sexta-feira, 18 de março de 2011

Jovens amapaenses em estudo

Normalistas em reunião de estudo.
(Foto: Reprodução/Acervo Aloisio Cantuária)
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(Contribuição do amigo Aloisio Cantuária, via e-mail)
Data: 11/05/1960 - Da esquerda para a direita: Ana Cantuária, Renilda Maia, Albertina Guedes da Silva, Renise Maia e Elizabete.
Local: Casa do professor Alzir Maia, na Av. Henrique Galúcio. 
Irmãs Renilda e Renise de Castro Maia, filhas do professor Alzir Maia.

Nota do blog: O Professor Alzir da Silva Maia - um dos pioneiros da Educação em Macapá - foi um dos diretores da Escola Industrial de Macapá e fundador e mantenedor  da Escola Veiga Cabral, uma escola particular que situava-se ao lado da antiga Casa Califórnia (local onde hoje está situada a Feira Municipal do Centro), na rua Rio Maracá, próximo ao Mercado Central.
A Ana Cantuária é irmã do Aloisio Cantuária, que enviou cópia da foto, e informou que ela, hoje professora aposentada, continua residindo em Macapá, no bairro do Trem.
Professora Albertina Guedes da Silva, também residente em Macapá,  ocupou vários cargos nas administrações territorial e estadual e no Múnicípio de Macapá foi Secretária de Educação no governo do Com. Annibal Barcellos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Escoteiros na Praça Barão do Rio Branco

(Foto: Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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(Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
Anos 60 - Foto de escoteiros e lobinhos, integrandes do Grupo de Escoteiros São Jorge, que era mantido pela Prelazia de Macapá. Local: Praça Barão do Rio Branco.
Entre eles o primeiro à esquerda aparece o Sacramenta; o terceiro é o Jorge (hoje enfermeiro); o terceiro lobinho é o Ailton Menezes(Cacu) e o quinto é o Luiz Alberto (o brincuringa) filho do Sr. Otaciano; e o escoteiro no canto à direita é o Adilson Menezes(Cacu).
A partir da direita: o segundo e o terceiro escoteiros, lembro as feições, mas não lembro dos nomes.
Se alguém se lembrar por favor nos ajude nos comentários.
Mais uma vez agradecemos ao Milton Sapiranga Barbosa que nos ajudou a identificar alguns.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pioneiras da Educação: Dinete Botelho e Niná Nakanishi

(Foto: Reprodução/blog do Diniz Botelho)
Professoras Dinete Ferreira Botelho e Niná Barreto Nakanishi, dentro de um trailer durante a Expo-Mec, em 1973, na Praça Veiga Cabral.
A Profª. Dinete foi Secretária dessa feira.
Ambas lecionavam arte no IETA (Instituto de Educação do Território do Amapá).
A Profª. Dinete ainda lecionava artes culinárias no SESI - quando o Delegado era o Engº. Homero Platon - e a instituição funcionava na Av. Iracema Carvão Nunes, sendo depois transferida para a nova e atual sede, na Rua Leopoldo Machado, no bairro do Trem.
Professora, hoje aos 85 anos, reside em Belém do Pará.
A profª Niná faleceu em 2003.
(Texto e foto extraídos do blog do amigo Diniz Botelho)

terça-feira, 15 de março de 2011

Duas Pioneiras de Macapá

(Foto: Reprodução/Acervo Sarah Zagury)
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(Contribuição da amiga Sarah Zagury)
Ano 1968 - Duas damas pioneiras de Macapá: Dona Clemência Zagury (em pé) em companhia de Dona Marina(sentada), que trabalhava como manicure na cidade. Elas eram muito amigas.
Nota do blog: Particularmente, pensei que Dona Marina fosse enfermeira, pois sempre que ia em minha casa - atender algum chamado - era para aplicar injeção ou fazer curativo em alguém da família. Desconhecia sua atividade de manicure.
Fiquei sabendo agora pela amiga Sarah Zagury que nos enviou mais esta foto do acervo fotográfico da família.(João Lázaro)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Primeiras Antenas Parabólicas da Embratel

(Foto:Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra) 
Estas foram as primeiras antenas parabólicas instaladas pela Embratel(?), para implantar o sistema de comunicação telefônica no Amapá.
(Foto: Reprodução de jornal)
Situavam-se na rua Jovino Dinoá, bairro do Beirol, área onde hoje está sendo construído um conjunto habitacional, pela Prefeitura, para remanejamento dos moradores da Baixada do Mucajá (bairro Santa Inês).
Com o avanço da tecnologia elas foram substituidas pelo sistema via satélite e, consequentemente, desmontadas.
(Repaginado em 2011)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Iate "Itaguari"

(Foto: Reprodução/Acervo Amiraldo Bezerra)
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(Foto: Contribuição do amigo Amiraldo Bezerra)
(Reprodução)
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(Foto: Acervo do Museu Histórico do Amapá)
Anos 50 - Iate "Itaguari" que fazia linha para o Oiapoque e pertencia à frota do Governo do Território Federal do Amapá.
Pegou fogo.
(Repaginado em 2011)

terça-feira, 8 de março de 2011

Alice Gorda: Grande Incentivadora do Carnaval de Macapá

Nossa Homenagem...
Sra. Alice Gorda (Maria Alice Guedes de Azevedo), chegou em Macapá no início do Território, oriunda de Belém do Pará, para trabalhar no Macapá-Hotel e depois se tornou a maior incentivadora do Carnaval de Macapá, principalmente das antigas Batalhas de Confete e do Bloco “A Banda”, passando por Boêmios do Laguinho e Piratas da Batucada.
(Foto: Reprodução de víde/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 1 - Sra. Alice(4ª na escada do Pensionato São José) junto com várias amigas, também pioneiras, entre elas profª Zulma Carneiro (3ª)  e outras amigas.
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 2 - Sra. Alice e duas amigas em frente ao velho Macapá Hotel.
Nota do blog: a da esquerda de blusa escura é a Zulair Pimentel e a de blusa branca é filha do Sr. Adalto (das Casas Pernambucana, irmã do Roberval, do Tinilo, do Luiz - mas não lembramos do primeiro nome).

(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 3 - Sra. Alice Gorda e Vânia, na avenida.
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 3 - Sra. Alice Gorda(sobre o capuz do veículo) e outros brincantes, no caminhão do bloco "A Banda".
Data presumível da foto: 1975
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 4 - Rei e Rainha Momo: Sacaca e Alice Gorda, respectivamente.
(Foto: Reprodução de vídeo/Documentário "Batalhas de Confete")
Foto 5 - Sra. Alice Gorda - Rainha Momo do Carnaval de Macapá.
Fonte: Informações históricas e  fotos foram extraídas do Documentário em DVD sobre Batalhas de Confete – Produzido por Bruno Gerônimo com a Co-Produção de Pauta Produções & Publicidade.
Uma realização da Prefeitura Municipal de Macapá.

Nota do blog: Por gentileza, se alguém souber identificar os integrantes das primeiras fotos e quizer colaborar com o blog, nos ajudando a completar as legendas, pode nos informar através do e-mail: jolasil@gmail.com com a devida identificação e ordem pela numeração das fotos.

(Última atualização:10/03/2011 às 14:45h)

Terça-Feira de Carnaval: Dia do Bloco “A Banda”

Publicamos aqui a versão sobre a verdadeira história do Bloco de Sujos "A Banda", escrita por Austregésilo Sussuarana em 11/01/99, irmão do saudoso João Sussuarana, do bairro do Trem. Austregésilo também já é falecido.
(Foto: Reprodução/DVD Vai passar a banda/print de tela)
“O Bloco de sujos denominado “A Banda”, teve o seu início na sede do Amapá Clube, em uma terça-feira gorda de carnaval do ano de 1965."
(Reprodução)
"No domingo gordo de carnaval daquele ano, na sede do Amapá Clube, o nosso amigo José Figueiredo Souza – “O Savino”(foto), teve a ideia de formar um bloco de sujo para brincar o carnaval. Da equipe de sócios do clube, na época, presente naquele domingo estavam, além do Savino, Amujacy Borges de Alencar, que era, na época, o então presidente do clube; José Maria Frota de Almeida; Tenente Pessoa, “O Ingrena”, já falecidos, (o Tenente Pessoa todos os anos gostava de sair de “anjo”); Lourival Francisco de Oliveira adorava se vestir de “boneca”. João de Castro Sussuarana, já falecido, gostava de tomar o seu “rum”, seguindo sozinho, motivo pelo qual alugava a carroça do Ramiro, conhecido como “Ramiravel”, também falecido. Na Carroça, já abastecida de rum e gelo, aqui e acolá tomava um gole.”
(Reprodução)
Após a morte do João Sussuarana, o seu irmão Austregésilo Sussuarana(foto) passou a assumir comandando da “Farmácia” distribuindo a pinga e gelo aos brincantes.
Jarbas Ferreira Gato que também foi presidente do Clube, Darciman Borges de Alencar, Altair Pereira Lemos, José Tavares de Almeida (Cartório Jucá) - falecido, professor Munhoz, Bernardo Rodrigues de Souza, professor Wanderley, Raimundo Penafort, Façanha, Jeffeson Luiz, Eleodon José “o Perereca”, Osmar Oliveira, vulgo "Budorinha”,...
(Reprodução)
... Job de Melo Nogueira(foto) - falecido, estes foram os fundadores do bloco de sujo “A Banda”. "
"Onde arranjar os tambores para a batucada? Foi aí que o Savino e o Amujacy resolveram o problema, na época o Amujacy era diretor do Colégio Industrial de Macapá e o Savino, professor no Colégio Amapaense, ficando dessa forma resolvido o problema do bloco de sujo, que saiu às ruas pela primeira vez naquela terça-feira gorda(1965), diretamente da sede do Amapá Clube às 14 horas."
(Reprodução) 
"Nesse mesmo ano quando o bloco passava pela rua Leopoldo Machado, no canto do Estádio Glycério Marques, apareceu aquela boneca grande bailando e se juntou ao bloco, era o “Cutião”- Claudionor Monteiro Lima - embaixo da boneca dançando, - a "Chicona" - que até hoje dança no bloco alegrando a turma, só que o nosso amigo Cutião nos deixou em 1995."
"Depois surgiram outros bonecos, o marido, "Anhanguera", os filhos, "Arizinho" e "Cuteão", e a boneca Iracema, uma homenagem à D. Iracema Carvão Nunes, esposa do Cel. Janary Gentil Nunes, primeiro governador do Amapá." (Overmundo)
"Na época o ex-governador do Território, Janary Nunes, era candidato a Deputado Federal pela UDN, e sua campanha tocava aquela marcha musical “Pra ver a Banda passar” (A Banda – música de Chico Buarque de Holanda), aí também adotamos a mesma música em nosso bloco, isto porque a maioria era funcionário público e adepto à campanha de Janary."
Ouça a música clicando no play (seta) abaixo:
"A Banda"(1967) - Nara Leão

"Hoje na Banda toca de tudo, frevo, axé, as tradicionais marchinhas e outros ritmos populares, sem esquecer, é claro, da música tema." (Overmundo)
"Contratamos então a banda da Guarda Territorial, apelidada como “A furiosa”. O nosso percurso era o seguinte: Amapá Clube, com saída às 14 horas, praça Veiga Cabral, Cândido Mendes, Feliciano Coelho, Leopoldo Machado e Avenida FAB, até o palanque oficial, em frente ao Palácio.
Naquela época o governador substituto era Roberto Rocha Souza, revolucionário e não gostava nada do Janary Nunes, como o nosso bloco adotava a música de campanha do Janary, o Robertão, assim era chamado, proibiu os componentes d'“A Banda” de passarem em frente ao palanque oficial, determinando ao chefe da polícia que os guardas territoriais não deixassem os componentes d'“A Banda” passar em frente ao palanque oficial."
(Reprodução)
"Nessa ocasião, Savino(na foto ao lado da Alice gorda, outra incentivadora da "Banda"), Amujacy e outros brincantes, após várias discussões com os policiais, resolveram não enfrentar os policiais e acatar as ordens, saindo da Avenida FAB pela direita da rua Eliezer Levy com destino à sede do Amapá Clube. Os espectadores que estavam apreciando toda a confusão da arquibancada deixaram o palanque e nos acompanharam dançando e cantando a marcha “Pra ver a Banda passar”. No palanque ficaram poucas pessoas porque a maioria nos acompanhou pulando e dançando e, cada vez mais, o bloco ia engrossando até a chegada na sede do Amapá Clube, a quadra de basquete ficou pequena para tantos brincantes inconformados com as ordens arbitrarias do governador “Robertão”, e a folia só terminou altas horas da madrugada.”
(Foto: Reprodução/DVD Vai passar a banda/print de tela)

"A cada ano que passa ganhamos mais espaço. Antes não recebíamos nenhum tipo de apoio ou patrocínio, mas agora as coisas mudaram. Tanto o governo quanto o empresariado local fazem questão de investir nessa brincadeira que passou a ser patrimônio cultural de Macapá", diz o presidente do bloco, José Fiqueiredo de Souza - o Savino.
Para diminuir os índices de violência durante o desfile, a diretoria do bloco criou estratégias. A principal é a distribuição de dez trios-elétricos, com bandas locais, para animar o percurso todo. Savino diz que a decisão é também uma solicitação antiga da população, a animação das bandas faz com que os brincantes gastem toda a energia dançando. Batidas de limão, maracujá, taperebá e gengibre são servidas gratuitamente aos brincantes. Até quem passou o carnaval inteiro em casa sai na varanda para ver A Banda, que percorre sete quilômetros de ruas e avenidas." (Overdose)
As fotos referentes à História da "Banda" e outras informações complementares, foram extraídas do Documentário - em vídeo -  "Vai Passar 'A Banda'", produzido e editado em DVD pela Perfil Comunicação & Marketing. Realização da Prefeitura Municipal de Macapá.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Rainha do Carnaval de Fazendinha-AP

(Foto: Reprodução/Arquivo Aloisio Cantuária)
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Data entre 1959/61 - Baile de Carnaval na antiga Piscina Territorial

Maria Anísia, Rainha do Carnaval do Fazendinha Esporte Clube e Vitório Cantuária, presidente do clube.
(Mais uma contribuição do amigo Aloisio Cantuária, filho do Sr. Vitório)

Vencedora do Concurso Rainha do Carnaval de 1962

(Foto: Reprodução/Imagem de arquivo)
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Suely Cavalcante - Candidata vencedora do Concurso Rainha do Carnaval de 1962, em Macapá.

Carnaval de Salão

(Foto: Reprodução/Imagens de Arquivo)
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Foto 1 - Ano 1962 - Candidatas ao Concurso Rainha do Carnaval de 1962.
(Foto: Reprodução/Imagens de Arquivo)
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Foto 2 - Ano 1962 - Concurso Rainha do Carnaval de 1962.
Candidatas em desfile concorrendo ao título: A partir da esquerda: Raimunda Conceição, (hoje reside no Rio de Janeiro); depois  Suely Cavalcante; seguida de  Roneli Souza(falecida); a quarta é Eleanora Aymoré e quinta candidata Zuleide Pontes, viúva do Iranildo Trindade Pontes. 
Nas mesas da pista, vemos em primeiro plano, à esquerda, o saudoso Luis Carlos de Araújo Monteiro, que foi presidente da CEA; atrás dele encostado à parede, o jovem Antônio Cabral de Castro (advogado).
O evento foi realizado no Aeroclube de Macapá, que posteriormente foi transformado em Assembleia Amapaense, funcionando até 1972.

domingo, 6 de março de 2011

Raridades Musicais

Marchinhas de carnaval que tocavam no rádio.
(Reprodução internet)
Para ouvir essas relíquias musicais,
basta clicar no Play (seta):

Cabeleira do Zezé(1964) - Jorge Goulart
Cachaça(1953) - Carmem Costa e Colé
Índio Quer Apito(1961) - Walter Levita
Marcha do Remador(1964) - Emilinha Borba
Me Dá Um dinheiro Aí (1960) - Moacyr Franco
Mulata Iê, iê, iê (1965) - Emilinha Borba
Pó-de-mico (1963) - Emilinha Borba
Saca-Rolha (1954) - Zé e Zilda
Tem Nego Bebo Aí(1955) - Carmem Costa
Tomara que Chova(1951) - Emilinha Borba
Com Jeito Vai(1957) - Emilinha Borba

Vou Ter Um Troço(1962) - Jackson do Pandeiro

Turma do Funil(1956) - Vocalistas Tropicais

História do Carnaval de Macapá

A história do carnaval amapaense começa com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1946.
Nessa época, Macapá estava em franco desenvolvimento, com a construção dos primeiros prédios públicos, erguidos pelo governo Janary Nunes, nos primeiros anos do Território Federal do Amapá.
A mão de obra qualificada foi toda importada de outras partes do país, excencialmente do Pará.
(Foto: Reprodução/Imagem de arquivo)
As primeiras obras, como o Hospital Geral de Macapá...,
(Foto: Reprodução/Imagem de arquivo)
... o Grupo Escolar Barão do Rio Branco e a residência oficial, foram responsáveis pela chegada dos primeiros carnavalescos.
Eles deram o tom aos carnavais de rua e ajudaram a fundar os primeiros blocos de sujo, que depois se transformaram nas maiores e tradicionais Escolas de Samba da Macapá antiga: Boêmios do Laguinho e Maracatu da Favela.
Uma parte dos operários chegou da cidade de Belém, onde o carnaval era forte.
Os profissionais de qualidade, como os pedreiros Mestre Bené, José Vagalume dos Santos, Mestre Hollywoody, Picolé e Mestre Fabiano, além de Mané Souza, que era ferreiro e tantos outros, chegaram em Macapá e foram logo mostrando que eram “os bambas”, denominação para quem sabia tudo sobre carnaval.
Eles aproveitavam os intervalos do serviço, pra reunir, traçar planos, das apresentações dos blocos nas ruas da cidade.
Nesses períodos surgiram os blocos de sujo e os ranchos: uma espécie de embrião das Escolas de Samba dos tempos atuais.
(Foto: Reprodução de vídeo/print de tela)
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Os blocos eram osBandoleiros da Orgia”(foto)...
(Foto: Reprodução de vídeo/print de tela)
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... e "Os Tricolores da Folia”(foto acima),que se transformaram em “Boêmios do Laguinho” e “Maracatu da Favela”, respectivamente.
Ao final da década de 40 as agremiações passaram a se organizar melhor, com passistas, porta-estandarte e bateria, quesitos obrigatórios para os Ranchos se apresentarem em público.
Mas a ideia esbarrava na falta de um local adequado. Foi quando surgiram os comerciantes que passaram a organizar os eventos. Quase sempre aos finais de semana: aos sábados e domingos.
Essa concentração de pessoas, gerava lucros garantidos aos seus estabelecimentos comerciais.
(Foto: Reprodução/imagens de arquivo)
A primeira batalha de confete – nome em homenagem à época carnavalesca - foi realizada em frente ao Macapá Hotel(foto), que era o “point” da sociedade local. Lá, as recém-criadas agremiações carnavalescas, desfilavam sempre aos sábados e aos domingos gordos, deixando as terças-feiras de carnaval para o desfile dos foliões e blocos de sujos pelas ruas da cidade. Os chamados"caretas" que perambulavam pelas ruas da cidade, levando alegria e descontração.
O crescimento da cidade, e dos próprios blocos e ranchos, fizeram com que surgissem outros locais para apresentação.
Em 1963, com o fim das Batalhas de Confetes em frente ao Macapá Hotel, as agremiações carnavalescas passaram a se exibir em vários pontos,...
(Foto: Reprodução do Jornal Amapá)
... entre eles, uma área interna da Rádio Difusora de Macapá(foto).
Na descida da Cândido Mendes em frente à Farmácia Serrano; no Urca Bar, comércio que ficava na Av. Feliciano Coelho esquina com a rua Eliezer Levy, no bairro do Trem...,
...e no Bar do Barrigudo (Casa Estrela D’Álva), também no bairro do Trem, um comerciante paraense, natural de Salinas de Nome Miguel Nunes(foto), que tinha um bar bastante frequentado pelos foliões; no Laguinho, na Casa Estrela, da família Pinheiro,  na esquina da rua General Rondon com Av. Ernestino Borges e no Cacique Bar no bairro Santa Rita, de propriedade da senhora Alice Gorda, que por muitos anos foi a Rainha Momo do Carnaval de Macapá.
O crescimento da cidade também provocou algumas mudanças que, para alguns, já se faziam necessárias, especialmente porque os Ranchos foram transformados em Escolas de Sambas, que apesar de amadoras, eram mais bem organizadas nos seus desfiles. Mas, para outros, o progresso decretou o fim das Batalhas de Confetes.
Surgiram os bailes carnavalescos nos clubes da cidade e com isso, as Batalhas de Confetes começavam a sair do raio de ação dos foliões, e não atraiam mais a atenção dos grandes comerciantes e investidores, que organizavam os desfiles.
Foi então que a Prefeitura de Macapá e o Governo do Território, logo após a Revolução, a partir de 1965, passaram a administrar o carnaval macapaense, concentrando o desfile na Av. FAB, considerada até o final da década de 90, como “a passarela do samba”.
Nota do blog:O amigo e professor (de História) aposentado Lindoval Souza, registrou nos comentários um adendo para lembrar que "a primeira pista para o desfile oficial das escolas de samba e blocos foi a Av FAB mas, bem em frente a escola Barão do Rio Branco, com direito a palanque, arquibancada e uma rampa elevada onde se apresentavam os sambistas escolhidos por cada agremiação, valendo ponto.
(Reprodução)
 Lembro bem das performances do grande Falconery(foto) e outros. Era também a época do Luís do apito e vários bambas cujos nomes não lembro mais."

A partir de 1965 as Escolas Maracatu da Favela e Boêmios da Laguinho, que rivalizavam e dividiam as conquistas, ganharam dois adversários de peso: foi fundada a Associação Recreativa Piratas da Batucada, no bairro do Trem, e no ano seguinte, surgiu a Embaixada de Samba Cidade de Macapá, que ficou com os títulos dos dois anos seguintes.
O detalhe é que essas agremiações carnavalescas, foram fundadas por foliões descontentes com a hegemonia que imperava no carnaval amapaense.
O carnaval na Avenida FAB, apesar do amadorismo, passou a ser mais organizado com as Escolas de Samba melhor estruturadas. Mas o local começou a ficar pequeno, devido ao extraordinário crescimento do carnaval, e havia a necessidade de se levar o desfile para um lugar mais amplo e que pudesse suportar a pressão das torcidas das Escolas de Samba.
Aí veio o Sambódromo, outro capítulo importante no Carnaval macapaense.(Texto de Anibal Sérgio)

Texto e algumas fotos reproduzidos do DVD sobre "Batalhas de Confete".
Fonte: Documentário em DVD sobre Batalhas de Confete – Produzido por Bruno Gerônimo com a Co-Produção de Pauta Produções & Publicidade. Uma realização da Prefeitura Municipal de Macapá.

Matéria baseada em informações repassadas pelos carnavalescos José Lino, Pelé da Maracatu, Dona Fifita, Maria Sambista, Domingas Peres, Luzia Peres, Dona Lica, Graça dos Santos, Maria José e Francisca.
(Última atualização em 11/02/2013)

sábado, 5 de março de 2011

Comissão Organizadora do Carnaval de Rua

(Foto: Reprodução/Arquivo pessoal)
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Anos 80 - Membros da Comissão Organizadora do Carnaval de Rua do Município de Macapá.
Da esq. p/dir.: Eraldo da Silva Trindade, eu João Lázaro, Paulo Silva, embaixo Ubiracy Picanço, Rei Momo "Sacaca", Aureoney, Reginaldo Nobre e Coronel Barroso.
(Nota do blog: O senhor de cabelos brancos e a mocinha da direita não fazem parte da Comissão, apenas estavam presentes no palanque oficial quando foi registrada a foto. O garotinho é filho do Reginaldo Nobre).

sexta-feira, 4 de março de 2011

Familia Zagury recepcionando visitantes ilustres

(Foto: Reprodução/Arquivo família Zagury)
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(Contribuição da amiga Sarah Zagury)
Anos 50 - Governador Janary Gentil Nunes e outros visitantes com a família Zagury nas dependências da fábrica do Flip Guaraná.
Segundo descrição da amiga Sarah Zagury, !"da esquerda para direita: Tia Meriam ( hoje com 93 anos), meu pai Isaac Zagury, minha avó Sarah Rofféh Zagury, Coronel Janary Nunes, Tio Zeca (José Zagury), Tia Ester."
Dos demais integrantes conseguimos reconhecer à direita (na porta da fábrica atrás do visitante de bigode) o rosto do Sr. Otaciano Bento Pereira (bem novo) e mais à direita olhando por trás do visitante de calça preta e de óculos Dr. Hildemar Pimentel Maia.
Ao fundo o barracão de madeira da fábrica do Flip Guaraná.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O velho sobrado da praça da Matriz

(Reprodução/Acervo Leão Zagury)
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Esta foto rara do antigo prédio localizado na esquina da Av. Mário Cruz com a rua Cândido Mendes, na Praça Veiga Cabral, me foi gentilmente enviada, via e-mail, pelo amigo Leão Zagury.
(Reprodução/Acervo Sarah Zagury)
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E esta outra me foi enviada recentemente, também via e-mail, pela amiga Sarah Zagury, irmã do Leão.
Por ser muito antiga, solicitei que o próprio Leão resumisse para o blog a história daquele patrimônio histórico da cidade de Macapá.
E ele descreveu assim:
“Inicialmente naquele prédio funcionou a Sorveteria Central, dirigida pelo meu Tio Natan Pecher e por minha avó Sarah e quem preparava os sorvetes era um funcionário chamado Biló (as fotos são dessa época). Em seguida passou a funcionar a Farmácia Zagury, gerenciada pelo Hernani Guedes que após algum tempo resolveu montar sua própria. A seguir passou a funcionar a agência da Cruzeiro do Sul dirigida pelo meu Tio Moisés e gerenciada pelo Laurindo Banha. O sobrado sempre foi a residência da minha avó paterna Sarah Roffé Zagury com quem morou o Tio Moisés quando solteiro e lá permaneceu após o casamento e a morte da vovó Sarah.”
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Nota do Editor:
a) O Tio Natan a quem Leão se refere em seu texto, era o “seu” Natan que também foi proprietário do “Café Continental” que localizava-se na rua São José, entre as avenidas Presidente Vargas e Coriolano Jucá;
b) Hernany Guedes hoje é proprietário da Farmácia Cristo Rei, na Praça Veiga Cabral;
c) Laurindo Banha, após a extinção da Cruzeiro do Sul e o fechamento da Casa Leão do Norte, filiou-se à antiga ARENA (Aliança Renovadora Nacional)  e foi um dos 9 vereadores  pelo Município de Macapá, nomeados em 1970.
Links relacionados:
"Seu" Banha
"Seu" Hernani
Casa Leão do Norte
(Repaginado em 2011)

(Foto: Reprodução/Aloísio Cantuária)
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O amigo Aloisio Cantuária nos envia - via e-mail - sua contribuição ao blog, para que seja feita a comparação: o velho sobrado da Praça da Matriz, hoje.
“Quando estive em Macapá, na segunda quinzena de janeiro, registrei algumas imagens. Entre elas, o velho sobrado, no estado em que hoje se encontra.”
Segundo ele “a foto é recente, do dia 28 de janeiro de 2011. Não sei o que funciona hoje no prédio. Minha lembrança do prédio é do tempo em que ali funcionou a agência da Cruzeiro do Sul. Sem saudosismos, dá pra perceber que perdeu o encanto”.(Aloisio Cantuária).
(Última atualização dia 3/3/2011, às 21h)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sr. Ivaldo Alves Veras: Um Pioneiro das Comunicações no Amapá

(Reprodução)
Radiotecnico Ivaldo Alves Veras pioneiro das Comunicações no Amapá.
"Seu" Ivaldo Alves Veras nasceu em 31 de julho de 1931, na localidade de Granja, Estado do Ceará, filho de Francisco Alves Veras e Dona Rita Ferreira Veras.
Foi o sétimo da prole de seu Chico Doca, como era conhecido o seu pai.
Entrou para a escola aos 8 anos de idade e desde cedo aprendeu a consertar rádios, na oficina de seu irmão.
Trabalhou na Rádio Amplificadora Piauiense, de 1943 a 1948; e na Rádio Difusora de Teresina-PI foi o técnico responsável no período de 1949 a 1955, tendo inclusive participado da montagem dos equipamentos.
Convidado por seu irmão Manoel Veras, chegou à Macapá, no dia 11 de maio de 1955, em companhia de sua esposa, Dona Conceição de Maria Veras, e seus dois filhos Mona Liza e Heidervaldo, assumindo imediatamente a direção técnica da Rádio Difusora de Macapá.
Durante 19 anos,ofereceu sua experiência profissional, desempenhando quase todos os cargos na ausência de seus titulares.
Em 1965 participou da fundação da Companhia Amapaense de Telefones - CAT e, em janeiro de 1966, foi colocado à disposição da companhia para acompanhar a instalação dos equipamentos, permanecendo até o ano de 1974, quando se desligou do governoe passou a fazer parte do quadro de funcionários da CAT, já pertencente ao Sistema TELEBRÁS com a denominação de TELEAMAPÁ.
Ivaldo Veras administrou os trabalhos da implantação dos equipamentos telefônicos B-64 da SIEMENS; da primeira rede de cabos telefônicos da cidade de Macapá; instalou o primeiro equipamento PABX do Hospital São Camilo; foi o técnico responsável pela instalação dos primeiros telefones nos Municípios de Amapá, Calçoene, Oiapoque, Mazagão, Chaves e Afuá, dando assistência a todos esses sistemas.
No ano de 1982, foi eleito Operário Padrão da TELEAMAPÁ e, na disputa com operários de outras empresas realizada pelo SESI, foi eleito o Operário Padrão do Território do Amapá.
Veras era dotado de um espírito comunitário invejável.
Vivia fazendo favores para seus amigos e colegas de trabalho, e quem o conhecia, combatia essa sua forma de agir porque se entendia que estava sendo usado, mas ele nunca entendeu como tal.
O bondoso amigo Veras faleceu repentinamente, deixando saudades para centenas de colegas, amigos e seus familiares.
Ivaldo Alves Veras, teve seu nome imortalizado na avenida onde está construído o Sambódromo, próximo ao Marco Zero do Equador, em Macapá.
Ivaldo Veras foi um Pioneiro e personagem importante nas comunicações do antigo Território do Federal do Amapá.
(Fonte: Informações extraídas do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol II, de Coaracy Sobreira Barbosa).
(Repaginado em 2011)

terça-feira, 1 de março de 2011

Família Balieiro: Uma família Tucuju

(Foto: Reprodução/Arquivo/família Balieiro)
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Ano 1969 - Família Balieiro. Foto tirada na Avenida Pedro Baião, entre as ruas General Rondon e Eliezer Levy, em Macapá.
Nela estão, da esquerda para a direita: José Raimundo Homobono (Zeca), Ubiratan Homobono (arquiteto), Maria José, Raimunda, Graça, D. Carminda, Socorro, Antonina e Antonino (desenhista).
Na frente, Ana e Débora (filha da Antonina).
(Contribuição da amiga Karla Balieiro)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desfile das Nações na Piscina Territorial

(Foto: Reprodução/Arquivo Josie Remedios)
 Ano 1967 - Desfile das Nações Unidas - festa na Piscina Territorial: A partir da esquerda: Graça Redig (Brasil), Neide (Holanda), Josie (China), Reiko (Japão), Dayse (Espanha) e Emília (Itália).

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bons Tempos dos Desfiles de Beleza

(Reprodução/Arquivo Josie Remedios)
Ano 1968 - Desfile da "Dez Mais Elegantes" na sede do Aero Clube de Macapá.
(Contribuição da amiga Josie Remédios)
À esquerda a candidata  Josie Remedios e à direita Maria de Nazaré Bessa de Castro, concorrentes ao título.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...