sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Homenagem Especial...

Aos 253 ANOS DESSA ETERNA JOVEM “Macapá...”
(Reprodução)
Vista aérea da Fortaleza de São José, em Macapá

"Sempre que te desnudas para as águas do Amazonas te banhar,
Que só se cobre quando o cetim transparente da noite vem te agasalhar,
És a única capital neste país imenso de ocorrências e lugares tantos,
A ser banhada pelo lindo, majestoso e caudaloso rio mar!

Divina por que pura, em eterna adolescência sem se macular,
Mesmo virgem aos nossos olhos, andas filhos muitos a gerar,
Mas nem parece, és sempre a paixão desde a infância a demonstrar,
Nossa adoração por ti, mesmo a timidez nos evite às vezes declarar!


Duzentos e cinquenta e dois anos que pode até parecer muito,
Mais de duas centenas e meia de loiros, com vida perene e eterna
E basta aí chegar e olhar para notar o óbvio com qualquer intuito,
Pra redescobrir-te como eras e és virgem, bonita e hoje moderna.


Estão por fim a ter dar banho de loja, e de muito bom com gosto,
Já vislumbramos até quanto mais linda e cobiçada vais ficar,
Não precisas de maquiagem, basta um retoque sutil em teu lindo rosto,
Para deslumbrares quem aí vive ou for para rever-te ou visitar!


Quero te amar enquanto vida e lucidez Deus me conceder,
Mesmo o destino me pondo distante em outro estado residindo,
Louvar e bendizer teu nome minha querida, enquanto viver,
Mesmo sofrendo tua falta, com saudade, mas por ti morrer sorrindo!!!


Lembro o maltrato de alguns passantes de mando que por ai passaram
E não tenham lhe dado o cuidado e o respeito que lhe deveriam dar,
Tu resististe, intocável e brava, altaneira e hoje remoçada estás,
Diva do norte, cidade do forte, amante de quem te conhece, meu amor ‘Macapá

Poesia inédita de Amiraldo Pereira Bezerra, a ser editada em sua próxima obra.

Homenagem especial  do autor aos 253 de Macapá-AP.
Paraense, chegado a Macapá em julho de 1945 e nascido a 30.10.1944, aposentado, escritor com um livro publicado, mais de quinze mil exemplares vendidos, dois no prelo para lançamento este ano. POETA, CONTISTA, amante apaixonado de Macapá - nome do livro "A MARGEM ESQUERDA DO AMAZONAS-MACAPÁ"  Fã dos artista e escritores Amapaenses e da cultura de Macápá. (Facebook)
INCENTIVO À LEITURA: Li, gostei e recomendo a todos, adquirirem a fantástica obra de Amiraldo Bezerra, "A Margem Esquerda do Amazonas, Macapá", lançada pela Premius Editora.

Você pode adquirir através do e-mail amir.aldopb@hotmail ; pelos telefones 085-32394141 ou 085-96115661, ou enviando carta para: Rua Bill Cartaxo 521- Água Fria Fortaleza-Ce.
Preço de promoção: R$ 25,00. (João Lázaro)

Fotos: Reproduções

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Professoras Pioneiras da Educação Física

(Foto: Reprodução/Arquivo/família Hermógenes)
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(Foto: contribuição Família Hermógenes)
Professoras pioneiras da Educação Física no centro do gramado do Estádio Glycério de Souza Marques.
Da esq. p.dir: Rosemary Cavalcante (filha do Sr. Adalto - ex gerente das Casas Pernambucanas); Wanda Lima Costa (esposa do Delegado Hermógenes); Áurea Correia (irmã do Dr. Edson Correia) e Zulma Carneiro (esposa do profº Savino).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Demonstrações de Educação Física na Praça da Matriz

(Reprodução)
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(Foto: Acervo do Museu Histórico do Amapá)
Ano 1946 - Alunos do Grupo Escolar de Macapá tendo aulas de Educação Física, na antiga Praça da Matriz, atual Veiga Cabral.
(Reprodução)
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(Foto: Acervo do Museu Histórico do Amapá)

(Foto: Reprodução/Acervo Família Hermógenes)
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(Foto: contribuição da Família Hermógenes)
Mais um  grupamento de alunos de Educação Física do Grupo Escolar de Macapá, na antiga Praça da Matriz, em outro momento, no início do Território Federal do Amapá.
Quando o  governador Janary Nunes chegou à Macapá, só funcionavam - precariamente - o Grupo Escolar de Macapá, (que foi o embrião do Grupo Escolar Barão do Rio Branco) e a Escola Auxiliar Municipal, isso, até os ídos de 1943. (Fonte: A margem esquerda do Amazonas/Amiraldo Bezerra. Fortaleza: Premius,2008)
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Demonstrações de Educação Física

(Foto: Reprodução//Arquivo acervo família Hermógenes)
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(Contribuição da família Hermógenes)
Foto 1 - Alunos do 1º grau das escolas da rede pública de Macapá, se apresentam em evento oficial na Praça Barão do Rio Branco, com demonstrações de Educação Física.
(Foto: Reprodução//Arquivo acervo família Hermógenes)
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(Contribuição da família Hermógenes)
Foto 2 - Anos 70 - Nesta outra foto,  um dos momentos mais aplaudidos em uma  tarde de demonstrações no Estádio Glicério Marques, quando um grupamento de alunos, em ginástica de evolução, formalizou no centro do gramado, a Fortaleza de São José de Macapá, símbolo maior da conquista da Amazônia pelos portuguêses colonizadores.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Pioneiros: Professores de Educação Física

(Foto: Reprodução de jornal/Arquivo família Hermógenes)
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(Imagem de arquivo extraída de um recorte de jornal da época - contribuição Família Hermógenes)
ANOS 70 - Na foto, no interior do Estádio Glicério de Souza Marques, em Macapá, os antigos professores de Educação Física – Irineu da Gama Paes; José Fiqueiredo de Souza; Wanda Lima Costa – e o professor Alfredo Ramalho, na época Secretário de Educação e Cultura do ex-Território Federal do Amapá.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mitos e Lendas do Amapá: A Lenda do Tarumã

"E o tronco navega contra a correnteza, levando incertezas, levando incertezas" (cantiga popular calçoenense).
(Reprodução)
Dizem que, há muitos anos, às margens do Rio Calçoene, havia uma pequena aldeia indígena. Era ali que vivia Ubiraci, curumim conhecedor da fauna e da flora. Desde que nasceu, Ubiraci foi abençoado por Tupã com o dom de falar com todos os animais, fossem eles da água, da terra ou do ar, e com todas as árvores, desde as menores até as que cortavam as nuvens e iam fazer sombra no reino de Tupã. Ubiraci conversava com os bichos e com as árvores, contava-lhes histórias e sabia de tudo o que acontecia no mundo. E foi assim que cresceu em plena harmonia com os elementos, filho da água, da terra e do ar que era.
Um dia, Ubiraci caminhava pela floresta quando descobriu a mais linda indiazinha que seus olhos já tinham visto. Seus cabelos pareciam com as quedas-d’água que despontavam das pedras, onde, por tantas vezes, sentou-se por horas a escutar os pássaros. Seus olhos assemelhavam-se ao anil do céu. Seu rosto jovem lembrava brotos nascendo da terra, ainda indomados. Suas mãos, mágicas, se tocavam o solo, desabrochavam sementes. Se voltadas para o ar, controlavam as chuvas, os ventos e as tempestades. Se apontadas para os rios, domavam as marés, as pororocas e as maresias. Ubiraci, sem saber, havia se apaixonado pela Natureza.
Apaixonado, o índio passou a procurar sua amada por toda parte. Com ajuda dos pássaros, subiu na nuvem mais alta na esperança de vê-la entre os abençoados de Tupã. Vasculhou cada recanto da floresta e acompanhou os peixes na imensidão dos rios, mas nunca voltou a rever sua alma gêmea. Acompanhou a pororoca por entre troncos e barrancos, mas não voltou a vê-la. No entanto, podia senti-la no canto dos pássaros, nas brisas da manhã, na calidez da noite e no sussurro sereno das maresias.
Era tanta a paixão que sentia que Ubiraci se esqueceu de conversar com as árvores, com os animais e com os filhos das águas. O dom que recebeu de Tupã foi perdido para sempre. Ubiraci só se importava em procurar pela amada, que julgava estar perdida em algum lugar do mundo. Ele não entendia que a Natureza estava em todo lugar.
Uma noite, quando o mundo dormia, quando os cantos dos pássaros haviam cessado e não se ouvia murmúrio algum no seio da floresta, Ubiraci avistou a Lua, refletida na água. Imaginou que era naquele mundo que sua amada vivia. Foi tanta a sua felicidade que esqueceu-se de ter perdido seu dom. Mergulhou no rio, mas quanto mais lutava contra a correnteza, mais parecia que a Lua se afastava dele. Foi tanto o esforço que fez que as forças o abandonaram, e Ubiraci sucumbiu à morte. Tupã, compadecido com tanto amor, pediu à Natureza que transformasse Ubiraci em uma árvore, no meio do rio, para que fosse lembrado para sempre. À noite, no entanto, quando a maré subia, a árvore estranhamente desprendia suas raízes do solo e navegava contra a correnteza. Imaginando tratar-se de magia, seus irmãos índios cortaram a árvore, deixando apenas o tronco, mas, mesmo assim, o mistério continuou, e eles, amedrontados, deixaram o local, com medo do tarumã, que, na etimologia indígena, significa o tronco que se move.
Os anos se passaram, Calçoene transformou-se em cidade, mas muitas pessoas juram que, ainda nos dias de hoje, o tronco se move, contra a correnteza, subindo o rio.
Dizem que, quando algum morador depara-se com um amor impossível, faz promessa ao tarumã, deixando sobre ele algum presente ou alguma oferenda. Se o tronco navegar rio acima e retornar vazio, o pedido será realizado. (Autor: Joseli Dias – da obra Mitos e Lendas do Amapá)
Ouça:
Amadeu Cavalcante - Tarumã 
Clique no play
Baixe esta música, para tocar em seu PC
Assista ao vídeo do show:

sábado, 29 de janeiro de 2011

Seu "Ferro" um Grande Pioneiro de Macapá

O bairro do Trem está de luto.
(Foto: Reprodução)
Faleceu na quinta-feira(27), em Macapá, aos 83 anos de idade,  o Pioneiro José Veríssimo(foto) popularmente conhecido na cidade como Seu “Ferro”.
Desde que chegou ao Amapá, “Ferro” sempre desenvolveu suas atividades profissionais como motorista.
Trabalhou na ICOMI, também na AMCEL - onde aposentou-se - e depois na Prefeitura de Macapá.
No esporte, “Ferro” foi um excelente goleiro de futebol.
Um cidadão alegre e sempre bem-humorado.
Nos últimos meses, mesmo adoentado, Seu "Ferro" continuava no comando do seu boteco, onde todo final de tarde reunia-se com a turma da melhor idade (Confraria do Jambeiro) para as habituais partidas de dominó, boa música e muitas piadas. (Fonte)
Seu “Ferro” um grande Pioneiro de Macapá.
(Se você conheceu seu Ferro, deixe seu comentário abaixo)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pioneiras da Educação: Professoras no IETA

(Reprodução/Arquivo Diniz Filho)
Clique na imagem para ampliar a foto
Ano 1968 - Professoras no Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) [hoje Universidade Estadual do Amapá].
Da esquerda para a direita: Professora  Nazaré [casou-se com o Pe Salvador e teve uma filha, ambas moram em Belém (PA);  professora Idália Lobato; Dinete Botelho (professora de artes manuais) e professora  Maria das Dores Gomes Correia.
(Última atualização em 15 de setembro de 2013)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Os 64 anos do Colégio Amapaense

(Reprodução)
O Colégio Amapaense, tradicional estabelecimento de ensino de Macapá, completou na terça-feira(25), 46 anos de criação.
Ele continua imponente e majestoso em sua missão de formar e educar cidadãos de muitas gerações.
Seu primeiro nome: Ginásio Amapaense.
Em 1952, passou a chamar-se Colégio Amapaense.
Desde 13 de junho de 1952 está funcionando, diuturnamente, na Av. Iracema Carvão Nunes nº 419, esquina com a Rua General Rondon, de frente para a Praça da Bandeira, no Centro da cidade.

O governador os casou... e foram felizes para sempre!

Um dia Feliz na vida de Diniz e Dinete Botelho!
(Foto: Reprodução/arquivo da família)
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(Texto e foto reproduzidos do blog do amigo Diniz Botelho Filho)
Meu amigo Diniz Botelho Filho - também blogueiro e macapaense da gema - publicou um post no dia 20 de dezembro de 2010, contando um pouco da história do casamento de seus pais que, por ser um registro histórico, eu tomo a liberdade de transcrevê-lo na íntegra aqui:
Em 20 de dezembro de 1947 (sábado), uniam-se Diniz e Dinete Botelho. Naquele tempo o Cap. Janary Gentil Nunes, então governador do T. F. do Amapá, era um ´santo casamenteiro´ e realizava, aos sábados, diversos casamentos. [papai] Diniz era professor e [mamãe] Dinete era enfermeira (Enfermeira Samaritana, formada pela Cruz Vermelha). O Cap. Janary destinou a segunda casa na Rua Mendonça Furtado, do lado direito para quem vai no sentido da Igreja São José (ao lado da extinta Radional, depois Casa do Índio), mas exigiu que Dinete saisse da saúde (Dr. Simões, Secretário) e fosse para a Educação (?, Secretário) como professora. Às vésperas do casamento receberam diversas pessoas presenteando de quase tudo para um novo lar. Recebeu da "Mãe" Sara Zagury, do Maj. Vasconcelos, de D. Alice (segunda mulher do Cap. Janary), Dr. Celio Cal, era Chefe de Polícia e seria o vizinho em frente, Sr. Silvio, Maria das Neves, entre outros. Foi assim, e muito mais histórias para contar. (Diniz Botelho Filho)

...e foram felizes para sempre!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Há 66 anos...Janary Nunes assumia o Governo do Amapá

(Foto: Reprodução/MHA)
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(Foto extraída do acervo do Museu Histórico do Amapá)
Ano 1944 - Governador Janary Nunes e seus principais auxiliares.
A região hoje ocupada pelo Estado do Amapá, foi desmembrada do Estado do Pará, pelo Decreto-lei n° 5.812, de 13 de setembro de 1943, constituindo o Território Federal do Amapá.
Em 27 de dezembro de 1943 Janary Nunes era nomeado, pelo presidente Getúlio Vargas, governador do Território Federal do Amapá, aos 31 anos.
Em 25 de janeiro de 1944, após receber das mãos do governador do Pará todos os bens patrimoniais existentes na região, Janary Nunes toma posse como o primeiro governador da história do Território do Amapá.
Em seu governo construiu escolas e postos de saúde nos municípios, mandou edificar casas para diretores e funcionários, construiu grupos escolares, entre eles o Barão do Rio Branco (situado na praça do mesmo nome); a Escola Industrial de Macapá, (ex-Ginásio de Macapá - hoje Escola Integrada de Macapá); Escola Doméstica de Macapá - ex-Ginásio Feminino de Macapá - hoje Escola Estadual Irmã Santina Riolli); a Escola Normal de Macapá - ex-Instituto de Educação do Amapá (IETA); o Hospital Geral de Macapá (a primeira unidade de saúde da capital).
Também durante seu governo foram implantadas a agricultura e a pecuária, criando-se pólos de produção como a Colônia Agrícola do Matapi e o posto agropecuário da Fazendinha.
Deu início ao ordenamento urbanístico de Macapá, construindo conjuntos residenciais.
Em seu governo que foi conseguida a aprovação do projeto de construção da Usina Hidrelétrica Coaracy Nunes e a exploração do manganês pela Icomi.
Outra ação meritória foi a retomada das obras de construção da BR-156 entre Macapá e Oiapoque.
Iniciou-se a implantação da Companhia de Eletricidade do Amapá e da Companhia de Água e Esgotos.
Em 23 de abril de 1945, por sua ação direta, foi criado o município de Oiapoque.
Em 1947 consegue eleger seu irmão Coaracy Nunes deputado federal, pelo PSB.
No período de setembro a outubro de 1954, foi substituído por Theodoro Arthou, voltando em 1955, e permanecendo até 1956.
Janary Nunes faleceu no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 1984.
(Informações históricas: Edgar Rodrigues)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As raridades da Praça da Matriz

(Reprodução/Arquivo família Hermógenes)
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(Foto: contribuição da família Hermógenes)
Esta foto rara é do final da década de 40 após e instalação do Território Federal do Amapá.
A criação do TFA foi em 1943 (Decreto-lei n° 5.812, de 13/09/1943) mas, a instalação só aconteceu em 25 de janeiro de 1945.
É um registro fotográfico da antiga praça da Matriz, antes mesmo de ser aberta a Av. Presidente Vargas (era apenas um caminho estreito - na imagem aparecem dois veículos da época).
Observe à esquerda da foto o local onde depois foi erguido, aos fundos do terreno, o prédio das lojas A Pernambucana.
Foto: Daniel Andrade-Gaia
A casa que está à direita serviu de residência para a família Araújo (do Aldony Fonseça Araújo - foto pequena).
O mesmo local serviu de residência da família do  Sr. Filomeno, (açougueiro do Mercado Central).
Bem ao lado desta casa, foi erguido um poste, em fevereiro de 1945, onde foram instaladas duas possantes cornetas compridas, que irradiavam a programação do Serviço de Alto-Falantes de Macapá, antigo embrião da Rádio Difusora de Macapá.
( Se você tiver alguma lembrança dessa época, por favor, deixe seu comentário  )

domingo, 23 de janeiro de 2011

Morre aos 90 anos, o Pioneiro José Araguarino de Mont’Alverne

0(Foto Reprodução de livro)
Faleceu na tarde do domingo (23), em Macapá, aos 90 anos de idade, o pioneiro escritor e decano da Maçonaria do Amapá, José Araguarino de Mont’Alverne.
Seu corpo foi velado na Loja Maçônica Acácia do Norte, na Avenida Raimundo Alvares da Costa, entre as ruas General Rondon e Tiradentes e sepultado ao final da tarde da segunda-feira(24) no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, na rua Eliezer Levy, atrás da nova Catedral, no centro de Macapá.
José Araguarino nasceu dia 2 de novembro de 1920, no município de Macapá, às margens do rio Araguari.
Foram seus pais Deoclides Pereira de Mont'Alverne e Maria Luiza Jucá de Mont'Alverne.
Fez estudos em Belém nos anos 40, participou do antigo Tiro de Guerra, foi militar do Exército e ingressou no funcionalismo do Território Federal do Amapá em 1949 na Divisão de Segurança e Guarda, logo ocupando o cargo de delegado em Ferreira Gomes e noutras localidades.
Foi um dos fundadores do PTB e do jornal de oposição Folha do Povo, ao lado de Amaury Farias e outros pioneiros.
Em 1964 chegou a ser preso na Fortaleza, por ordem do governador, general Terêncio Porto, mas logo foi posto em liberdade por Luiz Mendes da Silva, que o nomeou comandante da Guarda Territorial, onde já exercia as funções de inspetor.
José Araguarino exerceu outros cargos, como chefe de gabinete da SEJUSP no governo de Nova da Costa.
Na maçonaria, Loja Duque de Caxias, ele ingressou no ano de 1957. Posteriormente participou da fundação da Loja Acácia do Norte, sendo eleito o primeiro venerável.
Sua participação no movimento maçônico do Amapá é de suma importância, pois introduziu o rito York no Amapá.
(Foto: Reprodução)
Casado com a Sra. Maria Helena Franco Mont'Alverne, que lhe deu os filhos Deoclides, Maria das Graças, Deoci e Deomir.
Aposentou-se em 1985 e ingressou na Associação Amapaense de Escritores-APES em 8 de março de 1990.
José Araguarino de Mont’Alverne foi um dos pioneiros que muito contribuiu para a consolidação do Estado do Amapá.
Fonte: Texto de Paulo Tarso Barros, extraído do blog da APES – com informações do livro "Personagens ilustres do Amapá", de Coaracy Barbosa.
Leia também:
Link relacionado: José Mont'Alverne (1920-2011) - Amapaense fanático pelo Remo

(Última atualização em 30/01/2011)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Autoridades da fase do Território Federal do Amapá

(Reprodução)
Clique na imagem para ampliá-la
Ano 1956 - Autoridades territoriais participam de uma solenidade pública.

Devido a qualidade da foto estar muito comprometida, tem-se um pouco de dificuldade para identificar os presentes.
Vou tentar alguns e vocês, por favor, me ajudem com os que forem possível identificar.
Também não temos informações sobre o local onde ela foi tirada.
Mas, pela presença de poucas pessoas que consegui identificar, está me parecendo ser alguma inauguração ligada à CEA, pois esse que discursa e está de terno escuro, é o Dr. Amiraldo Héleres (c/H?) Nunes; no primeiro plano da foto tem uma pessoa de costas, cabelo preto e camisa branca, que está me parecendo o Dr. Dário Gomes, que também passou pela Diretoria do órgão; o sr. de bigodinho, todo de branco e cinto preto na direção do Dr. Amiraldo é o Profº Teodolino das Mercês Flexa de Miranda; e à direita da foto tem um sr. de bigode preto e óculos escuros (por trás de um cidadão todo de branco) que está me parecendo o Dr. Clóvis Pena Teixeira.
À medida que tivermos certeza e confirmação dos nomes, montarei a legenda definitiva.
Agora deixo com os comentários de vocês.
(Post repaginado em 22/012/2001)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Os 73 anos de nascimento do Pioneiro Hélio Pennafort

(Foto: Reprodução/Arquivo)
Para ampliar clique na foto
Data: 21 de janeiro de 1938

Há 73 anos...
... Nascia no município de Oiapoque, Hélio Guarany Pennafort.
Filho do radiotelegrafista Rocque de Souza Pennafort e de dona Cezerlina Guarany Pennafort (dona de casa).
Hélio fez o curso primário no Grupo Escolar Joaquim Caetano da Silva (a segunda série numa escola que funcionava no Arnapá Clube), depois estudou até a segunda série do Ginásio Amapaense (funcionava ainda no Barão do Rio Branco).
Começou a trabalhar em 1956, como radiotelegrafista em Oiapoque e Vila Velha do Cassiporé;
de 1959 a 1961 fez estágio no Gabinete do Governador Pauxy Nunes;
em 1962 retornou ao Oiapoque onde acumulava as funções de radiotelegrafista e Secretário da Prefeitura;
em junho de 1964, foi transferido para Macapá indo trabalhar no Departamento de Jornalismo da Rádio Difusora;
em outubro do mesmo ano foi nomeado Prefeito de Calçoene;
a partir de 1974,  passou a trabalhar no Gabinete do Governador do Território no qual desempenhou as funções de Assessor de Imprensa, Assessor de Relações Públicas, Chefe de Expediente da Secretaria de Governo, Sub-chefe do Gabinete e Chefe do Gabinete do Governador.
Participou da equipe do primeiro governo do Estado do Amapá como Diretor do Departamento de Comunicação Social.
Paralelamente ao seu trabalho como funcionário público, desenvolveu intensa atividade jornalística e literária, tendo dirigido os departamentos de jornalismo da Rádio Educadora São José e formado a equipe pioneira da TV-Amapá, como repórter e depois como diretor de telejornalismo.
Escreveu e apresentou documentários focalizando diversos pontos do Estado, como o rio Oiapoque, a antiga vila do Beiradão, a Base Aérea do Amapá.
Publicou os livros "Microreportagem", "Entrevista ao
Leitor", "Um Pedaço Fotopoético do Amapá", "Estórias do
Amapá" e "Amapaisagens".
Foi membro da Associação Amapaense de Escritores - APES.
Como esportista, jogou voleibol e formou na Seleção do Oiapoque que disputou e venceu o torneio de voleibol alusivo ao aniversário do Território, em 1963, em Macapá.
Entre os títulos e homenagens que recebeu, destacam-se o diploma de Honra ao Mérito e o título de Cidadão de Macapá, concedidos pela Edilidade.
Foi membro do Conselho Estadual de Cultura e é  imortal  da Academia Amapaense de Letras.
Casou-se em segunda núpcia com Irenilde Gibson Barbosa com quem teve quatro filhas: Hélida Cordeiro Pennafort, Helenilde Gibson Barbosa Pennafort e Hirene Gibson Barbosa Pennafort além de Juliana Cordeiro Pennafort ( do 1ºcasamento).
Depois de aposentado do serviço público, Hélio continuou militando na imprensa amapaense.
Faleceu em São Paulo, no dia 19 de fevereiro de 2001.
(Biografia transcrita do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, do Jornalista Coaracy Barbosa)

Eulálio Soáres Neri: Um Pioneiro que escapou da Tragédia do Macacoari

O fato ocorreu há - exatos - 53 anos...
(Foto: Reprodução de livro)
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( Foto extraída do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol III - do Jornalista Coaracy Barbosa - em PDF, via APES)
Quem passou pelo Colégio Amapense nos anos 60, deve se lembrar muito bem desse simpático senhor que, na época, trabalhava como Inspetor de alunos no “colossso cinzento”.
Seu nome Eulálio Soáres Neri; natural de Macapá, onde nasceu em 12 de fevereiro de 1928.
Filho de um casal de trabalhadores que desenvolviam atividades rurais na região do rio Macacoari.
Estudou o primeiro grau; trabalhou na Prefeitura de Macapá, no SESP e na Divisão de Educação.
Casou-se em 1957 com Odemira Alberto Neri, de cuja união nasceram os filhos: Augusto Cesar, Pedro Paulo, Benedito Alísio, Sara Heloísa e Maria de Fátima.
Participou da vida social do Esporte Clube Macapá e do Atlético Latitude Zero.
Ingressou na maçonaria no dia 13 de julho de 1952.
Está aposentado desde 1983.
A sorte lhe fez escapar da grande Tragédia do Macacoari e ele hoje ainda se lembra como tudo aconteceu.
Eulálio Soáres Neri foi para Macacoari, como passageiro, no avião “Paulistinha”, modelo CAP-9, que deixou o campo de pouso da Cruzeiro do Sul, em Macapá, na tarde do dia 20 de janeiro de 1958, com destino àquela localidade.
A bordo dessa mesma aeronave iam também, o piloto Hamilton Silva, o Dr. Coaracy Nunes e o Dr. Hildemar Maia.
Fora umas passageiras turbulências a viagem transcorreu sem problemas.
À noite, após a ladainha, houve festa dançante na comunidade, homenageando os ilustres visitantes.
Na manhã do dia seguinte - 21 de janeiro de 1958 - deu-se a tragédia.
Três vidas preciosas foram tragadas pelas chamas.
(Foto: Reprodução/Correio do Amapá)
Para ampliar, clique na imagem
( Foto extraída do Jornal Correio do Amapá - 24/10/2010 )
O senhor Eulálio Soáres Neri, hoje aos 83 anos, conta que escapou graças à animação dos parentes, que tinham ‘varado’ a madrugada em comemoração às festas religiosas e pelos ilustres visitantes. Os pedidos eram tantos e a festa “tava” boa e resolvi ficar. Menos de 10 minutos depois ouvimos aquele estrondo e vimos um fumaceiro no meio da mata. Era o fim de um dia festivo e alegre”, emociona-se ‘Seu’ Eulálio.
 Fonte: Correio do Amapá (baixar em PDF)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Educação Profissional

(Reprodução)
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Década 60 - Professor Rúbens Alencar na sala de tipografia da Escola Industrial de Macapá (depois Ginásio de Macapá).
Em primeiro plano (à direita) o aluno Roberval Lavor Benigno (piloto de aeronaves - aposentado -  do ex-Território Federal do Amapá); ao fundo outros aprendizes da arte de composição gráfica.
(Repaginado em janeiro de 2011)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Um encontro de amigos

(Reprodução)
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Década de 60 - Da esquerda para a direita, um cidadão (não identificado ) amigo dos casais; radialista Agostinho Nogueira de Souza ( Rádio Difusora de Macapá) e sua esposa Sra Ivone, ao lado da Sra. Edna e esposo Dr. Douglas Lobato Lopes, em uma reunião social.
(Repaginado em janeiro de 2011)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mais Pioneiros na Foto

(Reprodução)
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Ano 1965 - Nesta foto vemos o Dr. Douglas Lobato Lopes falando à imprensa (esq); atrás dele um antigo guarda territorial, fazendo a segurança do evento; na porta a fita para ser discerrada; dentro da sala o controlista da Rádio Difusora de Macapá, Carlos Lins Côrtes(o Baião Caçula) prepara os cabos para a retransmissão da solenidade, enquanto o Cabo Alfredo Oliveira aguarda pacientemente, segurando uma criança.
(Repaginado em Janeiro/2011)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Solenidade Pública

(Reprodução)
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Década de 60 - Solenidade de inauguração de um Posto Médico da Rede de Saúde Pública.
Na foto (da esq. p/dir) General Luiz Mendes da Silva (ex-Governador do Amapá de 1964/1967) ), ao fundo (camisa escura) ex-Deputado e Professor Antonio Cordeiro Pontes, Sra. Delfina e seu esposo Dr. Antonio Tancredi (um dos prioneiros da Saúde no Amapá); Dr. Douglas Lobato Lopes (ao microfone), (ex-Secretário de Obras do ex-Território Federal do Amapá. Dr. Douglas Lobato também foi Prefeito Municipal de Macapá de 1965/1967), além de outros presentes não identificados.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rampa do Farol

(Reprodução/Arquivo Histórico do Amapá)
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Anos 40 - Rampa de subida para o antigo Farol da Fortaleza de São José de Macapá.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Construção do Prédio da Prelazia de Macapá

(Foto: Reprodução/Arquivo Diocese de Macapá)
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Foto 1 - Década de 50 - Operários trabalham na construção da lage do 2º pavimento.
Vê-se ao fundo o campinho da Praça da Matriz, com arquibancada e tudo.
Observa-se também, que nessa época, ainda não estava construída a barraca da Santa.
(Foto: Reprodução/Arquivo Diocese de Macapá)
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Foto 2 - Década de 50 - Dom Aristides Piróvano, 1º Bispo Prelado de Macapá fiscaliza a obra e observa o trabalho dos operários que constroem o prédio da Prelazia de Macapá.
Ao fundo a Praça da Matriz.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

São José: Muita garra e amor à camisa!

(Reprodução/blog Camisa 10)
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(Foto extraída do blog Camisa 10, do amigo Humberto Moreira)
Decada de 70 - Uma das formações da Sociedade Esportiva e Recreativa São José, no Estádio Glicério Marques.
Em pé: Wanderley, Alceu, Antoninho Costa, Piraca, Penafort e Orlando Cardoso. 
Agachados: Zé Buchinha, Deomir, Orlando Torres, Moacir Banhos e Timbó.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Por dentro da fábrica do Flip Guaraná

(Foto: Reprodução/Arquivo da família Zagury)
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Anos 60 - Funcionários no interior da fábrica de refrigerantes de guaraná,  trabalham na linha de produção dos produtos FLIP, em Macapá.
Em primeiro plano Mário (de boné) e atrás Diógenes enchendo as garrafas.
Mário(falecido),  foi o primeiro mecanico "olivetti" profisionalizado por Irmãos Zagury. (Foto: Reprodução/Arquivo da família Zagury)

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Anos 60 - Funcionários executam suas tarefas na linha de produção da fábrica de refrigerantes dos produtos FLIP, em Macapá.
Na imagem, junto à parede, vemos as garrafas de gás que alimentavam as máquinas.
Fotos: Contribuição (via e-mail) do amigo Leão Zagury.

Links relacionados:
Isaac: Um Irmão Zagury

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Teresa Tavares - Patrimônio da Casa Leão do Norte

(Foto: Reprodução/Arquivo Leão Zagury)
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(Foto: contribuição do amigo Leão Zagury)
Teresa Tavares - foi, por muitos anos, funcionária de confiança da Casa Leão do Norte.
Sabia de tudo na loja.
Conhecia, como ninguém, cada peça de carro existente nas prateleiras.
Era a atendende mais requisitada pelos clientes (naquela época chamados de fregueses).

sábado, 8 de janeiro de 2011

Afif Elias Harb: Pioneiro do Comércio de Macapá

(Reprodução de livro)
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O Sr. Afif Elias Harb era natural de Cheka, no Líbano.
Chegou em Macapá em 1955.
Começou a trabalhar como camelô e logo montou uma baiuca.
Comprou a primeira casa em 1961 e a primeira loja em 1962.
Casado com D. Amanda em 1940, nasceram os filhos: Julieta e Romeu.
Julieta Mattar - viúva do empresário Edgard Nader Mattar, falecido em 2003 - continua residindo em Belém do Pará, para onde transferiu-se desde quando casou.
Romeu Harb é próspero empresário e continua com atividades comerciais em Macapá, à frente da Importadora JK.
Seu Afif era uma figura conhecida na rua do comércio e bastante trabalhador.
Desde cedo era visto à porta de sua loja, cumprimentando quem passava e isso aconteceu durante toda sua vida, desde o ano de 1956 até o dia 13 de junho de 1985, quando veio a falecer.
Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol III - de Coaracy Barbosa.
Link relacionado: Antigas instalações da Loja Brasília

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Alcy Araújo: 87 anos de nascimento do grande Poeta e homem das Letras

(Foto: Reprodução/Arquivo da família)
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"Alcy Araújo Cavalcante, paraense da Vila de Peixe-Boi, município de Igarapé-Açu, nasceu no dia 7 de janeiro de 1924. Morou em Belém durante algum tempo com a sua família e depois viveu em algumas pequenas cidades do interior. Na capital paraense estudou na Escola de Aprendizes Artífices, tornando-se marceneiro, profissão que exerceu durante algum tempo. Mas sua vocação era mesmo para as letras e, a partir de 1941, trabalhou nos jornais Folha do Norte, O Liberal, Imparcial e o Estado do Pará. Chegou a Macapá em 1953 e logo ingressou no serviço público como redator do gabinete do governador Janary Nunes. Em 1956 foi chefe de gabinete do governador Amílcar Pereira. Foi diretor da Imprensa Oficial (1957), oficial de gabinete (1961), chefe de expediente da Secretaria Geral do Governo (1964), trabalhou como assessor administrativo na Câmara Municipal (1971), diretor da Rádio Difusora.
Alcy Araújo foi sobretudo um jornalista que trabalhou em muitos jornais, revistas e no rádio. Ao lado de Álvaro da Cunha - que chegou a Macapá em 1946 e outros funcionários do primeiro escalão, Alcy sempre esteve envolvido com as atividades culturais e intelectuais do Amapá, principalmente a literatura. Em 1957, com a fundação do Clube de Arte Rumo, logo surgiu a revista Rumo e, em 1960, a primeira antologia poética Modernos Poetas do Amapá, da qual foi um dos participantes. Alcy adotou vários pseudônimos para publicar artigos na imprensa visando driblar a vigilância dos governantes militares: Mário Santa Cruz, Nelson Maroin, Sérgio Burocrata, Alcimar Cavalero, Jean Paul e outros. Foi casado com a professora Delzuíte Maria Cavacante, sua primeira esposa, com quem teve os seguintes filhos: Alcione Maria Carvalho Cavalcante, Alcinéa Maria Cavalcante Costa, Alcy Araújo Cavalcante Filho e Alcilene Maria Carvalho Cavalcante Dias. Com a segunda esposa, Maridalva Rodrigues do Santos, casou-se em 1968 e o casal teve cinco filhas: Astrid Maria dos Santos Cavalcante, Aline Maria dos Santos Cavalcante, Aldine Maria dos Santos Cavalcante, Adriane Maria dos Santos Cavalcante e Alice Maria dos Santos Cavalcante. Obras publicadas: Autogeografia (1965), livro de crônicas e poemas e Poemas do Homem do Cais (1983). Participou, em 1988, da Coletânea Amapaense. Em 1997, Alcinéa Cavalcante, em parceria com a Associação Amapaense de Escritores - APES publicou mais uma obra poética: Jardim Clonal. Por iniciativa de Alcinéa (que cedeu as fotos desta matéria), seus poemas são constantemente publicados em antologias, como a Coletânea Contistas do Meio do Mundo (2010) Vale lembrar que em 1960 já se anunciava a publicação de “Poemas do Cais” que só seria publicado 23 anos depois. Deixou ainda várias obras inéditas em prosa e verso. Alcy faleceu no dia 22 de abril de 1989.
Nas palavras de Hélio Pennafort, “Alcy foi um competente boêmio, sagaz jornalista, um incomparável versejador e um carnavalesco de escola, honrando com a malemolência do seu gingado o codinome Nenê da Pedreira, que trouxe de Belém. Titio Alcy foi um dos mais macapaenses de todos os paraenses que ajudaram a desenvolver e animar a cidade”." (Texto: Paulo de Tarso Barros)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...