sábado, 15 de novembro de 2014

Um Justo Tributo à Memória de Guioberto Alves Pelaes

Guioberto Alves Pelaes - um dos mais notáveis locutores esportivos das décadas de 1960 e 1970 - nasceu no município de Afuá/PA e foi criado em Macapá/AP. Estudou no colégio amapaense e trabalhou no Departamento Nacional de Endemias Rurais-DNERU. 
Foi um dos narradores esportivos  da Rádio Difusora de Macapá. 
Em abril de 1963, Guioberto mudou-se para São Luís do Maranhão, para substituir Walber Martins, o “Canarinho”, por indicação de Mauro Campos e Abrahão Sekeff Filho (já falecidos). Na época o narrador Canarinho tinha deixado a Rádio Timbiras para atuar na Pioneira de Teresina/PI e a emissora procurava um outro narrador. Guioberto Alves comandou a equipe 680 da Difusora/AM do Maranhão, nas incríveis transmissões do futebol. Em 10 de maio de 1972 fez sua última narração. No dia seguinte, voltando para casa, sofreu um acidente fatal nas imediações de Peritoró/Maranhão.
DETALHES DO OCORRIDO – Segundo o registro do pesquisador Luís Carlos Nascimento, “no dia 10 de maio de 1972 a Rádio Difusora confiou a Guioberto Alves a incumbência de transmitir diretamente de Teresina/PI o sensacional jogo entre Sampaio Corrêa e Tiradentes(Piauí). Trabalhou em companhia de Herbert Fontinele (comentarista) e Antônio Carlos Shuliber (técnico de eletrônica de rádio). A partida foi transmitida normalmente, com o mesmo entusiasmo que sempre caracterizava sua personalidade e seu elevado espírito de brilhante locutor esportivo”.
No dia 11 a equipe regressou a São Luís. Shuliber era o motorista. O grupo almoçou em Peritoró. Foi quando Guioberto Alves pediu para trazer o carro. “Ele insistiu tanto que deixei”, comenta Shuliber. Os três vinham conversando, quando aconteceu um imprevisto. Estourou um dos pneus traseiros da rural Willys da Rádio Difusora. Guioberto Alves perguntou o que fazer, mas a inexperiência levou-o a fazer o contrário do que Shuliber havia dito. “Eu disse para ele não frear e segurar firme o volante. Guioberto Alves pisou no freio, abriu a porta, sendo lançado violentamente para fora”. O carro capotou várias vezes. Guioberto, 32 anos de idade, sofreu traumatismo craniano, vindo a falecer no próprio local. Fontinele e Shuliber sofreram ferimentos leves.
Com a morte desse ícone do rádio maranhense todas as emissoras pararam suas programações normais para prestar-lhe homenagens póstumas. O corpo de Guioberto Alves foi velado no auditório da Difusora. A cidade parou. Todos queriam de alguma forma dar adeus a este que foi uma estrela em sua geração. No cortejo fúnebre em direção ao cemitério do Gavião, as rádios da capital formaram uma “Cadeia da Saudade”, num tributo sem igual ao companheiro de profissão. Guioberto Alves estava noivo de Maria Alice Azevedo Véras, casamento marcado para julho daquele ano.
Muitos ainda lembram de Guioberto Alves, pela sua voz marcante, inteligência, eloquência, dinamismo e sua capacidade de trabalho. Descrevia com enorme maestria, lance por lance, os magníficos espetáculos de futebol da época.
Ele foi um grande profissional do rádio, que fez história no Maranhão. O nome de GUIOBERTO ALVES continuará sendo lembrado por muito tempo.
O radialista amapaense Nilson Montoril, conta que foi contemporâneo do Guioberto Alves Pelaes na Rádio Difusora de Macapá a partir de 1962. Caprichoso, gravava em um gravador de rolo suas transmissões feitas quando não estava escalado para trabalhar. Usava uma cabine do Estádio Glycério de Souza Marques, então desocupada. Depois ia ouvir toda a fita no estúdio da RDM. (...) Sua família ainda reside em Macapá. "Em 1972, estive em São Luiz participando do funeral do saudoso amigo."
Texto original: Guioberto Alves:40 anos de morte, de Edivaldo Pereira Biguá e Tânia Biguá adaptado para o blog Porta-Retrato.

Fontes: http://www.blogsoestado.come Facebook de Nilson Montoril.

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