sexta-feira, 18 de outubro de 2024

ARTE E CULTURA DO AMAPÁ - DOCA DA FORTALEZA


A fotografia datada de 1950 inspirou Wagner Ribeiro a criar diversas obras, nas quais ele retrata cenas fascinantes de Macapá, tanto em paisagens do passado quanto do presente. Algumas dessas obras são baseadas em registros fotográficos históricos. Wagner Ribeiro é um artista plástico que se desenvolveu de forma autodidata, atuando como escultor, pintor, chargista, cartunista e decorador.

Ele relata que retratou a Doca da Fortaleza várias vezes, sempre atendendo ao pedido de alguém. 

De fato, é uma linda representação da antiga fachada de Macapá, que se tornou um registro significativo da evolução urbana da cidade. Atualmente, essa área está completamente transformada, tornando-se assim uma referência fotográfica.

Wagner menciona que a resposta do público ao observar essas obras é repleta de admiração e muitos elogios. Aqueles que solicitam as peças revelam frequentemente uma conexão pessoal com a região. "Os pais dessas pessoas ou tiveram negócios ou viveram nas proximidades", relata, citando o advogado Carlos Souza, que lhe mostrou a casa onde residiu. Da mesma forma, Romeu (JK) compartilhou informações sobre seu estabelecimento comercial. "Percebo que tanto a fotografia quanto a pintura carregam um significado sentimental profundo", finaliza.

Imagens: Telas de Wagner Ribeiro

terça-feira, 15 de outubro de 2024

MEMÓRIA DA JUSTIÇA AMAPAENSE > TRIBUNAIS DO JURI

RESGATE HISTÓRICO

Antes de 13 de setembro de 1943, Macapá ainda pertencia ao estado do Pará. Os tribunais de justiça funcionavam no antigo prédio situado na esquina das avenidas Presidente Vargas com Rua Cândido Mendes, Praça da Matriz, e no salão nobre da Intendência Municipal.

Sala do Tribunal do Juri na Comarca de Macapá, entre as décadas de 1930-1950.

Fonte: TJPA

Ultima atualização em 17/10/2024, às 23h35min

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

HOMENAGEM AO DR. LINOMAR SEABRA DO ROSÁRIO (In memoriam)

Em registro datado de 5 de setembro de 2024, a Prefeitura de Macapá faz uma homenagem ao médico LINOMAR SEABRA DO ROSÁRIO. 

Por meio do Projeto de Lei nº 0210/2024-PMM, a Unidade Básica de Saúde situada no bairro Infraero I passa a ser denominada “UBS Dr. Linomar Teófanes Seabra do Rosario”.

Unidade Básica de Saúde (UBS) no bairro Infraero I (Reprodução)

Esta unidade, que anteriormente era conhecida como UBS do Infraero I, está localizada na Passagem Jhonatan Bezerra, nº 1945, no Bairro Infraero I, no município de Macapá.

Linomar Teófanes Seabra do Rosário, nasceu em Macapá-Ap no dia 27 de dezembro de 1947, primogênito de uma família de seis irmãos, filho de Pedro Francisco do Rosário e Therezinha de Jesus Seabra do Rosário. Foi estudante do Colégio Amapaense. Era casado, tinha três filhos homens, sendo dois engenheiros civis e um bioquímico. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Pará em 1975, exerceu por mais de 30 anos suas atividades médicas nos hospitais de Pediatria, de Emergência, Unimed Macapá e Unifap. Era Pediatra e oncologista. Seu falecimento ocorreu em 15 de julho de 2009, e seu corpo repousa em paz no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, localizado no Centro da cidade.

Foto: Arquivo pessoal

Fonte: Família (Informações de Pedro Mauro Seabra

MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO AMAPAENSE > PROF. WALKÍRIA LIMA

Walkíria Ferreira Lima foi uma professora amazonense que dedicou boa parte de sua vida à música amapaense. Ela gostava de música e, aos 10 anos, começou a tocar piano. Nos anos 50, Walkiria Lima chegou ao Amapá para lecionar canto orfeônico em escolas da rede. Passou no Alexandre Vaz Tavares, na Escola Normal e no Ginásio de Macapá. Nos anos 60, ela foi a primeira professora de piano do Conservatório Amapaense de Música, que passou a chamar-se Walkíria Lima. A docente também foi uma das fundadoras da Academia Amapaense de Letras, na qual ocupou a cadeira número 40.

Walkíria Lima casou-se com Isnard Brandão Lima, com quem teve um filho, o poéta Irnard Brandão Lima Filho. Ela possui três netos e sete bisnetos. A professora faleceu em 1979.

sábado, 12 de outubro de 2024

REVIVENDO LEMBRANÇAS DE DONA ANASTÁCIA DO ESPÍRITO SANTO (in memoriam)

A marabaixeira Anastácia do Espírito Santo faleceu em Macapá, em 12 de setembro de 2024, aos 81 anos de idade. Ela integrou a Associação Cultural Marabaixo do Laguinho por quase uma década.

Hoje se completam trinta dias desde a sua partida.

Dona Anastácia era muito feliz e orgulhosa no Marabaixo por ajudar a fortalecer a cultura negra do Amapá.

Anastácia Martial Josaphat do Espírito Santo, nascida na cidade de Macapá, em 11 de maio de 1943, moradora do bairro do Jesus de Nazaré, filha de Jean Baptista Josaphat e Denize Martial Josaphat. Fez o ensino médio na Escola Coaracy Nunes e concluiu o ensino fundamental no Colégio Comercial do Amapá, o antigo CCA.  Aos 17 anos, iniciou o seu primeiro emprego no Hospital Geral de Macapá, demonstrando interesse pela profissão de enfermeira e atendente dos médicos da época. Se identificou com a profissão e decidiu cursar Enfermagem, uma atividade que desempenhava com paixão e dedicação. Em diversas ocasiões, afirmava que gostava muito do que fazia e que faria outra vez pelo prazer de poder ajudar outras pessoas. Sentia orgulho pela profissão que escolheu para exercer até se aposentar. Se casou com Antônio Lino do Espírito Santo, com quem teve seis filhos: Suzana do Espírito Santo (falecida), Rosana do Espírito Santo, Antônio Lino Filho, Geovana do Espírito Santo, Divana do Espírito Santo e Denize do Espírito Santo. Ficou viúva em 1993. Teve a felicidade de ser avó de três netos (Tarique, Samuel e Bernardo) e uma neta (Amora Luiza). Ana Júlia, sua bisneta, não conheceu pessoalmente, que chegou recentemente. Mulher forte, resiliente e guerreira diante dos desafios da vida para manter a família unida e, junto com o marido, prover a educação e o estudo dos filhos.  Após a morte do esposo, residiu por alguns anos na Guiana Francesa, onde conheceu um francês, também falecido,  com quem permaneceu por mais de 20 anos, mas nunca esqueceu suas origens e o amor que sentia pela Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, onde desfilou por vários anos, demonstrando grande paixão pelo Carnaval. Como sempre frequentou as rodas de Marabaixo, foi convidada por amigos para participar do Grupo Ladislau devido à sua alegria e carisma. Em 2008, começou a se apresentar como integrante do Grupo de Marabaixo durante as festividades do ciclo do marabaixo, acompanhada de suas colegas e amigas. Em algumas ocasiões, era levada por amigos ou por uma de suas filhas. Uma curiosidade é que ela aprendeu a nadar aos 65 anos, quando decidiu abandonar o medo e começou a se dedicar a essa atividade física, competindo em torneios de natação da Melhor Idade em Macapá, na piscina Olímpica, vencendo em algumas modalidades. Tinha muita vontade de cantar, dançar, estudar arte e pintar, o que a levou a se matricular na Escola Cândido Portinari. Se matriculou, inicialmente, no Teatro e, posteriormente, na pintura em tela. Aprendeu algumas técnicas de pintura, que registrou em telas expostas em sua residência. Ela adorava viajar, percorreu alguns países e estados brasileiros através de passeios turísticos, apreciava um bom vinho e desfrutar da companhia de amigos. Era vaidosa, mantendo-se sempre saudável e praticando caminhadas e natação semanalmente. Ao chegar aos ambientes, era logo percebida, devido à sua voz e gargalhada alta, que todos conheciam. Dona Anastácia Martial Josaphat do Espírito Santo, está sepultada no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Macapá, o mais antigo da cidade.

NOTA DO EDITOR:

Biografia montada graças ao esforço do amigo Ed Prado, com dados fornecidos pelas filhas da homenageada, a quem expressamos gratidão!

Conheci Dona Anastácia, quando era esposa do Antônio Lino do Espírito Santo, pois ele era motorista do Almoxarifado da Prefeitura Municipal de Macapá, órgão em que trabalhei a partir de 1979, após sair da Rádio Nacional de Macapá. (João Lázaro)

Fotos: Arquivo da família

MEMÓRIA INDUSTRIAL DO AMAPÁ > OLARIA TERRITORIAL > SEÇÃO DE MOSÁICOS E LADRILHOS

A alta demanda por materiais de construção durante a Segunda Guerra Mundial, incluindo as despesas de transporte, além da dependência total em relação aos prazos de entrega e aos custos elevados, foram fatores determinantes para a instalação da Olaria Territorial.

Associada à Olaria, surgiu a Seção de Mosaicaria, que produziu diversos produtos, como se pode ver no mostruário de mosaicos e ladrilhos construídos pela Olaria Territorial, registrado nesta foto.

Fonte: Relatório das atividades do governo do T.F. do Amapá apresentado ao presidente da república pelo governador Janary Nunes, pag. 128, ano 1944.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

JOAQUINZINHO – O ETERNO MARINHEIRO – ETERNIZADO NO MUSEU JOSEFA PEREIRA LAU.

O Mestre Joaquim Picanço do Espírito Santo, nosso eterno Marinheiro, permanecerá imortalizado na memória do Museu Afro Amazônico Josefa Pereira Lau. 

Fotos: Reprodução

A roupa que ele usou nas grandes festas de Macapá, como o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, a Procissão de São José, o Sete de Setembro e o Treze de Setembro, permanecerá exposta ao público. Nazaré Lino Soledade, sobrinha do Mestre Marinheiro, filho do Rei Dom Sebastião, fez a doação. Aos 18 anos, Mestre Joaquim foi levado às profundezas do mar para conhecer a cidade encantada do Rei SABÁ. Ele foi orientado a usar sempre a roupa branca e, com uma exigência, usar a roupa até não poder servir mais.

Marinheiro, só” - figura conhecida na cidade por só andar de branco, vestido de marinheiro – era tido como místico, uma espécie de "pai de santo".

Fotos: Reprodução

"O macapaense Joaquim Picanço do Espírito Santo (Seu Joaquinzinho), mais conhecido como “Marinheiro" usava farda 24 horas por dia. Andava pela cidade com roupa de marinheiro sempre a rigor, com gorro ou casquete. Caminhava sozinho com suas botas negras de cano longo em busca de ervas e meizinhas (remédio caseiro) para tratar as pessoas que o procuravam na Seara Espírita São MiguelSanto de Deus e Virgem Maria - que ele atendia na Av. Salgado Filho, 600, no bairro Santa Rita. Ele dizia fazer parte da "Linha das Ciências Ocultas de Israel".

Ele morreu aos 96 anos, em 1º de dezembro de 2023, vítima de um câncer no pescoço. Seu corpo repousa em paz no Cemitério de São José, no bairro Santa Rita.

Fonte: Pe. Paulo Roberto Mathias, fundador do museu

Leia a história completa do Seu Joaquinzinho, aqui!

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

MEMÓRIA DA MACAPÁ DE OUTRORA > SOCIEDADE TIRO DE GUERRA

 RESGATE HISTÓRICO

Para que a juventude pudesse adquirir os conhecimentos necessários à vida militar e se enquadrar nas reservas de segunda categoria do Exército, o governo do Território Federal do Amapá tomou a iniciativa de criar uma Sociedade de Tiro para solucionar o problema.

A Sociedade de Tiro de Macapá, fundada em 23 de julho de 1944, tinha 86 membros, sendo cinquenta deles candidatos a reservista. Sob a supervisão do Inspetor de Tiro e o estímulo do General Alexandre Zacarias de Assunção, Comandante da 8a Região Militar, aquela escola organizou a sua Escola de Soldados. Em dezembro, após uma análise minuciosa da documentação regulamentar, a Sociedade foi incorporada à Diretoria de Recrutamento, sob o nº 564.

Fonte: Relatório das atividades do governo do T.F. do Amapá apresentado ao presidente da república pelo governador Janary Nunes, pág. 141. ano 1944.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ > RESIDÊNCIA DO GOVERNADOR

 RESGATE HISTÓRICO
Residência Oficial do Governador do Estado do Amapá, localizada à Rua Binga Uchôa, em fotografias de 1944.
Fonte: Museu Histórico do Amapá

terça-feira, 8 de outubro de 2024

MEMÓRIA DA SAÚDE DO AMAPÁ > PRIMEIROS PROFISSIONAIS DO DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA, EM MACAPÁ

RESGATE HISTÓRICO

Primeiros profissionais do Departamento de Saúde Pública, em Macapá.

Diretores, médicos, dentistas, auxiliares e guarda-medicador.

Fonte: Múseu Histórico do Amapá

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

MEMÓRIA DA SAÚDE DO AMAPÁ > UNIDADE MISTA DE SAÚDE

RESGATE HISTÓRICO

A primeira unidade de saúde do Amapá funcionava no antigo prédio do Senado da Câmara.

A partir da posse de Janary Nunes como governador do Amapá, em 1944, os antigos casarões foram submetidos a reformas significativas. As casas de taipa, que são feitas de barro, foram remodeladas com o mesmo material, dando uma aparência agradável. 

As edificações foram projetadas para servir à administração pública.

Unidade Mista de Saúde funcionou neste local e permaneceu em atividades até a instalação do Hospital Geral de Macapá, atualmente Hospital das Clínicas, na Av. FAB.

No local, funcionou o Palácio do Governo, a Central Telefônica e o Colégio Comercial do Amapá. Em 1970, o prédio estava bastante danificado e sem condições de ser reformado ou adaptado. 

Biblioteca Pública "Elcy Lacerda" foi construída na área, com um aspecto mais modesto do que o que vemos atualmente.

Fonte: Arquivo Histórico do Amapá

domingo, 6 de outubro de 2024

MEMÓRIA DA EDUCAÇÃO NO AMAPÁ > GRUPO ESCOLAR DE MACAPÁ

RESGATE HISTÓRICO

Fotos de 1944, mostram escolares em horário de recreio, brincando no Parque Infantil de Macapá, que funcionava na antiga Praça da Matriz, área hoje ocupada pelo Teatro das Bacabeiras, em frente ao antigo Grupo Escolar, na praça Veiga Cabral.

Fonte: Arquivo Histórico do Amapá

domingo, 29 de setembro de 2024

RELEMBRANDO...HOMENAGEM À HISTÓRIA E TRAJETÓRIA DO MANGA

O Manga partiu, mas deixou um legado e muitas histórias na lembrança de seus amigos...

Crônica da Vida

"O GAROTO DAS MARMITAS"

Por Humberto Moreira (*)

Foi quando eu morava na curva da Casa Santa Maria, ali no começo do bairro, que bati com os olhos naquele garoto branquelo e corpulento, que entregava marmitas. Se não me engano, a Dona Perpétua, mãe dele, vendia comida aos que trabalhavam nas redondezas do Mercado Central, edificação que não ficava longe da casa da minha avó. Naquela época, antes de completar 10 anos, eu ainda não sabia que iria manter uma relação de amizade com aquele garoto. Amizade sacudida por algumas discordâncias movidas por opiniões divergentes. Tenho certeza que a gente mantinha um respeito mútuo, fruto de longa convivência no mundo do futebol. Eu trabalhando desde o começo na imprensa esportiva e ele militando nos clubes da cidade como treinador. Estou falando de José Maria Gomes Teixeira, que nos deixou nesta sexta após se retirar das lides esportivas, deixando para trás uma longa trajetória no campo da Praça Nossa Senhora da Conceição, onde comandou por muito tempo a Associação Casados e Solteiros do Bairro do Trem. Manga era botafoguense, como eu e tenho certeza que, se permanecesse mais um pouco entre nós, estaria vibrando com a fase atual do Glorioso.

Juntos ultrapassamos as fronteiras da nossa aldeia correndo literalmente atrás da bola. Ele colocando seus times em campo e eu contando a história no microfone. Em duas oportunidades tivemos o prazer de dividir resultados importantes. Devo dizer antes que vida esportiva do meu amigo começou no Trem Desportivo Clube, onde foi atleta e depois técnico, revelando um sem número de jogadores. Cito aqui três ícones do nosso futebol, que, de alguma forma, foram orientados pelo Manga. Roberto Foguetinho, Vitor Jaime e Mário Sérgio. Estes viveram grandes momentos sob a batuta do treinador que, talvez tenha sido quem mais vezes exerceu o comando do rubro-negro. Mas Manga não ficou exclusivamente no Trem. Ele foi campeão no Amapá Clube comandando o craque Marcelino, que depois, faria sucesso no exterior (Los Angeles Aztecs, América e Necaxa). No Copão da Amazônia de 1989 ele conquistou o título com o Independente numa jornada que começou em Santarém e terminou no estádio Aluísio Ferreira, em Porto Velho. E eu estava lá com Paulo Silva contando essa história. Depois fomos a Guiana Francesa com a seleção amapaense, quando Haroldo Vitor Santos era presidente da FAF. A crônica representada por mim, Anibal Sérgio e João Silva. O jogo inicial contra a seleção da Liga local, foi um espetáculo inesquecível. O empate deixou a gente com orgulho de ser amapaenses. A seleção tinha craques como Miranda, Jorge Nunes, Nerivaldo, Eulan, Edinho, Vitor, Foguetinho e Camecrã. Os caras também tinham um time de respeito, com craques como Maluda (Chelsea e Seleção Francesa) e Darcheville, que jogou em clubes da Europa por muito tempo.

O segundo jogo foi em Kourou, contra o Geldar, time da Legião Estrangeira e o Trem ganhou por um a zero, com um gol do “Trator” Miranda. No comando estava ninguém menos que o Manga. O treinador ainda passou pelo Esporte Clube Macapá, Ypiranga e Santos. Vez em quando a gente batia de frente por não concordarmos com alguma coisa. Inteligente que só ele o Zé Maria sabia como me aborrecer. Ele mandou botar um número bem pequeno na camisa do Amapá Clube e embaralhou a formação, de maneira que o número onze estava com o lateral direito o número dois era um meio campista e assim sucessivamente. Tive que me virar para transmitir o jogo pois o número é o que identifica o jogador em campo. Hoje as coisas mudaram, mas antes os números eram fixos de um a onze. Esse foi mais um motivo de divergência. Mas a gente sempre acabava se entendendo.

José Maria Gomes Teixeira comandou por muito tempo a Copa do Mundo Marcílio Dias, que começou no campinho da tropa escoteira e se transferiu depois para a Praça Nossa Senhora da Conceição. Sempre em parceria com figuras como o narrador Manoel Biroba e o jornalista Pantaleão Oliveira. O evento é a maior competição amadora do país. Hoje são mais de 100 seleções disputando o título. Manga ficou na direção até começar a ter problemas de saúde. Passou o bastão para pessoas como Vitor Jaime e foi morar na Zona Norte. O nosso amigo também tinha o seu lado folclórico. Foi um dos criadores do futebol à fantasia nos carnavais e quando esteve no comando do Independente produziu vários “causos”. Contam os jogadores do elenco do “Carcará” que Manga era fã do goleiro Camecrã. Porém, esse jogador, que estudava advocacia em Macapá, não podia frequentar os treinos, pois tinha os seus afazeres. Além disso, os treinamentos eram realizados em Santana. O reserva era Apolônio, um goleiro muito bom também. Morando no município portuário, Apolônio não perdia nenhum treino. O time alviverde tinha um clássico para jogar no domingo seguinte. Na sexta Camecrã deu as caras no treino. Manga ficou com a batata quente na mão, pois Apolônio estava preparado para ser o titular pegando até pensamento. Mas o treinador matutou até arrumar uma maneira de barrar o goleiro reserva. Ele disse que ia fazer um treino sem bola com os dois goleiros. Simulou estar segurando uma bola e botou o Camecrã no gol. O técnico fingia que atirava a bola no gol e o goleiro titular fingia que pegava. Aí vinham os elogios para as supostas defesas de Camecrã. Após fazer isso várias vezes, o Zé Maria mandou Apolônio para o gol. O reserva não se fez de rogado. Só que desta vez o técnico mudou. Ele simulava ter jogado a bola num canto, Apolônio se atirava no chão e Manga calmamente fingia jogar a bola para o outro lado. Era como se ele usasse uma paradinha para tirar o goleiro reserva da jogada. Depois de repetir o engodo várias vezes, Manga disparou:

- Tá vendo. Estás sem reflexos. Vou ter que escalar o Camecrã.

E como esta foram várias histórias engraçadas protagonizadas pelo MANGA LOVE, que partiu (...) para se encontrar com o criador. Quem o conheceu sabe que ele foi um ser humano com erros e acertos como todos nós. Sua história é uma página importante no livro do futebol amapaense.

Quero deixar aqui minhas homenagens ao amigo que parte e dizer que ele vai fazer falta. Quando a gente falar nos treinadores de futebol amapaense vai lembrar com certeza daquele garoto das marmitas e da Copa do Mundo Marcílio Dias. Boa viagem Manga. Que a sua última jornada voltando para Deus seja tranquila.

(*) radialista, jornalista e cantor do Amapá

sábado, 28 de setembro de 2024

MORRE EM MACAPÁ, AOS 77 ANOS, JOSÉ MARIA GOMES TEIXEIRA – O MANGA

Faleceu na manhã desta sexta-feira (27), aos 77 anos, vítima de uma parada cardíaca, um dos maiores nomes do futebol do AMAPÁ, José Maria Gomes Teixeira, o Manga. 

Durante várias décadas, o desportista coordenou a tradicional Copa do Mundo Marcílio Dias, no bairro do Trem.

Manga deixa esposa e filhos.

Manga nasceu no bairro central de Macapá, em 17 de maio de 1947. Filho de Teófilo Domingos Teixeira e Perpétua Gomes Teixeira. O casal cearense chegou à capital amapaense nos anos 40, durante a criação do Território Federal do Amapá pelo governo de Janary Gentil Nunes. Manga participou da Copa do Mundo Marcílio Dias, foi membro do Escotismo, atuou como Guarda Territorial e trabalhou na Polícia Civil. O início do futebol foi como guarda metas (goleiro). O apelido "Manga" é atribuído ao grande goleiro do Botafogo e Seleção Brasileira, Haílton Corrêa de Arruda, o famoso Manga, que atuou nas décadas de 50, 60, 70 e 80. Como técnico, Manga atuou no Atlético Latitude Zero, Trem Desportivo Clube, Ypiranga Clube, MV-13, Amapá Clube, São José, União Esporte Clube, Guarany Atlético Clube, Independente Esporte Clube, Seleção Amapaense e Copão da Amazônia. 

Via Franselmo George 

História - A primeira edição, da Copa Marcílio Dias, ocorreu em 1952, com o objetivo de integrar ainda mais os jovens, e com o futebol, fazer com que ser um escoteiro se tornasse mais atraente. Seguindo o modelo da competição realizada pela FIFA, a Copa Marcílio Dias passou a ser realizada de quatro em quatro anos, e assim seguiu nas copas de 1966, 1970, 1974 e 1978. No ano seguinte, a partir da chegada do Comandante Barcellos, a competição passou a ser anual. Essa mudança também atendia  pedidos dos jovens, que queriam ter mais oportunidades para jogar a Copa. Da primeira edição participaram 16 seleções, que eram formadas pelos escoteiros e moradores do bairro. As equipes eram: Alemanha Ocidental, Argentina, Brasil, Bulgária, Chile, Colômbia, Espanha, França, Hungria, Inglaterra, Itália, Iugoslávia, México, Tchecoslováquia, União Soviética e Uruguai. Os jogos e o regulamento foram baseados no álbum de figurinhas, que é lançado em cada Copa do Mundo.

A imagem abaixo, foi publicada em P/B no Jornal Diário do Amapá em 1995, quando a Copa Marcílio Dias era realizada no campo situado atrás da sede dos Escoteiros do Mar "Marcílio Dias", no bairro do Trem, onde atualmente está localizada a Escola Municipal "Hildemar Maia".

Colorizada po IA

O empresário Elíuço está à esquerda, seguido por José Maria Gomes Teixeira, o Manga, e o repórter José Maria Trindade, o Zeca Diabo, à direita.

Encontro entre amigos do bairro do Trem, a partir da esquerda: Guarda Gentil, Jeconias Araújo, Zequinha Monteiro, José Maria Oliveira e Manga.
Os bancos das fotos eram da Casa Deuzarina, do bar do Sr. Manoel Paixão.
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Repercussão

Luiz Nery, que atualmente gerencia o Bar Du Pedro no Mercado Central, publicou a seguinte mensagem na rede social:

"José Maria Gomes Teixeira, meu vizinho Manga, faleceu.
Sua paixão era o esporte, especialmente futebol.
Vivi minha infância na Avenida Rio Maracá, onde morou por muitos anos Dona Perpétua, sua mãe.
Gostava de reunir a molecada para partidas de futebol na rua ou na praia, empinar papagaio,organizar a fila da molecada no mês de Junho, quando o posto Santo Antonio, homenageava seu santo protetor, distribuindo mingau e não era pouco, pois só a turma da baixa da mucura fazia a fila dobrar quarteirão. O Manga, tranquilo fazia a fila andar sem bagunça. Embaixo da mangueira em frente a sua residência, reunia a molecada para cortar cabelo e não cobrava nada.
Certo final de semana, manga sofreu um acidente que cortou nervos do tendão, isso fez com que parasse de beber, mas o esporte e a vontade de dias melhores, juntamente com meu falecido irmão José Maria Sandin Nery, meu primo falecido João Dasteca, entraram em um puque-puque e rumaram para a Guiana Francesa, lá passou por dificuldades, mas o futebol facilitou realizar uma cirurgia e evitar o pior. A saudade da Dona Perpétua e de sua esposa Marina, fez com que regressasse a Macapá. Aqui continuou ajudando sua mãe na banca que funcionava no cruzamento da Avenida Rio Maracá com São José.
Veio uma chance na Guarda Territorial e o Manga , agarrou com todo carinho até sua aposentadoria.
No futebol, foi um vencedor sem ser biricica(*).
Descanse na paz do senhor amigo."
Luiz Nery via Facebook
(*) intrometido / presunçoso
O corpo de José Maria Gomes Teixeira (Manga) foi sepultado na manhã deste sábado, 28, no Cemitério de São José, bairro de Santa Rita.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

REGISTRO MEMORÁVEL > TRÊS BALUARTES DO ESPORTE AMAPAENSE

 Direto do baú de Lembranças do amigo João Silva:

(Reprodução)

Uma fotografia dos anos 70 mostra uma solenidade realizada na Federação Amapaense de Desportos – FAD

As imagens apresentam, a partir da esquerda, Milton de Souza Corrêa, Waldemar Vilhena, o Vavá, e o Dr. João Telles.

Milton de Souza Corrêa foi um desportista amapaense, membro benemérito do Conselho Regional de Desportos (CRD), fundador do Guarany Atlético Clube e sócio proprietário do Esporte Clube Macapá.

Dr. João Telles foi presidente do Juventus Esporte Clube e primeiro presidente do Conselho Regional de Desportos. Waldemar Vilhena integrou a Juventude Oratoriana do bairro do Trem, foi jogador e diretor de futebol do Ypiranga Clube.

Milton Corrêa, falecido em 18 de agosto de 1994, virou nome do Estádio Zerão; Dr. João Telles, que foi Secretário Geral do governo do T.F.Amapá e respondeu diversas  vezes pelo governador Janary Nunes, também já faleceu; Waldemar Vilhena, ainda vivo, trabalha e mora com seus familiares em Belém do Pará.

Fonte: Facebook

terça-feira, 24 de setembro de 2024

MEMÓRIA DO FUTEBOL AMAPAENSE > TREM DESPORTIVO CLUBE

CAMPEÃO AMAPAENSE DE 1952

Resgate histórico

Foto reproduzida do jornal Amapá apresenta imagens da equipe do Trem Desportivo Clube, vencedora do Campeonato Amapaense de Futebol de 1952.

O fato de ser um recorte de jornal torna a qualidade bastante prejudicada, mas, devido à raridade e importância histórica do registro, fizemos o possível para melhorar a resolução, de forma a permitir uma visualização mais nítida.

Postagem substitui publicação anterior que continha incorreções.

Em pé da esq.p/dir: Guloso, Cabral, Caboco Alves, Turíbio, Manú e Aristeu. Agachados: Chico, Vadoca, Adão, Carlos e Joãozinho.
Foto: Anselmo George

domingo, 22 de setembro de 2024

MEMÓRIA DA JUSTIÇA DO AMAPÁ > PAI DE CORA CORALINA FOI JUIZ DE DIREITO EM MACAPÁ

 Resgate Histórico

Sobrenomes semelhantes aos de uma poetisa goiana de renome nacional, Cora Coralina, identificada como Anna Lins dos Guimarães Peixoto, despertaram a atenção dos pesquisadores Michel Duarte Ferraz (museólogo) e Marcelo Jaques de Oliveira (historiador), do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), que atualmente realizam a análise documental de processos judiciais antigos com objetivo de resgatar registros de valor histórico para justiça amapaense, desde o período do Brasil Império (de 1822 a 1889).

Os investigadores criaram uma tabela que continha, ano após ano, os nomes dos magistrados, servidores e outros colaboradores da justiça que foram identificados durante suas leituras. A pesquisa virtual realizada na seção de hemeroteca da Biblioteca Nacional revelou o nome do dr. Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, que desempenhou o cargo de juiz de direito da Comarca de Macapá em 1868. Ao examinar a biografia de Cora Coralina, verificou-se que ela era descendente do magistrado.

 Fonte: Almanach Administrativo, Mercantil, Industrial e Noticioso da Provincia do Pará para o anno de 1869, p. 389-391.

Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto nasceu em Areias, Paraíba, no ano de 1821. Dada a proximidade com sua terra natal, tudo indica que se formou em Direito pela antiga Faculdade de Direito de Olinda, localizada no mosteiro de São Bento. Sua trajetória profissional inclui a atuação como Chefe de Polícia nas províncias do Amazonas e Piauí. Exerceu a magistratura nas comarcas que fazem parte do Tribunal de Relações do Pará, como Macapá, Manaus e o Termo Judiciário de Cametá. Exerceu a função de Auditor de Guerra da Província do Amazonas. Em 1884, torna-se desembargador do Tribunal de Relações de Goyaz, tendo trabalhado como Desembargador Procurador da Coroa, Soberania e Fazenda Nacional. Em 1889, com 68 anos, faleceu na Vila Boa de Goyaz, hoje cidade de Goiás.

Perfil e personalidade

Até o presente momento, não é possível estabelecer de forma precisa um perfil da sua atuação profissional ou da sua personalidade. Os jornais demonstraram isso claramente.

Eram parciais e distribuíam notícias e versões de interesse dos seus proprietários e dos partidos políticos aos quais estavam ligados. Alguns periódicos das províncias em que atuou tratavam-no como um magistrado exemplar, enquanto outros o acusavam de cometer abusos de autoridade, de conceder favores indevidos aos seus aliados ou de ser um juiz "venal".

É notório que sua trajetória profissional foi marcada por diversas controvérsias, o que pode ter causado mudanças de funções ou até mesmo a transferência de comarcas.

Características de sua atuação

O dr. Peixoto esteve em Macapá entre 1868 e 1870 e, sem dúvida, contribuiu para a jurisdicionalidade e a consolidação da comarca. 

Processo criminal de 1868 com a assinatura do dr. Francisco de Paula Lins dos
Guimarães Peixoto. Acervo do TJAP.

Foram identificados diversos processos judiciais assinados por ele. Além de magistrado, exercia a função de Delegado de Ensino. Cabe ressaltar que, em Macapá, o dr. Peixoto estava envolvido nas questões políticas criadas e ampliadas pelos aliados dos partidos Conservador e Liberal. Um desses eventos foi noticiado pelo jornal O Liberal do Pará no dia 17 de janeiro de 1869.

O jornal noticiava que o magistrado estava em viagem para Belém com o objetivo de se defender das acusações que lhe eram imputadas. O evento ocorreu no ano anterior e oferecia risco à vida do Capitão Fernando Álvares da Costa.

O Liberal do Pará, Anno I, Número 7, Belém do Pará, 17 jan. 1869, p. 1.

 Conta o relator anônimo do caso: O Dr. Peixoto, com um punhal em uma bengala, provocou o nosso amigo de uma forma inusitada e tentou feri-lo. após ter usado todos os meios para espancá-lo. Não tendo o dr. Peixoto procurado em lugar isolado e solitário, muito de propósito quis que a sua façanha fosse decantada por todos. Outros exemplos de questões políticas que envolvem o dr. Peixoto podem ser encontrados em periódicos da antiga província do Piauy.

Transferência para Goiás

O dr. Peixoto estava entre os magistrados mais antigos aptos a concorrer à vaga de desembargador no Tribunal de Relações de Belém. Mas, em 15 de novembro de 1884, foi nomeado desembargador do Tribunal de Relações de Goiás.

Em Vila Boa de Goiás (atual cidade de Goiás), aos 66 anos, ele se casou com Jacintha Luiza do Couto Brandão e, dessa união, nasceu Anna (Cora Coralina).

Relação pai x filha.

Imagem disponível em: Disponível em: <http://www.conhecendomuseus.com.br/noticias/dica-de-leitura-cora-coralina-em-8-obras-fantasticas/>

A poetisa não conviveu com seu pai, uma vez que ele faleceu dois meses depois dela nascer. No entanto, essa ausência parece ter deixado marcas profundas em sua vida. 

Imagem: Dr. Peixoto em foto póstuma. Museu Cora Coralina. Disponível em: <
https://www.got2globe.com/editorial/vida-obra-cora-coralina-escritora-margem/>

Isso fica evidente na fotografia póstuma do dr. Peixoto colocada na parede da casa velha da ponte (antes residência da família e hoje museu Cora Coralina) e nos seus versos, como no poema "Meu pai". 

Dr. Peixoto em foto póstuma: Imagem disponível em:
<https://areiaontemehoje.blogspot.com/2017/02/paternidade-areiense-da-poetisa-cora.html>

  • Meu Pai (In Memoriam)

Meu pai foi embora com suas vestes de Juiz. Eu nem sei quem o vestiu. Eu era tão pequeno, mal nascido. Ninguém previu que eu viveria.

Não coloquei nada em suas mãos. Nenhum beijo, nenhuma oração, nenhum suspiro triste. Eu era tão pequena... E fiquei uma criança minúscula na enorme ausência do meu pai que sentia falta.

Cora Coralina, inclusive, reformou o túmulo do pai,...

Túmulo de Desembargador Peixoto e da poetisa Cora Coralina. Foto Maria Elizia Borges. Disponível em:
<http://docplayer.com.br/113688367-Meu-adeus-a-vida-cora-coralina-1965.html>

 ...adquiriu um espaço ao lado e construiu, no local, o seu próprio túmulo.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social 

sábado, 21 de setembro de 2024

MEMÓRIA DA MÚSICA AMAPAENSE > LANÇAMENTO DO LP “MARABAIXO” DOS MOCAMBOS

Resgate histórico

A amiga Nilza Maria Corrêa, filha do motociclista Bianor, publicou uma fotografia histórica de seu acervo familiar em uma rede social.

É relevante salientar que Bianor, devido às suas raízes no Quilombo do Curiaú e no Bairro do Laguinho, era um excelente tocador de caixas de Batuque e Marabaixo

Colorizado por IA

Os pais de Nilza, Raimundo Nonato Banha Corrêa (Bianor) e Nilza de Magalhães Corrêa (de braços cruzados), estiveram presentes no lançamento do LP de Marabaixo pelos "Mocambos", em 1974, no Centro Folclórico do Laguinho, bairro em que Hernani Victor Guedes conheceu o marabaixo nos anos 40, na residência do mestre Julião.

O Centro Folclórico do Laquinho foi construído em um terreno que, anteriormente, servia como campo de futebol, na Praça Dr. Lélio Silva, em frente à Escola Estadual General Azevedo Costa.

O jornalista Hélio Guarani de Souza Penafort, calvo, aparece de branco, com a mão próxima à boca e o olhar para baixo.

À esquerda, Hernani Victor Guedes e seu filho Nivito Guedes

Fonte: Facebook

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

MEMÓRIA DA AVIAÇÃO COMERCIAL NO AMAPÁ : RESGATE HISTÓRICO > PASSAGEM AÉREA DA CRUZEIRO DO SUL DE 1945

 Apresentamos um resgate histórico relevante que nos foi enviado por Michel Ferraz, curador do Museu de Justiça do Amapá (TJAP)

Imagens: Acervo do Arquivo do TJAP 

São imagens de uma passagem aérea da Cruzeiro do Sul, no trecho Belém/Macapá, emitida em 26 de novembro de 1945. O passageiro é Laurindo Banha Netto.

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NOTA DO EDITOR:

Questionada se o passageiro seria o Seu Banha, Dra. Clara Banha, sobrinha dele, confirma: "Descobri no inventário do vovô que Laurindo Banha Netto era o Tio Banha. Posteriormente, ele alterou o seu nome para Laurindo dos Santos Banha." 

Grato pela informação! João Lázaro

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Resumo

Em 26 de novembro de 1945, foi emitido o bilhete de passagem para o voo 24/35 da companhia Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul. O trajeto entre Belém e Macapá, em 29 de novembro de 1945. O menor de idade (12 anos), LAURINDO BANHA NETTO embarcou no aeroporto de Val de Cães.

Valores da época:

Passagem        360,00     cruzeiros

Menos 50 %    180,00    por ser menor

Total parcial   180,00

Mais Seguro    18,40

Mais 2% quota previdência 3,60

Total Geral     202,00  cruzeiros.

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Laurindo dos Santos Banha, nasceu em 17 de janeiro de 1932, filho de Joaquim Laurindo Banha e Isídia Rosa dos Santos Banha. Ele estudou em escolas de Macapá. Aos 12 anos, foi trabalhar no comércio de D. Sarah Roffe Zagury, onde permaneceu por 44 anos; trabalhou como menino de recados, ajudante de balcão, vendedor, administrador do Bar Central, controlista de vendas da Fábrica do Flip Guaraná, gerente da Agência da Aviação Aérea Cruzeiro do Sul e do Consórcio da Ford. Ele se tornou um funcionário de grande confiança, respondendo pelas tarefas da empresa quando os proprietários não estavam presentes. Encerrou como sócio da empresa.

Empresa no Amapá

De acordo com publicação no blog, a Cruzeiro do Sul, representada pela empresa Moysés Zagury & Cia, começou a operar em 31 de maio de 1945 e, apesar de ter sido negociada com a Varig, o Agente em Macapá permaneceu responsável por administrar todos os eventos ocorridos, destacando o primeiro pouso noturno em 12 de fevereiro de 1953 e a implementação da rota diária Belém/Macapá/Belém a partir de 23 de julho daquele ano.

Agradecemos ao curador Michel Ferraz pela contribuição!

Fonte: TJAP

Texto atualizado com informações complementares,  em 2/12/2024

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...