quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Antônio Munhoz: um pioneiro do Amapá

Há 79 anos, em 10 de fevereiro de 1932, nascia em Belém do Pará, Antônio Munhoz Lopes.
(Reprodução/Arquivo pessoal)
Ano 1973 - Professor Antonio Munhoz Lopes
Filho do farmacêutico José Ayres Lopes e D. Izabel Munhoz Lopes.
Munhoz Iniciou seus estudos com professor particular e prestou exames no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em Belém, em 1943.
Começou o ginásio no Colégio Nazaré dos Irmãos Maristas em Belém, transferiu-se depois para o Seminário Metropolitano de Nossa Senhora da Conceição.
Em São Luís do Maranhão, iniciou o curso de Filosofia, recebendo a batina no dia 8 de dezembro de 1950.
Fez o curso jurídico em Belérn, na velha Faculdade de Direito do Pará, bacharelando-se em 4 de outubro de 1959.
Ao chegar ao Amapá ingressou no governo do ex-Território em 8 de dezembro de 1958, na função de Delegado de Polícia da DOPS.
Em 1960 foi enquadrado na, função de Professor do Ensino Secundário, lotado na antiga Divisão de Educação, tendo exercido os cargos de Diretor do Colégio Amapaense (1960); Diretor da Divisão de Educação em 1963; Secretário da Justiça Federal de Primeira Instância; Orientador Educacional; Diretor do Conservatório Amapaense de Música em 1980; Diretor Adjunto da Escola de Arte Cândido Portinari em 1990.
Em 1969 é escolhido o "Mestre do Ano", recebendo uma caneta de ouro do Governador Ivanhoé Gonçalves Martins.
A crítica de cinema Luzia M. Álvares, do jornal "O Liberal", considerou Antônio Munhoz "um dos pioneiros da verdadeira crítica cinematográfica no Pará" (29.12.1972), fazendo parte do livro "A crítica do Cinema em Belém".
Na sua ânsia pela cultura e pelo conhecimento dos costumes dos povos, visitou o Japão, China, Indonésia, Cingapura, Tailândia, India, Nepal, Egito, Israel, Turquia, Rússia, África do Sul, Quênia, Marrocos, México, Finlândia.
Além da  Europa, conhece os Estados Unidos e Canadá.
O jornalista Haroldo Franco chamou-o de "cidadão do mundo", além de "um dos melhores mestres da nova civilização que o Brasil está implantando no Amapá".
O último poema escrito por Alcy Araújo em abril de 1989, foi dedicado a "Antônio Munhoz, cidadão do mundo".
Munhoz é fascinado por museus e visitou os mais importantes do mundo, como o Louvre em Paris, o Errnitage em São Petersburgo, o Prado em Madri, o Metropolitan de Nova Iorque, o do Vaticano e do Bardo na Tunísia.
Adora ler, que é sua atividade preferencial, como gosta de teatro, ópera e bailet.
Assistiu Margot Fanteyn dançar em Hong Kong, com Heinz Bels no Lec Teatre; Nureyev no Metropolitan Opera Hause em Nova Yorque; Baryshnikov e Fernando Bujones em Paris.
Por vinte anos seguidos foi professor de Literatura
(Brasileira e Portuguesa), no Colégio Amapaense; Lecionou História da Arte, na Escola Cândido Portinari; deu cursos de Literatura Portuguesa no antigo Núcleo de Educação.
Lecionou na Universidade Língua Latina.
Em setembro de 1983, apresentou uma retrospectiva do pintor Fulvio Guiuliano, como parte dos festejos comemorativos do 40° aniversário de criação do Território do Amapá, fazendo uma análise das obras do artista italiano, que, por muitos anos viveu em Macapá.
Antônio Munhoz é citado no livro "La Bellezza Salverá il Mondo", editado em Milão sobre a obra pictórica do missionário-artista;
Além de ter os cursos de Filosofia e de Direito é formado também em letras e com essa bagagem literária, lecionou mais de 40 anos no Amapá.
Religioso, fez questão de conhecer as igrejas do Santo Sepulcro, em Jerusalém; as quatro maiores basílicas de Roma: São João de Latrão, Santa Maria Maior, São Pedro e São Paulo Extra-Muros; Duomo de Milão; a Catedral de Chartres onde estão os mais belos vitrais do mundo; Notre Dame, de Paris, uma das expressões máximas do gótico na França; a Catedral de Santa Marial Del Fiore em Florença; Santiago de Compostela, com o "Pórtico de Glória", na Galiza, Espanha; a Capela Polatina de Palerrno, na Sicília, uma das maravilhas do mundo, dedicada a São Pedro, a Catedral de Monreale; a Catedral Cefalu e de Siracusa, construí da num templo grego no século V antes de Cristo e no Brasil a de S. Cosme e Damião em Igarassu.
Visitou também as Pirâmides e a Esfinge no Egito; a Grande Muralha na China; a Mesquita de Santa Sofia em Istambul (Turquia); o Taj Mahal em Agra (Índia); a Estátua da Liberdade e o Empire States Bulding, em Nova Yorque; o Santo Sepulcro em Jerusalém; o Túmulo de São Pedro em Roma; o Palácio de Sehonbrunn na Áustria; o Museu de História Natural com a mais antiga escultura de mulher, com cerca de 24 mil anos, chamada de Vênus de Willendorf,também em Viena; a Torre de Eiffel em Paris; o Muro das Lamentações em Jerusalém; a Cidade Proibida em Pequim; o Aqueduto de Segóvia, construído pelos romanos no final do século I, na Espanha; a Universidade de Salamanca, com a
belíssima fachada plateresca, que remonta ao ano de 1218; o Coliseu em Roma; a Fonti de Trevi; a prisão Mamertina, onde São Pedro foi aprisionado; o Pantheon, construído pelo imperador Adriano (118-135-DC); a Escada Santa, na igreja de São João de Latrão; as Termas de Caracalla, concluídas no ano de 217-DC; o Templo de Barobudur em Java (Indonésia), o Pavilhão Dourado (Kinkaku-JI) em Kioto, Japão; O Templo de Ggantija na ilha de Gozo (Malta) datado do ano 36 aC; as Pirâmides no Cairo, Egito; o Templo de Buda Inclinado e Bangkok, na Tailândia; as Ruínas da velha cidade de Canago na Tunísia; o Partenon na Acrópole, em Atenas na Grécia; a Praça Vermelha, em Moscou, na Rússia; o Teatro Epidauro na Grécia; o The Rambogh Palace, antigo palácio de um marajá, hoje hotel, onde o biografado se hospedou; a Cisterna Portuguesa em El Jadid (antiga Mazagão), no Marrocos; a Medina de Fez, do século IX, a mais antiga das quatro cidade imperiais, no Marrocos e o Templo de Siddhi Lakshmi, o mais alto do Nepal, em Bokhtapur.
Munhoz guardou seu diploma de advogado e carrega consigo os de Letras.
A sua atuação em Macapá se destaca no Cenário da Educação e da Cultura.
O reconhecimento por esse seu trabalho está registrado nos jornais e nas homenagens que tem recebido: Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Câmara Municipal de Macapâ em 1987; "Destaque 1988" conferido pelo Jornal do Dia; Colar do Mérito Judiciário, concedido durante o I Congresso Internacional de Magistrados da Amazônia.
Fez parte do Conselho de Cultura do Amapá desde a sua criação em 1985 até sua extinçâo em 1989.
Membro da Academia Amapaense de Letras, ocupante da cadeira n. 38 que tem corno patrono o Dr. Vicente Portugal Júnior.
Estes são os dados biográficos do professor Dr.Antônio Munhoz Lopes, um homem que ama a poesia, a música, as cores e o Amapá.
(Reprodução/blog da Alcinéa)
Professor Antônio Munhoz Lopes - 79 anos de vida

(Foto: Alcinéa Cavalcante)

Antônio Munhoz Lopes - eterno amigo de Lindanor Celina (falecida em 2003 em Paris) - e tantos outros intelectuais como Paes Loureiro e Ápio Campos de Belém do Pará; morador vitalício do quarto 21 do Hotel Santo Antônio; marca nesta quinta-feira, em 2011, 79 anos de idade e de muita vitalidade, curtindo sua merecida aposentadoria, sempre em meio à cultura e grandes eventos sociais de Macapá.
Parabéns, professor Munhoz!
Fonte: Personagens Ilustres do Amapá, obra de Coaracy Barbosa, Vol. II

8 comentários:

  1. Parabéns ao meu grande mestre, companheiro de cátedra e meu padrinho de matrimônio. Saúde e mais vida.

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  2. Oi, João.
    Acredito que quase todos, de nossa geração, foram alunos do professor Munhoz.
    Minha homenagem ao professor Munhoz é a lembrança de uma aula, especial, não de Literatura, mas de História. A coisa aconteceu assim: 2º ano do colegial (1973) no Colégio Amapaense, turma de CH, a professora de História era a Annie Viana. O assunto era “Renascimento”. E a professora Annie, simplesmente convidou o professor Munhoz para falar sobre o assunto. Para ilustrar a aula, o professor Munhoz levou uns slides da Itália (uma de suas viagens).
    Detalhe importante: a apresentação dos slides foi na base dos antigos projetores, com slides fixos, coisa do início dos anos 70 (não havia as modernidades de hoje).
    Um abraço.

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  3. Olá Lindoval e Aloísio...
    Também fui aluno do Profº Munhoz, no Colégio Amapaense.
    Lembro bem do livro de José Cretéla Junior que ele adotava e das verdadeiras aulas de História que ele nos transmitia, contando sempre um pouco de suas viagens pelo mundo.
    Todos viajavamos com ele.
    Ele foi meu padrinho de casamento, também.
    Por sinal, a foto em preto e branco que ilustra este post, foi tirada no dia do meu matrimônio, em 1973, na igreja de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do Trem, em Macapá.
    grande abraço

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  4. Para fazer inveja ao Joao lazaro :o professor Munhoz está agora ao meu lado na sala da minha casa. Um beijo da Consola.

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  5. Olá Lázaro: Embora eu nunca tenha sido aluno do Professor Munhoz, sou seu amigo, e muitas vezes converso com ele, na lanchonete Mister-X, onde sempre recordamos a Macapá de outrora, quando ele começou sua vida profissional, inclusive como Diretor do Colégio Amapaense, quando era o Colégio Padrão do Amapá,realmente ele é uma pessoa excepcional, um grande abraço.

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  6. Jennyfer Maciel Gomes Nanci11 de dezembro de 2011 18:01

    Olá Lázaro: Quando cheguei aqui, fui estudar numa escola de periferia. Certa vez, na Lanchonete Mister-X, meu pai conheceu o Professor Munhoz e descobrindo que ele foi diretor do C.A. e professor por 20 anos, na época do Colégio Padrão, pediu que tentasse arranjar um lugar para mim. Imediatamente arranjou uma vaga para mim. Ficamos amigos e, agora, ele vai ser meu compadre, pois será o padrinho do meu primeiro filho, que nascerá agora em Dezembro. Ele é amigo de toda minha família.
    De: Jennyfer Maciel Gomes Nanci

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  7. Kátia Fernandes de Lima11 de dezembro de 2011 18:14

    Lázaro: Lendo a biografia, ou dados principais da vida do Professor Munhoz, que foi seu professor e padrinho de casamento, quero dizer-lhe que ele é nosso amigo e constantimente estamos com ele, sempre falando do Amapá, onde vive há 52 anos. Em fevereiro, ele fará 80 anos, todavia continua mais serelepe do que nunca, amando a vida. Com ele estavamos agora. Ele parece um jovem, pois continua descobrindo as belezas da vida.

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  8. JOhn Lennon Dominguez Nunez25 de dezembro de 2011 16:53

    John Lennon Dominguez Nunez

    Lázaro: Para fazer mais inveja para vocês devo dizer-lhes que o professor Antônio Munhoz Lopes é o meu tio e um dos melhores amigos do meu pai. Pois eles sempre está aqui em casa conosco. E sempre está a contar sobre suas aventuras e viagens e de sua vida que por sinal é um exemplo de vida, que todos nós devemos consagrar. Um grande abraço.

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