainda muito cedo deixou sua terra natal, o vilarejo denominado Sítio Norte, na Serra de Muruóca.
Andou por diversos Estados e desenvolveu uma série de ocupações que o levaram de simples mascate a comerciante estabelecido.
Em 1950, casou-se com Dona Hilda Carvalho Vieira, no Estado do Piauí. Desse enlace nasceram os seguintes filhos: Inácia Maria Vieira, Hilton José Carvalho Vieira, Maria das Graças Carvalho Vieira, Herivalda Carvalho  Vieira, Hipólito Haroldo Carvalho Vieira, Dario César Carvalho Vieira, Helda Cristina Carvalho Vieira  e Wellington Vieira.
Após o nascimento de sua filha Inácia Maria, Hipólito sentiu aumentar suas responsabilidades e a necessidade de garantir o futuro da família que começava a crescer.
Sabedor de que no Amapá uma grande empresa de mineração precisava de empregados, Hipólito não pensou duas vezes, vendeu tudo, arrumou as malas e partiu com os seus para Macapá, no ano de 1952. Data daí seu ingresso na ICOMI, como Auxiliar do então Departamento Médico. Ele recebeu a chapa nº 0685.
Inicialmente atuou como enfermeiro em apoio ao pessoal que trabalhava na construção da Estrada de Ferro do Amapá, num ambiente precário no que diz respeito à saúde dos trabalhadores, mormente pelo acometimento da famigerada malária.
Posteriormente se estabeleceu na Vila Terezinha atuando no Posto de Saúde da localidade, até a conclusão da Vila de Serra do Navio, em 1959.
Não demorou muito passou a Praticante de Enfermeiro, função pela qual demonstrou grande interesse e zelo.
Com a ampliação dos serviços assistenciais médico-hospitalares, o antigo Departamento foi transformado em Divisão de Saúde, e Hipólito por sua dedicação ao trabalho e pela confiança de que sempre se fizera merecedor, foi promovido a Atendente de Enfermagem, posto em que permaneceu até o fim de 1961.
Em 1962 – por méritos e por possuir o curso ginasial completo, (muito valorizado na época) - foi-lhe proporcionado fazer o curso de laboratório em análises clínicas em Belém do Pará, por um período de 6 meses, findo o qual Hipólito obteve menção honrosa e o direito de ingressar no quadro de funcionários especializados, como Laboratorista, fato que se concretizou em 12 de dezembro do mesmo ano.
Seu Hipólito trabalhou em Serra do Navio até 1965, sendo transferido para Santana, porque Inácia, sua filha mais velha, precisava fazer o curso ginasial e na  Serra não havia essa condição.
Trabalhou em Santana até dezembro de 1973, e por iniciativa própria pediu desligamento da Empresa, retornando com a família para Terezinha. Infelizmente lá chegando, encontrou uma realidade completamente diferente daquela que tinha se habituado a viver e resolveu voltar para Santana.
Procurou antigos colegas de trabalho na intenção de reaver o seu antigo emprego, mas, por uma política interna da Mineradora, não foi possível sua readmissão, pois a Empresa já havia promovido um outro auxiliar para o seu lugar.
Entretanto, os amigos se movimentaram e conseguiram uma colocação para ele numa empresa açucareira ligada ao Grupo CAEMI que estava sendo implantada no Amapá. Um projeto arrojado,  com grandes investimentos localizado no município de Porto Grande .
Contratado foi enviado para Alagoas, para fazer um curso de laboratório pelo período de uns 4/5 meses.
Infelizmente esse projeto surpreendente foi abortado e mais uma vez, fez prevalecer o seu bom conceito e consideração que todos nutriam por ele. Foi contratado pela empresa que assumiu o novo projeto,  a AMCEL, e nela trabalhou até se aposentar e ir residir em Fortaleza-CE, onde faleceu e foi sepultado em 03 de março de 1993.
Dois raros momentos reunidos com a família foram registrados em duas fotos que ilustram esta postagem.
Fontes: Revista ICOMI notícias, com atualizações e informações complementares de Hilton Vieira, filho do biografado.
Agradecemos o imprescindível apoio do amigo editor da página ICOMI - Portal do Altamir Guiomar, no Facebook.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Memória da Mineração Amapaense: Jofre Antunes – Um cidadão de muitos predicados

Por Emanoel Jordânio
Jofre Antunes Ribeiro era um dos muitos operadores de equipamento da Mina de Serra do Navio. 
Embora tivesse Antunes como sobrenome, não tinha nenhum parentesco com o empresário da mineração Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes.
Seu Jofre, nasceu dia 10 de dezembro de 1932, na pacata localidade de Matapí, às proximidades de Santana. Seus pais eram lavradores, profissão honrosa que exerceu até os seus vinte anos, idade em que deixou a casa paterna para trabalhar nas obras do Governo em Macapá.
Cerca de um ano depois do seu primeiro emprego, Seu Jofre candidatou-se a um lugar de braçal na ICOMI. Ao lhe ser dada essa oportunidade, em 1º de fevereiro de 1954, vibrou de satisfação e prometeu a si próprio que tudo faria para melhorar a sua posição e firmar-se na Companhia.
De fato, se assim pensou e cumpriu. De braçal a motorista e desta categoria à de operador de máquinas pesadas, Seu Jofre logo se tornou um dos melhores profissionais no manejo de equipamento industrial da Mina.
Um cidadão alegre, solícito e cavalheiro com todos a quem atendia, in dependente de raça, cor ou credo. Tinha um tratamento único e gentil, fosse com chefes ou o mais modesto dos seus companheiros de faina.
Por isso era benquisto e respeitado.
Nunca o vimos esboçar uma palavra de descontentamento, nem mesmo ao relembrar os dias mais difíceis de sua vida, quando ainda se encontrava fora dos quadros da Indústria e Comércio de Minérios Ltda (ICOMI), enfrentando a rudeza de trabalhos cujos proventos mal chegavam para o seu sustento.
O curioso é que ele nunca arredou pé do Amapá durante o período de ‘ouro’ da ICOMI, nem mesmo às cidades mais próximas às margens do Rio Amazonas, mas sempre prometia que um dia conheceria lugares como Belém e Manaus.
Uma de suas maiores alegrias, como empregado da ICOMI, ocorreu em 08 de maio de 1964, quando recebeu o prêmio pelos dez anos de serviços à empresa: um relógio ‘Ômega’.
Em 1960, casou-se com Dona Francisca Bessa Antunes, de cujo enlace nasceram as meninas Francisca e Maria Odinéica, que sempre considerou seus maiores tesouros.
Seu Jofre faleceu no meado de novembro de 2019, aos 82 anos de idade, após algumas complicações de saúde, deixando um legado de trabalho e profissionalismo pioneiro que sempre será lembrado por aqueles que o conheceram. Em dezembro  ele iria completar 83 anos de vida.
Siga em Paz, Jofre Ribeiro!
Texto de Emanoel Jordânio, adaptado ao blog Porta-Retrato (com a devida anuência do autor), publicado em 17 de novembro de 2019, no blog SANTANA DO AMAPÁ, com o título: “Vá em paz, Jofre Ribeiro!”
Fonte: Facebook

sábado, 2 de novembro de 2019

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Ponte da Pedra Branca

Nossas Fotos Memória de hoje, vão mexer com as lembranças dos usuários da Estrada de Ferro do Amapá, que sempre viajavam, ou moravam em Serra do Navio.
Até atingir Serra do Navio, a Estrada de Ferro do Amapá teve de vencer cinco rios. O principal deles é o Rio Amapari. Por isso, é lá que encontramos a ponte de maior envergadura. É a chamada Ponte da Pedra Branca, na altura do quilômetro 178. Bela obra de engrenharia, com quase 219 metros de extensão.
O registro, do acervo histórico da ICOMI, mostra homens trabalhando na sua construção.
Na segunda foto o aspecto dela depois de concluída.
A Estrada de Ferro do Amapá, construída para transporte de minério de manganês na década de 1950, possui a extensão de 194 quilômetros e foi inaugurada em 1957, cujo principal objetivo era o transporte do minério de manganês extraído e beneficiado na Serra do Navio-AP, para ser embarcado para exportação pelo Porto da mineradora, em Santana (AP).
A ferrovia começou a ser implantada em março de 1954 e foi concluída em janeiro de 1957.
Atualmente, está desativada. (Wikipédia)
Fotos reproduzidas da Revista Icomi Notícias nº 02 de Fevereiro de 1964.

sábado, 14 de setembro de 2019

Foto Memória do Futebol Amapaense: João do Carmo Tavares - "Jangito"

Imagem: Revista ICOMI Notícias
O ex-centroavante João do Carmo Tavares, mais conhecido como “Jangito”, é amapaense da gema, filho de José Rosa Tavares e Maria do Carmo Tavares(falecidos).  Nasceu no Formigueiro – centro velho de Macapá, atrás da Igreja São José - no dia 24 de junho de 1941; irmão de dois craques consagrados do futebol amapaense: Biló e Faustino (em memória).
Jangito iniciou suas atividades esportivas no Oratório da Prelazia de Macapá, onde, nas peladas, era o terror dos goleiros. No futebol oficial, continuou sendo um terrível marcador de gols. 
Em 1963 foi artilheiro do campeonato, além de sangrar-se campeão pelo Cea Clube. Foi também fundador do Juventus, pelo qual jogou futebol e basquetebol até 1961, quando se transferiu para o Cea Clube.
Jangito começou a bater bola desde os 10 anos, na frente da Prelazia de Macapá no campinho da Praça Veiga Cabral, onde o pessoal adulto amador na época jogava, pelos times do Macapá, Amapá, São José e Trem. Isso, antes da inauguração do Estádio Municipal Glycério Marques. Jangito conta que no campo da Matriz, não havia cercado. “Quando havia um jogo mais empolgante eles colocavam cordas cercando da Igreja de São José até a Padaria do Seu “Janjão”, passando a Prelazia. Seu  Janjão era pai do José Marques - Curupira,  que jogou no Juventus e no São José, de lateral-direito”.
O primeiro clube de Jangito, foi o Juventus Esporte Clube, do Chefe Humberto. O Juventus se filiou mais ou menos em 1956. Minha primeira partida interestadual foi vestindo a camisa do Juventus em 1958 com 17 anos contra a equipe do Sport Recife. Fiz o gol de empate. O jogo foi 5 x 2 para o time pernambucano. O elenco do Juventus era: R. Peixe, Zamba, Base, Cadico, Bento Goés, Cremildo, Dico, Raminho, Pompeia, Haroldo Nery, Mafra, Álvaro, Jupaty, Aécio, Círio, Biló, João Leite, Estácio Vidal (Mucuim) e Maximino; o técnico era Humberto Santos. Após essa partida, Biló foi jogar no futebol paraense. Hoje, fico pasmo de ver a ingenuidade do jogador de 20 anos. Nós com 17 anos tínhamos maturidade, o entendimento técnico, acostumados a disputar desde os 15 anos com o pessoal adulto no estádio. Em 1956 perdemos estupidamente o campeonato para o Esporte Clube Macapá. O campeonato estava nas mãos do Juventus. O Juiz já veio comprado de Belém. O juiz era Ricardo Amali(descendência judáica). O Mair Bemergui era judeu, um dos patronos do Macapá".
Jangito conta que foi para o CEA Clube em 1961; na época ele trabalhava como gari na LBA. “Lembro que o tio do Jader Barbalho, chamado Lutércio de Barros Barbalho, me mandou um convite pelo meu irmão, Faustino que trabalhava na CEA, para eu comparecer na empresa. Estavam querendo formar uma equipe competitiva para ser campeã. Na época eu ganhava um salário mínimo de R$ 800,00(valores de hoje), e eles me ofereceram R$ 7.500,00 para trabalhar na empresa/clube. Era muito dinheiro naquele tempo".
CAMPEÃO DE 1963 - Na decisão do campeonato amapaense de 63 contra o Amapá Clube, Jangito driblou todo o time alvinegro; Palito, o Mafra, o goleiro, conquistando o título daquele ano. Equipe campeã: Carlos, Guilherme, Faustino, Armando, Cadico, Domingos, Maximino, Diquinho, Jangito, Perereca e Joãozinho.
A IDA PARA O CLUBE DO REMO - “O Remo veio fazer um amistoso e ganhamos de 4 X 2, fiz três gols. Foi quando eles comentaram: - Manda buscar esse cara. Na época o salário do Remo era 40 mil. Foi quando fiz o teste, marquei dois gols, agradei! Me contrataram. Meu irmão Faustino já estava no Remo me mandou levar para o Dr. Raimundo Carneiro que era diretor do clube, onde me ofereceram 100 mil de salários mais 20 mil de ajuda de custo. Só disse o seguinte para ele - Tinha passado no concurso do Banco do Brasil e estava aguardando, na hora que chegasse a minha nomeação rescindiria meu contrato. Foi quando voltei para Macapá e fui para Rio Branco”.
ESTADO DO ACRE – “Em 1966 saiu minha nomeação para trabalhar no Banco do Brasil em Rio Branco, no Acre. Antes em 1965 eu tinha jogado com o Clube do Remo uma excursão por Porto Velho e Rio Branco. O provocador dessa minha ida para o Acre foi o Dr. Manoel Nogueira (era engenheiro, trabalhou na Prefeitura de Macapá e foi diretor do Colégio Amapaense) estava coincidentemente no aeroporto de Rio Branco. Foi quando ele fez o convite para jogar no seu time, o Atlético Acreano. Nessa época tinha rescindido o contrato em Macapá, e vim mais para trabalhar. Mas optei em jogar pelo Rio Branco Football Club, a convite de um senhor que trabalhava na Varig, de nome Nemetala. Fiquei no Rio Branco um ano e pouco. Em 1967 fui para o Independência, e não fiquei muito tempo. Conheci o Capitão Maia que era do Exército (4ª Companhia de Fronteira). O Maia tinha o sonho de ser campeão pela sua equipe, o GAS(Grêmio Atlético Sampaio). Um dia ele me convidou para ir no treino do Sampaio. Aceitei a proposta, tinha apenas 26 anos. Fomos campeões pelo GAS em 1967, fiquei um ano apenas no time. Houve uma denúncia contra o time, onde o Elias Mansur (patrono do Juventus) fez uma representação na 8ª Região Militar, que o GAS estava desvirtuando o sentido de amadorismo, comprando jogadores. Só que quando o GAS apanhava ninguém denunciava. Foi quando veio a ordem para acabar com o GAS. Daí voltei para o Independência, onde fomos campeões em 1970. Estávamos com um time muito forte. Disputamos a final com o Juventus - Time campeão: Ociraldo, Chico Alab, Jorge Floresta, Palheta, Illimani, Agrícola Flávio, Otávio, Bico-Bico, Aldemir Lopes, Eu (Jangito), João Carneiro, Escapulário, Tião Lustosa, Vila Nova, Mário Duarte e Bebé; Alício Santos era o técnico. Abandonei o futebol no início dos anos 70, passei no vestibular em economia pela UFAC”.
TORNEIO DA INTEGRACÃO DA AMAZÔNIA – Jangito participou de apenas um Copão da Amazônia, como treinador da equipe do Esporte Clube Macapá. Copão realizado em 1976, na capital Rio Branco, no Acre. “Eles não aceitavam que eu me apresentasse em time adversário, me consideravam patrimônio do Acre. Eles comentavam que eu fui o melhor jogador de todos os tempos que viram jogar”.
CRAQUES QUE VIU JOGAR – "Com meus doze anos eu vi Vadoca(Trem/Amapá Clube); Adãozinho(Amapá Clube); Lelé “Perna Torta”(Trem); Caboco Alves(Trem); Chicão(Trem); José Maria Chaves(Amapá Clube); Azamor( centroavante do Amapá Clube); Boró(Amapá Clube); Julinho(quarto-zagueiro); Fogão(Trem); Mafra(centroavante/zagueiro); Palitão; seus manos: Biló e Faustino(falecido).” Jangito conta que o Amapá tinha um celeiro de craques, e o Juventus era formador de craques. Diz que na sua época existia um jogador que jogava muito chamado Pau Pretinho, meio campo do Juventus; Zezé que foi seu substituto depois foi para o Clube do Remo, e fez sucesso por lá. Ele era o Tico-Tico aqui, acharam que o apelido era feio. Contra o poderoso Santos, fez dois a três gols". “Há um fato interessante em relação ao José Ramos, conhecido por nós como Tico-Tico, nome de um passarinho bem sassariqueiro. Uma das paixões dele era criar passarinhos. Seu parceiro mais frequente foi o Jacaré, lateral direito do Macapá e Municipal. Quando foi jogar no Clube do Remo ganhou o apelido de Zezé. Tudo porque Tico-Tico era a alcunha de um marginal que operava no Pará e no Maranhão”, conta Nilson Montoril.
Jangito lembra quando o Rio Branco o emprestou para jogar contra o Flamengo-RJ. O jogo foi 2 X 2, fez os 2 gols do Juventus. Na época enfrentou o Carlinhos, que foi treinador do Flamengo; Nelsinho Rosa, foi treinador do Vasco; Cesar Maluco, depois foi para o Palmeiras; Almir Pernambuquinho, ex-Vasco. Empataram com o Bahia em 1 X 1, fez o gol de empate.
FINALIZANDO – Jangito está hoje com 78 anos de idade. Fundador do Juventus Esporte Clube, jogou futebol e basquetebol. É sócio proprietário do Rio Branco Football Club. Aposentado desde 1991 pelo Banco do Brasil, 52 anos de serviços prestados. Três filhos, duas moças e um rapaz, e 5 netos. Casado há 51 anos com a modista, Aidê Brito Tavares.
Reportagem de Franselmo George no Facebook
Fonte de consultas: Revista Icomi Noticias nº 9 de setembro de 1964.
https://www.4shared.com/s/fepK_CLAzca

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Memória da Mineração Amapaense: O símbolo visual da ICOMI

O símbolo visual usado pela ICOMI, teve como autor, Aloísio Barbosa Magalhães, pintor, designer, gravador, cenógrafo, figurinista, considerado um dos pioneiros do design gráfico brasileiro.
O símbolo da mineradora baseou-se numa figura octogonal, contendo em seu interior, a letra I.
Imagem: Reprodução / Icomi-Notícias
A letra identificou-se com uma expressão de siderúrgica: o perfil de trilho.
Esse símbolo identificava a ICOMI em todas as visualizações exteriores da empresa. Podia ser visto em todos os veículos, placas indicativas de toda espécie e papéis em geral.
O autor concorreu, para concepção de sua obra, com outros quatro artistas, escolhidos entre os profissionais dedicados à técnica de comunicação visual. Eram eles: Goebel Wayne e Aloísio Magalhães, do Rio de Janeiro; Alexandre Woliner, Ludovico Martino e Rubem Martins, de São Paulo.
Todos os concorrentes receberam uma remuneração pelos trabalhos apresentados e o escolhido ganhou um prêmio. Fonte: Revista “Icomi-Notícias”
AUTOR - O pernambucano Aloísio Sérgio Barbosa de Magalhães é considerado pioneiro na introdução do design moderno no Brasil, tendo ajudado a fundar a primeira escola superior de design no país, a Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI).
Foto: Reprodução Web
Além de designer, foi advogado, artista plástico e secretário de cultura do Ministério da Educação e da Cultura (MEC). Foi diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e esteve sempre ligado a questões próprias da cultura brasileira. Ao lado dos colaboradores Roberto Lanari, Joaquim Redig e Rafael Rodrigues, projetou a identidade visual da Petrobras. Criou, também, a marca do IV Centenário do Rio de Janeiro. Em 1965, foi responsável pela criação da primeira marca da TV Globo, uma estrela de quatro pontas. Foi responsável pelo projeto gráfico das notas do cruzeiro novo (moeda adotada no país a partir de 1966). Foi também membro fundador d'O Gráfico Amador, uma private press que, através de suas experiências tipográficas, teve influência significativa sobre o moderno design gráfico brasileiro.
No total, Aloísio desenvolveu aproximadamente 179 marcas.
Imagem web
Aloísio faleceu em Pádua, Itália em 1982, aos 54 anos, quando tomava posse como presidente da Reunião de Ministros da Cultura dos Países Latinos. (Wikipédia)

terça-feira, 9 de abril de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto da ICOMI, em Santana-AP

Hoje trazemos para rememorar, uma Foto Memória tirada em 1956, época da construção do Porto de Santana, montado pela Industria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI.
Já se encontrava instalada toda a estrutura do cais flutuante, implantado pela mineradora e que, hoje, está totalmente destruído.
Vemos ainda, no raro registro histórico, o primeiro armazém construído pela empresa à beira do Rio Amazonas, além do porto em alvenaria para carga e descarga de produtos, maquinários e veículos.
Fonte: Revista Icomi Notícias

domingo, 12 de agosto de 2018

No Dia dos Pais, nossa homenagem ( em memória ) a MESTRE "BENÉ" – carpinteiro e marceneiro do Amapá!


Há exatos 106 anos, numa segunda-feira, nascia no município paraense de Curralinho em 12 de agosto de 1912, Benedito Ferreira do Nascimento, Mestre 'Bené', um dos grandes mestres de obras do Amapá.
De família atuante no roçado e na pecuária como todas as comunidades dentro do arco Marajoara, mestre Benedito Ferreira do Nascimento teve seus estudos primários paralisados na segunda série; era autodidata, possuía uma caligrafia corrida e era atento ao noticiário político do Brasil e do mundo, através das leituras diárias dos jornais impressos e de seu rádio à pilha, através das ondas d’A Voz da América’. A carpintaria era sua profissão e a marcenaria sua arte. Era o mais velho de uma família de três irmãos, (Benedito, Nestor, Alcídia).
Casado com Josefina Moura do Nascimento, com quem gerou três filhos, sendo que as duas gêmeas, pereceram de malária, que minava as matas amazônicas, e o caçula Raimundo Moura do Nascimento, adoeceu da mesma doença e para evitar a perda do único filho o casal deslocou-se imediatamente para Macapá, em 1939, passando a residir à Rua Beira da Praia, hoje orla de Macapá.
Nesse período, Benedito Nascimento começou a trabalhar como carpinteiro e nas horas vagas construía mesas, camas e utensílios diversos como marceneiro. Como o serviço rendia pouco sua esposa Josefina, mais conhecida como Dona Nenê, passou a 'lavar para fora' nas águas do caudaloso Rio Amazonas, e tinha no filho Raimundo Moura do Nascimento, conhecido por Gatão, o entregador das roupas lavadas e engomadas.
O Amapá é transformado em Território Federal e com o advento das obras públicas os trabalhadores pedreiros, carpinteiros e pintores se tornam mão-de-obra de primeira linha. O governo Janary Nunes, contempla os grandes mestres e pequenos construtores e os torna Mestres de Obras com assinatura de contratos, e assim passam a construir a infraestrutura da capital amapaense, para as repartições públicas que dariam o ponta pé inicial para o crescimento do novo Território.
Mestre Júlio e Mestre Benedito capitanearam diversos operários e montaram suas equipes. Ele, mestre na carpintaria, recebeu a incumbência de construir os telhados do Hospital Geral de Macapá e da Maternidade Geral. Mestre Benedito participou das obras de escolas e postos de saúde nos municípios, entre eles o Barão do Rio Branco, a Escola Normal de Macapá e o Hospital Geral de Macapá (primeira unidade de saúde pública do Amapá).
Com o crescimento populacional de Macapá e a pretensão do governo em realizar mudanças na frente da cidade, com a construção da residência oficial, Macapá Hotel e as residências dos primeiros gestores do segundo escalão, Janary começou a demarcação de terrenos a partir da General Rondon e os doou aos que prestavam serviços ao governo.
Caso do Mestre Benedito que foi agraciado com um terreno  medindo 35 x 40 na Avenida Presidente Vargas, entre as Ruas Eliezer Levy e Odilardo Silva, que recebeu o número 56, onde começou a construir sua residência; e sua esposa, com a eficiência de seu trabalho de lavadeira, recebeu dos primeiros diretores a missão de lavar os uniforme de Janary Nunes e do Dr. Hildemar Maia, que mais tarde seria padrinho de casamento de Raimundo Moura do Nascimento e de Zoraide Coelho do Nascimento.
Ao ser instalada a mineradora ICOMI no Amapá, o governador Janary Nunes,  a pedido da empresa, indicou nomes de servidores operários de elevado padrão técnico, que haviam atuado nos serviços estruturais de instalação do governo do Amapá, que pudessem trabalhar com os engenheiros americanos.
Mestre Bené foi um dos indicados e colocado à disposição da empresa.
Na ICOMI, contratado em 19 de janeiro de 1954, Mestre Bené foi o Chapa nº 416 e recebeu a incumbência de Encarregado de Conservação de Obras, no Serviço de Conservação. Foram muitas as missões dentro da ICOMI:  manutenção do cais flutuante; da Estrada de Ferro do Amapá, na área interna da empresa; de obras de manutenção na Vila Amazonas, onde recebeu uma residência para morar na Vila Intermediária e quando concluiu sua casa em Macapá, se mudou.
Recebeu diversas honrarias da empresa, uma delas foi quando completou dez anos de serviços prestados e ganhou um relógio e uma ida ao Rio de Janeiro, sua primeira viagem de avião e a primeira vez que se afastava da família, que além do filho, criava dois netos.
Benedito Ferreira do Nascimento era uma pessoa séria e, para muitos, sisuda, porém católico praticante, tanto que foi membro do grupo de homens da Associação São João Bosco, que tratava de trabalhos sociais voltados para os mais carentes; honesto e metódico, não gritava nem ameaçava, mas seu olhar dizia o que ele pensava. Não aceitava injustiça.
Seu meio de transporte desde os primeiros anos foi sempre uma bicicleta Monark com a qual percorria a cidade e carregava seus instrumentos de trabalho.
Após a aposentadoria se dedicou ao empreendedorismo e adquiriu seu primeiro automóvel na Loja dos Irmãos Zagury, que representavam a marca Chevrolet no Amapá e em seguida adquiriu mais três carros e criou uma frota de táxi, onde seus motoristas eram amigos e recebiam suas comissões em dia. Tudo era anotado em seus cadernos, da conta de luz às compras nos supermercados.
Pagava seus credores em dia, desesperava-se com as cobranças, porém a aposentadoria não lhe fez bem, pois por ter tempo livre demais passou a cuidar de plantas e durante a podagem de um abacateiro, com a quebra de um galho, machucou a virilha e trouxe o mau do século para sua vida. Um câncer de próstata que lhe ceifaria a vida.
Foi um tratamento longo e dolorido, pois no Amapá não havia nenhuma estrutura para atender esse tipo de doenças, somente no Pará, e a hemodiálise se tornou o único meio de mantê-lo vivo; foram infindáveis viagens a Belém, com fretes de avião.
A luta foi inglória, mesmo com o esforço sobre-humano de profissionais da época.
Benedito Ferreira do Nascimento faleceu em sua residência no dia 30 de abril de 1985. Não viu o Amapá se transformar em Estado.
Mestre Bené, deixou no Amapá a marca de seu trabalho.
Mesmo autodidata e semianalfabeto curtia de Roberto Carlos a Mozart e adorava beber seu Whisky ouvindo uma sanfona ou um violino na velha vitrola da sala de visita, onde recebia a todos com elegância e educação.
Seu domingo era sagrado para a família, com quem o almoço reunido com todos, era importante.
Texto do jornalista Reinaldo Coelho – neto do biografado – publicado na edição 621, do Jornal Tribuna Amapaense, devidamente adaptado para o blog Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.
NOTA DO EDITOR
Quando trabalhei na ICOMI, no período de 1970/77, tive a honra de conhecer o Sr. Benedito Nascimento e posso confirmar muitas das coisas narradas no texto. Ele foi, sem dúvida, um grande homem! João Lázaro.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Supermercados ICOMI

A Mineradora ICOMI, tão logo iniciou a montagem de sua estrutura no Amapá, instalou dois supermercados.
A empresa importava produtos de fora do Território e os oferecia para consumo de seus empregados e respectivas famílias, a baixo custo.
Os imóveis ficavam localizados em Vila Amazonas, em Santana, e na Vila Serra do Navio, com grande variedade de gêneros alimentícios e de outros produtos de uso doméstico, para atender as necessidades das duas populações operárias.
Eram produtos considerados básicos, tais como: arroz, feijão, açúcar, charque, gorduras, manteigas, carne-verde, charque, etc, todos vendidos a preços bem inferiores aos praticados no comércio local e mesmo à tabela da SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento), de Macapá.
O restante dos produtos era complementado com a produção da Fazenda Campo Verde, onde eram cultivadas as mais variadas espécies de hortaliças, próprias ao clima da região, além de frutas e legumes.
Fonte: Revista Icomi-Notícias

segunda-feira, 25 de junho de 2018

FALECIMENTO: Morre em Macapá, o Pioneiro Pedro Pereira de Carvalho

A família do Sr. Pedro Pereira de Carvalho, comunica, com pesar, seu falecimento ocorrido neste domingo, 24 de junho de 2018, em Macapá. 
Ele era diácono e pai do Padre Cássio.
Segundo familiares, ele estava com Alzheimer total e vivia de forma vegetativa já há algum tempo.
Seu Pedro, que estava com 87 anos de idade, era natural do Rio Grande do Norte e chegou em Macapá, em 1954, em companhia de familiares e conterrâneos nordestinos.
Trabalhou inicialmente com o Sr. Evaldo Lopes de Freitas, comerciante e proprietário da antiga Casa Vera Cruz, que se localizava na Rua Cândido Mendes, e posteriormente foi trabalhar na ICOMI, onde se aposentou.
Seu Pedro, morou por muitos anos na Vila Amazonas, e ao aposentar-se instalou uma loja em Santana, depois voltou a morar em Macapá, até sua morte.
Seu corpo será sepultado nesta segunda-feira, na capital do Amapá.
Nossas condolências à família, por tão grande perda.
Fonte: Infomações de seu sobrinho Luiz Lopes Neto

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Fotos Memória da Mineração Amapaense: Pioneiro Walter James Maynard

Mais um estrangeiro que veio para o Brasil e contribuiu com o progresso da Amazônia, especialmente do Território do Amapá.
Ele é nosso homenageado (em memória) de hoje, por sua larga folha de serviços prestados ao Amapá e ao Brasil.
Walter James Maynard, também natural de Santa Lúcia na possessão inglesa, onde nasceu em 1910, filho de Charles Maynard e Anne Hull. 
Foi encarregado do serviço de manutenção de locomotivas e vagões da Empresa ICOMI, em Santana/AP.
Walter foi marinheiro da Real Marinha Canadense e assim correu o mundo, quando teve a oportunidade de ter uma visão longa e proveitosa do que existe pelos quadrantes da terra. Mas, em 1942, alistou-se na USAF (Força Aérea Americana), com a proposta de lutar, ao lado dos aliados contra a tirania de Adolpho Hittler.
Entretanto, foi destacado para as Operações do Atlântico Sul, auxiliando as construções das Bases Aéreas de Val-de-Cães (Belém) e a do Amapá. Na primeira trabalhou pouco tempo, mas, na segunda permaneceu até 1946, quando a Base foi entregue pelos americanos à Força Aérea Brasileira.
Depois da USAF foi para a FAB, como mecânico de aviões. Trabalhou na Força Aérea Brasileira até 1956. Sua especialização abrangia também a mecânica de máquinas pesadas a óleo e à gasolina.
Quando da construção das pistas de aterrisagem, na Base Aérea do Amapá, conheceu o Sr. Homero Charles Platon, o mesmo que, mais tarde, em 1955, como Chefe do Departamento de Pessoal, o convidou para trabalhar na ICOMI. 
Em 28 de fevereiro de 1956, ingressou na Companhia, indo trabalhar em Porto Platon, passando depois para a Serra do Navio, como mecânico de equipamentos pesados. 
Sua colaboração à essa época, se estendeu ao serviço de montagem de todos os faróis que constituem o balizamento do Canal Norte do Rio Amazonas, anotando-se ainda a sua assistência técnica à piçarreira de Porto Platon. Depois Walter trabalhou no Departamento de Mecânica, na Seção de Locomotivas.
Walter Maynard ao lado de seu Ford Galaxie, em companhia do amigo Antonio Maria Portal Smart
Na juventude quando ainda pertencia à Marinha canadense, praticou boxe, e conquistou o título máximo de médios do “price fighter” de bordo, durante 5 anos. Nunca, porém, foi profissional.
Além do box, o “baseboll” e o “cricket”, eram seus esportes preferidos.
Walter James Maynard, que se aposentou pela ICOMI, faleceu em Macapá vítima de câncer de próstata, dia 15 de março de 1996, com 86 anos,  e seu corpo descansa em Paz no Cemitério São José, no bairro Santa Rita.
Fonte: Revista ICOMI-Notícias

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Fotos Memória da Mineração Amapaense: O Pioneiro Henry Ovide Lucien (em memória)

Desde o início do Território Federal, o Amapá tem recebido muita gente de várias partes do Brasil e do Mundo, que tem ido somar esforços e contribuir para o progresso daquela região da Amazônia.
Nosso homenageado(em memória) de hoje é o Pioneiro Henry Ovide Lucien, que integrou os quadros da ICOMI, desde 1º de março de 1948, ou seja, a data em que a Companhia passou a ter vida atuante no Território Federal do Amapá.
Henry Ovide Lucien viu o alvorecer dos primeiros dias, quando tudo ainda eram estudos, planos e esperanças. Ele acompanhou de perto o trabalho desenvolvido pelos pioneiros, enfrentando toda a sorte de contratempos e outras dificuldades.
O maior orgulho de Ovide Lucien, foi ter sido contratado diretamente pelo Dr. Augusto Antunes, primeiro mandatário da Empresa.
Henry Ovide Lucien, nasceu em Santa Lúcia, possessão inglesa nas Antilhas, em 1910; emigrou pela Guiana Holandesa em 1930, quando contava 20 anos de idade. Em 1937, atraído pelas riquezas minerais da Região Norte do Brasil, foi para Macapá.
Durante muitos anos tentou encontrar alguma coisa nas águas do Rio Amapari, até que um dia, já em 1946, desiludido pelas incertezas de uma vida aventureira, empregou-se na Mineração Apolo como zelador do depósito que aquela empresa mantinha em Macapá.
Em 1º de agosto de 1948, em Macapá, um diálogo entre o Sr. Geraldo de Souza e Silva, gerente da Mineração Apolo e o Dr. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, na época tratando dos trabalhos de instalação da ICOMI no Território Federal do Amapá, mudou completamente a trajetória de vida de Henry Lucien.
-- Cedemos-lhe o galpão, para que o Sr. Instale o escritório da Companhia, desde que, este homem que aqui está, nosso zelador, seja aproveitado como seu empregado.
-- Perfeitamente. Se esta é a maior exigência, o negócio está fechado.
O zelador citado na conversa era, nada mais nada menos, o Sr. Henry Ovide Lucien, que foi encarregado do Serviço de Vilas, em Santana.
Ovide Lucien desenvolveu inúmeras atividades na ICOMI, a maior parte delas, desempenhada em Macapá, desde sua admissão no escritório pioneiro até ser transferido para a Serra do Navio, em 1957, e posteriormente, para Macapá.
Henry acompanhou de perto o desenvolvimento da ICOMI, no Amapá, e se aposentou na mineradora. Ele era o chapa 3 na Empresa, atrás de Bento Sales Páscole (chapa 1) e do descobridor Mário Cruz (chapa 2).
Jamais deixou o Território, desde que lá chegou. Mas, apesar de ter vivido mais tempo no Brasil do que em sua terra natal, nunca abandonou a cidadania inglesa.
Sua esposa D. Mildred Lucien, também de Santa Lúcia(já falecida), deu-lhe seis filhos, todos brasileiros: Eric, (falecido), que foi empregado da ICOMI, em Santana; Henriqueta; Mariana; Mário; Eulálio e Vitória.
Henry Lucien residia com a família em uma casa própria, em Macapá, situada à rua Odilardo Silva, quase esquina com a Mendonça Furtado, no centro.
Fonte: Revista Icomi-Notícias

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Foto Memória de Macapá: Quinze anos de Sônia Barbosa

O acontecimento social de maior repercussão em Macapá, foi a festa dos quinze anos da Srta. Sônia Regina Barbosa, filha do casal Dr. Mário de Medeiros Barbosa e Icília Gomes Barbosa, realizada no dia 4 de setembro de 1964, nos salões do Aeroclube de Macapá, reunindo a melhor sociedade macapaense.
No clique, registrado pela Revista Icomi-Notícias, a aniversariante dança a valsa com seu pai, observados, a partir da esquerda pelas amigas Heleni Picanço, Graça Ribeiro e Graça Redig, respectivamente.
Os pais de Sônia já são falecidos.
Segundo amigos, Sônia reside na capital paraense e deve completar em setembro, 69 anos de vida.
Fonte: Revista Icomi-Notícias

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...