sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Uma casa típica da Macapá antiga

(Foto: Reprodução do blog da Alcilene Cavalcante)
Clique na imagem para ampliá-la
(Foto extraída do blog Repiquete...)
Ano 1948 - Embora não pareça, esta foto rara, é da mesma época das anteriores, como podemos observar através das casas construídas para funcionários do ex-Território (ao fundo).
Mas eu deixei separada das outras, para destacar, em primeiro plano, a casa típica da Macapá antiga, que contrastava com as que o governo acabara de construir. As casas novas - modernas para a época - eram em madeira.
A casa que aparece nessa esquina tinha as mesmas características das moradias que predominavam no centro da cidade, antes do Território. Eram de taipa ou pau-a-pique.
"Pau-a-pique é uma técnica de construção antiga, que consistia no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas ao solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu ou galhos retos, entrelaçados e amarrados entre si por cipós, dando origem a um grande painel perfurado que, após ter os vãos preenchidos com barro, transformava-se em parede. Podia receber acabamento alisado ou não, permanecendo rústica, ou ainda receber pintura de caiação. " (Wikipédia)
Localizava-se na confluência da Rua José Serafim (atual Tiradentes) com a Av. Mendonça Furtado.
Debaixo dessa mangueira, aconteceu um dos bárbaros crimes de Macapá: o do Sr. Acésio Guedes, (o mesmo que tem nome numa rua do bairro Perpétuo Socorro) que foi assassinado com 7 facadas. Ele trabalhava à tarde no Café Society que localizava-se onde é hoje a loja de produtos agropecuários de propriedade da família do Sr. Durval Melo que também foi dono do Urca Bar, no bairro do Trem, na esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Eliezer Levy, (hoje uma escola para condutores de veículos).
Segundo informações do amigo Barata, o Sr. Acésio Guedes, na época era chefe da Setor de Administração (atualmente Secretário de Estadual de Administração) do Governo. Entre 13:00h/13:30h, final de expediente naquela época, "seu" Acésio ia saindo do prédio onde funcionava o órgão - que ficava defronte à mangueira - quando o mesmo foi interpelado por um Sr. de nome Aracati e recebeu de imediato várias facadas, vindo a falecer.
Segundo informações à época, o motivo do assassinato teria sido por razões passionais.
O primo de Barata, Fernando Barata (já falecido), que estava de bicicleta, assistiu de perto a ocorrência.
O Sr. Aracati foi julgado, condenado e cumpriu alguns anos de reclusão na penitenciária do Beirol, (hoje uma escola estadual) localizada num terreno ao lado Quartel da Polícia Militar.
Não estou lembrado do ano - mas me parece que foi em 1956 - (quem tiver essa informação pode confirmar ou corrigir nos comentários).
(Última atualização em 05.12.2010 às 13:30h)

3 comentários:

  1. E qual foi a causa do assassinato? Vc sabe?

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  2. Alcilene, não sei o motivo desse crime bárbaro não, mas o Barata deve saber que foi ele que me ajudou a fazer a legenda.
    Vou passar um e-mail pra ele, perguntando.
    Se ele souber, eu incluirei na legenda.
    Mas se alguém souber, pode comentar também.
    grande abraço

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  3. João estive em Macapá quase nada da história foi preservada, as casas de madeira não existem, os grupos escolares não preservaram as linhas originais, o Alexandre Vaz Tavares, o nosso grupo está muito feio.Sarah Zagury

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