terça-feira, 20 de março de 2012

O antigo Forum de Macapá

"Quando foi criado o Território Federal do Amapá, o velho Fórum de Macapá estava bastante danificado."


Veja na foto abaixo:
(Foto: Reprodução/ Museu Histórico do Amapá)
Ano 1916 - Imagem rara do antigo prédio que ficava situado na confluência da Av. Presidente Vargas com Rua Cândido Mendes, onde funcionaram as antigas intalações do Fórum de Macapá, quando o Amapá ainda pertencia ao Estado do Pará.
O Desembargador Jorge Hurley conseguiu junto ao Prefeito de Macapá, Coronel Jovino Dinoá, o aluguel deste prédio da Praça da Matriz onde instalou dia 10/07/1916 a Casa da Justiça (Fórum de Macapá).
Dr. Jorge Hurley, além de juiz de direito, era um intelectual respeitado no Pará.
"O prédio sequer era usado pela justiça.
O Juiz e o Promotor Público cumpriam expediente nos cômodos que podiam ser julgados como mais ou menos no imóvel. Com a instalação do governo do Território, uma reforma colocou o Fórum em melhores condições".
"As sessões do Tribunal do Júri eram realizadas no salão nobre da Intendência Municipal." (foto acima)
"A pretensão de construir um Fórum em alvenaria era grande. A falta de prédios para a saúde, educação e segurança fizeram à vontade esperar um pouco mais".
(Foto: Reprodução/Arquivo Histórico do Amapá)
O prédio do Fórum dos Leões demorou dois anos para ser concluído. Erguido pelo primeiro governador do Amapá – Janary Nunes – como parte da estrutura física que compôs os primeiros organismos da administração, do recém criado (1943) Território Federal do Amapá. Está localizado bem à frente da cidade, voltado para o rio Amazonas.

(Foto: Reprodução de Arquivo)
Foto de 1954
"No dia 25 de janeiro de 1953, contando com a presença do Ministro da Justiça, Francisco Negrão de Lima, o Fórum dos Leões foi inaugurado. O Ministro havia chegado dia 24, ficando hospedado no Macapá Hotel. Na manhã do dia 25, tinha iniciado a programação alusiva aos 9 anos da instalação do Território do Amapá e de seu governo. Ás 09h50 ocorreu à inauguração da Maternidade Mãe Luzia. Às 21 horas, deu-se a inauguração da casa que abrigaria condignamente, a Justiça do Amapá. Ao ser inaugurado, o Fórum ainda não tinha os Leões posicionados na sua parte frontal."
(Foto: Reprodução de Arquivo)
"O terreno reservado para a edificação do Fórum pertenceu à família do Sr. Julião Tomaz Ramos - Mestre Julião, grande líder político da comunidade negra de Macapá. Ele e o Sr. Eufrásio Gaia foram os interlocutores dos moradores do Largo de São João (Praça Barão do Rio Branco) com o Governador Janary Nunes, por ocasião das negociações que visavam desapropriar as casas e as plantações existentes na área nobre da cidade de Macapá. Ao contrário do que muita gente comenta, nenhum morador foi sumariamente expulso daquele local e sim indenizado. Remanejados, a maioria do pessoal foi instalar-se no Laguinho."
"Os leões do Fórum foram esculpidos pelo lusitano Antônio Pereira da Costa, a partir de uma forma confeccionada pelo Jorge Marceneiro que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias. Um terceiro leão ainda foi esculpido, mediante encomenda do Comerciante Hermano Jucá de Araújo, proprietário da “Estância Leão Azul”. Quando este estabelecimento comercial foi fechado, o leão foi doado ao Clube do Remo, de Belém, e se encontra no Estádio Evandro Almeida, devidamente pintado de azul. Hermano Jucá era torcedor ranzinza do Clube de Periçá."
"Em 1990, o prédio foi cedido a OAB-Amapá, embora estivesse destinado à Biblioteca e Arquivo Público de Macapá. Em 1995, a Assembleia Legislativa aprovou a doação do imóvel. No Fórum, funcionaram: O Tribunal do Júri, a Promotoria Pública, o Cartório de Registro Civil, o Cartório de Imóveis, o Juizado de Direito, o Cartório do 2° oficio da Comarca de Macapá, o Tribunal Regional Eleitoral. Foi no Fórum dos Leões que o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá iniciou suas atividades, em 1991."
(Foto: Reprodução / acervo particular de Olivar Cunha) 
(Foto: Contribuição do amigo, Olivar Cunha - artísta plástico amapaense)
Prédio do antigo Forum dos Leões, cuja construção obedece ao estilo neoclássico histórico, apresentando aspecto sóbrio e majestoso com linhas greco-romanas. Sua fachada principal apresenta sob o frontão colunas "Corintias" em pedra de lio. À sua frente dois leões, característica do período neoclássico.
Além das reuniões do Juri também foram realizados importantes "Enlaces Matrimoniais", de muitos pioneiros da cidade.
Após as cerimônias cíveis ali realizadas, os nubentes recebiam as bênçãos nupciais na Catedral de São José.
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Atualmente funciona como prédio da OAB/AP (Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Amapá).
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Com o advento do estado, o Fórum do Juizado Central de Macapá (foto acima), foi construído na Rua Manoel Eudóxio Pereira, s/n - Centro, anexo ao Fórum Desembargador Benedito Antônio Leal de Mira, na Av. FAB.

(Texto - aspeado - creditado ao historiador Edgar Rodrigues,  reproduzido de seu blog Coisas do Amapá)

(Repaginado em março de 2012)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Esportes: Do Fundo do Baú do Mário Miranda

Relíquias e raridades fotográficas do Baú do amigo Mário Miranda, diretas do Facebook:
(Foto reproduzida do Facebook do amigo Mário Miranda)
Em pé: Moacir (Mussuin), Olivar, Ruy Araújo (Mocotó), Carlito, Breca (Goleiro) e Mário Miranda.
Agachados: Acemir, Josias (Castanhal), Edson (Pratinha). Dodoca e Cremildo Costa (Curió).
Foto no estádio Glycério de Souza Marques - Macapá-AP.
(Foto reproduzida do Facebook do amigo Mário Miranda)
A partir da esquerda em pé: Palito, Rui Araújo, Cremildo, Sabá, Da costa e Breca (Goleiro).
Agachados: Perereca, Base, Mário Miranda, Coroca, Rui Miranda e Carlito.
Local: Estádio Augusto Antunes.

sábado, 17 de março de 2012

Esportes: Do Fundo do Baú do Jocy Furtado

Quem nos brinda hoje com um raro registro fotográfico de seu baú histórico, é nosso amigo e contemporâneo de longas datas, Jocy Furtado de Oliveira, renomado médico amapaense, filho do saudoso amigo Ituassú Borges de Oliveira e de sua esposa Dona Chiquinha.
Jocy nos envia, via e-mail, cópia de uma página de esportes da conceituada revista “Icomi-Notícias”, que era editada pela Indústria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI.
A notícia informa que no período de 17 a 26 de julho de 1965, foi realizado em Belém do Pará, o XVII Campeonato Brasileiro de Basquetebol Juvenil.
Participaram da competição as seleções do antigo estado da Guanabara, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Estado do Rio, do ainda Território do Amapá, Brasília e Pará.
(Foto: Reprodução / revista  Icomi-Notícias)
(Foto compartilhada pelo amigo Jocy Furtado de Oliveira)
Na foto acima, a seleção amapaense, que apesar de ter conseguido duas vitórias, deu excelente demonstração de esportividade.
A partir da esquerda: Eromir, Totó, Antônio Redig, Célio Paiva, Maurício Bandeira e Edgar Tostes (técnico);
Agachados na mesma direção: Felipe Gillet, Jocy Furtado de Oliveira, Carlos Alberto (Palito), Aldony Fonseca Araújo (Babá) e Jeferson Barbosa (Izo).
Os jogos foram realizados no ginásio “Serra Freire” do Clube do Remo.
(Foto: Reprodução / revista Icomi-Notícias)
(Foto compartilhada pelo amigo Jocy Furtado de Oliveira)
A Equipe da "amizade norte-nordeste" de Rádio, fez a cobertura do XVIII Campeonado Brasileiro de Basquetebol Juvenil, realizado em Belém do Pará em 1965.
A partir da esquerda os radialistas Juarez Maués de Icomi-Notícias, Júlio Salles da Rádio Uirapuru de Fortaleza-CE e Guilherme Jarbas, da Rádio Difusora de Macapá.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Farol da Fortaleza de São José de Macapá

(Foto: Reprodução de arquivo)
Anos 60 - O Farol da Fortaleza de São José de Macapá, que ficou instalado no monumento até 1979, era uma das antigas atrações do forte.
Sua função era orientar a sinalização do Canal Norte do Rio Amazonas.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Visitantes fazem pose na escada do farol
Ele foi retirado do Forte por exigência do IPHAN (Instituto do Patromônio Histórico e Artístico Nacional), segundo o qual, não deve existir na área do monumento ou em seu entorno, nenhum elemento que não faça parte de sua estrutura física ou estética.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Diante do impasse, o mesmo foi devolvido ao Serviço de Sinalização Náutica do Norte, (órgão do Ministério da Marinha responsável pela sinalização náutica daquela parte do Brasil), que o reinstalou numa das ilhas da região entre o Pará e o Amapá.
(Repaginado em 16 de março de 2012)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Do Fundo do Baú, do Diniz Botelho Filho

Nosso amigo Diniz Botelho Filho, depois de um período de ausência, volta à blogosfera e nos brinda com uma peça fotográfica de uma importância histórica, editada em seu blog na quinta-feira, 8 de março. Ele pegou uma foto rara fornecida por seu primo Antônio Jr., que apresentava uma coloração morta e com qualidade prejudicada por ser muito antiga.
Não gostou do que viu e tratou de retocá-la, e o resultado final você vê abaixo:
Uma preciosidade,... sem dúvida.
Por justa razão, resolvi compartilhar essa descoberta inédita, com os leitores do Porta-Retrato.
O próprio Diniz explica, na legenda, quem são os três "carinhas" daquela época, que aparecem “bem na foto”:
“Sentado na "lambreta" está o Nonato, filho do seu Lores (meu vizinho da Mendonça Furtado, que trabalhava na imprensa oficial) ao lado, em pé frente à "kombi" é o Antonio Jr. (meu primo, empresário do transporte de cargas, filho do tio Costa, gerente da ex-Moore-MC Cormak S/A com minha tia a Profª. Maria Cristina, esta que teve seu nome à uma Escola de Porto Grande) e por fim o Baiano (moreno, escorado na "lambreta"). Tudo isso em frente ao escritório do despachante Negrão e da Casa Líbia (canto da Profª. Cora de Carvalho com Candido Mendes), defronte, (do outro lado da rua) ficava o posto Texaco do seu Assis (hoje dos Alcolumbres).” (Diniz Botelho Filho) 
Fonte: blog do Diniz Botelho Filho

quarta-feira, 14 de março de 2012

Do Fundo do Baú

Esta foto é uma relíquia histórica da Cidade de Macapá. Créditos para Aristeu Valente, que compartilhou com seus amigos do Facebook, através do Álbum Bela Macapá e que agora reproduzimos para os leitores do Porta-Retrato.
(Foto reproduzida do Álbum Bela Macapá via Facebook)
Nas imagens podemos observar o que sobrou de dois estabelecimentos comerciais que estavam erguidos na área comercial, da rua Cândido Mendes,  às margens do Igarapé do Igapó (depois chamado Igarapé da Fortaleza). Em primeiro plano vemos a parte frontal da antiga Casa Flor da Síria e ao lado o prêdio de altos, onde funcionou, inicialmente, o Hotel Santo Antônio, hoje ainda em atividades na Av. Coronel Coriolano Jucá, no Centro de Macapá. Ao fundo da imagem, algumas canoas  ancoradas na lama na antiga Doca da Fortaleza tendo atrás outras casas comerciais da época, do outro lado do Igarapé, todas em madeira. Pode-se observar também dois veículos (sendo um carro tanque) de apoio dos bombeiros.
Se alguém se recordar da data desse incêndio, por favor nos informar via e-mail ( jolasil@gmail.com ) ou deixar seu comentário na caixinha. 

terça-feira, 13 de março de 2012

Do Fundo Do Baú do Aluízio

Esta raridade fotográfica, foi reproduzida do álbum do amigo empresário Aluízio Teixeira, direto de sua página no Facebook.
Aluízio não soube precisar a data nem o local em que a foto foi tirada. Só sabe que foi em Macapá,  por volta de 1958 a 1960.
Ele tomou por base a época de lançamento do carro que aparece atrás das imagens: uma "Camioneta  DKW Vemag" - Vemaguet.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Morre em Macapá, aos 63 anos, o jornalista Bonfim Salgado.

(Foto: Reprodução/Facebook)
Lendo o blog da Alcinéa, fui surpreendido com a notícia do falecimento, na manhã desta segunda-feira – 12.03.2012, na UTI do Pronto Socorro, em Macapá, do jornalista José Antônio Bonfim Salgado.
Ele completaria – em 29 de novembro – 64 anos de idade.
(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)

Segundo Alcinéa, Bonfim "passou mal durante a madrugada com uma crise renal. Por volta das 4h deu entrada no Pronto Socorro, mas teve três paradas cardíacas e não resistiu!".

A morte do querido confrade, me toca de perto, por ter convivido com ele nos tempos áureos (1968/1969 e 70) da Rádio Educadora São José de Macapá, de saudosa memória.
Que Deus lhe conceda o descanso eterno e o conforto à família enlutada, neste momento de dor e tristeza. (João Lázaro)

Atualização: O velório acontece na Loja Maçônica, na Avenida Minas Gerais, no Bairro Santa Rita. O sepultamento será às 4 horas da tarde, desta terça-feira, no cemitério São José, Buritizal. (JD)

(Atualizado às 22h08m)

A saga do pioneiro Antônio Rocha Filho

(Foto: Reprodução de livro)
Antônio Rocha Filho nasceu no dia 29 de março de 1916, na localidade de Jaburu no Município de Gurupá, Estado do Pará, filho do comerciante Antônio Cordeiro da Rocha e D. Marcelina Vieira da Rocha.
Fez o curso primário na escola pública ao mesmo tempo em que trabalhava no comércio de seu pai. Assistiu a morte de seu genitor quando tinha 16 anos e como era o filho mais velho, assumiu a responsabilidade de administrar o lar com sua mãe e os irmãos Antônia, Raimundo, Mariana e Perpétua. Ainda no interior, trabalhou em vários tipos de comércio, inclusive o de regatão, percorrendo na região das ilhas do Pará, Amazonas e Amapá vendendo várias espécies de mercadorias, ou trocando por sementes oleaginosas, látex da seringueira, castanha-do-pará, negociando no comércio de Belém. Assistiu e apoiou o casamento dos irmãos Antônia, chamada carinhosamente de "tia dona", do Raimundo e da Mariana e, quando a caçula marcou a data do seu casamento, sentiu que ia ficar só, procurou sua namorada, a jovem Maria Souza chamada carinhosamente de Silda, de 17anos de idade, e casou no dia 22 de janeiro de 1947, no lugar denominado Santa Maria, na vila do Jaburu, Município de Gurupá, na mesma data do casamento da sua irmã Perpétua. Dessa união nasceram os filhos Jesuíta, Jesuino, Geraldo, Josué, Maria das Graças e Perpétua do Socorro. Quando nasceu sua primeira filha, saturado de tantas viagens, sentiu a necessidade de ficar mais próximo da família, para dar melhor assistência. Foi quando recebeu proposta do comerciante, seu amigo Raimundo Nely de Matos para sócio de um comércio em Macapá. Antônio Rocha fixou residência em Macapá, a partir de março de 1952, e iniciou a casa de comércio Santa Maria, na Av. Feliciano Coelho com a Rua Tiradentes. Um ano depois resolveu desfazer a sociedade e trabalhar sozinho. Comprou uma casa residencial com uma panificadora ao lado, na Av. Henrique Galúcio, 408, onde residiu até sua morte. Trabalhou muitos anos com a panificadora, mas cansou e tentou o ramo comercial mas ainda não explorado em Macapá. Adquiriu uma lancha e passou a comprar açaí, nas ilhas dos Porcos e Ipanema, vendendo em Macapá. Montou várias batedeiras de açaí nos diversos bairros e durante muitos anos ganhou dinheiro.
Quando sentiu que o comércio estava saturado, com centenas de competidores, resolveu comprar uma embarcação para fazer frete entre Macapá/Belém/Macapá, dando-lhe o nome de "Iate Fortaleza" em homenagem a seus pais que eram de Fortaleza-CE. Em 1978 comprou a casa "Uirapuru" na Rua Tiradentes nº 1442, e deu-lhe o nome de "Casa Fortaleza" hoje Supermercado Fortaleza. Teve sucesso e resolveu vender o Iate e aumentar seu capital no novo negócio e foi abrindo outras filiais. De repente foi acometido de um derrame cerebral (AVC) no dia 18 de maio de 1996 e continuou enfermo numa cadeira de rodas, assistindo seus filhos desenvolverem o trabalho que iniciou em Macapá, no ano de 1952. Homem experiente e inteligente, sério, dedicou sua vida ao trabalho e à família, sem ter tempo de se envolver na política, de participar da vida social, do esporte e da religião, apesar de  ter apoiado os candidatos de sua simpatia, de colaborar nos eventos sociais, de torcer pelo seu clube e de ir à missa domingueira. Essa é a biografia de um homem de bem que contribuiu com a criação do Estado do Amapá. Os amapaenses agradecem, pelo que fez, por tudo que realizou junto com sua esposa, a dinâmica e sorridente, Maria Souza, ou Dona Silda.
Fonte:  O Livro “Personagens Ilustres do Amapá”, vol. II, de Coaracy Sobreira Barbosa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Do Fundo do Baú: Um flagrante da cena política do Amapá

Esta foto rara retirada do Baú do meu amigo João Silva, registra um momento da campanha eleitoral de 1978: a realização de um comício na residência da senhora Maria Alfaia, a “Maroquita”, que ficava na Jovino Dinoá, esquina com a Praça Nossa Senhora da Conceição.
João Silva conta queo comício era do candidato a deputado federal pela ARENA, Paulo Fernando Batista Guerra. O Amapá tinha direito a duas cadeiras na Câmara dos Deputados.”
(Foto Reproduzida do blog do João Silva)
“Aparecem no pátio da casa, no Bairro do Trem, da esquerda para a direita, excluindo crianças e anônimos: Dica Congó, Domicío Campos de Magalhães (braços cruzados), Elimar Borges (braços cruzados, calça branca), radialista Luis Eduardo Anaice (locutor do comício), radialista Osmar Gomes de Melo (de calça escura), professor Heitor de Azevedo Picanço (discursando), observado pelo candidato Paulo Guerra. Na plateia, embaixo, à esquerda, o engenheiro José Rosário Pastana encostado ao carro de som, um fusquinha que era dele e que colocara na campanha do amigo. Ainda podem ser percebidos outros detalhes preciosos: a dona da casa tinha tanta admiração por Janary Nunes, que não arriou da parede da casa, em cima, à esquerda a placa do Comité Pró Janary-Iacy derrotados nas eleições de 1970. No pleito de 1978 a disputa pelo primeiro lugar foi bastante acirrarda entre os dois candidatos eleitos, Antônio Cordeiro Pontes (MDB), com 7 mil, 446 votos, e Paulo Fernando Batista Guerra, da ARENA, com 8 mil, 176 votos. Estava em vigência a ditadura militar e o governador do Amapá era Artur de Azevedo Henning.”

quarta-feira, 7 de março de 2012

Atletas de natação do Amapá

(Foto compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras, via e-mail)
Valorosos atletas da natação do Amapá, nos bons tempos do Capitão Euclides Rodrigues.
Da esquerda para direita: Atletas Miguel Ramos (camisa listrada); Valdeci Barbosa (calça preta); Humbelino Palheta (só o rosto); Furtadão (camisa branca segurando um troféu); Furtadinho, (irmão do Furtadão - camisa listrada); Haroldo Amoras (atrás do troféu - irmão do Heraldo e nadador do estilo borboleta); atleta Maria da Paz; Sr. Felipe Gillet (atrás); Capitão Euclídes (de óculos); o penúltimo é o filho do Capitão Euclídes, os demais não foram identificados.
Se alguém puder lembrar os nomes dos demais, favor nos informar pelo e-mail  jolasil@gmail.com para completarmos a legenda, ou deixar registrado na caixinha de comentários.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sete dias sem Amilcar Pereira

Amilcar da Silva Pereira faleceu no dia 27 de fevereiro de 2012, às 11h50min, na cidade do Rio de Janeiro. Ele foi o quarto governador do Território Federal do Amapá.
(Foto: Reprodução de arquivo)
O historiador e professor Nilson Montoril de Araújo sintetiza a história do ilustre homem público:
O médico Amilcar da Silva Pereira "era natural de Bragança, a Pérola do Caeté, no Estado do Pará, onde nasceu no dia 16 de fevereiro de 1919. Seus pais, Antônio Manuel Pereira e Argentina Pinheiro da Silva, deram-lhe todo o apoio necessário para que conseguisse concretizar o sonho de ser médico. Cursou o primário e o ginasial em sua cidade natal, ingressando na Escola de Medicina e Cirurgia do Pará em 1939. Concluiu o curso de medicina em 1945. Para reforçar os recursos financeiros recebidos dos pais, lecionou Ciências Físicas e Naturais no Colégio Progresso Paraense, em Belém até o término do ano letivo de 1945. Ainda no inicio do ano de 1946, embarcou para Macapá em 15 de fevereiro, ingressando no quadro de funcionários do recém criado Território do Amapá. Ainda era solteiro e aceitou passivamente sua nomeação para o cargo de Diretor do Posto Médico de Oiapoque. Na cidade fronteiriça iniciou suas atividades profissionais e soube enfrentar com muita resignação os problemas naturais de um lugar tão isolado. Em Oiapoque, conheceu a Professora Normalista Oneide Cruz e Silva, com a qual contraiu matrimônio no final do ano de 1947, tendo os filhos Paulo Cézar e Telma, ambos nascidos no Amapá. Enquanto residiu na cidade do Oiapoque, o Dr. Amílcar Pereira desenvolveu outras atividades para suprir lacunas na administração do município, até mesmo na condição de prefeito em substituição ao Dr. Sérgio Olindense Ferreira."
Detalhe para o bolo confeitado e para a garrafa do Flip Guaraná, esta à frente do Dr. Amilcar.

"Ao ser transferido para Macapá, passou a exercer a medicina na então Divisão de Saúde, começando como Chefe do Serviço de Pediatria do Hospital Geral de Macapá que havia sido inaugurada há pouco tempo. Era médico pediatra e teve decisiva participação nas atividades da Legião Brasileira de Assistência, destacando-se como Diretor do Posto de Puericultura Iracema Carvão Nunes, então localizado ao lado da residência governamental, na Avenida Cândido Mendes de Almeida. Foi um dos fundadores do Centro de Estudos Dr. Lélio Gonçalves da Silva, que funcionou no próprio Hospital Geral de Macapá e compreendia uma Sociedade Médica do Território do Amapá. Ele, na condição de presidente, o Dr. Mário de Medeiros Barbosa e o Dr.Carlos Asclepíades de Lima constituíram a Comissão Cientifica da entidade Voltou a atuar no magistério lecionando Ciências Físicas e Naturais no Ginásio Amapaense. Também ocupou o cargo de diretor do citado educandário, hoje registrado como Colégio Amapaense. A 16 de maio de 1954, em caráter interino, o Governador Janary Gentil Nunes o guindou à condição de Secretário Geral, substituindo o Dr. Hildemar Pimentel Maia, à época suplente do deputado Coaracy Nunes, mas servidor efetivo do Ministério da Justiça e Negócios Interiores na condição de Promotor Público."
Em solenidade realizada em 1956, o Promotor Público e Suplente de Deputado Federal, Hildemar PImentel Maia faz uso da palavra. Sentado à esquerda do orador, vemos o Governador Amilcar da Silva Pereira. Atrás dele, encostado na janela, vislumbramos a figura do técnico de som da Rádio Difusora de Macapá, Carlos Lins Cortes, popularmente conhecido por Baião Caçula. ( Foto escaneada do livro "História do Amapá, da Autonomia Territorial ao Fim do Janarismo-1943-1970"-página 97).
(Foto: Reprodução de arquivo)
O Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira recebe do Presidente da Indústria e Comércio de Minérios S.A-ICOMI, Dr. Augusto Trajano Antunes, uma medalha comemorativa da inauguração do Porto de Santana a 5/1/1957. O Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Território Federal do Amapá, ao fundo, testemunha a homenagem prestada ao Chefe da Nação Brasileira.

"A Secretaria Geral do Território equivalia a um órgão com ações próprias de vice-governadoria. Sua efetividade ocorreu no dia 1º de julho do mesmo ano. A 2 de fevereiro de 1956, em decorrência da nomeação do Coronel Janary Nunes para o cargo de Presidente da Petrobrás, o Dr. Amílcar da Silva Pereira passou à condição de governador, nomeado pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira. No decorrer de seu governo tivemos a implantação da Companhia de Eletricidade do Amapá (3/9/1956) e a instalação do Município de Calçoene (25/1/1957), ambos os projetos de autoria deputado Coaracy Nunes. No dia 5 de janeiro de 1957, ocorreu a inauguração do Porto de Santana, estando presente em Macapá o Presidente do Brasil, Dr. Juscelino Kubitschek.Dia 11 de janeiro, Amílcar Pereira testemunhou o primeiro embarque de manganês para o exterior. Como um acidente aéreo ocorrido a 21/1/1958, no campo de aviação do povoado Nossa Senhora do Carmo, no Rio Macacoary, ceifou a vida do deputado federal Coaracy Nunes e de seu suplente Hildemar Maia, o Amapá ficou sem representatividade na Câmara Federal. Houve a necessidade de ser feita uma eleição extemporânea a 18 de maio de 1958, para eleger novos parlamentares. O Dr. Amílcar Pereira foi escolhido pela legenda do PSD, tendo o Promotor Público Aurélio Távora Duarte como suplente. Para poder concretizar sua candidatura deixou o cargo de governador."
(Foto: Reprodução de arquivo)

Ano 1962 - Solenidade Pública - Na foto à esquerda Dom Aristides Piróvano - 1º Bispo Prelado de Macapá; ao centro: Governador Raul Montero Valdez (camisa branca); ao lado de camisa escura, Dr. Amilcar da Silva Pereira que exercia o cargo de Deputado Federal; atrás dele (de bigodinho) Sr. Leopoldo Queiroz Teixeira (o Teixeirinha), o garoto à direita é o filho dele, macapaense Carlos Silva Teixeira.

O advogado Raul Montero Valdez governou o Território Federal do Amapá de outubro de 1961 a dezembro de 1962.
O médico cirurgião Amilcar da Silva Pereira governou o Território do Amapá de fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958: recebeu o governo de Janary Nunes em fevereiro, em razão de Janary ter sido nomeado presidente da Petrobrás. (Amapa Net)

"Foi substituído por Pauxy Gentil Nunes, que tomou posse dia 14/2/1958. Os demais partidos não concorreram. À época, o Território Federal do Amapá tinha apenas 3.664 eleitores. Sob forte comoção 3.191 eleitores elegeram a única chapa registrada. Sua posse na Câmara Federal se deu no dia 7/7/1958. O Amapá ficou sem representatividade no Congresso Nacional por quase cinco meses. O Dr. Amílcar Pereira ainda cumpria o restante do mandato de Coaracy Nunes quando participou de nova eleição, levada a efeito no dia 3/10/1958. Desta feita, a chapa do Partido Social Democrático, composta por Amílcar Pereira e Aurélio Buarque teve a concorrência dos candidatos Dalton Cordeiro de Lima e Amaury Guimarães Farias, ambos filiados ao Partido Trabalhista Brasileiro. No decorrer da apuração, os opositores mantiveram a dianteira, mas foram suplantados após a contagem dos votos sufragados nos Municípios de Amapá, Calçoene e Oiapoque. Enquanto Amílcar Pereira desempenhava suas atividades em Brasília, o governador O flagrante é de 1962, feito na cidade de Mazagão. Pauxy Nunes e seus correligionários desencadearam incisiva perseguição aos funcionários partidários do PTB, descontentando o deputado que mantinha relações cordiais com os filiados da aludida agremiação política. Foi por indicação de Amílcar Pereira que a 8 de setembro de 1961, Mário de Medeiros Barbosa e Francisco Torquato de Araújo foram nomeados interinamente para os cargos de Governador e Secretário Geral respectivamente, em substituição a Joaquim Francisco de Moura Cavalcante, que estava do cargo desde o dia 17 de março de 1961. Os dois categorizados servidores permaneceram nos cargos até 21 de outubro, ocasião em que, por intercessão do Dr. Amílcar, saiu a nomeação do Dr. Raul Montero Valdez. Em outubro de 1962, o coronel Janary Nunes, que já havia deixada a Presidência da Petrobrás e a Embaixada do Brasil na Turquia, decidiu candidatar-se ao cargo de deputado federal pelo Amapá. O carisma do 1º governador do Território fez a diferença e ele superou o Dr. Amílcar Pereira nas urnas, obtendo 6.559 votos contra 4.018 votos do oponente. Ao encerrar seu mandato, Amílcar Pereira sentiu que era chegado o momento de deixar o Amapá para não sofrer retaliações, haja vista que havia rompido com os Nunes."
(Foto: Reprodução Revista Icomi Notícias)
O Presidente Juscelino Kubitscheck, usando terno escuro, caminha pela pista que liga o escritório da ICOMI ao porto de embarque de manganês que iria ser inaugurado na manhâ do dia 5/1/1957, em Santana. À sua direita, seguia o Dr. Augusto Antunes e à esquerda o Coronel Janary Gentil Nunes, Presidente da Petrobrás. Um pouca mais á frente vemos o Deputado Federal Coaracy Nunes e o Governador Amilcar da Silva Pereira.(Foto Revista ICOMI Noticias)
"Requereu transferência para o quadro de servidores do Ministério da Saúde e fixou residência no Rio de Janeiro. Durante o governo do Dr. Nova da Costa houve uma tentativa de prover uma visita do Dr. Amílcar Pereira ao Amapá, mas ele não aquiesceu o pedido. Seu filho Paulo Cézar, servidor da Caixa Econômica Federal, esteve em Macapá algumas vezes e narrou a seu pai as modificações que a cidade sofreu. O Dr. Amílcar da Silva Pereira também foi membro do Aéro-Clube de Macapá e do Rotary Clube. Apreciava e estimulava os esportes, principalmente o pedestrianismo e o futebol, modalidades que ele praticou. Era um cidadão livre de vaidades, não promoveu perseguições a funcionários oposicionistas e nem as referendava. Foi amigo fiel dos que lhe dedicavam amizade sincera. Morreu 12 dias após completar 93 anos de idade. O Amapá lhe deve um tributo."
Fonte: Blog Nilson Montoril - Arambaé

Posts relacionados:
Transmissão de cargo de Janary Nunes a Amilcar Pereira
O Pioneiro Amilcar da Silva Pereira
Governador Raul Montero Valdez
 
 
 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Especial: Esporte Clube Macapá conquista o 1º Copão da Amazônia

O


 jornalista João Silva nos conta que a  ideia da competição, realizada em 1975, em Porto-Velho-RO - a que ele chama de “Odisseia de Rondônia” - surgiu no Amapá, foi levada para o Rio de Janeiro pelo esportista Raimundo Osmar Pontes Hollanda que foi representante da FAD junto a CBD, cujo presidente Heleno Nunes, depois de prometer mundos e fundos, acabou negando apoio à realização do torneio, que não contou também com ajuda do CND, e só foi realizado graças ao empenho dos dirigentes do Amapá, Roraima, Rondônia e Acre. Mesmo assim Hollanda foi aclamado pela crônica como “Pai do Copão”. “Odisseia de Rondônia” porque não foi fácil: dois jogos foram anulados, o clima foi tenso dentro e fora de campo, inclusive envolvendo membros da imprensa, e tudo foi feito pelos cartolas rondonienses para que o título não saísse de casa. O certame foi disputado em turno único pelos campeões do Acre (Juventus, um timaço!), do Amapá (E. C. Macapá, também um timaço!), de Roraima (Baré, o mais fraquinho!) e de Rondônia (Ferroviário, um bom time, digamos). Na decisão, dia 29/o7, em partida disputada no Estádio Aluísio Ferreira, o Macapá venceu o time da casa por três a zero, gols de Barradas aos 17 minutos do primeiro tempo, Marco Antônio aos 16 e Bira aos 25 minutos do 2º tempo, o que deu direito ao azulino da FAB de meter a mão na taça."
(Foto reproduzida do blog do João Silva)
(Clique na foto para ampliá-la)
A foto registra a comemoração no gramado do Aluísio Ferreira, aparecendo em pé, da esquerda para direita: Pedro Assis, vice-presidente da FAD, Aldo (braço na tipoia), Haroldo Santos, Olivar, Amaral (técnico), Nariz, Sacaca (massagista, taça de campeão na cabeça), Assis, Jonas, Bira, radialista Humberto Moreira, Antoninho (Caganeira) e Edésio Lobato (dirigente).
Agachados, da esquerda para direita: Albano, Antônio Pula-Pula, Castelo, Carlos Roberto (rosto encoberto por pequeno troféu), Aldemir França, Marco Antônio, Aluísio (sentado), e Barradas.
Os demais são torcedores vibrando com a conquista do azulino.

Fonte: Blog do jornalista João Silva

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESPECIAL: Primeira Seleção Amapaense de Basquetebol

O Amapá participou do VII Campeonato Brasileiro de Basquete Juvenil, realizado na quadra da Fênix Caixeiral Cearense, em Fortaleza, em julho de 1954. Também participaram da competição as equipes representativas de São Paulo, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte.
O professor e historiador Nilson Montoril, conta detalhes do evento:
Em pé, da esquerda para a direita: Ary Coutinho, Paulo Farias, Uriel Araújo, José Aymoré, Marivaldo Monteiro, Edilson Borges de Oliveira, o comandante e o co-piloto da aeronave, José Maria Souza, José Tavares de Almeida, Antônio Tavernard e o sargento Irineu da Gama Paes.
Agachados: Eládio Braga, Leandro Costa, Clóvis Mascarenhas, Antenor Epifânio Martins, Dr. Corinto Silva e Victor Santos (que jogava basquete mais tinha idade acima do permitido).
“A delegação do Território Federal do Amapá seguiu para Fortaleza na manhã do dia 11 de julho de 1954, a bordo de um avião DC 3, do Correio Aéreo Nacional, gentilmente cedido pelo Comando da Aeronáutica sediado em Belém, com escalas para reabastecimento em São Luiz e Terezina. Comandava a delegação o macapaense Edílson Borges de Oliveira, Oficial de Gabinete do Governo Territorial, que também jogava futebol pelo Esporte Clube Macapá. Os demais componentes eram: Sargento Irineu da Gama Paes (técnico), Antenor Epifânio Martins (assistente técnico), Corinto Silva (médico), Prof. Gabriel de Almeida Café (representante da imprensa) e os seguintes atletas - Eládio Braga (Amapá), Uriel Araújo (Macapá), José Aymoré (Amapá), Leandro Matos Costa (Amapá), Ary Coutinho (Amapá), José Tavares de Almeida (América), Marivaldo Monteiro (Macapá), Clóvis Mascarenhas (Macapá), Antônio Tavernard (Macapá), Paulo Vinicius Farias (Amapá), José Maria Souza (Macapá). O atleta Lindoval Peres foi convocado e chegou a concentrar na Escola Industrial de Macapá, mas sua genitora não permitiu que ele viajasse devido ao fato do mesmo ser menor de idade. Para poder participar do certame nacional, a recém criada Federação Amapaense de Basquete, cujo presidente era o tenente Glicério de Souza Marques, organizou um torneio relâmpago com a participação do Amapá Clube, Esporte Clube Macapá, América Futebol Clube e Atlético Latitude Zero. O Atlético Latitude Zero sagrou-se campeão e recebeu o troféu denominado “Dr. Hildemar Pimentel Maia”. Dentre os atletas convocados, que então integravam outras equipes, encontravam-se Paulo Farias e Uriel Araújo que defenderam as briosas cores do Atlético Latitude Zero no torneio. Na capital alencarina a delegação do Amapá ficou hospedada na Escola Industrial do Ceará, realizando seus treinamentos nas quadras do Náutico Cearense e do Maguary Clube."
Em pé: Eládio Braga, Uriel Sales de Araújo, José Aymoré, Leandro Matos Costa, Ary Coutinho, José Tavares de Almeida e o técnico Irineu da Gama Paes. Agachados: Marivaldo Monteiro, Clóvis Mascarenhas, Antônio Tavernard, Paulo Vinicius Farias e José Maria Souza, o Zezinho.
"Paulo Farias, hoje residindo em Belém, não lembra com precisão quando o campeonato teve início, acreditando que tenha sido no dia 18 de julho, um domingo e concluído dia 23. Os jogos entre as seleções aconteceram no período noturno e o certame de lance livre pela manhã, ambos na quadra do Fênix Caixeiral. No dia 22 de julho de 1954, uma quinta feira, foi realizado o Campeonato Brasileiro Juvenil de Lance Livre e cada delegação inscreveu cinco atletas. A seleção Amapaense foi representada por Paulo Vinicius Farias, Clóvis Mascarenhas, José Maria Souza, Uriel Sales de Araújo e José Tavares de Almeida. Cada atleta teve direito de fazer 20 arremessos. No geral, cada seleção poderia computar 100 pontos”.
(Foto: Reprodução/portal História do Ceará)
Primeiro prédio da Fênix Caixeiral Cearense onde foi desdobrada a programação do VII Campeonato Brasileiro de Basquete Juvenil. Na década de 1950, o imóvel foi demolido, surgindo uma edificação mais ampla e elevada que atualmente abriga o Instituto Nacional de Previdência Social/SUS. (http://www.ceara.pro.br/fortaleza/index.htm)
Concluindo seu texto, Nilson informa que “o primeiro edifício da Fênix Caixeiral Cearense demorava (localizava-se) no Centro Histórico de Fortaleza, à Rua 24 de Maio, na esquina dessa via pública com a Praça José de Alencar. O imóvel foi vendido em 1979, e a instituição mudou-se para a Avenida Imperador, 336, entre as ruas Liberato Barroso e Pedro Pereira, agora identificada como Colégio Fênix Caixeiral. Já não é mais a famosa sociedade beneficente e cultural de outras épocas quando congregava contadores, despachantes da alfândega, corretores, leiloeiros, empregados de bancos e outras classes trabalhadoras. Em 1952, o governador do Estado do Ceará era Raul Barbosa. Ele apoiou incondicionalmente a realização do certame que foi organizado pela Confederação Brasileira de Desportos. A Confederação Brasileira de Volei foi fundada a 16 de agosto de 1954. O ex-jogador Denis Rupet Hathaway ocupou a presidência entre 15/3/1955 a 15/2/1957.”
Fonte: blog Nilson Montoril - Arambaé