terça-feira, 7 de maio de 2019

Foto Memória da Igreja Católica, em Macapá - São José: devoção em forma de festa

A Paróquia de São José de Macapá, foi criada em 1752. Em 1758 foi lançada a pedra fundamental da Igreja Matriz da cidade. A devoção ao pai adotivo de Jesus, em Macapá, transcende à existência do Templo que leva o nome do santo, inaugurado em 6 de março de 1761.
Segundo matéria editada pelo jornalista Douglas Lima e publicada na Revista Festa de São José, em 2019, não há relatos da realização da Festa de São José de Macapá até 19 de março de 1949, como registra o Livro Tombo da Cúria Diocesana local. Sabe-se, contudo, que, antes dessa data, os festejos ao santo padroeiro ocorriam na Fortaleza de São José.
Foto: Reprodução da Revista Festa de São José 2019
Em 1949, em comemoração ao Dia de São José, houve missas, crismas e procissão saindo da Igreja, percorrendo algumas ruas e voltando para o Templo. As atividades religiosas foram presididas por Dom Aristides Piróvano, o primeiro bispo prelado de Macapá.
Arraial da Festa de São José - Acervo da PMM
A ocorrência do Arraial, que por muito tempo foi chamado de parte profana da Festa de São José, passou a ter registro apenas em 19 de março de 1950, sempre após as missas e procissões, seguindo até 1968, na frente da Igreja Matriz. Mas há relatos de que, em 1953, o Arraial foi no Largo dos Inocentes, atrás do prédio religioso. 
A festa profana de São José durou até 1982, conforme o Livro Tombo, porque a movimentação popular a cada ano se tornava maior, ensejando brigas e arruaças, desfocando assim, a finalidade do evento. Esse problema inclusive forçou a transferência do Arraial para outra data, em 1964.
Foto:  Ano 1946 – Reunião em frente a Igreja de São José.
Em 1973, diz o Livro Tombo da Cúria Diocesana, ”registra-se a tentativa de retorno do antigo arraial, com a participação vultosa da população, com a programação organizada pela Paróquia São José, pois, em 1964, devido ao período quaresmal, as comemorações foram adiadas para 01 de maio, para evitar os festejos profanos do arraial”. Entre as maiores festas em honra ao Padroeiro São José, destaca-se a de 1960, com número recorde de participantes: “Foi de grande volume e agrado para a Igreja, com a demonstração de fé a São José” relata o Livro Tombo, que encerra os seus registros sobre a tradição do famoso Arraial, em 1982, quando a festividade foi estendida de 19 de março a 25 do mesmo mês.
Desde aí, a Festa de São José tem adquirido maior magnitude religiosa a cada ano, atraindo mais fiéis principalmente nas procissões e missas. O macapaense demonstra que tem ímpar afinidade com os pais de Jesus, uma vez que a reverência que faz ao Padroeiro, em março, oferece-a à Maria, por ocasião do Círio, em outubro, desfazendo pouco a pouco a influência secular do Círio de Nazaré, em Belém do Pará, sobre os moradores da capital amapaense.
Texto de Douglas Lima – jornalista, radialista e editor de revista – publicado originalmente, na íntegra na Revista Festa de São José 2019, editada pela Diocese de Macapá, especialmente adaptado ao blog Porta-Retrato.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

História da ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE MACAPÁ

A Associação dos Servidores Municipais, foi criada em 12 de outubro de 1977, por 18 servidores municipais.
Área da ASM adquirida por compra por iniciativa do Prefeito Cleyton Figueiredo em 1977, 
mede 200 mts de frente por 370 mts de profundidade
Possuía apenas uma barraca de madeira, toda arborizada, a maioria mangueiras.
Imagem: Reprodução Google
Com a aquisição da área, foi eleita a primeira diretoria, cujo presidente foi o servidor Jacy Jansen Costa, que cuidou da elaboração e montagem do Estatuto. Participaram da 1ª reunião de fundação daquela entidade de classe, os servidores:
1.    Prefeito Clayton Figueiredo de Azevedo
2.    Murilo Agostinho Pinheiro
3.    José Vitor dos Santos Banhos
4.    Adauto Basto de Oliveira
5.    Jacy Jansen Costa
6.    Matias Ibiapina da Silva
7.    Newton Douglas Barata dos santos
8.    Francisco Souza de Oliveira
9.    João Teixeira Lima
10.  Raimundo de Souza Martins
11.  Cirio Damasceno Picanço
12.  Antônio da Silveira Barbosa
13.  Maria Augusta Ventura Costa
14.  Adelaide Monteiro de Menezes
15.  Luiz Augusto Gonçalves de Assis
16.  Maria de Jesus Cardoso
17.  João de Almeida souza
18.  Roberto Assunção Baia
Em 1981, o associado Raimundo de Souza Martins assumiu a presidência e deu início à construção da sede social da entidade, com apoio financeiro do prefeito Murilo Agostinho Pinheiro.
Foto: Reprodução;Arquivo da ASM
A obra foi concluída na gestão do presidente Berto Pena Vales. Em 1992, a diretoria da época ficou inadimplente com vários fornecedores. Em razão disso, a Justiça mandou leiloar a sede. Martins e outros servidores associados, recorreram ao prefeito João Alberto Capiberibe para que ajudasse a pagar a dívida. Nesse mesmo ano foi realizada uma nova eleição que teve como vencedor Raimundo Martins, que permanece à frente da entidade até hoje, sendo vitorioso em todas as eleições que ocorreram à cada três anos. Hoje a Associação tem mais de 2 mil associados que recebem inúmeros benefícios em serviços tais como aquisição de materiais de construção, farmácia, planos de saúde, clínicas médicas e odontológicas. Martins tem como foco de seu trabalho a conclusão da sede social. 
Martins pretendia fazer uma reforma na sede antiga, mas as estruturas do telhado e das paredes estavam comprometidas, que obrigaram o setor de engrenharia a optar pela demolição da antiga estrutura e investir em uma nova sede social, já em fase de construção. Também faz parte da reforma o aterro da frente da Associação para construir um novo estacionamento.
Passaram pela Associação os seguintes presidentes:
01 Jacy Jansen Costa
02 Nelson Farias Brasiliense
03 Raimundo de Souza Martins
04 Berto Pena Vales
05 Antônio Azevedo Costa 
06 João Clébio Machado
07 INTERVENTOR Benemar
08 Raimundo de Souza Martins
A nova sede maior, com 900 m2, será climatizada e deverá ser concluída em 2019.
Fonte ASM

domingo, 5 de maio de 2019

FOTO MEMÓRIA DO RÁDIO AMAPAENSE: SAUDOSO JOAQUIM RAMOS (Em Memória)

Esse simpático jovem – negro de alma branca – é o saudoso JOAQUIM DA SILVA RAMOS, que foi nosso contemporâneo no Rádio Amapaense.
Primeiro na Rádio Educadora São José, depois na Rádio Difusora e na Rádio Nacional de Macapá.
Joaquim Ramos - uma das vozes mais belas do Rádio Amapaense – filho primogênito de Paulino Lino Ramos e Dona Coleta da Silva Ramos, era neto do mestre Julião Ramos, o líder da comunidade negra do Laguinho.
Joaquim nasceu no bairro do Laguinho em 29 de outubro de 1948. Em sua jornada escolar frequentou também as escolas General Azevedo Costa e Ginásio de Macapá.
Joaquim Ramos casou em 26 de maio de 1971, com a professora Izídia Banha – sobrinha do saudoso Laurindo dos Santos Banha – e dessa união nasceram 4 filhos, ou sejam dois casais.
Tive a felicidade de conhecer Joaquim Ramos, quando o mesmo falava nos Sonoros Caçula, a aparelhagem sonora do Sr. Nascimento, do início do Território Federal do Amapá.
O indiquei ao José Maria de Barros ( Diretor artístico da REpara fazer um teste de locução na Educadora o que foi prontamente aprovado. Depois de um período de treinamento ao microfone, finalmente Joaquim foi se firmando como um dos grandes valores do rádio amapaense.
Entre os programas apresentados por ele destacamos o “Boa viagem Motorista” que teve grande audIência entre os condutores de veículos de Macapá, especialmente na classe de taxistas.
Teve ainda “A Grande Reprise”, “Um Sucesso em Cada Música”, “Vamos Acordar Pessoal” entre outros.
Na Rádio Difusora ele se destacou na leitura de mensagens para interior e principalmente no programa “BOA NOITE AMAPÁ”. Foi também gerente na segunda fase da emissora.
Na Rádio Nacional de Macapá teve brilhante atuação ao microfone, em programas de grande audiência.
Joaquim Ramos - que nos deixou precocemente e muito novo – faleceu em Macapá em 14 de julho de 1999, com pouco mais de 50 anos e seu corpo descança em Paz  em um jazigo da família, no Cemitério de Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade.
Ao  inesquecível amigo Joaquim Ramos - brilhante locutor do Rádio amapaense - nosso eterno reconhecimento!
Com informações da amiga Izídia Banha, viúva de Joaquim.
Fonte: Facebook

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: Amigos e contemporâneos do Amapá

Nossa foto memória de hoje, foi gentilmente, compartilhada com o blog Porta-Retrato, pelo Del. Antônio Cardoso.
Pra quem não sabe, Antônio Cardoso, advogado, delegado aposentado, com passagem pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá, é nosso velho amigo de Macapá.
O registro, do início dos anos 1970, clicado em frente ao antigo Bar Gato Azul, mostra nas imagens raras, seis velhos amigos e conterrâneos do Amapá, tendo a partir da esquerda para direita: o saudoso Norberto Tavares (foi jogador de futebol de vários clubes); Del. Antônio Cardoso, (na época usava barba e era magro); Paulo Sérgio (Médico, irmão do J. Ney); Carlos Rocha(irmão do advogado e ex-radialista Vicente Rocha); o saudoso Raimundo Adamor Picanço – Wanderley (Goleiro) e Aurino (Escrivão de Polícia) , que foi nomeado Delegado.
Agradecemos a deferência pela distinção do compartilhamento!
Disponha, sempre!

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Foto Memória da Guarda Territorial: Pioneiro – Inspetor Miguel Alves da Silva (em memória)

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Músico de bandas marciais e pioneiro da Guarda Territorial, o maestro Miguel Alves da Silva nasceu em Soure-PA, em 29 de setembro de 1912. 
Em 1949 passa a residir em Macapá, como integrante da Guarda Territorial e da Banda de Música da instituição, mais conhecida como “A Furiosa”. Em 1952, com a implantação do Conservatório Amapaense de Música (hoje Centro de Educação Profissional Walkiria Lima), ele  se submete a exame livre de música, considerado apto para a função de Regente da então Banda de Música da Guarda Territorial. Em 1962 recebe habilitação, pela Ordem dos Músicos do Brasil (Seção do Rio de Janeiro).
Em 1966, por decreto do Governo do Amapá, é nomeado Inspetor da Guarda Territorial, com privilégios na regência da Banda Oficial da instituição. Assim, durante sua atividade musical, participa de várias retretas musicais, e como jurado em vários concursos, entre eles o de Música Carnavalesca em 1969, realizado pelo Grupo Escoteiro Veiga Cabral, no Centro Educacional do Laguinho. Mas a sua laboriosa colaboração cultural lhe valeu uma licença de saúde, passando a realizar serviços burocráticos no SAG (Serviço de Administração Geral) do Governo do Amapá. Mas não foi por muito tempo. Em 1972 volta, com toda carga, às atividades musicais. Assim, passa a organizar e reger a Banda Marcial do IETA, ganhadora de vários campeonatos. 
Mas a GuardaTerritorial o chama para reger também a sua Banda de Música, permanecendo por 19 anos na GT, e 10 anos no Instituto de Educação.
Em 1982 é aposentado na função de Agente de Policia do Governo do Amapá mas, mesmo aposentado, ficou residindo em Macapá até sua morte, em 30 de novembro de 1991, aos 79 anos. Em sua folha de serviços prestados, constam várias portarias de elogios. Em homenagem ao músico, a Prefeitura Municipal de Macapá, em 5 de maio de 1994, denominou uma instituição de ensino localizada no bairro Perpétuo Socorro, de Escola Municipal Maestro Miguel Alves da Silva (Lei municipal nº 626/1994 PMM, de 5 de maio de 1994).
Por Edgar Rodrigues, historiador, parceiro e colaborador do blog Porta-Retrato Macapá.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

MEMÓRIA DE MACAPÁ - BREVE HISTÓRICO SOBRE A CRIAÇÃO E EXISTÊNCIA DA CONFRARIA TUCUJU

Por João Silva
A Confraria Tucuju foi criada no Pastelito, na Avenida General Gurjão, em 08 de junho de 1996 ao lado da residência do senhor Emanuel Serra e Silva (Duca Serra), a menos de 500 metros em linha reta da Fortaleza, próximo da Igreja de São José, ao lado do Teatro das Bacabeiras, na vizinhança do majestoso Rio Amazonas e do Museu Joaquim Caetano da Silva, no Centro Histórico de Macapá.
Pra quem não sabe, é bom  que se diga, que o Pastelito era uma pastelaria de propriedade do administrador e web designer Ronaldo Picanço que estava instalada onde hoje funciona o Restaurante, Galeria e Casa de Show DONNA ANTÔNİA, empreendimento do médico Ubiratan Silva, antigo proprietário da Star Club.
Pois é! Um grupo de pessoas ilustres decidiu então, criar a Confraria Tucuju, entidade democrática, sem fins lucrativos e atrelamento político-partidário, com objetivo de defender, promover e valorizar o patrimônio histórico e cultural do povo amapaense.
COMO FOI?
A ideia vinha amadurecendo, mas alguns fatos precipitaram a criação da Confraria, dois deles agressões inaceitáveis, como o fechamento arbitrário da Fortaleza de São José de Macapá à visitação pública e a decisão judicial que tentou silenciar as caixas do Marabaixo na casa do Mestre Pavão durante a Festa do Divino Espírito Santo, no Bairro Jesus de Nazaré.
Advogada Sônia Solange Maciel (foto) durante solenidade de posse
que aconteceu no restaurante da Boite Star Club, no Laguinho, 
aparecendo ao fundo o radialista J.Ney, que foi mestre de cerimônia
numa noite de festa para história da Confraria Tucuju.
Em um primeiro momento participaram do esforço cidadão que redundou na criação da Confraria, este escriba, os jornalistas Elson Martins, Hélio Pennafort; os historiadores e pesquisadores Estácio Vidal Picanço, Nilson Montoril e esposa, o radialista J.Ney e esposa, Norberto Tavares e esposa, Meton Jucá e esposa, Mário Jucá e esposa, o médico Paulo Sérgio, o professor Antônio Munhoz Lopes, a radialista Cristina Homobono e Aurino Borges de Oliveira.
Superado mais de um decênio da sua criação e luta, até em 2009 tinham passado pela presidência da entidade, sem direito a reeleição, a advogada Solange Maciel, Ronaldo Picanço e Silva (administrador), Evandro Milhomen (sociólogo), Mário Jucá (interinamente), Ângela Nunes (professora), Fernando Canto (Sociólogo), e Maria dos Anjos Miguel (serventuária da Justiça do Amapá).
CONTINUÍSMO
O fim da transição democrática no comando da Confraria Tucuju vem desde março de 2009, portanto há 10 anos, tempo em que preside a Confraria Tucuju a advogada Telma Duarte, eleita e reeleita várias vezes. Telma é filha de um pioneiro do Amapá, Henrique Duarte, e se constitui na terceira mulher e segunda advogada a ocupar o cargo.
Alterou o Estatuto que passou a permitir a reeleição. Incrementou alguns projetos, alguns convênios importantes; homenageou pioneiros do Amapá, fez parcerias com o GEA e a PMM com objetivo de fortalecer os eventos do aniversário da cidade, da festa do Padroeiro e fez reviver, no Largo dos Inocentes, o carnaval das Batalhas de Confete.
Sede da Confraria Tucuju -  (Foto Márcia do Carmo /Arquivo Pessoal)
De algum tempo excluída das parcerias com o Governo do Estado e a Prefeitura de Macapá, na segunda-feira da semana passada, melancolicamente a Confraria Tucuju teve que deixar endereço do Largo dos Inocentes para se livrar de uma divida (mais de 4 anos de aluguel em atraso) de cem mil reais perdoada pela Diocese de Macapá.
Nas fotos, momentos que marcaram os bons tempos da Confraria Tucuju: 
Foto montagem / mosaico - blog Porta-Retrato
Em cima, Coaracy Barbosa e Chaguinha no Pastelito durante os festejos do 4 de fevereiro de 97; Sacaca e Pedro Boliva (à esquerda); Helio Pennafort e Evandro Milhomen, embaixo.
Foto: Acervo do João Silva
Nessa imagem fundadores e simpatizantes da Confraria Tucuju que participaram da passeata que saiu às ruas para exigir a reabertura da Fortaleza. 
Foto: Acervo do João Silva
Registro feito em frente à lanchonete Pastelito, ao lado do Teatro das Bacabeiras. Sentados, da esquerda para a direita: o jornalista Hélio Pennafort, Ligia Angiane - 1ª secretária, dona Maria Jucá e advogada Sônia Solange Maciel – primeira presidente da Confraria Tucuju; em pé: o engenheiro Léo Platon, Meton Jucá, violonista Sebastião Mont’Alverne e José Jucá; à esquerda, por trás do eclético e animado grupo, aparece o Pathanga; de costas para a câmara, na frente do grupo de amigos, vê-se o professor Enildo Amaral, o popular “Cuia Preta”.
Texto do jornalista João Silva, originalmente publicado em sua página no Facebook.

domingo, 21 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: Integração Regional da Amazônia - JARI FLORESTAL E AGROPECUÁRIA LTDA

(Foto: Reprodução /  @h_b_salmon (www.abpic.co.uk)
Segundo pesquisa de Helio Bastos Salmon, a aeronave da Foto Memória de hoje, é um aparelho Fairchild FH-227B, que fez seu primeiro voo em 1967 e operou pela JARI FLORESTAL E AGROPECUÁRIA LTDA. Nesse mesmo ano, com o registro N227V, ele passou a ser operado pela empresa ferroviária Chesapeake & Ohio Railway Co. Depois disso ele aparece com o registro norte-americano N9NL, operando com a desconhecida Fluor Eurasia Inc.. Depois, já em 1976 e com o registro EP-PAR, ele apareceu sendo operado pela iraniana Pars Air. Foi provavelmente pelo final desta década que ele tenha passado a operar com a Jari Florestal e Agropecuária Ltda, o ousado projeto do norte-americano Daniel Keith Ludwig (1897-1992) que construiu uma gigantesca fábrica de celulose e papel em uma área de 160 mil hectares em plena selva amazônica. Para integrar a Jari ao resto do mundo, a empresa construiu portos, estradas de ferro e um aeroporto (que originou o atual Serra do Areão, em Monte Dourado) onde operava uma frota própria de aviões que incluía esse FH-227B, que à época pertencia à outra empresa de Ludwig, a National Bulk Carrier. Tal como os outros aviões da Jari, esse FH-227B, que passou a operar com o registro PT-ICA, era empregado na “ponte aérea Monte Dourado-Belém, que tinha com três voos diários para permitir a conexão com os horários de partida para Miami” (Folha de São Paulo, 15/07/1979). Em junho de 1983 esse avião foi repassado à TABA (Transportes Aéreos da Bacia Amazônica), que o operou com o mesmo registro PT-ICA até 6 de junho de 1990 quando, na aproximação do aeroporto de Altamira com tempo encoberto, o piloto errou a cabeceira da pista e se chocou com um grupo de árvores. Das 42 pessoas a bordo, apenas 20 sobreviveram.
Texto de Hélio Bastos Salmon. 
Foto: @h_b_salmon (www.abpic.co.uk)
Colaboração do amigo Heraldo Amoras, via Facebook.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Foto Memória Estudantil de Macapá: A TURMA FUNDADORA UNIDA do GINÁSIO AMAPAENSE

Após cinco anos da implantação do Governo do ex-Território Federal do Amapá, sentiu a administração territorial a necessidade de oferecer, aos remanescentes do ensino fundamental patrocinado pelo Governo do Pará - absorvidos pela nova gestão, mais os daí oriundos, todos concluintes da etapa primária - um segmento maior para prepará-los a enfrentar novos desafios, instituído cursos secundários (Ginasial/Colegial) que, uma vez concluídos, capacitava-os a buscar o segmento superior.
Assim, com esse objetivo, foi criado o Ginásio Amapaense para funcionar no prédio do Grupo Escolar “Barão do Rio Branco”, localizado na praça de igual nome, aproveitando no período noturno, de 19 às 23 horas, a ociosidade das salas do andar superior.
Foram contratados professores de fora, entre eles:
Carlos Alberto Salignac de Souza ......Português
Gabriel de Almeida Café.....................História/Desenho
José de Alencar Feijó Benevides........Geografia
Vitório Fontana ..................................Latim
Lauro Chaves .....................................Francês
James Lionel Burlet...........................Inglês
Professor Facundo............................Matemática
Stela da Costa Pimenta ....................Trabalhos Manuais
Dr. Mário de Medeiros Barbosa ......Ciências Físicas e Naturais
Estabelecido o Exame de Admissão, acorreram, não só os alunos que haviam concluído o primário nas escolas públicas locais, como trabalhadores e servidores da administração amapaense ávidos a aproveitar a oportunidade para ampliar os seus conhecimentos proporcionada pelas matérias inerentes ao currículo, melhorando a sua cultura até então inativa.
Muitos dos que iniciaram não chegaram ao fim. Foram desistindo por circunstâncias diversas. Os que permaneceram compunham a chamada TURMA FUNDADORA, constituída mais por alunos “de fora” do que pelos denominados “filhos da terra” que, na verdade, não eram mas, sim, paraenses de origem, como: Alceu Paulo Ramos, Ubiracy de Azevedo Picanço, Mair Naftaly Bemerguy e José Ramos da Conceição.
Aconteceu que, numa noite em que a Turma Fundadora, assistindo a aula de Ciências Físicas e Naturais, ao tempo proferida pelo Doutor Álvaro de Pinho Simões, Diretor da Divisão de Saúde, “alguém”, não sei por quê cargas d'água, achou de soprar uma gaitinha de boca, era pequenina mesmo, tomando a todos de surpresa e, até mesmo ao professor que ficara raivoso, inquirindo quem fora o autor do mal feito tendo, como resposta, um silêncio sepulcral. Em seguida, chamou o Inspetor de Alunos para tomar conta da turma enquanto buscava severas providências junto à Diretoria.
Nesse intervalo (é preciso que se diga que a sala de aula tinha duas portas de entrada, ficando uma fechada e a outra aberta para a circulação; durante as aulas ambas ficavam fechadas. Acima de cada porta havia um vão do qual não se sabia a utilidade) o “alguém” jogou a gaitinha para o vão de uma das portas.
Quando o Professor retornou com o Diretor em sua companhia, houve um processo de procura pelo Inspetor de Alunos, nas carteiras, no telhado ao lado das janelas e, nada encontrando, foi feita uma revista nos alunos do sexo masculino, sem sucesso. Terminada essa busca e como ninguém se acusasse da inconveniência foi proferida, pela Direção do curso, a sentença: três dias de suspensão para toda a turma.
O Doutor Simões, sentindo-se desprestigiado, não mais continuou como professor, sendo substituído pelo Doutor Mario de Medeiros Barbosa, médico da Divisão de Saúde.
Ao retornarem às aulas os alunos da Turma Fundadora resolveram, por unanimidade, que ela, dali por diante, passaria a se denominar: TURMA FUNDADORA UNIDA que foi certificada com o diploma de conclusão do Curso Ginasial.
Até hoje não sei quem foi o “alguém” autor da brincadeira de mau gosto...
José Raimundo Barata
Chefe Escoteiro Aposentado

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: Dois Momentos de Zé Miguel

Trago hoje em nossas Fotos Memórias, Dois Momentos do Túnel do Tempo de Zé Miguel.
Zé Miguel, primogênito de uma família de 6 irmãos, é macapaense nascido em 1962, quando recebeu o nome de José Miguel de Souza Cyrillo e optou desde muito cedo pela carreira musical.
O tempo passou, ele cresceu e participou de várias bandas de baile, onde se desenvolveu na arte de tocar uma guitarra elétrica.
Ele mesmo conta, que a primeira oportunidade que teve de participar de um conjunto musical, lhe foi oferecida pelo professor e maestro Mário Melo.
Ao final dos anos 70 e início dos 80, o músico, maestro e compositor Mario Melo foi professor de música no Colégio Amapaense onde montou uma escolinha de música e fundou a Banda de Música do estabelecimento. Mario Melo animou bailes com conjuntos musicais que organizava nas quadras carnavalescas. Um deles denominava-se “Os Xavantes”.
O encontro com o maestro Mário Melo, aconteceu quando Zé Miguel foi cursar o primeiro ano do ensino médio, no Colégio Amapaense e lá foi apresentado ao maestro pelo músico Zenor, que tocava trombone na banda do colégio. Após esse primeiro contato o maestro convidou Zé Miguel para integrar o conjunto “Os Xavantes. Zé Miguel aceitou o convite e ainda sugeriu a Mário Melo que convidasse o seu amigo e também músico Batan, o que foi plenamente aceito pelo professor e ambos passaram a fazer parte da banda de Mário Melo.
Paralelo a isso, Zé Miguel começou a compor suas próprias composições, e participar de inúmeros festivais de música realizados à época.  
Discografia
O primeiro disco de Zé Miguel (ainda em vinil)foi gravado em 1991, intitulado “Vida boa”.
Em 1996, lançou “Planeta Amapari”, quando em parceria com os músicos e compositores Val Milhomem e Joãozinho Gomes.
Em 1998, lançou com eles, o disco “Lume”.
No ano seguinte, gravou o “Dança das Senzalas”, com o Quarteto Senzalas, do qual fez parte por 4 anos. No ano 2000, lançou na Alemanha e na França, ainda com o Quarteto, a coletânea que acabou por se chamar, também, “Planeta Amapari”. No mesmo ano, algumas de suas obras fizeram parte da Coletânea “Brasil 500 anos de Groove”.
Em 2002 foi lançado o Cd “Zé Miguel Acústico”.
Em 2004 lançou o Cd “Quatro Ponto Zero”.
Em 2005 lançou o Cd “Uma Balada para Kayne”.
Zé Miguel também participa dos Cd’s “Movimento  “Costa Norte”, lançado em 1994 e “Cancioneiros do Meio do Mundo”, lançado em 2006.
Seu primeiro DVD intitulado “Meu Endereço”, foi lançado em Macapá, em 2008 e levou o artista a uma sequência de shows realizados em abril e maio em todo o território amazônico. No primeiro semestre desse mesmo ano, foi lançado o DVD “Gente da Mesma Floresta” gravado em São Paulo em 2006.
Entre 2006 e 2013, Zé Miguel lançou a coletânea de obras intitulada “Zé Miguel Coleção”. Em seguida lançou num CD de registro de novas composições, por serem gravações caseiras. Chamou-se “Zé Miguel Feito em Casa”.
Seu mais recente trabalho, o Cd “Amazônia na Veia”, foi lançado em 16 de maio de 2014 com grande show no Teatro das Bacabeiras, em Macapá.
Trabalho este com participação de cantores e compositores da Amazônia.
Ao longo de sua carreira, Zé Miguel já fez Shows em vários Estados brasileiros como: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Sergipe, Pará, Amazonas, Roraima, Acre, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Fonte consultada: “Memória em Movimento – Vida e Obra - Zé Miguel”

domingo, 14 de abril de 2019

MEMÓRIA HISTÓRICA DA AVIAÇÃO NO AMAPÁ

Por Édi Prado
A primeira aeronave a pousar forçosamente em Macapá foi o hidroavião Junkier D217, no dia 18 de março de 1922. O percurso planejado era de New York/Buenos Aires. Um voo ousado para a época.
A aeronave apresentou problemas mecânicos forçando o aviador a amerissar em frente à baía de Macapá. A notícia é um documento raro que entrou para a história que ilustra, sem dúvida alguma, os primeiros tempos da aviação no Amapá. O aviador explicou o motivo da amerissagem nada agradável em Macapá. Eles viajavam da América do Norte para Buenos Aires em dois aviões Junker, de fabricação alemã: D-217, que transportava combustível, gêneros alimentícios e material indispensável à viagem e o D-218, hidroavião de comando. Sobrevoavam a costa brasileira, quando o D-217 projetou-se no mar. Dos três tripulantes, apenas o mecânico foi salvo pelo D-218.
Um ano após assumir o governo do Amapá, Janary Nunes entrega o primeiro relatório ao presidente Getúlio Vargas, no qual enfatiza também a real situação dos transportes no então Território.
Embora a Força Aérea Brasileira-FAB, enviasse semanalmente o Correio Aéreo Nacional, levando medicamentos e correspondências, não era suficiente para atender as necessidades do recém-criado Território Federal. Reivindicava pelo menos a criação de uma linha aérea civil. A Panair, que já estava na cidade, foi a primeira a se prontificar estendendo a linha até Amapá e Oiapoque.
Em dezembro de 1931 amerissava o hidroavião Sirosky, da Panair do Brasil, em frente a Clevelândia do Norte. O comandante Cob estava acompanhado do mecânico de voo, Siegfried, do rádio telegrafista, Osvaldo Aranha e os passageiros José Ferreira Junior e Fernando Teixeira Araújo. A missão era checar a informação de desembarque de contrabando de armas, que seriam utilizadas pelo Movimento Revolucionário Paulista. Nada foi confirmado. Em junho de 1937 pousa no Oiapoque o avião do Correio Aéreo Nacional- CAN- que fazia a integração do País. Era um monomotor Wacco, pilotado pelo capitão Rui Presser Bello e o copiloto, 2° Ten Joleo da Veiga Cabral. O pouso foi na propriedade de Moisés Batista, local do atual aeroporto da cidade. O avião está em exposição no Museu Aeroespacial do Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro. A linha era semanal. Chegava no sábado e partia no domingo.
A necessidade do tráfego aéreo se tornou uma prioridade do governador. E no dia 23 de julho de 1953 foi criado o Serviço de Aeronáutica - Saer.
O primeiro pouso oficial em Macapá, ocorreu no dia 11 de julho de 1951. Avião Bonanza Beechcraft-V36, com quatro vagas, de propriedade do governo do Território, procedente do Rio de Janeiro. O comandante, Carlos Hanson, que trouxe como passageiro, o Tenente Antônio Guerreiro.
A pista improvisada ficava na atual Av. Procópio Rola,  numa área que compreende as avenida FAB e Raimundo Álvares da Costa, abrangendo o espaço hoje ocupados pela Prefeitura de Macapá, prédio do Hemoap e Palácio do Governo, além de toda a área, hoje destinada ao bloco de secretarias do governo do Estado, desde a Leopoldo Machado até a Rua General Rondon.
O COMEÇO DE TUDO
Com a criação do Saer era necessário estruturar o setor e qualificar os profissionais. Além do Tenente Antônio Guerreiro, o primeiro piloto contratado, o governo contratou os comandantes Rodar e Cantídio e foi contemplado com o monomotor Fairchild de treinamento, cedido pela FAB e Janary adquiriu outro Paulistinha, modelo para formar pilotos. Daí nasce a ideia de criar o Aeroclube do Amapá. A ideia foi tomando corpo. Aliava-se a necessidade e a possibilidade real, devido a existência de dois aviões e pilotos experientes. Embalado pela febre de formar pilotos, convidaram o piloto aviador, Luís Carlos Rodarti, que foi de São Paulo. Ele era instrutor do Aeroclube do Brasil e levou como auxiliar, o Sargento Cantídio Guerreiro, piloto da FAB, que servia na base de Belém.
A PRIMEIRA TURMA
Aulas práticas e teóricas eram ministradas aos corajosos alunos.
O Comandante Edson Ferraz de Abreu, inspetor da Aviação Civil do Ministério da Aeronáutica foi designado para fazer os exames aos alunos do primeiro curso de pilotagem do Aeroclube de Macapá, no dia 30 de agosto de 1956. O avião era o modelo Fairchild. Os alunos aprovados foram : Hamilton Silva, Dário Gomes, Walter do Carmo, Anival Arab Fadul e Carlos Pontes. A formatura ocorreu no dia 16 de setembro de 1956, procedida pelo governador Janary Nunes. Com a saída dos dois instrutores de voos, o governo contratou o Coronel Bravo, da força Aérea Boliviana, que estava auto exilado, por ter participado de um fracassado golpe militar contra um dos mais corruptos presidentes daquele País.
Matéria publicada no jornal Correio do Amapá, edição de número 5 de 24 de outubro de 2010, no caderno de Eco Turismo.

sábado, 13 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: o Pioneiro Isaac Tavares de Souza (em memória)

Nossa Foto Memória de hoje, presta uma justa homenagem(em memória) a um pioneiro do Amapá, que não era brasileiro de nascimento e sim de coração. Falo do Sr. Issac Tavares de Souza.
Seu Isaac era de descendência luza. Veio de Portugal ainda novo e residiu em Belém do Pará, antes de seguir para o Amapá juntamente com seu patrício de nome Manoel.
Isaac e Manuel, uniram seus projetos e instalaram em Macapá uma fabrica de sabão (foto acima) que ficava localizada à Av. Pedro Baião, na altura da praça Floriano Peixoto.
-- Lembro-me bem que, na entrada da saboaria, havia uma prateleira expondo maquetes feitas em sabão, dos prédios do Colégio Amapaense e dos Correios de Macapá. Indagado sobre aqueles trabalhos, seu Isaac me explicou que foram peças confeccionadas, exclusivamente, para serem apresentadas na Feira de Exposição de Animais e Produtos Econômicos, que era montada todos os anos pelo Governo do Território, na localidade de Fazendinha.
As referidas peças, foram depois derretidas e transformadas em sabão, quase no fechamento da fábrica.
Depois do fechamento da saboaria, o espaço serviu de fábrica do Guaraná Glória do empresário Miguel Bitencourt.
Seu Isaac era também conhecido, no bairro do Trem, por manter em funcionamento, o Botequim “Lua de Prata”, na Av. Feliciano Coelho (ao lado do rinhadeiro) onde atendia clientes que, nas horas de folga, gostavam de ingerir uns aperitivos e umas caninhas, além, é claro, do delicioso Flip Guaraná.
Seu Isaac, que nasceu em 1917, faleceu e foi sepultado em Macapá em 2003, com 86 anos de idade.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Foto Memória de Macapá: área do antigo campo de pouso de Macapá

A transferência do antigo “campo de aviação” para uma área ampla e distante do centro da cidade de Macapá, aconteceu em 1958, por decisão do então Governador Pauxy Gentil Nunes.
Na visão do amigo Nilson Montoril, a mudança foi bastante criticada pelos derrotistas, pois os mesmos não visionavam um futuro promissor para o pungente capital de um dos novos territórios da Amazônia, o Amapá.
Segundo o historiador, “a medida visava eliminar o aeroporto da Panair do Brasil, que, a partir de maio de 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, passou para o controle dos Serviços Aéreos Cruzeiro do Sul S. A. No momento da mudança, operavam a Cruzeiro do Sul e o Lóide Aéreo Nacional usando aviões Douglas DC 3. Os Douglas C 47 do Correio Aéreo Nacional faziam linha desde 1937, entre o Rio de Janeiro e Caiena, com escalas em Belém, Macapá e Base Aérea de Amapá. Ao lado do campo de pouso foi construída uma pequena casa de madeira para uso das empresas de aviação e passageiros. Aos poucos o cenário foi mudando, a despeito de inúmeras dificuldades para obter verbas federais. O panorama começou a mudar quando o aeroporto foi guindado à categoria de Internacional.”
Nilson explica ainda que o aeroporto da Panair do Brasil foi implantado em área de cerrado distante do centro histórico de Macapá. À proporção que a cidade foi se expandindo no sentido do campo de aviação, algumas vias públicas surgiram, como a Coronel José Serafim e General Rondon, esta facultando o acesso para o bairro do Laguinho. Além delas vieram as Avenidas FAB, Procópio Rola (trecho entre a José Serafim e a General Rondon) e Raimundo Álvares da Costa. Na correção da pista de pouso, a área do campo de aviação ficou compreendida entre as Ruas General Rondon e a atual Professor José Barroso Tostes (sentido longitudinal) e Avenidas FAB e Raimundo Álvares da Costa(largura). A configuração do campo ocasionou o bloqueio de novas vias. A Eliezer Levy foi aberta a partir do Laguinho. Era interrompida ao alcançar a cerca de arame farpado do campo de aviação e seguia no rumo do Trem depois da Av. FAB. O mesmo ocorreu com as demais ruas que circundavam o campo de aviação. O Governador Pauxy Nunes decidiu extinguir o ponto de estrangulamento das ruas e avenidas. Inicialmente, a nova pista de pouso iria ser feita ao lado direito da estrada para a Fazendinha, no espaço entre o Marco Zero e a Fazendinha de Fora. Como ficaria paralela ao Rio Amazonas, com forte incidência de vento, o plano foi alterado. 
(Divulgação Infraero)
A área onde se encontra o Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre só podia ser alcançada através de trilha que hoje corresponde a Rua Hildemar Pimentel Maia (o idealizador do Aeroclube de Macapá). O nome do aeroporto deveria ser Pauxy Nunes.”
Fonte: Facebook

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...