sexta-feira, 1 de maio de 2015

O Amapá perde um Pioneiro: Morre aos 93 anos de idade Elfredo Távora Gonsalves

Faleceu na madrugada desta quinta-feira, 30 de abril de 2015, em Fortaleza,Ceará o pioneiro, jornalista, escritor e membro da Academia Amapaense de Letras Elfredo Felix Távora Gonsalves.
O corpo foi transladado para Macapá na sexta-feira pela manhã, e o velório foi realizado na capela de Santa Rita, próximo ao Hospital São Camilo. O sepultamento ocorreu às 17h no cemitério de Nossa Senhora da Conceicão, no Centro. Elfredo Távora, como era conhecido, também foi dirigente do PTB, fundador e diretor do Jornal Folha do Povo. No Governo Luiz Mendes da Silva foi diretor da Divisão de Produção (a época equivalente a Secretaria de Agricultura de hoje) e depois diretor da Divisão de Terras e Colonização. Foi chefe da Casa Civil no Governo Nova da Costa.
Fonte: Memorial Amapá (W.Jr.)

Veja o que professor e poeta Paulo Tarso Barros – Presidente da Associação Amapaense de Escritores – Apes, falou sobre ele: 

“Aos 93 anos, muito lúcido e ativo, Elfredo Távora ainda teve tempo de finalizar mais uma obra: "O Amapá de Outrora", cuja editoração está em andamento e certamente em breve haverá a publicação. “
“Tive o imenso privilégio de acompanhar a finalização da obra junto ao autor e sua esposa, Dona Darcy. Tivemos várias reuniões, e ele estava bastante entusiasmado para publicar mais esse trabalho. Mostrou-me as fotos, explicou-me alguns tópicos da obra onde defende algumas ideias sobre o Projeto Icomi e descreve com maestria as riquezas potenciais do Amapá.”
“Elfredo Távora deixa seu nome em destaque na história do Amapá, tanto através de suas atividades como jornalista como de servidor público, pois exerceu alguns cargos relevantes na administração pública. E, com os dois livros, seu testemunho é indispensável para que os historiadores interpretem muitos acontecimentos da nossa História.”

O jornalista João Silva também fala sobre ele:
"No jornalismo e na política, foi diretor de A Folha do Povo, militante do PTB, e militante da oposição histórica aos Nunes no Amapá. No serviço público assumiu cargos importantes, entre outros, foi prefeito, secretario de governo, diretor do Senar, e chefe de gabinete do governador Jorge Nova da Costa. Nas letras, lançou, em 2011, seu livro de memórias intitulado Folhas Soltas do meu Alfarrábio. "
Para Cesar Bernardo de Souza: "Vou pranteá-lo com muito respeito e honra... um dos maiores homens que conheci."
Para o jornalista Euclides Moraes, "Elfredo Távora está imortalizado nos anais da história do Amapá. Um dos líderes da primeira confraria de lutas pela democracia no Estado, digo, antigo Território Federal do Amapá. Com ele estavam Amauri Farias, Binga Uchôa, Zito Moraes, Zeca Serra, Duca Serra e tantos outros que me desculpem a omissão. Foram fundadores do primeiro jornal de oposição à elite dominante, a Folha do Povo. E com esses mesmos bravos fundou o Partido Trabalhista Brasileiro, de Getúlio Vargas.
Elfredo Távora deixou para as gerações que o sucederam uma grande lição. A de que vale a pena lutar pela Democracia. Boa viagem, amigo."
ELFREDO FELIX TÁVORA GONSALVES, filho do Tenente Coronel George Meyer Gonsalves, comandante de Marinha mercante, brasileiro naturalizado, comerciante e proprietário, de grandes seringais no rio Araguari e de D. Hildebranda Távora Gonsalves, cearense de Baturité, filha do Coronel João Franklin Távora, pecuarista, de grandes posses e 1.° Intendente do Município de Amapá, Nasceu em Belém, Estado do Pará, a 14 de janeiro de 1922. Estava com 10 meses de idade quando seu pai faleceu repentinamente, obrigando sua mãe a viajar com seus cinco irmãos para Ilha da Madeira, em Portugal onde seu pai tinha posses, permanecendo ai até aos 20 anos de idade, quando regressou ao Brasil, dedicando-se à exploração dos seringais da família, chegando ao Amapá a 13 de maio de 1943, quando ainda era Município do Pará. Após a criação do Território do Amapá, conheceu o então capitão Janary Gentil Nunes que havia sido nomeado Governador, a quem ofereceu um exemplar do livro "Verdadeiro Eldorado" escrito no ano de 1932, impresso na cidade do Porto, em Portugal por seu tio, o português Alfredo Gonsalves. Até o ano, de 1945 manteve boas relações com o governador do Amapá, mas quando lhe escreveu uma carta relatando fatos que considerava violentos praticados pelo Chefe de Polícia, capitão Humberto Vasconcelos, enquanto S.Exª. se encontrava no Rio de Janeiro, tudo isso mudou, porque: O Governador não deu importância às denúncias e respondeu-lhe com um telegrama agressivo: a partir desse momento começaram as hostilidades por parte do Chefe de Polícia e seus colaboradores. A euforia dos primeiros dois anos de governo começou a esfriar e surgiram os desentendimentos, resultando no afastamento do Dr. Otávio Mendonça, Diretor da Divisão de Educação. Depois foi a briga entre o Chefe de Gabinete, Dr. Paulo Eleutério Filho e o capitão Vasconcelos, atrito esse que mais tarde se acentuou quando ambos militavam na política de Belém, acabando em assassínio de Paulo Eleutério pelo seu oponente. Elfredo Távora criticava abertamente o regime paternalista adotado pelo governo. Surgiu então um manifesto na cidade, atribuído ao amapaense José Serra e Silva, extraordinária figura humana, o qual terminava com o slogan "a terra aos filhos da terra". Esses movimentos foram-se polarizando e acabaram em aglutinação de caráter político, tendo à frente Claudomiro Morais, Benedito da Costa Uchôa, Aurino, ltuassu Borges Oliveira, Aurélio Laranjeira, Jóca Furtado, Antero Furtado, Jeronimo Picanço em Macapá, Américo Saraiva, Chico Távora, Adelino Gurjão, Miguel Monteiro, Quintino Pontes, Horácio Alves e outros, convidados por Elfredo, fundaram o Trabalhista Brasileiro, no TFA, instalado na cidade de Amapá, a 26 de dezembro de 1946. Pressionado pelos homens do governo, fugiu de Macapá, permanecendo alguns meses em Belém, trabalhando na Companhia Telefônica e mantendo estreito relacionamento com a cúpula do PTB, ganhando a simpatia dos dirigentes, principalmente do Deputado Baeta Neves, Senadores Salgado Filho, Ivete Vargas e outros. Em 1950 foi para as ruas fazer a campanha de Getúlio Vargas para a Presidência da República e conseguiu do candidato uma mensagem especial ao povo do Amapá, que foi gravada no Hotel em Belém e transmitida pela Rádio Clube do Pará. Por estranha coincidência, na hora da transmissão, faltou energia em Macapá. Com a eleição do Getúlio Vargas, por força de um acordo político imposto pelo Presidente do PTB, o governo do Amapá nomeou Elfredo Távora para o cargo do Diretor da Divisão de Terras e Colonização. Com a morte de Getúlio Vargas, Elfredo foi entregar o cargo que ocupava, justificando que o acordo político era com o Presidente e esse estava morto. Voltou para oposição e nela se manteve até 1960. Casou-se com D. Maria Darcy Colares, filha do fazendeiro Ernesto Pereira Colares, do Município de Amapá, no ano de 1955, e foi residir em Porto Grande, dedicando-se à exploração agrícola de sua propriedade onde auferia recursos com o arrendamento de seus seringais. Mais tarde, contratado pelo empresário Waldemiro Gomes, foi residir as margens do rio Amapari, próximo à foz do rio Cupixizinho (igarapé dos índios), dedicando-se à compra do minério de cassiterita, Não perdeu o contato com os companheiros de partido e, em 1959, lançou o jornal "Combate" junto com Mário Luiz Barata, Dalton Cordeiro de Lima, Amaury Guimarães Farias, Raimundo Maia, José Araguarino Mont'Alverne, o qual teve duração efêmera. No mesmo ano fundou o semanário "Folha do Povo", assumindo a Direção de toda acompanha oposicionista durante os anos de 59 a 64. Com a chegada do Governador Luiz Mendes da Silva, foi nomeado para o cargo de Diretor da Divisão de Produção, permanecendo até 1967. Elfredo assumiu diversos cargos, citando-se, pela ordem cronológica; Presidente do Diretório Regional do PTB do Amapá; Diretor da Divisão de Terras e colonização; Diretor da Divisão de Produção; Presidente. da ARENA em Macapá; Chefe de Pessoal da ECICEL; Secretário executivo da Cooperativa do BNCC em Brasília. No ano de 1985, convidado pelo Governador Jorge Nova da Costa, assumiu a Chefia do Gabinete, permanecendo até o término do governo, sendo mantido no governo do Coronel Boucinha. Exerceu ainda os cargos de Presidente do Conselho Territorial; Superintendente da SENAVA e Representante do Amapá no Instituto de Altos Estudos da Amazônia. Aposentou-se em 1990 e, com 75 anos de idade, exerceu o cargo de Superintendente do SENAR em Macapá, desempenhando um excelente trabalho. É um dos homens ilustres do Estado do Amapá.
Fonte: Do livro Personagens Ilustres do Amapá - Vol 1 de Coaracy Sobreira Barbosa- Imprensa Oficial - 1997

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Foto Memória da Cidade: Turma do Banco do Brasil

Outra foto de Derossy Araújo, compartilhada pelo amigo Marcio José Araújo da Silva.
Antigos servidores do Banco do Brasil, em frente à Agência, em Macapá, da Av. Coronel Coriolano Jucá, com rua Cândido Mendes, em Macapá-AP
"Vou nominar da esquerda para a direita: Ciro Anaice de Oliveira - Antônio Carlos Farias de Souza (Capinha ou Farias) - Paulo Armando Del Castilo Andrade - Jonas dos Santos Banhos - Vagner Duarte Mendes - Benedito Alves de Sá (Sazinho) - Abraão Andrade Uchoa (atrás do Sá) - Christiano Kzam - Derossy Araújo da Silva - Adelman Barros Cardoso (gerente) - Pedro Ricardo Köeler da Cunha (o mais alto) - Inspetor (não lembro o nome) - João Barbosa Mota (subgerente) - José Maria Marques Ferreira - Adilson Araújo (o mais exímio datilógrafo que conheci) - Antônio Carlos Brito de Lima." (Márcio José Andrade da Silva)

Obs: Identificados com ajuda do Christiano Kzam e Sávio Kzam
Fonte: Via Facebook

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Foto Memória Musical: Conjunto "Os Cometas" toca em show do The Brazilian Bitles, em Macapá

Em 1966, o grupo musical brasileiro The Brazilian Bitles, fez duas apresentações em Macapá. Uma nos salões de recreio da Piscina Territorial para uma seleta plateia, em evento patrocinado pelo Country Club Equatorial, e outra para o público no Estádio Municipal Glycério de Souza Marques. Depois desses eventos, o renomado conjunto nacional nunca mais voltou a tocar em Macapá.
O registro fotográfico fixa o momento em que os rapazes de “Os Cometas” estavam no palco do glicerão, tocando músicas de seu repertório.
O baterista Roberval Benigno usou a bateria personalizada do conjunto visitante.
A partir da esquerda: José Assunção (trumpete); Célia (vocal); por trás dela parece o rosto do NandoSpíndola (Sax); atrás dele Sebastião Mont'Alverne(guitarra solo); Roberval (bateria); Joacy (Crooner); e Pedro Altair (guitarra).
O amigo Aluísio Cantuária lembra bem, que "Os Cometas" tocaram antes do Brazilian Bitles e foram bastante aplaudidos. 
Lembra, também, que um dos hits cantado pelo Nando foi "O Chorão", do Paulo Diniz, sucesso naqueles idos de 1966.
Clique no play e relembre o sucesso no original:

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Atualizado às 22:30h

terça-feira, 28 de abril de 2015

Um Jogo de Inteligência: Leônidas Platon X Paulo Torres

Membros da diretoria do Clube de Caça e Pesca Amazonas, jogam uma partida de xadrez, na área onde seria construída a sede social do clube, próximo à Vila Amazonas, à margem esquerda do Rio-Mar.
No local, eram realizadas aos finais de semana, reuniões domingueiras, para churrascos, jogos recreativos e tudo mais que pudesse ser feito para uma boa vida ao ar livre.
Nas imagens de 1965, tiradas de um recorte da Revista ICOMI/Notícias, vemos, em primeiro plano os pioneiros Leônidas Platon e Paulo Torres.
Ao fundo, entre outros não identificados, vemos o jovem Aurílio Lima.
Fonte: Revista ICOMI/Notícias Edição de Agosto/1965
(Via Facebook)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Bons Tempos de Criança!!!

Encontrei esta foto, no Facebook da amiga Gilka Soares. E, com a devida permissão dela, compartilho agora com os leitores do Porta-Retrato. 
A partir da esquerda: Déa Soares, Emídio Rola, Gilka Soares e Miguel Ângelo. 
Foto tirada em 1953, na casa onde Gilka nasceu, e que existe até hoje, na esquina da Rua Eliezer Levy com a Av. Presidente Vargas. 
Foi no dia do aniversário de 8 anos da Déa, irmã dela.
Gilka tinha 3 anos.

Indaguei sobre os outros irmãos: Déa mora em Macapá. "Emídio faleceu em 1988, Miguel reside em Macapá, é Técnico Agrícola do Estado. Guilherme que era músico é professor do Estado, mas no momento, afastado, em tratamento de saúde; mora numa casa ao lado da casa da mamãe, na Presidente Vargas. Sérvula, a caçula. é funcionária da Justiça Federal, em Macapá" (Gilka Soares)

domingo, 26 de abril de 2015

Foto Memória de Macapá: Alunas da Escola Doméstica de Macapá

Mais uma imagem rara compartilhada pelo amigo Sebastião Ataíde de Lima.
Alunas que estudavam, em regime de internato, na antiga Escola Doméstica de Macapá, devidamente uniformizadas, reunidas em frente ao estabelecimento.
Registro histórico publicado no Jornal Amapá nº 468, em  13 de setembro de 1953.
Resumo histórico - Fundada em 1944, a Escola Doméstica de Macapá, foi instituída com a finalidade de formar jovens para o desempenho das tarefas domésticas e desde a sua fundação, sempre foi mantida pelo poder público.
A Escola Doméstica de Macapá foi desativada ainda no período do Território do Amapá. 
No ano de 1964, a Escola Doméstica foi transformada em Ginásio Feminino orientado para o trabalho, visando favorecer um maior número de jovens.
Pelo Decreto de nº 30 de 28 de novembro de 1978, foi oficializado o novo nome da escola, que passou a se chamar Escola Santina Rioli em homenagem à religiosa missionária, pelo significativo trabalho desenvolvido  junto à comunidade escolar. (do Blog da escola)

sábado, 25 de abril de 2015

Memoria da Cidade de Macapá: Antiga Pracinha do Macapá Hotel

Hoje no Porta-Retrato uma raridade que toca de perto o coração de todos nós.
O amigo Sebastião Ataíde de Lima, compartilhou uma imagem noturna da antiga Pracinha do Macapá Hotel, recortada do Jornal Novo Amapá nº 1673, de 14 de abril de 1973.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Memória da Cidade de Macapá: O Pioneiro ARTHUR NEVES DO NASCIMENTO – Dono da antiga Farmácia e Drogaria Neves

A necessidade de implantação da infraestrutura do recém criado Território Federal do Amapá, desmembrado do Pará, através do Decreto-lei nº 5.812, de 13 de setembro de 1943, obrigou o primeiro governador a importar mão de obra de outros estados, principalmente do Pará.
Em meio à revoada de pioneiros estava o Sr. ARTHUR NEVES DO NASCIMENTO, um dos primeiros moradores da antiga Praça Teodoro Mendes, em frente ao Mercado Central.







Seu Arthur era Acreano de Brasileia onde nasceu em 04 de junho de 1911; foi para Belém na época da 2ª guerra mundial e trabalhou por algum tempo no Aeroporto de Val-de-Cãns. Ele também foi atleta de regatas do Clube do Remo. Seu Arthur era um cidadão muito reservado e de poucos amigos fiéis.


Em Belém, conheceu a Sra. Inezelina da Silva Nascimento com quem se casou e posteriormente, foram para o Amapá. Dona Inezelina, trabalhava numa fabrica de biscoito, na capital paraense. Em Macapá ela trabalhou como enfermeira da Maternidade e depois se tornou parteira, conhecidas como "curiosas" mas, segundo relatos, foi depois de mãe Luzia que ela se destacou, juntamente com Dona Raimunda Uchôa, mãe do Nando dos Cometas, falecida em 2013.
Ao chegar a Macapá, seu Arthur trabalhou como pedreiro na construção do Hospital Geral de Macapá, e na residência do governador, integrando a equipe  contratada por Janary Nunes.
Depois desse período inicial, Seu Arthur Neves do Nascimento montou a Farmácia e Drogaria Neves, na Av. Antônio Coelho de Carvalho, na Praça do Mercado Central, anexo à sua residência.
Cônscio de suas obrigações legais e responsabilidades fiscais, seu Arthur, buscou assessoramento de profissionais habilitados e disponíveis na cidade, tais como o também pioneiro, Bioquímico Rugatto Boettger que prestava serviços como Farmacêutico, enquanto Salomão Alcolumbre e Lourenço Almeida cuidavam da parte contábil do estabelecimento.
A Farmácia e Drogaria Neves funcionou até um ano depois do falecimento de seu Arthur, em 11 de março de 1974.
Dona Inezelina, nascida em 17 de junho de 1917, faleceu em 06 de agosto de 1994.
O casal não teve filhos biológicos. 
Apenas adotou o amigo Artur Neves do Nascimento Filho, que prestou as informações ao blog.


Artur Neves, é macapaense, tem 58 anos, Tec. em Agropecuária de formação, e tem uma prestadora de serviços em Macapá, onde reside, com a esposa, filhos e netos.

Fotos do acervo da família, gentilmente cedidas ao blog Porta-Retrato.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Memória da Cidade de Macapá: Prédio da antiga Superintendência de Abastecimento do TFA - SATFA

O prédio da foto - erguido em 1944 pelo Governo Janary Nunes - ficava com sua frente para a Av. Beira Rio, atual Binga Uchôa, entre Presidente Vargas e Coriolano Jucá, em frente à cidade de Macapá.
Eu lembro que, inicialmente, esse prédio serviu de sede para a Superintendência de Abastecimento do Território Federal do Amapá - SATFA.
Ao final do anos 60 – no governo do General Ivanhoé Gonçalves Martins – foi construída uma outra frente para a Rua Cândido Mendes, e feita uma grande reforma no barracão construído nos anos 40.
Depois disso – se não me falha a memória – funcionou lá também a COAP que depois virou COFAP e finalmente a SUNAB, até a mudança para a esquina da Av. Ernestino Borges com a Rua São José.
Salvo engano, também funcionou por lá a Cruz Vermelha do Amapá.
Com a instalação do Estado do Amapá, em 1988, os prédios do ex-Território, passaram para o patrimônio do Estado; e esse prédio, especificamente,  funcionou como sede da CEME – Central Estadual de Medicamentos, e depósito da merenda escolar; sendo depois  desativado, fechado, ficando o local abandonado em ruínas, por longos anos.
Quem souber de mais detalhes, por favor, pode nos informar pelo e-mail jolasil@gmail.com ou deixar comentários.
Em 2014, a administração anterior, chegou a anunciar, que pretendia construir no local, a Praça Paço do Fórum, em Macapá.
Mas, até o momento, nada foi feito lá.
Um projeto elaborado pela Agência de Desenvolvimento do Amapá prevê a construção de um corredor verde. 
Veja na imagem abaixo:
Em uma área urbanizada com paisagismo e jardins, os usuários terão acesso gratuito à internet, e poderão fazer um lanhe ou tomar um café, contemplando a vista do Rio Amazonas, na moderna lanchonete coberta.
O local servirá ainda para a realização de feiras culturais, pequenas exposições e atividades de grupos de idosos.
Os recursos serão provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
(Post repaginado em 2015)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Morre em Macapá, o empresário George da Costa Araújo - o paraibinha

Faleceu nesta segunda-feira(20/4) no Hospital de Emergência, em Macapá, George da Costa Araújo, o paraibinha(72), ex-empresário de câmbio; ex-representante da Xerox do Brasil no Amapá; ex-presidente da Federação Amapaense de Basquetebol.
Segundo o último boletim médico, a morte de George foi devido falência múltipla dos órgãos, provocada por Diabetes.
George Araújo,  militou na política estudantil. Foi presidente do Grêmio Literário e Cívico Barão do Rio Branco, da Escola Normal de Macapá.
Segundo amigos, ele já vinha enfrentando sérios problemas de saúde. 
George era filho do seu Sales da antiga Loja “A Paraibana”, um dos pioneiros do Amapá.

"A Paraibana" situava-se na praça Veiga Cabral. 

O velório de George da Costa Araujo, o paraibinha, foi realizado na residência da família, na Procópio Rola, quase esquina da Tiradentes. O sepultamento foi na terça-feira(21) as 16h no Cemitério de Nossa Senhora da Conceicão, no Centro da Cidade.


Nossas condolências à família Sales.



Fonte: Memorial Amapá (WJr.)

Primeira Grande Agência do Banco do Brasil, em Macapá

Foto sem data da primeira grande agência do Banco do Brasil, no Centro de Macapá, atrás do antigo Fórum dos Leões (hoje sede da OAB/AP).
Esta foto, nos foi gentilmente compartilhada pelo amigo Márcio Andrade da Silva que, pra quem não sabe, é filho do casal amigo Derossy (Maria Lúcia) Silva. 
O Derossy é funcionário aposentado da instituição, e trabalhou nessa agência.
Segundo o historiador Nilson Montoril de Araújo, "antes dessa agência, o Banco do Brasil funcionou em dois outros locais. O primeiro, um prédio que tinha servido como residência para os prefeitos de Macapá até 1945, na esquina da Rua Siqueira Campos(Mário Cruz) com a Travessa Visconde de Souza Franco(hoje, a rua em frente a Escola de Administração Pública do GEA) e no Macapá Hotel."
(Atualizada às 21 horas)

domingo, 19 de abril de 2015

Memória da Cidade de Macapá: Av. Presidente Vargas

AV. PRESIDENTE VARGAS
Av. Presidente Vargas, entre as ruas Tiradentes e General Rondon, com as casas construídas pelo Governo do ex-Território Federal do Amapá, residências dos funcionários públicos, na década de 50.
As casas da esquerda eram de madeira de lei e as da direita, de alvenaria, com tijolos e telhas produzidos na Olaria Territorial.
Foto copiada do Livro "Macapá Querida", e compartilhada pelo amigo Márcio José Andrade da Silva.

sábado, 18 de abril de 2015

Memória da Cidade de Macapá: CASA SANTO ANTÔNIO de Silva e Irmão

CASA SANTO ANTÕNIO 
Outro registro raro da memória da cidade de Macapá, dos anos 60, copiado do Livro "Macapá Querida" e compartilhado pelo amigo Márcio José Andrade da Silva, mostra a imagem do prédio do antigo  imóvel onde foi instalada a Casa Santo Antônio, de Silva & Irmãos, que funcionou, antes dos ARMAZÉNS ESTRELA de Celestino Pinheiro Filho, na Rua Cândido Mendes com Pe. Júlio Maria Lombaerd, em Macapá.

O prédio foi demolido, e em seu lugar foi edificada uma agência do antigo Banco Real, hoje Banco Santander. 
Pode-se observar na esquina da Cândido Mendes com o canal da Mendonça Júnior, um sobrado bem antigo, onde antes funcionou a Casa Potiguar e, algum tempo depois, foi instalada a Farmácia Central, do empresário Raimundo Anaice.
Via Memorial Amapá

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Memória da cidade de Macapá: Antigo Campinho da Matriz

Outra foto copiada do Livro "Macapá Querida", e compartilhada pelo amigo Márcio José Andrade da Silva.
O registro é do ano de 1959, com imagens do antigo campo de futebol, da Praça Veiga Cabral, tendo ao lado a estão barraca da Santa, onde eram, realizadas as programações sociais da Prelazia de Macapá, durante as festas de arraial.
Durante muitos anos este campinho serviu de local para treinamento dos clubes da casa dos padres, e também, de palco para as partidas de futebol, entre os primeiros clubes do futebol amapaense antes da inauguração do Estádio Glycério Marques.
Ao fundo, antigas casas da rua Cândido Mendes, com destaque para o prédio da Família Zagury, e ao centro, a casa do sr. Naftaly Mair Bemerguy.
Fonte: Do livro "Macapá Querida" 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Memória da Cidade: Casario da antiga Praça Assis de Vasconcelos, em Macapá

Esta foto rara foi copiada do Livro "Macapá Querida", e compartilhada pelo amigo Márcio José Andrade da Silva
Trata-se de um registro do ano de 1932, em cujas imagens vemos o casario da antiga Praça Assis de Vasconcelos (atual Veiga Cabral), no centro histórico de Macapá, pelo lado da atual rua Cândido Mendes, tendo ao centro a Travessa Siqueira Campos (atual Mário Cruz), em direção ao Rio Amazonas.
Do Livro "Macapá Querida"

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Foto Memória do Esporte Amapaense; Atletas de Vôlei do Esporte Clube Macapá

 Registro raro sobre o Esporte do Amapá.
Atletas dos times de vôlei - masculino e feminino - do Esporte Clube Macapá, que brilharam nas quadras de Macapá, nos primeiros anos do ex-Território Fedral do Amapá.
Mais uma vez contamos com a ajuda da Prof. Zulma Carneiro, para a identificação dos seus colegas de clube.
(Foto do acervo de Bira Picanço repassada à Alcilene Cavalcante e publicada no Memorial Amapá)
Da esquerda para a direita:
Em pé: 4 - Rosemere Cavalcante; 12 - Avertino Ramos;  8 - Maria do Socorro Lavor Benigno; 11 - Propércio Oliveira; - 10 - Alzira Ribeiro; 6 - (ele) Edilson Borges de Oliveira; 6 - (ela) Zulma Carneiro e 8 - Armando Pontes.
Agachados: 3 – Maria Izabel conceição; 7 –(ele) Antônio Tavernar;  7 -  (ela)Terezinha Guedes; 5 – Ubiracy Picanço; 5 – (ela) Maria Cavalcante; 10 – Carlos de Andrade Pontes e 9 – Nazaré (não sabemos o sobrenome)
Fonte: Memorial Amapá

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Falecimento: Morre em Belém, Dona Raimunda Machado Pontes

Uma Pioneira de Macapá
Raimunda Machado
(Foto de Arquivo)
Faleceu na manhã de ontem (12/4) em Belém do Pará, Dona Raimunda Machado Pontes, contabilista, esposa de Carlos de Andrade Pontes, filha de Eugênio Machado e Maria Souza; estava aposentada do Governo do Amapá, tinha 86 anos de idade e deixou os filhos Denize e Antônio Eugênio, com quem morava na capital paraense.
Dona Raimunda era irmã da Prof. Amazonita, Tereza, Maria das Dores (Maricá) e José Hugo Machado.
Dona Raimunda Machado
Foto do Blog do João Silva
Raimunda Machado Pontes foi servidora pública competente e exemplar. Dentre outros cargos, na administração do general Ivanhoé Martins foi nomeada coordenadora da seção da municipalidade, órgão do Governo do Amapá que prestava assessoramento aos prefeitos municipais no tocante a prestação de contas dos recursos do município, orientando também na organização administrativa da municipalidade, numa época em que não existia Tribunal de Contas no Amapá.
Foi sepultada nesta segunda-feira(13), em Belém do Pará.
Nossas condolências à família enlutada.
Texto de João Silva, adaptado e atualizado para o Porta-Retrato.

Primeira frota de transportes de carga de Macapá

(Reprodução / Acervo da família Cherfen de Souza)
Clique na imagem para ampliá-la
(Foto: Reproduzida do álbum da família Xerfen de Souza -  Contribuição da amiga Veneide, filha do Sr. Veridiano Souza)
Anos 50 - Frota de antigos caminhões e caçambas oficiais para transporte de cargas no início do Território Federal do Amapá.
Esta foto foi tirada na Praça Veiga Cabral (em frente a antiga Usina de Força e Luz) na área onde hoje está erguido o Teatro das Bacabeiras. À direita aparece a parede da Igreja Matriz de São José.
Observem o traje impecável dos motoristas, entre eles Sr. Veridiano Souza, o primeiro à esquerda.
Na foto acima, também dos anos 50, não deu para identificar o local.
Foto compartilhada com o blog Porta-Retrato pelo amigo José Acelino Ferreira.
Será que alguém se lembra desses motoristas pioneiros? Se conseguir identificar deixe comentários.
(Repaginado em abril de 2015)

sábado, 11 de abril de 2015

Foto Memória da cidade: Centro Histórico de Macapá

O registro fotográfico de hoje, é uma ampliação, feita pelo Porta-Retrato, de uma imagem de 1960, que foi publicada em um jornal da época, destacando em primeiro plano uma casinha de telefone, que era utilizado pelos motoristas de carro de aluguel (Táxi), embaixo de uma das velhas mangueiras da Praça Veiga Cabral.
Clique na imagem para ampliá-la
Com o corte e a ampliação da imagem queremos destacar o cenário do centro histórico de Macapá, na parte sul, da velha Praça da Matriz, antes da construção do Teatro das Bacabeiras, a partir de 1984 até 1990.
Observe as casas antigas ao fundo da imagem, que hoje não existem mais.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Do Fundo do Baú: Dois Momentos de Raimundinha Pacheco.

Trago para os amigos leitores do Porta-Retrato, duas fotos de uma Pioneira de Macapá, que passou por lá, e deu sua contribuição para soerguimento e progresso daquela terra.
Tratam-se de dois momentos da jovem Raimunda Pacheco Magalhães (A Raimundinha como, carinhosamente, era chamada por seus amigos). 
São fotos (sem data) que foram compartilhadas pelo amigo Floriano Lima, diretamente de seu rico acervo, a quem nós agradecemos.
Segundo o amigo Raimundo Magalhães (Chefe Escoteiro, ex-goleiro do Juventus Esporte Clube e do São José, e atual Veterinário), Raimunda Pacheco, é casada com um médico, Dr. José Roberto Tibúrcio e mora em Goiânia. E o Magalhães, que não é parente biológico dela, mas é amigo do casal, garante que, ambos, são pessoas maravilhosas.
Na primeira foto Raimundinha está no pátio de estocagem de minério da empresa ICOMI, em Santana. Ela foi funcionária daquela empresa de mineração, e desenvolvia suas atividades profissionais na área de Saúde, como enfermeira.
Na segunda imagem, Raimundinha foi clicada, com uma amiga (não identificada), num dos antigos marcos da linha imaginária do Equador terrestre, que cruza a cidade de Macapá, e que, até hoje se constitui num dos pontos de atração turística da capital amapaense.

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...