sábado, 13 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: O embrião do prédio da Prefeitura de Macapá

O blog Porta-Retrato, trás hoje como Foto Memória de Macapá, uma relíquia histórica, extraída de uma foto dos anos 50 que nos foi gentilmente compartilhada pela amiga Maria Façanha, filha do casal pioneiro Lourenço Borges Façanha (in memoriam) e Dona Diva Façanha. A pioneira Maria Façanha, professora e bibliotecária aposentada, também ostenta a honraria de Notáveis Edificadores do Amapá, que lhe foi outorgada pelo Instituto Memorial Amapá.
Na imagem, em destaque(abaixo), observamos o início da construção de uma edificação, que se tornou o prédio atual da Prefeitura Municipal de Macapá, erguido na Avenida FAB, local em que funcionou a primeira pista de pouso do Aeroporto de Macapá. No terreno à esquerda, foi erguida, anos depois a sede do Esporte Clube Macapá.
Na verdade, essa era uma estrutura de alvenaria erguida na Av. FAB - no mesmo local da Prefeitura hoje - e "que se destinava a um centro de abastecimento tipo Mercado Central, onde os agricultores vindos de diversas regiões do então Território, encontrariam lugar para vender seus produtos à população. Essa ideia, revolucionária para a época, foi do ex-governador Pauxy Nunes." A informação é do amigo Lindoval Souza, professor de História, aposentado do Amapá.
O prédio com a arquitetura atual da Prefeitura surgiu na administração do Governador Arthur de Azevedo Henning e do Dr. Cleiton Figueiredo como Prefeito de Macapá, que reformaram e adaptaram o prédio para sede do Município de Macapá.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Foto Memória do Jornalismo Amapaense: A história em revista

Nossa Foto Memória de hoje, foi reproduzida da revista EM REVISTA – Edição Única, de dezembro de 2002, produzida pelos acadêmicos do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo – Turma JOR-21 da Faculdade Seama, Instituição de ensino superior em Macapá, Amapá.
EM REVISTA tinha como objetivo divulgar um breve histórico sobre revistas que marcaram época e trouxeram à tona a cultura de povos em diversos países de diferentes momentos.
A equipe responsável pela edição fez um breve passeio pela imprensa internacional, nacional e, principalmente, imprensa amapaense.
Quem contou a história da revista amapaense foi o professor, historiador e pesquisador Nilson Montoril de Araújo, entrevistado pelos editores.
Nilson citou, entre outros detalhes, que em dezembro de 1945, surgiu a "Revista do Amapá'', uma publicação do Serviço de Informações da Secretaria Geral do Amapá, cujo diretor era o próprio Secretário Geral, Dr. Raul Montero Valdez, impressa nas máquinas da Imprensa Oficial.
A revista circulava com intervalos irregulares e tinha a colaboração de diversos executivos, inclusive do governador Janary Nunes.
Na época em que se editava a revista, a circulação ocorria nos meses historicamente importantes para o Território do Amapá: 1° de dezembro (Laudo de Berna ou Suíço); 25 de janeiro (instalação do governo do Território Federal do Amapá); 19 de março (Dia de São José e inauguração da Fortaleza); 13 de setembro (criação do Território do Amapá).
Um importante momento da vida macapaense foi registrado na revista do mês de julho de 1947 (ano 2, n° 6), ocasião em que o Dr. Getúlio Lima Júnior, Diretor da Divisão de Cooperação Federal do Departamento Nacional da Criança, e assistente chefe da Legião Brasileira de Assistência, colocava sobre o baldrame o primeiro tijolo do edifício da Maternidade de Macapá.
Sua visita a cidade deu-se no dia 14 de junho de 1947.
Na revista editada em setembro de 1953, encontramos uma série de publicações importantes, como a inauguração do Mercado Central de Macapá, Transatlânticos de Ultra-Mar em Águas Macapaenses e Primeiro Congresso Eucarístico Territorial.
Os intelectuais Álvaro Cândido Botelho da Cunha, Marcílio Filgueiras Viana e José Pereira da Costa (o Branco) fundaram em 1952, a revista "Latitude Zero", a publicação vanguarda de caráter particular.
Em setembro do mesmo ano, Macapá ganhava uma nova revista intitulada "(*)Fanal Educativo", elaborada pela Escola Normal de Macapá. O periódico primava pela divulgação de assuntos educacionais, valendo-se de alunos e professores para a elaboração de textos.
Outra que também teve grande repercussão, foi a revista do "Rotary Clube de Macapá", que inicialmente foi publicada em forma de Boletim, sem fotografias ou ilustrações. Essa revista não se restringiu à matérias privativas do clube de serviço. O Rotary foi fundado em Macapá, no dia 23 de junho de 1946 e continua em ação, agora com outros clubes em locais diferentes. Como não poderia deixar de ser, em 1971, quando o clube completou seu Jubileu de Prata, a revista relembrou o feito, publicando uma matéria elaborada pelo mazaganense Francisco Torquato de Araújo, um dos fundadores da instituição. A revista do "Rotary" data de 1954.
Em maio de 1954, foi lançada a revista “Mensagem”, órgão ilustrado e independente, cujo lema era: ‘‘Uma revista independente para um povo independente”. Era dirigida por Carlos Sampaio e contava com a colaboração de renomados elementos da cultura territorial.
Em julho do aludido ano, o Esporte Clube Macapá brindou a comunidade esportiva com a "Revista Azulina". O periódico foi idealizado por José Piqueira da Silva, secretário da agremiação. O poeta e jornalista Alcy Araújo Cavalcante assumiu a função de diretor e Altair Cavalcante de Lemos ficou como gerente. A primeira edição circulou em 18 de julho de 1954, dia em que, em 1945, o Panair Esporte Clube passou à denominação de Esporte Clube Macapá. O azulino completava 9 (nove) anos de atividades e precisava evidenciar seus feitos esportivos. O time azul da cidade ganhou os campeonatos de voley, de futebol e de basquete.
O segundo número da "Revista Azulina” só foi publicado em dezembro de 1957, quando o Esporte Clube Macapá já havia conquistado os títulos de 1954, 1955, 1956 e marchava célere para abiscoitar o de 1957.
Em 1957, Ivo Pontes Torres, Amaury Farias, Theodolino Flexa de Miranda, Aluízio Cunha e Osmar Nery Marinho, fundaram a revista "Rumo", cuja redação ficava na Av. Raimundo Álvares da Costa. Mais uma vez, Álvaro da Cunha, Alcy Araújo e Arthur Nery Marinho despontariam como colaboradores.
Em 1958 a ICOMI lançou uma edição para comemorar sua instalação no Amapá.
A Indústria e Comércio de Minérios S.A, produziu a revista "ICOMI NOTICIAS", fazendo circular o primeiro número em janeiro de 1964.
A Companhia de Eletricidade do Amapá-CEA, também se preocupou com a divulgação de suas realizações, fazendo-a através de um Boletim informativo mensal. O diretor presidente era o Dr. Luiz Ribeiro de Almeida, advogado e oficial do exército, que deu total apoio à iniciativa. O Boletim, elaborado pela assessoria de relações públicas, não deixou de contemplar o esporte.
Falava ainda sobre o trabalho conjugado para tornar realidade a construção da Hidrelétrica Coaracy Nunes. O primeiro Boletim circulou em 1960.
Nessa leva, também aparece a revista "HILÉIA", no início de 1968, idealizada pelo professor Francisco da Graça Moura. O senhor Elfredo Távora Gonçalves, foi um dos colaboradores.
Em 1969, ainda circulava uma das primeiras de nossas revistas, a "Latitude Zero". Até o mês de dezembro, circularam três edições.
Depois surgiram outras revistas. A "Enfoque Amazônico", mostrando as belezas naturais da capital do Amapá. A revista "Macapá View", que surgiu no ano de 1996 e divulgava pessoas e fatos da alta sociedade amapaense. Depois ela passou a se chamar de "Amazon View".
Em 1998/2000, circulou em Macapá a Revista "Perfil do Amapá", nos campos político, histórico, cultural, econômico, didático e turístico, com reportagens e entrevistas. Uma publicação da Colibri Promoções e Publicidades, dirigida por Valmiro Colibri, tendo na equipe de redação o jornalista amapaense Édi Prado. 
No decorrer do ano de 2002, além da "Amazon View", agora abrangendo áreas da Região Norte, tivemos uma edição especial da revista do Lions Clube de Macapá, de título "A Jaula", reportando-se aos 40 anos de atividades do clube.
Em outubro daquele ano, voltada exclusivamente para a divulgação de temas religiosos, concernentes a Nossa Senhora de Nazaré, passou a ser editada a "Revista do Círio", concebida pela Diocese de Macapá.
(*) Significado: Fanal - Facho, farol, lanterna
Fonte consultada: Revista EM REVISTA – Edição Única, de dezembro de 2002, produzida pelos acadêmicos do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo – Turma JOR-21 da Faculdade Seama.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Lavadeiras na praia, em frente à cidade.

A Foto Memória de hoje, foi tirada em 1908, pela equipe do fotógrafo Felipe Augusto Fidança, contratada pelo Governo do Pará.
Integra o Relatório de Augusto Montenegro, que governou o Pará, no período de  de 1º de fevereiro de 1901 a 1º de fevereiro de 1909.
Nas imagens, inúmeras mulheres lavam roupas, na praia, em frente à cidade de Macapá, quando esta, ainda pertencia ao Estado do Pará.
Fonte: Relatório O Pará - de Augusto Montenegro

terça-feira, 9 de maio de 2017

Foto Memória do Comércio Amapaense: "Casas Pernambucanas”, em Macapá

Nosso registro histórico fotográfico de hoje, nos foi compartilhado pela amiga Maria Dorotéa de Lima.
Para contar a história das "Casas Pernambucanas”, em Macapá, vamos reeditar  um artigo do historiador Nilson Montoril, publicado no Jornal Diário do Amapá:
Casas Pernambucanas em Macapá:
No dia 28/10/1950, a cidade de Macapá ganhava uma loja famosa que tinha filiais em quase todas as capitais brasileiras.
(Imagem reproduzida do Jornal Amapá - Acervo: Paulo de Tarso)
Naquela tarde de sábado, populares e autoridades concentraram-se na Avenida Presidente Vargas, trecho compreendido entre as Ruas São José e Cândido Mendes de Almeida para ver a inauguração do empreendimento denominado “Casas Pernambucanas”. 
Em outros tempos, mormente antes da criação do Território Federal do Amapá, a área correspondia a um largo corredor que ligava a Praça Capitão Augusto Assis de Vasconcelos e o velho Largo de São João, logradouros que depois tiveram seus primitivos nomes mudados para Veiga Cabral e Barão do Rio Branco respectivamente. Ali ficava o campo de futebol do Cumau Esporte Clube, a agremiação alviverde da cidade. O terreno já abrigava as obras da Agência dos Correios e Telégrafos.
Às 15 horas, o governador interino do Amapá, Dr. Raul Montero Valdez chegou ao local para participar do expressivo acontecimento. Fazia-se acompanhar do Sr. Henrique Pehtelsohn, diretor da LUNDGREN TECIDOS S. A, importante firma têxtil e comercial brasileira, cuja matriz estava sediada em Paulista, pequena cidade pernambucana que integrava o distrito de Olinda. Henrique Pehtelsohn fez um breve relato sobre a construção da loja que tinha fábricas próprias. Destacou a colaboração do governo do Amapá e agradeceu o carinho dos macapaenses, alguns acostumados a comprar produtos da firma, principalmente fazendas, quando iam a Belém ou a outras cidades do Brasil. 
Apresentou ao público e às autoridades os senhores Adaucto Benigno Cavalcante, gerente da filial e Armando Drummond, fiscal da aludida firma. O Dr. Valdez também fez uso da palavra e declarou As Casas Pernambucanas como inaugurada. Após a inauguração foram servidos “frios, gelados e doces”. O senhor Adaucto Benigno Cavalcante dirigiu o empreendimento por um longo período e participou de inúmeras atividades de cunho beneficente na cidade de Macapá. Era natural do Estado do Ceará e trouxe sua família. Seus filhos e filhas foram meus contemporâneos dos tempos de estudante e esportista. Com ele atuaram dedicados funcionários, merecendo destaque os senhores Nelson Medeiros e Aquino. No inicio a loja só vendia tecidos e roupas. 
O logotipo da firma era bem interessante e compreendia dois losangos que tinham em seu interior um olho grande. Por isso, as fazendas que a Lundgren Tecidos fabricava eram rotuladas como tecidos da “Marca Olho”.
As donas de casa de Macapá e de outras localidades adjacentes a capital amapaense compravam tecidos, toalhas de banho e de mesa, lençóis, fronhas, colchas, travesseiros e outros produtos na filial de Macapá. Os homens preferiam as camisas da marca Lunfor. Depois, a linha de produtos diversificou-se com a venda de tapetes, cortinas, pano para copa, eletrodomésticos, informática e similares. Em 1970, com o lançamento do “Crediário Tentação” o volume de vendas aumentou assustadoramente. O cliente podia dispor do carnê e do cartão de crédito, A firma “Casas Pernambucanas” surgiu em Pernambuco, no dia 25/09/1906, fundada pelo sueco Herman Theodor Lundgren, que havia chegado a Recife em 1885. Inicialmente atuou como corretor e agente de navios estrangeiros. Como falava fluentemente inglês e alemão, servia de interprete a passageiros e tripulantes de embarcações que faziam linha entre a Europa e Pernambuco. Antes da fundação da loja de tecidos, Herman Lundgren montou uma revenda de pólvora e fertilizantes. Também exportava cera de carnaúba, sal e pele de animais. No inicio de 1904, Herman comprou a Companhia de Tecidos Paulista e ingressou no ramo da indústria têxtil. Em 1908, instalou na Praça da Sé, em São Paulo a primeira loja fora de Pernambuco. Entre os anos de 1970 e 1990, começaram as disputas dos herdeiros de Herman Lundgren e o empreendimento sofreu drástica regressão. Apenas o grupo capitaneado por Arthur Lundgren Tecidos, que operava em São Paulo, prosperou e ainda ocupa lugar de destaque no comércio brasileiro. A loja de Macapá foi à falência.(Nilson Montoril)
Fonte: Facebook
SAIBA MAIS
Saiba, no vídeo abaixo, como tudo começou:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Luiz Gonzaga, canta “Macapá” e "Marabaixo"

Luiz Gonzaga, ainda moço
O consagrado compositor, músico e cantor Luiz Gonzaga, visitou Macapá, pela primeira vez, em 1949.
Luiz Gonzaga (sanfona) João André Gomes, o popular Catamilho (zabumbeiro) e
Zequinha (triângulo), primeira formação de 1949
Luiz e seus companheiros João André Gomes, o popular Catamilho (zabumbeiro) e Zequinha (triângulo), integrantes de sua primeira banda, chegaram a Macapá dia 28 de abril para se apresentarem ao público amapaense na programação alusiva ao Dia do Trabalho, 1º maio, que caiu num domingo. 
Hangar do Aeroclube de Macapá, no antigo aeroporto - Foto: Acervo IBGE
O show em homenagem aos trabalhadores aconteceu no Hangar do Aeroclube, então edificado na área que hoje abriga o Centro Cívico Administrativo de Macapá. 
Nos dias 2, 3 e 4, de maio, os visitantes conheceram a cidade de Macapá, o Curiaú e a Fazendinha. Também viram e participaram do Marabaixo na casa do mestre Julião Ramos, cuja quadra estava em evidência. Luiz Gonzaga ouviu e gostou imensamente do "Ladrão" "Onde Tu Vai Rapaz", cantado por Raimundo Ladislau e prometeu gravá-lo em ritmo de baião, o que de fato aconteceu. Ouça abaixo:
Para dar maior evidência à capital do Território do Amapá, além de "Marabaixo", ele gravou também a música "Macapá", que você pode ouvir a seguir: 
Vídeos: You Tube
Fotografias: Google images
Fonte: Facebook
Informações do historiador Nilson Montoril

domingo, 7 de maio de 2017

Foto Memória da Segurança Pública do Amapá: RAIMUNDO MOURA DO NASCIMENTO - "GATÃO"(IN MEMORIAM) – GUARDA TERRITORIAL E POLICIAL CIVIL

A Foto Memória de hoje, relembra a figura de um Pioneiro da Segurança Pública.
(*)Por Reinaldo Coelho 
“Raimundo Moura do Nascimento, o Gatão, filho de Benedito Ferreira do Nascimento (mestre de obra e marceneiro, falecido) e Josefina Moura do Nascimento (dona de casa, falecida), nascido em 26 de dezembro de 1932, no município paraense de Chaves e que se vivo fosse estaria completando 84 anos de idade. 
O casal Benedito e Josefina foi para Macapá em 1939, quando o nosso pioneiro tinha sete anos de idade fugindo da Malária e da Febre Amarela, que matavam a rodo na década de 30 crianças e adultos, nos municípios ribeirinhos amazônicos. O casal que tinha gerado três filhos, duas meninas e um menino, já havia perdido as duas primogênitas em mortes seguidas, e com medo da perda do caçula, procuraram Macapá, onde poderiam encontrar recursos para tratar a criança que já apresentava sinais de ter contraído a doença. 
Lá chegando, a família Nascimento se estabeleceu na antiga Rua da Praia, hoje a Orla de Macapá, local onde o referido marceneiro e carpinteiro começaria a trabalhar com sua profissão junto aos empresários locais, caso dos Zagury e Alcolumbre.
Nesse mesmo tempo, Dona Nenê, como era conhecida a matriarca da família, lavava roupa pra fora, e o garoto Raimundo Moura era o entregador, além da sua venda de hortaliças de quintal que a vizinhança adquiria por consideração à mãe batalhadora. Infância vivida como qualquer garoto, porém tinha as rédeas severamente controladas pela genitora.
Com a transformação do Amapá em Território Federal, e o crescimento do emprego, através da construção de escolas e outras obras estruturais, mestre Benedito passou a trabalhar em várias obras do novo governo que estava estruturando a cidade para receber os servidores do governo. Mestre Benedito foi responsável da construção do telhado da residência governamental, Hospital Geral de Macapá, Maternidade de Macapá, entre outras, e Dona Nenê passou a lavar as roupas dos diretores, do primeiro escalão do governo, e do próprio governador Janary Nunes. Enquanto isso o jovem Raimundo Moura frequentava a escola (Barão do Rio Branco) e o Grupo Escoteiro Veiga Cabral fundado em 1945. 
Foi membro da Associação de Escoteiros do Amapá (primeiro nome do grupo Veiga Cabral) e que tinha como sede a Praça Veiga Cabral. O nome foi dado em homenagem ao herói Francisco Xavier da Veiga Cabral. Apenas um dos fundadores do grupo continua vivo, o senhor Raimundo Barata, que atualmente mora em Belém, aos 88 anos de idade. 
Nesse grupo de escoteiros era onde os jovens colocavam toda sua energia juvenil e onde recebiam orientação de civismo dos chefes escoteiros Clodoaldo Nascimento,Humberto Dias, Glycério de Sousa Marques, entre outros.
Raimundo Moura, ganhou o apelido de “Gato” num acampamento de escoteiros, por ter se saído bem, em uma disputa esportiva, ao realizar com êxito um salto de considerável altura, um mortal difícil, caindo em pé. O apelido, mesmo após seu falecimento, continua sendo sua referência, pois poucos o conhecem por Raimundo Moura, mas sim pelo famoso apelido de Gatão e recorrente. 
Mulherengo e um exímio pé de valsa, além de cantor mediano e bom de copo, Gatão escreveu sua história na boemia amapaense como conquistador e “brigão”, e sua fama percorreu o Amapá. Quando chegava nos bares e boates de “má fama” os frequentadores e proprietários, a macharada, se inquietavam e as mulheres se arrepiavam, pois além do apelido se encaixar na habilidade, se confirmava pela postura garbosa do jovem mancebo. 
Posição que se confirmou com a conquista da jovem Zoraide Coelho do Nascimento, com quem se casou e teve um casal de filhos, além de ter adotado os outros cinco de outro relacionamento. Gatão tinha na época 17 anos e Zoraide 18, o que necessitava ter a autorização dos pais para concretizarem o matrimonio, e com a interferência do então promotor público, Hildemar Maia, que foi padrinho do casamento. Após o casório, Raimundo e Zoraide foram para Belém do Pará, onde Gatão serviu o “Tiro de Guerra”, período em que gerou a primogênita do casal, Maria das Graças Coelho do Nascimento. 
Nessa época o Decreto Lei n° 5.839, de 21 de setembro de 1943, estabeleceu a criação de uma Guarda Territorial, de caráter civil, para os Territórios onde a mão de obra fosse escassa. A Guarda Territorial, ou saudosamente chamada GT, abrigava jovens que mesclavam suas missões de segurança pública e de construção civil. 
Ao retornar a Macapá, com o cumprimento do serviço militar, Moura foi engajado na recém-criada Guarda Territorial do Amapá, pois o Território crescia na razão direta em que surgia a necessidade de aprimoramento da GT. Havia carência de uma força que se voltasse especificamente à Segurança Pública. 
Mais um marco diferencial de Gatão, devido a sua habilidade e o interesse pelo serviço mecânico e de direção de automóvel, quando foi criada a Guarda de Motocicleta e ele então assumiu o comando do Grupamento Motorizado que prestava ‘guarda’ às visitas oficiais e de autoridades do Território, os “batedores”, que eram a atração maior nos desfiles da semana da Pátria e do Território. E mais, “cartaz” com as mulheres, pois acompanhou as comitivas dos Presidentes do Brasil que visitaram o Amapá. 
O serviço de policiamento passou a ser realizado pela Guarda Territorial, apoiando as delegacias, com armamento e pessoal de apoio. Os delegados eram Oficiais, enquanto que os comissários eram inspetores da Guarda. Em 1945 todas as sedes dos municípios foram dotadas de um Delegado, um Escrivão, além de guardas. 
Mas Raimundo Moura do Nascimento também atuou no setor privado, foi “motorista de praça”, motorista de carros basculantes de alto porte, na construção da barragem Hidrelétrica de Paredão, depois denominada Hidroelétrica “Coaracy Nunes”, com treinamentos em Minas Gerais pela Techint Engenharia e Construção, isso em 1961. Essa experiência lhe garantiu, após a aposentadoria, retornar à hidroelétrica como Chefe da Segurança por dois anos na década de 90. 
Regressando na década de 80 às atividades policiais, com a extinção da Guarda Territorial, transformada em Polícia Militar, e sendo servidor público federal, pode optar e escolheu a Polícia Civil, pelo contagiante faro investigativo. Como policial civil ocupou provisoriamente a titularidade de diversas delegacias do interior, como o ‘Beiradão’, formado por palafitas em longo trecho das margens do rio Jari (conhecida como a maior favela fluvial do mundo), com todas as mazelas sociais, agravadas pela violência e pela prostituição, onde hoje é o município de Laranjal do Jari. 
Também trabalhou na Delegacia de Oiapoque, exercendo a titularidade da delegacia local, por falta de delegado. Última delegacia em que trabalhou foi a de Porto Grande, onde se aposentou e morou por mais de 15 anos, constituindo sua terceira família, passando a morar em Ferreira Gomes, local em que faleceu e foi sepultado. 
Os guardas territoriais sempre souberam demonstrar, ao longo dos anos, o valor do pioneirismo, diante das dificuldades apresentadas ao advento da criação do Amapá, através da união, com destemor, ordem e galhardia, marcando sobremaneira as tradições da organização policial que eles serviram e dignificaram. 
Raimundo Moura do Nascimento deixou essa vida amando a todos com sofreguidão. Seu legado a este mundo foram seus 21 filhos, sendo cinco do coração; amou muitas mulheres, tanto que teve três casamentos. Porém, uma nunca saiu de seu coração, Zoraide Coelho do Nascimento, a quem amou até o fim de seus dias. Mesmo divorciados, continuaram amigos para sempre. Esse amor era estendido aos locais onde viveu, tanto que escolheu Porto Grande para guardar seu corpo, destruído pela bebida, pois era dependente do álcool e fumante inveterado, o que lhe rendeu três infartos e um AVC, causa de sua morte, em 2000.
Existem muitas histórias do famoso Gatão, destacadas nos ‘causos’ contados por amigos da boemia.
Raimundo Moura do Nascimento, um homem que amou o mundo e as mulheres. Exerceu seu papel de agente de segurança pública com responsabilidade, capacidade e altruísmo. Deixou essa vida ciente de seus erros e acertos e que fez o melhor para ter seu nome honrado e respeitado.”
(*) Reinaldo Coelho -  Diretor de Jornalismo do Jornal Tribuna Amapaense, e um dos filhos do biografado.
Texto publicado, originalmente, na Edição n° 555, de 06 a 12 de maio de 2017, do jornal  Tribuna Amapaense.
A referida matéria - com a anuência prévia  do autor - foi devidamente atualizada e adaptada, especialmente para o Porta-Retrato.
Fonte: Jornal Tribuna Amapaense
(Última atualização dia 08/05/2017)

sábado, 6 de maio de 2017

Foto Memória de Macapá: Sr. Raimundo Nonato e filhos, no Laguinho.

Nossa Foto Memória de hoje foi compartilhada pelo amigo Sebastião Ataíde de Lima, em sua página no Facebook.
É um registro de 1960, quando ele tinha onze anos, e o irmão, cinco.
Nas imagens o pai deles, Sr. Raimundo Nonato empurra um carrinho de mão, tendo à esquerda, o irmão menor Raimundo Filho (Boquinha), na Rua General Rondon, ainda de chão batido, antes de receber asfalto.
O Sabá está à direita de seu Raimundo.
Seu Raimundo Nonato faleceu dia 07 de fevereiro de 1998.
Informações do próprio Sabá Ataíde.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Foto Memória da Navegação Marítima do Amapá: MESTRE DONGA: UM MARUJO PIONEIRO (1914-2015)

(*) Por Fernando Rodrigues
“Orlando dos Santos foi um marujo pioneiro do AMAPÁ. Filho de Emiliano dos Santos e de Rosa Ferreira da Conceição nasceu na fazenda Santa Catarina, região de Chaves, arquipélago de Marajó, onde seus pais trabalhavam, em seis de dezembro de 1914. Marajoara típico, mistura de sangue indígena (aruã ou nheengaibo) com o de branco. Ainda adolescente começou a conhecer as terras da antiga capitania do Cabo do Norte em fins da década de 1920 ao viajar com parentes em embarcações à vela para Macapá, Mazagão e arquipélago de Bailique a fim de negociar e transportar passageiros, vindo a se tornar experimentado navegador do estuário amazônico.
Donga, como era conhecido Orlando dos Santos desde criancinha, também labutou na pecuária e na lavoura, período que estudou e aprendeu o suficiente para não ser enganado e almejar uma vida melhor, conforme ele mesmo. Sempre quis ser marinheiro e aos vinte e um anos de idade decidiu que seria um profissional da navegação marítima e, com as bênçãos dos pais, seguiu para Belém e passou a trabalhar como piloto em embarcações que singravam pelo arquipélago de Marajó transportando gado, mercadorias e passageiros.
DONGA NA 2ª GUERRA MUNDIAL
Com a entrada do Brasil na Segunda Grande Guerra, Orlando dos Santos engajou-se no “esforço de guerra” supervisionado pela Marinha Brasileira que tratou da participação de civis com habilidade na arte de navegar em missões de alto risco. Passou labutar como marinheiro em barcos a propulsão mista (à vela e a motor) que transportavam mercadorias, materiais e apetrechos bélicos da base aérea que os norte-americanos possuíam em Natal, Rio Grande do Norte, e da brasileira de Val-de-Caens, em Belém, para a base aérea instalada no município de Amapá e outras três em territórios das Guianas.
Ao contrário dos “soldados da borracha” que foi uma mobilização pública de nordestinos com destino à Amazônia para a extração do látex, o recrutamento e a missão dos marujos foi envolto de sigilo. Temiam os militares que com informações de espiões que agiam na região a serviço da Alemanha, as embarcações, embora navegassem próximo da costa, fossem interceptadas por submarinos nazistas. Certa vez, próximo de Paramaribo, a embarcação em que Donga viajava foi abordada por um submarino norte-americano, que se aproximou sem que percebessem. Depois de identificados e vistoriados foram liberados a prosseguir com o encargo.
Numa das viagens, o barco em que Orlando dos Santos costumeiramente fazia parte da equipagem, vindo do Nordeste brasileiro, carregada de munição, ao ancorar no arquipélago de Marajó para reabastecer-se e prosseguir a viagem, explodiu matando toda a tripulação. Escapou da tragédia. No dia anterior fora transferido para outra embarcação que rumara para Belém. A fatalidade foi mantida em absoluto segredo. Em meio da marujada chegou a ser especulado ter sido causado por torpedo disparado de submarino alemão que adentrara a baía de Marajó, burlando a vigilância naval brasileira.
DONGA “ANCORA” EM MACAPÁ
Com o fim da guerra, Donga continuou como embarcadiço navegando pelo Baixo e Médio Amazonas. Encontrava-se em descanso na fazenda Santa Catarina, em Marajó, em meados de 1947, quando um inesperado episódio iria alterar em muito sua vida profissional e familiar. Pousava numa campina próxima de onde se encontrava um teco-teco com quatro pessoas. A aeronave partira de Belém e seguia para Macapá. O problema não causaria um acidente, mas o piloto tomou a precaução devido à importância de um dos passageiros que transportava. Tratava-se do capitão Janary Nunes, o governador do recém criado Território Federal do Amapá.
O teco-teco ao pousar chegou até um terreno semi-alagado, onde ficou atolado sem sofrer danos. Donga participou com vaqueiros da fazenda do esforço de remover a aeronave para terra firme. Janary Nunes que participou desse trabalho, pouco antes de prosseguir viagem, sem rodeios perguntou-lhe qual sua profissão e ao ser informado que era marítimo, o convidou a trabalhar no governo territorial nessa profissão. Donga aceitou o convite e o governador escreveu um bilhete para entregar ao representante do Território em Belém que providenciaria sua ida para Macapá.
Ainda em 1947, Orlando dos Santos passava a ser servidor do Território Federal do Amapá lotado no SERTTA Navegação. Em 1950 casou-se com a cearense Helena Rodrigues de Alencar, filha do mineiro Sebastião Pereira de Alencar que havia imigrado para Macapá em 1943, vindo com a família da região do rio Jari, desafiando a arrogância e a prepotência do latifundiário José Júlio de Andrade e Silva que dominava aquela área e subjugava seus habitantes. O “seu” Alencar era um negro alto e forte que sabia ler e escrever e foi integrado no serviço público territorial como chefe do serviço de desembarque de cargas no trapiche Eliezer Levy, onde ancorava a frota governamental.
DONGA E A ALVARENGA UAÇÁ
Até a década de 1950, Donga navegou em todas as embarcações do governo, chegando ao posto informal de mestre de convés. 
Na década de 1960, devido a grande necessidade de bens de consumo e outros no Território e pouco interesse da iniciativa privada em fazer com regularidade transporte de veículos automotores e mercadorias em geral, foi integrada à frota territorial a Alvarenga Uaçá, com grande capacidade de carregamento, para ser rebocada pelo potente iate São Raimundo. Ao mestre Donga foi atribuída a responsabilidade de fiscalizar o embarque da carga despachada em Belém e garantir a segurança da mesma até o desembarque em Macapá.
Desempenhou tão bem a atribuição, que comandou a embarcação até a mesma se tornar inservível. 
No comando da Uaçá, mestre Donga fez para mais de duas centenas de viagens na rota Macapá-Belém-Macapá. Sempre havia mais carga do que a capacidade da embarcação e, também, dependia dele a prioridade do que embarcar e quando, suscitando incompreensões de donos das mercadorias preteridas por mais de uma viagem, com alguns reclamando a seus superiores hierárquicos que não levavam a sério as queixas, porquanto não duvidavam de seu profissionalismo e honestidade. Não guardava mágoa de ninguém; não se estressava. Logo, descontentes por conta do seu desempenho profissional, reconheciam que foram injustos e o procuravam para desculpar-se.
Para Donga todas as viagens foram importantes. Por muitos anos delas dependeu o funcionamento dos serviços públicos e o abastecimento do comércio local. Entretanto, destacava uma delas pelo que significou para a maioria dos habitantes de Macapá. Foi a realizada ao município paraense de São Miguel do Guamá para apanhar uma carga de farinha de mandioca que abarrotou os porões da Uaçá. Na época vivia-se nos primórdios da Ditadura Militar e grave crise de abastecimento de alimentos básicos e o produto foi para ser comerciado a servidores públicos, para desconto em folha de pagamento. A venda, de forma racionada, foi feita pela Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá (SATFA), que funcionava ao lado do antigo Fórum de Macapá, onde está sendo construída uma praça.
O OCASO DO NAVEGADOR
Ao ser extinto o SERTTA Navegação, os marítimos que se encontravam na ativa, entre eles o mestre Donga, continuaram a navegar lotado na Superintendência de Navegação do Amapá (SENAVA), criada pelo governador Anníbal Barcellos para transportar passageiros e cargas entre Macapá-Belém-Macapá. Aposentou-se do serviço público em 12 de fevereiro de 1982, aos sessenta e oito anos de idade. Logo, entretanto, voltou à ativa. O comandante Barcellos decidira valorizar a experiência e mandava contratar os marítimos aposentados que quisessem voltar a navegar. Trabalhou na instituição até a mesma ser desativada. Ao findar esse serviço que o governo prestava ao público, Donga passou a trabalhar na iniciativa privada até aos setenta e cinco anos de idade.
Definitivamente “desembarcado”, como dizem os marujos saudosos dos tempos de outrora, o mestre Donga tornou-se assíduo frequentador da sede dos aposentados para rever antigos amigos, recreação e tratar de seus direitos. Até tentou a averbação como tempo de serviço do “esforço de guerra”, mas a empresa para qual navegou desapareceu com fim da Segunda Guerra Mundial. Viveu intensamente até aos noventa e nove anos de idade quando um acidente doméstico o colocou em cadeira de rodas. Gostava da presença dos filhos, netos e bisnetos. Seu aniversário sempre era comemorado. Os seus cem anos de idade foi uma linda festa. Foi sua despedida da família e deste mundo.
Mestre Donga faleceu em Macapá onde residia há sessenta e oito anos, cinquenta e cinco dias após a morte súbita da dona Helena Rodrigues, sua esposa, com a qual era casado há sessenta e quatro anos. Dessa duradoura e amorosa união nasceram os filhos: Fernando Rodrigues (professor-historiador), José Rodrigues (falecido há 40 anos), Raimundo Rodrigues (economista-advogado), Francisco Rodrigues (professor-sociólogo), Paulo Rodrigues (administrador-auditor), Luís Carlos Alencar (tenente PM), Ana Maria Alencar e Ernandes Alencar (engenheiro civil). A cunhada Francisca Pereira de Alencar, a tia “Tita”, auxiliar de enfermagem aposentada, atualmente com oitenta e seis anos, lúcida e forte, ajudou a criar essa turma. O casal há tempo havia aceitado Jesus Cristo como o único e suficiente salvador e, nessa esperança, partiu para a eternidade.
Seu Orlando dos Santos faleceu, dia 26 de julho de 2015, aos cem anos, sete meses e vinte dias de idade. Era o remanescente dos mais de cinquenta servidores públicos da década de 1940 lotados nos serviços de transportes fluviais e marítimos do governo territorial.” 
Fonte: Facebook
(*)Texto do professor, historiador e escritor Fernando Rodrigues, publicado originalmente em sua página no Facebook, devidamente adaptado e atualizado, especialmente para reprodução no blog Porta-Retrato.
O biografado era pai do autor.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Como o voleibol chegou ao Amapá?

Em resposta a esta pergunta que nos foi enviada  por um leitor (anônimo) do blog Porta-Retrato, recorremos ao historiador Nilson Montoril, que nos enviou o seguinte texto, bem esclarecedor:
“O voleibol, o basquete e o futebol americano tiveram na figura do Sargento Irineu da Gama Paes o primeiro instrutor com amplo conhecimento das suas regras e, que também aplicava                         as mencionadas práticas esportivas. Ele integrava a Força Pública do Distrito Federal e desenvolvia suas atividades no Rio de Janeiro. 
O governador do Amapá, capitão Janary Nunes, conseguiu a sua liberação para ministrar Educação Física aos estudantes macapaenses e coordenar um programa esportivo em um centro de diversões montado na área da praça capitão Augusto Assis de Vasconcelos, espaço hoje ocupado pelo Teatro das Bacabeiras. No centro havia brinquedos para crianças e duas quadras de chão batido, destinadas ao vôlei e basquete. A tarefa do sargento Irineu foi facilitada devido a presença de jovens esportistas vindos de Belém, que jogavam futebol, vôlei e basquete. Alguns praticantes das referidas modalidades esportivas eram oriundos da FEIJ - Federação Educacional  Infanto Juvenil, do Escotismo e de tradicionais escolas paraenses, entre eles: Expedito Cunha Ferro(91), José Epifânio Martins(Pigmeu), Chefe Joãozinho, Humberto Santos, Lucimar Ribeiro (Príncipe Malaio), Glycério Marques, que depois passaram à condição de instrutores. Dentre os jovens de Macapá despontaram Ubiracy Picanco (Tio Bira) e José Figueiredo de Souza (Savino). As mulheres também jogavam voleibol.” Nilson Montoril

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Frota de Automóveis da ICOMI

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada por Paulo Rogério Guedes, na página  do Grupo de simpatizantes da Empresa ICOMI, no Facebook.
"A necessidade de manter um serviço dinâmico exigia da ICOMI transportes seguros, funcionais e que apresentassem o mínimo de desgaste. Por isso, em fevereiro de 1965 a companhia resolveu renovar sua antiga frota de automóveis, substituindo-a por viaturas modernas e de fabricação nacional. 
A foto foi tirada no pátio da ICOMI em Santana."
Fonte: FACEBOOK

terça-feira, 2 de maio de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Famosa "Rádio Cipó" de Vila Amazonas

Só meu amigo Floriano Lima, para ter sensibilidade e fotografar a famosa “Rádio Cipó”, em Santana.
A foto tirada por ele em 2014, foi compartilhada no Grupo de simpatizantes da ICOMI, no Facebook, pelo amigo João Roberto Pinto Gomes.
Eram aí que as noticias circulavam com  muita rapidez. 
O internauta Hilton Oliveira, comenta que existia um senhor com problemas mentais, de nome “Dá Gálho”, que praticamente morava na local. Hilton ressalta, que: “’Dá Galho’ era um personagem muito popular entre os moradores. Apesar do problema de comunicação, ninguém o importunava e sempre recebia alimentação dos funcionários do restaurante, que ficava às proximidades.”
O amigo Haroldo Pinto Pereira lembra que o famoso Ponto de Ônibus, situava-se em frente aos restaurantes Primário e Intermediário, na Vila Amazonas.
Ele conta que o ônibus apanhava os funcionários para irem para o escritório apos café e almoço. E completa dizendo que ele mesmo ficou inúmeras vezes, aguardando na “Radio Cipó”, pela condução.
Sônia Lima comenta que "muitos discípulos desse ligar fofocam até hoje!" 
Num comentário mais recente, Paulo Melo ex. Vereador de Santana, relembra que o local "era uma espécie de estação de encontro da chegada e saída daqueles que levavam orgulhosamente no peito a tão obcecada chapa da ICOMI." 
Um outro internauta Adm Paranhoz, exclama:  "Ah...!!! Rádio Cipó...se eu pudesse retransmitir suas eloquências...frutos proibidos e eletrizantes, de muitas essências, divinas e malvindas, de todas as espécies e peripécias, de vida e contos...DA VAM, DE SANTANA, DA ICOMI...NOTÍCIAS...!!!...DE TODOS OS TEMPOS...da esquina mais famosa, de VILA PISCINA...DO AUGUSTÃO...!!!"
Realmente, a "Rádio Cipó". era uma central de fatos/boatos, (hoje seriam fatos ou fakes), e disse-me-disses. "Era um lugar onde tudo se sabia, dos mexericos aos assuntos mais glamourosos da época." 
"Nossa internet da época", complementa o craque Antônio Trevizani, dos bons tempos do Santana Esporte Clube.
Diríamos, sem errar, que foi o ponto de maior movimento nos anos 60 até meados dos anos 70, na cidade industrial de Santana.  Por trás dela, havia um grande restaurante que se chamava ABC, que servia aos funcionários da classe primária e intermediária da ICOMI. Do outro lado eram os aposentos dos funcionários solteiros, compostos por mais ou menos uns duzentos alojamentos. Com isso já podemos imaginar o burburinho que era a antológica “rádio cipó’. Ela sempre foi pintada com a cor predominante da ICOMI. Os elementos em alvenaria, sempre foram brancos. "Quando tentaram meter um laranjão nela, os moradores não permitiram, porque seria trucidar com a história de um local, que pra quem não conhece, pensa que é um ponto de ônibus qualquer."
(Foto: Reprodução / Grupo  ICOMI - Portal de Altamir Guiomar)
A “Rádio Cipó” faz parte, dos anos dourados de Santana. Hoje revitalizada, nos faz lembrar o bons tempos de ICOMI, no Amapá.
Fonte: FACEBOOK
(Última atualização em 19/05/2019)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Foto Memória do Esporte Amapaense: Reunião Histórica

A Foto Memória de hoje, vem do Baú de Lembranças do jornalista João Silva.
Com a devida anuência do amigo Balalão, reproduzo esse registro histórico fotográfico de 1972, feito no gabinete de trabalho do desportista Raimundo Osmar Pontes Hollanda, o Pai do Copão da Amazônia, na antiga Confederação Brasileira de Desportos, no Rio de Janeiro, na época presidida por João Havellange:
Além do João Silva, “estão no registro o próprio Hollanda e Avertino Ramos (sentados), e o amigo João Picanço (em pé), ele que é ligado há muitos anos ao Departamento Nacional de Produção Mineral no Amapá, filho de tradicional família macapaense. Avertino Ramos e Osmar são falecidos. Avertino foi craque de futebol jogando pela Seleção Amapaense e pelo Esporte Clube Macapá, várias vezes campeão amapaense na era amadora, mas também jogava voleibol e basquetebol com desenvoltura. Foi homenageado e o ginásio de esporte do GEA localizado na Cândido Mendes, com sua morte passou a se chamar Avertino Ramos com inteira justiça ao grande atleta e esportista."
Fonte: Facebook

domingo, 30 de abril de 2017

Foto Memória da Mineração Amapaense: Vila de Terezinha - Serra do Navio/AP

Esta foi a primeira vila da ICOMI construída do outro lado do rio Amaparí.
Moradores mais antigos do lugar contam que era também conhecida como Vila Papelão.
A travessia das pessoas era feita por uma ponte pênsil (foto acima) montada com madeiras e cabos de aço, que desabou com jovens escoteiros de Macapá, fato muito triste que abalou os amapaenses e que está narrado no livro “A Margem Esquerda do Rio Amazonas - Macapá”.
O escritor amapaense Amiraldo Bezerra conta em sua obra, que um “acontecimento que enlutou e consternou muitos amapaenses, foi a tragédia com os escoteiros em Serra do Navio, mais precisamente com a queda da ponte que ligava aquela cidade a vila de Teresina. Era uma ponte feita de cabos de aço e tábuas de madeira, com uma altura de seis metros, aproximadamente. Ao romper-se em uma extremidade, jogou dentro do rio de correntezas e muitas pedras, dezenas de jovens escoteiros e lobinhos que excursionavam ali naquelas férias de meio do ano. Um dia antes, havia passado por lá uma comitiva de vários marinheiros e nada demonstrava perigo em utilizar a ponte. Era o dia 11 de julho de 1960. Seis mortes, todos em idade infantil, antes de chegarem à adolescência, tiveram o fim da vida terrena ceifada de forma brusca. Durante toda a semana, parece que de maneira premeditada, achava-se um corpo, aquilo nunca mais saiu de nossa mente.”

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...