quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Foto Memória de Macapá: O Pioneiro Jeconias Alves de Araújo

JECONIAS ALVES DE ARAÚJO - carnavalesco, poeta e esportista, filho de Zacarias Alves de Araújo e Odália Vieira de Araújo, era paraense, natural de São Miguel do Guamá, onde nasceu a três de dezembro de 1941. Estava com seis anos de Idade quando seus pais decidiram mudar para Macapá. Seu Zacarias era correeiro(feitor de correias) de méritos inegáveis e estava encontrando dificuldades para desempenhar suas atividades de curtir couros bovinos em São Miguel do Guamá. A transferência da família aconteceu em 1947, ocasião em que os trabalhos de restauração da Fortaleza já estavam quase concluídos e diversas atividades governamentais eram desenvolvidas na fortificação. Foi em busca de melhores condições para sustentar a família. Sem ter onde morar ficou alojado em duas quartinas (casamatas) da Fortaleza São José. Ao lado do forte, entre os baluartes Madre de Deus e São Pedro funcionava o matadouro da cidade, local onde Seu Zacarias visitava frequentemente para recolher o couro das rezes abatidas a fim de curti-los. No citado monumento histórico estava instalada a oficina do Jornal Amapá, órgão de imprensa do Governo do Território Federal do Amapá. Ainda criança, Jeconias se encantou com as máquinas e com as atividades dos gráficos. Moleque esperto passou a prestar diversos serviços aos funcionários, de recados à compra de merenda. Ao completar 12 anos foi admitido como aprendiz e chegou ao posto de diretor, cargo no qual se aposentou. A família Alves de Araújo já residia perto da sede dos Escoteiros do Mar Marcilio Dias, no Trem, quando Jeconias ingressou no Atlético Latitude Zero, como goleiro.  Alto, mas desengonçado ganhou o apelido de Pintão (ou filhotão de pinto). Nem a tradição Pentecostal cultivada principalmente por sua genitora impediu que Jeconias gostasse dos folguedos populares, notadamente do carnaval. Seu nome é sinônimo de folia na Associação Piratas da Batucada. Excelente compositor contribuiu para que a escola sempre brilhasse em suas apresentações. Adorava fazer versos, entre eles os que relatam passagens marcantes de Macapá. Por recomendação médica precisou deixar de lado muitas das suas atividades e decidiu ir morar em Mazagão Velho. Na vila histórica do rio Mutuacá construiu uma nova casa. Ele foi o idealizador do prédio fez os primeiros tijolos de cimento e orientou os pedreiros a que sequenciassem a produção. Para poder tocar a obra estafante, Jeconias morava na casa do Cristiano Barreto, que foi juiz de futebol. No dia 20 de outubro de 2007, por volta das 12h15min, Jeconias partiu para a eternidade. Seu corpo foi velado na Capela Santa Rita e sepultado no Cemitério São José (Buritizal), após as 16 horas. Ele iria fazer 66 anos de idade. 
Texto de Nilson Montoril de Araújo, adaptado ao Porta-Retrato
Fonte: Facebook

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