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domingo, 2 de abril de 2017

ESPECIAL - Memória Ferroviária do Amapá: 1876: Ferrovia de Santana (AP) já estava prevista de ser construída há mais de 140 anos

Um paraense previu a necessidade de uma ferrovia em frente à Ilha de Santana há mais de 140 anos,...
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução Google Images
...bem antes até mesmo do nascimento do lendário Augusto Trajano Antunes (1906-1996) que foi o idealizador da Estrada de Ferro da ICOMI.
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução Google Images
Leia, a seguir, a matéria de Emanoel Jordânio:
Por (*) Emanoel Jordânio
O extinto Jornal do Pará, um semanário que circulou no período de 1867 a 1878, considerado o órgão oficial de comunicação da antiga Província do Pará (a criação desse Estado Brasileiro somente ocorreria em 1889), publicava constantes relatórios da administração paraense, que descreviam as ações aplicadas pelos gestores das províncias e regiões administradas por militares, detalhando visitas oficiais e providências tomadas por essas autarquias.
Jornal do século XIX, com publicação em questão - Reprodução
Na edição 041 do dia 20 de fevereiro de 1876 desse jornal, é possível encontrar o trecho de um relatório apresentado ao Dr. Francisco Maria Correia de Sá e Benevides (que então assumia a administração da Província do Pará), pelo Senhor Domingos Soares Ferreira Penna (1808-1888), considerado um dos maiores desbravadores naturalista daquela época.
Numa parte desse relatório publicado, observa-se que em abril de 1875, Domingos Soares visitou as três maiores ilhas ribeirinhas (até então) existentes ao longo do Rio Amazonas – que eram as Ilhas de Mexiana, de Caviana – além da pequena e discreta Ilha de Santana, que já era famosa na História do Pará.
Trecho da matéria previa construção de ferrovia - Reprodução
A matéria do jornal faz um pequeno contexto histórico de cada ilha visitada pelo desbravador paraense, sendo que a última inspecionada é a Ilha de Santana, que ficava a menos de três léguas (cerca de 20km) da comunidade mais próxima, que era a cidade de Macapá.
Além de descrever as invasões estrangeiras que a Ilha sofreu entre os séculos XVI e XVII, o texto oficial encerra com um parágrafo que premedita a futura construção de uma ferrovia nas proximidades da Ilha de Santana, que ajudaria no progresso social e econômico, tanto para a cidade de Macapá como para o restante do Norte Brasileiro:
“Quando, porém, os recursos dos habitantes e do commercio de Macapá permitirem ou as conveniências políticas do Estado exigirem a construção de uma linha férrea da cidade para a costa fronteira à ilha de Sant’Anna, passando através da planície e dos campos que tanto a facilitam, aquelle magnifico canal, hade ser o porto da cidade e talvez um dos portos mais opulentos de todo o valle do Amazonas. Assim Deus o queira!”
No encerramento do conteúdo publicado, o autor da matéria deixa bem claro que a “vontade Divina” será realizada sobre sua previsão.
Vale ressaltar que essas visitas ribeirinhas, feitas por Domingos Soares à Ilha de Santana foram novamente confirmadas em 1885, através de outro periódico paraense.
Visita à Ilha de Santana postada em outro jornal - Reprodução
O Diário de Belém (que circulou de 1868 a 1889) publicou essas visitas do desbravador na edição do dia 15 de janeiro de 1885, reforçando com veemência as perspectivas que ocorreriam nessa pacata região, hoje pertencente ao município de Santana (AP).
Domingos Soares Ferreira Penna
Museu Paraense Emílio Goeldi
Arquivo / Coleção Fotográfica.
Tão bem elogiado pelas autoridades paraenses foi o citado relatório de Domingo Soares, que o mesmo acabou transformando-o em uma de suas três únicas obras (livro) publicadas em vida: “A Ilha de Marajó”, contém essas e outras valiosas informações históricas sobre comunidades e localidades antigas do atual Estado do Pará, tendo algumas cópias desse exemplo ainda existentes no Arquivo Público do Pará.
Dúvidas Históricas
A previsão feita na matéria publicada no jornal de 1876 abre vários leques de dúvidas a serem esclarecidas, algumas que ficarão sem respostas por um longo tempo.
As dúvidas chegam a ser tão grandes que envolvem até nomes importantes da História do Amapá, como o engenheiro Augusto Trajano Antunes, considerado um dos mentores pela construção da Ferrovia Santana-Serra do Navio.
“A ideia de se construir uma ferrovia partiu do Augusto Antunes (ex-presidente da ICOMI) por volta de 1948. O surgimento dessa premeditação histórica é mais antiga que o próprio nascimento do Senhor Antunes, que nasceu em 1906”, comparou o professor Carlos Rogério, que leciona História em escolas estaduais de Santana.
O professor ainda descreve o último parágrafo desse texto como uma “curiosa premonição que somente favoreceu os setores econômicos e sociais do Amapá”.
Outro importante nome da historiografia santanense é o professor Aroldo Vasconcellos, conhecedor e grande referência em assuntos relacionados à segunda maior cidade do Amapá (Santana), que também se mostrou surpreso com a “descoberta” que estava discretamente publicada em um extinto jornal do século XIX.
“Com certeza Domingos Soares (o desbravador) se mostrou uma pessoa experiente nessa região e sabia que a construção de uma ferrovia traria o desenvolvimento um povo pouco assistido como era esse lado do Amapá”, reconheceu Aroldo.
O professor também acredita que o desbravador estava ciente das suas opiniões a serem divulgadas, porém, não se sabia os motivos fundamentais para elas.
“Ele sabia que a instalação de uma ‘Maria Fumaça’ nessa região seria útil, mas até hoje não sabemos o que seria embarcado ou transportado nesses vagões ou para onde seria enviada essa mercadoria”.
Dúvidas como essas já cercam os simpatizantes e colaboradores fascinados pela História do Amapá, que agora buscam responder outras perguntas, como:
Das três ilhas paraenses que Domingos Soares visitou, por quê somente a Ilha de Santana que receberia esse privilégio de uma ferrovia? Por quê já previa a construção de um porto em frente à Ilha de Santana? Será que chegaram a traçar algo em mapa sobre essa ferrovia?
Enquanto que respostas são procuradas, as certezas que se podem agora assegurar estão descritas pelos pioneiros que achavam que a única ferrovia construída foi projetada pela ICOMI há mais de 70 anos, enquanto que um paraense já atentava por essa necessidade de interligar localidades distantes através do meio de transporte mais avançado naquele longínquo século XIX, que era a linha férrea.
(*) Editor do blog Santana do Amapá
Fonte: Artigo na íntegra no blog Santana do Amapá

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Especial: Estória do Amapá: SIÁUDIO ASSUNÇÃO LEMOS , O COMUNICADOR


O saudoso jornalista Hélio Pennafort - com quem tive o privilégio de trabalhar e aprender muito, tanto na Rádio Difusora de Macapá, como na extinta e inesquecível Rádio Educadora São José de Macapá - entre outras publicações, escreveu as incríveis ESTÓRIAS DO AMAPÁ, com "descrições saborosas e passagens humorísticas do interior amapaense", como classificou Sônia Amaral, na apresentação do primeiro "Micro". A obra foi editada pelo Departamento de Imprensa Oficial, em 1984.



E foi de lá que extraímos o tema para o post de hoje, no Porta-Retrato, com as devidas adaptações e atualizações do texto original.



SIÁUDIO ASSUNÇÃO LEMOS - Um Comunicador Nato
Hélio inicia contando que por muitos anos o comerciante SIÁUDIO ASSUNÇÃO LEMOS, cearense de Mecejana, alegrou as noites da pacata cidade do Amapá, (distante mais de 208 quilômetros da capital Macapá, no Estado do Amapá), com uma aparelhagem sonora que alguns sofisticados já chamaram até de "Rádio Amplificadora da Terra de Cabralzinho". 
O Serviço de Alto-Falantes da Casa Nossa Senhora das Graças, era formado por cinco projetores de som, instalados estrategicamente para levar para a comunidade vizinha, músicas selecionadas, informações precisas e a publicidade comercial.
Segundo Hélio, Siáudio foi para aquela cidade do norte do país, tentar a sorte como agricultor e pecuarista. Descobrindo, entretanto, que a sua vocação era mesmo para o comércio, Siáudio tratou de montar a primeira casa na Base Aérea do Amapá, então bastante movimentada devido ao funcionamento de uma escola agrícola e ao maior efetivo dos destacamentos da FAB e do Exército. Com o crescimento de seus negócios ele foi ficando e de lá não saiu mais, nem pra sua terra natal.
Mais adiante Hélio destaca que Siáudio Assunção Lemos era um cidadão alegre, estimado por todos, comunicativo e adorava contar histórias dos tempos passados, quando iniciou uma criação de perús ensinados e marrecas dançarinas.
Quando não estava em sua função de locutor - atividade que levava muito a sério - Siáudio contava que tentou no Amapá uma indústria de capão(*) de peixe. E com essa conversa, certa vez, prendeu a atenção de um repórter do "Jornal do Brasil", durante quase trinta minutos, expondo minuciosamente a técnica que utilizava para castrar tucunarés, aruanãs e mesmo a gurijuba do salgado.
Mas foi quando engajou no Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) que Siáudio, mostrou de fato, que possuía qualidades suficientes para  desenvolver a não muito fácil arte de comunicar. Assumindo o setor de comunicação da Comissão Municipal do Amapá, passou a elaborar programas diários, incentivando o aprendizado de adultos, por meio de slogans do MOBRAL, ou saídos de sua própria imaginação, como este que diz: "um lavrador instruído, produz uma farinha melhor".
Em sua casa comercial havia de tudo que se pudesse pretender num lugar como o Amapá: pilhas, refrescos, bilharito, pregos, remédios, etc... 
Houve tempo em que Siáudio vendia muita pílula de vida.
Finalizando Hélio conta que, também nessa época Siáudio prestava bastante atenção aos despachos de conhecida agência de notícias publicados nos jornais que amigos levavam de Macapá. E tamanha foi a admiração cultivada pela Meridional e pela Sidney Ross, que quando tocava o telefone nº 2 da arcaica rede que funcionava na cidade, o influenciado cearense atendia ao chamado, com uma incrível associação de entidades: "Serviço Meridional Sidney Ross Companhia Limitada, Siáudio Assunção Lemos às suas ordens".

Até aqui foi o Hélio que contou. 
Conte você também o que sabe sobre este grande personagem do Amapá.

Nota do Editor: Se você conheceu Siáudo Assunção, deixe seu depoimento na caixinha de recados, ou escreva um email  - jolasil@gmail.com - contando o que sabe sobre a atuação dele na "terra de Cabralzinho".

Texto original de Hélio Pennafort, publicado em "Estórias do Amapá"  editado pela Imprensa Oficial do Amapá, em 1984, devidamente adaptado e atualizado para o blog Porta-Retrato.
(*) Animal castrado, que se põe para engordar.

terça-feira, 1 de abril de 2014

ESPECIAL: OS QUATRO ANOS DO BLOG "PORTA-RETRATO - MACAPÁ / AMAPÁ DE OUTRORA"

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ompletam-se, nesta terça-feira - 1º de abril de 2014 - QUATRO ANOS  de existência do Blog "PORTA-RETRATO - MACAPÁ/AMAPÁ DE OUTRORA" .
Clique na imagem para ampliá-la
Como registrei naquele primeiro post - numa quinta-feira, 1º de abril de 2010 - estava sendo concretizado um Projeto antigo, pois há algum tempo vinha arquitetando lançar um blog com fotos históricas e raras de Macapá.
Parece que foi ontem! Mas vencemos, crescemos juntos.
Mais de 400 mil visitantes deixaram registradas suas passagens.
Graças, primeiramente, a Deus, que nos deu vida, saúde e perseverança até aqui!
Um agradecimento especial à minha esposa Marina, companheira de todos os momentos, sempre disposta a somar esforços para levarmos avante essa partilha de informações, garimpadas nas mais diversas fontes, junto às famílias e descendentes, de Pioneiros do Amapá, que entenderam a grandeza de nosso trabalho e disponibilizaram seus acervos e arquivos de fotos e documentos, das pessoas que lhes são caras.
Graças a imprescindível ajuda de todos vocês, nossos amigos colaboradores, que nos enviaram e/ou compartilharam fotos, apresentaram críticas, sugestões, com comentários e opiniões que complementaram muitas legendas de fotos que foram postadas aqui.
A ajuda que tenho recebido – pelas quais agradeço de coração – tem sido de grande valia para concretização da proposta de nosso trabalho.
O nosso Porta-Retrato, está aí, firme e forte!
Espero, com as bênçãos de Deus, poder ainda comemorar esta data por muitos e muitos anos.

Obrigado mesmo!

João Lázaro-Editor

segunda-feira, 3 de março de 2014

Especial: Carnaval

A amiga Josie Remedios nos enviou duas fotos sobre o carnaval dos anos 60, em Macapá:
A primeira do Carnaval de 1961, apresenta  a modelo Irene Remedios, irmã da Josie, com a fantasia "Arco Iris".
Na segunda foto, imagens das amigas Taty Seara, Josie Remedios e Célia Seara, no Carnaval de 1963, em Vila Amazonas-Santana/AP.

Veja a seguir alguns posts sobre o Carnaval de Macapá, publicados anteriormente:
Clique nos links abaixo e saiba mais detalhes sobre:

1 - Como tudo começou?
2 - Quem foi o Barrigudo?
3 - Quem foi Altair Lemos?
4 - Alice Gorda a Eterna Rainha do Carnaval
5 - Carnaval de salão

(Última atualização, às 04 horas)

domingo, 3 de novembro de 2013

ESPECIAL - A Morte do Escoteiro "Padre"

(*) Por Nilson Montoril
Em julho de 1957, integrantes do Grupo de Escoteiros Católicos São Jorge realizaram um passeio à área onde estava situada a cachoeira Paredão, cujo potencial hídrico já havia sido previamente estudado e deveria favorecer a construção de uma hidrelétrica. (...)
À época do passeio dos escoteiros os trabalhos preliminares para a realização da grande obra já estavam em andamento, mas tudo ainda era inóspito. Na organização do “acampamento” estavam os chefes escoteiros Expedito Cunha Ferro, o popular “91”, Humberto Álvaro Dias Santos e o Padre Ângelo Biraghi, então orientador espiritual dos jovens escoteiros e vigário da Paróquia São José.
Patrulha Tucunaré: Os três primeiros moleques que vemos na fotografia, junto a uma pedra, são os escoteiros José Marques Picanço (curupira), José Ribamar Carvalho (Baé) e Nilson Montoril de Araújo (changai). Entre o Ribamar e o Nilson aparece o Dinaldo e um pouco mais atrás o Mamede(cabeça no saco). Encoberto pelo Nilson há um garoto que não conseguimos identificar. No outro plano, quase de costas, escorado numa pedra, identificamos o Edson Piloto(cabeça chata). Depois vemos o Ranulfo, Reginaldo Café (salazar), Beiço de Burro, Nonato, Pedroca e o chefe Expedito Cunha Ferro(91). Por trás do Zé Marques só aparecem as pernas de um garoto. Um outro escoteiro é visto ao lado do Dinaldo. Há 15 pessoas nesta fotografia.
A região cortada pelo Rio Araguari era muito aprazível e praticamente intocada. (...) Nossa viagem até o Paredão ocorreu em um caminhão cedido pela CEA e nos deixou relativamente apreensivos devido ao traçado bastante irregular da estrada, onde prontificavam subidas e descidas abruptas. Partimos antes do alvorecer e todo mundo ia acomodado debaixo do encerado locomotiva do caminhão e bem abrigados do frio.
Patrulha Aruanã: José de Souza Pennafort (macaco), Olivar Pereira Bezerra (português), Padre Ângelo Biraghi, José Raimundo Tavares (Billypão), Antônio Pereira (padre,de braços cruzados), Estanislau de Araújo Coutinho (Estandico ou acarí bodó, com casquete na cabeça), Zildekias Alves de Araújo, Ernesto Dias Neto (filé) e Jefferson Luiz Santana (Iso).
No canteiro de obras ocupamos uma casa que servia de escola, mas que se encontrava vazia em virtude das férias escolares. No primeiro dia do acampamento procedemos a hasteamento da bandeira nacional, tomamos café com pão torrado, leite, queijo e manteiga que eram mandados para o Brasil, pelos Estados Unidos da América, através da “Campanha Aliança Para o Progresso”. O contingente era formado por pioneiros, escoteiros e lobinhos e não excedia a 30 indivíduos. Após o café o chefe Humberto Dias dividiu o grupo em duas patrulhas: Tucunaré e Aruanã. A patrulha Tucunaré, da qual eu fazia parte teve o privilégio de ser a primeira a chegar bem perto da cachoeira Paredão e fez isso com redobrados cuidados sob as orientações do chefe 91. Para evitar que algum moleque afoito tentasse nadar no remanso formado pelas águas que desciam da queda d’água, o chefe 91 escolheu um local por onde descia um pequeno volume de água, formando um córrego estreito e raso. Os pioneiros e escoteiros mais velhos se instalaram a cerca de 2 metros da foz desse córrego e barravam qualquer tentativa de aventura dos mais afoitos. Passamos a manhã tomando banho e percorrendo locais com águas represadas em busca de peixes para o jantar. Na manhã do segundo dia foi a vez da “Patrulha Aruanã” conhecer o local que tinha sido batizado de “Recanto Encantado”.
A “Patrulha Tucunaré” recebeu o encargo de preparar o almoço, carregar água, coletar lenha e limpar a área do acampamento e a escola. As mesmas atividades que a “Patrulha Aruanã” tinha realizado no dia anterior. Por volta das 10h30min horas, do alto da colina onde estava edificada a escola, observamos que os componentes da Patrulha Aruanã estavam voltando ao acampamento e muitos choravam copiosamente. Indagamos o que havia acontecido e recebemos como resposta a notícia de que o "'Padre' havia morrido afogado", mas seu corpo estava desaparecido. De imediato pensamos que o afogado fosse o Padre Ângelo Biraghi. Entre os que tinham permanecido no acampamento encontrava-se o José Pereira, jovem muito prestativo, que de repente parou de brincar e ficou olhado para os escoteiros retirantes, certamente procurando localizar seu irmão Antônio Pereira, exatamente o menino que tinha morrido. Sem vê-lo, José deduziu que a vítima fatal era o Antônio, cujo apelido no Oratório São Luiz era "padre". Chorando muito se retirou para o local onde estava atada sua rede e ali permaneceu sem procurar saber detalhes do acontecido. 
Antônio "Padre" era muito irrequieto e excelente jogador de petecas. Disputar uma partida com ele era certeza de que ficaria de mãos vazias.
Enquanto trabalhadores do canteiro de obras tentavam localizar o corpo do Antônio, os escoteiros se mantinham em silêncio e acomodados. O Antônio não sabia nadar, mas simulava fazê-lo usando as mãos que tocavam no fundo do córrego para impulsionar seu corpo. Fez isso inúmeras vezes até descuidar-se e passar do marco fincado na areia visualizando o ponto que não deveria ser ultrapassado por ninguém. Escoteiros experientes, acostumados a nadar no canal de Santana se atiraram atrás do Antônio, mas a força d'água era descomunal. Uma coisa intrigante aconteceu no afogamento do "Antônio 'Padre'": ele sentou de uma só vez, certamente puxado para o fundo do rio pelo redemoinho que existia no local. As buscas foram feitas até as 18 horas e suspensas para reiniciar no dia seguinte. Por volta das 19 horas, com todo o material de acampamento e nossos objetos pessoais arrumados, embarcamos no caminhão e rumamos para Macapá. Perto das 22 horas o caminhão adentrou no quintal da Prelazia de Macapá e nos recebemos ordens para nos alojarmos no Salão Paroquial Pio XII, um barracão onde eram realizadas atividades religiosas, projeção de filmes e encenações de peças teatrais. 
Todos deveriam permanecer em silêncio e só deixar o barracão depois que o chefe Humberto Santos fosse à casa do senhor Raimundo Pereira cientificá-lo sobre a morte do filho. Entretanto, alguns meninos não obedeceram a ordem recebida; abandonaram o barracão e foram espalhando a macabra notícia a seus vizinhos, entre eles o seu Raimundo. O corpo do Antônio Pereira só foi encontrado uma semana após o sinistro. Mergulhadores o localizaram preso a uma pedra no fundo do rio Araguari  ali mantido pela força descomunal da água que descia da cachoeira. Em adiantado estado de decomposição e bastante danificado pelos peixes e pelo atrito contra as pedras submersas, o que restou foi sepultado no cemitério da vila de Ferreira Gomes. Em 1960, seus despojos foram levados para o cemitério Nossa Senhora da Conceição e enterrados ao lado dos seis escoteiros que morreram afogados no Rio Amapari, em Serra do Navio, quando uma ponte pênsil da ICOMI desabou. (Nilson Montoril)
(*) Pesquisador, professor, historiador, radialista e blogueiro amapaense.
Texto de Nilson Montoril, reproduzido do blog Arambaé, do renomado historiador amapaense, com adaptações especias para o Porta-Retrato.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

ESPECIAL: AMAPÁ, SEMPRE ALERTA !

               1º JAMBOREE PAN-AMERICANO
                              
                                   Por Nilson Montoril
                             
                      Para comemorar o IV Centenário do Rio de Janeiro e os 50 anos de realização do acampamento mundial na ilha de Brownsea, ...
... a União dos Escoteiros do Brasil realizou na cidade do Rio de Janeiro, o 1º Jamboree Pan-Americano. O monumental evento, que se tornou realidade no período de 18 a 25 de julho de 1965, reuniu escoteiros de diversos países do globo.
Da esquerda para a direita da foto: Luiz Tadeu, Nelson, Biroba, Mozart Souza, Gerônimo Acácio, Fiúza, Ubaldo Medeiros(centro,de branco), Gitinho (como o Biroba chamava o menor escoteiro do acampamento,) Urivino Bandeira( mostrando o jornal "O GLOBO" que enaltece o escotismo do Amapá), Santiago (lendo o jornal), João Lázaro(agachado), Haroldo Nery  e Nilson Montoril(sentado).
A Região Escoteira do Amapá se fez presente com uma delegação composta por 38 discípulos de Baden-Powell, que integravam os grupos Veiga Cabral, Marcílio Dias, São Jorge e João Gualberto da Silva, chefiados pelos chefes Clodoaldo Carvalho do Nascimento, Benedito Santos, Manoel Ferreira, Expedito Cunha Ferro e Hilkias Alves de Araújo. Os preparativos para a longa viagem foram intensos. Os escoteiros aprenderam o hino do Jamboree que o Trio Irakitan havia gravado, realizaram promoções diversas como cordões de pássaros, teatro, bingo, rifas, venda de artesanatos e passagem de livro de ouro para angariar recursos financeiros. Eu(Nilson Montoril)), Raimundo Magalhães, Manoel Ferreira (Biroba) e o lobinho Ângelo Pires da Costa, ensaiamos e apresentamos a peça “A Galinha dos Ovos de Ouro”, encenada no Barracão Pio XII (quintal dos Padres) e nos cine-teatro das vilas Amazonas e Serra do Navio. Personificando o Gigante Ferrabraz, usei um figurino recheado com travesseiros, o que levou muita gente a pensar que artista fosse o irmão Francesco Mazollene, o famoso caterpillar. O sucesso em Serra do Navio foi tão grande que fizemos várias apresentações sábado e domingo. É claro que a ICOMI foi bem generosa conosco em termos de cachê. Embarcamos para Belém ao anoitecer do dia 8 de julho de 1965. A concentração dos escoteiros ocorreu na Praça Tibúrcio Andrade, em frente ao Macapá Hotel. Uniformizados, com as mochilas, bandeiras e outros apetrechos próprios do escoteiro, aguardamos o momento de embarcar no rebocador Araguary. Como o Araguary puxava a alvarenga Uaçá, gastou 46 horas para cobrir o percurso entre Macapá e Belém. No alvorecer do dia 11 de julho desembarcamos na Bacia da Doca Souza Franco e em ônibus fretado rumamos para o Rio de Janeiro. Até alcançarmos a rodovia Bernardo Sayão, o ônibus trafegou sobre pista asfaltada. Após alcançar o trecho próximo a Capanema/Pará, enveredou por uma estrada sem capeamento asfáltico, fazendo-nos enfrentar poeira até Brasília. Na capital federal permanecemos algumas horas na Estação Rodoviária devido à troca de viatura. 
Levávamos uma sucuri de 4 metros enrolada em um veado, ambos empalhados (foto acima), fato que aguçou a curiosidade das pessoas, inclusive da imprensa. Diante do espanto dos curiosos dizíamos que aquela sucuri ainda era filhote de cobra. Um ônibus novo nos transportou até o Rio de Janeiro, aonde chegamos por volta das 17h30 do dia 14 de julho. O grande acampamento ainda estava sendo montado, razão pela qual tivemos que nos alojar no prédio que abrigaria o Hospital Universitário da Ilha do Fundão. Estava anoitecendo e descemos do ônibus cantando a “Canção da Alvorada”, mais conhecida como “O Rio Soluça”. Os versos adaptados à bela canção foram concebidos pelo Coronel Luiz Ribeiro de Almeida. Por um capricho do destino, encontramos alojados no mesmo imóvel os escoteiros do Rio Grande do Sul que rapidamente foram ao nosso encontro. Estávamos com tanta fome que em pouco tempo acabamos com o estoque de bananas dos nossos irmãos de ideal. Ao amanhecer do dia 15, fomos conhecer o espaço onde permaneceríamos por 10 dias. A ilha do Fundão possuía algumas instalações da Marinha, na orla da Baia da Guanabara, mas era despovoada na área próximo ao Aeroporto do Galeão e a Avenida Brasil. As máquinas que fizeram à raspagem do terreno delimitaram os campos com a terra removida. Em uma divisória eu tive a ideia de construir um fogão de duas bocas que virou atração no acampamento.
No sentido dos ponteiros do relógio: Manoel Ferreira ( Biroba -Tropa Marcilio Dias ), Nilson Montoril ( Tropa São Jorge ), Urivino Bandeira ( Tropa Veiga Cabral ), Ubaldo Medeiros ( Tropa Marcilio Dias ) e Nelson ( Tropa João Gualberto da Silva). Em 1965, apenas esses grupos existiam no Território Federal do Amapá.
Também confeccionei uma mesa utilizando bambu. Essas duas pioneirias nos garantiram a bandeira de eficiência por dois dias.
No campo aonde nos instalamos tivemos como vizinhos os escoteiros da Venezuela, Uruguai, Espírito Santo e Escócia. O Biroba só chamava os escoceses de “saiudos”( foto menor - escoteiro escoses no stand do Amapá ) porque o uniforme deles compreende o uso de saias feitas com lã, com xadrez colorido (tartan) chamadas kilt. Elas têm franjas decorativas e um grande alfinete de bebe. A solenidade de abertura do Jamboree ocorreu na manhã do dia 18 de julho e fazia muito frio. Alguns carros do Jornal “O Globo” distribuíram exemplares de edições antigas a fim de que pudéssemos forrar o chão, ainda úmido devido às chuvas e as baixas temperaturas. O dia-a-dia decorreu com alvorada, café, hasteamento da Bandeira, almoço, jantar, serviços de pioneirias, jantar e fogo-de-conselho. A programação comportava passeios aos pontos turísticos do Rio de Janeiro, inclusive ao Maracanã. Também passeamos na Baia da Guanabara, em embarcações da Marinha de Guerra. Dia 26 de julho, ao deixarmos a Ilha do Fundão, fomos hospedados em um casarão, em estilo colonial, no bairro da Lapa. Na manhã do dia 27, numa deferência especial da ICOMI, fomos a São Paulo, viajando pela Rodovia Presidente Eurico Dutra. Permanecemos 8 horas em São Paulo, tempo suficiente para conhecermos o Estádio Paulo Machado de Carvalho, o famoso Pacaembu. Retornamos ao Rio de Janeiro no mesmo dia, prontos para deixar a capital do então Estado da Guanabara. Saímos do Rio de Janeiro, dia 28 de julho, alcançando Belém ao anoitecer do dia 1º de agosto. Deixamos o ônibus e nos agasalhamos na Alvarenga Uaçá, que estava na Doca de Souza Franco aguardando carga. A demora foi de 12 dias, parecendo que tínhamos sido abandonados. Soubemos posteriormente que o comando da revolução militar, em Macapá, estava hostilizando o movimento escoteiro e que alguns escotistas tinham sido presos. Lamentavelmente, a Representação do Governo do Amapá, em Belém, sequer forneceu alimentação aos escoteiros. Eles se alimentaram vários dias com farofa feita com óleo. Só consegui retornar à Macapá no dia 14 de agosto, porque comprei uma passagem dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul. A despeito desses percalços a experiência foi extremamente válida. Guardo com muito carinho três fotografias que recebi do Chefe Clodoaldo, retratando as pioneirias que fiz. Outra foto mostra parte da delegação de escoteiros do Amapá.
Artigo extraído do blog do professor e historiador Nilson Montoril - Arambaé.
Nota do Editor:
Eu também fiz parte da delegação de escoteiros que representou o Amapá naquele evento, sem dúvida, inesquecível. Sempre Alerta a todos! ( João Lázaro )
(Repaginado em 2013)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

ESPECIAL: Vadoca, o pioneiro da alfaiataria no Amapá



Édi Prado *

Vicente Valdomiro Tavares Ribeiro nasceu em Macapá, quando ainda era Pará, no dia 7 de setembro de 1932. Ano passado ele inteirou 80 anos e mais parece um rapazinho que se prepara para ir “dar uma volta no arraial de São José”. Corpo esguio e andar ainda de jogador de futebol em plena forma. Ele é pioneiro na arte da alfaiataria em Macapá. Este é o Vadoca, ex-atleta do Esporte Clube Macapá e Trem Desportivo Clube nas décadas de 40 e 50.

Vadoca é filho de Celso Ataíde Ribeiro e D. Amelina de Carvalho Ribeiro.  Moravam na Rua da Praia, local onde está o Macapá Hotel. “Era uma vila com vinte e poucas casas. Bem na frente de casa tinha  um cais onde atracavam barcos que vinham das ilhas”, relembra.

Ele foi um dos agraciados a receber as primeiras lições na casa da Professora Guíta, que morava na Av. General Gurjão, quase esquina com a Rua São José. “Era o começo de Macapá”, conta.
Casou em 1955 com D. Ednéia dos Santos Ribeiro com quem teve nove filhos: Mário Sérgio, Valdo, Lico, Lúcia, Tanha, Rosália, Sônia e Sandra. A Valdonéia faleceu bem jovem.  A D. Ednéia “viajou para junto de Deus” há um ano e um mês.

 “Todos os meus filhos estão formados. A minha esposa era professora. Ela em sala de aula e eu na máquina Singer, criamos todos os filhos, graças a Deus. Já me aposentei e continuo trabalhando. Não sei ficar parado. Gosto de minha oficina. E como durmo cedo e acordo cedo, ainda tenho muita energia”, revela  o segredo da longevidade.

A 1ª Escola  Barão do Rio Branco só foi construída em 1944, com a chegada do governador Janary Nunes. “Estudei até a quinta série primária no Grupo Barão. Tive que trabalhar desde cedo para ajudar no sustento da família. Mas me formei em minha profissão e meu mestre, Pedro Ribeiro era exigente. Ou aprendia ou pulava fora”, se orgulha.

O Pedro Ribeiro veio de Belém. Aqui ele casou com D. Carmosina, que era viúva  e dona do único Cartório. A minha irmã, Gelina era amiga dele e me colocou para aprender o ofício. “Eu tinha 10 anos de idade. Estudava de manhã e a tarde ia para a oficina. Foram 20 anos de aprendizado. Só assim fui promovido à oficial. A segunda alfaiataria funcionava onde era a Casas Pernambucanas e hoje uma agência bancária. 

Quando fui para a Escola Industrial, antigo GM , já estava em condição de ensinar. Os professores da época era Erundino do Espírito Santo e Hermínio”,  relembra.

E nas horas vagas e finais de semana, a grande concentração era no campo de futebol,  onde é hoje a Praça Veiga Cabral . Em jogos oficiais eram colocadas cordas para cercar a praça e quem quisesse ver o jogo de perto, tinha que pagar. 

“Eu tinha 14 anos e num jogo entre Macapá e Amapá, o titular do Macapá estava “batido” e o técnico me convocou. Ganhamos de 4 X 2 e nunca mais sentei no banco de reserva”, gaba-se.
Errata: A foto, datada de 1948 foi feita em 1950.
Ele atuou na equipe do Esporte Clube Macapá de 1946 a 1950. “Em 1950 quando Janary Nunes construiu  o Estádio Glycério Marques eu já estava na equipe do Trem Desportivo Clube. E essa foto aí, datada de  1948  está errada. O ano correto é 1950”, corrige.
Nesta foto do Esporte Clube Macapá estão os atletas. Em pé da esquerda para direita: Sabazão, Muringueira, Aracati, Aristeu, Amujaci, Aristeu II, Ismael, Mário Santos (treinador).
Agachados, da esquerda para direita:  Oliveira, Pigmeu, Dedeco, Vadoca e Roxinho.

* Édi Prado1º jornalista formado  de Macapá. Cursou jornalismo na Faculdade de Comunicação e Turismo Hélio Alonso – Facha – turma de 1982 e retornou a Macapá  em 1985 e foi um dos fundadores do Jornal do Dia (1987).

Fotografias: Edi Prado

Comentário de José Lima: “Um dos pioneiros da alfaiataria no Amapá também foi meu pai Sr.ATAÍDE o BARBUDO; meu pai chegou em Macapá no término da segunda guerra em 1943, foi primeiro alfaiate do então primeiro governador do Amapá nosso saudoso Coronel Janary Nunes a época; saudade de meu paizinho.....depois vieram outros como FORMIGA/PEDRO/HERUNDINO/CHUNDA/MARAPANIN inclusive trabalhou com meu pai, o pai de nosso amigo ALFREDO INAJOSA, tiveram outros que fizeram história da alfaiataria do ex-território do Amapá hoje estado do Amapá. Herundino era pai do BIRA/ALDO/MARCO ANTONIO/HAROLDO/ASSIS/, trabalhava na fortaleza de Macapá onde confeccionava fardamento dos guardas territoriais.”

terça-feira, 23 de abril de 2013

ESPECIAL: A MACAPÁ DO MEU (NOSSO) TEMPO DE MOLEQUE

(Foto: Reprodução / blog do João Silva)
(*) João Silva
“É um belo trabalho de memória do talentoso designer amapaense Ronaldo Picanço que fez aflorar do teclado do computador, com a sensibilidade de sua arte,  a velha General Gurjão da nossa infância, vendo-se à esquerda o bloco de casas geminadas (algumas com janelas que davam para a rua, proporcionando visão panorâmica da Praça da Matriz), construídas no sistema de taipa, onde morava o alfaiate Nelson com a família, o "seu" Medeiros e a família (ele era gerente das Casas Pernambucanas),  e funcionou o consultório do dentista Sillas Salgado; bem ao lado, o prédio da Garagem Territorial, onde eram recolhidos os carros do Governo do Território do Amapá (reparem a baratinha estacionada em frente); mais ao centro a Usina de Força e Luz, a casa dos Picanço e Silva (em taipa), a casa do Moeda (em taipa), onde funcionou o famoso Café Moeda; à direita outro bloco de casas geminadas, onde moravam o senhor Zé de Almeida, Dona Nenê, a filha Do Carmo, a neta Alda, Tia América e o filho Ubirajara, e a família Azevedo Coutinho, esta já na esquina da rua São José; emocionam ainda os detalhes nas 'pinceladas' que completam a obra do artista amapaense, como a restauração da torneira pública (à direita, reparem), o ressurgimento das velhas mangueiras levadas pelo progresso, o detalhe das cercas de tábua que separavam as casas naqueles tempos idos, além do detalhe da área livre onde ficavam os campinhos de pelada que demandavam o espaço hoje ocupado pelo Teatro das Bacabeiras.” (João Silva)
Nota do Editor: Conservamos o texto original do amigo João Silva. Apenas nos colocamos no título do post, pois as artísticas imagens retratadas por Ronaldo Picanço, nos tocaram no fundo da memória histórica da Macapá de nosso tempo de criança.
Sem dúvida, um belo trabalho! Parabéns! (João Lázaro)

(*) jornalista e blogueiro amapaense

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Lançamento de "Tesouros de Memórias" de Adamor de Sousa Oliveira

(Foto: Reprodução)
Aconteceu às 19:00 h desta sexta-feira, 19, o lançamento da obra "Tesouros de Memórias" do escritor Adamor de Sousa Oliveira. 
O livro enfoca inúmeros aspectos  da história do Amapá de 1944 até 1990.
Inúmeros pioneiros e intelectuais da terra, prestigiaram o evento que foi realizado no salão nobre da OAB/AP, em Macapá.
Fotos (reprodução) by Paulo Tarso Barros.

domingo, 14 de abril de 2013

ESPECIAL: Esporte Clube Macapá - Hexacampeão Amapaense de Futebol

Esta é do Baú do amigo João Silva

Julho de 1956, dia de festa no Estádio Municipal Glycério de Souza Marques, o 'Glycerão' como ficou conhecido no jargão da crônica esportiva do Amapá! Em campo a poderosa equipe do Esporte Clube Macapá, o grande papão do futebol amapaense na era amadora, tanto que chegou ao inimaginável título de hexacampeão amapaense de futebol, época em que se decidiu muitos títulos no tapetão e o grande clássico da cidade era Macapá e Amapá, por quem torciam as maiores autoridades do Território Federal do Amapá.
O azulino, tricampeão de 1954, 1955 e 1956, pousa para a foto histórica em tarde ensolarada, momentos antes do ponta pé inicial de amistoso contra o combinado formado por jogadores dos demais clubes que disputaram o certame daquele ano, naquilo que se chamava antigamente  'jogo da entrega de faixa aos campeões', vendo-se, da esquerda para a direita, em pé: Amujaci, Edésio, Darcy, Vasconcelos, Bibito, Expedito e o técnico Jomar Tavares; agachados, da esquerda para a direita: Wlademir, Palito, Sabá, Perigoso, Mafra e Avertino. Dos que aparecem nesse registro de 57 anos atrás, estão vivos, graças a Deus, Palito, Edésio e Mafra. (João Silva)

Fonte: Texto e foto reproduzidos do blog do jornalista João Silva.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...