segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Tragédia de Macacoari

Coaracy Monteiro Nunes foi o primeiro deputado federal, pelo Amapá. Era irmão de Janary Gentil Nunes, primeiro governador do Amapá.
Em 21 de janeiro de 1958 morreu em um acidente aéreo, nas matas do Macacoari, juntamente com o advogado e promotor Hildemar Pimentel Maia e o piloto Hamilton Silva.
(Reprodução)
Dep. Coaracy Nunes
(Reprodução)

Dr. Hildemar Pimentel Maia
(Reprodução)
Piloto Hamilton Silva
(Reprodução/Arquivo)
Ano 1958 - Destroços do avião "Paulistinha" modelo CAP-9, no local do desastre ocorrido em 21 de janeiro de 1958 na localidade de Carmo do Macacoari, em que morreram o Dep. Coaracy Nunes, o Dr. Hildemar Maia e o piloto Hamilton Silva.
(Reprodução)
Ano 1958 - População de Macapá acompanha a chegada no Trapiche Eliezer Levy, dos corpos do Dep. Coaracy Nunes, do advogado e promotor Hildemar Maia e do piloto Hamilton Silva, vítimas do desastre aéreo de Macacoari.
(Foto: Reprodução do blog da Alcinéa)
(Foto extraída do blog da jornalista Alcinéa Cavalcante)
Ano 1958 - Depois de resgatado da fuzelagem do avião, o corpo do Dep. Coaracy Nunes, reduzido a um pedaço de carne carbonizada com 60 centímetros, foi colocado em uma mortuária hermeticamente fechada. Na manhã do dia 22 de janeiro de 1958 duas urnas foram embarcadas no avião da Cruzeiro do Sul, que se destinava ao Rio de Janeiro, com escala em Belém. Na capital do Pará, a urna com os despojos do Dr. Hildemar Maia foi desembarcada. A urna do deputado Coaracy Nunes seguiu viagem e somente à uma hora da madrugada do dia 23.01.1958, o avião da Cruzeiro do Sul pousou no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.O restos mortais do Dr. Coaracy Nunes foram inumados no túmulo número 3753-A, quadra 3, do Cemitério São João Batista, no Rio.
O piloto Hamilton Silva está enterrado em Macapá, no Cemitério N. S. da Conceição, no Centro da cidade.
(Reprodução)
Ano 1959 - Várias homenagens foram prestadas ao Dr. Coaracy Nunes. Em Belém, foi inaugurada uma praça na cidade velha, em 21 de janeiro de 1959. Na mesma data um busto foi inaugurado em frente ao abrigo de passageiros no Aeroporto Internacional de Macapá. (foto)
A TRAGÉDIA E A MORTE Para não utilizar avião do governo, coisa que certamente renderia críticas por parte da oposição, Coaracy Nunes e Maia decidiram fretar o avião “Paulistinha”, que pertencia aos senhores Eugênio Gonçalves Machado, Carlos Andrade Pontes e Hamilton Henrique da Silva. O “Paulistinha” era um avião pequeno e leve. Dentre os dez vendidos para a Amazônia, oito já haviam sofrido graves acidentes. Era um aparelho apropriado para treinamento e viagens de curta distância. Hamilton Henrique da Silva era um piloto experiente, que tirou o brevê pelo Aéro Clube de Macapá, uma entidade
idealizada pelo Dr. Hildemar Pimentel Maia. A relutância de Hamilton Silva em fazer a viagem foi imediata, visto que a região a que se destinavam, é sujeita a neblina e ventos fortes de inverno ao amanhecer. O Sr. Cláudio Lima, funcionário do SERTTA – Navegação, ponderou que a viagem fosse realizada por via fluvial a bordo do Iate Itaguary, que levaria a rebote uma voadeira e um motor de pôpa de 33 HP. O Iate ficaria na foz do rio Macacoari e o deslocamento até o local da festa seria coberto na “voadeira”. Coaracy Nunes ficou indeciso e consultou o Dr. Maia, que se manifestou contra a ideia. Estes acertos aconteceram na sede do Partido Social Democrático, um velho casarão edificado na esquina das avenidas Cândido Mendes e Presidente Vargas. A residência do Hamilton Silva era um pouco mais à frente, na mesma avenida, diante da casa Leão do Norte, que pertencia a família Zagury. Na sede do PSD corria a notícia de que Hamilton Silva sairia para o Macacoari na tarde do dia 20 de janeiro, levando encomenda para a fazenda do pecuarista Eugênio Machado, seu sócio no avião. A pedido do Dr. Maia foram chamar o Hamilton. Depois de uma breve conversa, ficou acertado que o aparelho decolaria às 16h00min. No horário aprazado, o “Paulistinha”, prefixo CAP-9, deixou o campo de pouso da Cruzeiro do Sul rumo ao Macacoari. A bordo iam o piloto Hamilton Silva, o Sr. Eulálio Soares Nery, o dr. Coaracy e o Dr. Maia. Fora umas passageiras turbulências a viagem transcorreu sem problemas. À noite, após a ladainha, haveria festa dançante homenageando os ilustres visitantes, o que de fato aconteceu. Na manhã do dia 21 de janeiro deu-se a tragédia... Três vidas preciosas foram tragadas pelas chamas. O Amapá viveu momentos de profunda tristeza e desespero. A Câmara Federal perdia um dos seus mais brilhantes parlamentares, o Dr. Coaracy Nunes, nacionalmente conhecido como o “Deputado da Amazônia”. Coaracy Nunes era casado com a senhora Carmem Rocha Nunes. Deixou como órfãos: Coaracy Nunes Filho (19 anos em 1958); Carmemcy (18 anos), casada com o Sr. Fernando Figueiredo; Cláudio (17 anos); Joaquim Ascendino Neto (16 anos); Yara (11 anos); Moema (8 anos) e Maria das Graças (2 anos). Coaracy era irmão do Coronel Janary Gentil Nunes, primeiro governador do Amapá, que à época da morte do ilustre parlamentar era o Presidente da Petrobrás. Além dele havia mais cinco irmãos: Pauxy Gentil Nunes, Secretário Geral do Governo do Amapá; Ubiracy Gentil Nunes, funcionário do Instituto dos Comerciários no Rio de Janeiro; Dr. Amaury Gentil Nunes, Chefe de Gabinete da Presidência da Petrobrás, Yacy Suarez e Miracy Gentil Nunes Raposo, casadas e residentes no Rio de Janeiro. Em 1957, entre os meses de fevereiro a dezembro, cursou a Escola Superior de Guerra. Para isso licenciou-se da Câmara Federal, sendo substituído pelo suplente Hildemar Pimentel Maia.
Depois de ser resgatado da fuselagem do avião, o corpo do Dr. Coaracy Nunes, reduzido a um pedaço de carne carbonizada com 60 centímetros, foi colocado em uma urna mortuária hermeticamente fechada. Na manhã do dia 22 de janeiro de 1958, duas urnas foram embarcadas no avião da Cruzeiro do Sul que se destinava ao Rio de Janeiro, com escala em Belém. Até a cidade de Belém, os amigos Maia e Coaracy permaneceram juntos. Na capital do Pará a urna com os despojos do Dr. Maia foi desembarcada. A urna do dr. Coaracy seguiu viagem e apenas à uma hora da madrugada do dia 23.01.1958 o avião da Cruzeiro do Sul pousou no Aeroporto Santos Dumont. A urna do dr. Coaracy Nunes seguiu para o Palácio Tiradentes, sendo velada até às 10 horas do dia 24. Falaram diversos oradores, entre eles o Ministro da Fazenda José Maria Alkmim. No Cemitério São João Batista, deputados e senadores se despediram do amigo. Os restos mortais do Dr. Coaracy foram inumados no túmulo n.º 3753 - A, Quadra 3. O Deputado Federal Lister Caldas, apresentou à Mesa da Câmara Federal, um projeto de lei que modificaria o nome do Território do Amapá, para Coaracy Nunes. Razões históricas impediram a aprovação do referido projeto. Várias homenagens foram prestadas ao Dr. Coaracy Nunes.
Em Belém, foi inaugurada uma praça, na cidade velha, a 21 de janeiro de 1959. Na mesma data, um busto foi inaugurado em frente ao abrigo de passageiros do aeroporto internacional de Macapá. Dia 7 de fevereiro de 1958, através de decreto, o Governador Amilcar Pereira da Silva criou o Grupo Escolar Coaracy Nunes, hoje Escola de 1º grau. A Prefeitura Municipal de Macapá trocou o nome da Avenida Ayres de Souza Chichorro para Coaracy Nunes. Em 1975, quando a Hidrelétrica do Paredão foi inaugurada, a Eletronorte a batizou de Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes
.
Fonte: Edgar Rodrigues.Texto pesquisado por Roberto Mesquita.
(Post repaginado em 21/01/2013)

25 comentários:

  1. Prezado João Lazaro, seu trabalho de pesquisa é muito importante para nos, amapaenses. Aqui, você traz à minha lembrança fatos que ocorreram quando eu tinha 5 anos! Lembro tão bem desse dia qdo ouvimos no radio essa noticia triste. Meu pai era amigo do Sr. Hamilton Silva e conhecia também as outras vitimas. Meus pais depois, explicaram aos filhos quem eram essas pessoas e a importância delas para nosso Territorio. Mais tarde, depois dos meus 10 anos, estudei com um dos filhos do Sr. Hamilton Silva, o Mario, hoje falecido. Acredito que meu pai estava presente no dia da chegada dos corpos no trapiche. Tenho uma foto dele com o Sr Hamilton Silva, quando eles eram mais jovens. Vou procurar nos meus arquivos de familia e lhe enviarei, se eu encontrar as copias que tenho aqui na França. So espero que não va aparecer algum politico para mudar também o nome da Escola Coaracy Nunes ou da Hidroelétrica e da Rua Hamilton Silva. Seria o cumulo da falta de respeito. Muito interessantes as fotos. Na do trapiche antigo, percebem-se os barcos à vela e a antiga Pedra do Guindaste antes de colocarem o santo. um gde abraço.

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  2. Olá Veneide, você tem toda a razão.
    Conheci todos eles também; na época eu era garoto.
    Com certeza o seu pai - Sr. Veridiano - deveria estar com o caminhão dele trabalhando nesse dia lá no trapiche.
    Quando houve esse acidente, em 1958, eu tinha apenas 10 anos e recordo-me perfeitamente da tristeza que envolveu a todas as famílias, naquela época.
    A cidade era pequena e todos os habitantes formavam uma comunidade solidária.
    Conheci o Dr. Maia lá no Posto de Puericultura, ao lado do Barão.
    A minha prima, profª Esther da Silva Virgolino, por quem fui criado, trabalhava no serviço de nutrição e sempre me levava com ela e eu ficava observando a movimentação do pessoal por lá, entre eles o Dr. Maia que tinha um carinho muito especial com todos, principalmente com as crianças.
    Já o Hamilton Silva, morou na Presidente Vargas, ao lado da casa do Dr. Lauro Sodré, por um bom tempo, e eu sempre via os filhos dele por lá também, inclusive o Mário, que você cita.
    Nesta época moravamos na casa 52, nessa mesma avenida, que era uma das principais da cidade.
    Bons tempos!
    Ah! Pra você matar as saudades vou postar uma foto da Pedra do Guindaste - a original - como ela era em 1958.
    Fico no aguardo das suas fotos.
    grande abraço

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  3. Oi João Lazaro. Em 1958, o papai ainda não tinha caminhão. Ele dirigia uns carros parecidos com esses da foto, mas era do governo. Nos anos 60, meu pai adquiriu um automovel azul no qual ele trabalhava com o Sr. Fortaleza que trabalhou no DETRAN, lembras dele? Era um taxi e, nessa época, ainda não era obrigatorio o uso da nomenclatura Taxi. Lembro que os motores dos caminhões dessa época arrancavam com uma manivela na frente, eheheh. Eu mesma brincava de "dar a manivela" (o que era pesado pra mim). Ah, fico muto agradecida pela foto da Pedra do Guindaste. abs

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  4. Me lembro do Fortaleza, sim... é um dos muitos pioneiros.
    Realmente os caminhões e caçambas antigos só pegavam com a manivela.
    Naquela época eram todos carros importados dos Estados Unidos.
    Quase sempre eram CMC (que depois mudou de marca para Chevrolet) ou FORD.
    Mas eram carros duráveis.
    Ainda hoje, existem alguns por aí em funcionamento.
    Continue mandando...
    grande abraço.

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  5. Caro Joào Lazaro,

    Estou muito emocionada.
    Meu nome é Yara...sou a quinta filha e 7 filhos de meu pai Coaracy e minha mãe Carmem.
    Estou muito emocionada pelo senhor lembrar de meu pai que tanto amava o Amapá seu povo sua gente .
    Pude agora ver pela primeira vez esta fotos que nunca chegaram aos meus olhos...talvez para amenizar nosso sofrimento...
    Morreu tão cedo e... fez tanta falta para nós, em nosso crescimento .
    Eu tinha apenas 11 anos quando meu pai morreu.Meu irmo mais velho 19 anos e minha irm~~ mais nova 2 aninhos.
    Foi junto com ele um pedaço de mim e com certeza um pedaço de nós todos.
    Muitos e muitos anos sofridos , mas muitos exemplos de atitudes , dignidade que ele nos deixou ,ficou em nossas vidas para podermos seguir caminho...
    Minha mãe foi sem duvida foi nosso pilastre e hoje estamos vivendo bem todos no Rio de Janeiro. Somos irmãos amigos e unidos.Muitos netos que ele nao pode conhecer mas com certeza nsabençoa diariamente lá do céu.

    Queria muitomuito mesmo agradecer seu carinho....em lembrar dele....
    Gostaria de um dia voltar ao Amapá que ele tanto amava e nos relatava suas historias , falando dos seus rios , dos animais e de sua gente.
    A ultima vez que estive no Amapa eu tinha 7 anos.
    Vou fazer o possivel para voltar e poder visitar o senhor.
    Estarei informando seu carinho a meus irmaos do seu blog .
    Que Deus o abençoe e que o Amapá continue sendo esta terra linda e que seus politicos e dirigentes possam fazer sempre o melhor para seu povo.
    Um grande abraço

    Yara Nunes Alves Costa

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  6. Yara Nunes Alves Costa10 de outubro de 2010 01:48

    Caro Joào Lazaro,

    Estou muito emocionada.
    Meu nome é Yara...sou a quinta filha de 7 filhos de meu pai Coaracy e minha mãe Carmem.
    Estou muito emocionada pelo senhor lembrar de meu pai que tanto amava o Amapá seu povo sua gente .
    Pude agora ver pela primeira vez esta fotos que nunca chegaram aos meus olhos...talvez para amenizar nosso sofrimento...
    Morreu tão cedo e... fez tanta falta para nós, em nosso crescimento .
    Eu tinha apenas 11 anos quando meu pai morreu.Meu irmo mais velho 19 anos e minha irm~~ mais nova 2 aninhos.
    Foi junto com ele um pedaço de mim e com certeza um pedaço de nós todos.
    Muitos e muitos anos sofridos , mas muitos exemplos de atitudes , dignidade que ele nos deixou ,ficou em nossas vidas para podermos seguir caminho...
    Minha mãe foi sem duvida foi nosso pilastre e hoje estamos vivendo bem todos no Rio de Janeiro. Somos irmãos amigos e unidos.Muitos netos que ele nao pode conhecer mas com certeza nsabençoa diariamente lá do céu.

    Queria muitomuito mesmo agradecer seu carinho....em lembrar dele....
    Gostaria de um dia voltar ao Amapá que ele tanto amava e nos relatava suas historias , falando dos seus rios , dos animais e de sua gente.
    A ultima vez que estive no Amapa eu tinha 7 anos.
    Vou fazer o possivel para voltar e poder visitar o senhor.
    Estarei informando seu carinho a meus irmaos do seu blog .
    Que Deus o abençoe e que o Amapá continue sendo esta terra linda e que seus politicos e dirigentes possam fazer sempre o melhor para seu povo.
    Um grande abraço

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  7. Prezado João Lázaro,
    Sou Carmency, filha do Coaracy. Recebi da minha irmã Yara este documentário e também fiquei muito emocionada. Parabéns pelo relato fidedigno daqueles momentos mais trágicos de nossas vidas.
    Eu e minha irmã Maria da Graça fomos a Macapá em 2004 (presumo) e foi muito emocionante porque o Governador Capiberibe (na ocasião) nos proporcionou conhecer o Macacoari, a Usina Coaracy Nunes e o Colégio Coaracy Nunes onde meu pai é Dr. Maia são lembrados com muito respeito e consideração, como uns ídolos.
    Lázaro, o Amapá para nós, é como se fosse uma estrela brilhante incandescente de amor, no mapa do Brasil, porque aprendemos, com o nosso pai, desde a nossa infância, a amar o Amapá como se fosse a nossa casa e o povo do Amapá como se fosse a nossa família. Nosso amado pai, nosso amado Dr.Maia (irmãos de alma e coração), nosso amado Cte. Hamilton são anjos iluminados que jamais serão esquecidos pelo povo do Amapá porque a Escola Coaracy Nunes faz questão de manter viva a memória desses três servidores que dignamente fazem parte da historia do Amapá. Todos os anos os alunos fazem redação sobre a vida deles com direito a prêmio. Foi emocionante
    o carinho com que nos conheceram, algumas crianças até choraram de emoção. Muito lindo!
    Lázaro nós queríamos lhe conhecer. Agradecemos por tudo. Carinhosamente, Carmency

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  8. Prezados Joao Lazaro, Edgar e Roberto,
    Sou Flávia filha da Yara e neta do Coaracy Nunes. Infelizmente nao pude conhecer o meu avô pessoalmente; mas, estou muito feliz de saber mais um pouco sobre ele através das suas palavras e pesquisas.
    Realmente, meu avô foi um GRANDE homem, político, marido e pai; e eu, espero, um dia poder conhecer o Amapá, terra que ele tanto amava.
    Com carinho,
    Flávia

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  9. Olá Yara, Carmency e Flávia...
    A visita de vocês ao nosso blog Porta-Retrato, só valoriza e dá testemunho à todas as informações referentes a estas três figuras ilustres da história do Amapá, e que hoje são lembradas com muito carinho e respeito pelo povo amapaense.
    Gostaria de poder responder a vocês, em particular, via e-mail, mas infelizmente terei de deixar para uma outra oportunidade.
    Ao mesmo tempo que agradeço a visita fico no aguardo de um contato com cada uma de vocês através do jolasil@gmail.com.
    Disponham e voltem sempre!
    grande abraço
    João Lázaro

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  10. Olá João!

    Seu email está correto?

    Yara

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  11. Yara...o e-mail é este mesmo:
    jolasil@gmail.com
    Acredito que seja o ponto final que esteja bloqueando seu acesso a ele.
    Por favor tente novamente, sem o ponto final.
    Aguardo seu contato.
    grande abraço
    João Lázaro

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  12. Olá João,

    Meu nome é Marcos Maia e sou neto do Dr. Hildemar Maia. Vasculhando a internet em busca de fotos do acidente aéreo, encontrei o seu blog e realmente fiquei muito emocionado. Em primeiro lugar, pelas fotos e pelo relato rico em detalhes que foi feito sobre o evento. Em segundo lugar, pelo carinho com que tratou o meu avô e o Dr. Coaracy, querido na nossa família como um irmão. E, em terceiro lugar, pelos posts da Carmency, da Yara e da Flávia, que traduziram com perfeição a saudade e o carinho que ainda nutrimos por eles.
    Fica aqui, então, meus sinceros agradecimentos a você, João, por este trabalho maravilhoso, e um forte abraço à família do Dr. Coaracy, sempre lembrada em nossa casa.
    Aliás, já avisei ao meu pai acerca da existência desse blog. Ele, como único filho do Dr. Hildemar Maia, deverá postar um comentário assim que possível.
    Abs.
    Marcos Maia

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  13. OK Marcos, obrigado pela visita e pelas palavras de carinho e reconhecimento ao nosso modesto trabalho.
    Volte outras vezes e envie nosso abraço a todos os membros de sua família, com votos a você e a eles, de um feliz 2011.
    Estamos sempre às ordens.
    grande abraço

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  14. João Lázaro, faço minhas as palavras do meu filho e volto a agradecer por este maravilhoso trabalho que resgata parte da história do nosso Amapá. Ficamos felizes eu, minha mulher Maria de Fatima, meu filho Marcos e minha filha Marina com esta sincera homenagem. Agradeço as palavras carinhosas da Carmnecy, Yara e sua filha Flávia e rogo para que nossas famílias continuem unidas na mesma amizade cultivada entre o meu pai e o Dr. Coaracy. Saúdo com carinho e admiração a família do Cte Hamilton, parceiro e amigo de ambos.
    Um forte abraço
    Sérgio Maia

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  15. Senhor João Lásaro,
    sou neta do Dr. Hildemar Maia e fiquei muito emocionada com seu blog. Gostaria de agradecer suas palavras, porém fazer uma ressalva, já que meu avô não era médico, mas sim advogado e promotor.
    Tenho uma foto dele e seu grande amigo Dr. Coaracy caminhando juntos em Macapá. Se quiser posso lhe enviar para enriquecer mais ainda este trabalho.
    Um grande abraço,
    Marina Maia

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  16. Olá Sérgio obrigado por suas palavras e pelas referências carinhosas para com o blog.
    Espero que volte outras vezes.
    Feliz Ano Novo com muita paz e harmonia entre seus familiares e amigos.
    grande abraço

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  17. Olá Marina, seja bem-vinda você também ao nosso modesto blog.
    Sinto-me lisongeado com a visita de todos vocês e espero que nos visite outras vezes.
    Quanto às ressalvas vou corrigir.
    Fique à vontade para mandar qualquer contribuição para o blog.
    Mantenha contato conosco pelo e-mail jolasil@gmail.com e nos envie o que puder disponibilizar.
    Antecipamos nossos agradeciomentos.
    Feliz Ano de 2011 para você e todos que lhe são caros.
    grande abraço

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  18. Lázaro me fizeste chorar de emoção. Este fato marcou todos nos amapaenses na época. Dr. Coracy e Maia eram pessoas maravilhosas ! Conversavam com o povo como se fosses amigos íntimos. Eu estava com 12 anos de idade. Fui a missa de corpo presente dos três acomedos de um acidente áereo. Obs : O Dr. Maia, quando os rapazes da engravidavam as moças,e não queriam assumir,só haviam duas escolhas:ou casava ou ia pro xadres.Um primo meu , pensou que era brincadeira. O Dr. Maia não teve dúvida. Xadres dele. A rapaziada tinha medo dele. Era um homem muito respeitado na cidade.
    Sou cunhada da viúva do Pauxy Nunes.
    Deuzuíte Andrade.

    Deuzuíte Andrade.

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  19. Sr. João Lázaro,

    Foi com muito prazer que acabei de saber sobre esta reportagem, através da minha irmã Yara.
    Gostaria de compartilhar um blog onde posto tudo que consigo sobre minha mãe e também o meu pai. Se quiser poderá ler ou também colaborar para que os seus descendentes saibam quem foi o Coaracy Nunes.
    Agradeço de coração a lembrança do meu pai. Já fui 2 vezes ao Amapá para trazer notícias do papai. Quero voltar, e vou procura-lo.
    Receba um grande abraço,
    Gracinha Nunes Gosling ( a caçula dos irmãos, já com 56 anos)

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  20. Cristiana R N Carvalho31 de maio de 2011 21:02

    Prezado Sr. João Lázaro,

    Sinto uma enorme gratidão de saber que, por meio de suas pesquisas e relatos da história do Amapá, meu Avô Coaracy permanece vivo e eternizado, nas lembranças e nos corações daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Ainda, dos que herdaram, por intermédio de gerações anteriores, as informações sobre a importância que ele teve, como homem íntegro, estadista, cidadão e pessoa de bem.
    Sou Cristiana, a primeira filha das quatro, do quarto filho de Coaracy e Carmen; Joaquim, que foi casado com Margarida. Minha Mãe partiu há quase três anos e sei da felicidade que é ouvirmos falar de nossos queridos que não estão mais aqui, principalmente, das sementes de amor semeadas por eles, que seguem se reproduzindo.
    Embora tenha nascido seis anos após a partida de meu Avô, sinto como se o tivesse conhecido, incontáveis as vezes que meu Pai iniciou histórias com "uma vez no Amapá...". Apaixonado pelo Pai, fez crescer em mim e em minhas irmãs a admiração e o orgulho de fazermos parte da Família constituída por ele e pela Dinda, como eu chamava a Vovó Carmem - sempre tão querida, guerreira e presente.
    Uma vez, em oportunidade de encontro com o Dr. João Havelange, depois de um café e muitas histórias, me recordo com carinho a emoção que senti ao ouvi-lo dizer: - Minha filha, seu Avô partiu cedo. Tamanha importância ele tinha para o povo do Amapá, fez muitos amigos, era um homem sem igual. Se tivesse vivo, certamente, teria sido presidente do Brasil.
    Falar e ouvir falar das pessoas que amamos e que nos amaram é um dos maiores bens que carregamos. E as recordações e os momentos felizes, um patrimônio de vida!
    Obrigada!
    Cristiana Rosado Nunes Carvalho - neta #3.

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  21. Já estive neste blog outras vezes. Sou a filha caçula do Coaracy Nunes.
    Peço à todos que puderem enviar registros que contenham fotos ou mesmo texto sobre a vida do meu pai que enviem para o meu e-mail: gracinhagosling@terra.com.br
    Estou juntando dados, notícias para que fique registrado para os seus descendentes.
    Agradeço desde já,
    Abraços,
    Gracinha Nunes Gosling

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  22. Caro João Lázaro: Suas pesquisas têm me encorajado muito em conhecer os fatos de nosso Estado. Sou da família Brito, oriunda das ilhas Cavianas e, posteriormente, Bailique. Descobrir o meu Amapá me oportunizou descobrir minha Árvore Genealógica e em muito devo a você. Muito Obrigado.
    Prof. Paulo Brito.

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  23. Olá João Lázaro. Sou sobrinha do Dr. Hildemar Pimentel Maia. Sou portuguesa, resido em Fafe (Braga) e gostaria de saber se me pode ajudar ou dar-me informações sobre o paradeiro do meu primo Sérgio Maia. Sei que tem dois filhos e sua esposa Maria de Fátima. A minha mãe ( Lucinda Domingues) era irmã do Dr. Hildemar Maia. Obrigada.
    Maria José Domingues Rodrigues

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  24. Sou Bis Neta do Piloto Hamilton Silva.

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  25. Nossa, muita emoção ao ler esta história maravilhosa e triste ao mesmo tempo. Parabéns a todos!!!! Deus abençoe!!!

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