sexta-feira, 31 de março de 2017

Foto Memória de Macapá: Inauguração da Praça Cívica da Bandeira, no Centro da cidade

Há 40 anos – numa quinta-feira, dia 31 de março de 1977 -  era inaugurada em Macapá a Praça da Bandeira. 
"Foi a primeira praça em Macapá construída conforme a concepção proposta pela Fundação João Pinheiro que elaborou o Plano de Desenvolvimento Urbano de Macapá, Santana e Porto Grande." (Engº Rodolfo Juarez)
Na mesma área, em frente ao Colégio Amapaense, onde, em 21 de janeiro de 1959, os amapaenses ergueram um singelo monumento compreendendo um pilar em alvenaria, tendo no topo uma base em concreto, encimada pelo mapa do Amapá e sobre ele três colunas partidas. 
Era uma homenagem póstuma ao deputado federal Coaracy Gentil Monteiro Nunes, ao suplente de deputado Hildemar Pimentel Maia e ao Oficial Administrativo Hamilton Henrique da Silva. Eles haviam falecido num pavoroso acidente aéreo na localidade de Nossa Senhora do Carmo, região do rio Macacoary, na manhã do dia 21 de janeiro de 1958, uma terça-feira.
Nas imagens da foto acima podemos ver, que na área onde foi construído o antigo Palácio do Setentrião, havia um campo de futebol delineado por alunos do Colégio Amapaense. O espaço correspondia a um pequeno trecho do velho aeroporto da Panair do Brasil. O palaque de madeira era montado no final de agosto e desmontado após os festejos da semana da Pátria e do Território. O mastro onde a Bandeira Nacional era hasteada ficava no centro da praça.
Notam-se ainda na parte de cima da foto, ao fundo, além do telhado da Sede dos Escoteiros do Laguinho, a casa branca de altos que foi residência da família Neves Sozinho; o sobrado no meio, salvo engano era a Platon Engenharia e/ou residência do Sr. Homero Platon e na casa baixa, do mesmo modelo das construídas em Santana e Serra do Navio, morava o Sr. Mário Cruz.
Coaracy Gentil Monteiro Nunes, 45 anos; Hildemar Pimentel Maia, 38 anos; Hamilton Henrique da Silva, 32 anos. Cada um deles estava simbolicamente representado no monumento erguido em frente ao Colégio Amapaense, na lateral do espaço que passou a ser chamado “Praça da Saudade”.
Sobre o assunto o historiador, professor e blogueiro Nilson Montoril de Araújo, escreveu o seguinte:
“A Praça da Saudade não foi convenientemente construída devido às mudanças introduzidas na gestão do Território do Amapá a partir de 1961, e principalmente a contar de 1965." Segundo o historiador, “o civismo apregoado pelo General Ivanhoé Gonçalves Martins falou mais alto, e no lugar da Praça da Saudade surgiu a Praça  Cívica,  cujo nome, pouco tempo depois foi modificado para Praça da Bandeira, que nunca mais foi usada para o fim precípuo de sua edificação.“ 
A Praça da Bandeira, obra realizada pela PMM, em convênio com a Polamazônia(Programas de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia),...
...teve o projeto elaborado por técnicos da PMM, tendo à frente o arquiteto Antônio Brito.
Antônio Brito, é funcionário de carreira do Muncípio de Macapá; saiu de lá em 1991, tendo sido tranferido para Brasília, onde está atuando até hoje, com atividades na Representação da PMM, na Capital Federal.
A firma construtora foi a SANECIR Ltda, dirigida pelo engenheiro Antônio Fáscio.
Fotos: Hasteamento, Autoridades no palanque oficial, imagens da praça e técnicos - do Arq. Antônio Brito Filho
Fontes: informações e notícias repassadas pelo amigo Antônio Brito, via e-mail direto de Brasília, do amigo Rodolfo Juarez, via Facebook e do blog Arambaé, do historiador Nilson Montoril.
(Post repaginado e atualizado, em 31/03/2017)

sábado, 25 de março de 2017

Foto Memória de Macapá: O 104º ano de nascimento de Francisco Aymoré Batista

Há 104 anos nascia em Alenquer-PA, em 25 de março de 1913, o Pioneiro Francisco Aymoré Batista!
Chegou ao Amapá em 1944, a convite do Governador Janary Nunes, a exemplo de outros chamados pioneiros.
Inicialmente, foi trabalhar em Oiapoque, ainda solteiro. Em seguida casou-se com a jovem Stela Nunes e foi para Macapá trabalhar na Guarda Territorial.
Em 1987, já aposentado, instalou em Macapá a Casa da Homeopatia, funcionando sempre no mesmo endereço, R. Tiradentes, 329, no Centro de Macapá, esquina com a Av. Iracema Carvão Nunes.
Em 1990 a empresa passou para o controle do filho mais novo, Itabaracy Nunes Batista, que a comanda até hoje.
Sr. Francisco Aymoré Batista faleceu dia 18 de novembro de 1991 e Dona Stela Nunes Batista faleceu em 24 de outubro de 1999.
Fonte: Edgar Rodrgues com Informações dos familiares

quarta-feira, 22 de março de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: Sr. Genésio Antônio de Castro

O Pioneiro Genésio Antônio de Castro, nasceu em Campo Alegre no Piauí, em 1923.
Aos 17 anos saiu de sua terra natal chegando em Macapá, em 1949.





Conhece a jovem Líbia Bessa, com quem se casa em 1952. Logo após, instala em Macapá a Casa Líbia, em homenagem à sua esposa, na Av. Cora de Carvalho esquina com a Rua Cândido Mendes.
Foi um dos Fundadores do Clube de Diretores Logistas de Macapá, assumindo a Presidência em 1967, no lugar de Rafik Char, da Casa Flor da Síria.













De 1970 a 1977 torna-se arrendatário do Macapá Hotel.
Genésio e Dona Líbia desenvolviam destacado trabalho social através do Rotary Clube de Macapá.
Genésio faleceu em 1994, aos 71 anos.
Dona Líbia Bessa de Castro, esposa de Genésio, nasceu em Manaus-AM, em junho de 1930 e faleceu em Belém-PA, em julho de 2001, aos 71 anos de idade.
Fonte: Historiador Edgar Rodrigues

sexta-feira, 17 de março de 2017

Foto Memória da Cultura Amapaense: A LITERATURA NO AMAPÁ NAS DÉCADAS DE 50 E 60 - Modernos Poetas do Amapá

Segundo o sociólogo e escritor Fernando Canto "durante a década de cinquenta e parte da de sessenta, o que se viu no Amapá no aspecto literário, foi um esforço sobre-humano dos intelectuais da terra para que os trabalhos das pessoas de talento fossem projetados além de nossas fronteiras, a fim de receber críticas e se consolidar no cenário nacional. Poucos conseguiram o objetivo. Do grupo de burocratas-escritores que ser formou no Amapá, arregimentados pelo governo do Território para compor o primeiro escalão - Álvaro da Cunha, Aluízio da Cunha, Alcy Araújo, Arthur Nery Marinho e Ivo Torres - apenas Alcy Araújo, Álvaro da Cunha e Ivo Torres tiveram renome."
Há que se incluir também nesse rol, o poeta Arthur Nery Marinho, que figura em duas grandes enciclopédias brasileiras.
"Não se pode negar os esforços que fizeram os primeiros poetas, escritores e jornalistas que lá tentaram dinamizar a cultura e com isso chegando a influenciar muitos dos que hoje estão numa posição de destaque dentro do Amapá", diz Fernando Canto.
Logo o movimento extrapolou para os meios de comunicação de massa. Surgiram os órgãos de divulgação cultural, jornais e revistas e programas de rádio. A primeira iniciativa editorial nesse aspecto foi a revista Latitude Zero fundada em 1952 por Álvaro da Cunha, José Pereira Costa e Marcílio Viana. Era uma publicação de vanguarda que nada deixava a dever as outras revistas literárias do país. Apesar de sua importância histórica teve vida efêmera.
Com a chegada do escritor carioca Ivo Torres em 1957 é lançada uma nova revista do gênero, a Rumo, que chegou a circular em todo o Brasil e contava com correspondentes em vários Estados. Considerada uma publicação de qualidade, foi identificada por críticos literários e renomados autores como um órgão de difusão cultural dos mais importantes do país. A revista que trazia artigos e reportagens enfocando os mais importantes movimentos artísticos e culturais do Amapá, do Brasil e do exterior, inseriu a cultura amapaense no contexto nacional. Suas páginas recheadas de teatro, música, folclore, sabedoria popular, eram frequentadas por ícones da época. A Rumo foi uma das revistas do meio intelectual a dar projeção para diversos escritores locais e modernistas no país inteiro. O escritor Fernando Sabino, foi um dos entrevistados de Rumo em 1959 em Minas Gerais, assim como o caricaturista do Rio de Janeiro Appe, uma das estrelas da revista de informação "O Cruzeiro". Por causa de sua envergadura a revista Rumo chegou a ter projeção internacional.
"A Rumo conduz e explica o Amapá", chegou a escrever o ensaísta Osório Nunes.
Uma crítica publicada no suplemento literário do jornal "Diário de Minas" em outubro de 1958, assim se expressou sobre a revista: "Encontramos suas raízes na Semana de Arte Moderna. A sua vida constitui um resultado de descentralização cultural que houve a partir daquela data e que cada vez se acentua. Se fôssemos um Carlos Drumond, Mário de Andrade, um Vinícius de Morais ou Anibal Machado, nada nos alegraria mais do que nos saber lido lá pelos confins do Brasil, no Amapá".
A promoção do debate levou a revista a criar outros mecanismos de apoio a produção literária. E assim nasceu a editora Rumo, que viria publicar em 1960 a antologia Modernos Poetas do Amapá, o livro Quem explorou quem no contrato do manganês do Amapá, de Álvaro da Cunha (1962) e Autogeografia, livro de poesias e crônicas de Alcy Araújo (1965). A revista Rumo também deu origem ao Clube de Arte Rumo, que reunia os poetas, pintores, músicos e artistas de teatro para discutir o que se fazia no Amapá e no Brasil no campo da literatura, da música e das artes cênicas e plásticas. Ao mesmo tempo em que promovia concursos de crônicas e poesias na busca de novos talentos.
"O flagrante fixa o momento em que o Dr. Raul Montero Waldez, representando o Governador Pauxy Nunes, discursava por ocasião do lançamento da Antologia “Modernos Poetas do Amapá”, na Livraria Dom Quixote, em Belém/PA. Entre os presentes figuram os poetas Álvaro da Cunha, Ivo Torres, Alcy Araújo e Aluísio Cunha; os escritores paraenses Georgenor Franco (que saudou os intelectuais amapaenses, em nome da Academia Paraense de Letras), Bruno de Menezes, Haroldo Maranhão, Rodrigues Pinagé, Eldonor Lima, Max Martins, jornalistas João Neves, Chefe do Setor de Divulgação da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia – SPVEA e Aderbal Melo; professor Cláudio Barradas e outros; estudantes, intelectuais e pessoas amigas, que lotaram completamente as dependências da moderna livraria. Representando o pensamento dos “Modernos Poetas do Amapá”, usou da palavra o poeta Alcy Araújo."
(Texto reproduzido do Jornal Amapá de 12 de julho de 1960)
Mais detalhes e informações neste link: http://migre.me/we5enAroldo Maranhão, Rodrigues Pinagé,

terça-feira, 14 de março de 2017

Foto Memória da Aviação do Amapá: Fundação do Aeroclube de Macapá

Nesta data - 14 de março de 1944 – portanto há 73 anos,... 
... por iniciativa do Dr. Hildemar Pimentel Maia era fundado, na cidade de Macapá, o Aeroclube,...
(Imagens de arquivo)
... entidade que brevetou vários pilotos, entre eles Hamilton Henrique da Silva, Walter Pereira do Carmo e Antônio Carlos Pontes.
(Imagem de arquivo)
O Aeroclube teve hangar e sede instalados em área à margem da pista do aeroporto da Panair do Brasil, que atualmente encontra-se ocupada pelo Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, Secretaria de Planejamento, Secretaria de Segurança Pública, Biblioteca Cívica e outros órgãos.
Originalmente, sua área ficava compreendida entre as ruas Jovino Dinoá/Leopoldo Machado e avenida FAB/Procópio Rola.
No ano de 1958 ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá. Com a mudança o prédio aonde funcionava a sede do Aeroclube passou a ser a Assembleia Amapaense.
Na Assembleia eram realizados os melhores e mais badalados bailes da cidade. Quem viveu aquela época se lembra perfeitamente dos memoráveis eventos. Naquele tempo, as festas começavam às 22h e terminavam no máximo às 3h da madrugada. Muitos romances e amizades começaram embalados pelas músicas que lá tocava.
A ocupação do terreno foi iniciada na gestão do Capitão-de-Mar e Guerra Arthur Azevedo Henning e consolidada no governo Aníbal Barcellos.
Mesmo passados todos esses anos, o assunto ainda vem sendo questionado por um grupo de sócios do clube, que ingressou com ações na justiça, reivindicando direitos indenizatórios e de propriedade dos bens da sociedade. Pelo que parece, é assunto para muitos anos, ainda!
FONTES: Facebook (Nilson Montoril de Araújo) e Blog Achei Macapá

sábado, 11 de março de 2017

Foto Memória de Macapá: Os amigos Gilson Rocha, Narciso Farripas e Linomar Seabra (In memorian)

A Foto Memória de hoje, é originária do acervo da família Seabra do Rosário, que autorizou sua publicação e reprodução e agora pertence ao Baú de Memórias do amigo João Silva, que é parceiro do Porta-Retrato.
No registro dos primeiros anos da década de setenta os estudantes universitários amapaenses Gilson Rocha, Narciso Farripas Moraes e Linomar Seabra aguardam, no Aeroporto de Val-de-Cans, o voo da Cruzeiro do Sul para a viagem de férias do meio do ano, em Macapá.
Gilson e Linomar se formaram em medicina e Narciso Farripas em biologia e pedagogia. 
Todos voltaram para o Amapá e ingressaram no serviço público, prestando relevantes serviços à terra em que nasceram.
O médico Gilson Rocha e o biólogo Narciso Farripas continuam na ativa.









O médico Linomar é falecido.











Fonte: Facebook (texto do jornalista João Silva)
Fotos de Arquivo

quinta-feira, 9 de março de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: Pioneiro Walzinto Rocha Martins

A Foto Memória de Macapá foi compartilhada pelo amigo (*)Rostan Martins, filho de um dos pioneiros do comércio de Macapá: Sr. Walzinto Rocha Martins, nosso homenageado póstumo de hoje:
Oriundo do Arquipélago do Marajó, Walzinto Rocha Martins nasceu em 4 de julho de 1930. Casado com Maria Costa Martins, chegaram a Macapá em 1953 e passaram a morar inicialmente na rua Coaracy Nunes.
Foto: Google Earth 
Logo depois, a família mudou-se para uma casa própria situada ao lado direito do Mercado Central, onde em janeiro de 1966, construiu a Casa Nauta, especializada no comércio de materiais de construção.
Foto: Google Earth 
Depois Walzinto apartou sociedade com o irmão Antero Rocha Martins, e  resolveu ter seu próprio negócio, daí surgiu a Casa Delta, em fevereiro de 1971, na rua São José entre as Avenidas Cora de Carvalho e General Gurjão, no Centro. Ambas as casas foram extintas.
Walzinto Rocha Martins ainda construiu outras empresas: Cerâmica Delta, Estância Delta, Madeireira Delta e Fazenda Búfalo Bill.
O Sr. Walzinto Rocha Martins faleceu em Macapá, dia 22 de janeiro de 1988, aos 57 anos.

Fonte: Historiador Edgar Rodrigues repassando informações de Rostan Martins, filho do biografado.
(*)Rostan Martins é arquiteto e urbanista, professor de Artes da Unifap, ex-diretor da Imprensa Oficial do Amapá e autor da obra “Alô, Alô , Amazônia”.

sábado, 4 de março de 2017

Foto Memória do Carnaval Amapaense: Prof. Antônio Munhoz e Pedrinho Marques

Recebi, na manhã deste sábado (04/03), com agradável surpresa, um telefonema do Prof. Antônio Munhoz Lopes, diretamente de Macapá.
Estava ciceroneado pela Consolação Lins Côrte, minha amiga de longas datas do Amapá, esposa do amigo Cesar Bernardo, irmã do saudoso Baião Caçula, meu velho companheiro da Rádio Difusora de Macapá.
Como, fazia tempo que não nos falávamos, Munhoz foi logo expressando seu contentamento de ver uma foto sua, que publiquei no blog Porta-Retrato, na última terça-feira de Carnaval.
Um registro raro da participação do ilustre mestre, ao lado da sua amiga Lígia Cruz, num animado baile, nos salões do Aeroclube de Macapá, no Carnaval de 1960.
Agradeci e aproveitei para parabenizá-lo pela passagem de seus 85 anos festejados no último dia 10 de fevereiro, por seus amigos de Macapá. Na ocasião, colocamos nosso papo em dia.
Era evidente e bastante eufórica, a satisfação do ilustre folião em comunicar sua atuante participação no bloco “A Banda”, neste ano de 2017, como faz todos os anos. Destacou, que apesar de seus 85 anos de idade, teve fôlego e permaneceu sobre o caminhão do maior bloco de sujo do Norte do Brasil, das 13 às 22 horas.
Segundo ele, ”A Banda” foi acompanhada, este ano, por aproximadamente, 160 mil brincantes.
Aproveito o clima de descontração, para ilustrar o post de hoje, com outro registro fotográfico do baú de lembranças de Antônio Munhoz.
São imagens, sem data, de um carnaval da Banda em que Munhoz participou do bloco, ao lado de seu ex-aluno Pedrinho Marques.



Nosso querido Pedro Ubiratan Marques, hoje com 67 anos de idade, reside em Natal, Rio Grande do Norte é irmão do bioquímico José Jeová Marques.








Fonte: Facebook

quinta-feira, 2 de março de 2017

Foto Memória de Macapá: Jovens Macapaenses

A Foto Memória de hoje é compartilhada pela amiga Sarah Zagury. 
As amigas Sarah Zagury e Wilma Carvalho. 
Ambas amapaenses.
Trata-se de um lembrança da Quadrilha Junina da Escola Normal de Macapá, no ano de 1962.
Sarah filha de Isaac e Clemência Zagury e Wilma filho do pioneiro Wilson Carvalho.
Sarah mora no Rio de Janeiro e Wilma, em Macapá.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Foto Memória do Carnaval Amapaense: Munhoz, inveterado folião momesco

O professor Antônio Munhoz, é um dos foliões mais animados nessa época momesca.  Desde cedo sempre gostou de Carnaval.
A memória do Carnaval de Macapá, tem inúmeros registros do ilustre mestre – hoje (2017) aos 85 anos – aproveitando os folguedos carnavalescos.
Encontramos este, publicado por Sarina Santos, em sua página no Facebook, que diz ser a primeira foto de Antônio Munhoz tirada no primeiro Carnaval dele, em Macapá, em 1960, pois lá chegou em outubro de 1959.
A foto, que tem 57 anos, foi tirada no antigo Aeroclube de Macapá, ele com Lígia Cruz, na época famosa rádio atriz e sua grande amiga até hoje.
Lígia, lúcida e com idade bastante avançada, mora com a família, no Rio de Janeiro.
Fonte: Facebook

Foto Memória do Carnaval Amapaense: A mutante boneca da BANDA

Nosso registro fotográfico de hoje, vem do acervo histórico do amigo historiador Nilson Montoril de Araújo. 
O post original foi publicado em sua página no Facebook.
Segundo Nilson, desde o surgimento da boneca criada pelo Cutião, na terça-feira gorda do Carnaval de 1967, em Macapá, sua estrutura e semblante variaram bastante.
A primeira boneca foi confeccionada na quadra da Escola Coaracy Nunes e nada tinha a ver com o Bloco do Amapá Clube. O encontro entre os brincantes do bloco “A Banda” com a turma do Cutião se deu por acaso, na confluência da Avenida Mendonça Júnior e a Rua Leopoldo Machado. Ao ver a boneca, o Savino gritou: "Olha a Chicona". Desde estão, o nome da boneca corresponde ao tratamento que minha prima Francisca Monteiro recebeu de amigos, entre eles o Savino.
A foto desta postagem é da década de 1970, e mostra duas figuras conhecidas: Professor Antônio Munhoz à frente da boneca e o saudoso Paulo Silva (Paulão, do atabaque vestido de árabe) um pouco atrás.
Fonte: Facebook

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Foto Memória de Macapá: Macapá teve uma igreja católica, antes da Matriz de São José

Segundo o historiador Nilson Montoril de Araújo, embora a igreja de São José, seja o mais antigo monumento patrimonial da sua história, não foi a primeira a ser erguida na “Província dos Tucujú”.
O primeiro templo era bem humilde, tendo um altar de madeira, sobre o qual ficava a imagem de São José, pai putativo de Jesus Cristo.
Deve ter sido construída ainda no final do ano de 1751, na área onde está erguida a Fortaleza. Pouco tempo depois, ainda no mesmo local, foi erigido um novo templo, em taipa, e coberto de palha.
A Paróquia de São José de Macapá foi criada em 1752, sendo nomeado como Vigário o Pe. Miguel Ângelo de Moraes, presente no povoado desde novembro de 1751. No dia 4 de fevereiro de 1758, ocasião em que o povoado de Macapá foi elevado à categoria de vila, se deu o lançamento da pedra fundamental de uma nova igreja, no Largo de São Sebastião.
A 6 de março de 1761, o templo foi inaugurado.
As plantas foram elaboradas pelo Sargento Mor da vila e aprovadas pelo arquiteto italiano Antônio Landi, especialista em cartografia e construções.
O aspecto do templo era bem singular (foto acima).
Nas laterais havia uma porta e uma janela alta. A frente do prédio tinha uma porta central de uma só folha. Ao alto, figuravam duas janelas gradeadas com ferro. Ao lado esquerdo do templo se levanta um campanário com uns 15 metros de altura. Em cada face do campanário há um sino.
O acesso ao campanário era feito por uma porta posterior à fachada, cujo acesso era feito através da “Passagem Espírito Santo”, existente à esquerda do templo, entre o ele e a Casa Paroquial.
A escada que leva ao piso onde são puxadas as cordas dos sinos é de madeira.
À direita da Igreja de São José havia a “Passagem Santo Antônio”, separando a casa de orações do prédio do Senado da Câmara.
Conforme a planta da Vila de São José de Macapá, traçada em 1761, pelo Capitão Engenheiro João Geraldo Gronsfeld, a igreja tem a frente para a Rua São José. O fundo demanda para o “Largo dos Inocentes”, cortado por uma estreita via denominada “Rua dos Inocentes”. Os moradores do Largo dos Inocentes usavam as passagens Espírito Santo e Santo Antônio para terem acesso ao Largo de São Sebastião, posteriormente Largo da Matriz, e a outros logradouros do burgo
Até o início da década de 1980, carros e outras viaturas trafegavam pelas duas passagens. 
(Foto: Reprodução/Google Earth)
Para evitar danos à igreja, o poder público autorizou a então Prelazia de Macapá a fechar, com grades de ferro, a "Passagem Espírito Santo" , permitindo que os padres se movimentassem com tranquilidade entre a Sacristia e o imóvel onde residiam. 
Por ocasião da ampla reforma pela qual passou a Biblioteca Elcy Rodrigues Lacerda, erguida na área do velho Senado da Câmara, a largura da Passagem Santo Antônio foi drasticamente reduzida.
As alterações feitas no contorno da igreja foram amplamente aprovadas pela população, haja vista que o barulho produzido por veículos automotores e indivíduos contrários ao catolicismo perturbavam as orações, as missas, as novenas, as celebrações de casamentos e a ministração do batismo e crisma. 
A coberta da igreja sempre foi de telha de barro, com um considerável beiral que protegia as paredes. Há informes de que suas características do estilo arquitetônico inaciano foram sendo modificadas com as reformas introduzidas. 
A reforma mais expressiva, feita antes da chegada dos padres italianos, é mérito do sacerdote francês François Rellier, no início do século dezenove. 
O registro descritivo mais rico em detalhes é obra do Padre Júlio Maria Lombaerd, que desembarcou em Macapá a 27 de fevereiro de 1913, egresso de Belém. Além de descrever aspectos da cidade, Padre Júlio fala da igreja: “Da cidade baixa, fomos para a cidade alta, construída na planície. Primeiramente chegamos a uma grande praça, de mais de dois hectares de superfície. É a Praça da Matriz. E, realmente, na nossa frente, do lado oposto da praça, ergue-se solene, quase majestosa, uma grande igreja de pedra. Destaca-se no meio de tudo que a cerca. De construção regular, coberta de telhas francesas, com uma torre ao lado, como todas as igrejas brasileiras, tem um tríplice pórtico, encimado de três belas janelas com vidro. Uma escultura simples, mas de bom gosto. Termina com o pinhão que serve de base para uma cruz branca, dando ao conjunto um toque de esperança e de futuro. Um pavimento ladrilhado, à maneira europeia, forma diante do pórtico, uma bela plataforma que termina de cada lado, com uma coluna de madeira com lâmpadas para iluminação”.
Observa-se que, nos termos da narrativa do Padre Júlio Maria Lombaerd, na fachada da igreja já existiam três portas, três janelas com vidros e pinhões no frontispício. São detalhes arquitetônicos que passaram a figurar após as reformas feitas por iniciativa do Padre Rellier. A iluminação das ruas e travessas de Macapá era a querosene, havendo um servidor municipal que acendia e apagava as luminárias. Voltemos às narrações do Padre Júlio Maria Lombaerd: “Entrando no Santuário, onde não pude conter uma exclamação – Que igreja bonita! E de fato, é uma das mais belas que encontrei, até agora, nesta terra brasileira. É simples e muito e muito simples mesmo e, por conseguinte, sem pormenores arquitetônicos; mas esta simplicidade lhe comunica algo de majestoso, quase misterioso. Tendo apenas uma nave central, sem as laterais, permite-nos vê-la, no conjunto, com o primeiro relance de olhos e avaliar suas dimensões. A nave, da porta de entrada até a mesa de comunhão, mede 22 metros de comprimento por 11 de largura. A estrutura é regular e sem saliências. As paredes são brancas; o piso é de ladrilhos de cimento, com desenhos variados e três divisões com imitação mosaica, marcando a linha média da nave. O altar-mor está bem acima do piso, com seis grandes degraus. De cada lado do altar estão dois outros altares, do mesmo modelo, porém menores. Um tem, na última banqueta, a imagem do Sagrado Coração de Jesus; o outro a de Santo Antônio, mas, na banqueta principal está a imagem de São José, o padroeiro da igreja. O coro é separado do corpo da igreja por uma magnífica mesa de comunhão de ferro fundido. Nesta parte, o corpo da igreja se estreita de maneira a deixar bastante espaço, a cada lado da mesa de comunhão, para dois altares; um consagrado a São Benedito, e outro, a Nossa Senhora, ou antes, a um grupo de Santas Virgens. Há umas três ou quatro imagens destas Virgens, todas bem estragadas; umas mais do que as outras – carcomidas, quebradas. A uma falta mão; a outra braços. São todas pintadas de cores berrantes, quase ridículas.
Do lado do Evangelho está um lindo púlpito esculpido em cedro. No meio da igreja há dois altares laterais, um em frente ao outro. Um consagrado não sei a qual santo, porque há as imagens de São Miguel, São Vicente de Paulo, São Raimundo Nonato, São José e São Tomé, etc. Uma coleção de antiguidades. O do outro lado é consagrado à Sagrada Família. Ao entrar na igreja, o fiel podia ver dois altares separados por uma linda grade de ferro fundido. Um é o altar – túmulo (à direita), com a imagem do Salvador no sepulcro. É encimado pela imagem de Jesus carregando a cruz. Do outro lado está o batistério”.
A partir do segundo semestre de 1948, outras modificações aconteceriam. Presentes nas terras do Amapá desde 1911, os Padres da Congregação da Sagrada Família a deixaram em junho de 1948, repassando ao Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras a missão evangelizadora que haviam recebido em 1911. Os sacramentinos foram substituídos pelos sacerdotes italianos. Os dois primeiros, Aristides Piróvano e Arcângelo Cerqua, chegaram dia 29/5/1948. No dia 25 de junho de 1948, chegavam a Macapá, por via fluvial, os padres Luiz Viganó, Mário Limonta, Lino Simonelli, Carlos Bassanini e Vitório Galliani. Mestre em restaurações, o Padre Mário Limonta ficou encarregado de reformar a igreja e a casa paroquial.
No fundo do templo, foi modificado o altar central, permanecendo nele a imagem de São José. 
Nos altares ao lado, as imagens do Sagrado Coração de Jesus e a de Santo Antônio de Lisboa cederam espaço para dois belos painéis pintado pelo Pe. Lino Simonelli.
(Foto  de Paulo Tarso)
À esquerda, cena da Sagrada Família fugindo para o Egito. 
(Foto de Paulo Tarso Barros)
À direita, a Sagrada Família foi retratada trabalhando na oficina de carpintaria de São José. 
A Imagem do Sagrado Coração passou a ocupar o altar onde ficava a imagem de São Benedito, à esquerda da mesa de Comunhão.
 À direita, saíram as Santas Virgens, colocando-se na banqueta a Imagem de Nossa Senhora do Rosário. Os altares laterais da nave principal foram eliminados. O púlpito permaneceu recebendo melhoramentos. A mesa de comunhão de ferro fundido foi retirada e substituída por outra de alvenaria. A igreja foi pintada por dentro e por fora.
Nas laterais foram abertas três portas de cada lado e fechadas as janelas. Posteriormente, em decorrência das decisões do Concílio Vaticano II, a mesa de comunhão deixou de existir, retirou-se o púlpito, o batistério e os bancos próximos ao altar principal. Os padres passaram a celebrar a missa em português e de frente para os fiéis. Com o advento da nova catedral, surgiu a ideia de transformar a velha igreja no Santuário de São José, com a reinstalação dos pormenores de outras épocas.
(Fotos de Paulo Tarso Barros)
Observa-se no interior da igreja que há várias pedras tumulares indicando o local onde teriam sido sepultadas pessoas gradas da comunidade macapaense(fotos acima). Essas lápides estão assentadas no piso e nas paredes, mas acredita-se que nenhum sepultamento foi realizado no interior do templo. A colocação de uma lápide dependia da atuação do morto no dia a dia da religião que professava, do status que o falecido e sua família ostentavam na cidade. O poder aquisitivo dos familiares também era vital para a obtenção da licença para a colocação das chamadas “lápides de penitência” ou “lápides de lembrança”. Os corpos das pessoas mencionadas nas lápides da igreja teriam sido sepultados no Cemitério Nossa Senhora da Conceição.
Texto do historiador Nilson Montoril, publicado originalmente no blog do autor: Arambaé.
Fonte consultada: A Fortaleza de Macapá como monumento e a cidade como documento histórico (Dissertação apresentada ao curso de Mestrado Profissional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional por Jaqueline Ferreira de Lima Brito, como pré-requisito para obtenção do título de Mestre em Preservação do Patrimônio Cultural.)
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Disserta%C3%A7%C3%A3o%20Jaqueline%20Brito.pdf, consultado em 5 de fevereiro de 2017.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Foto Memória da Natação do Amapá: O Mestre e seus pupilos

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras.
Heraldo foi aluno do Ginásio de Macapá; foi escoteiro e participou da turma de natação treinada pelo Capitão Euclides Rodrigues.
Entre as fotos que eles nos enviou tem uma dos anos 60, do Capitão Euclides, entre dois de seus pupilos: Furtadão e Furtadinho, atletas da natação amapaense.
HERALDO AMORAS – é amapaense, filho dos pioneiros Marcos Farias do Santos (in memoriam) e da Professora Maria Helena Amoras, (aposentada reside em Belém/PA).
Heraldo, que completará 65 anos dia 11 de março de 2017, é técnico especializado da Jari Celulose S.A.; tem como especialidades a Construção Civil, a topografia, projetos, fiscalizações, administração e supervisão
Fotógrafo nas horas de lazer, tem como hobby estudar a arte fotográfica.
Reside em Monte Dourado-Almeirim-Pará-PA, Brasil.
Quanto aos dois atletas, somente o Furtadinho, continua na ativa treinando na Piscina Olímpica de Macapá,  e vencendo provas de natação de que tem participado. 
Atualizações:
O amigo Heraldo Amoras envia ao Porta-Retrato fotos do amigo Furtadinho – LOURIVAL FURTADO DE SOUZA - tiradas no supermercado Fortaleza em Macapá, onde tiveram oportunidade de conversar sobre a natação amapaense e das dezenas de anos que não se falavam.
Lourival Furtado de Souza, participou nos dias 03 e 04-set-2016 do XXIII CAMPEONATO NORTE NORDESTE CENTO-OESTE MASTERS DE NATAÇÃO, troféu Umbelino Lobato (que também participou), no centro didático capitão Euclides Rodrigues.
A pedido do blog, o nadador Valdeci Barbosa, fez o seguinte comentário sobre os irmãos Furtado:
“ Amigo, os irmãos Furtado, Antônio e Lourival Furtado eram nadadores fundistas especializados em 1500 metros e travessia. Nas travessias da baia de Guajará sempre subiam o podium dos 5 primeiros colocados. 
O mais velho Antônio foi integrante da Guarda Territorial e já é falecido
O Lourival Furtado vive em Macapá e foi medalha de ouro várias vezes em torneios brasileiros de master.
No Amapá os irmãos Furtado foram campeões imbatíveis em suas especialidades e pertenciam a segunda geração que sucedeu os campeões de 1956/57 sob comando do Cap. Euclides. ”
Visite os trabalhos de Heraldo Amoras nos sites abaixo:
http://www.panoramio.com/user/2363390 
https://www.flickr.com/photos/128066722@N08/
(Última atualização às 01h do dia 13/02/2017)

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