sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Relíquias do Belga Pe. Júlio Maria De Lombaerd no Brasil, mostradas pela primeira vez ao Mundo

(Foto: Reprodução)
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Em Manhumirim Mg, está localizado o Museu, onde encontram-se as relíquias de Pe. Júlio Maria De Lombaerd(foto), Fundador da Congregação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora. Em visita ao Seminário Apostólico Pio 11, onde estão seus pertences, Pe. Geraldo Magela Mairynk-Superior Geral SDN, ao ser entrevistado por Solange Malosto-Repórter e apresentadora do Programa Raízes, pôde mostrar com exclusividade, parte da vida Sacerdotal do Fundador da Congregação, desde sua chega a cidade, até sua morte em um acidente automobilístico.
Pe. Júlio Maria De Lombaerd nasceu dia 7 de Janeiro de 1878 na aldeia de Beveren, município de Waregem na Bélgica. Foi batizado dia 8 de janeiro, apressadamente, pois nasceu doentio e inspirando cuidados.
Dizia-se francês e falava com orgulho do povo vivo, espirituoso, guerreiro e inteligente que eram os franceses, aliás pátria de São Luís. “Quero ter o santo orgulho de saber bem a minha língua”, dizia ele.
Júlio Emílio filho de José De Lombaerde e Sidônia Steelandt, era o primogênito de 8 irmãos, dos quais morreram sete de crupe, antes dos 7 anos, escapando apenas ele e o 9º irmão, chamado Aquiles, que também se tornou missionário.
Seu pai descendia de família militar emigrante de Lombardia. Homem simples, trabalhador e muito alegre. Gostava de livros e era habilidoso carpinteiro. Morreu de úlcera no estômago em 19/09/1890. Sua mãe era flamenga, descendente de holandeses, gênio expansivo e alegre. Quando menina quis entrar para o convento como sua irmã, mas acabou se casando e tornou-se mãe aos 30 anos. Quando enviuvou, protestara não mais casar-se, mas com a decisão dos filhos de abraçar a vida religiosa, resolveu e casou-se com Charles Callens.
Padre Júlio Maria passou a infância em Waregem onde fez o curso primário. Sua formação pré-primária foi feita por religiosas num jardim de infância da cidade. Foi lá que despertou a vontade de ser missionário.
Pe. Júlio Maria estava no auge de seu trabalho de missionário paroquial na França, Bélgica e Holanda, com grandes planos que incluíam seminários para os jovens que procuravam a Congregação da Sagrada Família, muitos roteiros missionários, e a redação e publicação de uma série de livros sobre Nossa Senhora e a maneira de serví-la, quando, sem ele esperar, sem explicações, aparentemente sem razão plausível, ele teve de interromper tudo o que estava fazendo e vir para o Brasil. Seus Superiores religiosos, por motivos que ele nunca soube exatamente quais eram, resolveram enviá-lo para as missões amazônicas. Não seria ele, tão convicto de seu voto de obediência e do mistério da Divina Providência, que iria questionar a ordem recebida ou pedir satisfações. Encerrou o que estava fazendo, desfez os compromissos que ainda viriam, arrumou as malas e zarpou para o desconhecido. Não conhecia a língua portuguesa, não sabia praticamente nada sobre o país, não havia sido preparado para a nova missão… mas entregou-se às mãos de Deus e Nossa Senhora. E veio. Despediu-se dos dirigidos e alunos, foi dar um abraço aos familiares, especialmente a Aquiles, o irmão mais novo e embarcou no dia 25/09/1912, junto com os padres Scholl e Burgard e mais dois irmãos religiosos: Micael e Ambrósio.
Foi quase um mês de viagem. Chegaram a Recife dia 15/10/1912. Grande era a apreensão dos cinco “heróis”, sem conhecer a língua, sem saber nada dos costumes da terra, missionários despreparados. Pe. Júlio Maria “aprendeu” a língua “só Deus sabe como”. (É bom dizer que, depois, reaprendeu-a, e falava e escrevia bastante bem e com absoluta fluência o português, apesar do sotaque às vezes pesado, que não impedia, entretanto, que o povo o entendesse perfeitamente bem.) Antes de partir para Belém, de onde iria para Macapá, seu destino final, passou dois meses e meio em S. Gonçalo, a 15 km de Natal, RN, onde trabalhavam os Padres Paulsen e Belchold, velhos companheiros e irmãos de hábito – quer dizer, de Congregação. Aí aprendeu mais ou menos a falar português e alguma coisa dos costumes da missão. Foi, então, para Belém, PA. (Naquele tempo, Macapá pertencia ao Pará.) Em Belém, ficou hospedado algum tempo com os padres barnabitas (franceses), com quem pôde refazer e completar o curso de português e aprender algo mais sobre o Brasil e seu povo.
Em 27/02/1913, desembarcou afinal em Macapá, onde foi recebido amigavelmente por dois outros irmãos de hábito e bons companheiros, o Pe. José Lauth e o Pe. Hermano. Começou logo seu trabalho. Ele viera para “salvar almas”, e era isso mesmo que ele queria fazer. Mas o povo era muito pobre e necessitado de quase tudo em termos de saúde, de instrução, de alimentação. Muita malária, úlceras, gripes, pneumonia… Como o Pe. Júlio tinha certo conhecimento de medicina, começou, juntamente com o trabalho religioso de evangelização, a cuidar também dos corpos, das necessidades materiais das pessoas. Conseguiu tanto que se tornou um ídolo do povo. O Prefeito e outras pessoas importantes da cidadezinha solicitaram ao governo e obtiveram um decreto que outorgava ao Pe. Júlio Maria a administração da farmácia e do posto médico de Macapá. Isto abriu para o missionário as portas das casas de família. E sua presença era tão boa que se tornou amigo e conquistou a simpatia de todos. Ia freqüentemente às escolas e era “adorado” pelas crianças. Em 02/05/1913, foi nomeado, por decreto do Governo do Pará, diretor das Escolas Reunidas, “com todos os direitos e privilégios”, inclusive os vencimentos do cargo. Desse modo, ele era o médico, o farmacêutico, o mestre-escola, o amigo e pai dos pobres, o encanto das criancinhas.
Paralelamente a tudo isso, ele rezava muito, administrava os sacramentos, celebrava a missa todos os dias e catequizava. Dava catecismo, de manhã, para as crianças; de tarde, para os jovens e, de noite, para os adultos. Em seu trabalho missionário, visitou vários lugares da Amazônia, foi até ao Tumuc-Humac. Ficava embevecido com a majestade da floresta, mas passou muitas dificuldades. O grande companheiro e amigo era o caboclo Canoza. Rústico, mas fiel, corajoso e conhecedor dos segredos da floresta, era o guia nas caminhadas, defendia os missionários. Salvou o Pe. Júlio num desastre de canoa e, outra vez, matou uma onça brava que investiu contra os padres. À noite, dormia ao pé das redes dos missionários, pronto para levantar-se ao primeiro chamado. Era o sacristão do guarda vigilante, o amigo de todas as horas.
Em Macapá, preocupado com tantas crianças abandonadas e “tanta inocência perdida” (o abuso sexual contra menores não é de hoje, infelizmente); sofrendo com tanta infelicidade precoce, Pe. Júlio resolveu arranjar Irmãs que cuidassem da educação e formação geral dessa meninada. Bateu em muitas portas, mas não encontrou nenhuma Congregação feminina que pudesse ir para lá. Então, de repente, veio-lhe a ideia de que, se nenhuma Congregação podia ir para lá, por que não fundar uma Congregação nova, com gente de lá mesmo? Havia uma pobreza enorme de pessoal, mas “para Deus nada é impossível” – pensava o Pe. Júlio. Daí nasceu a Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria. Era o ano de 1916. Por enquanto, as Irmãs formavam um Pio Sodalício, mas com ideal definido, “Constituições” e regra de vida escritas pelo Pe. Júlio, que se transformou em “mestre espiritual”, que vivia, juntamente com aquelas primeiras candidatas à vida religiosa, uma espiritualidade forte, fortemente marcada pelo Coração de Maria. A Congregação seria um dia aprovada pela Santa Sé, mas até lá, muito sofrimento, muita incompreensão. Por causa da sua ousadia, Pe. Júlio teve de sofrer muito. “Foi crucificado vivo”, diz um de seus biógrafos. Ele não se queixava, não costumava desabafar. Mas, informações posteriores à sua morte, afirmam que, naqueles anos, sua vida se transformou num verdadeiro martírio, apesar do desenvolvimento da Congregação. Talvez como um preço disso mesmo.
Aos sofrimentos morais, acrescente-se a morte de uma das Irmãs, doenças de outras, doença do próprio Fundador que teve de ficar um ano e meio de repouso por causa da sezão e de feridas grandes e graves numa das pernas. Pe. Júlio, porém, interpretava tudo isso como fatos e provações providenciais, que serviam para a formação das suas religiosas. Na medida mesmo desses padecimentos, ia florescendo, como nunca, o amor a Jesus sacramentado, o espírito de oração e o amor ao sacrifício. Foi dentro dessa situação que nasceu uma alma santa, filha do coração abrasado do Pe. Júlio Maria e que foi uma bênção para a jovem Congregação: a Irmã Celeste. Viveu apenas dois anos dentro da comunidade religiosa, mas deixou um exemplo de espiritualidade inapagável, de amor e sacrifício, de doação de si, de generosidade e fortaleza. O Pe. Júlio atribuía à intercessão da Irmã Celeste a cura miraculosa das feias feridas, que nenhum remédio conseguia sarar, de sua perna. Cura efetuada da noite para o dia. Literalmente, da noite para o dia, depois de recorrer fervorosamente à intercessão de sua querida filha espiritual.
De qualquer maneira, uma epidemia de febres assolou Macapá, matando em poucos meses, várias irmãs e alunas do Colégio. Por causa disso, decidiu-se mudar as Irmãs e o Colégio de Macapá para Pinheiro, a 36km de Belém. Colégio e Congregação se desenvolveram e três anos depois, já podiam viver por conta própria, já não precisavam tanto do Fundador fisicamente junto delas. Desde então, o Pe. Júlio resolveu concluir seus planos: fundar uma Congregação masculina de padres e missionários. Conseguiu, com muita luta e paciência, a necessária autorização do Conselho de sua Congregação de origem e começou a dedicar-se mais integralmente aos planos da nova obra. Buscou um Bispo que acreditasse nele e na obra que queria fazer. Encontrou Dom Carloto Távora, Bispo de Caratinga, MG, e rumou para o Sul. Com viagem marcada e tudo preparado, eis que seu Superior lhe pede que fique um tempo no Nordeste, em Alecrim (Natal, RN), de onde se transferia o Pe. Theodoro Kok para Pinheiro, que iria cuidar da Congregação fundada pelo Pe. Júlio Maria. Sempre obediente, Pe. Júlio permaneceu em Alecrim, na paróquia, de setembro de 1926 a fevereiro de 1928. Em 29/02/1928, Pe. Júlio Maria embarca, afinal, para o Rio de Janeiro, onde se encontrou com Dom Carloto que o recebeu com o maior respeito e carinho e o levou para Caratinga. Pe. Júlio recusou a oferta de paróquias em cidades mais importantes e maiores. Fez questão de escolher Manhumirim, na época uma cidade pequenina, modesta, embora na Zona da Mata mineira, rica em café. Manhumirim lembrava ao Pe. Júlio a pequenez e o anonimato de Grave, na Holanda, onde o Fundador de sua Congregação, que ele amava tanto, quis começar a fundação. Ótimo lugar para uma instituição que precisava de aprender a amar e viver a pobreza e a humildade.

Pe. Júlio chegou a Manhumirim dia 24/3/1928. Hospedou-se com o Pe. La Barrera, vigário da cidade. Havia uma igreja nova em construção, construção que se arrastava havia longos anos. A vida paroquial, como um todo, ia no mesmo ritmo. O velho vigário, já cansado, não podia fazer muita coisa. Pe. Júlio ficou ali, procurando conhecer a situação, observando e aprendendo. Limitou-se, durante um mês e pouco, antes de tomar posse, a celebrar a missa, observar as coisas, planejar. A posse aconteceu em fins de abril. Apaixonado por Nossa Senhora, quis marcar sua entrada na paróquia com um Mês de Maria vibrante, piedoso e muito bonito. Pediu que se improvisasse no interior da igreja nova, ainda em construção, um altar para coroação de Nossa Senhora. Movimentou as crianças e as famílias, que se sentiam renovados com a nova liderança paroquial. Os festejos entusiasmados em honra de Maria Santíssima preocuparam os protestantes, numerosos na cidade e no município, que reagiram, espalhando entre o povo um folheto contra o culto a Maria. Pe. Júlio resolveu aproveitar a ocasião e dar uma resposta séria e firme, baseada na teologia e na Bíblia. Usou para isso o jornal da cidade. Católicos e protestantes notaram logo que estavam diante de um líder, que não apenas fazia festas e celebrava missas, mas que tinha cabeça, tinha poder de fogo intelectual, manejava com segurança e facilidade a palavra escrita. Todos perceberam sua envergadura. Os católicos vibravam. Os protestantes sentiram o peso da mão do novo pároco e missionário.
Não eram tempos de ecumenismo, infelizmente. Eram, antes, tempos de polêmicas e anátemas. Em Manhumirim, as posições se definiram e se antagonizaram. Quem era católico, começou a ser mais firmemente católico; quem era protestante, maçom, espírita teve de se decidir. Não era mais possível ser católico e espírita, católico e maçom. Os protestantes, aliás, sempre foram claramente protestantes. Estávamos diante de um catolicismo militante, aguerrido. Certamente, houve nisso coisas boas e más. Não nos compete aqui nenhum julgamento histórico. Mas é certo que o Pe. Júlio expressava bem uma posição que era a de grandes homens de Igreja naquele tempo, como o Pe. Leonel Franca, S.J. Era preciso – continua sendo preciso – catequizar os católicos, mostrar-lhes sua Igreja, as razões de sua fé e de sua esperança, de modo que eles pudessem decidir-se esclarecidamente, em moral e em doutrina.
O jornal de Manhumirim não queria desagradar nem ao padre, nem aos protestantes. Seu diretor pediu ao Pe. Júlio que escrevesse sobre outras coisas. O Pe. Júlio, porém, achou que os ataques protestantes ao culto de Nossa Senhora tinham sido espalhados entre os católicos e não podiam deixar de ser respondidos. Foi então que resolveu fundar um jornal e um jornal combativo, a que deu o nome de O LUTADOR. O primeiro número saiu em 25 de novembro de 1928 e nunca mais deixou de ser editado. As lutas de O LUTADOR variaram nesses 72 anos, mas ele sempre lutou por algumas causas fundamentais para o Reino de Deus. Com linguagens diferentes, com enfoques diversos, mas sem perder de vista a meta final, os objetivos básicos.
Tanto trabalho e tanta dedicação marcaram suas Congregações assim como a população da paróquia. Mas, por outro lado, iam-lhe desgastando a saúde. Não era velho. Tinha apenas 66 anos. Estava longe de dar mostras de decrepitude. Entretanto, em 1944, começou a falar da morte próxima. Começou a preocupar-se com a sucessão. Resolveu ir preparando melhor aqueles que poderiam continuar sua obra. A Congregação, porém, era muito nova: tinha apenas 15 anos e começara do nada. De qualquer maneira, o Fundador dizia aos noviços antes do último retiro pregado à comunidade (de 11 a 19/12/1944): “Quero fazer um ano de preparação para a morte. Sinto que não irei muito longe.” Fazia, então, frequentemente, menção à morte e ao céu. Cinco dias antes de morrer, eram indescritíveis os carinhos paternais e a expansão com que tratava seus filhos espirituais.
(Reprodução)

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Foto de Pe. Júlio Maria em procissão pelas ruas de MANHUMIRIM
No dia 24 de dezembro de 1944, domingo, celebrou a missa das 5h 30min na Matriz do Bom Jesus, Manhumirim, estimulando todos a uma fervorosa comunhão naquela noite do nascimento de Nosso Senhor. Lá pelas 7h, partiu de automóvel para a fazenda S. José, em Vargem Grande, propriedade que ele adquirira recentemente para ajudar na manutenção do Seminário. Viajaram com ele três Irmãs Sacramentinas que iam conhecer o local de uma futura residência e escola, para as crianças da Vargem Grande. Um dia dedicado ao trabalho pastoral e à preparação da nova casa das Irmãs.
À tarde, quando ia voltar para Manhumirim, o tempo chuvoso e a estrada de terra escorregadia não aconselhavam que fizessem a viagem. Ele, porém, achava que deveria ir, por ser véspera de Natal, e ele iria celebrar a missa da meia-noite. Saiu apesar do risco. Provavelmente não avaliasse o tamanho do perigo, porque não era motorista e andava muito pouco de carro. O motorista, por sua vez, era jovem e inexperiente e não teve coragem de enfrentar a ordem do Pe. Júlio Maria, que fez questão de descer a serra. Aconteceu o desastre, o carro capotou duas ou três vezes na ribanceira e o Pe. Júlio ficou preso entre a ferragem do automóvel e um tronco de árvore. Os outros passageiros e o chofer não sofreram praticamente nada, fisicamente. Mas o padre não conseguiu libertar-se, e, comprimido, ia sendo sufocado, sem ar. Resistiu ainda algum tempo, pedindo que providenciassem alguém que o pudesse tirar dali: “Depressa, depressa, minha filha!” – dizia ele a uma das Irmãs. Mas o socorro veio tarde demais. E ele morreu, pronunciando estas palavras: “Meu Deus, meu Deus! Nossa Senhora do Carmo! Meu Deus!”
Ficou o exemplo de sua vida. Entre as muitas coisas que realizou, certamente sobressai o jornal O LUTADOR, que ele amou tanto e ao qual deu parte substancial de sua vida nos anos de Manhumirim, e a Editora que daí nasceu.
(Este texto é parte de uma resenha, e um rearranjo do livro “Pe. Júlio Maria, sua vida e sua missão”, de Dom Antônio Afonso de Miranda, o primeiro religioso da Congregação do Pe. Júlio Maria escolhido para ser bispo, hoje Bispo Emérito de Taubaté, SP, e que foi o primeiro biógrafo do seu Fundador.)
Veja com exclusividade, vídeo com Documentário do Museu Pe. Júlio Maria De Lombaerd, reportado por Solange Malosto:
(Texto e reportagem transcritos integralmente do site http://www.programamaoamiga.com.br/ publicado originalmente em 17/03/2010.)
Reportagem: Teógenes Nazaré- TV Catuaí-Manhuaçu MG.

O Moleque Travesso

(Reprodução do blog Camisa 10)
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Quem viu o Juventus em campo sabe o futebol que era praticado pelo time da Prelazia.
Na foto uma das formações da década de 60.
Em pé: Sabará, Orlando Torres, Cremildo, Magalhães, Ze Marques e Zé Maria Franco.
Agachados: Enildo, Orivaldo Lacerda, Antoninho Amaral, Pau Preto e Percival.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Novo Amapá: A maior tragédia fluvial da Amazônia

Data: 06 de janeiro de 1981.
Há exatos 30 anos,... acontecia a maior tragédia fluvial da Amazônia.
(Reprodução/Arquivo)
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Três décadas depois, o acidente ainda é lembrado por familiares de vítimas e pessoas que trabalharam na remoção dos corpos ou na cobertura da tragédia.
A embarcação deixou o Porto de Santana, por volta de 14h, com destino à cidade de Monte Dourado, no Pará, e tombou por volta de 21h.
Apesar de ter capacidade para 400 passageiros e meia tonelada de carga, o Novo Amapá transportava mais de 600 pessoas e o dobro da capacidade de mercadorias, uma das causas prováveis para o acidente.
(Reprodução/Arquivo/Capitania dos Portos)
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Como eram muitos cadáveres e os corpos se decompunham com rapidez, as autoridades resolveram fazer um enterro em quatro valas de 50 metros(foto), no cemitério Santa Maria, em Santana.
Enquanto não eram enterrados, os corpos ficavam no galpão do Governo do Estado, numa câmara-ardente, até serem transportados para o sepultamento.
Famílias inteiras foram enterradas no mesmo local.
Segundo a lista da Capitania dos Portos do extinto Território Federal do Amapá, cerca de 650 pessoas embarcaram no Novo Amapá e menos de 180 puderam sobreviver.

Jornalista acompanhou de perto o resgate das vítimas

(Reprodução/Ilustração/Revista Veja 14/01/1981)
O jornalista Humberto Moreira, atualmente responsável pela editoria de esportes do jornal A Gazeta, acompanhou de perto o trabalho de resgate das vítimas.
Com mais de 40 anos de profissão, na época do naufrágio do Novo Amapá Moreira era chefe do departamento de jornalismo da Rádio Nacional, hoje Rádio Difusora de Macapá.
Leia na íntegra o depoimento do jornalista:
Na época do naufrágio do barco Novo Amapá eu estava na direção do departamento de jornalismo da Rádio Nacional. Um imprevisto ocorrido com o companheiro Paulo Silva, obrigou-me a embarcar no empurrador Pajé, na noite do dia 7 de janeiro, rumo ao local da tragédia. A notícia do naufrágio chegou a Macapá no começo da tarde do dia 7 de janeiro. Mas as informações eram muito vagas. Ninguém sabia ao certo quantas pessoas estavam a bordo do barco sinistrado. Havia um boato que dava conta que a Jari Florestal mandaria uma balsa para socorrer as vítimas. O governo demorou a tomar as primeiras providências. Só quando os primeiros sobreviventes chegaram a Santana foi composta a equipe de resgate. Na manhã do dia 8, chegamos ao local da tragédia do Novo Amapá. Parte do barco estava fora d’água, numa demonstração de que o pânico acabou matando muita gente naquela fatídica noite. O quadro era dantesco. Dezenas e dezenas de cadáveres boiando nas águas barrentas do Cajari, no lugar chamado de Ponta dos Aruans. No resgate estavam: o doutor Torrinha, um enfermeiro, sete soldados voluntários do Exército, três policiais militares e mais duas embarcações pequenas, (Dias e Colares) que traziam os corpos amarrados uns aos outros em adiantado estado de putrefação, exalando um odor que entranhava em nossas roupas. Um guindaste (pau de carga) manuseado pelos soldados, embarcou 192 cadáveres, empilhando-os na balsa uns sobre os outros. Foram dois dias de trabalho. Durante o dia, aviões atiraram frascos de formol no rio. A substância foi aplicada sobre os mortos sem fazer muito efeito. Caixas de leite em pó, carne em conserva e cachaça, eram jogadas no rio para que as voadeiras apanhassem. Os tripulantes do empurrador estavam constantemente embriagados, chorando nos corredores. Ninguém estava preparado para um choque daquele tamanho. O comandante Marapanin, totalmente transtornado, falava em atracar direto em Santana. Manoel Antônio Dias, na época secretário de Obras do Território Federal do Amapá, pediu a mim e ao médico Torrinha para não deixar o comandante trazer a balsa direto para o porto, onde milhares de pessoas esperavam nossa chegada. A Rádio Nacional teve um papel importante, informando o andamento do resgate. Utilizando o equipamento de comunicação da embarcação consegui passar mais de trinta flashes. Conosco um motorista que perdeu toda a família, procurava identificar seus entes queridos. Tudo em vão. No dia 10 de janeiro fundeamos na entrada do Rio Matapi, onde os corpos foram colocados nos caixões. Uma equipe veio do porto para auxiliar nos trabalhos. Mas ao chegar perto da balsa, muitos quiseram pular no rio, tal era a intensidade do odor e ainda devido ao quadro horripilante dos corpos empilhados uns sobre os outros. Quando saltei em terra permaneci alguns minutos perambulando pela área do porto, até que alguém me levou a uma barraca, onde fui imunizado. Um carro da Radiobrás me trouxe para Macapá. Ao chegar na minha casa fiquei mais de uma hora tomando banho. Porém parecia que o mau cheiro continuava presente. Ele estava dentro de mim, nos meus pulmões. Por fim consegui dormir, depois de 72 horas sem pregar os olhos. As imagens, infelizmente continuam gravadas em minha memória. Trata-se da reportagem que eu nunca gostaria de ter feito. (Humberto Moreira).
(Texto extraído do Portal de a Gazeta-AP - 06/012011)

Fonte: Portal A Gazeta-AP

Reunão da Teleamapá

(Reprodução)
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Reunião do Conselho Fiscal da Teleamapá - Telecomunicações do Amapá S/A -
Newton Douglas Barata do Santos e Coaracy Barbosa na mesa;
Na plateia o Jornalista Alcy Araújo e funcionários da empresa.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um funcionário Pioneiro: Acésio Guedes

(Reprodução de livro)
O Pioneiro Acésio Guedes era natural de Breves, no Pará.
Estudou em Belém formando-se em Contabilidade.
Foi coletor estadual de rendas nos municípios de Curralinho, Breves, Macapá (duas vezes) e Prefeito de Curralinho.
Veio para o Amapá a convite do coronel Janary Gentil Nunes, primeiro Governador do Amapá.
Contratado em 2 de janeiro de 1944, participou da implantação do sistema de administração, chefiando as seções de Pessoal, o Serviço de Administração Geral-SAG, Chefe-de-Gabinete do Governador e chefe das Finanças e tesouraria.
Casou-se com D. Tarcila Dias dos Santos em 21 de dezembro de 1933 e teve atuação destacada na vida social, administrando os programas de festejos da Semana da Pátria.
Na vida esportiva, foi um dos fundadores do Esporte Clube Macapá que passou a ser considerado o clube da elite macapaense e na vida política foi membro dirigente do Partido Social Democrático.
Participou da fundação do Rotary Clube de Macapá, foi tesoureiro do Aero Clube de Macapá.
Faleceu assassinado pelo seu compadre e atleta do E. C. Macapá, desportista Aracaty, fazendo a cidade emudecer diante do drama ocorrido na cidade de Macapá onde todos se conheciam e formavam uma só família.
(Texto e foto extraídos do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol III, de autoria do Jornalista Coaracy Barbosa)
Link relacionado

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Você conheçe alguém da foto?

(Reprodução)
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Foto do acervo de José Leão Zagury que me foi repassada pelo amigo José Façanha.
Não consegui identificar ninguém.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mais um Pioneiro da Educação: Professor Raimundo Donato dos Santos

(Foto: Reprodução/APES)
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Raimundo Donato dos Santos, 77 anos,  atualmente professor aposentado e residindo no Rio de Janeiro, nasceu na Vila de Tucumã, município do Amapá, em 17 de março de 1933, é um dos pioneiros educadores que contribuíram durante décadas na formação de jovens estudantes.
(Foto: Reprodução/APES)
Em 1944 veio para Macapá, então capital do Território Federal do Amapá, onde concluiu o primário.
Estudou na antiga Escola Industrial de Macapá onde habilitou-se em mecânica de máquinas (1953).
Estudou no IETA, Colégio Amapaense e realizou vários cursos, presidiu grêmios estudantis e exerceu alguns cargos públicos na área de Educação no Governo do Amapá. Durante 30 anos Raimundo Donato dos Santos lecionou a disciplina desenho. Bacharelou-se em Teologia em Pernambuco, ingressou na Assembleia de Deus.
Desde muito cedo começou a escrever poemas e crônicas.
Foi um dos participantes da Coletânea Amapaense (1985) e em 2009 publicou a obra Raízes Submersas - fatos e relatos, onde destaca alguns acontecimentos marcantes de sua existência. (Texto e fotos extraídos do blog da Associação Amapaense dos Escritores – APES)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Hasteamento da Bandeira, no Grupo Escolar de Macapá

(Reprodução)
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(Fotos do Acervo/Coleção Digital/IBGE)
Anos 50 - Alunos do antigo Grupo Escolar de Macapá - embrião do Grupo Escolar Barão do Rio Branco - perfilados em frente ao estabelecimento, executam o hasteamento da Bandeira Nacional, entoando o Hino Nacional Brasileiro, antes da entrada de mais um período letivo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Alunas da Escola Doméstica de Macapá

(Reprodução)
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(Fotos do Acervo/Coleção Digital/IBGE)
Foto 1 - Anos 50 - Alunas da Escola Doméstica de Macapá brincam de roda no pátio de  entrada do estabelecimento.
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(Fotos do Acervo/Coleção Digital/IBGE)
Foto 2 - Anos 50 - Alunas da Escola Doméstica de Macapá, em sala de Corte e Costura, na aula de Prendas Domésticas.
(Reprodução)
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(Fotos do Acervo/Coleção Digital/IBGE)
Foto 3 - Anos 50 - Alunas da Escola Doméstica de Macapá,  em aula prática de Prendas Domésticas.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

América Futebol Clube

(Reprodução/Acervo José Façanha)
Time de basquetebol do América Futebol Clube - Em pé da esquerda para direita: Dick Robson (de branço, técnico), João Maria Nery, Zé Maria Lopes (filho da prof. Predicanda), Orlando Borralho, José Façanha e Waldir Carrera.
Agachados : Zamba, Leandro Matos(irmão do Zelito), Antonio Farias, José Duarte Leite (Lelé) e Becil.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Escoteiros em desfile na Av. FAB

(Reprodução)
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Desfile dos Grupos de Escoteiros do Amapá no dia 7 de setembro de 1963.
(Última atualização em 24/12/2010)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Jovens do Centro Educacional do Laguinho

(Reprodução/Arquivo pessoal)
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Ano 1961 - Jovens na frente da sede do Centro Educacional do Laguinho.
Em pé da esquerda para direita: Guilherme Jarbas; José Marques (Curupira), Leôncio; Orlando Torres (segurando a bicicleta), (eu - com as mãos na cintura) João Lázaro, Delmivaldo Rodrigues Lacerda (Donga ou Carudo para os amigos), Urivino Bandeira Ribeiro e Barreto.
Agachados: a partir da esquerda - J. Ney, Percival Monteiro Leite e Sabará.
(Última Atualização às 07:07 do dia 22/12/2010)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Avenida Feliciano Coelho

(Reprodução)
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Ano 1957 -  Pavimentação da  Av. Feliciano Coelho, esquina com Rua Odilardo Silva.
Vemos também na foto o antigo prédio do Urca Bar, na esquina de Rua Eliezer Levy.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Posto de Puericultura "Hildemar Maia"

(Reprodução)
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Ano 1957 - Cruzamento da Rua Odilardo Silva com Av. Pedro Baião no bairro do Trem.
O Trecho localiza-se entre as avenidas Pedro Baião e Feliciano Coelho.
O prédio em primeiro plano é o antigo Posto de Puericultura Dr. Hildemar Pimentel Maia, construído ao lado do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares.
No local funciona hoje a Procuradoria Geral da União.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Avenida Feliciano Coelho (2)

(Reprodução)
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Ano 1957 - Continuação da Av. Feliciano Coelho esquina com a Rua Jovino Dinoá.
Vemos parte do terreno onde foi erguido o Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares, antes da construção do muro.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

De Colores da Cristandade

(Reprodução)
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Data – 07/07/1974 - Participantes do 4º Cursilho da Cristandade masculino, realizado no Colégio Diocesado, no bairro Jesus de Nazaré.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Primeira Turma de Normalistas de Macapá

(Reprodução/Acervo Pessoal)
Ano 1950 - Alunos da 1ªsérie - primeira turma do Curso Normal, da Escola Normal de Macapá (depois IETA), na Praça da Matriz ao lado do antigo Coreto - atual Praça Veiga Cabral, no centro da cidade de Macapá.
(Reprodução)
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(Reprodução)
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Normalistas na Praça

(Foto: Reprodução/Acervo da família Amoras dos Santos)

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Ano 1951 - Alunas da primeira turma do Curso Normal da Escola Normal de Macapá, em um encontro festivo na barraca da Santa, na Praça Veiga Cabral.
Contribuição da professora Maria Helena Amóras dos Santos, que também foi integrante da primeira turma e esteve presente nesse encontro.
Ela está na cabeceira da mesa mas as colegas estão em sua frente.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pioneiras: Professoras Maria Helena Amoras e Josefa Jucileide

(Foto: Reprodução/Acervo da família)
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(Foto: Contribuição do amigo Heraldo José Amoras dos Santos, filho da profª Maria Helena)
Ano 1950 – A esquerda professora Maria Helena Amoras dos Santos ao lado de sua sobrinha professora Josefa Jucileide Amoras Colares.
Maria Helena Amoras destacou-se como professora da lingua portuguesa na antiga Escola Industrial de Macapá, depois Ginásio de Macapá.
Chefiou também a DAE - Divisão de Assistência ao Educando, da Secretaria de Educação do ex-Território do Amapá.
Professora Maria Helena Amoras dos Santos - que também é escritora - hoje aos 80 anos (foto menor) aposentada, reside em Belém do Pará.

A professora Josefa Jucileide (falecida) foi homenageada com seu nome em uma das Escolas da Rede Estadual de Ensino, no bairro Nova Esperança, em Macapá.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aqui funcionou a primeira Escola Municipal de Macapá

(Reprodução/MHA)
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(Foto extraída do acervo do Museu Histórico do Amapá)
A foto é oficial - Anos 40 - Assim foi encontrada (em ruínas) esta casa quando da criação do Território Federal do Amapá.
Aí neste local funcionava a primeira Escola Municipal da cidade de Macapá.
(Só não consegui identificar o local onde ela ficava situada, se alguém tiver qualquer informação pode registrar nos comentários.
Acredito que seria na antiga praça da matriz, atual praça Veiga Cabral.)
(Última atualização em 13/12/10 às 06:44h)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Primeiro Marco da Latitude Zero

(Reprodução)
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Foto do Acervo Digital/IBGE
Anos 40 - Primeiro Marco da Latitude Zero do Mundo, em Macapá
(Reprodução)
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Anos 60 - Marco do Meio do Mundo - Latitude Zero Grau.
Uma das atrações turísticas do Amapá.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pioneiros e amigos no meio do mundo

(Reprodução)
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Pioneiros a partir da esquerda: Dr. Douglas Lobato Lopes, Sr. Alamiro Souza, e dois amigos (junto ao marco), Diele Rosa uma das filhas do Sr. Alamiro, Engº Policarpo e Sr. José Neves, em visita ao Marco Zero do Equador, em Macapá.
Observa-se que a área, em torno, era bastante arborizada.
Informação Histórica: Dr. Douglas Lobato foi ex-Secretário de Obras do ex-Território Federal do Amapá e também Prefeito Municipal de Macapá de 1965/1967; Sr. Alamiro Souza, trabalhou por longos anos na Imprensa Oficial e na Gráfica São José; Sr. Policarpo era engenheiro civil e Sr. José Neves foi um dos sócios proprietário de uma antiga panificadora da cidade chamada Fábrica Amapaense, que localizava-se na esquina da Av. Iracema Carvão Nunes e antiga rua José Serafim, (atual Tiradentes), no mesmo prédio onde hoje funciona a Superintendência Regional do Ministério da Fazenda  (antiga DAMF).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Estudantes após desfile escolar

(Foto: Reprodução/Acervo da família/Aloisio Cantuária)
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Ano 1958 - Na foto, em primeiro plano, alunas da antiga Escola Normal de Macapá 

(É mais uma contribuição do amigo Aloisio Catuária)
Ele mesmo quem faz a narrativa da legenda:
A da direita está com o famoso uniforme de gala: saia plissada, blusa com manga comprida, punhos fechados, cinto, luva (presa ao cinto), gravatinha e o charmoso chapéu (a imagem não mostra, mas era preso ao pescoço por um fio para não “voar” na hora do desfile).
A cor azul-escuro da saia com a blusa branca deu origem ao famoso apelido “piramutaba”, aplicado aos alunos da escola.
Em segundo plano, um aluno da antiga Escola Industrial, depois Ginásio de Macapá (GM) e mais tarde Escola Integrada de Macapá (EIM).
Embora a foto esteja em preto e branco, a cor do uniforme era azul-anil.
O aluno está também com uniforme de gala (o casquete não era usado no dia-a-dia).
Não consegui descobrir o local da fotografia. (Aluisio Cantuária)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

domingo, 5 de dezembro de 2010

Que saudades do Paulão!

Data: 5 de dezembro de 1987
(Foto: Reprodução/Acervo da família)
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Há 23 anos..., o alegre Paulo do Espírito Santo Silva,- o "Paulão do Atabaque" - filho do "pioneiro" José Miguel da Silva - o "Alagoano" e de D. Mimi - passava "pro andar de cima".
(Foto: Reprodução/Acervo da família)
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(Contribuição da amiga Brenna Paula Tavares, filha de Paulão)
Parece que foi ontem...
Aos 33 anos de idade, Paulão deixou a todos os seus amigos e conhecidos, sua alegria e sua simpatia.
"Num dia de dezembro, cinco exatamente, Paulão viajou, sozinho e sem despedidas."
Um jovem, sorridente, que estava sempre... "de bem com a vida".

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Uma casa típica da Macapá antiga

(Foto: Reprodução do blog da Alcilene Cavalcante)
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(Foto extraída do blog Repiquete...)
Ano 1948 - Embora não pareça, esta foto rara, é da mesma época das anteriores, como podemos observar através das casas construídas para funcionários do ex-Território (ao fundo).
Mas eu deixei separada das outras, para destacar, em primeiro plano, a casa típica da Macapá antiga, que contrastava com as que o governo acabara de construir. As casas novas - modernas para a época - eram em madeira.
A casa que aparece nessa esquina tinha as mesmas características das moradias que predominavam no centro da cidade, antes do Território. Eram de taipa ou pau-a-pique.
"Pau-a-pique é uma técnica de construção antiga, que consistia no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas ao solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu ou galhos retos, entrelaçados e amarrados entre si por cipós, dando origem a um grande painel perfurado que, após ter os vãos preenchidos com barro, transformava-se em parede. Podia receber acabamento alisado ou não, permanecendo rústica, ou ainda receber pintura de caiação. " (Wikipédia)
Localizava-se na confluência da Rua José Serafim (atual Tiradentes) com a Av. Mendonça Furtado.
Debaixo dessa mangueira, aconteceu um dos bárbaros crimes de Macapá: o do Sr. Acésio Guedes, (o mesmo que tem nome numa rua do bairro Perpétuo Socorro) que foi assassinado com 7 facadas. Ele trabalhava à tarde no Café Society que localizava-se onde é hoje a loja de produtos agropecuários de propriedade da família do Sr. Durval Melo que também foi dono do Urca Bar, no bairro do Trem, na esquina da Av. Feliciano Coelho com a Rua Eliezer Levy, (hoje uma escola para condutores de veículos).
Segundo informações do amigo Barata, o Sr. Acésio Guedes, na época era chefe da Setor de Administração (atualmente Secretário de Estadual de Administração) do Governo. Entre 13:00h/13:30h, final de expediente naquela época, "seu" Acésio ia saindo do prédio onde funcionava o órgão - que ficava defronte à mangueira - quando o mesmo foi interpelado por um Sr. de nome Aracati e recebeu de imediato várias facadas, vindo a falecer.
Segundo informações à época, o motivo do assassinato teria sido por razões passionais.
O primo de Barata, Fernando Barata (já falecido), que estava de bicicleta, assistiu de perto a ocorrência.
O Sr. Aracati foi julgado, condenado e cumpriu alguns anos de reclusão na penitenciária do Beirol, (hoje uma escola estadual) localizada num terreno ao lado Quartel da Polícia Militar.
Não estou lembrado do ano - mas me parece que foi em 1956 - (quem tiver essa informação pode confirmar ou corrigir nos comentários).
(Última atualização em 05.12.2010 às 13:30h)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...