domingo, 16 de março de 2014

Pioneira do Magistério amapaense: Profª Annie Viana da Costa

(Foto: Reprodução de arquivo)
A Pioneira Annie Viana da Costa nasceu na cidade de Manaus, Amazonas, no dia 18 de dezembro de 1928, filha de advogado e jornalista Oswaldo de Mendonça Viana e ela professora Filomena Felgueiras Viana.
Estudou o primário no Colégio Progresso Paraense no período de 1937 a 1941, o ginasial no Colégio Paes de Carvalho, 1942/45, o colegial Pedagógico no Instituto de Educação, 1946/48, diplomando-se professora, e o superior na área de licenciatura em História, pela Universidade Federal do Para no período de 1968/71.
Chegou em Macapá, no dia 7 de janeiro de 1949, e ingressou no Quadro de Funcionários do Governo do Amapá, no dia 2 de fevereiro do mesmo ano, lotada na Divisão de Educação, na função de professora, com exercício no Grupo Escolar Barão do Rio Branco; entre outros cargos exerceu o de Diretora da Escola Normal de Macapá em 1962; Diretora do Instituto de Educação do Território do Amapá - IETA em 1972; nomeada 1ª Presidente e fundadora do Conselho de Educação do Território do Amapá em 28/2/1973; representou o Governo do Amapá em vários encontros fora do ex-Território.
Annie Viana foi a   Delegada do MEC no Amapá; Diretora da Divisão de Educação e Secretaria de Educação do Amapá; fundadora da Associação dos Professores do Amapá.
O registro de sua vida social está ligado ao civismo quando participava ativamente dos festejos do Dia da Pátria e dos desfiles de 13 de setembro comemorativos ao aniversario do Território.
Na política, participou do Diretório do PSD em apoio ao Deputado Coaracy Nunes,  representante do Amapá nos anos de 1950.

Em 1957 ingressou no PTB, fazendo oposição ao govemador Pauxy Nunes e, em 1981, assinou a ficha do PDS.
Casou-se com Taumaturgo Nunes da Costa em 18 de agosto de 1953, em Belém-PA; ficando viúva em 11 de abril de 1954, 8 meses depois do enlace matrimonial. Dessa união nasceu seu filho Taumaturgo no dia 29 de maio de 1954.
Profª Annie para ocupar todo o seu tempo tutelou as jovens Carlota Lúcia e Aldacy Moema que educou como filhas.
Aposentou-se em 4 de janeiro de 1984 e, desde então, passou a residir em Belém-PA.
-------------------------------------------------
Inserção - Atualização - Professora Annie Viana faleceu em Belém do Pará, domingo, 16 de março de 2014, aos 85 anos de idade. Vinha enfrentando uma pertinaz doença. (Fonte: Nilson Montoril)

--------------------------------------------------
Essa magnífica Mestra merece estar na galeria de Personagens Ilustres do Amapá por tudo que fez pela educação da juventude amapaense.
(Fonte: Livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. II, de Coaracy Barbosa - edição 1998).
(Post Repaginado e atualizado em 16/03/2014)

2 comentários:

  1. Oi, João.
    Annie Viana foi minha professora de História no Colégio Amapaense, em 1973; estava no 2º ano do Ensino Médio. Na época, graças à Habilitação no antigo curso da CADES em 1971, eu já estava lecionando História para o antigo ginásio (Colégio Amapaense, Santa Bartoloméa e Castelo Branco). Os ensinamentos e as técnicas da professora Annie foram importantes para meu aprendizado como professor de História, inclusive com a indicação de autores que eu, jovem professor, até então não conhecia.
    Já citei um fato relacionado com o professor Munhoz, e vou comentar novamente, para destacar a humildade da professora Annie: o convite feito (e aceito) ao professor Munhoz para dar uma aula em nossa turma, sobre a Renascença italiana. Como é conhecido de muitos macapaenses, o professor Munhoz, em suas férias, sempre viajava (acho que ainda viaja) muito pelo mundo. Nessas andanças, passou pela Itália, de onde trouxe vários slides (daqueles passados num projetor). No dia do assunto sobre o renascimento, simplesmente a professora Annie apareceu com o professor Munhoz, e anunciou à turma que, naquele dia, a aula seria dada por ele. Foi uma aula muito prazerosa. Bons tempos, quando se estudava sem estresse, pelo prazer de estudar, onde a aquisição de conhecimentos e novas informações acontecia de forma natural, sem atropelos.
    Valeu, João.
    Um abraço.

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pelo comentário Aluisio!
    Bem oportuno e verdadeiro.
    Bons tempos!!!
    grande abraço

    ResponderExcluir