sábado, 6 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: Pioneiros do Amapá, em Reunião do Rotary Clube de Macapá

Amigo Walter Jr., Presidente do Memorial Amapá, compartilha foto histórica repassada por Domênico Miccione.
É registro de uma Reunião do Rotary no Esporte Clube Macapá nos anos 60. 
São Pioneiros do Amapá, que muito contribuíram para o progresso daquela terra.
Da esquerda para a direita: Francisco Torquato de Araújo, Antônio Alcântara, Walter Banhos de Araújo, Nilson Romariz Pinto, Luiz Carlos de Araújo Monteiro, Ubiracy de Azevedo Picanço, Altevir Cavalcante Lopes de Souza, Durval Alcântara da Cruz, Francisco Miccione, Ubirajara Coutinho, Mário de Medeiros Barbosa e Abdallah Houat.
Fonte: Memorial Amapá

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: Reunião de Jovens Senhoras de Macapá

Esta foto sem data, postada por Marlon Maués no Memorial Amapá, registra jovens senhoras (e maduras) de Macapá, reunidas na Vila Militar do Exército, para festejar a despedida de solteira de uma amiga delas, de nome Virgínia Sales
Marlon, é filho do saudoso desportista e comentarista esportivo, Juares Boas Novas de Azevedo Maués.
Da esquerda para a direita vemos:
Em pé: 1ª Maria Luíza (esposa do Coronel Josemir Souza); 2ª Eleanora Batista (esposa do Prof. Kzan); a 3ª Marriete, (Esposa do saudoso empresário Jorge Sales – Paraibinha); Maria Tereza (esposa do empresário Luiz Serrano); 5ª Isolina Porpino Serrano (esposa do saudoso empresário Marlindo Serrano); 6ª Graça Teixeira (esposa do empresário Leopoldo Teixeira) e 7ª Ilka (esposa do Ten. Rodrigo).
Sentadas: 1ª Dona Vanderlina (mãe da Maria Luiza); 2ª Glória Maués, (esposa do desportista Juares Maués); 3ª Virgínia Sales(irmã do Jorge Sales – Paraibinha); 4ª Elita do Carmo (esposa do saudoso Engº Walter do Carmo); 5ª Carmem Serrano (esposa do empresário Marlúcio Serrano e 6ª Deise (esposa do Ten. De Paula).
(Fonte: Facebook / Memorial Amapá)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Foto Memória do Jornalismo Amapaense: Paulo Conrado Bezerra

PAULO CONRADO BEZERRA nasceu em Arco Verde-Pernambuco no dia 24 de novembro de 1934; passou parte da infância lá em seguida foi morar na cidade de Caruaru onde estudou e concluiu seus estudos; viajou para São Paulo, onde começou a trabalhar na Folha de São Paulo.  Em 1962, a convite do então deputado federal Janary Gentil Nunes, do Território Federal do Amapá, foi trabalhar no Jornal “A Mensagem” por alguns anos, em Macapá, e depois entrou para o quadro de funcionários do ex-Território do Amapá onde trabalhou como relações públicas no Palácio do Governo, depois nomeado Professor de Inglês e Literatura e lecionou no Colégio Amapaense em 1972.
Constituiu família em Macapá, casou-se com Julia Sampaio, desse matrimonio nasceram os filhos, André Luiz, Germano Augusto, Andréa e Paulo.
Foi um homem estudioso e polivalente, conhecedor da ciência do direito; por muitas vezes saiu-se muito bem como causídico na defesa de seus constituintes sendo um grande jurista (rábula).
No final do ano de 1973 foi transferido para o município do Amapá onde foi lecionar na Escola Vidal de Negreiros; em 1975 voltou para Macapá e foi trabalhar na Secretaria de Educação; em 1976 voltou novamente para trabalhar no município do Amapá a convite do então prefeito Fernando Dias, desta vez para assumir a Secretaria de Educação do município; lá ajudou a fundar a liga de esporte daquele município onde fez parte da diretoria. Ao retornar para Macapá, voltou a trabalhar na Secretaria de Educação/departamento de esporte CEFER.
Como desportista fez parte da diretoria da executiva do Esporte Clube Macapá; também nessa área foi um baluarte principalmente quando esteve na federação amapaense de esportes aquáticos na função de secretário, levando o Amapá a ser campeão de natação da Amazônia; foi responsável por várias vezes pela condução das equipes de natação do Amapá em inúmeras competições nacionais tanto na busca de recursos financeiros junto ao governo, quanto na motivação dos atletas.  Fez parte da Federação Amapaense de Futebol como conselheiro.  
Paulo Conrado Bezerra, morreu aos 47 anos de acidente automobilístico em Kouru-Guiana Francesa, em 16 de outubro de 1982.
(Foto: Reprodução / Google)
Neste mesmo ano de 1982 devido ao amor, dedicação à educação e ao desenvolvimento do esporte na juventude amapaense, o Governador Anníbal Barcelos baixou o decreto de número 026/82, denominando o Ginásio de Esporte localizado a rua General Rondon, de PAULO CONRADO BEZERRA, atual Centro Didático Estadual.

 Fonte: Informações de André Luiz Conrado, filho do biografado.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Foto Memória do Comércio Amapaense: Casa "Santa Maria"

A história do desenvolvimento das grandes cidades, é perpetuada através de pontos ou locais de referência, que servem de elo com suas origens e tradições, revividas na memória de seus antigos moradores.
Um exemplo disso em Macapá, foi a “Casa Santa Maria”, de propriedade do comerciante Eurico Pinheiro de Vilhena, que ficava localizada na esquina da rua José Serafim, atual Tiradentes, com a Avenida Feliciano Coelho, na época, tornou-se um dos principais pontos comerciais da cidade.
O Pioneiro Eurico Pinheiro de Vilhena, nascido em Anajás (PA), em 1910, chegou a Macapá no ano de 1959, com esposa e oito filhos, para trabalhar na área do comércio varejista, adquirindo o ponto comercial, Armazem Nely, de propriedade do Sr. Raimundo Nely de Matos, surgindo assim, em Macapá, a “Casa Santa Maria” (foto acima). 
Com a ampliação do comércio, o Sr. Eurico Vilhena, contruiu um novo empreendimento para os ramos de armarinhos, gêneros alimentícios e bar. 
Como podemos observar na foto abaixo, uma parte superior, serviu de residência da família.
Este empreendimento passou a ser referência, na cidade, como marco de divisão entre os bairros comercial e Trem, conhecido como a "curva da Santa Maria".
Muito contribuiu para o sucesso daquela casa comercial o Sr. Ruy Nascimento Lima (1936-1985), o braço direito do dono do comércio, que acabou assumindo diversas funções no empreendimento e se tornaria genro do Seu Eurico.
(Casa de Eurico Vilhena Filho - Foto: Reprodução / Google)
Naquele espaço da “curva do Santa Maria” ainda “resiste” uma casa, que era habitada por Eurico Pinheiro de Vilhena Filho, seu descendente caçula. Ao lado, apenas um terreno vazio.
Sr. Eurico Pinheiro de Vilhena faleceu em 1980.
Eurico Pinheiro de Vilhena Filho, faleceu em 17/06/2018, no Hospital São Camilo, onde estava internado há algum tempo. 
Texto: Da professora Ana Maria Vilhena Vieira devidamente adaptado para o Porta-Retrato Macapá. Ana é filha de Seu Eurico Vilhena e mãe do professor Clécio Luís Vilhena Vieira, atual Prefeito Municipal de Macapá.
(Última atualização em 17/06/2018)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Foto Memória de Macapá: Chegada do Fusca em Macapá

Esta preciosidade histórica, foi compartilhada no Facebook, pelo amigo Walfredo Costa, baterista do Conjunto “Os Cometas”.
É um registro da chegada do fusca em Macapá, na década de 60, quando foi realizada uma carreata que findou em Ferreira Gomes, com uma festa com o citado grupo, em uma escola daquele município.
Nas imagens temos, além do FUSCA, a partir da esquerda, um funcionário cujo nome não lembramos, ao lado de um mecânico, depois (de gravata) o Sr. Marques que foi Gerente do Posto de Gasolina do empresário Francisco Severo de Souza, que se situava na Rua Cândido Mendes com Cora de Carvalho, bem em frente à Casa Líbia, que era um posto avançado da Volkswagen; ao lado oposto o funcionário Zé Góes e um garoto não identificado.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Foto Memória: Dionízio Bento Pereira

O nome dele é com "Z", mesmo.
A Foto Memória de hoje, foi compartilhada pelo amigo Aloisio Cantuária, pessoa muito ligada ao Município de Mazagão, a terra de São Tiago, no Amapá.
Trata-se do registro fotográfico de um senhor de nome Dionízio Bento Pereira, até então desconhecido de Aloisio. Ele procurou identifica-lo, presumindo tratar-se de alguém ligado à História do Amapá.
Aloisio informou haver recebido a foto de sua mãe, Fanny, que herdara do pai dela, Aurélio da Cunha Menezes que foi juiz nas cidades de Mazagão e Amapá.
A foto foi dada como lembrança pelo senhor Dionízio, ao seu amigo Aurélio da Cunha Menezes, com data de 18 de dezembro de 1937.
Como, num primeiro momento, ninguém sabia de quem se tratava, associamos o sobrenome dele ao de seu Otaciano Bento Pereira, pai do empresário e desportista Haroldo Pinto Pereira, que imediatamente disse tratar-se de seu tio, irmão de seu Otaciano.
Com a ajuda de Haroldo, chegamos até a filha de seu Dionízio que mora em Belém/PA. Dona Jucicléa Francisca Pereira Rendeiro, foi quem tirou todas as nossas dúvidas.
Ela disse que seu pai Dionízio Bento Pereira era natural do Estado do Pará, filho do cearense José Sidon Bento Pereira e da paraense Francisca Góes Pereira
Dionízio estudou e viveu no Pará, até adulto quando foi para Mazagão, trabalhar em um comércio de estivas, de seu pai.
Lá mesmo ele se casou e teve os primeiros filhos, do total de 12.
Em dezembro de 1937, retornou ao Estado do Pará, onde montou, em Belém, a fábrica de refrigerantes Cajuína, que funcionou por algum tempo depois fechou; aí ele mudou de ramo e montou a Sapataria Luzete.
Funcionou com o empreendimento até sua aposentadoria, quando se transferiu para o Rio de Janeiro, e lá permaneceu até seu falecimento ao final dos anos 90.

domingo, 31 de julho de 2016

Foto Memória do Esporte Amapaense: Sociedade Esportiva e Recreativa São José – Macapá/AP

Foto compartilhada pelo amigo Wank do Carmo, do Memorial Amapá.
Registro de 1967, apresenta uma das formações do glorioso time da Sociedade Esportiva e Recreativa São José, no Estádio Municipal Glycério de Souza Marques, em Macapá/AP.
A partir da esquerda: Zé Roberto; Antoninho Costa; Alceu Filho; Piraca; Orlando Cardoso e Pennafort (Macaco);
Agachados no mesmo sentido: Ubiraci Souza; Timbó (In-memoriam); Moacir Banhos; Orlando Torres e Haroldo Pinto.
A Sociedade Esportiva e Recreativa São José é um clube de futebol da cidade de Macapá, capital do estado do Amapá, fundado por Messias do Espirito Santo, um Oficial de Justiça do Fórum de Macapá, capital do então Território Federal do Amapá (TFA), com objetivo de participar oficialmente do esporte regional.
O clube ainda possui uma boa estrutura para a prática de futebol, voleibol e basquetebol. Dentro do futebol profissional amapaense, o São José e o Ypiranga Clube fazem o maior clássico do Estado.
A história do São José se divide em cinco fases:
De 1947 a 1957, onde participou dos campeonatos e torneios, considerado um clube modesto, tendo sua sede social na esquina da Av. Presidente Vargas com a Rua Leopoldo Machado, no bairro da Favela, hoje bairro Central.
De 1975 até 1988, quando conquistou campeonatos, inclusive, um invicto, no futebol, contando com um grande elenco de jogadores craques, muitos deles, cedidos para clubes de outras unidades da nossa federação brasileira;
De 1988 até 1990, quando parou suas atividades no futebol, em virtude de dificuldades internas e externas. Essa última resultante de um difícil relacionamento com a federação de esporte local;
De 1993 até 1995, quando era Presidente o Sr. Francisco Odilon Filho e Vice-Presidente o desportista Haroldo Pinto Pereira, o São José conquistou um único título de Campeão de Profissionais do clube, na modalidade de Futebol de Campo;
De 1995 até 1996, voltada para construção das instalações físicas de sua sede social, com muitas dificuldades, hoje situada na Av. Nações Unidas, nº 564 no bairro moreno da cidade de Macapá, AP, também chamado de Julião Ramos ou Laguinho;
De 1996 até 2002, com sua gestão administrativa sob a responsabilidade do jovem empresário Otaciano Bento Pereira Júnior, que recebeu da gestão anterior uma infraestrutura física da sede social, numa área de 2.400m². (Wikipédia)

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Falecimento: Família Dias de luto pela morte de José Wilson Dias

Faleceu às 5 horas do dia 19 de julho de 2016, no Hospital São Camilo, o amigo José Wilson da Silva Dias, o Panela. Nascido em Belém no dia 19 de marco de 1943, era filho de Wilson da Costa Dias e de Nazaré da Silva Dias e irmão de Ilma, Iza, Demóstenes (Zamba) e Ernesto. Realizou seus estudos em Macapá e trabalhou no Cine Macapá (fechava e abria as cortinas que vedavam a tela de projeção cinematográfica) e na Divisão de Obras/Secretaria do governo do Amapá. Casado com Maria Dilma gerou as filhas Márcia e Simone, que, casadas com Antônio Carlos e Edson, respectivamente, lhe deram os netos Suelen, Victor e Vinicius. Panela teve dois irmãos agregados: Chicarrito e Carlos. A origem do curioso apelido tem pelo menos 3 versões, sendo a mais provável o fato de Dona Nazaré ter jogado uma panela no rebento malcriado. Zé Wilson tinha 73 anos de idade. (Texto de Nilson Montoril - Facebook)
As condolências do Blog à família de Zé Wilson.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Falecimento: Morre em Macapá, aos 71 anos de idade, o violonista Sebastião Mont’Alverne

Depois de longo período com sérios problemas de saúde, faleceu de um mal súbito, na manhã desta segunda-feira (25), em Macapá, o músico e professor Sebastião Mont’Alverne.
José Sebastião de Mont’Alverne, o “Zeca”, “Caboquinho” ou simplesmente “Sabá”, nasceu em Belém (PA), em 19 de março de 1945. Filho do fazendeiro José Jucá de Mont’Alverne e da professora Aracy Miranda de Mont’Alverne, passou a infância, desde o 1ª ano de vida, na fazenda Redenção, às margens do Rio Araguari, propriedade de seu genitor.


Sebastião foi alfabetizado por sua mãe, com a qual fez todo o ensino fundamental, antigo primário. Sabá aprendeu a tocar de ouvido com o violão da professora Aracy, um Di Giorgio que ela guardava no guarda-roupas. Zeca tocava escondido. A mãe chegou a proibi-lo, já que ser tocador nos tempos do então Território Federal do Amapá era “coisa de boêmio” e ela queria que o filho estudasse.
Sabá foi morar em Macapá aos 12 anos. Mas aos nove, o então menino, que tinha fascínio pela música, já era um violonista autodidata. Aprendeu só, mas ouviu muitos conselhos para aprimorar-se, como o do seu tio, Jurandir, que lhe disse para nunca bater nas cordas e sim tocá-las.
Zeca se inscreveu no programa “Clube do Gurí”, da Rádio Difusora de Macapá, e fora incentivado pelos irmãos músicos Nonato e Oleno Leal, além de Walter Banhos. Logo o menino estava solando, tornou-se um exímio violonista e entrou para o Regional da emissora, acompanhando cantores na rádio como Miltinho, Rosimary e Walter Bandeira.
Ainda jovem, tocou em Belém, com o cantor Orlando Pereira e a banda The Kings, que se apresentavam nos clubes do Remo, Paysandu e Tuna Luso Brasileira. 
Caboquinho também foi integrante da banda “Os Cometas” (que tinha dona Célia, esposa e mãe de seus filhos como vocalista), que fez muito sucesso no Amapá.
Fã do violonista carioca Baden Powell, Sebastião Mont’Alverne fez duo com muitos instrumentistas famosos, entre eles Sebastião Tapajós, Salomão Habib, Paulo Porto Alegre e Nego Nelson.
Sebastião e o músico Aimoré Nunes Batista, eram os únicos afinadores de piano do Amapá. Em 1980, ele fez um curso em São Paulo, que o habilitou para a função. Zeca também foi, em 1962, fotógrafo da campanha do ex-governador do Amapá, Janary Nunes, a deputado. Sebastião foi um dos fundadores do “Bar do Gilson”, que reúne a nata dos músicos de Belém.
Professor de violão Clássico por cinco anos na Escola Walkíria Lima, chegou ao cargo de diretor. Também dirigiu a Escola de Música Almir Brenha.
Em 2001, Sebastião participou do projeto “Pedagogia Sabiá”, que ensinava música nas escolas da rede pública. Caboquinho trabalhou também na Universidade Federal do Amapá (Unifap).
A Prefeitura de Macapá (PMM) o homenageou, em 2005, com uma Placa, pela grande contribuição à arte e à cultura do Amapá. O Conselho Estadual de Cultura o honrou, em 2008, com a “Medalha à Cultura”, pela sua dedicação à música.
Sebastião Mont’Alverne criou seus três filhos com muita dignidade. Fábio é baterista talentoso, reconhecido dentro e fora do Amapá. Nara é funcionária da Politec. E Gustavo, o Guga, é um roqueiro inveterado.
Sebastião Mont’Alverne foi eleito para a Academia dos Notáveis edificadores do Amapá e tomaria posse no dia 11 de setembro de 2016.
O corpo de Sebastião Mont’Alverne foi velado na capela mortuária São José (Rua Jovino Dinoá esquina com Cora de Carvalho), e sepultado nesta terça-feira, no Cemitério São José, no bairro do Buritizal, em Macapá.
Nossas condolências à família enlutada.
Fonte: Tribuna Amapaense (RÉGIS SANCHES)
(Última atualização às 13h, de 26/07/2016)
HOMENAGEM DOS AMIGOS(Reprodução / Facebook)

Graça Viana  Jucá

Zeca!!! Sabazinho!!!
Vivemos instantes preciosos nos cruzamentos de nossos caminhos. Éramos “parentes”, fomos “vizinhos”, “colegas de trabalho”, mas, sobretudo e independente de qualquer coisa, Amigos!!! Nos dias, nas noites, em nossos encontros nas rodadas de amigos, nos momentos de muita música e alegria, quantas vozes não acompanhaste com os acordes do teu violão... Quantas?
Gostava da noite, das serestas, do violão... E estávamos sempre juntos (Zeca, Noel, Aimoré, Amilar, Humberto, Nonato). Gostavas de tocar Baden Powell, Paulo César Pinheiro. Lembro que certa vez apareceste com o disco “É importante que nossa emoção sobreviva” – Márcia e Paulo César Pinheiro. Aí me incentivaste (porque gostavas do timbre e do meu jeito (meio sem jeito) de interpretar) a cantar o Desafinado e outras músicas do João Gilberto; a aprender a letra de Ingênuo, Última Forma, Wave e uns sambinhas para que me acompanhasses. Era só diversão e cantoria...
O tempo passou... Mudamos de hábitos, de vida, nos perdemos...
Depois, bem mais tarde veio a doença e o violão foi emudecendo pouco a pouco... Com o violão sem os acordes, tua arte, do mesmo jeito, foi também apagando... Aqueles foram tempos bons que marcaram nossas vidas... Lembranças boas que permanecem para sempre, enquanto durar o PRESENTE de cada um.
Tenho as minhas dificuldades... O que tenho em mim, a minha sensibilidade.... Sabes?... Ela me faz compartilhar... Eu Sinto tudo!! Perdoa!! Perdoa minha fraqueza, minha fragilidade. Não conseguia ir ter contigo, porque não suportava sentir a tua dor... Minha alma sentia o teu sofrimento. E era tão duro! Sei o quanto te foi difícil não poder dedilhar teu violão...
Hoje, à noite, a Lua vai iluminar os céus de Macapá com sua LUZ e a Estrela, a tua estrela, vai indicar o caminho em direção ao Pai...
Tudo é Luz, tudo é brilho! Todas as estrelas e constelações estarão sorrindo, felizes, ao ouvir os acordes suaves e harmoniosos do teu violão que se introduz na música celestial ... Melodia que os anjos de Deus conhecem tão bem e que agora, todos juntos e em concerto, celebram tua chegada...
Que fiques em Paz, meu amigo, seja feliz nos braços do Pai!
Em Macapá, na nossa Macapá, a melodia do Amor, seus acordes, sua sonoridade vai permanecer na noite da Vida, infinitamente, porque essa música é única, é viva e permanece para sempre!...

Humberto Moreira:

MEU COMPADRE ZECA
Cumprida a missão fica um vazio que só o tempo vai remediar. Sebastião Mont'Alverne virou lembrança. Levou consigo inconfundíveis acordes dissonantes.
Foi no Clube do Guri. Era domingo e minha mãe, mandou-me à Difusora. Foi lá que vi pela primeira vez o Cabuquinho e seu violão. Junto com Nonato Leal, Walter Banhos e Deusdeth Vale ele compunha o casting da pioneira. Algum tempo depois eu já peruava os bailes da Piscina Territorial onde Sebastião tocava guitarra no conjunto "Os Cometas". Fui surpreendido com o convite do baterista Walfredo, passando a integrar o grupo em 1968. Mas a essa altura Sebastião já tinha ido pra Belém. Só depois que ele voltou pra Macapá fomos nos conhecer melhor. Soube então que para os íntimos ele era o Zeca exímio violonista, fã de Baden Powell cujas músicas executava com maestria. Zeca me escolheu para intérprete e caminhamos juntos por mais de trinta anos em shows, serestas, saraus e pescarias. Dificilmente não estávamos juntos aos finais de semana. Dividimos o gosto pela música popular a paixão pelo interior do Estado e um sem número de amigos comuns. De comum acordo com a Célia sua mulher, que integrou o conjunto Os Cometas com sua bela voz, batizamos o meu mais velho solidificando ainda mais a nossa amizade. Zeca reunia em torno de si amigos e familiares atraídos principalmente pelo som do seu violão. Eram figuras obrigatórias como: Meton Jucá, Léo Platon, Arimathéia Werneck e Ezequias Assis entre outros que também estão no andar de cima.
Eu e o Zeca tínhamos o gosto musical muito parecido. Só havia discordância no futebol. Como bom flamenguista ele não dispensava uma gozação quando o Botafogo tomava uma taca.
Os Cometas reapareceram e a batida inconfundível daquela guitarra estava presente. De repente a enfermidade. Zeca parou de tocar deixando os seus amigos preocupados. A recuperação não veio. A depressão abateu-se sobre o outrora virtuose do violão. Faz uma semana que nos vimos pela última vez. Sentado na sala da casa Zeca balbuciou ao me ver: "Meu cumpadre". Fiz umas duas piadas tentando anima-lo, mas ele parecia distante como acontecia nos últimos tempos. Despedi-me dele, dei um abraço na minha comadre e saí segurando uma lágrima. Me pareceu que o fim estava perto.
O cabuquinho José Sebastião Miranda de Mont'Alverne que nasceu no dia de São José nos deixou no dia de São Tiago e fez a passagem na companhia de São Cristóvão. Foi tocar violão no céu. Aqui ficamos nós saudosos. Vá em paz meu compadre Zeca. E prepare o pinho para quando a gente se encontrar de novo.
Humberto Moreira
Jornalista e integrante de Os Cometas

domingo, 24 de julho de 2016

FALECIMENTO: Morre em Belo Horizonte a Sra. Stellita Lima

O blog Porta-Retrato registra com pesar, o faleceu nesta sexta-feira,22, em Belo Horizonte-MG, da Sra. Stellita dos Santos Lima.
( Foto: Arquivo )

Natural da cidade de Amapá, no Estado do Amapá, era filha dos pecuaristas Silvio e Josefa Ferreira dos Santos.
Stellita era casada com o médico Alberto da Silva Lima(in-memoriam), que empresta o nome ao Hospital de Clínicas de Macapá, e durante muitos anos foi domadora no Lions Clube de Macapá atuando em vários serviços sociais do clube.
Deixou três filhos: Sérgio, Silvio e Andréa Lima.
O velório foi realizado no Funeral House, na avenida Afonso Pena, Belo Horizonte.
O corpo foi cremado no Cemitério Renascer.
Apresentamos nossas condolências à família enlutada.
(Fonte: Memorial Amapá)

Foto Memória de Macapá: FAMILIA CRUZ EM FAZENDINHA

Membros da família Cruz em momentos de lazer na praia de Fazendinha/AP, em 1971.
Sentadas em uma boia de câmara de caminhão, da esquerda para a direita (adultas): Dina Cruz(esposa do fotógrafo Humberto Cruz); Maria José Cruz(mãe da Marisa Cruz); Carmen Cruz (maiô preto) e Lygia Cruz(em pé). 
As crianças (também da esquerda pra direita): Betina Cruz, Sandra Cruz e o garoto Mário Cruz. 
Marisa Cruz, é a garotinha bebendo Coca Cola.
(Cortesia da amiga Marisa Cruz.)

sábado, 23 de julho de 2016

Foto Memória da Educação do Amapá: Inspetores da Escola Marechal Castelo Branco, em Macapá

Foto dos Anos 60 – Mostra os Inspetores da Escola Marechal Castelo Branco, em Macapá.
A partir da esquerda: Lacinho(de óculos); Prudêncio Homobono; D. Olendina; Carlito Guedes e D Cecília.
Sentado à mesa o Prof. João Bosco Rosa Ferreira, na época Vice-Diretor do estabelecimento.
O diretor era o prof. Waldyr Lira

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Foto Memória da Educação do Amapá: Professoras Ruth de Almeida Bezerra e Osvaldina Ferreira da Silva

O registro fotográfico de hoje, foi compartilhado pela amiga Janete Santos.
É uma foto das professoras Ruth de Almeida Bezerra e Osvaldina Ferreira da Silva, na cerimônia na colação de grau da 1ª turma de Administração no antigo CCA, em 1969.
Em reconhecimento aos relevantes serviços que prestaram à Educação do Amapá, com dedicação e, sobretudo, amor à causa educacional, as duas ilustres mestras foram homenageadas pelo Governo do Estado. Ruth de Almeida Bezerra virou nome de uma escola no bairro São Lázaro, e Osvaldina Ferreira da Silva teve seu nome em uma escola na Ilha de Santana.
Referências BiográficasA professora Ruth de Almeida Bezerra chegou a Macapá em 1950, após receber seu diploma de Regente do Ensino Primário, pelo Instituto de Educação do Pará. Foi admitida no dia 1º de setembro de 1950 no Quadro de Funcionários do Território Federal do Amapá, para exercer a função de professora. No período de 1950 a 1965, foi professora regente nas Escolas Isoladas de São Pedro dos Bois, Campina Grande, Curiau, Serra do Navio e Porto de Santana; nos Grupos Escolares Lobo D’Almada em Calçoene e Alexandre Vaz Tavares, em Macapá. Assumiu os cargos de Diretora da Escola Agrupada no Porto de Macapá e do Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares; Professora de Didática Especial no Instituto de Educação do Amapá – IETA;  Participou de Cursos de Regente do Ensino Primário no Instituto de Educação do Pará; Nutricionista da Divisão de Saúde do Amapá; Intensivo de Técnica de Ensino do CETAM, Amazonas; Especialista em Didática da Linguagem e Supervisão do Ensino Primário em Belo Horizonte e Extensão Metodológica; Recebeu títulos de Honra ao Mérito dos Colégios Castelo Branco e Alexandre Vaz Tavares. Ruth de Almeida Bezerra faleceu no dia 8 de dezembro de 1982, com 49 anos. (Do livro Personagens Ilustres do Amapá Vol. 1 – De Coaracy Sobreira Barbosa)
Referências Históricas - A Escola Ruth de Almeida Bezerra, está localizada no bairro de São Lázaro, à rua Adilson José Pinto Pereira, e foi criada pela Portaria nº 148/83-SEED.
A inauguração da Escola deu-se, no dia 09 de setembro de 1983, na administração do Governador Annibal Barcellos, sendo Secretária de Educação e Cultura a Professora Annie Viana da Costa.
Foto: Reprodução / Álbum da família)
A Professora Osvaldina Ferreira da Silva, nasceu em Calçoene-AP, em 05 de outubro de 1935. Foi professora do antigo Território Federal do Amapá, iniciando a carreira docente ainda aos 15 anos de idade. Foi contratada em 01/04/1951, como alfabetizadora, para ajudar a mãe dela. Isso foi possível porque, àquela época, o norte do Brasil padecia de carência extrema de profissionais nas mais diferentes áreas, e Osvaldina sempre foi uma aluna acima da média, surpreendendo com sua inteligência, desenvoltura comunicativa e capacidade de trabalho não só as professoras como o próprio governador Janary Nunes. Trabalhou por várias localidades do Amapá, incluindo a Ilha de Santana, cuja escola estadual atual, nela localizada, leva seu nome.
Osvaldina Ferreira da Silva faleceu em 1973.
Referências Históricas - Conheça a história da Escola da Ilha de Santana, através da reportagem de Emanoel Jordanio, editor do blog Memorial Santanense:
"Com o assentamento do Governo Territorial do Amapá em 25 de janeiro de 1944, o então Governador nomeado, Capitão de Exército Janary Gentil Nunes, procurou de imediato tomar providências com relação ao setor educacional do recém-criado Território Federal.
Através do Decreto n º 03/44 do dia 02 de fevereiro de 1944, ficam criadas escolas isoladas nas localidades de Igarapé do Lago, Porto do Céu, Ilha de Santana e Itaubal (todas ligadas ao município de Macapá), com o objetivo de implantar o ensino primário em regiões pouco habitadas e também carentes de diversas condições sociais.
Com isso, no mesmo ano – mais precisamente em 03 de abril de 1944 – as aulas passaram a funcionar numa casa construída por ribeirinhos locais, abrigando 58 alunos (sendo 32 meninos e 26 meninas) entre 06 e 10 anos que residiam na região. Para acompanhar os trabalhos educacionais e auxiliar nas aulas, a então Divisão de Educação do Território do Amapá admitiu o Professor Rafael Arcanjo Picanço para ser responsável pelo ensino local.
Em fevereiro de 1945, o Professor Rafael Arcanjo enviou um relatório à Divisão de Educação do Território, mostrando a existência de 53 alunos matriculados na entidade, na qual houve uma redução de alunos devido grande retirada de famílias no período de extração da borracha. Neste mesmo relatório, o professor solicitou que o local utilizado para as aulas (que eram cursados somente até o 4º ano) fosse ampliado. O pedido permaneceu nas mãos do Governador Janary Nunes, entre muitos outros que também solicitavam melhorias no setor educacional.
Em 18 de junho de 1946, o Governo do Amapá assinou um acordo com o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP) para a concessão de um auxílio destinado à ampliação e melhoramento do sistema escolar primário do Território do Amapá. Esse acordo garantiu a ampliação do grupo de ensino que funcionava em Ilha de Santana.
Com isso, em 21 de novembro daquele ano (1946), a nova escola da Ilha de Santana é oficialmente inaugurada com a presença de autoridades territoriais, entre eles, o universitário Manuel Ribeiro de Azevedo Sodré, representante do Ministério da Educação, que ali prestigiou a obra construída sob o financiamento do INEP, sendo que esta escola era a 6ª (sexta) de um total de 1.108 a serem inauguradas em todo o Brasil e a primeira beneficiada no Amapá.
Com sua inauguração, passaria a se chamar Escola Isolada Mista da Ilha de Santana, ocupando uma área de 244,59m², contendo três salas de aula, atendendo em dois turnos. O Professor Rafael Arcanjo permaneceu na coordenação da escola por mais um ano, sendo depois substituído pela paraense Latife Salles, que lecionou naquele educandário até janeiro de 1952.
Em abril de 1949, quando o Padre Simão Corridori visitou a Ilha de Santana com o intuito de implantar o Colégio-Orfanato “São José”, conheceu o trabalho de educação desenvolvido na escola e passou a prestar aulas nas disciplinas de Português e Matemática durante alguns meses, tempo em que foi preciso para que o Orfanato fosse parcialmente construído.
Em 20 de dezembro desse mesmo ano, o padre alemão Orlando Bernard Bahour assume a direção da entidade, onde também lecionava Matemática. Nessa data, a escola já era chamada de Escola Agrupada da Ilha de Santana.
Em maio de 1974, a Indústria Madeireira de Santana (Madesa), situada na Ilha de Santana, impetra uma ação judicial, solicitando a retirada da “Escola Agrupada da Ilha de Santana” de dentro de uma área pertencente às empresas Madesa e a Superfinit (empresa de moveis também instalada na ilha). De imediato, em 03 de maio de 1974, três secretarias da administração amapaense se reuniram para definirem um novo local para ficar a referida escola.
Depois de transferida para um novo local, o então governador do Território do Amapá, Capitão Arthur Henning inaugura o novo prédio da “Escola Agrupada Ilha de Santana” em 10 de dezembro de 1974.
Em março de 1982, por força da Lei Federal n.º 5,692/71, a entidade passa agora a ser denominada “Escola de 1º Grau da Ilha de Santana”, já sob o Governo do Comandante Anníbal Barcellos. Em 1986, é implantado o ensino de pré-escolar, atendendo cerca de 60 crianças na faixa etária de 05-06 anos.
Em setembro de 1990, o então diretor da Escola Professor Marco Antônio Bezerra consegue apoio do Governo do Amapá para a construção de uma horta e a adaptação do atual prédio que vinha funcionando em precárias condições físicas, sendo que algumas turmas lecionavam até em barracões construídos em madeira, com cobertura de palha.
Em 1994, é implantado o Ensino de 5ª a 8ª série. No ano seguinte, a pedido da comunidade ribeirinha da ilha, é implantado o Ensino Supletivo de 5ª a 8ª série, onde na oportunidade puderam ser atendidas várias pessoas, que não tiveram chances de estudar no ensino regular.
Em 18 de julho de 1996, através do Decreto n.º 3.300 do Governo do Amapá, muda o nome da escola para “Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva”, como uma justa homenagem a uma educadora que lecionou na região na década de 1970.
Em 12 de setembro de 2000, o Conselho Estadual de Educação (CEE) reconhece o Ensino de 1º Grau, regular e supletivo dessa instituição, de acordo com a Resolução n.º 071/2000-CEE.
Passado algum tempo, necessitando de uma total reforma, a Secretaria Estadual de Educação (na gestão do Professor Adauto Bittencourt) realizou em 2005, um levantamento técnico como forma de garantir a reconstrução da escola.
Após quase seis meses de trabalhos, o novo prédio da escola foi entregue em 29 de abril de 2006, pelo então Governador do Amapá Waldez Góes, numa solenidade que contou com a presença de diversas autoridades políticas e comunitárias.
Nessa nova instituição de ensino, foram construídas 17 salas de aula, um refeitório, uma quadra polivalente com vestiário, biblioteca, sala de vídeo e banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais, custando em torno de R$ 2,2 milhões aos cofres do Governo Estadual, podendo comportar cerca de 450 alunos.
Em 06 de agosto de 2007, durante visita ilustre ao Amapá, o ministro da Educação Fernando Haddad percorreu, sob motivos de inspeção pedagógica, diversas instituições educacionais de Macapá e Santana, encerrando suas visitas atravessando o Rio Amazonas, chegando à Ilha de Santana, onde a comitiva ministerial foi recebida por um grupo de alunos da Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva, que ali saudaram os visitantes com apresentações culturais.

O ministro Haddad elogiou a estrutura administrada aplicada àquela escola, e prometeu garantir novos recursos federais para ampliação e modernização da entidade, como forma de abrigar novos alunos e seu corpo docente."(Emanoel Jordanio)
(Nosso agradecimento à Professora Janete Santos, filha de Osvaldina Ferreira da Silva, que prestou todas  informações para  a montagem do post). 

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