segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Professor Mário Quirino da Silva - Um Pioneiro da Educação do Amapá

Mário Quirino da Silva, nasceu no dia 02 de junho de 1925, em Belém do Pará. Filho de Manoel Quirino da Silva e Petronílha Pereira da Silva. Dona Petronílha e seu Manoel foram pais de três filhos: Cláudio, o mais velho, Mário, o segundo e uma menina, a caçula, Maria José. 
Mário e seus irmãos nasceram na mesma casa. Naquela época, as mulheres grávidas não iam ao hospital para ter os bebês, os partos eram feitos em casa pelas parteiras. Assim, uma parteira chamada “dona Guardina”, foi quem trouxe a este mundo o pequeno Mário e seus dois irmãos. 
Ele viveu os primeiros anos de sua vida em Belém, na Rua Padre Eutíquio. Era uma casa pequena, onde, embaixo ficava a pequena marcenaria do seu Manoel, e no andar de cima morava a família.
Era o final da década de 20 quando Dona Petronilha, mãe do Mário, faleceu. Os filhos ainda eram muitas crianças. Cláudio tinha cinco anos de idade, Mário quatro anos e Maria José apenas um ano. Seu Manoel resolveu criar os filhos, agora órfãos da preciosa mãe. Algum tempo depois, ele encontrou uma senhora que havia sido empregada em sua casa e era conhecida da família, de nome Izabel Nunes e de apelido Biló, que aceitou o convite para tornar-se esposa dele e cuidar das crianças. A família aumentou e receberam mais um irmão, filho da Biló, chamado Feliz Quirino. Então ela criou os três filhos do seu Manoel e tratou muito bem deles.
Desde pequeno Mário sempre foi apaixonado por cinema e seria assim toda a vida. O pai lhe dava o dinheiro para ir ao cinema. Mas, desde cedo, havia aprendido a valorizar o trabalho. Na fábrica de móveis o garoto, para ganhar uns trocados, empalhava cadeiras. Os móveis eram em grande número, tanto para fabricar como para consertar ou renovar a palha das cadeiras e mesas. Esse trabalho era feito nas horas vagas da escola e o dinheiro que ganhava era para ele. Gastava em guloseimas e passeios.
Gostava de ler gibi, empinar pipa, jogar peteca e não faltava o esporte favorito de todos: o futebol! 
Participava de campeonatos de futebol e jogava pelo Bangu.
Mário Quirino fez seus primeiros estudos com a professora Rosa Fontes, uma senhora idosa, severa e bem corcunda. Sua escola particular era na própria casa, que ficava ao lado da Lavanderia Paraense, em frente da pequena casa onde o Mário nasceu. 
Depois da escola da professora Rosa Fontes, ao terminar os seus estudos por lá, Mário e seu irmão mais velho, Cláudio, fizeram exame de admissão nColégio Paes de Carvalho, à época, o melhor colégio público de Belém do Pará. Cláudio foi aprovado mas Mário não conseguiu aprovação. Seu pai então o matriculou numa outra escola particular, chamada de "Progresso Paraense", onde deveria continuar os estudos. Em março de 1939 ele prestou exame de admissão e foi aprovado para estudar o 1º ano do ginásio, chamado na época de Curso Propedêutica. Era um colégio muito bom, que ficava na Rua dos Mundurucus, próximo da Praça Batista Campos, com direção do intelectual e educador professor Arthur Theódolo Santos Porto. Lá ele estudou até 1941.
Em abril de 1945, Mário com 19 anos de idade, partiu de Belém para Macapá e, em seguida para o Oiapoque.
No dia 10 de abril de 1945 foi admitido pelo governo do Território Federal do Amapá como “extranumerário-diarista” e trabalhou no Departamento de Viação e Obras Públicas da Prefeitura Municipal do Oiapoque por um ano.
Em abril de 1946, por ordem do secretario geral do território, Raul Montero Valdez, ele foi transferido para a Secretaria de Obras em Macapá. Em 1º de novembro de 1947 já ocupava o cargo de escriturário da Divisão de Obras do Quadro de Funcionários do Território Federal do Amapá.
No primeiro ano em Macapá Mário Quirino continuava longe da família. Morava em uma pensão para jovens, a “Pensão do Lacerda”, localizada no pequeno centro de Macapá, na Rua Cândido Mendes. Dividia o quarto com um amigo, trabalhava e estudava.
Em janeiro de 1947, o primeiro governador do Amapá, Janary Gentil Nunes, criou o Ginásio Amapaense, mais tarde chamado de Colégio Amapaense. Iniciou a funcionar no Grupo Escolar Barão do Rio Branco no mês de abril do mesmo ano. Naquele ano, o Mário correu e rapidamente matriculou-se na 1ª série do curso ginasial da 1ª turma que acabara de ser inaugurada.
Sempre dinâmico, comunicativo e dedicado ao estudo, em dezembro de 1950 concluiu o curso ginasial e foi escolhido orador da sua turma.
Fez parte da primeira turma que concluiu o curso ginasial no ano de 1950, junto com José Ramos Conceição, Ubiracy de Azevedo Picanço, Ieda Alcântara, Ivone Oliveira, Mair Bemergui, José Ribamar Cavalcante, Antônio Nelson Abraão, Alceu Paulo Ramos, Raimundo Barata, Kleber Santiago e Hamilton Silva. 
Fundou, junto com Raimundo Barata e Edilson Borges de Oliveira, o Grêmio Cívico e Literário Rui Barbosa do Colégio Amapaense.
No trabalho na Divisão de Obras, por pouco tempo foi chefe da sessão de coordenação no final de 1951.
No ano seguinte, junto com outros grandes amapaenses, matriculou-se na 1ª série do curso técnico em contabilidade na Escola Técnica do Comércio do Amapá.
Participou ativamente da fundação da União dos Estudantes Secundaristas do Amapá e foi eleito seu primeiro presidente em Julho de 1952.
Em março de 1954 recebe o diploma de Técnico em Contabilidade, obteve o 1º lugar em cultura geral e mais uma vez foi o orador na colação de grau de sua turma.  
Naquele mesmo ano o governo do Amapá precisava escolher, treinar e capacitar alguém para trabalhar na tarefa de administrador público. O governador atento à capacidade daquele rapaz, escolheu Mário e o enviou para uma das escolas mais importantes do país: a Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na cidade do Rio de Janeiro. Naquela época o Rio era a capital do Brasil e a EBAP recebia alunos de toda a América do Sul. Na escola novamente ele foi um aluno dedicado ao estudo. Realizou os cursos de “Introdução à Administração Pública”, “Chefia Administrativa” e “Organização e Métodos”. 
Obteve o 2º lugar com a nota 9,5 e recebeu os cumprimentos e um prêmio das mãos do diretor da escola, Professor Benedito Silva. Representou bem o Amapá.
Mário e Delzuith, docemente chamada por ele de “Santa”, se conheceram no dia 08 de dezembro de 1951 num grande baile realizado no antigo Macapá Hotel. Daí então passaram a namorar. Quando Mário ficou noivo, procurou e recebeu uma casa do governo para sua primeira morada. A casa ficava na Rua General Gurjão, próxima à Praça do Cruzeiro, no Bairro Alto.
Sua noiva trabalhava e morava na cidade do Amapá. Antes do casamento, o Governador Janary Nunes permitiu sua transferência para Macapá, para ser professora no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, a primeira escola em alvenaria daquela cidade.
Eles casaram no dia 08 de maio de 1954 na igreja de Sant’ana, em Belém do Pará. O Palacete Azul na mesma cidade foi o local do casamento civil.
O casal permaneceu unido desde o primeiro encontro no Macapá Hotel até o final de sua vida.
Em 1955, no dia 07 de março nasceu seu primeiro filho. Chamou-se Délrio porque o seu nome simbolizava a união do casal. Del, tirado de Delzuith, a mãe e rio de Mário, o pai.
Em 1956, Mário era diretor da Rádio Difusora de Macapá e ainda morava no Bairro Alto. No mês de dezembro, no dia 28, nasceu o segundo filho, um menino com a pele bem branca e com os cabelos claros cheios de cachos. Chamou-se Sérgio.
Em 1959, no dia 08 de novembro, nasceu em casa, no Bairro Alto, o último filho de Mário e chamou-se Márcio José.  
Já com três filhos, o casal residiu por pouco tempo em uma casa na Praça Barão do Rio Branco e mudou-se para outra, na Avenida Getúlio Vargas n° 44, centro de Macapá, onde morou até o ano de 1969.
Preocupado e pensando na família, em meados dos anos 60, ele decidiu adquirir um terreno da prefeitura de Macapá para construir sua própria casa. Comprou um lote de terra e iniciou a construção de uma casa de alvenaria, na Rua Leopoldo Machado n° 1376, esquina com a Avenida Machado de Assis, no bairro central. Foram cinco longos anos de construção. Para sua família, orgulhoso, ele a chamava de “O Castelo da Leopoldo” porque à noite sua iluminação e pintura suave faziam-na parecer um castelo.
Mário Quirino da Silva foi diretor da Rádio Difusora de Macapá, de prefixo ZYE-2, no período de janeiro de 1956 a março de 1961. Depois, cumulativamente com o de Diretor da Rádio Difusora de Macapá, ocupou o cargo de Diretor da Imprensa Oficial, de dezembro de 1962 a março de 1964.
Em 26 de julho de 1963, o governo do Amapá o envia para um estágio de 15 dias no prédio da Imprensa Nacional na cidade do Rio de Janeiro.
Nesse mesmo ano, ocorreu “a fundação da primeira associação de jornalistas da terra: Associação Amapaense de Imprensa e Rádio, em 1963, na Piscina Territorial, pelo então governador Terêncio Furtado de Mendonça Porto. Entre outros, figuravam como fundadores dessa associação: Paulo Conrado, Alcy Araújo, Antonio Munhoz Lopes, Ezequias Assis, Jorge Basile, Luís Ribeiro de Almeida e Mário Quirino da Silva.” (Edgar Rodrigues).
Na Rádio, ao meio dia, escrevia e apresentava uma crônica com o pseudônimo de “Márcio José”. Chamava-se “Crônica do Meio Dia”. Manuscritos da época mostram que o tema preferido era o custo de vida na cidade de Macapá, sendo o aumento dos preços ferozmente combatido por ele.
Em janeiro de 1965 a Divisão de Educação (DE) do governo de ex-Território Federal do Amapá, junto com Universidade Federal do Pará, ofereceu um curso para formar professores. O nome do curso era CADES (Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário). Em silêncio, Mário fez sua matrícula e levou a boa notícia para casa. Ao final foi aprovado e aconselhado a lecionar a disciplina de Português.
A partir de 1965, passou a trabalhar em grandes e conceituadas escolas de Macapá: o Instituto de Educação do Território do Amapá (IETA) e o Colégio Amapaense (CA). Deu aulas de Português no curso ginasial por muitos anos.
Mas tornar-se um professor, mesmo naquela época, não era tão fácil assim. Era preciso muito preparo, dedicação, e, principalmente, estudo. O Mário teria que fazer as provas para mostrar aos professores do curso que estava bem preparado para ser um professor. Durante dois dias ele fez os exames em Macapá para ser um professor dos alunos do ensino médio, na disciplina de Português. Esse exame seria feito pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal do Pará. Ele foi aprovado em 1º lugar, com nota 9,6.
Mário Quirino prestou vestibular para o núcleo Universidade Federal do Pará, em Macapá e primeiro realizou o Curso de Licenciatura Polivalente 1º Grau. Depois fez o Curso de Licenciatura Plena em Letras pela mesma universidade.
Mário Quirino foi professor de Português e Gramática Histórica no ensino médio do Colégio Amapaense, o mesmo colégio no qual fora aluno de sua primeira turma. Tornou-se diretor do Colégio Amapaense por duas vezes, de julho/1967 a janeiro/1968 e de agosto/1969 a junho/1971. No Colégio Comercial do Amapá ensinava as matérias de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Redação e Expressão.
Um dos cargos mais importantes no sistema educacional exercidos pelo Professor Mário Quirino, foi como membro do Conselho de Educação do Território do Amapá., em 1973.
Assumiu por várias vezes a presidência da Instituição, durante o impedimento do respectivo titular e foi seu representante nas reuniões conjuntas do Conselho Federal de Educação, quando indicado para representá-lo.
No início da década de 50 ele foi secretário da Federação Amapaense de Desportos e mais tarde juiz do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de Macapá. Seu esporte preferido era o futebol.
Costumava jogar no Campinho da Matriz, que existia na Praça Veiga Cabral, em frente à Igreja Matriz e, algumas vezes, no Estádio Glycério Marques. Era torcedor do alvinegro da Presidente Vargas, o Amapá Clube.
Em dezembro de 1955 ele foi eleito presidente da Federação Amapaense de Esportes Aquáticos. Estava com 30 anos de idade. Logo um grande desafio o aguardava. No mês de fevereiro de 1956 o Amapá deveria participar de uma grande competição nacional na cidade de São Paulo. Era o XIV Campeonato Brasileiro de Natação Infantojuvenil.
Ano 1956 - Registro raro da Delegação Vencedora do XIV Campeonato Brasileiro de Natação Infantojuvenil, na piscina do Pacaembu, São Paulo.
A partir da esquerda, nas imagens acima, vemos: Mário Quirino(em pé); sentados: Pereira, Gil, Paulo (atrás)_ Benicinho, Vitor, Cap. Euclides (treinador) e ao lado um acompanhante do departamento médico(não identificado). Agachados: Carmito Santos, Anselmo Guedes e Adonias Trajano.
Após ferozes batalhas nas piscinas do estádio do Pacaembu, o Amapá tornou-se campeão brasileiro de natação daquela categoria. O professor Mário Quirino orgulhosamente participou dessa conquista inédita como chefe da delegação amapaense. Ele permaneceu como presidente da Federação até o ano de 1957. Nesse ano ainda representou o Amapá no II Congresso das Federações do Norte e Nordeste na cidade de Salvador/BA e presidiu a delegação adulta de natação do Amapá no Campeonato Brasileiro na cidade de Porto Alegre/RS. (Vide foto abaixo)
Nesta foto de 1957, vemos a Delegação Amapaense de Natação, adulta, integrada pelos seguintes componentes: A partir da esquerda (de terno e gravata), 01 - Mário Quirino chefiando a Delegação; 02 - ao lado o treinador Capitão Euclídes Rodrigues e os atletas: 03 - Gil; 04Anselmo Guedes; 05Getúlio, na parte superior das imagens. Sentados: 06 - Paulo. 07-Pereira; 08-Carmito; 09-Vitor; 10-Nonato; 11-Adonias Trajano e 12-Benicinho.
Quando estudante da Escola Técnica do Comércio em Macapá, o jovem Mário Quirino liderou a fundação da Associação dos Estudantes Secundaristas do Amapá (UECSA) e foi eleito seu primeiro presidente em julho de 1952, no salão nobre do Colégio Amapaense. Por várias vezes lutou para que a voz do estudante fosse ouvida e pelo “direito de discordar”.
Em 17 de novembro de 1950, Mário Quirino iniciou como “aprendiz” na Loja Maçônica Duque de Caxias em Macapá, que era parte da grande loja do estado do Pará. Ele foi depois “companheiro Maçon” em dezembro de 1951. Em 14 de maio de 1952, chegou ao grau de exaltado a mestre.
Mário foi “Venerável Mestre” da loja maçônica Duque de Caxias de Macapá, eleito por dois mandatos consecutivos, nos anos de 1967 e 1968.
Em 1977, o professor Mário Quirino foi o primeiro Diretor do Centro de Formação Profissional de Macapá, do SENAI.
Mário Quirino sempre foi uma pessoa de boa saúde. Não tomava remédios, fazia exercícios em uma bicicleta ergométrica e não tinha nenhum sintoma.
Entretanto, no começo de 1980, ele iniciou um breve tratamento para problemas digestivos em Macapá. Como os sintomas continuaram ele resolveu fazer uma consulta médica em um hospital de Belém. Após os exames, foi diagnosticado um tipo de câncer muito avançado no intestino. A equipe médica resolveu operá-lo para retirar o tumor. Após realizar uma primeira cirurgia sem sucesso, uma segunda foi realizada. Foi uma cirurgia muito longa e trabalhosa porque o tumor situava-se em um local de difícil acesso.
Algum tempo depois, como os sintomas continuaram, outra equipe médica foi chamada, mas já era tarde demais.
Mesmo assim, o Mário já abatido pela grave enfermidade que o consumia continuou o curso superior com grande esforço, dedicação e responsabilidade. Diante daquela grave e difícil situação, enfermo, ele ainda trabalhava, estudava e com nobreza mantinha sua família.
No dia 01 de setembro de 1985, com 60 anos de idade, ele faleceu no Hospital São Paulo, na cidade de São Paulo. Seu corpo foi transladado para sua terra natal e sua esposa e filhos o sepultaram no cemitério de Santa Izabel, ao lado de seus pais, Manoel e Petronílha, em Belém do Pará.

Por determinação da família, foi lançado em Macapá, um livro de memórias e um DVD, com fotos inéditas, onde é contada a história intelectual e pública  de importantes fases da vida de Mário Quirino da Silva, como filho, pai, educador e trabalhador público. Local para consultas Escola Mário Quirino da Silva, no buritizal e Biblioteca Pública.

Fonte: Resumo biográfico com base em informações repassadas pela família do homenageado, póstumo, e que estão publicadas no Livro Biografia de Mário Quirino da Silva.

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Mário e Tio Bira na Praça da Matriz
Mário Quirino na Maçonaria

domingo, 13 de outubro de 2013

"Fortaleza" - um motorista pioneiro de Macapá

A foto abaixo, extraída do blog do amigo historiador amapaense Nilson Montoril, foi registrada na Av. Coriolano Jucá, entre as Ruas Cândido Mendes e São José, no trecho entre a agência dos Correios e a praça Barão do Rio Branco, no centro de Macapá.
Osiel Borges, esse era o nome do motorista pioneiro do Amapá, o popular "Fortaleza", que vemos aqui entrando em seu automóvel Chevrolet Bel Air, modelo dos anos 50. 
Além de motorista do Governo do ex-Território do Amapá, nas horas de folga, "Fortaleza" prestava serviços como "motorista de praça". Foi um dos mais conhecidos condutores de carro de aluguel de Macapá. Ao fundo as imagens dos prédios do Banco do Brasil e do antigo Fórum dos Leões, hoje sede da OAB-AP.
(Foto e legenda reproduzidas do blog Nilson Montoril - Arambaé)

sábado, 12 de outubro de 2013

Reunião no Legislativo Mirim

Encontrei este outro registro na Galeria de Imagens do amigo João Silva, e trouxe para compartilhar com os visitantes do Porta-Retrato.
Ano 1978 - João Silva, em reunião de trabalho com o Vereador Geovani Borges.
Em março de 1978, João Silva(à direita), então Secretário Administrativo da Câmara de Vereadores de Macapá, em reunião de trabalho com o Presidente Geovanni Borges(de bigodinho), assessorado por Mariângela Marinho.
Na foto também aparece o engenheiro Deodato(à esquerda), em visita de cortesia ao Legislativo.


(Foto e legenda reproduzidos do blog do João Silva)

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Autoridades do Esporte Amapaense

Encontrei este registro fotográfico no baú de memórias do amigo João Silva. Ele diz ser do finalzinho da década de setenta, em que pode-se ver nas imagens as figuras de três conhecidos árbitros do futebol amapaense.
À esquerda Aluísio Augusto, professor de educação física, que também foi técnico de futebol e dirigente da FAD; no meio Expedito Pinheiro dos Santos (falecido) e à direita Elson Monteiro que aposentou o apito e reside com a família no Jardim Felicidade. 
Os três trajam o uniforme da Federação Amapaense de Desportos. 
A foto mostra o Estádio Glycério Marques sob a penúmbra do seu sistema de iluminação bastante precário, momentos antes da bola rolar num jogo válido pelo Campeonato Amapaense de 1979.

(Foto e informações reproduzidos do blog do João Silva)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O antigo Fórum de Macapá

"Quando foi criado o Território Federal do Amapá, o velho Fórum de Macapá estava bastante danificado."
Veja na foto abaixo:
(Foto: Reprodução/ Museu Histórico do Amapá)
Ano 1916 - Imagem rara do antigo prédio que ficava situado na confluência da Av. Presidente Vargas com Rua Cândido Mendes, onde funcionaram as antigas intalações do Fórum de Macapá, quando o Amapá ainda pertencia ao Estado do Pará.
O Desembargador Jorge Hurley conseguiu junto ao Prefeito de Macapá, Coronel Jovino Dinoá, o aluguel deste prédio da Praça da Matriz onde instalou dia 10/07/1916 a Casa da Justiça (Fórum de Macapá).
Dr. Jorge Hurley, além de juiz de direito, era um intelectual respeitado no Pará.
"O prédio sequer era usado pela justiça.
O Juiz e o Promotor Público cumpriam expediente nos cômodos que podiam ser julgados como mais ou menos no imóvel. Com a instalação do governo do Território, uma reforma colocou o Fórum em melhores condições".
"As sessões do Tribunal do Júri eram realizadas no salão nobre da Intendência Municipal." (foto acima)
"A pretensão de construir um Fórum em alvenaria era grande. A falta de prédios para a saúde, educação e segurança fizeram à vontade esperar um pouco mais".
(Foto: Reprodução/Arquivo Histórico do Amapá)
O prédio do Fórum dos Leões demorou dois anos para ser concluído. Erguido pelo primeiro governador do Amapá – Janary Nunes – como parte da estrutura física que compôs os primeiros organismos da administração, do recém criado (1943) Território Federal do Amapá. Está localizado bem à frente da cidade, voltado para o rio Amazonas.
(Foto: Reprodução de Arquivo)
Foto de 1954
"No dia 25 de janeiro de 1953, contando com a presença do Ministro da Justiça, Francisco Negrão de Lima, o Fórum dos Leões foi inaugurado. O Ministro havia chegado dia 24, ficando hospedado no Macapá Hotel. Na manhã do dia 25, tinha iniciado a programação alusiva aos 9 anos da instalação do Território do Amapá e de seu governo. Ás 09h50 ocorreu à inauguração da Maternidade Mãe Luzia. Às 21 horas, deu-se a inauguração da casa que abrigaria condignamente, a Justiça do Amapá. Ao ser inaugurado, o Fórum ainda não tinha os Leões posicionados na sua parte frontal."
(Foto: Reprodução de Arquivo)

"O terreno reservado para a edificação do Fórum pertenceu à família do Sr. Julião Tomaz Ramos - Mestre Julião, grande líder político da comunidade negra de Macapá. Ele e o Sr. Eufrásio Gaia foram os interlocutores dos moradores do Largo de São João (Praça Barão do Rio Branco) com o Governador Janary Nunes, por ocasião das negociações que visavam desapropriar as casas e as plantações existentes na área nobre da cidade de Macapá. Ao contrário do que muita gente comenta, nenhum morador foi sumariamente expulso daquele local e sim indenizado. Remanejados, a maioria do pessoal foi instalar-se no Laguinho."

"Os leões do Fórum foram esculpidos pelo lusitano Antônio Pereira da Costa, a partir de uma forma confeccionada pelo Jorge Marceneiro que residia no bairro do Trem, na quadra dos Escoteiros do Mar Marcílio Dias. Um terceiro leão ainda foi esculpido, mediante encomenda do Comerciante Hermano Jucá de Araújo, proprietário da “Estância Leão Azul”. Quando este estabelecimento comercial foi fechado, o leão foi doado ao Clube do Remo, de Belém, e se encontra no Estádio Evandro Almeida, devidamente pintado de azul. Hermano Jucá era torcedor ranzinza do Clube de Periçá."

"Em 1990, o prédio foi cedido a OAB-Amapá, embora estivesse destinado à Biblioteca e Arquivo Público de Macapá. Em 1995, a Assembleia Legislativa aprovou a doação do imóvel. No Fórum, funcionaram: O Tribunal do Júri, a Promotoria Pública, o Cartório de Registro Civil, o Cartório de Imóveis, o Juizado de Direito, o Cartório do 2° oficio da Comarca de Macapá, o Tribunal Regional Eleitoral. Foi no Fórum dos Leões que o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá iniciou suas atividades, em 1991."
                                                                                           Foto: Reprodução / acervo particular de Olivar Cunha) 

(Foto: Contribuição do amigo, Olivar Cunha - artísta plástico amapaense)
Prédio do antigo Forum dos Leões, cuja construção obedece ao estilo neoclássico histórico, apresentando aspecto sóbrio e majestoso com linhas greco-romanas. Sua fachada principal apresenta sob o frontão colunas "Corintias" em pedra de lio. À sua frente dois leões, característica do período neoclássico.
Além das reuniões do Juri também foram realizados importantes "Enlaces Matrimoniais", de muitos pioneiros da cidade.
Após as cerimônias cíveis ali realizadas, os nubentes recebiam as bênçãos nupciais na Catedral de São José.
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Atualmente funciona como prédio da OAB/AP (Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Amapá).
(Foto: Reprodução/Google imagens)
Com o advento do estado, o Fórum do Juizado Central de Macapá (foto acima), foi construído na Rua Manoel Eudóxio Pereira, s/n - Centro, anexo ao Fórum Desembargador Benedito Antônio Leal de Mira, na Av. FAB.
(Texto - aspeado - creditado ao historiador Edgar Rodrigues,  reproduzido de seu blog Coisas do Amapá)
(Repaginado em setembro de 2013)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

FOTO MEMÓRIA DO ESCOTISMO DO AMAPÁ - PRIMEIROS CHEFES ESCOTEIROS DE MACAPÁ

Essa foto rara é um registro fotográfico do primeiro agrupamento do Amapá, que participou do 10º Curso Preliminar para Chefe de Escoteiros – Curso da Insígnia da Madeira – promovido pela União do Escoteiros do Brasil, de 11 a 15 de janeiro de 1956, realizado em Belém do Pará, num terreno de propriedade do 1º COMAR – (Primeiro Comando Aéreo Regional), situado na estrada da Maracangalha, atual Av. Júlio Cesar, que leva ao aeroporto da cidade. Curso esse que deu o direito aos participantes, de usarem o anel de lenço de “Gilwell”, um simbolismo do movimento escoteiro.

Os quatro chefes que estão em pé, a partir da esquerda são: Raimundo Rodrigues da Silva (Chefe Façanha/Troca de Escoteiros do mar Marcílio Dias), Chefe Raimundo Barata (Tropa Veiga Cabral), Chefe Expedito Cunha Ferro (91-Tropa São Jorge) e Chefe Clodoaldo Carvalho do Nascimento (Tropa Veiga Cabral).

Agachados: Cinco dos integrantes do Clã de Pioneiros do escotismo amapaense são eles José Vidal Picanço, Benedito Alves de Sá, Manoel (Mimim), João Gualberto da Silva Tavares e Luciano Pantoja.

Informações dos Chefes Raimundo Barata e Nilson Montoril.

(Última atualização em 12.11.2020)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ação de combate a incêndio, em Macapá

O GRUPAMENTO CONTRA INCÊNDIO – GRUCI, foi criado em 1967 pelo Governo do Território do Amapá, em convênio com a Prefeitura de Macapá, sob a coordenação técnica do Major Lourival Bemvenuto da Silva.
Neste registro dos anos 60, vemos o Inspetor Antônio Oliveira - da extinta Guarda Territorial - no comando de uma ação para debelar um incêndio em uma das residências da cidade, que pela precariedade da época, recebe também a ajuda de populares.
Fonte: Foto do acervo do amigo Orion Yataco.

domingo, 6 de outubro de 2013

Esportes: Time Juvenil do CCA


Ano 1969 - Time juvenil do CCA - (Colégio Comercial do Amapá), quando funcionava no prédio do pensionato, os atletas são, em pé: Prof. Edésio Lobato(técnico), João (gato), Sergio Brito(falecido),Amauri Farias Filho(falecido), Elivaldo, José Gato(irmão do João). Agachados: Nelson Salomão (ex-deputado, falecido), Ribamar,  Amaparino,  Miguel e Antonio Chucre.

Foto feita no local onde está hoje o prédio do Ministério Público, antigo Palácio do Governo, em frente à praça da Bandeira.

Fonte: Foto pertencente ao acervo pessoal do amigo José Ribamar Pessoa, reproduzida do Facebook, com informações fornecidas por ele.

sábado, 5 de outubro de 2013

Do Fundo do Baú: Estreia da guitarra havaiana de "Os Mocambos"

Raridade histórica retirada do Fundo do Baú do amigo Cícero Melo (Tito) apresenta esse registro realizado em 1972, no programa do Ubiratan Silva, no palco auditório da Rádio Difusora de Macapá, ocasião em que o Conjunto "Os Mocambos" estreava a Guitarra Havaiana(a primeira em Macapá).
A partir da esquerda: Hernani Vitor Guedes(Proprietário), Ubiratan Silva(Apresentador), Fernando Canto(Guitarra Base), Tito Melo(Crooner), Nonato Leal(Convidado Especial e Solista), e ao fundo Eulálio Lucien(Contrabaixista).


Fonte: Reprodução via Facebook do amigo Tito Melo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Time de Pelada: Birita Esporte Clube

Pelada é aquele joguinho sábado de tarde, entre amigos, com muito balão e furadas de bola: a pelada é a verdadeira paixão nacional. De tão importante para a vida brasileira, a palavra pelada como sinônimo de partida ruim ou amadora de futebol não tem apenas uma origem, explica o professor de Português Ari Riboldi. No mínimo, três versões disputam a primazia:
1) Viria da palavra pé, já que, no futebol de rua, todos metem o pé descalço na bola, correm atrás dela sem respeitar as regras, sem juiz, sem uniformes.
2) O termo poderia ser originado do verbo pelar, pois houve um tempo em que se jogava esse futebol informal e de rua com bolas de borracha que, atiradas com força, literalmente pelavam os pés ou, ao menos, deixavam marcas vermelhas na pele.
3) Outra origem poderia ter vindo dos campos carecas em que se joga na maioria das vezes. Enquanto os campos dos profissionais são belos tapetes de pura grama bem cortada e bem cuidada, nas peladas de rua e de várzea as canchas têm, no todo ou em parte, pura terra - são peladas.
O aspecto etimológico da palavra tampouco dá grandes certezas. Pelada pode ter vindo da palavra latina "pila", que significava bola. Daí teria surgido pelota, termo espanhol, encampado pelo português como sinônimo de bola de futebol. (Portal Terra)
Em Macapá, entre outras existentes na cidade, a pelada tradicional é praticada no bairro do Trem, mais precisamente na Praça Nossa Senhora da Conceição. Trata-se da pelada entre Casados e Solteiros, realizada todas as segundas feiras ao final da tarde.
Mas, lá mesmo na Praça da Conceição, nos anos 80, foi criado o "Birita Esporte Clube", um  time de pelada, que participou de um torneio de veteranos.

Na foto acima temos um registro fotográfico raro, do time de biriteiros cujos atletas são, em pé: Pedro Sabe Tudo (técnico), Paulo Rodolfo, Santos, Edésio Lobato, Palito, Mario Oliveira (Rei da Roupa), Zé Maria (da Cruzeiro do Sul).
Agachados: Adail Lobato, Ribamar Pessoa, Lelé, Setenta, Guilherme e Avertino Ramos.
Ao fundo a Escola Estadual Irmã Santina Rioli.
Informações do atleta Ribamar Pessoa que conclui dizendo que "essa equipe foi patrocinada pelo Amujacy Alencar (Bar Gato Azul); fomos vice-campeões."

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Duarte Moraes - um pioneiro de Macapá

As fotos seguintes - verdadeiras raridades históricas - foram gentilmente compartilhadas com o blog Porta-Retrato, pelo Sr. Raimundo Wilson, filho de Emanuel Tarcilo Duarte Moraes, que se vivo fosse, teria completado 100 anos no dia 09 de agosto de 2013, mas, infelizmente, ele faleceu no ano passado.
Emanuel Tarcilo Duarte Moraes foi o primeiro encarregado do Aeroporto de Macapá, durante os três primeiros anos de existência do Território Federal do Amapá, como unidade federativa. Ele viveu em Macapá de 1941 até 1945, em plena 2ª Guerra Mundial. Antes de ir para Macapá, Duarte serviu em Belém, Porto-Velho, Manaus, Santarém, Camocim e Fortaleza. Moreno, baixo, franzino, extremamente discreto. Foi  um incansável batalhador que enfrentava todas as intempéries da região. 
Duarte era o homem dos sete instrumentos, um amigo prestativo e dedicado. "Ele soube interpretar no mais alto grau o espírito de cooperação e prestimosidade que a Panair adotou como lema"."Era um funcionário cem por cento", e "podia ser apontado como um exemplo digno de imitação". "Ao deixar Macapá - para continuar prestando serviço em outra base da empresa -  levou em documento assinado pelo Governador Capitão Janary Nunes, os elogios mais honrosos que alguém poderia ambicionar".

Um artigo da "Panair em Revista" de fevereiro de 1945 sobre o Aeroporto de Macapá em reportagem assinada por Arthur de Miranda Bastos, diretor do Departamento de Produção e Pesquisas do governo do Amapá, ressalta com destaque as qualidades de Emanuel Duarte Moraes. 
O artigo intitulava-se "Assim se ganham elogios", escrito como homenagem a Duarte, por ocasião da despedida dele, por ter sido transferido de Macapá para outras funções na Panair do Brasil, S. A.

Emanuel Tarcilo Duarte Moraes foi o idealizador do "Panair Sport Clube" fundado em Macapá, em 7 de setembro de 1940. 
Time da Panair do Brasil na Praça Veiga Cabral, em Macapá.
Segundo o artigo da "Panair em Revista" "O Panair Clube de Macapá, que reunia os funcionários da Panair do Brasil naquela cidade, levantou brilhantemente o título de campeão de futebol do ano de 1944.
Veja no detalhe, acima, o local onde ficava situada a sede do Panair Esporte Clube, em Macapá, na rua São José, entre a casa da Dona Sofia Mendes Coutinho e o antigo prédio do Senado da Câmara, atual Biblioteca, de frente para a Praça Assis de Vasconcelos.(Veiga Cabral)
Em fevereiro de 1945, quando foram realizadas diversas competições esportivas, naquela capital, em comemoração ao primeiro aniversário da Guarda Territorial, o Panair Clube de Macapá, defendendo seu título de Campeão, derrotou por 4 x 0 o time do Oiapoque, formado pelos praças do 3º Batalhão de Fronteira.
AEROPORTO DE MACAPÁ - Primitivamente, Macapá possuía apenas uma pista de 800 metros de comprimento, construída pela Prefeitura local, para os aviões do Correio Aéreo Nacional. Ao planejar porém as viagens noturnas, entre os portos brasileiros como entre estes e os Estados Unidos, a Panair, em combinação com Pan American  Airways, resolveu estabelecer em Macapá um verdadeiro aeroporto de emergência e, em junho de 1940, deu início a sua construção sob a responsabilidade do engenheiro Alexandre Derfelden, que foi do Rio de Janeiro, especialmente para esse fim. No mês de setembro daquele ano o aeroporto já estava em condições de funcionar. Em 30 de abril de 1941, ultimados todos os detalhes,  o engenheiro Alexander Derfelden pode retornar ao Rio de Janeiro, deixando em Macapá, como encarregado dos serviços de administração, manutenção e operações o Sr.  Loadyr Rodrigues, admitido em Belém, especialmente para esse trabalho.
Como encarregado dos serviços de rádio, eletricidade e outros, ficou o Sr. Duarte Moraes, que desde 1937, entrara para o quadro de funcionários da Panair do Brasil.
Vista pela frente
Vista dos Fundos
Compreendia então o aeroporto, além de suas grandes pistas, um imóvel principal, em madeira, com 25 metros de comprimento, todo telado, coberto com telhas tipo Marselha, destinado a servir como estação de passageiros, estação de rádio, residência de passageiros, em casos de emergência; uma casa para escritório da gerência e depósito da manutenção; 
Casa de Meteorologia
uma casa de meteorologia e depósito de equipamentos; um depósito de combustíveis e lubrificantes; uma estação transmissora de rádio, 
Casa de força e Luz
uma usina elétrica com equipamento de força e luz efetivo e um outro, sobressalente; um poço sob coberta fechado por todos os lados, com a respectiva bomba elevatória e tanque de distribuição com capacidade para 4.000 litros. 
Em 1958 ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do Campo de Pouso da Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá.
Fonte: Pesquisa com dados extraídos da "Panair em Revista" - páginas 17, 18 e 19 publicada em março de 1945; fotos reproduzidas a partir de cópias enviadas gentilmente pelo Sr. Raimundo Wilson, filho de Emanuel Tarcilo Duarte Moraes. Legendas montadas com base em observações registradas pelo administrador Emanuel, no verso das fotografias.
(Post republicado com atualizações em 3 de maio de 2015)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Um antigo comércio à beira do Canal

Nas imagens deste registro dos anos 50, vemos parte da frente de uma das mercearias que existiram à beira do Igarapé Igapó (ou Igarapé Fortaleza), na Doca da Fortaleza, em Macapá.
Embora o letreiro apareça pela metade, acredita-se tratar-se da Mercearia Ponto Certo, que localizava-se naquele perímetro da Macapá antiga.

Se alguém lembrar pode deixar seu depoimento nos comentários.
Fonte: Foto gentilmente compartilhada pelo amigo Orion Yataco)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Colação de Grau das Contabilistas do CCA

Foto dos anos 60, registra a Colação de Grau de três concluintes do Curso de Contabilidade pelo Colégio Comercial do Amapá. 
Das três, somente duas foram reconhecidas.
À esquerda a formanda Marly Porpino (Nunes) e à direita Iracema Uchoa. 
A última à direita não conseguimos lembrar o nome.
Entre as autoridades, à esquerda o Tenente Uadih Charone (de terno branco) que na época era o Diretor do CCA; ao centro (de óculos e terno escuros) o Dr. Orlando de Saboya Barros; e dos quatro atrás junto à parede, foram reconhecidos os professores Domingos Vasques e Camarão. 
Os dois à direita não conseguimos identificar.

Se alguém souber e quiser nos ajudar a completar a legenda, por favor, nos informe via e-mail - jolasil@gmail.com - ou registre um comentário.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Grupo Modelo Guanabara

Arquitetura inicial do Grupo Modelo Guanabara na rua Eliezer Levy esquina com Av.  Mendonça Furtado, em Macapá, nos primeiros anos de sua construção.  
O Grupo Modelo Guanabara surgiu, primordialmente, com a finalidade de atender aos alunos do curso fundamental, que residiam nos bairros mais próximos do centro da cidade. Posteriormente,  foi transformado em Escola de Aplicação Guanabara, e daí então, passou a funcionar como um Laboratório Pedagógico dos Formandos do IETA - Instituto de Educação do Território do Amapá: estudantes que recebiam a formação para o exercício do magistério.
(Foto: reproduzida do blog da Alcinéa)

domingo, 29 de setembro de 2013

Francisco Gonçalves de Araújo - Pintor / 88 anos de vida / 69 de Amapá

Francisco Gonçalves de Araújo, natural de Capanema, Pará, nascido em  30 de março de 1925, chegou em Macapá em 1944.

Casado com Maria Iolanda da Silveira Araújo, 4 filhos ( Caio Cesar, Andrea Carla, Augusto Cesar e Danielle Karen ), jogou pelo Amapá Clube,...
... foi vereador por Macapá e Administrador do Porto de Santana.

Francisco Gonçalves de Araújo, faleceu em Macapá, dia 2 de junho de 2020, aos 95 anos de idade.
Fonte: Fotos e informações gentilmente compartilhadas por Augusto Cesar Araújo, filho do homenageado.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...