domingo, 14 de abril de 2019

MEMÓRIA HISTÓRICA DA AVIAÇÃO NO AMAPÁ

Por Édi Prado
A primeira aeronave a pousar forçosamente em Macapá foi o hidroavião Junkier D217, no dia 18 de março de 1922. O percurso planejado era de New York/Buenos Aires. Um voo ousado para a época.
A aeronave apresentou problemas mecânicos forçando o aviador a amerissar em frente à baía de Macapá. A notícia é um documento raro que entrou para a história que ilustra, sem dúvida alguma, os primeiros tempos da aviação no Amapá. O aviador explicou o motivo da amerissagem nada agradável em Macapá. Eles viajavam da América do Norte para Buenos Aires em dois aviões Junker, de fabricação alemã: D-217, que transportava combustível, gêneros alimentícios e material indispensável à viagem e o D-218, hidroavião de comando. Sobrevoavam a costa brasileira, quando o D-217 projetou-se no mar. Dos três tripulantes, apenas o mecânico foi salvo pelo D-218.
Um ano após assumir o governo do Amapá, Janary Nunes entrega o primeiro relatório ao presidente Getúlio Vargas, no qual enfatiza também a real situação dos transportes no então Território.
Embora a Força Aérea Brasileira-FAB, enviasse semanalmente o Correio Aéreo Nacional, levando medicamentos e correspondências, não era suficiente para atender as necessidades do recém-criado Território Federal. Reivindicava pelo menos a criação de uma linha aérea civil. A Panair, que já estava na cidade, foi a primeira a se prontificar estendendo a linha até Amapá e Oiapoque.
Em dezembro de 1931 amerissava o hidroavião Sirosky, da Panair do Brasil, em frente a Clevelândia do Norte. O comandante Cob estava acompanhado do mecânico de voo, Siegfried, do rádio telegrafista, Osvaldo Aranha e os passageiros José Ferreira Junior e Fernando Teixeira Araújo. A missão era checar a informação de desembarque de contrabando de armas, que seriam utilizadas pelo Movimento Revolucionário Paulista. Nada foi confirmado. Em junho de 1937 pousa no Oiapoque o avião do Correio Aéreo Nacional- CAN- que fazia a integração do País. Era um monomotor Wacco, pilotado pelo capitão Rui Presser Bello e o copiloto, 2° Ten Joleo da Veiga Cabral. O pouso foi na propriedade de Moisés Batista, local do atual aeroporto da cidade. O avião está em exposição no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro. A linha era semanal. Chegava no sábado e partia no domingo.
A necessidade do tráfego aéreo se tornou uma prioridade do governador. E no dia 23 de julho de 1953 foi criado o Serviço de Aeronáutica - Saer.
O primeiro pouso oficial em Macapá, ocorreu no dia 11 de julho de 1951. Avião Bonanza Beechcraft-V36, com quatro vagas, de propriedade do governo do Território, procedente do Rio de Janeiro. O comandante, Carlos Hanson, que trouxe como passageiro, o Tenente Antônio Guerreiro.
A pista improvisada ficava na atual Av. Procópio Rola,  numa área que compreende as avenida FAB e Raimundo Álvares da Costa, abrangendo o espaço hoje ocupados pela Prefeitura de Macapá, prédio do Hemoap e Palácio do Governo, além de toda a área, hoje destinada ao bloco de secretarias do governo do Estado, desde a Leopoldo Machado até a Rua General Rondon.
O COMEÇO DE TUDO
Com a criação do Saer era necessário estruturar o setor e qualificar os profissionais. Além do Tenente Antônio Guerreiro, o primeiro piloto contratado, o governo contratou os comandantes Rodar e Cantídio e foi contemplado com o monomotor Fairchild de treinamento, cedido pela FAB e Janary adquiriu outro Paulistinha, modelo para formar pilotos. Daí nasce a ideia de criar o Aeroclube do Amapá. A ideia foi tomando corpo. Aliava-se a necessidade e a possibilidade real, devido a existência de dois aviões e pilotos experientes. Embalado pela febre de formar pilotos, convidaram o piloto aviador, Luís Carlos Rodarti, que foi de São Paulo. Ele era instrutor do Aeroclube do Brasil e levou como auxiliar, o Sargento Cantídio Guerreiro, piloto da FAB, que servia na base de Belém.
A PRIMEIRA TURMA
Aulas práticas e teóricas eram ministradas aos corajosos alunos.
O Comandante Edson Ferraz de Abreu, inspetor da Aviação Civil do Ministério da Aeronáutica foi designado para fazer os exames aos alunos do primeiro curso de pilotagem do Aeroclube de Macapá, no dia 30 de agosto de 1956. O avião era o modelo Fairchild. Os alunos aprovados foram : Hamilton Silva, Dário Gomes, Walter do Carmo, Anival Arab Fadul e Carlos Pontes. A formatura ocorreu no dia 16 de setembro de 1956, procedida pelo governador Janary Nunes. Com a saída dos dois instrutores de voos, o governo contratou o Coronel Bravo, da força Aérea Boliviana, que estava auto exilado, por ter participado de um fracassado golpe militar contra um dos mais corruptos presidentes daquele País.
Matéria publicada no jornal Correio do Amapá, edição de número 5 de 24 de outubro de 2010, no caderno de Eco Turismo.

sábado, 13 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: o Pioneiro Isaac Tavares de Souza (em memória)

Nossa Foto Memória de hoje, presta uma justa homenagem(em memória) a um pioneiro do Amapá, que não era brasileiro de nascimento e sim de coração. Falo do Sr. Issac Tavares de Souza.
Seu Isaac era de descendência luza. Veio de Portugal ainda novo e residiu em Belém do Pará, antes de seguir para o Amapá juntamente com seu patrício de nome Manoel.
Isaac e Manuel, uniram seus projetos e instalaram em Macapá uma fabrica de sabão (foto acima) que ficava localizada à Av. Pedro Baião, na altura da praça Floriano Peixoto.
-- Lembro-me bem que, na entrada da saboaria, havia uma prateleira expondo maquetes feitas em sabão, dos prédios do Colégio Amapaense e dos Correios de Macapá. Indagado sobre aqueles trabalhos, seu Isaac me explicou que foram peças confeccionadas, exclusivamente, para serem apresentadas na Feira de Exposição de Animais e Produtos Econômicos, que era montada todos os anos pelo Governo do Território, na localidade de Fazendinha.
As referidas peças, foram depois derretidas e transformadas em sabão, quase no fechamento da fábrica.
Depois do fechamento da saboaria, o espaço serviu de fábrica do Guaraná Glória do empresário Miguel Bitencourt.
Seu Isaac era também conhecido, no bairro do Trem, por manter em funcionamento, o Botequim “Lua de Prata”, na Av. Feliciano Coelho (ao lado do rinhadeiro) onde atendia clientes que, nas horas de folga, gostavam de ingerir uns aperitivos e umas caninhas, além, é claro, do delicioso Flip Guaraná.
Seu Isaac, que nasceu em 1917, faleceu e foi sepultado em Macapá em 2003, com 86 anos de idade.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: área do antigo campo de pouso de Macapá

A transferência do antigo “campo de aviação” para uma área ampla e distante do centro da cidade de Macapá, aconteceu em 1958, por decisão do então Governador Pauxy Gentil Nunes.
Na visão do amigo Nilson Montoril, a mudança foi bastante criticada pelos derrotistas, pois os mesmos não visionavam um futuro promissor para o pungente capital de um dos novos territórios da Amazônia, o Amapá.
Segundo o historiador, “a medida visava eliminar o aeroporto da Panair do Brasil, que, a partir de maio de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, passou para o controle dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul S. A. No momento da mudança, operavam a Cruzeiro do Sul e o Lóide Aéreo Nacional usando aviões Douglas DC 3. Os Douglas C 47 do Correio Aéreo Nacional faziam linha desde 1937, entre o Rio de Janeiro e Caiena, com escalas em Belém, Macapá e Base Aérea de Amapá. Ao lado do campo de pouso foi construída uma pequena casa de madeira para uso das empresas de aviação e passageiros. Aos poucos o cenário foi mudando, a despeito de inúmeras dificuldades para obter verbas federais. O panorama começou a mudar quando o aeroporto foi guindado à categoria de Internacional.”
Nilson explica ainda que o aeroporto da Panair do Brasil foi implantado em área de cerrado distante do centro histórico de Macapá. À proporção que a cidade foi se expandindo no sentido do campo de aviação, algumas vias públicas surgiram, como a Coronel José Serafim e General Rondon, esta facultando o acesso para o bairro do Laguinho. Além delas vieram as Avenidas FAB, Procópio Rola (trecho entre a José Serafim e a General Rondon) e Raimundo Álvares da Costa. Na correção da pista de pouso, a área do campo de aviação ficou compreendida entre as Ruas General Rondon e a atual Professor José Barroso Tostes (sentido longitudinal) e Avenidas FAB e Raimundo Álvares da Costa(largura). A configuração do campo ocasionou o bloqueio de novas vias. A Eliezer Levy foi aberta a partir do Laguinho. Era interrompida ao alcançar a cerca de arame farpado do campo de aviação e seguia no rumo do Trem depois da Av. FAB. O mesmo ocorreu com as demais ruas que circundavam o campo de aviação. O Governador Pauxy Nunes decidiu extinguir o ponto de estrangulamento das ruas e avenidas. Inicialmente, a nova pista de pouso iria ser feita ao lado direito da estrada para a Fazendinha, no espaço entre o Marco Zero e a Fazendinha de Fora. Como ficaria paralela ao Rio Amazonas, com forte incidência de vento, o plano foi alterado. 
(Divulgação Infraero)
A área onde se encontra o Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre só podia ser alcançada através de trilha que hoje corresponde a Rua Hildemar Pimentel Maia (o idealizador do Aeroclube de Macapá). O nome do aeroporto deveria ser Pauxy Nunes.”
Fonte: Facebook

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: Fortaleza de São José, em completo abandono

Publiquei em 8 de setembro de 2011, oito fotos raras da Fortaleza de Macapá, em total abandono, tal como foi encontrada por Janary Nunes, ao assumir o Território Federal do Amapá, em 1943.
Hoje trago uma foto, publicada pelo amigo Maximilian Santos, no Memorial Amapá, que mostra como era a entrada do Igarapé do Igapó, ou Igarapé da Fortaleza, naquela época.
Tais relíquias fazem parte do acervo histórico do Amapá guardado no Museu Joaquim Caetano da Silva, e que ilustraram o Relatório do Governo do ex-Território Federal do Amapá, datado de 1944.
Nas imagens vemos as reais condições do entorno da Fortaleza, no início dos anos quarenta, evidenciando uma das guaritas do lado direito da velha edificação.
Fonte: Memorial Amapá

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Foto Memória da Igreja Católica: Padres do Pime: Fúlvio Giulliano e Vitório Galliane

Nossa Foto Memória de hoje, foi compartilhada na rede social, pelo amigo Fernando Canto. Trata-se de um registro, sem data, clicado na Casa Paroquial da Igreja São Benedito.
Nas imagens temos à esquerda o Padre Fúlvio Giulliano e à direita o Padre Vitório Galliane, ambos saudosos sacerdotes do Pime, que fizeram brilhantes trabalhos catequéticos e sociais, na Prelazia de Macapá, no início do ex-Território Federal do Amapá.
A senhora no centro da imagem é Dona Aurora Cordeiro, cozinheira dos padres por longos anos naquela Casa Paroquial.
O mestre bacharel construtor Fúlvio Giulliano chegou ao Amapá em junho de 1962, com 23 anos de idade, para atuar como missionário leigo e mestre de obras na então Prelazia de Macapá. Desembarcou pelo porto de Santana. Sua ida se deveu a um convite formulado por Dom Aristides Piróvano, que então exercia o cargo de bispo Prelado de Macapá e coordenava a equipe de sacerdotes do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras-PIME, na capital do Território Federal do Amapá.
Fúlvio atravessou o Oceano Atlântico a bordo de um navio cargueiro italiano que veio embarcar minério de manganês, no píer da Indústria e Comércio de Minérios S.A – ICOMI.
Catequista e arquiteto:
Entre os anos de 1962 a 1968, Fúlvio Giuliano desenvolveu diversas atividades, inclusive as relacionadas com sua profissão de arquiteto, auxiliando o Dr. Marcelo Cândia na edificação do Hospital São Camilo e São Luiz. Ele também concebeu os projetos arquitetônicos das igrejas de São Benedito (pedra fundamental em 24/6/1963 e inauguração no Natal de 1964), Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (inaugurada dia 12/4/1981).
Pintou expressivos afrescos em diversas igrejas de Macapá e participou de muitos salões de arte, com destaque para o I Salão de Artes do Colégio Amapaense, organizado pelo Professor Antônio Munhoz Lopez, onde o ilustre arquiteto mostrou 14 quadros da Via Sacra e I Salão de Artes Plásticas da Universidade Federal do Pará, com menção honrosa pela tela “Arraial de São José em Macapá”.
Em 1968, Fúlvio Giuliano mudou-se para Belo Horizonte para estudar teologia e receber o Sacramento da Ordem. Concluído o curso retornou a Macapá, onde, no dia 3 de janeiro de 1971, foi ordenado sacerdote. Entrou no Instituto da promessa a 13 de março de 1980.
Fúlvio permaneceu em Macapá até 1985, ocasião em que retornou à Itália, sua terra natal, para tratar dos rins, haja vista que o péssimo funcionamento dos mesmos tornou precário seu estado de saúde. Inicialmente ficou em Monza como pai espiritual e chefe da igreja pública. Depois, residiu em Gênova-Nervi, submetendo-se a frequentes seções de diálise.
Padre Fúlvio faleceu em Gênova, dia 5 de junho de 2007, as 10h30, com 68 anos. 
Seu corpo descansa em paz no cemitério de Grugana. (Informações do historiador Nilson Montoril)
Padre Vitório Galliani, era italiano de Milão. Ingressou no PIME - Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, recebendo as ordens sacerdotais no ano de 1946. Começou as atividades religiosas na Itália e, em 25 de junho de 1948, chegou a Macapá, juntando-se aos outros sacerdotes do PIME, desenvolvendo atividades na educação espiritual da população amapaense. Em 30 de março de 1950, foi designado Vigário Paroquial no Município de Oiapoque, destacando-se pelo relacionamento mantido com as tribos indígenas da região; regressou de Oiapoque para assumir as funções de Coadjutor na paróquia de São José; a 19 de fevereiro de 1957 foi nomeado Vigário da Paróquia de São José; em 18 de janeiro de 1961 assumiu o cargo de Vigário da paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Santana, também se destacando na missão sacerdotal exatamente na época da chegada de trabalhadores de todas as classes sociais para trabalhar na ICOMI, empresa exploradora de minério de manganês em Serra do Navio. O padre Vitório adoeceu, viajando para a Itália, em tratamento de saúde, em 2 setembro de 1972.
Retornou a Macapá, em maio de 1973, sendo designado para a função de Coadjutor na vila de Serra do Navio; exerceu o cargo de Vigário-Geral da Prelazia de Macapá do ano de 1978 ao ano de 1982; Vigário da Paróquia Jesus de Nazaré no período de abril de 1974 a janeiro de 1980; em 25 de janeiro de 1980 foi nomeado Vigário da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima onde ficou até 21 de janeiro de 1983, exercendo a função de Capelão do Hospital Geral de Macapá até a sua morte repentina no dia 24 de abril de 1983. Foi mais um dos evangelizadores ilustres, que participou da construção do Estado do Amapá.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá" de Coaracy Barbosa, Vol. II - edição de 1998
No post podem ser vistas outras fotos raras publicadas no Facebook, por Fernando Canto.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Foto Memória da Mineração Amapaense: Porto da ICOMI, em Santana-AP

Hoje trazemos para rememorar, uma Foto Memória tirada em 1956, época da construção do Porto de Santana, montado pela Industria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI.
Já se encontrava instalada toda a estrutura do cais flutuante, implantado pela mineradora e que, hoje, está totalmente destruído.
Vemos ainda, no raro registro histórico, o primeiro armazém construído pela empresa à beira do Rio Amazonas, além do porto em alvenaria para carga e descarga de produtos, maquinários e veículos.
Fonte: Revista Icomi Notícias

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Foto Memória Estudantil: Alunos do antigo IETA.

Encontrei esta foto no BAÚ de LEMBRANÇAS do amigo João Silva, que a ganhou do casal Lauro (Simone) Vasconcelos, que mora em Brasília há mais de 40 anos.
A foto é uma preciosidade de 1965, e mostra um grupo de estudantes do antigo Instituto de Educação do Amapá – IETA, fazendo pose diante do prédio da biblioteca que foi demolido para dar lugar ao Jardim de Infância Pequeno Príncipe.
Eu já havia publicado no blog em 2015, parte dessa mesma foto que me foi enviada pelo amigo João Eudes, que agora está residindo em Piruíbe, litoral de São Paulo.
Sem citar pela ordem, se em pé ou agachados, da nossa parte identificamos na foto de cima:  Joab Araújo (filho do Manga Rosa), Juarez Cabral, Antônio Chagas, José Jucá, Simone, Filomena, Ilma Carvalho, João Capiberibe, João Eudes, Maurinho (irmão do Edson Pratinha), Antônio Trevizani, Araceli, Patrícia Nicolay, Dayse Nascimento, Jorge Armando (Jujuba), João Assis Filho, Paulo Mendes e Carlos Bezerra.
A maioria das meninas da foto não conseguimos identificar.
Fonte: Facebook

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Foto Memória do Esporte Amapaense: Os craques da bola: Magalhães e Joca (em memória)

Hoje prestamos homenagem a dois ícones do futebol arte, do Amapá: os craques Magalhães e Joca.
A crônica, assinada pelo jornalista João Silva, retrata uma época de ouro do futebol na capital do Amapá.
O Porta-Retrato foi buscar no BAÚ de LEMBRANÇAS do renomado amigo Balalão, essa relíquia de registro fotográfico desses dois cracassos da bola. O João relembra, muito bem que “o Juventus, fundado pelos padres do PIME com ajuda de esportistas como Walter Banhos de Araujo, 'Seu' Medeiros, Humberto Santos, Expedito Cunha Ferro e outros, foi uma escola para os meninos e adolescentes pobres de Macapá que só podiam participar dos torneios de futebol no campinho da Matriz se fossem à missa dominical na Igreja de São José! Raimundo Magalhães e Joca deram os primeiros passos no futebol na chamada Casa dos Padres, ambos brilharam nos times do JEC que na década de sessenta rivalizava com o CEA Clube. Os dois ajudaram o time da Prelazia a conquistar três Campeonatos de Futebol envergando a camiseta do Moleque Travesso, um fazendo gols, o artilheiro Joca, outro fechando a meta do time dirigido por Humberto Santos. Fora de campo, Joca e Magalhães foram escoteiros, se formaram, constituíram família, ambos trabalharam muitos anos na LBA. Passado tanto tempo, sempre que o assunto é futebol do passado, futebol dos bons tempos, ninguém esquece dos tirambaços do grandalhão artilheiro Joca nem da segurança do Magalhães fechando a meta do Moleque Travesso. Joca faleceu em 2015."
Sem dúvida, como lembra o Rupsilva, os dois “foram resultados da excelente formação religiosa, ética e moral da inesquecível Paróquia de São José de Macapá, Praça da Matriz, ‘CASA DOS PADRES’”.
Texto do amigo João Silva, publicado em sua página no Facebook, reproduzida pelo Porta-Retrato, com a devida anuência do autor.
Fonte: Facebook

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: Antigo Marco Zero do Equador - Macapá

Nossa Foto Memória de hoje, é a reprodução de uma imagem publicada no Livro Informações sobre a História do Amapá; 1500 – 1900 – de autoria do professor e historiador Estácio Vidal Picanço, impresso pela Imprensa Oficial, em 1981.
Trata-se de um registro fotográfico dos primeiros anos de criação do Território Federal do Amapá.
O Marco Zero, marca a passagem exata da Linha do Equador em Macapá.
Nesse espaço, foi erguido um monumento que se tornou um dos mais importantes pontos turísticos da capital do meio do mundo.
É constituído de uma edificação de 30 metros de altura dotada de um círculo na parte superior, através do qual é possível visualizar o Equinócio ao menos duas vezes por ano. Entre 20 e 21 de março e também entre 22 e 23 de setembro, o Sol alinha-se perfeitamente no círculo do monumento e projeta um raio de luz sobre a Linha imaginária do Equador. (Wikipédia)

sexta-feira, 29 de março de 2019

Foto Memória de Macapá: Homenagem ao Hélio Pennafort

Nossa Foto Memória de hoje, vem do baú de lembranças do amigo Nilson Montoril.
Trata-se de um registro fotográfico tirado há 22 anos, no dia 2 de setembro de 1996, data do nascimento da última filha do saudoso jornalista Hélio Guarany Pennafort.
O fotógrafo foi o próprio Nilson Montoril que clicou o amigo Hélio, quando este passava em frente à residência do nosso historiador.
O renomado jornalista pedalava sua “magrela”, por recomendação médica, com o propósito de melhorar o funcionamento do aparelho respiratório, bastante comprometido com o uso do cigarro, pois há alguns meses, vinha sofrendo problemas de saúde
Nilson conta que, invariavelmente, todos os sábados o Hélio passava em frente à casa dele (Nilson), pedalando uma bicicleta. Parava em pouquinho para conversar e seguia seu roteiro ciclístico. No dia acima referido, o Hélio disse ao Nilson, que sua filha havia nascido.
Ainda pela manhã, o Nilson compôs uns versos, os datilografou e os foi colocar na caixa de correspondências do amigo, que, mais tarde, chorando, lhe agradeceu a homenagem em versos.
Leia a matéria completa aqui

terça-feira, 19 de março de 2019

Dia 19 de março: Fundação dos Jornais Amapá e A Voz Católica

Em 19 de março de 1945 circulou pela primeira vez, em Macapá, o jornal AMAPÁ, (extinto) de propriedade do Governo do ex-Teritório Federal do Amapá,...
...tendo como primeiro diretor Paulo Eleutério Cavalcante de Albuquerque.
Dezessete anos depois, surgia o Jornal A Voz Católica fundado em 19 de março de 1962, dia de S. José,...
...por Dom Aristides Piróvano, primeiro bispo prelado de Macapá. Atualmente está extinto, também. Era um periódico semanal, com tiragem média de mil exemplares. Iniciativa da então Prelazia de Macapá. 
O órgão religioso, teve como seu primeiro editor o padre Jorge Basile,...

Foto;Reprodução web: http://memoriadaliteraturadopara.blogspot.com
...auxiliado pelo cônego Ápio Campos.
O jornal surgiu para divulgar as notícias da Igreja Católica em Macapá, mas também em sua linha editorial havia publicação de notícias sobre o cotidiano do Território do Amapá. A grande importância da Voz Católica, é que nele poderiam ser publicadas notícias censuradas pelo órgão oficial do Governo (jornal Amapá). Resistindo aos caprichos e exageros da ditadura militar, a Voz Católica ficou entre nós até meados de 1974, quando desapareceu, juntamente com a Rádio Educadora São José. Entre outras notícias, a Voz Católica publicou: 1 - A instalação do "Tiro de Guerra 130" (AVC 20.02.1962); 2 – A criação da Guarda Noturna de Macapá, pelo tenente R-2 Uadih Charone, à época comandante da Guarda Territorial (AVC 01.03.1963); 3 – A fundação da Associação Amapaense de Imprensa, ocorrida em 14 de abril de 1963, no pavilhão da então Piscina Territorial, às 20h30min, pelo governador Terêncio Porto, e o desportista Paulo Conrado (AVC 15.04.1963); 4 – A fundação da Sociedade Esportiva e Recreativa São José (AVC 16.05.1963); 5 – A publicação do primeiro Manifesto Popular Pró-Estado do Amapá (AVC 09.06.1963).
(Fonte: EDGAR RODRIGUES)

segunda-feira, 18 de março de 2019

Foto Memória da Cidade de Macapá: Fortaleza de São José – ontem e hoje

Na primeira foto, em preto e branco, temos o angulo da foto tirada por trás do baluarte Nossa Senhora da Conceição, antes do aterro da área do Igarapé do Igapó, podendo se ver ao fundo o antigo estaleiro territorial. Na colorida, vemos a situação depois do local aterrado, tendo ao fundo, agora, o espaço do entorno da Casa do Artesão, local do antigo estaleiro, na frente da cidade.
Abaixo, mais duas fotos comparativas do monumento histórico que mais atrai turistas para o Amapá: a Fortaleza de São José de Macapá.
Antes do aterro do lado direito de seu entorno, as águas do Rio Amazonas, passavam bem próximas à sua muralha, pois era e entrada do Igarapé do Igapó ou Igarapé da Fortaleza.
A Fortaleza de São José é um dos pontos preferidos para visitação pública, em Macapá.
Resumo histórico - É o único monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amapá, segundo o historiador e jornalista Edgar Rodrigues. Com quase 20 anos de construção, a fortaleza foi inaugurada no dia 19 de março de 1782 e, portanto, completa em 2019, 237 anos.
Considerado o mais belo, o mais imponente e o mais sólido monumento militar do Brasil no período colonial, a planta era do engenheiro Henrique Antônio Gallúcio, estilo Vauban, de oitava classe, em quadrado e seus baluartes pentagonais nos vértices.
Os engenheiros e técnicos que a construíram, enfrentaram grandes dificuldades na movimentação do terreno, na condução dos blocos de pedras, na edificação do monumento propriamente dita. Trabalharam durante dezoito anos até darem por concluída a empreitada gigantesca que iniciaram.
De acordo com o historiador Nilson Montoril, o baluarte de São Pedro foi o primeiro a ser construído.
A pedra fundamental da construção da Fortaleza de São José de Macapá foi lançada pelo então governador do Grão-Pará, Ataíde Teive, e o engenheiro da fortificação, Henrique Galúcio, que morreu em 1769 após contrair malária.
Segundo Nilson Montoril, a construção da Fortaleza de São José de Macapá, durou 18 anos, e teve o uso de 2 mil trabalhadores, entre negros e índios. "Os escravos trabalharam em várias frentes na fortaleza. Uns eram usados para erguer a estrutura do forte, outros ficavam perto do Rio Pedreira (Macapá) para tirar as pedras do fundo d'água para serem utilizadas na construção", explicou o historiador.
Fontes consultadas: G1 e Amapá em destaques

sexta-feira, 15 de março de 2019

Foto Memória de Macapá: Inauguração da Praça Barão do Rio Branco

Nossa Foto Memória de hoje, foi extraída do livro “História do Amapá: da autonomia territorial ao fim do janarismo 1943 - 1970” de Fernando Rodrigues dos Santos – Editora Gráfica o Dia - 1998.
Colaboração do amigo Rogério Castelo, parceiro do blog.
Um registro da inauguração da Praça Barão do Rio Branco em 1 de dezembro de 1950, pelo governador Janary Gentil Nunes. Presença de autoridades e estudantes.
Fonte: Sugestão de pauta -  Biblioteca da SEMA/AP

terça-feira, 12 de março de 2019

Meio Ambiente: Bosques de aturiá - A cortina verde em frente à cidade

Édi Prado *
Quem é ou mora há muito tempo em Macapá olha, mas não vê os bosques que se multiplicam em frente à cidade. Eles começaram a se formar logo após a construção do Trapiche Municipal. Começou a ser construído em 1936 pelo então prefeito Eliezer Levy, contudo a inauguração aconteceu somente em 1945, quando o prefeito estava no segundo mandato.
O projeto de construção, inicialmente foi submetido à Marinha Brasileira, que inviabilizou a obra, prevendo exatamente aquilo que aconteceu após a inauguração.
Não foi de imediato. Mas era preciso uma prevenção. O local por ser raso e pela bravura avassaladora das águas, não oferecia segurança nem condições de atracação das embarcações oriundas das outras cidades amazônicas. Ocorria o rápido assoreamento do Rio Amazonas, ou seja, o acúmulo de terra ou barro do leito nas vazantes, que impediria a atracação de barcos, durante a maré baixa. 
Como se observa na foto de 1958, quando da chegada dos corpos carbonizados de autoridades do então Território do Amapá, várias “maternidades” em forma de touceiras se formando. “Maternidade” é o termo técnico que os biólogos chamam as touceiras de aturiás e outras vegetações, durante a formação.
A intensificação se deu com a construção do sistema de captação de água da Caesa-Companhia de Água e Esgoto do Amapá, empresa estatal, da qual o governo do Estado é o sócio majoritário.
Em 1971 foi inaugurada a primeira Estação de Tratamento de Água (ETA) no bairro do Beirol, abastecida pela Estação de Captação construída na orla da cidade, no Rio Amazonas. A segunda ETA foi construída em 1997, ao lado da primeira, e a terceira vem sendo estudada para ser construída. Todas essas obras em nenhum assessoramento técnico especializado.
“E são essas construções erguidas sem nenhum critério técnico da convivência harmônica entre a intervenção humana com a natureza, as responsáveis por trapear, ou formar armadilhas para o depósito e o transporte dos resíduos, trazidos pela maré, causando a sedimentação e o assoreamento das áreas”, explica o Mestre em biologia do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá – Iepa- Salustiano Vilar da Costa Neto(UFA), reforçado pela Dra. em Geofísica Marinha (UFF), Valdenira Ferreira dos Santos e também geóloga especialista em Estudos da Amazônia.
A formação desses bosques faz parte do processo natural da hidrodinâmica nos rios do Amazonas e são alterados drasticamente quando se cria estruturas nessas áreas de várzeas, sem estudos, ignorando as correntes fluviais e de marés e a direção dos ventos.
“A tecnologia precisa ser uma aliada da natureza. Não se opor a ela. A natureza veio primeiro e precisa ser priorizada nesses projetos”, adverte a Dra. Valdenira Ferreira.
Priorizada não apenas pela questão da preservação dos ambientes, mas quando a tecnologia se opõe as forças da natureza, na maioria das vezes o homem perde.
Floresta urbana - Pelos cálculos dos moradores, esses bosques vêm se formando há mais de 56 anos e o processo de formação é irreversível. Mas não para os técnicos do Iepa, que vêm monitorando o ambiente desde maio de 2007, quando um grupo de moradores do bairro Perpétuo Socorro foi solicitar permissão para a retirada dos bosques, sob a justificativa de que o assoreamento estaria estreitando o canal, que permite o acesso às embarcações que atracam naquele porto, trazendo das ilhas do Pará e Amapá, alimentos, produção agrícola, telhas, madeira, tijolos e fazendo o transporte de cargas e passageiros. O máximo que eles conseguiram foi à licença para podas e limpeza nos pés das árvores na área, a fim de dar mais vazão ao volume d'água, explicou Salustiano Neto.
Perfil do lugar - O levantamento, registro e medição desse processo são lentos. Existem variações de velocidade da maré e direção dos ventos, explicam os especialistas. Para se emitir um parecer técnico abalizado, eles fazem o registro fotográfico em terra e coletam as fotos de satélites para elaborar o mapa em determinado período. “Os canais e os bancos de areia migram com frequência. Não existe um mapeamento fixo. Tudo depende da hidrodinâmica. Da quadratura, que é o movimento da maré de acordo com as fases da lua e outros fatores determinantes nesse processo” orientam os estudiosos.
Devagar e sempre - Eles explicam porque as pessoas que caminham, passam diariamente pela frente da cidade, deleitam-se com os ventos nos quiosques enquanto desfrutam da culinária local e sorvem os licores e nem percebem a formação desses bosques. “Olham, mas não veem” porque o processo é lento para quem se acostumou com essa nova paisagem. “Ainda é cedo para tecer um perfil e diagnosticar o futuro desses bosques. Mas a tendência é que esses blocos de bosques isolados venham colar com a floresta que está formada no Perpétuo Socorro e formar uma grande vegetação em frente a cidade”, avalia a Dra. Valdenira Ferreira.
Como otimizar o espaço? - Resta definir com outros setores, como a Secretaria Estadual e Municipal do Meio Ambiente - Sema - Ibama, Secretarias Estadual e Municipal de Turismo o que fazer para aproveitar este cenário como atração turística, laboratórios vivos e área de lazer e de contemplação do maior Rio do mundo, em forma de passarelas ou até mesmo numa espécie de tablado ou píer flutuante. “Só ver de longe já é uma paisagem intrigante, diferente e bela”.
Imaginar-se no meio dos bosques, andando sobre o Amazonas e conhecendo como se forma todo esse processo é um espetáculo e tanto para os estudiosos, cientistas, alunos e, principalmente para o turista que ficará deslumbrado com essa experiência inesquecível.
“É um projeto autossustentável que se paga em pouco tempo e pode expandir-se para outros bosques ao longo dos quilômetros de extensão, onde o Amazonas beija’ a frente da cidade de Macapá”.
Viver em harmonia - “Assim não há necessidade de conflitos. Homem e a natureza voltam a integrar-se harmoniosamente. O que não é recomendável é que as obras sejam projetadas sem a orientação técnica de especialistas em geofísica marinha, biólogos e outros especialistas afins”, adverte severamente a Dra. Valdenira Ferreira. Enquanto isso a natureza vem realizando a transformação e compondo novos cenários em frente da cidade de São José de Macapá.
O verde sem ver-te - Resta definir se tudo ficará verde sem visão para a cidade ou se “esse presente” poderá se transformar numa nova, atraente e única paisagem do Brasil, em frente do maior rio do mundo, na linha imaginária do Marco Zero do Equador”, questionam os técnicos, que apresentam propostas projetadas numa visão equacionada entre a preservação e a contemplação num projeto turístico viável e rentável.
Identificação fitoterápica
Aturiá: Drepanocarpus ferox, Machaerium ferox
Família - Leguminosas.
Sinonímia - Juquiri.
Resumo Descritivo - Cipó ou arbusto trepador.
Alternativa de Uso - Utilizado como resolutivo.
Parte usada – folhas.
Aturiá: s. m. Etim. (Tupi ‘aturi’a). Árvore leguminosa (Machaerium lunatum (L)), de ramos compridos e tortuosos, no baixo Amazonas e litoral do Pará e o Drepanocarpus ferox M., de campo de várzea da Amazônia. Esta planta ribeirinha arbustiva só vinga no estuário. Vive em família, debruçada na borda dos canais e ilhas. Tem o sinal da maré alta deixado pelo sedimento fluvial na ramaria.
Significado de aturiá
sm (tupi aturiá) 1 Bot Árvore leguminosa-papilionácea (Drepanocarpus lunatus). 2 Ornit
O mesmo que cigana, acepção 3.
Box
A opinião pública
O observador leigo pergunta por que deixaram ou permitiram que continuasse se formando verdadeiros bosques em frente da cidade ou é um processo irreversível da dinâmica natural do Amazonas?
O cenário está tirando a visão de quem chega à cidade e para quem está nela. Novos focos de outros bosques, como maternidades, estão se formando bem ao lado do trapiche municipal em toda a extensão até a Fortaleza. O que deve ser feito diante desta realidade? Qual a função desses bosques? O assoreamento e a sedimentação de terras e os entulhos trazidos pela maré estão sendo mais de contenção do que retorno.
A sua majestade, o tempo está confirmando essa tendência. Qual o destino desses bosques? A legislação não permite a retirada, uma vez que já existe um ecossistema e as condições de procriações de vários espécimes, além de pousadas para os pássaros. É possível aliar ecologia com turismo? Transformar aquelas áreas numa espécie de laboratório vivo da natureza?
Num espaço de lazer e um ponto para desfrutar da natureza? Até onde vão permitir a expansão, se é que o ser humano deve fazer essa intervenção sem causar graves consequências para o meio ambiente? Qual a importância para o ecossistema? O bosque permite e facilita a sedimentação. Assim vai rompendo a barreira de contenção ficando mais alta nivelando com a terra. Há risco de invasão do Amazonas sem a contenção? No bairro do Aturiá a erosão tem sido devastadora. O que fazer para conter a fúria do Amazonas e evitar que o Rio avance para a cidade como está ocorrendo naquele lugar?
Legendas: Fotos Erick Macias – Danda, Édi Prado
*Édi Prado – Jornalista amapaense, formado pela FACHA , Rio de Janeiro em 1982.
Pós-graduado em Administração de Empresas e pós-graduado em Marketing (CEAP).

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