quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Conjunto "The Brazilian Bitles" se apresentou em Macapá

(Reprodução/Revista Icomi Notícias)
Foto de 1966 - No detalhe os 5 membros do grupo musical brasileiro The Brazilian Bitles, em apresentação nos salões de festas da Piscina Territorial para uma seleta plateia, em evento patrocinado pelo Country Club Equatorial.
O renomado conjunto fez uma apresentação para o público no Estádio Municipal Glycério de Souza Marques. O flagrante mostra na mesa (de lado, à direita da foto), a bibliotecária Dea Rola Soáres filha do Sr. João Soares, um dos Pioneiros de Macapá.

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The Brazilian Bitles - Esperando você.mp3
The Brazilian Bitles - Vem meu amor.mp3
The Brazilian Bitles - Louco de amor.mp3

The Brazilian Bitles - Não tem Jeito  -    Ouça
The Brazilian Bitles - Esperando Você - Ouça
The Brazilian Bitles - Vem meu Amor - Ouça: 
The Brazilian Bitles - Louco de Amor - Ouça

(Repaginado em agosto de 2011)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O lago que virou favela

(Reprodução)
Antigamente quando se passava pela Rua São José entre a Rua Mãe Luzia e José Antônio Siqueira, em Macapá, se apreciava essas imagens, num lago de águas paradas.  Depois o local foi invadido e transformado numa favela.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Festa de aniversário

( Foto: Reprodução / acervo Família Zagury )
( Foto: Contribuição da amiga Sarah Zagury )
A foto é de 1962 – Festa dos 13 anos da amiga Sarah Zagury. Ela com amiguinhos de sua época.
A partir da esquerda: Os dois garotos são filhos do Sr. Heitor Picanço, o mais alto é o Roberval (Badú) Picanço, ao lado dele a menina é a Josie Mengai (irmã do Fernando Remedios); as demais do lado dela, lembro das feições mas não os nomes; a jovem no centro da foto de travessa branca no cabelo é a Sarah (aniversariante). Na cadeira de rodas a Lurdinha, amiga da Sarah. A jovem de cabelinho curto, blusa sem manga, com as mãos em frente ao corpo, (salvo engano) estou achando parecida com a filha do Capitão Luiz Ribeiro de Almeida parece que o nome dela é Vânia (a confirmar); A 3ª menina à direita da foto (de vestido branco) é a Marilanda (filha do Dr. Orlando Sabóia). As crianças não deu pra reconhecer ninguém. Quem conhecer alguma delas pode escrever nos comentários que completaremos a legenda.  Ao fundo o barracão da fábrica do Flip Guaraná, com janelas fechadas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Funcionários pioneiros

(Foto: Reprodução / acervo família Amoras dos Santos)
( Clique na foto para ampliá-la )
( Foto compartilhada pelo amigo Heraldo Amoras - via e-mail )
Nesta foto, presumivelmente, tirada entre os anos de 1958 e 1960, vemos funcionários da antiga SUSNAVA - Superintendência de Navegação do Território Federal do Amapá.
Segundo o historiador Nilson Montoril, o órgão onde o pessoal da fotografia trabalhava era, na verdade, o Serviço de Transporte do Território do Amapá- SERTTA Navegação. O Sertta coordenava o Sertta Rodoviário e o Sertta Navegação. Seu Alceu Ramos era o superintendente.
Em pé, da esq. para dir. (ao fundo) : (?) – 2º (?) – 3º sr. Benedito Santos (Chefe Bené - escoteiro - já falecido) – 4º Idemburgo Almeida ;5º sr. Guedes.
Em pé, da esq. para dir. (frente): 1º (de óculos escuros)sr. Marcos Farias dos Santos (pai do Heraldo); 2º sr. Fukuoka; 3º (atrás) sr. Humnur Franklin Távora; 4ª sra Edite Penafort; 5º(atrás)(?); 6º sr Alceu Paulo Ramos, (ex-superintendente da SUSNAVA); 7º sr. Coutinho; 8º (camisa branca) Haroldo Pinto Pereira; 9º (atrás do Haroldo) (?); 10º, (relógio no pulso), sr. José Maria Franco (irmão do jornalista Haroldo Franco).
(Quem conhecer os demais pode nos ajudar a identificá-los, através da caixinha de comentários ou nos informar pelo e-mail jolasil@gmail.com,  para completarmos a legenda.)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Antigos alunos do Colégio Amapaense

( Foto: Reprodução / Acervo Família Amoras )
 ( Clique na foto para observar melhor )
O próprio Heraldo, descreve os que aparecem na foto: em pé nos fundos, da esq para dir: 1º (? de calça branca) – 2º (?) – 3º (?) – 4º (?) – 5º ,com bigode, é meu pai Marcos Farias dos Santos – 6º é o Edésio – 7º (?) – 8º (?) – 9º (?) – 10º (último à direita, de braços cruzados) Humberto Cruz; As duas moças abaixadas, no centro são: Isabel Conceição de Alencar e Maria de Jesus Conceição Alcantara.
(Quem conhecer algum dos demais, pode ajudar nos comentários ou enviando os nomes para o e-mail  jolasil@gmail.com ).
Esta foto rara, tirada nos anos 50, nos foi compartilhada, via e-mail,  pelo amigo Heraldo Amoras, filho da querida professora Maria Helena Amoras dos Santos - uma das pioneiras do magistério amapaense - e do também pioneiro, Marcos Farias dos Santos.
No registro fotográfico alunos e alunas do Colegio Amapaense - do 2ºsemestre de 1952, postados em frente ao prédio do então Grupo Escolar Barão do Rio Branco, que serviu de sede inicial do referido estabelecimento, conforme o resumo histórico abaixo:
Síntese histórica - O Colégio Amapaense foi criado pelo primeiro governador do Amapá Janary Gentil Nunes, através do Decreto territorial nº 49, de 25 de janeiro de 1947. Recebeu inicialmente o nome de Ginásio Amapaense. Iniciou suas atividades em abril do mesmo ano, de forma condicional, até agosto, quando foi autorizado para funcionar pela Seccional do Ensino Secundário do então Ministério de Educação e Saúde, sediada em Belém (Pará), pela Portaria nº 367/47.
A matrícula inicial foi restrita à 1ª e 2ª séries ginasiais, tendo como sede o Grupo Escolar Barão do Rio Branco (Grupo Escolar de Macapá) em caráter temporário até a conclusão de seu prédio (primeiro bloco).
Em 12 de julho de 1950, o Ministério da Educação e Saúde expediu a Portaria nº 244, concedendo equiparação do Ginásio Amapaense, reconhecendo o ensino ministrado com validade para todo o país.
Em 25.01.1952, pelo decreto governamental nº 125/1952, o Ginásio Amapaense passou a se chamar Colégio Amapaense, recebendo alunos do antigo Curso Científico, que passou a receber a nomenclatura de Curso Colegial, correspondente atualmente ao Ensino Médio, funcionando em três turnos.
Em 13 de junho de 1952 passou a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na Av. Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas 9 salas de aula. (Texto: Edgar Rodrigues) Fonte: Governo do Amapá

domingo, 14 de agosto de 2011

Morre em Macapá, aos 93 anos, o Comandante Annibal Barcellos

(Foto: Reprodução / Google imagens)
Vítima de insuficiência respiratória, morreu às 3 horas da manha do domingo(14), aos 93 anos, em sua residência em Macapá, capital do Amapá, o Comandante Annibal Barcellos.
Seu corpo foi velado por dois dias – domingo e segunda feira - no prédio da Assembleia Legislativa do Amapá, na Av. Fab com a rua Leopoldo Machado, no centro da cidade. Seu sepultamento aconteceu por volta das 12 h da terça-feira(16), no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Macapá.
Annibal Barcellos era natural do Campos dos Goytacazes (um município localizado ao norte do estado do Rio de Janeiro), onde nasceu em 10 de julho de 1918,  filho de Manoel Barcellos Filho e Dona Minervina Barcellos. Casou-se com Dona Maria Cerqueira Barcellos com quem teve dois filhos. Oficial da Marinha, formado pela Escola Naval em 1939, sempre teve participação ativa na vida pública militar, civil e política. Sua passagem pela Marinha foi pontuada por altos cargos de comando, tendo inclusive participado como Membro da Comissão que visitou os Estados Unidos da América do Norte a fim de observar os métodos usados no Comando de Adestramento da Marinha Americana. Obteve várias condecorações, como a Medalha Militar com passadeira de Ouro, por contar mais de 30 anos de bons serviços; medalha do Mérito Tamandaré (Ministério da Marinha); Medalha do Ypiranga (Governo do Estado de São Paulo); Comenda da Grande Cruz da Ordem de Malta, por apoio ao tratamento da Hanseníase, além de inúmeros elogios pelo seu desempenho em várias funções. Foi transferido para a reserva remunerada em 29 de abril de 1969, no posto de Capitão-do-Mar-e-Guerra contando 40 anos e 6 meses de efetivos serviços. Na vida civil foi diretor de vários órgãos,  entre os quais, da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro e membro do Conselho da Administração da ELETROBRAS. Figura extremamente carismática, quando designado para Governador do então Território Federal do Amapá, pelo Presidente da República João Figueiredo, em março de 1979, conquistou a confiança do povo amapaense ao desenvolver várias projetos no campo da agropecuária, eletrificação rural e urbana, educação, transporte, obras civis e de saneamento, tendo deixado o Território com toda a infraestrutura básica necessária à sua transformação em Estado. Confirmado no Cargo pelo Presidente Sarney, continuou ainda Governador por 4 meses na Nova República e, no ano seguinte (1986), foi eleito Deputado Federal Constituinte-(PFL) pelo Território Federal do Amapá, tendo sido o mais votado dentre todos os candidatos e desenvolveu importantes projetos para o Território. Em 1990 elege-se Governador do já Estado do Amapá, para o mandato 1991/1994 com 63,70% dos votos. Após o mandato afasta-se do Estado para tornar-se Membro do Conselho de  Administração da ELETROBRAS, mas a vocação politica fala mais alto e, em 1996, candidata-se a Prefeito pelo Município de Macapá, Capital do Estado que Já governara. Elege-se para o mandato 1997/2000 e toma posse em 1º de janeiro de 1997. Tentou a reeleição, mas ficou em terceiro lugar. Em 2004 foi eleito vereador em Macapá. Ao fim do mandato em 2008, encerrou sua carreira política. Ultimamente, vinha desenvolvendo as funções de Conselheiro da Prefeitura Municipal de Macapá.
Consta do seu extenso currículo a publicação de vários livros: "ANNIBAL BARCELLOS RUMO CERTO", "PRIMEIRO PASSO DA SEGUNDA CAMINHADA", "AMAPÁ AGORA", “30 ANOS DE DEDICAÇÃO AO AMAPÁ“.
(Biografia extraída do Livro Personagens Ilustres do Amapá, Vol.I, de Coaracy Sobreira Barbosa - 1997).
Fontes: Repórteres Aníbal Sérgio (RDM)  e João Bolero Neto, de Macapá( por telefone ).
O governador do Amapá decretou luto oficial de 7 (sete) dias e o prefeito de Macapá por 3 (três), pelo falecimento do ex-governador do estado e ex-prefeito do município.
 (Última atualização em 16/08/2011, às 21h27m)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Derrubada dos velhos prédios da Macapá antiga

( Foto: Reprodução de jornal )
( Foto extraída do album Facebook do escritor Paulo Tarso Barros )
Esta foto, extraída dum recorte do Jornal Amapá, registra os serviços de demolição de um trecho da Rua São José – entre as praças Veiga Cabral e Barão do Rio Branco - no começo dos anos 70, durante o governo do General Ivanhoé Gonçalves Martins. Ivanhoé Martins governou o Amapá de 10 de abril de 1967 a 06 de outubro de 1972.
Nestas imagens dos anos 50, vemos como era o trecho no começo do Território. Bem no cruzamento da Av. Presidente Vargas com a rua São José funcionava, nas décadas de 3O, 4O e início dos anos 5O o comércio do "Seu" Pitaíca, (Sr. Manoel Eudóxio Pereira) tradicional família residente em Macapá desde os primórdios. No prolongamento da São José no sentido da Praça Barão do Rio Branco existia o Café Continental que pertenceu ao Sr. Natan Pecher, (tio da Sarah e do Dr. Leão Zagury). Antes do Continental seu Natan dirigiu a  Sorveteria Central que funcionou no velho casarão da Praça da Matriz e que pertencia à Família Zagury.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ESPECIAL: OS CINEMAS DE MACAPÁ

(*) Texto: Humberto Moreira
O cinema chegou a Macapá bem antes da criação do Território Federal. Existem registros de sessões cinematográficas promovidas pelo Padre Júlio Maria Lombaerd por volta dos anos 20. O Jornal Correio de Macapá, de 26 de fevereiro de 1918, registra o dia 15 de fevereiro de 1918, como a  data em que o padre Júlio Maria Lombaerd funda, em Macapá, o Cine Olimpia, funcionando sempre aos domingos, exibindo cenas das vidas de Cristo e dos Santos. Na realidade, foi um cinematógrafo, conseguido na Bélgica.
Porém a primeira sala de projeção da cidade foi construída e inaugurada em julho de 1944 por Janary Gentil Nunes, primeiro governador do Amapá.


O Jornal Amapá, de 12 de março de 1946, registra que em 9 de março de 1946, é exibido pela primeira vez em Macapá um filme em longa-metragem: “Um barco e nove destinos”, cujo cenário é a Segunda Guerra Mundial. Produção americana.
( Foto: Reprodução/Cortesia do Museu Histórico do Amapá )
O Cine Teatro Territorial funcionava no mesmo prédio da Escola Barão do Rio Branco e no começo os filmes ainda eram mudos.
( Reprodução / Google / imagens )
Somente em 1948, com a chegada de duas máquinas alemãs Zeiss Ikon a população pode então assistir ao melhor do cinema falado. Além de filmes, o Territorial foi palco de inúmeros shows de grandes artistas brasileiros. Luís Gonzaga, Dalva de Oliveira e Ângela Maria, ícones da música popular da época, encantaram a plateia macapaense em apresentações memoráveis naquela casa de espetáculos. São dessa fase as matinês com filas intermináveis, que atraiam a população para assistir clássicos como “E o vento levou”.
( Foto: Reprodução/Cortesia do Museu Histórico do Amapá )
Durante algum tempo o Territorial abrigou os programas de auditório da Rádio Difusora. Logo se constataria que só um cinema era pouco.
Já na década de 50 a Prelazia de Macapá instalou projetores de 16 mm (semelhantes ao da foto menor) em barracões construídos ao lado das igrejas Matriz e Nossa Senhora da Conceição. Era nessas salas improvisadas que a juventude oratoriana assistia semanalmente aos seriados de Jim das Selvas e Robin Hood. A sessão sempre era interrompida na metade para a troca do rolo de filme, já que só havia uma máquina em cada barracão. Enquanto esperava a segunda parte a garotada produzia uma barulheira ensurdecedora, sob os olhares sempre atentos dos padres do Pontifício Instituto das Missões – PIME que tinham mãos pesadas na aplicação de cascudos na cabeça dos mais afoitos.

Na esteira do desenvolvimento da cidade surgiu o Cine Trianon, de propriedade de Guilherme Cruz, que funcionou por pouco tempo na sede velha do Trem Desportivo Clube. O primeiro filme exibido foi “O Homem de Oito Vidas”, da produtora japonesa RKO. A população crescente do chamado bairro proletário preferiu prestigiar o cinema do governo, obrigando o fechamento precoce do Trianon. Porém o próprio Territorial encerraria suas atividades em 1961, quando o Amapá era governado por José Francisco de Moura Cavalcante. Hoje o local serve de auditório para as reuniões da Escola Barão do Rio Branco e pouca gente sabe que ali funcionou uma casa de espetáculos.
( Foto: Reprodução / Samuel Silva / Diário do Amapá / cópia de arquivo )

A sala de máquinas abriga ainda a sucata dos velhos projetores alemães. (Fotos de 2008)

( Foto: Reprodução / Acervo Olivar Cunha )
( Foto: Contribuição do amigo Olivar Cunha )
Primeira metade dos anos 60. A cidade já apresentava ares de capital, quando o empresário Guilherme Cruz inaugurou o Cine Macapá, na Avenida Raimundo Alvarez da Costa. A sala de projeção comportava seiscentas cadeiras, mas no dia da estreia somente 400 lugares estavam disponíveis.
O filme de abertura, (Ladrão de Casaca) estrelado por Gary Grant atraiu uma enorme multidão às bilheterias. Foram várias sessões contínuas para aplacar a curiosidade do povo. A novidade era o tamanho da tela, que era a maior já vista por estas bandas, própria para a exibição de fitas em Cinemascope.
O cinema de Guilherme Cruz virou ponto de encontro. Estreias as quartas e domingos eram sempre muito concorridas. Chanchadas da Atlântida estreladas por Oscarito e Grande Otelo botavam gente pelo ladrão. Públicos antológicos assistiram filmes da envergadura de“Ben-Hur”, “El Cid”, “Os Brutos Também Amam”, “Coração de Luto” e tantos outros.
Para fugir das chanchadas um grupo de cinéfilos fundou o Cine Clube Humberto Mauro, que semanalmente promovia sessões culturais em horários alternativos, para um seleto grupo de amantes da sétima arte.
Por conta das sessões de cinema teve início um comércio paralelo, com venda de bombom, pipoca, cambistas e a obrigatória troca de revistas em quadrinhos, com destaque para gibis de Gene Autry, Roy Rogers, Zorro e Tarzan.
(Foto: Reprodução de Arquivo)
Foi nessa época (1965) que a prelazia de Macapá anunciou a inauguração do Cine João XXIII, extinguindo as sessões de domingo nos barracões paroquiais. O cinema da Prelazia trouxe um pouco mais de modernidade, com cadeiras confortáveis, balcão, sala de projeção mais ampla e máquinas mais sofisticadas. Durante as sessões, uma sorveteria ficava a disposição, com acesso direto à sala de projeção para a alegria da plateia.
Na estreia o filme exibido foi “Melodia Imortal”, com a espetacular Kim Novak. O fino da sociedade local se fez presente para prestigiar o empreendimento dos padres, que inicialmente foi gerenciado por Walter Banhos de Araújo. Na trajetória do João XXIII filmes do quilate de “Roma” de Federico Felini, “Operação França”, “Três Homens em Conflito” e “O Dólar Furado”. Muito namoro começou na sala de projeção e acabou em casamento.
A rivalidade entre as duas casas de espetáculos da cidade perdurou por muitos anos. Era comum assistir a um filme em cada cinema na mesma noite. Filas, empurra-empurra e até brigas se registravam antes da estreia de fitas famosas.
(Foto: Reprodução/blog da Alcinéa)
Nem mesmo a inauguração do Cine Paroquial do Trem tirou a hegemonia dos cinemas do centro da cidade. O principal programa era assistir o filme de domingo e depois saborear a brisa do Amazonas no Macapá Hotel.
Em meados da década de 70 surgiu a televisão, inimiga mortal do cinema. A curiosidade em torno do novo veículo de comunicação foi muito grande. A frequência nas salas de exibição caiu verticalmente. O Cine João XXIII acabou encerrando suas atividades, quebrando um pouco da rotina domingueira da cidade.
Logo em seguida entraram em funcionamento os Cines Orange e Imperator, especializados em filmes de segunda categoria. Os dois eram muito frequentados pela classe estudantil, devido estarem localizados às proximidades dos principais estabelecimentos de ensino de Macapá. Na época proliferavam produções pornôs e Kung-fus. A sétima arte entrou em franca decadência em Macapá. À certa altura não havia nenhuma sala em atividade. As dívidas com distribuidoras, empresa de energia elétrica e funcionários transformaram o cinema numa empreitada inviável.
Nossa reportagem foi ouvir o Padre Paulo Lepre, administrador da Paróquia de São José, que explicou os motivos que levaram o cine João XXIII ao fechamento: “A maioria dos filmes que vinham da distribuidora não era adequada para exibição num cinema católico”.
Hoje a antiga sala de projeção serve para as reuniões da paróquia. O padre diz que reativar o cinema é impossível. Porém a diocese, que já tem um canal de televisão, poderá inaugurar em breve uma nova emissora de rádio: “Estamos lutando para conseguir a concessão".
O prédio onde funcionou o Paroquial do Trem foi cedido a uma Associação de Agricultores, que administra o imóvel desde 1977.
O surgimento da televisão, locadoras de vídeo e Internet não foi suficiente para enterrar de vez a paixão do macapaense pelo cinema. Hoje funcionam quatro salas de projeções na capital com 120 lugares cada uma, todas elas no bairro do Trem. O Cine Imperator exibe atualmente lançamentos mundiais e pelas informações dos funcionários as sessões são muito concorridas. Nada parecido com as sessões dos Cines Macapá e João XXIII. Quem viveu aquela época nunca esquecerá.
(*) Texto - atualizado e adaptado por João Lázaro - escrito por Humberto Moreira, foi publicado originalmente no dia 08/09/2008 sob o título A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA no blog Camisa 10, do conceituado jornalista/radialista e cantor.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Banda Oscar Santos: Primeira Formação

( Foto: Reprodução / Acervo Cícero Melo )
( Foto: Contribuição do amigo Cícero Melo - Tito )
Da esq. para a direita:
Pedrinho,?, Roberto, Xumbeta, Severino, Assunção, Martinho, ?, Pinon, Espíndola, Mestre Afonso, Garibaldi, Laércio e Mestre Cícero Melo (Regente).

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Casal de Pioneiros: Leopoldo e Graça Teixeira

( Foto: Contribuição do amigo Aloízio Teixeira, filho do casal )
"Esta foto foi tirada na rua Leopoldo Machado, quando papai saiu do governo e comprou essa casa do Dr. Amilcar Pereira e estava começando a sua vida empresarial com o posto Guarany, na mesma rua, tendo como sócio (investidor) o amigo francês Antonie Scotti. que tinha negócios em Cayena e queria investir no Brasil." (Aluízio Teixeira).
Leopoldo Teixeira, mais conhecido por "Teixeirinha", foi um empresário do ex-Território do Amapá, sócio do Posto Guarany, na Leopoldo Machado, no local onde depois foi montada a Automoto.
Seu Leopoldo já é falecido e Dona Graça vive com a família em Belém do Pará.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Doca da Fortaleza

(Foto: Reprodução de jornal)
Imagem das casas comerciais que ladeavam a entrada da Doca da Fortaleza e canoas atracadas na margem do antigo Igarapé do Igapó ou Bacaba.
(Foto: Reprodução)
Embarcações de pequeno porte atracadas na margem do Igarapé do Igapó ou Bacaba, na entrada da Doca da Fortaleza.
(Foto: Reprodução de arquivo)
Canoas na maré seca no Igarapé do Igapó ou Bacaba, no lado norte da Fortaleza de Macapá.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Montagem das torres de transmissão da Rádio Educadora de Macapá

Há 43 anos - em 4 de agosto de 1968 - entrava no ar, em Macapá, a terceira emissora de AM (Amplitude Modulada) do Amapá: a Rádio Educadora São José de Macapá.
A primeira foi a Rádio Difusora de Macapá - emissora oficial do Governo do Amapá - que foi inaugurada em 11 de setembro de 1946.
A segunda foi a ZYD 11 - Rádio Equatorial de Macapá - que por ser clandestina teve vída efêmera. Entrou em operação em 23 de dezembro de 1962.
Estas fotos raras - de 1967 - fazem parte da história da Rádio Educadora São José de Macapá, de propriedade da Prelazia de Macapá.
São imagens inéditas que pertencem ao acervo da família do técnico Remy do Rêgo Barros - um dos montadores do parque transmissor e dos equipamentos nos estúdios daquela emissora católica. Essas cópias nos foram gentilmente cedidas por sua filha Sandra Barros, via e-mail, justamente com outras mais que já foram publicadas, anteriormente, no blog Porta-Retrato.
Nestas duas primeiras fotos vemos Remy Barros (de camisa branca) no comando da montagem de uma torre irradiante de 60 metros de altura, numa zona alagada do bairro do trem, local em que foi erguido o parque transmissor.
( Foto: Reprodução / acervo família Remy Barros)
( Foto: Reprodução / acervo família Remy Barros)
Na foto 3 já vemos a torre erguida e a equipe fazendo os arremates.
A ZYA-52, iniciou testes experimentais em 1º de maio de 1988. Foi inaugurada oficialmente em 4 de agosto de 1968.
A emissora apresentou uma programação inovadora para a época, planejada pelo diretor artístico José Maria de Barros, que também era um dos sócios fundadores.
Outra novidade, ficava por conta dos avanços tecnológicos projetados pelo padre Domênico Bottan (já falecido).
Os funcionários fizeram um curso de preparação (1967) meses antes da emissora entrar no ar.
Apesar de ser uma emissora católica, a Rádio Educadora manteve uma programação variada.

O Fechamento da emissora - Em março de 1978, o conselho eclesiástico da Prelazia de Macapá resolveu montar um questionário para decidir sobre o futuro da Rádio Educadora. Foram elaboradas 12 perguntas e encaminhadas a todos os padres que atuavam nas paróquias da capital. O questionário foi elaborado em italiano e respondido no mesmo idioma pelos sacerdotes.

Os padres tinham um prazo para entregar o questionário até o dia 12 de março. As respostas poderiam ser dadas na mesma folha das questões ou em uma folha à parte, sendo que a maioria preferiu a última opção. 
Vinte padres responderam o questionário. Apenas Dante Bertolazzi, José Busato e Lino Simonelli votaram pela continuação das atividades da emissora, desde que tentassem outras maneiras para continuar com a rádio e a tornasse mais católica. Os padres Angelo Biraghi, Angelo Bubani, Luis Carlini, Angelo Consonni, Angelo Da Maren, Domingos Franzese, Francisco Mazzoleni, Fúlvio Giuliano, Sandro Galazzi, Vitório Galliani, Jorge Pedemonte, Gianfranco Picozzi, Angelo Pighin, Nello Ruffaldi, Vendramino Zanardo e Salvador Zona votaram pelo fechamento da Rádio Educadora. O padre Paulo Lepre não se arriscou a dar uma resposta definitiva sobre o assunto.
No mês seguinte, mais precisamente no dia 17 de abril de 1978, a Rádio Educadora São José encerrou as atividades. Era uma segunda-feira. A emissora encerrou com um pronunciamento do padre Jorge Basile, lamentando sobre o fechamento da rádio, e a execução do prefixo, o Lago dos Cisnes.
Depois veio um silêncio, o desfecho de quase uma década de história da emissora de rádio da Prelazia de Macapá. No final do mês, os transmissores foram lacrados e as portas fechadas.
O conselho da Prelazia decidiu então fechar as portas da Rádio Educadora.
(Fonte: Os dez anos da Rádio Educadora de São José (1968 - 1978) TCC - Acadêmico Rodrigo Cunha.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

ESPECIAL: MENDONÇA FURTADO, O FUNDADOR DE MACAPÁ

Por Nilson Montoril (*)
(Reprodução/Acervo Nilson Montoril)
 
Mendonça Furtado, Governador do Grão Pará

                    A morte do rei D. João V, ocorrida a 31 de julho de 1750, fez subir ao trono português o filho do monarca falecido, D. José I. Influenciado pela esposa, Mariana da Áustria, D. José I, nomeou para o cargo de Secretário de Negócios Estrangeiros e de Guerra, Sebastião José de Carvalho e Melo, o futuro Marquês de Pombal e Primeiro Ministro da Coroa. O período que Sebastião José passou na Inglaterra como Embaixador, fê-lo conhecer em detalhes como funcionava a Companhia das Índias Orientais criada pelos Ingleses. Ao ser nomeado Primeiro Ministro de Portugal, decidiu estabelecer um plano econômico capaz de tornar rendosa a exploração das colônias lusitanas. Tomou para a Coroa a função de controlar todos os ramos mais rendosos do comércio ultramarino, prepara a exploração do Vinho do Porto e a pesca do atum, deixando à concorrência da pequena burguesia os setores do comércio secundário. Concentrou parte de sua atenção no Grão-Pará, tornando Belém o centro da administração do Estado do Grão-Pará e Maranhão. Escolheu para governá-lo o meio-irmão Francisco Xavier de Mendonça Furtado, dotado do mesmo espírito agudo de Pombal, embora não fosse tão inteligente quanto o irmão. Entretanto, levava vantagem no tocante à vontade de caráter. Não era dissimulado, tortuoso ou falso. Mesmo irritado, colocava o problema de frente e por isso era tido como grosseiro, mas capaz de reconhecer o erro cometido e recomendar clemência a quem o irritou.
                    A nomeação de Mendonça Furtado saiu no dia 31 de maio de 1751, ocasião em que recebeu do Ministro dos Negócios Ultramarinos, as instruções para o nucleamento dos índios, fortificação da fronteira, precaução contra a ambição francesa, o estabelecimento de povoações e intervenção na política de ação da Companhia de Jesus. Deveria a todo custo fixar na Amazônia a soberania luso-brasileira. No dia 26 de julho de 1751, Mendonça Furtado apontava em São Luiz para dar posse ao Governador do Maranhão, Luiz de Vasconcelos Lobo, a ele subordinado. De São Luiz passou a Belém, tomou posse no dia 24 de setembro, se defrontando com sérios problemas de ordem econômica e disciplinar. Na época, circulavam em Belém moedas de vinténs, feitas de cobre; moedas de pataca, em prata e de ouro, de cinco e dez cruzados. Eram rotuladas como moedas da província, porque não eram aceitas fora de Belém. As pessoas que embarcavam para Lisboa tinham que entregar suas moedas ao caixa do navio, que lhes repassavam valores equivalentes em moeda cunhada pela Coroa. O poder aquisitivo das moedas da Província tinha sido corroído pela elevação de preço dos produtos alimentícios devido à drástica redução de mão-de-obra, provocada por um surto de sarampo. Em Belém e nos núcleos populacionais mais próximos morreram mais de quinze mil indivíduos, entre índios e escravos.
(Reprodução/Acervo Nilson Montoril)
                    Mendonça Furtado precisou ser ríspido com os Jesuítas. Eles geravam conflitos freqüentes com os colonos na disputa de mão-de-obra indígena. Não queriam que os índios fossem escravizados pelos colonos, mais se valiam deles para produzir bastante e auferir bons lucros. Os Jesuítas eram tidos como habituais sonegadores de impostos na exploração de produtos das aldeias. A arrogância dos inacianos era tão flagrante, que nem o Bispo do Grão-Pará, Dom Bartolomeu do Pilar foi respeitado como líder e superior de todas as ordens religiosas. Até 1748, o impasse ainda perdurava e Dom Miguel de Bulhões, terceiro Bispo do Grão-Pará era hostilizado pelos Jesuítas. Mendonça Furtado, apoiado pelo Marques de Pombal, iria dar fim aos desmandos. Curioso é que o governador não queria bater de frente com a ordem de Santo Inácio de Loiola. Sua religiosidade ficou evidente, quando ele desembarcou em Belém conduzindo nas mãos uma imagem de Nossa Senhora das Missões. Mas, Mendonça Furtado sabia que a intenção do Rei D. José I era tirar dos religiosos o poder temporal nas aldeias, deixando-os apenas com o domínio espiritual. Um alvará neste sentido não tardaria a sair.
                    O alvará deveria emancipar os índios, substituindo-os por escravos africanos. No Maranhão, a substituição já vinha ocorrendo. No Pará, os colonos alegavam que não tinham recursos para comprar escravos. O primeiro povoado instalado por Mendonça Furtado foi o de São José de Macapá, na antiga Província dos Tucujús. Não havia aldeia na área nem religiosos, fato que facilitou suas iniciativa. No espaço de 40 dias aproximadamente, a contar de sua posse no Governo do Grão-Pará, o Capitão-General Mendonça Furtado concebeu o plano de povoamento de Macapá. Inicialmente selecionou 86 açorianos dentre os 432 trazidos para Belém e alguns negros escravos egressos de outras regiões do Brasil. Designou o Ajudante-de-Ordem Manoel Pereira de Abreu para Chefiar os colonizadores e recrutou índios de aldeias mais próximas, mandando transferí-los para o local do novo burgo. Como orientador espiritual mandou o Padre Miguel Ângelo de Moraes. No dia 31 de outubro de 1751 foram expedidas as orientações para o povoamento. Os açorianos realizariam os trabalhos na lavoura e contariam com a ação dos negros para derrubar a mata, destocar o terreno e limpá-lo. Aos índios estavam reservadas as atividades de caça, pesca e remeiros. O ajudante-de-ordem deveria promover a harmonia entre brancos, negros e índios. Os índios eram livres, razão pela qual alguns deles desapareciam por um bom espaço de tempo e depois retornavam. Mas, nem tudo saiu como foi planejado. As pesadas chuvas de final de ano arrasaram a lavoura e doenças de mau caráter atingiram os açorianos. Para complicar a situação, Manoel Pereira de Abreu discriminou o Padre Miguel Ângelo de Moraes e sequer lhe repassou a cota de alimentos que ele tinha direito. O sacerdote só não morreu de fome devido à assistência que os açorianos lhe deram.
(Reprodução/Acervo Nilson Montoril)
                    A povoação de Macapá deve ter sido iniciada na primeira quinzena de novembro de 1751, no mesmo espaço onde está erguida a Fortaleza de São José, próximo ao reduto fortificado instalado em 1738. A guarnição do Forte de Faxina se encarregou de mandar notícias ao Governador Mendonça Furtado a cerca das atitudes do ajudante-de-ordem. A 18 de dezembro de 1751, o Coronel João Batista de Oliveira saiu de Belém com a missão precípua de repreender Manoel Pereira de Abreu, substituí-lo e levar em frente o plano de criar o núcleo populacional de Macapá. Colocou tudo nos seus devidos lugares, dando especial atenção aos índios que ameaçavam debandar. No inicio de 1752, outros açorianos foram mandados para Macapá. Em fevereiro do mesmo ano, Mendonça Furtado visita a povoação pela primeira vez. Inspecionou e mandou corrigir o que não lhe agradou. Trouxe seu médico particular, que cuidou dos enfermos. Ainda em 1752, novos açorianos chegaram a Amazônia e centenas deles foram transferidos para Macapá. A situação do povoado apresentava sensíveis melhoras.
                    Portugal utilizou açorianos para povoar Macapá como forma de evitar a influência das ordens religiosas sobre ela. A transferência de açorianos e de naturais da ilha da Madeira para a Amazônia e outras regiões do Brasil foi estratégica, porque a população tinha crescido muito e a área disponível para empreendimentos agrícolas era reduzida. Tanto o arquipélago dos Açores como o arquipélago da Madeira são de origem Vulcânica. O arquipélago da Madeira dita 560 km da costa do Marrocos. A Ilha da Madeira é a maior delas e tem 178 km². A sede é Funchal, designação dada à quantidade mais ou menos considerável de funchos dispostos aproximadamente entre si. Funchos, de latim fenuculu, é uma planta aromática e ramosa, da família das umbelíferas, de flores amarelo-esverdeada, dispostas em numerosas umbelas (sombrinhas) compostas, cujo fruto é medicinal. A segunda ilha mais importante é a do Porto Santo com 38 Km². Além dela existem os grupos das ilhas Desertas e Selvagens. O arquipélago dos Açores é formado por 9(nove) ilhas e dista 1.300Km da costa de Portugal. A ilha de São Miguel, a maior, com 747Km², é bastante montanhosa, com pico de 2.284metros. As demais são: Ilha de São Jorge, Ilha Graciosa, Ilha das Flores, Angra do Heroísmo, Porto Delgado, Faial, Terceira e Santa Maria, onde se localiza a Vila do Porto. Grande parte dos açorianos vindos para Macapá nasceu nas Ilhas Graciosa e Terceira.
                    Macapá sempre mereceu a atenção desvelada de Mendonça Furtado. Sua localização recomendava o assentamento de uma grande Fortaleza e a elevação do povoado a categoria de vila. Esta providência ele tomou no inicio do mês de fevereiro, em 1758, quando permaneceu 5(cinco) dias no povoado. A última visita tinha sido realizada em 1754, ocasião em que se deslocava para Mariuá, no Rio Negro, ao encontro de D. José de Iturriaga, com o qual discutiria a demarcação das fronteiras entre Brasil e as colônias espanholas. Desta feita, ele iria ao Rio Negro com o mesmo propósito. Deixou Belém decidido a cumprir a lei de 6 de junho de 1755 que mandava tirar dos missionários religiosos o poder temporal nas aldeias indígenas e o Alvará de 7 de junho que determinava converter as aldeias em lugares e os povoados em vilas. As aldeias governar-se-iam pelos seus próprios principais, que teriam debaixo de si sargentos-mores, capitães, alferes e meirinhos. Mas quem pelas sentenças destas autoridades se julgasse prejudicado poderia recorrer ao Governador do Grão-Pará e à Justiça de Belém e de São Luiz. No Maranhão e Pará havia sessenta aldeias indígenas, das quais 5(cinco) administradas por padres das Mercês, 12(doze) por Carmelitas e 15(quinze) por Capuchinhos e 28(vinte e oito) por Jesuítas. Os Jesuítas eram os únicos a serem hostilizados porque se opunham a tirania dos colonizadores brancos.
Antes de apostar em Macapá, Mendonça Furtado parou na aldeia dos índios Urucará, onde o Padre Antônio Vieira havia introduzido índios nheengaibas, perseguidos por escravagistas. No dia 24 de janeiro de 1758, aldeia Urucará foi elevada à categoria de vila e testemunhou a instalação do Senado da Câmara. A denominação mudou para Portel. A comitiva do Governador chegou a Macapá dia 1° de fevereiro e as delineações do espaço que iria abrigar a vila ocorreram imediatamente. Este espaço corresponde as Praças Veiga Cabral (Largo de São Sebastião) e Barão do Rio Branco (Largo de São João).
(8) Historiador, professsor e radialista do Amapá
(Post publicado originalmente no blog Arambaé - por Nilson Montoril de Araújo)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Antes e Depois: Imagens aéreas da Fortaleza de Macapá

(Foto: Reprodução/google imagens)
Clique na foto para visualizar melhor.
Nestas fotos dos anos 60 vemos a Fortaleza de Macapá, em primeiro plano e ao fundo, parte da cidade de São José de Macapá. Um dos prédios à direita da foto é do antigo estaleiro do Governo.
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Clique na foto para ampliá-la
Observa-se também nestas imagens, o leito do igarapé da fortaleza, próximo à lateral direita do forte, e as conoas atracadas na Doca da fortaleza.
(Foto: Reprodução/Acervo Deuzuite Ardasse)
Para ampliar, clique na imagem
E nesta foto observa-se que as águas do rio Amazonas chegavam bem perto da centenária muralha da fortaleza, e que anos mais tarde a área de entorno seria totalmente aterrada e saneada fazendo desaparecer, definitivamente, a conhecida Doca da Fortaleza.
(Foto: Reprodução/blog Repiquete...)
(Clique na foto para observar melhor)
(Foto extraída do blog Repiquete)
Foto dos anos 60 vendo-se a Fortaleza de Macapá, de outro ângulo, destacando-se no alto da imagem, a área alagada do Elesbão, destacando-se o matadouro de porco que existia no local.
A Fortaleza de São José de Macapá, está assim:
(Foto: Reprodução/Governo do Amapá)
(Foto do Governo do Amapá - Contribuição do amigo Paulo Tarso Barros)
A imagem de 2008, é completamente diferente das fotos acima em P/B: o antigo Igarapé da Fortaleza, desapareceu com o aterramento da área lateral direita do Forte. Hoje existe apenas um canal, na Avenida Mendonça Junior, para o desague das águas pluviais.
(Repaginado em 02/08/2011)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Antigo Campo de Aviação de Macapá

(Foto: Reprodução de livro)
(Foto extraída do álbum do amigo Paulo Tarso Barros, no Facebook)
Nesta foto rara de 1954, vemos uma aeronave - modelo Douglas DC-3, dos Serviços Aéreos "Cruzeiro do Sul" - pousada no antigo Campo de Aviação que ficava localizado no centro de Macapá,  mais precisamente, na área de entorno da Avenida FAB.
Segundo Arlindo Oliveira, mecânico de aeronaves, à época,a pista ficava na atual Procópio Rola, numa área que compreende as avenidas FAB e Raimundo Álvares da Costa, abrangendo o espaço hoje ocupado pela Prefeitura de Macapá, prédio do Hemoap e Palácio do Governo além de toda a área, hoje destinada ao bloco de secretarias do governo do Estado, desde a Leopoldo Machado até a Rua General Rondon." (Fonte: Jornal Correio do Amapá)
(Foto: Reprodução/Google/imagens)
Na época, era esse, o símbolo usado como logomarca da empresa.
(Última atualização às 02h:32m)

sábado, 30 de julho de 2011

Uma casa da Macapá de outrora

A amiga Sarah Zagury, nos mandou (via e-mail) a foto abaixo, que é um registro histórico de Macapá, logo no início do Território Federal do Amapá. É um raro momento do ano de 1949, quando Sarah, na inocência de seus 4 meses de nascida, recebia o carinho de sua Tia Meryan.
(Foto: Reprodução/Acervo/álbum família Zagury)
“Está foto é de 1949, a criança no colo sou eu e a moça é a tia Meryan. O impressionante é a casa  no fundo da foto. Era uma casa de madeira maravilhosa, cheia de janelas, enorme... ficava bem em frente do rio e hoje não  existe mais. Quando eu era criança ia para a janela e ficava olhando encantada com esta casa e os barcos que iam passando. Era nesse braço do rio Amazonas  que brincavamos quando a maré estava baixa.” Sarah Zagury.
O local era a antiga rua da praia, na beira do Amazonas, numa área que na época ficava ao lado da Casa Leão do Norte e da fábrica do Flip Guaraná, onde depois foi construída a Praça Zagury/Praça do Coco.
(Foto: Reprodução/Acervo/álbum família Zagury)
No detalhe a antiga casa da rua da praia, que situava-se na frente da cidade de Macapá. O historiador Nilson Montoril lembra que  nesta casa que ficava à beira do barranco, no final da Av. Presidente Vargas, residiram os pioneiros Joary Barriga e Armindo Felipe Zagalo, pai do Prof. Carlos Zagalo.
(Última atualização dia 03/08/2011)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Largo da Matriz: O Marco Zero de Macapá

O antigo Largo (Praça)  de São Sebastião ou Largo da Matriz, localizava-se na área onde hoje está erguida a praça Veiga Cabral. Foi nesse local que aconteceu, em 4 de fevereiro de 1758, o levantamento do pelourinho e o governador do Grão Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, fundou naquele dia a Vila de São José de Macapá.
Tomando referência à condição geografica de hoje, poderiamos dizer que esse trecho seria situado entre a avenida Presidente Vargas, e as ruas São José e Cândido Mendes, que só foram abertas a partir de 1943, quando o Amapá foi transformado em Território Federal. A foto foi tirada no sentido de Leste para Oeste.
Estas imagens raras, e muitas outras, que fazem parte do acervo do governo do Pará, completam em 2011, cento e três anos que foram  registradas pelo brilhante fotógrafo Fidanza, em 1908. Elas compõem o "Album do Estado do Pará", que retrata a resenha dos 8 anos do Dr. Augusto Montenegro, que governou o Estado do Pará, de 1901 a 1909.
(Última atualização dia 28/07/2011, às 18h:40m)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...