quarta-feira, 28 de março de 2012

Especial Esportes: Mané Garrincha em Macapá

Por Nilson Montoril (*)                                                                                        
(Foto: Reprodução)
Envergando a camisa do Ypiranga, com a qual atuou no 1º tempo do jogo de exibição que realizaou em Macapá, Garrincha ouve a saudação que lhe foi dirigida pelo desportista e torcedor botafoguense, Jarbas Ferreira Gato. No sentido do ponteiro do relógio identificamos as demais pessoas que aparecem na fotografia: Walter Banhos de Araújo, Ronaldo da Mota Borges(repórter esportivo), Orlando Torres(atleta do São José), Luiz Melo(repórter esportivo), Almir Menezes(repórter esportivo), Estácio Vidal Picanço(jornalista e historiador). Garrincha estava "fininho", resultado dos puxados exercicios que fazia no Centro de Treinamento do Palmeiras/SP, preparando-se para o jogo de despedida da Seleção Brasileira.
Em 1973, quando suas pernas tortas estavam ainda mais atrofiadas Mané Garrincha, o maior ponta direita do futebol mundial veio fazer um jogo de exibição em Macapá. Ele estava sem clube e precisava de dinheiro para sua subsistência. Cobrava quatro mil cruzeiros para vestir a camisa do time que pagasse o cachê. Quando as despesas eram pagas mediante coleta feita por dois clubes rivais, Mané Garrincha jogava um tempo por cada agremiação. Jogava não é o termo preciso para ser aplicado, mas a torcida vibrava quando ele dominava a bola e saia driblando seus adversários. Na maior parte do tempo o “Demônio das Pernas Tortas” recebia a bola e fazia lançamentos preciosos a seus companheiros. Como torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas me acostumei a ver a “Estrela Solitária” brilhar intensamente nos gramados do país e do exterior. Entre os anos de 1953 a 1965, Garrincha defendeu a camisa alvinegra do “Glorioso de General Severiano”.
(Foto: Reprodução)
Foi descoberto pelo lateral Arati, que havia integrado uma famosa linha intermediária do Botafogo: Arati, Bob e Juvenal. Em 1953, o lateral esquerdo do Botafogo era o Nilton Santos, que levou um baile do Garrincha no primeiro treino do Mané. Após o treino o Nilton Santos endossou a contratação do ponteiro, haja vista que jamais gostaria de tê-lo como adversário. Na primeira partida que o Botafogo fez, com Garrincha vestindo a camisa nº. 7, o alvinegro venceu o Bonsucesso por 6x3, em 19/7/1953. Seu último jogo pelo fogão ocorreu a 15/9/1965, com vitória sobre a Portuguesa Carioca por 2x1. Seu último gol aconteceu no jogo Botafogo1x0 Flamengo, realizado no dia 22/8/1965. Garrincha disputou 609 jogos pelo Botafogo e marcou 252 gols. Foi campeão carioca em 1957, 1961 e 1962. Campeão do Torneio Rio - São Paulo em 1963 e 1964.
(Foto: Reprodução)
Quando ele deixou o Botafogo, a bebida havia dominado totalmente o talentoso Garrincha. O Corinthians se interessou por ele e tentou recuperá-lo para o futebol. O diagnóstico médico indicava que o Mané tinha uma distrofia física: “de frente, a perna esquerda era 6 cm mais curta que a direita e flexionada para o lado direito. A perna direita apresentava o mesmo desenho”. No Timão, na temporada 1966/1967, Garrincha realizou 13 jogos e marcou apenas 2 gol: derrota para o Cruzeiro por 2 x 1 e vitória diante do São Paulo por 2 x 0. Despediu-se do Corinthians com uma derrota contundente de 3x0 para o Santos.Passou vários meses sem clube, indo jogar no Atlético Júnior de Barranquilha, na Colômbia.Só fez uma partida, com derrota de 3x2 diante do Santa Fé, em 20/8/1968.Depois atuou no Flamengo( 14 jogos e 4 gols), Olaria(10 jogos e 1 gol). Participou de 61 jogos pela Seleção Brasileira, assinalando 17 gols. Campeão mundial em 1958 e 1962. Pela Seleção Carioca marcou 7 gols em 9 jogos. Excursionou por algumas cidades da Itália realizando exibições. No geral, ele participou de 714 jogos e consignou 283 gols. Não foram computados os tentos marcados em jogos de exibição por times do interior do Brasil. A 7/2/1957, ele fez parte de um combinado formado por jogadores do Botafogo e do Flamengo, na vitória sobre o Honved, da Hungria, por 6x2. Mané marcou um gol. Em 1968, Garrincha foi contratado pelo Treze de Campina Grande/Paraiba para enfrentar a seleção da Romênia. Ekle ficou em campo por 40 minutos e os romenos venceram por 2x1.
(Foto: Reprodução)
Garrincha desembarcou em Macapá na manhã do dia 11 de agosto de 1973. Já havia vestido a camisa de 13 clubes no giro realizado no Nordeste. Ficou hospedado no decadente Macapá Hotel. Louco por passarinhos, ele demonstrou interesse em conhecer quem tinha a mesma mania. Apresentaram-lhe o Chefe Escoteiro Humberto Santos, que entre outros pássaros criava um rouxinol, o “Preto”, pelo qual o Mané se apaixonou. Deram-lhe uma gaiola com um curió e um alçapão. Arranjaram-lhe como guia o índio Tunari, que passava a maior parte do tempo na recepção do Macapá Hotel vendendo artesanatos indígenas que fabricava. O Tunari e o Garrincha tinham um ponto em comum: apreciavam a marvada pinga. Na manhã de sábado, eu e o João Silva fomos ao hotel tentar uma entrevista com o Garrincha. O encontramos sentado no assoalho do apartamento, ao lado do Tunari, bebendo cachaça e tirando o gosto com camarão.
(Foto: Reprodução)
Como botafoguense, jamais imaginei conhecer o Garrincha em tal situação. Diante da nossa perplexidade e da censura feita pelo João Silva, Garrincha disse que a vida é assim mesmo, dá e tira. Nunca senti tanta pena de uma pessoa como naquele dia. Domingo pela manhã, dia 12/8/1973, reencontrei o Garrincha no Estádio Glicério Marques. Eu havia atuado pelo Grêmio Recreativo Universitário do Território do Amapá-GRUTA, que, na preliminar empatou em 1x1 com o Ipanema Esporte Clube. Uma rápida solenidade ocorreu no centro do campo, estando presente o Prefeito Municipal de Macapá, Lourival Bevenuto da Silva. A proprietária do “Armazém Colorado”, esposa do desportista Bernardino Sena, entregou ao Garrincha uma rosa de prata. Ficou acertado que o Mané atuaria um tempo pelo Ypiranga e um tempo pelo São José, os dois maiores rivais do futebol amapaense naquela oportunidade. Assim foi feito.
(Foto: Reprodução)
No primeiro tempo, o conjunto negro-anil do bairro proletário atacou a meta que fica próximo ao portão de entrada do "Gigante da Favela"e contou com o concurso de Garrincha pela extrema direita do ataque. Pouco foi acionado por seus companheiros e teve pouca oportunicade de realizar suas belas jogadas. Na etapa final a estória foi outra. Defendendo o São José, Garrincha ficou mais à vontade e frequentemente os atletas tricolores lhe passavam a bola. Neste tempo do jogo o "Anjo das Pernas Tortas" brincou os torcedores com belas jogadas, 4 delas memoráveis: cobrança de falta para o São José, com a bola batendo na trave; um drible desconcertante que fez 3 jogadores do Ypiranga passarem direto para a linha de fundo; um chute longo que o goleiro defendeu; uma ginga de corpo incrível sobre o zagueiro ypiranguista Oleno que o fez perder o rumo.No final da partida o São José venceu por 2x1. Deomir marcou os 2 gols do tricolor e Bil descontou pata o Ypiranga. Como o jogo foi festivo, não oficializado pela Federação Amapaense de Desportos, o registro do evento ficou na memória dos que foram ao "Glicerão". O tempo faz as pessoas esquecerem certos acontecimentos e vários atletas que estiveram em campo quase nada lembram de um fato tão importante.
(Foto: Reprodução)

(*) Professor, radialista, historiador e blogueiro amapaense

Texto publicado por Nilson Montoril e reproduzido na integra de seu blog Arambaé.

terça-feira, 27 de março de 2012

Esportes: Do Fundo do Baú do Mário Miranda

Mais uma relíquia fotográfica do Baú do amigo Mário Miranda, direta do Facebook:
(Foto reproduzida do Facebook do amigo Mário Miranda)
Onzena da Seleção Amapaense de Futebol de 1967:
Em pé a partir da esquerda: Domingos, Mário Miranda, Carlos “Cuchechiba”, Sabá, Edésio, Marco Antônio e o massagista Jasson.
Agachados: Doca, Mazola, Percival, Cremildo e Perereca.
cnico: Juarez Boas Novas de Azevedo Maués que não está na foto.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Do Fundo do Baú


Mais uma foto rara publicada por Tânia Pessoa no álbum Bela Macapá, no Facebook, e que compartilhamos com vocês aqui no blog Porta-Retrato.
Tânia é filha do Ten. Pessoa.
(Foto reproduzida do álbum Bela Macapá, via Facebook)

sábado, 24 de março de 2012

Comandante Idalino Oliveira, o Navio

Há 29 anos...
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Em 24 de março de 1983 – era lançado em Macapá, nas águas do rio Amazônas, o navio Comandante Idalino Oliveira, que pertencia à frota do Governo do ex-Território Federal do Amapá.
Comandante Idalino Oliveira, foi por longos anos, funcionário do Governo do Amapá, sempre atuando no Serviço de Navegação oficial,  "desde os tempos do Sertta Navegação, que mais tarde virou Susnava e depois, Senava"(Paulo Silva).

quinta-feira, 22 de março de 2012

Numa Manhã de Setembro

Esta foto foi compartilhada no álbum Bela Macapá, do Facebook,  por  Laysala Rosario, neta do professor Paulino Souza do Rosário, um veterano amapaense com muitos anos de serviços prestados à educação do Amapá.
(Fot: Reprodução / do álbum Bela Macapá/Facebook)
Segundo Laysala Rosario, a foto é dos anos 70, durante uma apresentação do Grupo de Escoteiros, em um desfile de 7 de setembro.
O então Chefe Paulino desfilava na Av. FAB, dirigindo uma lambreta.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Tenente José Alves Pessoa, o desbravador

Se vivo fosse teria completado na terça-feira, 20 de março de 2012 - 109 anos de existência.
José Alves Pessoa nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em 20 de março de 1903, filho de Antônio Paulo da Silva Pessoa e D. Luíza Alves Pessoa. Casou-se com Valentina Costa Pessoa e dessa união nasceram os filhos José Ribamar, Luiz Carlos, Luiza Maria e Tânia Mercedes. Criado na cidade de Recife-PE, tornou-se escoteiro em 1919 e nessa atividade comandou uma Patrulha de Escoteiros que, em propaganda pela instituição criada por Baden Powell, realizou o raid pedestre Natal-Rio-São Paulo em 1932, comemorando o primeiro centenário da Independência. Por esse feito foi considerado pela entidade máxima do escotismo no Brasil e homenageado pelos governos de São Paulo e Rio Grande do Norte, tendo seu nome gravado numa placa-monumento colocada em uma das praças de Natal e os documentos e troféus desse raid, recolhidos ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Apresentou-se ao Exército no ano de 1923 e fez o curso da Escola de Sargentos de Infantaria. Sua atuação foi intensa: combateu a Coluna Prestes em 1926; tomou parte na Revolução de 1930, em Recife, sendo comissionado no posto de Segundo-Tenente pelo General Juarez Távora; participou da Revolução Constitucionalista de São Paulo, em 1932; teve uma rápida passagem por Fernando de Noronha; em março de 1935 foi comandar o Pelotão de Fronteiras em Tabatinga, na fronteira Amazonas-Colômbia, onde passou dois anos, recebendo elogio do General Cândido Rondon; homenageado pela Guarnição Peruana de Ramon Castilla em 1936; serviu no 27º Batalhão de Caçadores em Manaus - AM, em1937; na Companhia de Fronteiras de Porto Velho-RO, em 1938; comandou o pelotão do Forte do Príncipe da Beira na Fronteira com a Bolívia, em1938; serviu no 24 BC em São Luís- MA, onde cursou até o 2º ano de Direito na Universidade do Maranhão, no período de 1939 a 1941; transferido para o Quartel General da 8: Região em Belém-PA, no ano de 1941; no ano de 1942 foi transferido para o 3º Batalhão de Fronteiras em Clevelândia, no Oiapoque e em 1944 foi reformado como Primeiro-Tenente R-1. Chegou a Macapá no ano de 1947, a convite do Governador do Território, onde se casou, teve filhos e se radicou. Iniciou suas atividades no Serviço de Administração Geral; nomeado Diretor do Tiro de Guerra 130; nomeado pelo Presidente da República Representante das Forças Armadas no COAB no Amapá; nomeado Delegado do SE SI, o primeiro de Macapá, permanecendo nessa função 4 anos; Superintendente do Abastecimento do TFA. Quando rebentou a revolução de março de 1964, não concordou com seus companheiros militares e foi demitido do Exército brasileiro. Anistiado em 1979, continuou na sua trajetória cívica, prestando serviços à maçonaria iniciado desde 16 de julho de 1934.
Participou da fundação das Lojas "Duque de Caxias" e "Acácia do Norte", ambas em Macapá, das quais foi venerável, membro do capítulo Rosa Cruz "Cosmopolita"; membro Honorário da "Conciliação Amapaense", Gerente de Amizade da Loja "Realidade 21"; Detentor da Comenda "Apolinário Moreira" dos 50 anos da loja do Pará e Medalha de ouro, trigésimo aniversário da "Duque de Caxias".
Sua participação escoteira no Amapá se destacou na grande caminhada do Oiapoque ao Chuí, em comemoração ao sesquicentenário da independência, percorrendo em 8meses e 16 dias 6.170 quilômetros,
trajando a farda de escoteiro e portando a bandeira nacional(foto acima).
Como esportista, foi campeão de natação em Natal; atravessou a baía da Guanabara em 1922; diretor do Clube Rio Negro em Manaus; diretor de Esportes do Maranhâo Atlético Clube; Presidente da Federação de Desportos do Amapá; de tênis de mesa e do Esporte Clube Macapá. De repente o escoteiro, o militar, o maçon, o desportista e o idealista José Alves Pessoa faleceu no dia 22 de outubro de 1979, sem se despedir de ninguém, deixando saudades para seus familiares e a admiração daqueles que o conheceram.
Fotos reproduzidas do álbum "Bela Macapá" do Facebook, postadas por sua filha Tânia Pessoa.
Fonte: Livro “Personagens Ilustres do Amapá” Vol. 1 – de Coaracy Barbosa, edição de 1997.

Encontro de Gerações

(Reprodução/Acervo do historiador Nilson Montoril)
Clique na imagem para ampliá-la
(Foto gentilmente cedida pelo amigo e historiador Nilson Montoril de Araújo)
Tenente José Alves Pessoa (o experiente desbravador) e o "menino lobo" num histórico encontro de gerações.
O garoto ao lado dele é o Robério, um dos filhos do Sr. Francisco Torquato de Araujo e irmão do historiador Nilson Montoril.
(Repaginado em março de 2012)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Esportes: Do Fundo do Baú do Mário Miranda

Relíquias e raridades fotográficas do Baú do amigo Mário Miranda, diretas do Facebook:
(Foto reproduzida do Facebook do amigo Mário Miranda)
Em pé: Moacir (Mussuin), Olivar, Ruy Araújo (Mocotó), Carlito, Breca (Goleiro) e Mário Miranda.
Agachados: Acemir, Josias (Castanhal), Edson (Pratinha). Dodoca e Cremildo Costa (Curió).
Foto no estádio Glycério de Souza Marques - Macapá-AP.
(Foto reproduzida do Facebook do amigo Mário Miranda)
A partir da esquerda em pé: Palito, Rui Araújo, Cremildo, Sabá, Da costa e Breca (Goleiro).
Agachados: Perereca, Base, Mário Miranda, Coroca, Rui Miranda e Carlito.
Local: Estádio Augusto Antunes.

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Farol da Fortaleza de São José de Macapá

(Foto: Reprodução de arquivo)
Anos 60 - O Farol da Fortaleza de São José de Macapá, que ficou instalado no monumento até 1979, era uma das antigas atrações do forte.
Sua função era orientar a sinalização do Canal Norte do Rio Amazonas.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Visitantes fazem pose na escada do farol
Ele teria sido retirado do Forte por exigência do IPHAN (Instituto do Patromônio Histórico e Artístico Nacional), segundo o qual, não deveria existir na área do monumento ou em seu entorno, nenhum elemento que não faça parte de sua estrutura física ou estética.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Diante do impasse, o mesmo teria sido devolvido ao Serviço de Sinalização Náutica do Norte, (órgão do Ministério da Marinha responsável pela sinalização náutica daquela parte do Brasil), que o teria reinstalado numa das ilhas da região entre o Pará e o Amapá.
(Repaginado em 16 de março de 2012)

quinta-feira, 15 de março de 2012

Do Fundo do Baú, do Diniz Botelho Filho

Nosso amigo Diniz Botelho Filho, depois de um período de ausência, volta à blogosfera e nos brinda com uma peça fotográfica de uma importância histórica, editada em seu blog na quinta-feira, 8 de março. Ele pegou uma foto rara fornecida por seu primo Antônio Jr., que apresentava uma coloração morta e com qualidade prejudicada por ser muito antiga.
Não gostou do que viu e tratou de retocá-la, e o resultado final você vê abaixo:
Uma preciosidade,... sem dúvida.
Por justa razão, resolvi compartilhar essa descoberta inédita, com os leitores do Porta-Retrato.
O próprio Diniz explica, na legenda, quem são os três "carinhas" daquela época, que aparecem “bem na foto”:
“Sentado na "lambreta" está o Nonato, filho do seu Lores (meu vizinho da Mendonça Furtado, que trabalhava na imprensa oficial) ao lado, em pé frente à "kombi" é o Antonio Jr. (meu primo, empresário do transporte de cargas, filho do tio Costa, gerente da ex-Moore-MC Cormak S/A com minha tia a Profª. Maria Cristina, esta que teve seu nome à uma Escola de Porto Grande) e por fim o Baiano (moreno, escorado na "lambreta"). Tudo isso em frente ao escritório do despachante Negrão e da Casa Líbia (canto da Profª. Cora de Carvalho com Candido Mendes), defronte, (do outro lado da rua) ficava o posto Texaco do seu Assis (hoje dos Alcolumbres).” (Diniz Botelho Filho) 
Fonte: blog do Diniz Botelho Filho

terça-feira, 13 de março de 2012

Do Fundo Do Baú do Aluízio

Esta raridade fotográfica, foi reproduzida do álbum do amigo empresário Aluízio Teixeira, direto de sua página no Facebook.
Aluízio não soube precisar a data nem o local em que a foto foi tirada. Só sabe que foi em Macapá,  por volta de 1958 a 1960.
Ele tomou por base a época de lançamento do carro que aparece atrás das imagens: uma "Camioneta  DKW Vemag" - Vemaguet.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Morre em Macapá, aos 63 anos, o jornalista Bonfim Salgado.

(Foto: Reprodução/Facebook)
Lendo o blog da Alcinéa, fui surpreendido com a notícia do falecimento, na manhã desta segunda-feira – 12.03.2012, na UTI do Pronto Socorro, em Macapá, do jornalista José Antônio Bonfim Salgado.
Ele completaria – em 29 de novembro – 64 anos de idade.
(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)

Segundo Alcinéa, Bonfim "passou mal durante a madrugada com uma crise renal. Por volta das 4h deu entrada no Pronto Socorro, mas teve três paradas cardíacas e não resistiu!".

A morte do querido confrade, me toca de perto, por ter convivido com ele nos tempos áureos (1968/1969 e 70) da Rádio Educadora São José de Macapá, de saudosa memória.
Que Deus lhe conceda o descanso eterno e o conforto à família enlutada, neste momento de dor e tristeza. (João Lázaro)

Atualização: O velório acontece na Loja Maçônica, na Avenida Minas Gerais, no Bairro Santa Rita. O sepultamento será às 4 horas da tarde, desta terça-feira, no cemitério São José, Buritizal. (JD)

(Atualizado às 22h08m)

A saga do pioneiro Antônio Rocha Filho

(Foto: Reprodução de livro)
Antônio Rocha Filho nasceu no dia 29 de março de 1916, na localidade de Jaburu no Município de Gurupá, Estado do Pará, filho do comerciante Antônio Cordeiro da Rocha e D. Marcelina Vieira da Rocha.
Fez o curso primário na escola pública ao mesmo tempo em que trabalhava no comércio de seu pai. Assistiu a morte de seu genitor quando tinha 16 anos e como era o filho mais velho, assumiu a responsabilidade de administrar o lar com sua mãe e os irmãos Antônia, Raimundo, Mariana e Perpétua. Ainda no interior, trabalhou em vários tipos de comércio, inclusive o de regatão, percorrendo na região das ilhas do Pará, Amazonas e Amapá vendendo várias espécies de mercadorias, ou trocando por sementes oleaginosas, látex da seringueira, castanha-do-pará, negociando no comércio de Belém. Assistiu e apoiou o casamento dos irmãos Antônia, chamada carinhosamente de "tia dona", do Raimundo e da Mariana e, quando a caçula marcou a data do seu casamento, sentiu que ia ficar só, procurou sua namorada, a jovem Maria Souza chamada carinhosamente de Silda, de 17anos de idade, e casou no dia 22 de janeiro de 1947, no lugar denominado Santa Maria, na vila do Jaburu, Município de Gurupá, na mesma data do casamento da sua irmã Perpétua. Dessa união nasceram os filhos Jesuíta, Jesuino, Geraldo, Josué, Maria das Graças e Perpétua do Socorro. Quando nasceu sua primeira filha, saturado de tantas viagens, sentiu a necessidade de ficar mais próximo da família, para dar melhor assistência. Foi quando recebeu proposta do comerciante, seu amigo Raimundo Nely de Matos para sócio de um comércio em Macapá. Antônio Rocha fixou residência em Macapá, a partir de março de 1952, e iniciou a casa de comércio Santa Maria, na Av. Feliciano Coelho com a Rua Tiradentes. Um ano depois resolveu desfazer a sociedade e trabalhar sozinho. Comprou uma casa residencial com uma panificadora ao lado, na Av. Henrique Galúcio, 408, onde residiu até sua morte. Trabalhou muitos anos com a panificadora, mas cansou e tentou o ramo comercial mas ainda não explorado em Macapá. Adquiriu uma lancha e passou a comprar açaí, nas ilhas dos Porcos e Ipanema, vendendo em Macapá. Montou várias batedeiras de açaí nos diversos bairros e durante muitos anos ganhou dinheiro.
Quando sentiu que o comércio estava saturado, com centenas de competidores, resolveu comprar uma embarcação para fazer frete entre Macapá/Belém/Macapá, dando-lhe o nome de "Iate Fortaleza" em homenagem a seus pais que eram de Fortaleza-CE. Em 1978 comprou a casa "Uirapuru" na Rua Tiradentes nº 1442, e deu-lhe o nome de "Casa Fortaleza" hoje Supermercado Fortaleza. Teve sucesso e resolveu vender o Iate e aumentar seu capital no novo negócio e foi abrindo outras filiais. De repente foi acometido de um derrame cerebral (AVC) no dia 18 de maio de 1996 e continuou enfermo numa cadeira de rodas, assistindo seus filhos desenvolverem o trabalho que iniciou em Macapá, no ano de 1952. Homem experiente e inteligente, sério, dedicou sua vida ao trabalho e à família, sem ter tempo de se envolver na política, de participar da vida social, do esporte e da religião, apesar de  ter apoiado os candidatos de sua simpatia, de colaborar nos eventos sociais, de torcer pelo seu clube e de ir à missa domingueira. Essa é a biografia de um homem de bem que contribuiu com a criação do Estado do Amapá. Os amapaenses agradecem, pelo que fez, por tudo que realizou junto com sua esposa, a dinâmica e sorridente, Maria Souza, ou Dona Silda.
Fonte:  O Livro “Personagens Ilustres do Amapá”, vol. II, de Coaracy Sobreira Barbosa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Do Fundo do Baú: Um flagrante da cena política do Amapá

Esta foto rara retirada do Baú do meu amigo João Silva, registra um momento da campanha eleitoral de 1978: a realização de um comício na residência da senhora Maria Alfaia, a “Maroquita”, que ficava na Jovino Dinoá, esquina com a Praça Nossa Senhora da Conceição.
João Silva conta queo comício era do candidato a deputado federal pela ARENA, Paulo Fernando Batista Guerra. O Amapá tinha direito a duas cadeiras na Câmara dos Deputados.”
(Foto Reproduzida do blog do João Silva)
“Aparecem no pátio da casa, no Bairro do Trem, da esquerda para a direita, excluindo crianças e anônimos: Dica Congó, Domicío Campos de Magalhães (braços cruzados), Elimar Borges (braços cruzados, calça branca), radialista Luis Eduardo Anaice (locutor do comício), radialista Osmar Gomes de Melo (de calça escura), professor Heitor de Azevedo Picanço (discursando), observado pelo candidato Paulo Guerra. Na plateia, embaixo, à esquerda, o engenheiro José Rosário Pastana encostado ao carro de som, um fusquinha que era dele e que colocara na campanha do amigo. Ainda podem ser percebidos outros detalhes preciosos: a dona da casa tinha tanta admiração por Janary Nunes, que não arriou da parede da casa, em cima, à esquerda a placa do Comité Pró Janary-Iacy derrotados nas eleições de 1970. No pleito de 1978 a disputa pelo primeiro lugar foi bastante acirrarda entre os dois candidatos eleitos, Antônio Cordeiro Pontes (MDB), com 7 mil, 446 votos, e Paulo Fernando Batista Guerra, da ARENA, com 8 mil, 176 votos. Estava em vigência a ditadura militar e o governador do Amapá era Artur de Azevedo Henning.”

quarta-feira, 7 de março de 2012

Atletas de natação do Amapá

(Foto compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras, via e-mail)
Valorosos atletas da natação do Amapá, nos bons tempos do Capitão Euclides Rodrigues.
Da esquerda para direita: Atletas Miguel Ramos (camisa listrada); Valdeci Barbosa (calça preta); Humbelino Palheta (só o rosto); Furtadão (camisa branca segurando um troféu); Furtadinho, (irmão do Furtadão - camisa listrada); Haroldo Amoras (atrás do troféu - irmão do Heraldo e nadador do estilo borboleta); atleta Maria da Paz; Sr. Felipe Gillet (atrás); Capitão Euclídes (de óculos); o penúltimo é o filho do Capitão Euclídes, os demais não foram identificados.
Se alguém puder lembrar os nomes dos demais, favor nos informar pelo e-mail  jolasil@gmail.com para completarmos a legenda, ou deixar registrado na caixinha de comentários.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Sete dias sem Amilcar Pereira

Amilcar da Silva Pereira faleceu no dia 27 de fevereiro de 2012, às 11h50min, na cidade do Rio de Janeiro. Ele foi o quarto governador do Território Federal do Amapá.
(Foto: Reprodução de arquivo)
O historiador e professor Nilson Montoril de Araújo sintetiza a história do ilustre homem público:
O médico Amilcar da Silva Pereira "era natural de Bragança, a Pérola do Caeté, no Estado do Pará, onde nasceu no dia 16 de fevereiro de 1919. Seus pais, Antônio Manuel Pereira e Argentina Pinheiro da Silva, deram-lhe todo o apoio necessário para que conseguisse concretizar o sonho de ser médico. Cursou o primário e o ginasial em sua cidade natal, ingressando na Escola de Medicina e Cirurgia do Pará em 1939. Concluiu o curso de medicina em 1945. Para reforçar os recursos financeiros recebidos dos pais, lecionou Ciências Físicas e Naturais no Colégio Progresso Paraense, em Belém até o término do ano letivo de 1945. Ainda no inicio do ano de 1946, embarcou para Macapá em 15 de fevereiro, ingressando no quadro de funcionários do recém criado Território do Amapá. Ainda era solteiro e aceitou passivamente sua nomeação para o cargo de Diretor do Posto Médico de Oiapoque. Na cidade fronteiriça iniciou suas atividades profissionais e soube enfrentar com muita resignação os problemas naturais de um lugar tão isolado. Em Oiapoque, conheceu a Professora Normalista Oneide Cruz e Silva, com a qual contraiu matrimônio no final do ano de 1947, tendo os filhos Paulo Cézar e Telma, ambos nascidos no Amapá. Enquanto residiu na cidade do Oiapoque, o Dr. Amílcar Pereira desenvolveu outras atividades para suprir lacunas na administração do município, até mesmo na condição de prefeito em substituição ao Dr. Sérgio Olindense Ferreira."
Detalhe para o bolo confeitado e para a garrafa do Flip Guaraná, esta à frente do Dr. Amilcar.

"Ao ser transferido para Macapá, passou a exercer a medicina na então Divisão de Saúde, começando como Chefe do Serviço de Pediatria do Hospital Geral de Macapá que havia sido inaugurada há pouco tempo. Era médico pediatra e teve decisiva participação nas atividades da Legião Brasileira de Assistência, destacando-se como Diretor do Posto de Puericultura Iracema Carvão Nunes, então localizado ao lado da residência governamental, na Avenida Cândido Mendes de Almeida. Foi um dos fundadores do Centro de Estudos Dr. Lélio Gonçalves da Silva, que funcionou no próprio Hospital Geral de Macapá e compreendia uma Sociedade Médica do Território do Amapá. Ele, na condição de presidente, o Dr. Mário de Medeiros Barbosa e o Dr.Carlos Asclepíades de Lima constituíram a Comissão Cientifica da entidade Voltou a atuar no magistério lecionando Ciências Físicas e Naturais no Ginásio Amapaense. Também ocupou o cargo de diretor do citado educandário, hoje registrado como Colégio Amapaense. A 16 de maio de 1954, em caráter interino, o Governador Janary Gentil Nunes o guindou à condição de Secretário Geral, substituindo o Dr. Hildemar Pimentel Maia, à época suplente do deputado Coaracy Nunes, mas servidor efetivo do Ministério da Justiça e Negócios Interiores na condição de Promotor Público."
Em solenidade realizada em 1956, o Promotor Público e Suplente de Deputado Federal, Hildemar PImentel Maia faz uso da palavra. Sentado à esquerda do orador, vemos o Governador Amilcar da Silva Pereira. Atrás dele, encostado na janela, vislumbramos a figura do técnico de som da Rádio Difusora de Macapá, Carlos Lins Cortes, popularmente conhecido por Baião Caçula. ( Foto escaneada do livro "História do Amapá, da Autonomia Territorial ao Fim do Janarismo-1943-1970"-página 97).
(Foto: Reprodução de arquivo)
O Presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira recebe do Presidente da Indústria e Comércio de Minérios S.A-ICOMI, Dr. Augusto Trajano Antunes, uma medalha comemorativa da inauguração do Porto de Santana a 5/1/1957. O Dr. Amilcar da Silva Pereira, Governador do Território Federal do Amapá, ao fundo, testemunha a homenagem prestada ao Chefe da Nação Brasileira.

"A Secretaria Geral do Território equivalia a um órgão com ações próprias de vice-governadoria. Sua efetividade ocorreu no dia 1º de julho do mesmo ano. A 2 de fevereiro de 1956, em decorrência da nomeação do Coronel Janary Nunes para o cargo de Presidente da Petrobrás, o Dr. Amílcar da Silva Pereira passou à condição de governador, nomeado pelo Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira. No decorrer de seu governo tivemos a implantação da Companhia de Eletricidade do Amapá (3/9/1956) e a instalação do Município de Calçoene (25/1/1957), ambos os projetos de autoria deputado Coaracy Nunes. No dia 5 de janeiro de 1957, ocorreu a inauguração do Porto de Santana, estando presente em Macapá o Presidente do Brasil, Dr. Juscelino Kubitschek.Dia 11 de janeiro, Amílcar Pereira testemunhou o primeiro embarque de manganês para o exterior. Como um acidente aéreo ocorrido a 21/1/1958, no campo de aviação do povoado Nossa Senhora do Carmo, no Rio Macacoary, ceifou a vida do deputado federal Coaracy Nunes e de seu suplente Hildemar Maia, o Amapá ficou sem representatividade na Câmara Federal. Houve a necessidade de ser feita uma eleição extemporânea a 18 de maio de 1958, para eleger novos parlamentares. O Dr. Amílcar Pereira foi escolhido pela legenda do PSD, tendo o Promotor Público Aurélio Távora Duarte como suplente. Para poder concretizar sua candidatura deixou o cargo de governador."
(Foto: Reprodução de arquivo)

Ano 1962 - Solenidade Pública - Na foto à esquerda Dom Aristides Piróvano - 1º Bispo Prelado de Macapá; ao centro: Governador Raul Montero Valdez (camisa branca); ao lado de camisa escura, Dr. Amilcar da Silva Pereira que exercia o cargo de Deputado Federal; atrás dele (de bigodinho) Sr. Leopoldo Queiroz Teixeira (o Teixeirinha), o garoto à direita é o filho dele, macapaense Carlos Silva Teixeira.

O advogado Raul Montero Valdez governou o Território Federal do Amapá de outubro de 1961 a dezembro de 1962.
O médico cirurgião Amilcar da Silva Pereira governou o Território do Amapá de fevereiro de 1956 a fevereiro de 1958: recebeu o governo de Janary Nunes em fevereiro, em razão de Janary ter sido nomeado presidente da Petrobrás. (Amapa Net)

"Foi substituído por Pauxy Gentil Nunes, que tomou posse dia 14/2/1958. Os demais partidos não concorreram. À época, o Território Federal do Amapá tinha apenas 3.664 eleitores. Sob forte comoção 3.191 eleitores elegeram a única chapa registrada. Sua posse na Câmara Federal se deu no dia 7/7/1958. O Amapá ficou sem representatividade no Congresso Nacional por quase cinco meses. O Dr. Amílcar Pereira ainda cumpria o restante do mandato de Coaracy Nunes quando participou de nova eleição, levada a efeito no dia 3/10/1958. Desta feita, a chapa do Partido Social Democrático, composta por Amílcar Pereira e Aurélio Buarque teve a concorrência dos candidatos Dalton Cordeiro de Lima e Amaury Guimarães Farias, ambos filiados ao Partido Trabalhista Brasileiro. No decorrer da apuração, os opositores mantiveram a dianteira, mas foram suplantados após a contagem dos votos sufragados nos Municípios de Amapá, Calçoene e Oiapoque. Enquanto Amílcar Pereira desempenhava suas atividades em Brasília, o governador O flagrante é de 1962, feito na cidade de Mazagão. Pauxy Nunes e seus correligionários desencadearam incisiva perseguição aos funcionários partidários do PTB, descontentando o deputado que mantinha relações cordiais com os filiados da aludida agremiação política. Foi por indicação de Amílcar Pereira que a 8 de setembro de 1961, Mário de Medeiros Barbosa e Francisco Torquato de Araújo foram nomeados interinamente para os cargos de Governador e Secretário Geral respectivamente, em substituição a Joaquim Francisco de Moura Cavalcante, que estava do cargo desde o dia 17 de março de 1961. Os dois categorizados servidores permaneceram nos cargos até 21 de outubro, ocasião em que, por intercessão do Dr. Amílcar, saiu a nomeação do Dr. Raul Montero Valdez. Em outubro de 1962, o coronel Janary Nunes, que já havia deixada a Presidência da Petrobrás e a Embaixada do Brasil na Turquia, decidiu candidatar-se ao cargo de deputado federal pelo Amapá. O carisma do 1º governador do Território fez a diferença e ele superou o Dr. Amílcar Pereira nas urnas, obtendo 6.559 votos contra 4.018 votos do oponente. Ao encerrar seu mandato, Amílcar Pereira sentiu que era chegado o momento de deixar o Amapá para não sofrer retaliações, haja vista que havia rompido com os Nunes."
(Foto: Reprodução Revista Icomi Notícias)
O Presidente Juscelino Kubitscheck, usando terno escuro, caminha pela pista que liga o escritório da ICOMI ao porto de embarque de manganês que iria ser inaugurado na manhâ do dia 5/1/1957, em Santana. À sua direita, seguia o Dr. Augusto Antunes e à esquerda o Coronel Janary Gentil Nunes, Presidente da Petrobrás. Um pouca mais á frente vemos o Deputado Federal Coaracy Nunes e o Governador Amilcar da Silva Pereira.(Foto Revista ICOMI Noticias)
"Requereu transferência para o quadro de servidores do Ministério da Saúde e fixou residência no Rio de Janeiro. Durante o governo do Dr. Nova da Costa houve uma tentativa de prover uma visita do Dr. Amílcar Pereira ao Amapá, mas ele não aquiesceu o pedido. Seu filho Paulo Cézar, servidor da Caixa Econômica Federal, esteve em Macapá algumas vezes e narrou a seu pai as modificações que a cidade sofreu. O Dr. Amílcar da Silva Pereira também foi membro do Aéro-Clube de Macapá e do Rotary Clube. Apreciava e estimulava os esportes, principalmente o pedestrianismo e o futebol, modalidades que ele praticou. Era um cidadão livre de vaidades, não promoveu perseguições a funcionários oposicionistas e nem as referendava. Foi amigo fiel dos que lhe dedicavam amizade sincera. Morreu 12 dias após completar 93 anos de idade. O Amapá lhe deve um tributo."
Fonte: Blog Nilson Montoril - Arambaé

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