domingo, 18 de maio de 2014

Do Fundo do Baú: Foto Memória - Praia da Fazendinha

Esta foto histórica e rara foi reproduzida de um recorte do Jornal Novo Amapá, publicada em 1969, e compartilhada via Facebook, pelo amigo Sebastião Ataíde de Lima.
Nela temos a vista parcial da praia de Fazendinha, localizada a 16 quilômetros ao sul de Macapá, capital do Estado do Amapá. 
São imagens de uma ensolarada manhã de domingo, vendo-se ao fundo a antiga sede do extinto, Fazendinha Esporte Clube, na beira do Rio Amazonas.

Fonte: Facebook

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Aldemir França: Uma união de quatro décadas

Por volta de 17:00 hs do dia 16 de maio de 1974, parava o treino do Ypiranga, no campo nº1 da Praça de N. S. da Conceição, para ver entrar na Igreja, de braços dados com a então Srtª Rosemaria Matias, o destacado atleta Aldemir Furtado França, para celebração do casamento do casal, dirigida pelo Pe. Dante .
Passados 40 anos, essa união deu frutos de 07 filhos e 04 netos.
A foto acima é o registro daquele momento importante da vida dos nubentes.

O Jornalista João Silva também se une às homenagens ao nobre casal, e destaca as qualidades do grande desportista:

"Aldemir França foi meia armador do Esporte Clube Macapá, Ypiranga Clube e Seleção Amapaense na década de 70, quando brilhou mais intensamente. Mas creio que sua maior emoção foi mesmo a conquista, em gramados de Porto Velho-RO, do título mais importante da sua carreira, o de Campeão do 1º Copão da Amazônia, jogando com Aluisio (goleiro), Bira, Aldo, Castelo, Albano, Nariz, Barradas, Marco Antônio, Haroldo Santos, Assis e outros. Comentei muitos jogos do Aldemir França para a Rádio Educadora e o acompanhei na gloriosa jornada de Porto Velho, quando os dirigentes do Acre, Rondônia e Roraima tudo fizeram para impedir o feito do azulino; tinha uma canhotinha poderosa, muito bom de lançamento, de passes curtos e fazia também seus gols. Deu muitas alegrias ao torcedor amapaense. Aldemir França sempre foi um exemplo de jogador técnico, disciplinado, muito bom caráter...Parabéns, amigo!" (João Silva)

O blog Porta-Retrato envia ao casal, efusivos votos de parabéns e muitas felicidades ao amigo Aldemir França à Dona Rosemaria, e à toda a família!


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Pioneiros: FAMÍLIA SAVARD REMEDIOS NO AMAPÁ






O Pioneiro  Henrique Ferdinando Savard Remedios, nasceu em Shanghai, China em 13.5.1908. 
Foi auditor em várias empresas na China, em São Paulo e na ICOMI - Ind. e Com. de Minérios, em Santana/AP.  Depois de aposentar-se, em 1968, morou uns anos em Portugal  excursionando por alguns países da Europa antes de retornar ao Brasil. Em nosso pais lecionou inglês e escreveu vários manuscritos de livros de poesia e prosa que não chegou a publicar (todos em inglês).
Faleceu em Natal, RN, em 23.2.1989, com quase 81 anos de idade.





A esposa dele, Dona  Etelvira Olivia Maria Vieira Ribeiro Savard Remedios, nasceu em Hong Kong em 09.08.1913, na época, Colônia da Coroa Britânica (atualmente voltou a pertencer a China). Trabalhou como nutricionista na Escola Americana de São Paulo. 
Foto de 1958 - A partir da esquerda: na frente da Escola Americana da ICOMI, em Santana, a aluna Susan Jo Goldstrom, Dona  Etelvira (diretora e professora), Irene, Fernando, alunos Bobby Austin e Tina Lanes Lofflin; Josie; e a aluna Karen Leslie.
No Amapá, foi professora, responsável pela Escola Americana que a ICOMI mantinha para os filhos dos funcionários americanos que moravam na Vila Amazonas. Também dava aulas particulares de inglês. Tanto ela quanto Irene lecionavam nessa escola. Foi incentivadora para a criação do primeiro clube rock n'roll de Macapá, em 1958 - encabeçado por seus filhos, Fernando, Irene Manuel Remedios - que acabou sendo o embrião do Saci Clube. 
Dona Etelvira faleceu em Vila Amazonas, Santana, AP, em 21.8.1963, com 50 anos de idade.
O casal teve quatro filhos. 

Manuel, Fernando e  Irene nasceram em Shanghai, China, respectivamente em 1941, 1944 e 1945. Marie Jose (Josie), nasceu em Hong Kong em 1950, para onde a família havia se mudado em 1946. 
Em 1952, a família veio de Hong Kong para São Paulo, onde permaneceu até 1958.
Em  abril daquele ano, transferiu-se para Macapá, capital do então Território Federal do Amapá, hospedando-se em uma residência que foi alugada pela ICOMI, na Av. Coronel Coriolano Jucá, atrás da antiga Fábrica Amapaense, bem ao lado do Sr. Alamiro e família durante um ano, enquanto as primeiras casas da Vila Amazonas ficavam prontas. Por ocasião da mudança, o resto da Vila ainda estava em construção (clube, supermercado, hospital, etc.....).


Em 1963, os irmãos Manuel e Fernando - que já moravam em Macapá - abriram a Loja FANNY's, que ficava na Av. Presidente Vargas, quase esquina da Av. Cândido Mendes,  na Praça Veiga Cabral, do mesmo lado da Loja "A Pernambucana". A casa era da Dona Carmem Machado que morava com a irmã dela; ambas bem idosas. 

Irene e Guido Sedda, que estavam noivos, casaram-se no ano seguinte e continuaram morando em Vila Amazonas. Josie morou com ela durante seu último ano ginasial no IETA,  e com o Manuel - casado com Edna de Lemos Ribeiro - para fazer o curso científico no Colégio Amapaense.

Fernando voltou para São Paulo em 1966, e reside em Peruíbe, no litoral paulista. Josie, mora em Campinas/SP, desde 1990; por último saíram  Manuel, para Fortaleza/CE e Irene para Natal/RN.

Fonte: Informações repassadas pelos irmãos Fernando, Irene e Josie

domingo, 11 de maio de 2014

Do Fundo do Baú: Santa Inês, A "fazenda" que virou bairro.

Este registro raro, foi publicado no Facebook  pelo amigo Paulo Tarso Barros. Além de professor e ativista cultural de Macapá, Paulo é nosso parceiro no blog Porta-Retrato; é um exímio pesquisador e sempre nos brinda com essas preciosidades garimpadas nos arquivos históricos do Amapá.
Ao tomar conhecimento dessa relíquia, solicitei a ajuda ao amigo Édi Prado - também parceiro do blog - para que me conseguisse uma foto semelhante à antiga, se possível no mesmo ângulo das imagens.
Imediatamente, Édi repassou a ideia ao seu amigo fotógrafo Alex de Paula, voltaram ao local e registraram vários cliques, dos quais escolhi a tomada mais aproximada da anterior, para vocês compararem como o local está hoje, após 17 anos.

Saiba como surgiu o nome do bairro Santa Inês:
O Bairro Santa Inês surgiu em Macapá, em 1985, acompanhando o desenvolvimento econômico e populacional que vinha sendo observado na capital amapaense. (Wikipédia)
Nos primeiros anos de Macapá existia, na orla da cidade, depois da Fortaleza de Macapá, uma reentrância que chamavam-se Remanso e Elesbão.
O historiador Nilson Montoril, conta detalhes desses dois antecessores do Bairro Santa Inês.
"Sobre a praia do remanso, no terreno do entorno oeste da fortaleza e na área do Elesbão, os moradores de Macapá, que apreciavam residir na margem do rio, foram construindo suas habitações. No trecho identificado como Elesbão, atualmente cortado pala Avenida Hélio de Souza Pennafort, que começa na Avenida Henrique Antônio Gláucio e termina da avenida 1º de Maio, vários pioneiros da edificação do povoado de Macapá formaram um aglomerado urbano. Este amontoado de casinhas e gente perdurou até meados da década de 1980, ocasião em que o Governador do Território Federal do Amapá, Annibal Barcellos, o extinguiu e transferiu os moradores para o bairro Nova Esperança. O aterro da área do remanso, do Elesbão e do igarapé do Igapó começou a ser feito em 1978, durante a gestão do Governador Arthur Azevedo Henning. A contar de 1979, os trabalhos foram intensificados pelo Comandante Annibal Barcellos, se estendendo pela orla de Macapá até as proximidades do igarapé Jandiá, dando origem à Praça Abdalla Houat, Praça Jacy Barata Jucá e expansão do Perpétuo Socorro. Para iniciar o aterro dos trechos citados o DNOS procedeu à drenagem da praia onde seriam construídas as rampas acostáveis do bairro Santa Inês, do Igarapé das Mulheres e próximo ao canal do rio Amazonas. Somente na conclusão do aterro utilizou-se laterrita. O Elesbão era uma referência para quem queria comprar peixe, carne de caça, frutas e açaí que os caboclos das ilhas fronteiriças a Macapá traziam para comerciar. Ali morou uma senhora sobejamente conhecida em Macapá como Maria Mucura. Com todo respeito à sua memória, o rosto da ditosa senhora era tal e qual a cara do marsupial devorador de aves. O pequeno declive existente perto de sua casa ficou famoso como baixa da Maria Mucura. É claro que ela não gostava do apelido e xingava os desrespeitosos até a milésima geração. Moradores do bairro do Trem de Lapidação e adjacências que gostavam de degustar uma cachacinha da marca Alvorada não deixavam de passar no boteco do seu Neco Brito e deliciar, de uma talagada só, o famoso produto advindo de Abaetetuba. Na volta para casa voltavam a encostar-se à birosca que não tinha nome para engolir a saideira. No entorno da Fortaleza, junto ao remanso, foi instalado um matadouro municipal. 
Sobre a praia funcionou um abatedouro de porcos pertencente ao senhor Pedro Pinheiro Borges. Também existiu um dançará na área, cujo nome parece ter sido “Bela Vista”. Quando a “porrada comia no centro”, dava gosto ver os brigões caírem na lama ou na água. Sujos e molhados iam depurar a maldita cana e sossegar o facho na Delegacia de Polícia. Ambiente mais calmo era o “Bananeira”, aprazível recanto onde uma família do local promovia festas e vendia refeições. Só funcionava nos fins de semana. Quem caísse na besteira de beber, comer e não pagar era sumariamente denunciado na Polícia e esconjurado pelo resto da vida e mais três meses." (Nilson Montoril)
"O Remanso desapareceu entre os anos de 1979 e 1980, quando foi aterrado."

Saiba mais no blog Arambaé

Em fevereiro de 2011, através do blog da Alcinéa, o leitor Jefferson Souza repassou o que ele ouviu em uma missa celebrada pelo  padre Dante Bertolazi, que na época era pároco da Igreja São Pedro. 
"Segundo o pároco havia naquela região uma  fazenda e o lugar era conhecido por “vacaria”. Percebendo que ao redor do local algumas famílias começavam a ocupação cada vez mais contínua,  ele, padre Dante, então pároco da Igreja Nossa Senhora da Conceição, paróquia responsável pela região,  foi ao encontro do dono da “fazenda” para solicitar que este lhe ofertasse um pedaço do terreno para a construção de uma capela para os fieis que ali por perto já habitavam.
"Segundo o sacerdote, o “fazendeiro” (que ele não citou o nome), disse-lhe que não seria possível ceder o local, já que ele tinha um empreendimento e não queria perder o domínio na área. Contudo, a região continuava sendo ocupada.
Passados quatro meses o proprietário foi ao encontro do padre manifestando o desejo de   doar a área solicitada pelo pároco para que este construísse a capela. A justificativa para a mudança de opinião era que já havia muitos ocupantes na área da “vacaria” e que ele já não tinha como impedir a invasão, achando justo doar para a Paróquia um punhado do terreno a fim de promover a fé católica e criar a comunidade na região.
Após a construção da capela, afirmou padre Dante, houve uma dúvida: Qual seria o nome? ou como se chama no catolicismo, a quem ela seria dedicada?
O sacerdote revelou que na sacristia da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição encontravam-se guardadas duas imagens: uma de São Tarciso e outra da Santa Inês. Logo ele pensou que uma das duas poderia ser destinada àquela nova comunidade. Para a escolha ele levou em consideração que não poderia ser a de São Tarciso, pois sendo este o padroeiro dos coroinhas deveria permanecer ali para o culto dos seus ajudantes de altar. Então, resolveu que seria Santa Inês.
Após a escolha de Santa Inês, organizou-se uma procissão que partiu da Igreja  da Conceição em direção a pequena capela. A imagem foi introduzida na capela e tornou-se sua padroeira, continuando até hoje no altar que lhe foi confiado. A mesma imagem pode ser encontrada hoje na Igreja de Santa Inês.
Com o fato e o crescimento do bairro, popularizou chamá-lo de “Santa Inês”, por conta da Capela em honra à Santa. Tão logo, a prefeitura reconheceu o nome, passando a usá-lo ao referir-se ao local; e mais adiante, o Governo do Estado com a construção da Escola Estadual em honra a mesma Santa."
Nota do blog: O nome do dono da fazenda era Seu Antonio Barbosa.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Do Fundo do Baú: AMIGOS NA PRAÇA VEIGA CABRAL

A fotografia abaixo, foi tirada pelo historiador Nilson Montoril, numa manhã de domingo, ano de 1968, na Praça Veiga Cabral, em Macapá/AP.
Após a missa dominical vários amigos reuniram-se no primeiro banco, próximo ao Cruzeiro.
Nele aparecem, em pé, a partir da esquerda: Adalberto do Carmo Pinto, Wanderley Escoteiro, Nilson Montoril de Araújo e José Cabral de Castro. Sentados: José Jeová Freitas Marques e José da Silva Fontoura. 

Observem que a imponente mangueira que existia no meio da Rua São José, em frente ao 1º prédio da então Prelazia de Macapá ainda estava ereta. Mais à direita, após a entrada do Cine João XXIII, vê-se a residência da Dona Raimunda Marques Picanço e na frente dela a Rural Willys do José Maria Papaléo Paes, chefe do Serviço de Água e Esgoto, na época ligado a Divisão de Obras(Secretaria de Infraestrutura). Ele era genro de Dona Dica.


Bons tempos! Felizmente todos ainda estão vivos. (Nilson Montoril

Fonte: Facebook - texto e foto do historiador Nilson Montoril.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Do fundo do Baú: Nos bons tempos da Escola Normal de Macapá

Encontramos e reproduzimos essa raridade, no Baú Histórico, do amigo Nilson Montoril(*).
Nas imagens, a professora Predicanda Amorim Lopes(vestido escuro e óculos), então Diretora da Escola Normal de Macapá, e diversas alunas do educandário, cercam a aluna Helena Alencar e o aluno José Ubirajara de Souza, que desfilariam em bicicletas no dia 7 de setembro de 1950.

Segundo a professora Maria Helena Amoras essa foi a primeira turma da Escola Normal que ela participou e confirma: José Ubirajara de Sousa, e suas irmãs Deusarina e Creusa; Odete Barreto, Maria de Nazaré (filha da diretora Predicanda); Terezinha e Nazaré Guedes; Margarida, Helena Alencar; Maria Jose Pontes Barata, Maria Olinda Frazão; Corina Amoras de Araújo Josefa Jucileide, etc.....
 (*) professor, historiador, radialista e blogueiro amapaense.

Fonte: Blog Arambaé

domingo, 4 de maio de 2014

Antiga Olaria Territorial

Assim eram as instalações da antiga Olaria Territorial, montada pela primeira  administração do Território Federal do Amapá, para a produção de peças em barro destinadas às obras públicas governamentais.
Nesta foto rara, dos anos 40, vemos o prédio da antiga Olaria Territorial, em fase de montagem, com o telhado parcialmente coberto. 
Situava-se na região, entre as Avenidas Cora de Carvalho e Padre Júlio Maria Lombaerd e as ruas General Rondon e Eliezer Levy, no centro da cidade.
(Foto extraída do blog Arambaé - do historiador e professor Nilson Montoril de Araújo)
A entrada do pavilhão ficava na parte alta do terreno.
A parte que vemos em primeiro plano corresponde aos fundos do pavilhão próximo ao Igarapé da Fortaleza.
A Olaria Territorial de Macapá, inaugurada em 13 de setembro de 1950, produziu diversas peças de cerâmica. Moldadas a partir do barro, depois de queimadas, eram adquiridas pelos primeiros  moradores de Macapá. Ainda hoje, nas estruturas das casas antigas, podem ser encontrados muitos materiais produzidos na Olaria Territorial. 
Na foto anterior,  vemos telhas côncavas, do tipo Colonial, secando nas prateleiras, aguardando cosimento.
E na foto acima, são os tijolos que secam, nas prateleiras.
Nestas prateleiras secam vasos e  manilhas feitos em barro, pela antiga Olaria Territorial. 
Aqui vemos, em imagens dos anos 50, homens carregando barro, sob o comando de Raimundo das Mercês Franco, administrador da Olaria.
Aqui, na mesma época, aparecem crianças trabalhando a Olaria Territorial, em Macapá. Uma das finalidades da Olaria era contratar jovens estudantes para prestarem serviços durante 3 horas, ganhando meio salário mínimo.
As telhas planas, desta foto, eram do tipo francesa, modelo MARSEILLE.
Vasos, ladrilhos e outras peças produzidas pela Olaria Territorial, eram pintadas com motivos marajoaras, pelo artista plástico R. Peixe.
No térreo do prédio da Olaria, estavam instalados os fornos para queima de tijolos, telhas, ladrilhos e manilhas, que usavam lenha como combustível. 
O igarapé da Fortaleza passava onde hoje é a Av. Padre Júlio.
Nesta foto, sem data, de um recorte de jornal, que parece ser do órgão oficial do governo do Amapá, vemos imagem do novo forno da Olaria Territorial. Acreditamos que seja uma das obras do Governandor Ivanhoé Martins. Foto compartilhada pelo amigo Sebastião Ataíde.
Aqui vemos, reunidos,  trabalhadores da antiga Olaria Territorial.
Nota do Editor - As fotos de pessoal, pertencem ao álbum da Família Franco, e foram compartilhadas, via e-mail, com o blog Porta-Retrato pela senhora Miranilde Souza, viúva(2ª esposa) do desportista José Maria Franco, a quem agradecemos.
O Sr. Raimundo das Mercês Franco, que foi administrador da Olaria, era pai dos saudosos irmãos José Maria e do jornalista Haroldo Franco, (ambos falecidos) e de Olopércio Franco, que reside em Recife-PE.
Fonte: Historiador Nilson Montoril de Araújo – blog Arambaé
(Post repaginado em maio de 2014)

sábado, 3 de maio de 2014

Do Fundo do Baú : Amigos de Macapá: Elson e Deróssy

Fomos buscar no fundo do báu, esse registro histórico de 1960, de dois grandes pioneiros de Macapá. O jornalista Elson Martins e Deróssy Araújo.
Elson Martins é nascido no seringal Nova Olinda (AC) e estudou em Sena Madureira e Rio Branco. Viveu em Belém/PA, Macapá/AP e Belo Horizonte/MG, retornando à Amazônia em 1969 como membro da Aliança Libertadora Nacional (ALN).
A partir de 1975, foi correspondente no Acre do jornal O Estado de S.Paulo, onde testemunhou importantes acontecimentos históricos que culminaram na organização dos povos da floresta, colocando Chico Mendes na mídia nacional. 


Liderou a equipe que produziu o jornal “Varadouro”, uma das mais importantes experiências da imprensa alternativa do país.


O jornalista também fundou a Folha do Amapá, em Macapá, em uma época em que o Amapá ainda não possuía nenhuma faculdade de jornalismo.

Em 2006, trabalhou como consultor e personagem da minissérie Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, produzida e exibida pela TV Globo. 
No ano seguinte, ganhou o premio Chico Mendes de Meio Ambiente, na categoria Liderança Individual.
Elson Martins, continua residindo no Acre.
 


Saiba em "OUTRAS PALAVRAS" um pouco da vida de Elson Martins, contada por ele mesmo.

Deróssy Araújo - Crítico de cinema nos jornais «Amapá», «Novo Amapá» e «A Voz Católica» nas décadas de 1960 e 1970, na cidade de Macapá/AP.  Nascido em Belém, Pará, mudou-se para a capital amapaense em 1959, quando assumiu suas funções no Banco do Brasil. Em Macapá dedicou-se também ao magistério da língua portuguesa, à Rádio Educadora São José, que contou com sua colaboração através dos programas «Um homem, uma mulher», juntamente com sua esposa Maria Lúcia Andrade da Silva, que versava sobre as relações humanas e  o «Sétima Arte», sobre o Cinema. Participou também dos eventos culturais, sendo um dos fundadores do primeiro cineclube do Território Federal do Amapá.
Deróssy Araújo reside com a família,  em Campinas - SP. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Foto Memória de Santana: O surgimento da Vila Amazonas

Clique na imagem para ampliá-la
A construção da Vila Amazonas teve início no ano de 1957 e concluída em 1962.
A responsabilidade do projeto de arquitetura e urbanização coube ao arquiteto Osvaldo Arthur Bratke (1907-1997), especialmente encomendado pelo Grupo CAEMI (Companhia Associada de Empresas em Mineração).
A firma contratada para executar este projeto foi a Sociedade de Engenharia Mello Mattos & Amaral Ltda (de propriedade do Engenheiro Civil paulista Luís Mello Mattos).
Para quem não sabe, a Vila Amazonas é um projeto arquitetônico totalmente elaborado por técnicos brasileiros, implantando um novo padrão de arquitetura e construção que foi imitado por vários profissionais da área, inaugurando um novo projeto arquitetônico na região, adaptado ao clima equatorial.
Com a implantação da Indústria e Comércio de Minérios Ltda (ICOMI) no então Território Federal do Amapá – a partir da década de 1940 –, surge a necessidade de mão-de-obra especializada para atuar na Companhia. Devido à carência, foi preciso buscar esses profissionais em outros Estados. O objetivo inicial: treinar a mão-de-obra local. Mas a prática provou a inviabilidade do projeto.
A Vila Amazonas surgiu exatamente dessa necessidade de abrigar esses profissionais da melhor maneira possível.
A vila dividia-se em Primária (Vila Operária); Intermediária (profissionais classificados dentro da própria empresa) e o Staff(foto) (restrito somente a profissionais liberais que iam exercer elevados cargos na administração da Companhia).
Em consequência do surgimento da Vila Amazonas, as demais áreas do recém-nascido distrito de Santana, iniciaram um processo de crescimento desordenado.
Por causa disso, houve uma necessidade de manter uma integração entre as vilas Amazonas e Maia para que não acontecesse a ação de diferenças na expansão do atual município de Santana, ou seja, um balanço igualitário no quadro social da questão, sendo que na época a economia do pequeno distrito portuário girava em torno das atividades da ICOMI.
(Texto de Emanoel Jordânio - Editor do blog Memorial Santanense)
Adaptado para o Porta-Retrato
Publicado originalmente em 20 de novembro de 2009 sob o título 

Última atualização em 30/09/2019

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...