sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Foto Memória de Macapá: Banda de Música do IETA

Amigo Clóvis Campos – um dos filhos do pioneiro Belisca a lua - remexendo seu Baú de Lembranças, encontrou e mandou para o blog, uma relíquia histórica da banda de música do IETA no ano de 1975, e destaca que “essa do trombone é Vera Lucia Nascimento Picanço hoje minha esposa”.

Obrigado ao nobre amigo pelo compartilhamento!

O inspetor Miguel, também aparece nas imagens.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

MORRE EM BELÉM, FRANQUINHO, UM PIONEIRO DA IMPRENSA OFICIAL DO AMAPÁ

 A notícia nos foi repassada pelo amigo Sebastião Ataíde de Lima - funcionário aposentado da Imprensa Oficial do Amapá - e confirmada pelo confrade Ernani Marinho, via Rede Social.

Franquinho, que morava só, em Belém, foi encontrado morto em seu apartamento dia 22 de fevereiro de 2021 - uma segunda-feira. Presume-se que tenha falecido de infarto, entre 20 e 21, pelas condições do corpo quando foi encontrado.

Ele nasceu em 07 de janeiro de 1932, tinha portanto 89 anos.

Fernando de Oliveira Franco, era conhecido, em Macapá, como Franquinho, onde chegou originário de Belém, no início dos anos 50, e foi trabalhar na Imprensa Oficial que vivia os seus primeiros anos de fundação.

No início do Território Federal do Amapá, a Imprensa Oficial funcionava nos porões da Intendência, depois passou para a Fortaleza de São José, em seguida para a Escola Industrial de Macapá e Ginásio de Macapá, para finalmente ir para o seu prédio próprio na Cândido Mendes com Raimundo Álvares da Costa, até ser demolido.

Foi tipógrafo da Imprensa Oficial e dos jornais Amapá, A Voz Católica e Primeiro Plano.

Foi professor de Artes Gráficas, como Mestre da Escola Industrial de Macapá e Ginásio de Macapá.

Foi jogador de futebol, atuando primeiro pelo Macapá e depois pelo Trem.

Finda a carreira de atleta foi auxiliar e árbitro da Federação Amapaense, atuando no campeonato amapaense.

Franquinho adorava Batista Campos onde morava, desde sua aposentadoria. Era conhecido em todo o bairro onde circulava diariamente, em especial na Praça de Batista Campos, onde todos os conheciam e o chamavam de Fernandinho.

Informações de Ernani Marinho, a quem agradecemos!

NOTA DO EDITOR: Tive a grata satisfação de trabalhar com Franquinho, quando passei pela Redação do Jornal “A Voz Católica”, nos idos de 1967, enquanto aguardava a entrada da Rádio Educadora no ar, fato que ocorreu no ano seguinte. Franquinho, trabalhava pela manhã na Imprensa Oficial e à tarde nas oficinas gráficas de “A Voz”. Além de Franquinho, e outros profissionais, faziam parte da equipe gráfica, o Sr. Alamiro Souza e o amigo Milton Barbosa, tipógrafo de mão cheia. Franquinho, apesar de brincalhão, era uma pessoa muito séria de pouca conversa. Ele supervisionava os trabalhos de tipografia. Tenho gratas lembranças dele! (João Lázaro)

                       (Última atualização às 19h30, em 26/02/2021)

sábado, 20 de fevereiro de 2021

MEMÓRIA DO CARNAVAL DE MACAPÁ: O BAILE DOS SONHOS NOS CARNAVAIS ANTIGOS DA CIDADE

 Por Humberto Moreira

Macapá já foi uma cidade onde os clubes sociais faziam muito sucesso. Antes da explosão do carnaval de rua, as maiores atrações eram os bailes carnavalescos espalhados pela cidade, que reuniam a fina flor da sociedade macapaense. 

Havia temporadas de carnaval no Esporte Clube Macapá, Amapá Clube, Trem, Círculo Militar e ainda em Vila Amazonas e no Independente de Vila Maia. O carnaval das Escolas de Samba sofria com o preconceito. A sociedade de então não permitia que “moças de família” saíssem no carnaval de rua.

Sendo assim os clubes ficavam entupidos de foliões. Famílias inteiras frequentavam os salões em temporadas que começavam no sábado gordo e iam até terça-feira. Além dos bailes para os adultos, havia também festas para a criançada. Quem comprava a temporada toda tinha o direito de levar os filhos no domingo e na terça durante o dia.

E haja conjunto musical para aguentar os quatro dias de folia. 

Dentre os grupos da época havia um que era o mais requisitado: OS COMETAS. “Amélia”, “Aurora” e “Me dá um dinheiro aí” eram obrigatórias no repertório para fazer a galera enlouquecer no salão.

As festas tinham intervalo. Quando dava uma hora da manhã o baile parava, como num intervalo do jogo de futebol e os presentes tinham um merecido descanso, enquanto aproveitavam para um flerte sem compromisso. Depois de 40 minutos o frege continuava sem nenhuma desavença. Quem se excedesse era colocado pra fora da sede. Macapá era uma cidade entre as fronteiras do Pacoval e do Beirol. Dava para frequentar dois bailes por noite. Se o freguês não se agradasse podia tranquilamente mudar de salão.

Havia também uma tradição na terça-feira Gorda, com os foliões do Esporte Clube Macapá deixando a sede junto com a banda, para se encontrarem com o grupo que saia do Círculo Militar. Geralmente a turma se misturava na Praça Barão e o carnaval seguia até amanhecer o dia à base de muitos Cuba Libre.

Houve também um período que a moda era passar a temporada no Santana. O clube de Vila Amazonas era aconchegante e muito organizado. Comida e bebida eram de primeira e Os Milionários R5 era um conjunto sensacional. Os mais ousados iam mais longe. Subiam a Serra do Navio e iam passar o carnaval no Manganês Esporte Clube.

Com o declínio dos clubes sociais e o desaparecimento da maioria deles o carnaval de salão também foi perdendo a força. Restaram algumas promoções que não fazem o sucesso de antigamente. 

Das agremiações somente o Trem ainda mantém o Baile Rainha das Rainhas. O resto se perdeu no tempo. Num tempo em que Macapá era uma cidade muito mais feliz.

Fonte: Facebook

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

MEMÓRIA DO ESPORTE AMAPAENSE - COPÃO DA AMAZÔNIA – UM TEMPO DE GLÓRIAS

 Por Humberto Moreira

Decorria o ano de 1974 quando aqui surgiu a notícia que a então CBD estava planejando a realização de um torneio de futebol, envolvendo os ex-Territorios Federais da Amazônia. 

A nossa Federação era presidida pelo engenheiro Manoel Antônio Dias, que tinha dado uma alavancada no futebol local fazendo parceria com a imprensa e restabelecendo a confiança dos clubes na entidade.

No Rio as reuniões se sucediam na CBD sob o comando do Almirante Heleno Nunes. Entre os que defendiam a realização da competição estava um paraense, que morou em Macapá por muito tempo e por motivos de saúde havia se mudado para o Rio de Janeiro. 

Raimundo Osmar Pontes Holanda se tornou amigo do presidente da confederação e foi o maior defensor do oficialmente chamado de Torneio da Integração. Tanto que, depois, Holanda passou a ser chamado pela imprensa de “Pai do Copão”.

Passou-se quase um ano nas tratativas e finamente foi batido o martelo. Haveria o Copão e a primeira edição foi marcada para julho de 1975 em Porto Velho, capital de Rondônia. Poderiam participar os campeões das quatro unidades envolvidas. 

Pelo Amapá o representante seria o Esporte Clube Macapá, maior detentor de títulos locais da época e dono de um senhor time de futebol.

O Acre já era Estado, mas o futebol lá ainda era amador, como acontecia nos demais participantes. O representante acreano era o Juventus, uma potência comandada pelo craque Dadão, coadjuvado por Emilson e Carlinhos. O Baré jogaria por Roraima e o Ferroviário, denominado Tricolor da Madevia, por ser ligado à estrada de ferro Madeira-Mamoré, seria o anfitrião.

Imaginem uma delegação de 27 pessoas se deslocando de Macapá para Porto Velho, numa longa viagem no YS-11 da Cruzeiro do Sul, passando por Santarém, Manaus e por fim duas horas sobre a floresta amazônica até chegar à capital de Rondônia. Para nós era como se fosse a própria Copa do Mundo. Um grupo barulhento de jogadores, dirigentes e imprensa ficou hospedado no Hotel Vitória, centro da capital e se preparou para encarar a competição. Logo depois da chegada baixou sobre Porto Velho um fenômeno chamado friagem, que desce da cordilheira dos Andes e atinge locais como Porto Velho e Rio Branco, que estão próximos da fronteira com Perú e Colombia.

E foi num frio de 16 graus que o Macapá fez sua estreia diante do Ferroviário, o dono da casa. O azulino jogou uma partidaça e bateu o tricolor por quatro a um. Antes disso houve abertura da competição com a presença dos presidentes das Federações e com Raimundo Holanda representando a CBF. Eu havia trabalhado com ele em 1971 numa escapada de oito meses até o Rio de Janeiro e já o conhecia muito bem. Era um sujeito calmo e ponderado que não levantava a voz nunca e tratava a todos com delicadeza. Ele ficou alegre ao me rever. Holanda seria presidente da Confederação Brasileira de Basquetebol tempos depois.

Mas voltemos ao torneio. Depois da primeira rodada os rondonienses encasquetaram que deveriam colocar um segundo representante deles na competição. Convocaram uma reunião à noite e a gente foi pra lá. No grupo estavam Raimundo Anaice, Mair Bemerguy e Edésio Lobato pelo Macapá. Pedro Assis e Manoel Dias pela Federação Amapaense. Da imprensa Guilherme Jarbas, João Silva, Nilson Montoril e eu. Numa manobra muito bem montada o presidente Manoel Dias propôs que a entrada do Moto Clube deveria ser por unanimidade, dando a entender que votaria a favor. O resto dos dirigentes caiu na esparrela. Para a surpresa de todos o Duca (apelido dele) votou contra e jogou um balde de água gelada, como o vento daquela noite, nas pretensões do pessoal de Porto Velho. Mas a primeira rodada foi anulada e o Macapá teve que começar tudo de novo.

Aí foi a vez de encarar o Juventus. A imprensa acreana, composta pelo jornalista José Chalub Leite (Placar), Belmiro Xavier e Valdemir Canizo (Difusora Acreana) e Campos Pereira (Rede Amazônia) nos falava maravilhas do time juventino. E era realmente verdade. Dadão havia jogado no Fluminense e voltara para Rio Branco ainda exibindo um grande futebol. O centro avante Bira disse depois que “tomar a bola do Dadão só se bater nele com um pau”.

Mas o Macapá era o Macapá. Depois de várias escaramuças de ambos os lados o time do Acre começou a estudar mais as jogadas, pois percebeu que entrar na zaga comandada por Nariz e Albano não seria fácil. Mais atrás, no gol azulino estava Aluísio pegando até pensamento. De repente um contrataque, Marco Antonio chegou quase debaixo do gol e cabeceou no ângulo. GOOOOOLL DO MACAPÁ. E bastou só aquele. O azulino despachou o poderoso Juventus de volta pra casa. Me vi correndo dentro de campo para abraçar o goleiro do Leão da avenida FAB. Aluísio jogou uma partida impecável. Tanto que foi o jogador mais cumprimentado pelos adversários.

Veio o jogo contra o Baré de Roraima que não chegou a ser fácil como a gente esperava, mas o Leão ganhou de novo e desta vez por três a dois. O time vermelho de Boa Vista lutou muito, porém teve que se curvar ao melhor futebol do time comandado pelo Tenente Amaral.

Agora faltava encarar o Ferroviário novamente. Surgiu um impasse de última hora. Alguns jogadores do Macapá não queriam entrar em campo. Afinal na primeira partida do Torneio eles já haviam jogado e vencido o tricolor. Ao baterem os outros adversários já seriam campeões. Reúne, chama todo mundo para o debate. Eu estava no meu apartamento com o João Silva quando fomos chamados a opinar também. Disse ao grupo que realmente o time já era campeão, mas já pensou vencer os rondonienses pela segunda vez? Entrem em campo de novo e batam neles. Assim foi feito. A torcida do Ferrim passou a noite na frente do Hotel Vitória espocando foguetes, batendo tambores e fazendo barulho pra não deixar o time amapaense dormir. Não adiantou. O nosso representante deu um baile de bola e venceu com gols de Barrado, Carlos Roberto (Pé) e Aldo.

Eram 08hs da manhã do dia seguinte. No Mercado de Porto Velho um grupo fazia a maior festa em meio a muita cerveja, para o espanto dos que estavam ali fazendo compras. Eram os dirigentes, jogadores e a imprensa amapaense festejando aquela vitória épica. Porto Velho ainda nos veria em outras edições do Copão da Amazônia, mas nunca como naquela manhã, depois do Macapá conquistar o I Torneio da Integração.

Fonte: Facebook

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

CULTURA: O POETA “PATATIVA DO ASSARÉ” TAMBÉM PASSOU POR MACAPÁ

 

O historiador Nilson Montoril, publicou em sua página no Facebook, uma matéria sobre Patativa do Assaré, em que ele conta a passagem do poeta, pelo Amapá.

De início é importante explicar que Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (1909 — 2002), foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

Com uma linguagem simples, porém poética, Assaré retratava a vida sofrida e árida do povo do sertão.  

Projetou-se nacionalmente com o poema "Triste Partida" em 1964, musicado e gravado por Luiz Gonzaga. Seus livros, traduzidos em vários idiomas, foram tema de estudos na Sorbonne, na cadeira de Literatura Popular Universal.

Uma das principais figuras da música nordestina do século XX. Segundo filho de uma família pobre que vivia da agricultura de subsistência, cedo ficou cego do olho direito por causa do Sarampo.

Nilson conta que “em 1928, Antônio Gonçalves da Silva foi trazido do Assaré para Macapá, pelo primo José Pereira Montoril, o Cazuzinha. Ainda era rapaz e tentaria trabalhar no comércio do parente.

Em diversas ocasiões, o jovem nordestino ficou hospedado na Casa Amarela,(foto)  um antigo casarão, que pertenceu ao Intendente Coriolano Finéas Jucá situado na lateral da Travessa Siqueira Campos (atual Av. Mário Cruz).  Cazuzinha Montoril - que era trio do Nilson - possuía empreendimento comercial em Porto Serafim, na região das Ilhas do Pará, parte frontal a Macapá e sub sua jurisdição. Antônio Gonçalves passou alguns meses em Macapá, em Belém e percorreu algumas cidades da Estrada de Ferro de Bragança fazendo apresentações como poeta popular e repentista. Veio para ficar na Amazônia, mas a saudade de Serra de Santana falou mais alto. Foi em suas andanças por Belém, que recebeu o apelido de "Patativa do Assaré". A casa ao lado da Intendência Municipal pertencia ao casal Thopison Picanço e Emídia Alves Picanço, integrante de famílias tradicionais da cidade de Macapá.

Fonte: Wikipédia e Nilson Montoril (Facebook)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

PIONEIRO DO AMAPÁ: AMADEU GAMA "BELISCA A LUA"

Um resumo biográfico de AMADEU GAMA, muito bem contado pelo jornalista João Silva.

“AMADEU GAMA, natural de Abaetetuba-PA, nasceu no dia 30/08/1922, e chegou em Macapá em 1946, a convite do Cap. Janary Gentil Nunes, 1° Governador do Território Federal do Amapá.

Numa época em que emprego não era problema, foi admitido como funcionário do GTFA lotado na Divisão de Obras, mas passou também pela Polícia Civil, Garagem Territorial, Delegacia de Economia Popular e foi fiscal ligado à administração do Mercado Central, onde permaneceu até sua aposentadoria.

O 'Baixinho', ou 'Belisca a Lua' foi uma figura muito conhecida em MACAPÁ e os dois apelidos que o acompanharam até o fim da sua vida foram dados pela ironia do povo, devido sua altura, bastante avantajada.

“Baixinho” morreu no dia 16/05/1993; era casado com Nair Campos Gama, natural da Vigia-PA, doméstica. O casal teve 10 filhos: Carlos José C. Gama, Clóvis, Claudomiro, Cristovam, Clodoaldo, Mario Celio, Maria de Fátima, Raimunda Ruth, Nair, e Maria de Nazaré. Com a morte do Amadeu Gama, todos os filhos do sexo masculino herdaram o apelido do pai: 'Belisca a Lua', que era 'Baixinho' também e governista; gostava de carnaval, todo ano saia nas ruas de Macapá fantasiado de Camaleão, apelido dado pela oposição a Janary Nunes, e o fazia, segundo familiares, para demonstrar fidelidade ao governador e meter pilha na chamada 'turma do contra'. Depois da sua morte, Amadeu Gama virou nome de rua no Bairro do Zerão.

No registro, o 'Baixinho', ou 'Belisca a Lua’ ao lado da esposa Nair numa foto tirada no dia do seu casamento.”

João Silva via Facebook

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Pioneiro do Comércio Amapaense: WINTER PEREIRA DE OLIVEIRA - Proprietário da Sorveteria Jesus de Nazaré

O empresário WINTER PEREIRA DE OLIVEIRA – nasceu em 1935, na ilha de Gurupá/PA, filho de Francisco Elesbão de Oliveira e Dona Adelaide Pereira de Oliveira. Chegou em Macapá em 1962, em busca de melhores condições de trabalho, e teve sua primeira oportunidade como auxiliar de torneiro mecânico, na oficina do Sr. Francisco Miccione – cunhado dele – que ficava localizada atrás do Macapá Hotel, e lá ficou por 14 anos. Depois desse primeiro emprego, foi incentivado, por alguns amigos, a trabalhar no ramo de sorveteria. Winter, deixava claro sua gratidão a esses amigos que lhe deram o primeiro empurrão para o novo empreendimento, entre eles o Sr. Oscar da Silva, que já trabalhou com sorveteria; os empresários Irmãos Zagury, os Irmãos Silva e o Sr. Antônio Português, que fundou a Sorveteria Santa Helena, no Bairro do Trem, que muito o ajudou e sempre foi seu grande amigo, apesar de ser seu concorrente nos negócios.

A sorveteria Jesus de Nazaré, sempre funcionou no endereço conhecido por todos os amapaenses, na Rua Leopoldo Machado, com Av. Mãe Luzia, onde tudo começou em 11 de novembro de 1972.

Durante todo esse tempo de existência da Sorveteria, muitas autoridades, turistas, cantores, artistas e fiéis clientes sempre consumiram seus produtos, fabricados das próprias frutas, sem adição de quaisquer produtos químicos.

A Sorveteria mantém até hoje, máquinas originais que eram utilizadas na fabricação inicial de seus produtos.

A técnica de sal moura, foi substituída pelo álcool, na fabricação de sorvetes que depois são conservados em potentes frízeres.

Seu Winter já chegou em Macapá casado com Dona Maria das Virgens Pereira de Oliveira. Dessa união foram gerados 7 filhos – 4 homens e 3 mulheres – sendo dois já falecidos.

Winter Pereira de Oliveira, faleceu em Macapá, na madrugada da terça-feira, dia 9 de fevereiro de 2021, aos 85 anos de idade, e foi sepultado em jazigo da família no Cemitério de N. S. da Conceição, no Centro da Cidade. Deixa viúva Dona Maria das Virgens com 80 anos.

As atividades empresariais prosseguem sob a responsabilidade de seus filhos.

Informações e depoimentos dados ao Porta-Retrato, em 2018 em Macapá, pelo empresário Winter Oliveira, em entrevista ao João Lázaro, editor do blog.

Fonte: Facebook

sábado, 16 de janeiro de 2021

MEMÓRIAS DO ESPORTE AMAPAENSE: Associação Recreativa Padre Vitório Galliani

 Por Adriana Ayres

”Há exatamente 35 anos, no dia 15 de janeiro de 1986 os amigos Adalto Góes, Ademilson Pereira, Alcione Carvalho, José Pereira Sacramento, José Edivaldo Furtado, José Laércio dos Reis, José das Graças dos Santos Torres (Mata), José da Silva Santos, Manoel Torres, Neemias Dilermano, Paulo Cézar Nobre, Sebastião Balieiro, Antônio da Silva Santos e Joaquim Neto, os dois últimos já falecidos, todos ex-integrantes da JOT (Juventude Oratoriana do Trem) por acreditarem que um sonho sonhado junto é realidade, fundaram a Associação Recreativa Padre Vitório Galliani, com a finalidade principal de dar continuidade à vivência do esporte e à prática do bem comum adquiridos junto à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro do Trem sob a orientação de Padre Vitório Galliani.

Porém, eles sabiam que em tudo o que fizessem a palavra sonho teria que vir acompanhada de uma série de fatores, além do desejo próprio. Era preciso ter uma estrutura preparada, um planejamento definido e adequado às condições no qual a associação se encontrava no exato momento de sua concepção. E algumas ferramentas indispensáveis trabalharam juntas com os 14 sócios-fundadores: a confiança, a perseverança, a determinação, a ousadia e principalmente a fé em Deus, que fizeram com que a entidade se consolidasse dentro da sociedade amapaense.

Ao longo destes 35 anos muitas mudanças ocorreram na Associação, algumas agradaram, outras nem tanto, porém acabaram servindo de aprendizado e também para solidificar ainda mais a entidade.

Hoje, a Associação Recreativa Padre Vitório Galliani é uma entidade bem estruturada e respeitada, mas que para chegar neste patamar, recebeu a contribuição de muitas pessoas amigas, além dos sócios. O trabalho dos presidentes também não pode ser esquecido, pois, sem eles o engrandecimento da Associação não seria possível.

Mas, não podemos esquecer que a finalidade principal de tudo isto sempre foi congregar os ex-integrantes da JOT e os veteranos do Ypiranga Clube, e dar continuidade à vivência do esporte e à prática do bem comum adquiridos junto à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.”

Fonte: Facebook

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: PRAIA DE FAZENDINHA, EM 1950

 

Outra foto histórica, inédita e rara, da praia de Fazendinha, em 1950, vendo-se em primeiro plano, barracas e banhistas no local preferido para piqueniques - principalmente pelos alunos das escolas - próximo a essa árvore.

Foto: Família Lobato Lopes (Arquivo Pessoal)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: CASAS POPULARES PARA OPERÁRIOS DA CIDADE

Foto histórica inédita da década de 1950, com imagens das casas populares para residência de operários, construídas em Macapá, pelo Governo do ex-Território Federal do Amapá, no perímetro hoje ocupado pela Av. Raimundo Álvares da Costa, entre a ruas São José e Tiradentes próximo ao Cine Macapá, atrás da antiga Escola Industrial de Macapá, atual EE “Antônio Cordeiro Pontes”, no Centro.

Foto: Família Lobato Lopes (Arquivo Pessoal)


terça-feira, 15 de dezembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DO COMÉRCIO AMAPAENSE: Primeira loja de “A Pernambucana”, em Macapá

Foto inédita datada de 1949, da primeira loja de “A Pernambucana”, em Macapá, que o Sr. Adaucto Benigno foi ser gerente. Ficava situada na descida da Rua Cândido Mendes, antes da Farmácia Serrano, enquanto era construído o prédio em alvenaria na Praça Veiga Cabral, inaugurado um ano depois, em 1950.

O Sr . Adauto, em frente à loja, conversa com um senhor de chapéu.

Com informações da família.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

LEMBRANÇAS: RELÓGIO DOS 500 ANOS, EM MACAPÁ

O Relógio dos 500 Anos foi um relógio comemorativo aos 500 anos do descobrimento do Brasil, desenhado pelo designer austríaco Hans Donner. Em 1998, o relógio passou a ser exibido todos os dias, nos intervalos comerciais da Rede Globo, com o Horário de Brasília e os dias que faltavam para 22 de abril de 2000, quando se completavam os 500 anos.

Desenho

O disco do relógio continha a imagem do planeta Terra com o mapa do Brasil no centro. Os ponteiros que marcavam horas e minutos eram brancos e o ponteiro dos segundos era amarelo, com a forma de uma seta que apontava para o mapa do Brasil. Apenas cores presentes na bandeira nacional foram utilizadas.

Nas versões usadas nas cidades, o relógio feito de lona era colocado sobre uma base que continha um logotipo da emissora que transmitia a Rede Globo na região. Abaixo do disco que mostrava a hora certa, existia um contador digital que fazia a contagem regressiva para o dia 22 de abril de 2000. Abaixo do contador, a inscrição "500 Anos". A parte de trás do relógio trazia o logotipo da campanha da Rede Globo "Brasil 500 Anos". O mercado da moda incorporou a ideia com versões de pulso e de parede.

Réplicas nas cidades

Réplicas do relógio comemorativo foram instaladas em 28 cidades brasileiras. A primeira delas foi inaugurada em 31 de dezembro de 1997, na cidade de Porto Seguro (BA).

No dia 22 de abril de 2000, houve shows comemorativos em frente aos relógios. (Fonte: Wikipédia)

Em Macapá  AP o relógio ficou instalado em frente à cidade, às margens do Rio Amazonas, junto à entrada do Trapiche Eliezer Levy. Ilustrando essa matéria imagem do jornalista Édi Prado, tendo ao fundo, o Relógio dos 500 ANOS.    

domingo, 29 de novembro de 2020

LEMBRANÇAS: AMIGOS DE MACAPÁ

Amiga e colega de faculdade, Carmem Maia, aniversaria neste domingo (29) e recebe os parabéns de parentes, amigos e familiares!

Prof. Carmem, curte sua merecida aposentadoria, depois de muitos anos dedicados ao magistério amapaense.

Foi Secretária de Educação e Cultura do Município de Macapá, entre outros cargos.

Nossa Foto Memória de hoje tem nas imagens os amigos Rosa Costa, Júlio Barriga e Carmem Maia, num carnaval na década de 1960, na antiga sede do Aeroclube, em Macapá.

Boas lembranças!

Foto: Arquivo pessoal de Carmem Maia

Fonte: Facebook

sábado, 28 de novembro de 2020

FOTO MEMÓRIA: ROBERT LIVI, EM MACAPÁ

Registro fotográfico histórico, de 1965, com imagens do cantor Robert Livi no palco da Piscina Territorial, acompanhado pelo Conjunto musical “Os Cometas”, em um evento do Country Clube Equatorial, patrocinado pelo Lyons Clube de Macapá.

Ramón Roberto de Círia, conhecido artisticamente como Roberto Livi, foi um cantor, compositor e produtor argentino, que apareceu no Brasil, no tempo da Jovem Guarda.

Roberto Livi faleceu no dia 25 de janeiro de 2019, aos 76 anos.

Foto: Cortesia de Roberval Cavalcante (baterista de “Os Cometas”)

Entre outros sucessos Robert Livi lançou Tereza e Célia, que tocaram muito em Macapá.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DA CIDADE DE MACAPÁ - EQUIPE DA DIVISÃO DE OBRAS

Essa era a equipe de medição para abertura de ruas de Macapá

Nesse registro histórico raro e inédito, vemos três pioneiros da Divisão de Obras, que faziam parte da equipe de Governo que tinha a incumbência de projetar as ruas e avenidas, bem como, construir os primeiros imóveis que iriam ser erguidos na cidade, para montar a estrutura administrativa e urbana  de Macapá, capital do recém-criado Território Federal do Amapá.

A partir da esquerda temos o Eng. Douglas Lobato Lopes, Diretor da Divisão de Obras, um auxiliar que não conseguimos identificar e à direita, o carioca Júlio Batistade Araújo - o Mestre Júlio.

Junto a eles, no tripé, o teodolito: “um instrumento de precisão óptico que mede ângulos verticais e horizontais, aplicado em diversos setores como na navegação, na construção civil, na agricultura e na meteorologia.” (Wikipédia)

Contribuição ao blog: Eloísa Elena Cavalcante.

Foto: Arquivo pessoal da Família Lobato Lopes.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

FOTOS MEMÓRIA DE MACAPÁ: Praça Barão do Rio Branco

As Fotos Memória de hoje, são cópias inéditas da Praça Barão do Rio Branco, em Macapá, enviadas ao blog pela amiga Eloísa Elena Cavalcante, filha do pioneiro Douglas Lobato Lopes. São registros fotográficos históricos, encontrados no acervo documental do pai dela.

A Praça Barão do Rio Branco está localizada na Avenida Fab, entre as ruas São José, Cândido Mendes e Coriolano Jucá. Nas imagens  casas de diretores do Governo Janary Nunes, situadas na Rua São José, fotografadas dos autos do prédio do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.

A Praça do Barão, como é conhecida em Macapá, é um dos lugares mais significativos e tradicionais do centro da cidade. Sua inauguração ocorreu no dia primeiro de dezembro de 1950 em comemoração aos 50 anos da assinatura do Laudo Suíço. Por esse ângulo, as imagens foram clicadas  dos altos da agência dos Correios e Telégrafos.

A Praça Barão do Rio Branco já foi um espaço de reivindicações e de festas ligadas ao mundo musical.

Era dotada de vários aparelhos de educação física, campo de futebol de areia e quadras para prática de vôlei e basquetebol.

Fotos: Arquivo pessoal da Família Lobato Lopes.


domingo, 22 de novembro de 2020

HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DE MACAPÁ

Mais um momento da história e da memória da cidade de Macapá, sob a ótica do historiador Nilson Montoril de Araujo:

EM JANEIRO DE 1944:

Por Nilson Montoril

Ao instalar o governo do Território Federal do Amapá, Janary Nunes recorreu ao Petromax para poder trabalhar à noite. 

(Fotos: Reprodução/Google imagens)

Macapá não tinha energia elétrica e a população se valia da lamparina e estearina, para não ficar no escuro em sua residência. A cidade não dispunha sequer de uma casa para abrigar o governador, sua família e os primeiros diretores da administração territorial. 

O gabinete de trabalho do governador funcionou no prédio da prefeitura. No mesmo imóvel, os diretores, sem as famílias, ali ficaram hospedados. 

Também alguns quartos da famosa Casa Amarela, em frente a PMM, foram ocupados. Após a instalação do governo e a liberação inicial de dez milhões de cruzeiros, a situação mudou drasticamente. Perto da velha Intendência foi erguida, em madeira, a casa do governador. Prédios antigos, em taipa, foram reformados e diversas casas erguidas. O Petromax continuou reinando entre os mais aquinhoados financeiramente.

(Fotos: Reprodução/Google imagens)

Depois dele, e em maior número despontaram os lampiões, os candieiros e os aladins. Um motor de luz foi instalado na área da intendência, suprindo a carência do governador. 

Somente em 1945, a Usina de Força e Luz foi inaugurada. Porém, os velhos apetrechos para anular a escuridão não desapareceram. Em nossa casa tínhamos estearinas, lamparinas, candeeiros e geladeira a querosene. Enganam-se os que pensam não existirem mais as coisas mencionadas. Quem quiser comprá-los, busque-os na internet.

Fonte: Facebook

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

FOTO MEMÓRIA DE MACAPÁ: Pe. Jorge Basile e Rosemary Benigno

Amiga Eloísa Elena Cavalcante nos envia foto de seu álbum de lembranças. Registro de meados dos anos 60 (+/-1966), do Pe. Jorge Basile e da professora Rosemary Cavalcante (cunhada dela), nos jardins da Escola Paroquial São José, no centro da cidade.

Rosemary Cavalcante era filha do casal Adaucto Benigno Cavalcante e sua esposa Belizarina, mais conhecida como Dona Netinha. Ele foi gerente da filial em Macapá, das Casas Pernambucanas.

Rosemary, amiga dos Padres da Prelazia de Macapá, frequentava muito a Igreja de São José e era professora do IETA, inclusive foi professora de Educação Física de Eloísa.

Pe. Jorge, Rosemary e os pais dela, são falecidos.

Foto: Eloísa Cavalcante > Arquivo Pessoal


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

MEMÓRIA DA MINERAÇÃO DO AMAPÁ

Na edição de número 681, datada de 8 de maio de 1965, a Revista Manchete, publicou uma reportagem de Gervásio Batista, Aleixo Anselmo e Erich Mess, sob o título “O TESOURO DO AMAPÁ”, sobre a exploração de manganês, pela Industria e Comércio de Minérios S/A – ICOMI.

MANCHETE, foi uma revista semanal de grande circulação, lançada no Rio de Janeiro (RJ) em 26 de abril de 1952, tendo circulado regularmente até 29 de julho de 2000. Criada pelo imigrante ucraniano Adolpho Bloch, fugido da Revolução Russa, a publicação se estabeleceu como principal concorrente da então extremamente bem-sucedida revista O Cruzeiro, dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, a qual viria a superar. (Fonte)

MEMÓRIAS DO LARGO DOS INOCENTES - FORMIGUEIRO – PARTE 13 – DONA MILICA: LAVADEIRA PIONEIRA QUE ENGOMOU O LARGO DOS INOCENTES COM ALEGRIA E FÉ

No coração do Largo dos Inocentes , um dos bairros mais antigos e pulsantes de Macapá , viveu uma senhora que transformou o suor do trabalho...