domingo, 3 de novembro de 2013

ESPECIAL - A Morte do Escoteiro "Padre"

(*) Por Nilson Montoril
Em julho de 1957, integrantes do Grupo de Escoteiros Católicos São Jorge realizaram um passeio à área onde estava situada a cachoeira Paredão, cujo potencial hídrico já havia sido previamente estudado e deveria favorecer a construção de uma hidrelétrica. (...)
À época do passeio dos escoteiros os trabalhos preliminares para a realização da grande obra já estavam em andamento, mas tudo ainda era inóspito. Na organização do “acampamento” estavam os chefes escoteiros Expedito Cunha Ferro, o popular “91”, Humberto Álvaro Dias Santos e o Padre Ângelo Biraghi, então orientador espiritual dos jovens escoteiros e vigário da Paróquia São José.
Patrulha Tucunaré: Os três primeiros moleques que vemos na fotografia, junto a uma pedra, são os escoteiros José Marques Picanço (curupira), José Ribamar Carvalho (Baé) e Nilson Montoril de Araújo (changai). Entre o Ribamar e o Nilson aparece o Dinaldo e um pouco mais atrás o Mamede(cabeça no saco). Encoberto pelo Nilson há um garoto que não conseguimos identificar. No outro plano, quase de costas, escorado numa pedra, identificamos o Edson Piloto(cabeça chata). Depois vemos o Ranulfo, Reginaldo Café (salazar), Beiço de Burro, Nonato, Pedroca e o chefe Expedito Cunha Ferro(91). Por trás do Zé Marques só aparecem as pernas de um garoto. Um outro escoteiro é visto ao lado do Dinaldo. Há 15 pessoas nesta fotografia.
A região cortada pelo Rio Araguari era muito aprazível e praticamente intocada. (...) Nossa viagem até o Paredão ocorreu em um caminhão cedido pela CEA e nos deixou relativamente apreensivos devido ao traçado bastante irregular da estrada, onde prontificavam subidas e descidas abruptas. Partimos antes do alvorecer e todo mundo ia acomodado debaixo do encerado locomotiva do caminhão e bem abrigados do frio.
Patrulha Aruanã: José de Souza Pennafort (macaco), Olivar Pereira Bezerra (português), Padre Ângelo Biraghi, José Raimundo Tavares (Billypão), Antônio Pereira (padre,de braços cruzados), Estanislau de Araújo Coutinho (Estandico ou acarí bodó, com casquete na cabeça), Zildekias Alves de Araújo, Ernesto Dias Neto (filé) e Jefferson Luiz Santana (Iso).
No canteiro de obras ocupamos uma casa que servia de escola, mas que se encontrava vazia em virtude das férias escolares. No primeiro dia do acampamento procedemos a hasteamento da bandeira nacional, tomamos café com pão torrado, leite, queijo e manteiga que eram mandados para o Brasil, pelos Estados Unidos da América, através da “Campanha Aliança Para o Progresso”. O contingente era formado por pioneiros, escoteiros e lobinhos e não excedia a 30 indivíduos. Após o café o chefe Humberto Dias dividiu o grupo em duas patrulhas: Tucunaré e Aruanã. A patrulha Tucunaré, da qual eu fazia parte teve o privilégio de ser a primeira a chegar bem perto da cachoeira Paredão e fez isso com redobrados cuidados sob as orientações do chefe 91. Para evitar que algum moleque afoito tentasse nadar no remanso formado pelas águas que desciam da queda d’água, o chefe 91 escolheu um local por onde descia um pequeno volume de água, formando um córrego estreito e raso. Os pioneiros e escoteiros mais velhos se instalaram a cerca de 2 metros da foz desse córrego e barravam qualquer tentativa de aventura dos mais afoitos. Passamos a manhã tomando banho e percorrendo locais com águas represadas em busca de peixes para o jantar. Na manhã do segundo dia foi a vez da “Patrulha Aruanã” conhecer o local que tinha sido batizado de “Recanto Encantado”.
A “Patrulha Tucunaré” recebeu o encargo de preparar o almoço, carregar água, coletar lenha e limpar a área do acampamento e a escola. As mesmas atividades que a “Patrulha Aruanã” tinha realizado no dia anterior. Por volta das 10h30min horas, do alto da colina onde estava edificada a escola, observamos que os componentes da Patrulha Aruanã estavam voltando ao acampamento e muitos choravam copiosamente. Indagamos o que havia acontecido e recebemos como resposta a notícia de que o "'Padre' havia morrido afogado", mas seu corpo estava desaparecido. De imediato pensamos que o afogado fosse o Padre Ângelo Biraghi. Entre os que tinham permanecido no acampamento encontrava-se o José Pereira, jovem muito prestativo, que de repente parou de brincar e ficou olhado para os escoteiros retirantes, certamente procurando localizar seu irmão Antônio Pereira, exatamente o menino que tinha morrido. Sem vê-lo, José deduziu que a vítima fatal era o Antônio, cujo apelido no Oratório São Luiz era "padre". Chorando muito se retirou para o local onde estava atada sua rede e ali permaneceu sem procurar saber detalhes do acontecido. 
Antônio "Padre" era muito irrequieto e excelente jogador de petecas. Disputar uma partida com ele era certeza de que ficaria de mãos vazias.
Enquanto trabalhadores do canteiro de obras tentavam localizar o corpo do Antônio, os escoteiros se mantinham em silêncio e acomodados. O Antônio não sabia nadar, mas simulava fazê-lo usando as mãos que tocavam no fundo do córrego para impulsionar seu corpo. Fez isso inúmeras vezes até descuidar-se e passar do marco fincado na areia visualizando o ponto que não deveria ser ultrapassado por ninguém. Escoteiros experientes, acostumados a nadar no canal de Santana se atiraram atrás do Antônio, mas a força d'água era descomunal. Uma coisa intrigante aconteceu no afogamento do "Antônio 'Padre'": ele sentou de uma só vez, certamente puxado para o fundo do rio pelo redemoinho que existia no local. As buscas foram feitas até as 18 horas e suspensas para reiniciar no dia seguinte. Por volta das 19 horas, com todo o material de acampamento e nossos objetos pessoais arrumados, embarcamos no caminhão e rumamos para Macapá. Perto das 22 horas o caminhão adentrou no quintal da Prelazia de Macapá e nos recebemos ordens para nos alojarmos no Salão Paroquial Pio XII, um barracão onde eram realizadas atividades religiosas, projeção de filmes e encenações de peças teatrais. 
Todos deveriam permanecer em silêncio e só deixar o barracão depois que o chefe Humberto Santos fosse à casa do senhor Raimundo Pereira cientificá-lo sobre a morte do filho. Entretanto, alguns meninos não obedeceram a ordem recebida; abandonaram o barracão e foram espalhando a macabra notícia a seus vizinhos, entre eles o seu Raimundo. O corpo do Antônio Pereira só foi encontrado uma semana após o sinistro. Mergulhadores o localizaram preso a uma pedra no fundo do rio Araguari  ali mantido pela força descomunal da água que descia da cachoeira. Em adiantado estado de decomposição e bastante danificado pelos peixes e pelo atrito contra as pedras submersas, o que restou foi sepultado no cemitério da vila de Ferreira Gomes. Em 1960, seus despojos foram levados para o cemitério Nossa Senhora da Conceição e enterrados ao lado dos seis escoteiros que morreram afogados no Rio Amapari, em Serra do Navio, quando uma ponte pênsil da ICOMI desabou. (Nilson Montoril)
(*) Pesquisador, professor, historiador, radialista e blogueiro amapaense.
Texto de Nilson Montoril, reproduzido do blog Arambaé, do renomado historiador amapaense, com adaptações especias para o Porta-Retrato.

sábado, 2 de novembro de 2013

Um Cortejo Fúnebre na Macapá de outrora

Na data em que prestamos homenagens póstumas a nossos entes queridos, trazemos para os leitores do blog, um registro histórico (sem data) de um Cortejo Fúnebre na Macapá de outrora.
Pessoas reconhecidas nas imagens: Seu "Gaivota"(de calça escura à esquerda), Mudo (atrás, de calça escura e camisa branca), Na frente, de branco, os irmãos Bernando e Casemiro Lino Dias (segurando as alças da frente do caixão), Segurando a segunda alça Seu Paulino, e ao lado dele (de camisa branca), parece ser o Nolasco,; à direita (também de roupa branca) o Sr. Joaquim Ramos, tendo um garoto na frente dele.
Costumes e tradições históricos - Lembramos bem que era tradição naquela época, as famílias velarem seu mortos em casa mesmo; em alguns velórios noturnos, para vencer o sono, os homens jogavam dominó e tomavam café até o dia amanhecer. O caixão com o corpo, saia da casa do falecido, a pé, e segurado pelas alças. Parentes e amigos se revezavam, seguindo pelas ruas da cidade, até a igreja.  Na igreja, o sacerdote abençoava o finado e em alguns casos, era celebrada a missa de "corpo presente". Depois da igreja, o cortejo seguia, do mesmo modo, para o cemitério onde ocorria o sepultamento. Daí em diante, até um ano depois, a família vestia preto (as mulheres) e os homens usavam o "fumo": pequena tira de pano negro que se colocava na lapela, na manga, no bolso, ou no chapéu como sinal de luto.

Na missa de sétimo dia, amigos e parentes do falecido, recebiam de lembrança,  o "santinho" com a foto do morto, com alguns dizeres ou orações. 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dr. Douglas Lobato Lopes - ex-Prefeito de Macapá

O Pioneiro Douglas Lobato Lopes, nasceu em Belém-Pará, no dia 8 de julho de 1921.
Formou-se engenheiro na turma de 1946, na Escola de Engenharia do Pará. Iniciou suas atividades na função de Procurador-Fiscal e Representante da Prefeitura de Igarapé-Mirim no ano de 1945 e, nesse mesmo ano, convidado pelo Governador do Território, foi para Macapá exercer suas atividades profissionais. Foi nomeado Chefe da Seção de Obras nos anos 1947, 53 e 56; Diretor de Divisão de Obras nos anos de 1950, 61; Diretor de Obras e Viação nos anos de 1965, 75; substituiu várias vezes o Diretor de Obras nos seus impedimentos; representou o Amapá no Conselho Regional de Transporte e na Comissão Central no Conselho Nacional de Estradas de Rodagem, em São Paulo; na 3ª Convenção da Viação Pan-americana de Associações de Engenheiros, em São Paulo e na VII Reunião de Administradores Rodoviários, em Brasília. Foi nomeado Prefeito Municipal de Macapá, exercendo esse cargo no período de 13 de agosto de 1966 a 11 de abril de 1967. Casou-se com D. Edna de Souza Lopes em 31 de maio de 1952, nascendo do casal os filhos Luiz Carlos, Eloísa Elena, Carlos Alberto (falecido), Douglas Filho, Silvana Maria, Rosana Maria e Paulo Sérgio e quase todos lhe deram netos.
Dr. Douglas faleceu dia 16 de janeiro de 2010, em Belém do Pará, com 89 anos de idade.
Fonte: Livro "Personagens Ilustres do Amapá" de Coaracy Sobreira Barbosa, Vol 1, 1997.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Antigo Hospital Geral de Macapá, e adjacências

Nesta foto rara - sem data, extraída de um recorte de jornal - vemos o antigo Hospital Geral de Macapá, ainda com dois pavimentos; à direita a Maternidade e, ao fundo, o Dispensário dos Tuberculosos. Na frente do HGM, havia uma simples pracinha e arborização feita com jambeiros. Na área em primeiro plano, que atualmente abriga a direção da Secretaria de Saúde só prevalecia um gramado. Vemos a Av. FAB, bem larga, e o terreno onde depois foram construídos os prédios do Hospital de Pediatria e Colégio Comercial do Amapá.

Fonte: Foto reproduzida do blog Nilson Montoril -Arambaé

sábado, 26 de outubro de 2013

No tempo da Panair, em Macapá

Durante a 2ª Guerra Mundial, a Panair do Brasil, construiu em Macapá, um aeroporto de emergência, destinado a reabastecer  as aeronaves do Correio Aéreo Nacional, nas duas viagens semanais que realizavam para aquela cidade, ou realizar idêntica  assistência  a pesados bombardeiros norte-americanos, desgarrados por qualquer motivo de sua rota normal, ou à flotilhas da Força Aérea  Brasileira,  no seu caminho desde as fábricas estadunidenses ao Rio de Janeiro.
Era um aeroporto grande, e bem aparelhado, como tantos outros aeroportos.
Havendo aviões no espaço, também funcionava o radiofarol, como preciosíssimo auxiliar das aeronaves. (Artur Miranda Bastos - "Panair em revista")

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Pioneiro José Maria Papaléo Paes

José Maria Papaléo Paes, nasceu em Bem - PA, no dia 8 de agosto de 1928, filho de Raimundo Zacarias de Lima Paes e D. Maria Jacyra Papeléo Paes. 
Estudou os cursos primário e ginasial nos cogios de Belém, o tendo condições de ingressar numa faculdade. Menino ainda, começaram a despontar suas tendências para o desenho, causando espanto em seus familiares e amigos pela rapidez com que fazia uma caricatura ou o esbo de um retrato. Chegou ao Território do Amapá em 10 de dezembro de 1946, contratado pelo Governador Janary Nunes para a função de desenhista da antiga Divisão de Obras, onde foi o autor de todas as plantas dos prédios construídos no início do Terririo do Amapá. Destacou-se também no trabalho de levantamento topográfico do trecho da estrada BR-156, Macapá/Calçoene; fez os estudos das correntes do rio Araguari, no trecho da cachoeira do Paredâo e Ferreira Games; foi autor da sondagem geológica do Porto de Santana e das cidades de Macapá e Amapá; levantamento topográfico das cidades de Mazagão, Oiapoque,, Amapá, Calçoene e Santana. Pela experiência adquirida e pela confiaa que sempre demonstrou, assumiu a Chefia da Seção de Obras, da Divisão de Obras, no período de 1961/1962; Chefe do Serviço de Água e Esgoto, da Divisão de Obras 1965/67; Chefe do Serviço "Autônomo de Água e Esgoto 1967/73; Presidente da Companhia de Água e Esgotos - CAESA - de 1973 a 26 de julho de 1985. Exerceu também a função de membro do Conselho Territorial do Amapá, nomeado pelo Ministro Mário Andreazza, por dois mandatos consecutivos.
Aposentou-se em 08.01.1985 e faleceu dia 24 de outubro de 2007, em Belém-PA, onde encontra-se sepultado.

Fonte: Biografia reproduzida do Livro "Personagens  Ilustres do Amapá" Vol 1, de Coaracy Sobreira Barbosa - edição 1997.

O "BRASA TRIO' teve vida efêmera.

O registro fotográfico de hoje, é uma raridade histórica que o amigo Cléo  Araújo escaneou de uma revista ICOMI-NOTÍCIAS, da década de 60. Depois de restaurá-la, compartilhou em seu Facebook.
São imagens do "Brasa Trio", formado pelos integrantes do Conjunto "Os Cometas" - Aimoré, Walfredo e Sebastião Mont'Alverne.
Para saber mais, recorremos ao amigo Aimoré Nunes Batista, em Fortaleza-CE, que nos conta, com riqueza de detalhes, a história dessa formação:
"Amigo João Lázaro, inspirados em trios que faziam sucesso na década de '60, como Trio Nagô, Trio Irakitan e outros mais e, para preencher o vazio que ficava no intervalo dos bailes que os Cometas tocavam, do qual fazíamos parte, criamos o "Brasa Trio", com um curto repertório de 12 músicas. Suficientes para 40 minutos de apresentação. Nós nos apresentamos, além de Macapá, em Serra do Navio, em Santana (Icomi) e em alguns eventos festivos e religiosos. A duração do "Brasa Trio" foi curta, pouco mais de 3 anos. Eu tive que me transferir de mudança para o Rio de Janeiro e, sem que houvesse interesse dos outros 2 parceiros em encontrar um substituto, o "Brasa Trio" encerrou as suas atividades. Esta formação era composta pelo Walfredo Moura (vocalista), Sebastião Mont'Alverne (vocalista e violonista) e Eu, Aimoré Batista (vocalista e violonista). Quanto aos arranjos e escolha do repertório havia a participação dos 3 componentes em comum. 
Um grande abraço, AIMORÉ BATISTA, http://aimorebatista.blogspot.com"

(Via Facebook)
Referências históricas
TRIO IRAKITANO Trio Irakitan é um conjunto vocal e instrumental, criado em 1950 por Edson Reis de França, o Edinho (violão), Paulo Gilvan Duarte Bezerril (conhecido no meio artístico como Paulo Gilvan - afochê), e por João Manoel de Araújo Costa Neto, o Joãozinho(tantã). Destes, apenas Paulo Gilvan ficou até os dias atuais, ainda atuando com este grupo no eixo Rio-São Paulo.
Com o falecimento de Edson Reis de França, o Edinho, em 1965, Antonio Santos Cunha, o Tony, foi convidado para ingressar no trio. Tony, nascido no Ceará em 1936, estreou no trio com o disco "A volta", lançado em 1967 pela Odeon, onde interpretaram boleros como "Ébrio de amor" e "Malagueña". Em 1968, gravaram um compacto duplo com as canções "Quando sai de Cuba", "Embolada da mentira", "Vida bacana" e "Pega a voga cabeludo", esta última, composição do tropicalista Gilberto Gil..1 2
O primeiro nome dado ao trio foi Trio Muirakitan, escolhido por Luís da Câmara Cascudo, que significa pedra verde em tupi-guarani. Como na época já havia um trio com o mesmo nome, Câmara Cascudo resolveu criar um neologismo, rebatizando o grupo de Trio Irakitan, que, segundo Paulo Gilvan, significa mel verde, ou, numa linguagem poética, doce esperança. (Wikipédia)
Ouça o Trio Irakitan
TRIO NAGÔ - O Trio Nagô foi criado na cidade de Fortaleza, CE em 1950 sendo integrado por Evaldo Gouvêia, compositor, cantor e violonista nascido em Iguatu, CE, em 8/8/1930; pelo cantor e violonista Mário Alves, nascido em 1914, e pelo vocalista e tocador de atabaque Epaminondas de Souza, os dois, naturais da cidade de Fortaleza, CE. Epaminondas de Souza faleceu de infarte no Rio de Janeiro, em 27/10/2004. (Dicionário Cravo Albin)
(Saiba mais)
Ouça o Trio Nagô

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Do Fundo do Baú: Esporte Clube Macapá - primeiro Campeão Profissional do Amapá

O Esporte Clube Macapá, foi fundado no dia 18 de novembro de 1944, originado a partir do extinto clube Panair Esporte Clube, de Macapá, o qual havia sido campeão estadual em 1944. Em 1946, mudou de nome para o atual: Esporte Clube Macapá. 
O Macapá teve grande destaque no futebol amapaense na sua fase amadora, onde conquistou 17 campeonatos, até hoje não superados no campeonato estadual.(Link) 
No profissionalismo implantado em 1991, já na era do Estádio Zerão, o azulino levou para suas galerias o título histórico de primeiro campeão profissional do Amapá. 
No amadorismo, o time da elite governamental da metade da década de quarenta, até o final da década de setenta, chegou ao fantástico galardão de hexacampeão amapaense de futebol.
O registro de hoje é dos anos 60, no Glycério Marques, aparecendo, da esquerda para a direita, em pé: Pagé, Janela, Miguel, Aluisio, Lua e Domingos; agachados na mesma ordem: Fernando Dentinho, Tissiu, Mazola, Sassuca e Felix. 
Tissiu, Mazola, Domingos, Miguel e Fernando Dentinho já passaram deste para outro plano.

Fontes: Blog do João Silva, com informações do Wikipédia

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Comício Político, na Macapá de outrora

Comício em palanque reunindo correligionários de Janary Gentil Nunes e Dr. Dalton Cordeiro Lima, candidatos à reeleição à Câmara Federal pela Arena 2 (Aliança Renovadora Nacional 2). Saíram vencedores.
Ano de 1966 - Presentes ao palanque: Sr. Ituassú Borges de Oliveira (2º a partir da esquerda); Tenente Armando Amaral (de óculos na cabeça - marido da Professora Risalva Freitas do Amaral); Coronel Janary Nunes atrás, entre o Ten. Amaral e o prof. Mário Quirino, ao microfone; à direita (de camisa escura) o candidato à Suplente de Deputado Dr. Dalton Cordeiro de Lima.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Professor José Barroso Tostes - Um Pioneiro da Educação do Amapá

José Barroso Tostes - Nasceu na cidade de São Fidélis, no Rio de Janeiro, no dia 1º de Janeiro de 1887. Fez os cursos primários e secundários no Colégio D. Pedro II e, posteriormente, ingressou na Faculdade de Direito. Entrou no serviço público e foi designado para desempenhar funções no Estado do Acre, no ano de 1908, aí permanecendo por 04 anos. No ano de 1912 chega à cidade de Óbidos, no Estado do Pará, e inicia a profissão de professor primário. Fundou um colégio em 1919. Conheceu Maria de Lourdes, com quem se casou e, durante o tempo que passou em Óbidos, foi Promotor ad hoc (temporário), Agente de Serviço de Navegação do Pará – SNAPP e da empresa de aviação Panair. Em 1923 foi ao Rio de Janeiro para prestar exames junto ao Ministério da Educação para a cadeira de Português, conseguindo classificar-se em 2º lugar. A convite do professor Serra, do Colégio Moderno, se transferiu para Belém, no ano de 1944, assumindo a cadeira de Português daquele estabelecimento paraense. Com a criação do Território do Amapá e a nomeação do Capitão Janary Nunes, seu antigo aluno em Óbidos, foi convidado e aceitou ir para o Amapá, chegando a Macapá em 1947, e assumindo o cargo de Diretor da Escola de Iniciação Agrícola no Município de Amapá. Dois anos depois foi transferido para Macapá, assumiu a direção do Colégio Amapaense. Participou da fundação do Colégio Comercial do Amapá e foi um dos seus diretores. Foi mestre em Português em quase todos os estabelecimentos até a sua aposentadoria, no ano de 1960. Veio a falecer no dia 21 de Janeiro de 1963, recebendo homenagens do governo do Amapá que deu o seu nome a uma das principais ruas de Macapá e a uma Escola do Município de Santana. O Professor Tostes foi um dos personagens importantes do Amapá.

Fonte: Biografia transcrita do Livro Personagens Ilustres do Amapá - de Coaracy Sobreira Barbosa. Edição: 1997.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Velhos ( e bons ) tempos da Praça Barão do Rio Branco

Que fim levou o sapo da Praça Barão? Lembram dele? 
   Quem viveu em Macapá, nos primeiros anos da criação do Território Federal do Amapá, certamente, se recorda do mastro da bandeira brasileira que existia na praça Barão do Rio Branco, bem em frente ao prédio dos Correios.
      Ficava sobre um monumento de alvenaria com uma placa em homenagem ao Barão do Rio Branco que obteve uma vitória sobre a França na questão da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, causa ganha pelo Brasil em 1900 em uma arbitragem do governo suíço. A fronteira foi definida no rio Oiapoque. 
 Tal monumento era peça integrante do complexo esportivo, que foi montado pelo Governo do Amapá, para permitir que a pequena população daquela época, especialmente jovens estudantes, pudesse praticar seus esportes - basquete, voleibol  futebol de areia e de salão - e ainda desenvolver, com orientação de professores, suas habilidades em atividades físicas e recreativas. Além disso, seria também, local de concentração cívica por ocasião das grandes datas, nacionais e territoriais. 
 Originalmente, na base do monumento, havia um sapo de cimento de onde saia a água de um chafariz. Depois de desativado, o local foi preenchido com areia. 
Mas o progresso fez tudo isso desaparecer. 
(Reprodução/Acervo Fernando Remedios)
Para visualizar melhor clique na foto
(Foto: Grata contribuição do amigo Fernando Remedios)
Estas fotos raras - dos anos 50 - nos dão uma visão parcial do lado sul da Praça Barão do Rio Branco (em frente à Agência dos Correios), no tempo em que os aparelhos de ginástica estavam em pleno funcionamento à disposição da população para prática de exercícios físicos, naquele logradouro público.
(Reprodução/Acervo Deuzeuite Ardasse)

Para visualizar melhor clique na foto
(Foto: Contribuição da amiga Deuzuite Ardasse)
Os aparelhos de educação física foram desmontados e nunca mais se teve notícia deles. 
(Foto: Reprodução / Google Images by Heraldo Amoras)
(Foto: Reprodução / Google Images by HeraldoAmoras)
As quadras de voleibol, basquete, futebol de salão e futebol de areia, sobrevivem  às intempéries do tempo e continuam aguardando melhores tratos e modernizações de seus espaços.
E o sapo do monumento, foi retirado para restauração e para lá nunca mais voltou. 
Ninguém sabe...ninguém viu...

(Fotos coloridas: Google Images by Heraldo Amoras)

(Post Repaginado em 2013)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...